lucasmouraforever

O Morumbi é o nosso lar, nosso canto. É o campo que conhecemos como nenhum outro time. É também onde nos sentimos mais à vontade e mais poderosos. Foi sim uma das melhores atuações em 2012. Mais que um jogo foi um belo espetáculo e uma exibição excelente da nossa equipe diante de um grande time que é o Santos. Cada jogo é um jogo, como todos dizem, e tem sua história. Espero que possamos mostrar um bom futebol e que a história termine feliz como aconteceu naquele dia. Lucas

Tudo começou lá na Arena da Baixada. Eu tinha apenas 17 anos. O Milton Cruz assumiu o time depois da saída do Ricardo Gomes. Tive a oportunidade de entrar no jogo contra o Atlético-PR. Foi muito especial e emocionante para mim. Jamais vou esquecer. Depois da estreia foi muito curioso, pois três jogos após essa partida eu já fui titular pela primeira vez. Foi contra o Vasco, no Morumbi. Depois disso nunca mais sai do time. Empatamos em 0 a 0, mas me lembro que fui muito bem, com boas jogadas. Minhas mãos e pés suavam, mas foi um dia muito especial. Passaram alguns jogos e teve aquele episódio com o meu apelido, que era Marcelinho. Foi um apelido que carreguei por um bom tempo, desde os seis anos, mas quando cheguei no profissional começou a dar problema, até pela rivalidade ficavam comparando. Isso não é legal. Não queria fazer minha carreira com o nome de uma outra pessoa. Queria meu nome de batismo e também foi um pedido da minha mãe. O primeiro gol sempre é inesquecível para qualquer jogador. O meu foi lá em Minas contra o Atlético-MG. Ganhamos por 3 a 2. Começamos vencendo com um gol do Casemiro, mas eles viraram. Aí fiz um gol e dei o passe para Fernandão. É outro momento marcante para mim. Desde que comecei a ser titular acho que fui bem, mas o momento que me firmei mesmo foi quando eu voltei do Sul-Americano em 2010 com a Seleção Sub-20. Ali todo mundo passou a conhecer o Lucas. Fiz três gols na final contra o Uruguai, estava com a camisa 10. Voltei ao São Paulo com outros status. Mas também passei por momentos ruins. Em 2011, quando perdemos para o Avaí na Copa do Brasil foi muito triste. Fui bastante cobrado, mas logo em seguida vencemos cinco partidas no Brasileiro. Outro momento ruim também que foi quando tivemos uma sequência ruim nesta competição. Me xingaram bastante e foi muito difícil. É difícil você agradar a todos, sempre vai ter alguém que não gosta de você. Mas ainda falta muito para eu ser ídolo. Ainda não conquistei nada. Quero colocar o São Paulo de volta na Libertadores. Sei do patamar que eu alcancei no clube, jamais vou fugir disso. Quero deixar os torcedores felizes e satisfeitos. Eu sou assim. O Lucas do dia a dia é este que todos veem dentro de campo e nas entrevistas. Sou de bem com a vida, alegre e sempre procuro trazer bom humor no ambiente em que estou. Também sou muito família, gosto de estar sempre com meus amigos e familiares. Por incrível que pareça, ainda sou um garoto, que joga bola na rua. Nunca esqueci minhas origens. A vida é assim. Tudo passa muito rápido e estes 100 jogos também passaram. Parece que foi ontem o jogo na Arena da Baixada. Desde então já passei pela Seleção de base e principal também… Aconteceram muitas coisas e estou aproveitando bem este tempo e fico contente por isso. Sei que tem muita coisa pela frente ainda. Mas já tem uma história bonita para contar. Espero escrever muitas outras páginas, mas já tem um bom começo e com certeza vou escrever muitas páginas deste livro. Espero completar com títulos e finalizar esta história com alegria e satisfação. Lucas Rodrigues Moura da Silva

Tenho de honrar essa camisa e ajudar o São Paulo. Estou feliz com o meu momento e quero cada vez mais honrar essa camisa, para deixar saudades dentro e fora de campo quando eu for para a França. Vou honrar essa camisa. Procuro contagiar o grupo com a minha raça. Tenho prazer de jogar futebol. Não sou um herói, mas procuro fazer o máximo para ajudar o São Paulo. Estou muito feliz. Estava com muita vontade de jogar, muita vontade de pisar no Morumbi e voltar a vestir essa camisa. Por tudo que aconteceu nos últimos dias, minha responsabilidade aumentou demais e estou pronto para encarar isso. Por isso que entrei tão focado em campo. Vou ter tempo para conquistar este objetivo, sei que será complicado, uma grande pressão, mas estou preparado para suportar tudo. Futebol é esporte coletivo e sempre falei que não sou um salvador da pátria. Posso garantir que estou 100% focado e pronto para ajudar a equipe. Lucas