luan rafael

Ela amava ele, disso não haviam dúvidas. Por mais estranho que pareça ela amava alguém que nunca vira. E sabia tudo o que podia sobre ele. Sua cor preferida, seus medos e seus desejos. Sabia o tom exato da sua voz e sabia que nunca amaria alguém como o amava. Ele não sabia que ela existia. Ele não sabia o nome dela, muito menos que ela daria sua vida por ele. Em um futuro distante, ou nem tanto, eles se conheceram. Ele viu ela chorando, abraçou ela e disse que a amava. Dez minutos depois ele se esqueceu. Dez anos depois ela ainda se lembrava de cada detalhe.
Não mudei de cidade, nem de telefone, só escolhi ser feliz. Mesmo endereço, mesmo apartamento, em frente a igreja matriz. Por isso todo mundo passa e quem não passou vai passar. Já tô dizendo aos meus amigos: “Calma que eu não vou pirar!”. Já pirei, me apaixonei, perdidamente e o que eu sei é que daqui pra frente… Vai ser nossa cidade, nosso telefone, nosso endereço, nosso apartamento. Sabe aquela igreja? Tô aqui na frente, imaginando chuvas de arroz na gente.
—  Chuvas de arroz - Luan Santana
“Além da beleza, sua voz faz com que qualquer um fique vidrado no gesticular das palavras que saem da sua linda boca. A música dele tem um brilho secreto, um sentimento de plenitude e felicidade. Você ouve, respira com calma e faz com que sua alma sinta cócegas, é um tipo de alegria que eu nunca vou conseguir descrever com perfeição.” — Para Dante