luzes-de-natal

Não posso me fazer tão presente agora pra mostrar que posso ser o que você precisa, não posso dizer que vou mudar a sua vida, até porque se tivesse tal poder, juntaria sua vida a minha, agora. A luz do seu sorriso brilha na minha cabeça, como luzes de natal, a saudade já imensa do seu beijo, me consome. Sei, que o que acontece comigo agora não é de pário querer, mas a saudade que tenho de você agora é comparada a uma sede, que me faria beber o mar inteiro. Não me pergunte porque, mas por você eu roubaria das estrelas o brilho para iluminar o caminho, que quero seguir ao seu lado, se também esse for seu desejo. Freud e Einstein desenlouqueceriam após perceber que querer de verdade é como eu quero você. Nem toda antologia de Vinicius, teria suficiente eloquência para provar o que sinto, então entenda, mas por favor entenda mesmo, que minha ida até você é consequência para a sua vinda ao meu encontro, mas venha, porque do jeito que você vier, eu serei o encaixe perfeito até você, estarei de braços abertos, e acredite, não será um abraço sozinho, te envolverei também em meus braços e te farei sentir que a verdade que há em mim, é poder existir com você. Tudo que tenho pra dizer, não caberia nessas linhas, muito menos na minha poesia ou na minha música, então olhe aqui nos meus olhos, desde a primeira vez você me encantou.
—  Frederico H.
5

Você vai precisar de:

  • Luzes de Natal (daquelas brancas, que não piscam)
  • Bolas de ping pong
  • 1 placa de MDF
  • Espelho
  • Cola quente
  • Furadeira
  1. Primeiramente, cole o espelho na placa de MDF. 
  2. Depois, faça furos (com o mesmo espaçamento entre eles) na placa, contornando o espelho. 
  3. Com o auxílio de uma faca ou estilete, faça furos nas bolas de ping pong, como mostra a imagem. 
  4. Encaixe as luzes de Natal nos furos feitos no MDF. Em seguida, coloque as bolas de ping pong em cada lâmpada. 
  5. E seu espelho cheio de glamour está pronto! 

Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu

Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da cercania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu

Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar

Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão

Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor
Aos quinze, foi mandado pro reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror

Não entendia como a vida funcionava
Discriminação por causa da sua classe e sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador

E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvar

Dizia ele: “Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
Tô precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar”

E João aceitou sua proposta
E num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidade
Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal

“Meu Deus, mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu começo a trabalhar”
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês em Taguatinga

Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô

Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar

E Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar

Mas ele não queria mais conversa
E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E sem ser crucificado, a plantação foi começar

Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade
“Tem bagulho bom ai!”
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali

Fez amigos, frequentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar

Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
“Vocês vão ver, eu vou pegar vocês”

Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou general

Foi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeu

Ele dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
“Maria Lúcia pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter”

O tempo passa e um dia vem na porta
Um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa
E diz que espera uma resposta, uma resposta do João

“Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas
Que fica atrás da mesa com o cu na mão

E é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinques com um Peixes de ascendente Escorpião”
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse
“Você perdeu sua vida, meu irmão”

“Você perdeu a sua vida meu irmão
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
Eu vou sofrer as consequências como um cão”

Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira
Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar

Falou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia
E Santo Cristo revendia em Planaltina

Mas acontece que um tal de Jeremias
Traficante de renome, apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabar

Mas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigar

Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente mas não sabia rezar

E Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
“Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar”

Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez

Santo Cristo era só ódio por dentro
E então o Jeremias pra um duelo ele chamou
“Amanhã às duas horas na Ceilândia
Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou

E você pode escolher as suas armas
Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia
Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor”

E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão

No sábado então, às duas horas
Todo o povo sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas
E acertou o Santo Cristo começou a sorrir

Sentindo o sangue na garganta
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali

E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
“Se a via-crucis virou circo, estou aqui”

E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu

“Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha da puta, sem vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão”

E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor

E o povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade
Não acreditou na história que eles viram na TV

E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz

Sofreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeer

—  Faroeste Caboclo - Legião Urbana

“Enfiei o braço atrás da cama e tirei um jarrinho com as moedas. Despejei todas na mão dele. Uma moedinha rebelde que devia ter um pouco de cola ficou grudada no fundo do jarro.
- Use essas moedas. Elas sempre foram suas.”

A Seleção, página 8 1

“Fui arrastada para o palácio enquanto o homem anunciava o próximo golpe. Não sabia se deveria me sentir grata ou envergonhada. Por um lado, eu não precisava mais ver aquilo; por outro, me pareceu que eu estava abandonando Marlee no pior momento de sua vida.
Uma amiga de verdade  não teria de fazer mais que isso?
- Marlee! - gritei. - Marlee, perdão!”

A Elite, página 1 0 9

“Passei reto, olhando para frente. Uma vez que fosse, achei que podia me dar ao luxo de ignorá-los. Ergui os olhos para as luzes de Natal que pendiam do telhado. Meu pai as colocara lá. Quem as tiraria?”

A Escolha, página 2 4 8

“- Por favor, não faça isso. Por favor. Eu amo você.
Comecei a fazer cara de choro
- Não ouse - Maxon ordenou, com os dentes cerrados. - Sorria sem parar até o último segundo”

A Escolha, página 3 1 3

“Observei confusa quando um desses guardas de lenço vermelho chegou por trás de Celeste e lhe deu um tiro bem atrás da cabeça.
[…]
Eu sinto muita, muita saudade dela.”

A Escolha, página 3 1 4  e  3 4 5

“- Não! Eu não vou! - gritei.
- Você vai. - Maxon disse, cansado.
- Vamos, Meri. Precisamos correr.
- Eu não saio daqui!
Foi então que Maxon, como se subitamente recuperado, agarrou o casaco do uniforme de Aspen com força.
- Ela tem que sobreviver. Você entendeu? Não importa o que aconteça, ela tem que sobreviver.”

A Escolha, página 3 1 8

Me disseram que as garotas normalmente começam a planejar seus casamentos aos 7 anos de idade. Ela escolhe as cores e o bolo primeiro. Aos 10 anos ela sabe quando vai ser e onde. Aos 17 ela já escolheu um vestido, duas madrinhas e uma dama de honra. Aos 23 ela está esperando por um homem que não vá se esconder quando ouvir a palavra “compromisso”, que não seja uma solução temporária para o lado vazio da cama; alguém que segure sua mão como se fosse a única que ele já tenha visto. Para ser honesto, eu não sei que tipo de smoking estarei usando. Não tenho ideia de como quero meu casamento, mas imagino a mulher com quem vou me casar.
Imagino que o sorriso dela vai ser tão grande que vai dar para enxergá-lo pelo Google Maps e saber exatamente o local do nosso casamento. A mulher com quem eu planejo me casar vai ter champanhe no andar e eu vou me embebedar em seus passos. Quando o padre perguntar se eu tomo esta mulher por minha esposa, eu vou dizer sim antes que ele termine a pergunta. Depois vou me desculpar por ser mal-educado, mas também vou explicar para ele que nosso primeiro beijo aconteceu há quase 5 anos e eu estive praticando meu “sim” pelos últimos 1680 dias. Quando as pessoas me perguntam sobre meu casamento, nunca sei direito o que dizer. Mas quando eles me perguntam sobre a minha futura esposa, eu sempre digo: os olhos dela são as únicas luzes de Natal que valem a pena ser vistas durante o ano todo; ela pensa demais, sente falta do pai, ama dar risada e é uma péssima mentirosa, porque seu rosto nunca soube como fazê-lo direito. Eu digo a eles que se meu despertador soasse como a voz dela, meu botão de soneca ia ficar empoeirado. Eu digo a eles que se ela viesse em uma garrafa, eu beberia dela até que minha visão ficasse turva e meus amigos tirassem a chave do carro das minhas mãos. Se ela fosse um livro, eu decoraria o sumário e a leria de capa a contracapa, esperando encontrar erros só para que nós dois pudéssemos ter algo para melhorar. Por que afinal não somos todos inacabados? Precisamos ser editados, precisamos que alguém nos leia, precisamos que alguém nos diga que fazemos sentido. Mas as imperfeições dela são as coisas que mais amo. Eu não sei aonde vou me casar, mas sei que quando me perguntam sobre a minha futura mulher, eu sempre digo: ela se parece muito com você.
—  Rudy Francisco.