lua-maria

Quando Dois Corações se Encontra 2ª temporada

Capítulo 37 :

 Lua: Mas quem é?

Anne: Eu não sei o nome dele, é um palhaço sem graça. — revirou os olhos. — Idiota…

Camila: Peter… — cutucou Lua e apontou discretamente para Peter que olhava para elas acenando.

Lua: É aquele ali? — perguntou para a irmã que virou e avistou o homem.

Anne: Sim. É ele. Por favor fale com ele, eu não aguento mais ele falando tolices para mim. — revirou os olhos. — Com licença. — saiu de perto das três que se entreolharam e começaram a rir.

Raquel: O Peter não pode ver um rabo de saia. — gargalhou, balançando a cabeça negativamente.

Lua: Não sendo pela minha irmã, tudo bem.

Camila: Lua Maria, a justiceira em ação. — disse como em um desenho animado e as três riram juntas. Lua mostrou a língua para ela e saiu em direção de Peter que estava com mais dois amigos encostados na barreira de proteção do barco. Ao chegar perto dos três eles sorriram.

Lua: Posso falar com você Peter? — deu um sorriso educado para ele que assentiu, também sorrindo. Os outros dois trataram de pedir licença e deixar os dois a sós.

Peter: Sobre?

Lua: Sobre minha irmã. — fechou a cara ao ver um sorriso malicioso estampado no rosto de Peter. Anne poderia ter todos os defeitos do mundo, mas ainda assim era sua irmã, sua irmã mais nova. Assim como Bianca e Lara a defendiam quando era menor, gostaria de fazer o mesmo com Anne.

Peter: Estou apaixonado! — ergueu os braços para cima, brincalhão como sempre. Lua cruzou os braços e olhou para ele séria.

Lua: Já ouvi quinhentas vezes essa mesma história. Inclusive com Mia. E não deu certo. — revirou os olhos e viu-o fechar o sorriso, passando a olhá-la também seriamente. — E não quero isso para minha irmã.

Peter: Está me comparando como um monstro, Lua. — o tom de voz parecia ofendido, mas Lua apenas deu um sorriso cínico e continuou olhando para ele. — Lua…

Lua: Não quero minha irmã envolvida em corridas, nem nada disso. Já basta eu.

Peter: Não pode decidir nada por ela.

Lua: Mas posso ver o que é melhor para ela. — continuou o olhando seriamente e ouviu seu nome sendo gritado por Arthur, olhou para cima e ele estava lá com Fernando e Mica.

Olhou novamente para Peter que a mirava um tanto raivoso, ou seria decepcionado? — Não é nada com você Peter, eu o adoro e você sabe disso, mas com minha irmã não. — sorriu sutilmente e deu as costas para ele que permaneceu parado, ainda um tanto desnorteado.

Ao chegar onde Arthur estava com os amigos, viu também Camila e Rafael sentados em um canto e Anne junto de Raquel em uma mesa.

Sorriu e sentou ao lado de Arthur, que logo a abraçou e começou a observar os amigos que conversavam entre si, falando de seus trabalhos. Camila sem duvidas era a principal atração da conversa, todos ainda tinham muitas perguntas para ela sobre a categoria que corria. Era diferente ter uma mulher em meio aos papos de homens que eles sempre tinham. E Camila parecia se divertir com isso.

Fernando: E quando sai o casório, Mila? — ele perguntou inocentemente, nem sabia direito o que estava acontecendo.

Mas bastou isso para Camila dar um sorriso sem graça e Rafael fechar a cara. Raquel olhou para ele arregalando os olhos e balançando a cabeça, como se pedisse para ele ficar quieto. — O que foi? Continua enrolando o Rafael, Camila?

Camila: Lógico que não. — o sorriso não surtiu nenhum efeito para amenizar o clima pesado que se formou entre ela e Rafael.

Rafael: Imagine se estivesse. — revirou os olhos, ironicamente.

Camila: Quer dizer o que com isso? — o mirou, ele apenas a ignorou, voltando a olhar para o mar. — Rafael…

Micael: O que está acontecendo com vocês dois? — estranhou o casal. Rafael nunca tratava Camila assim, apesar do jeito difícil dela. Conhecia o irmão, sabia o quanto ele era apaixonado por ela. Nunca era grosso, ao contrario, como muitos diziam era um verdadeiro bonequinho nas mãos de Camila. Mas se amavam, do jeito deles.

Camila: Nada. — respondeu ainda olhando assustada para Rafael.

Rafael: Exatamente, nada, absolutamente nada. — levantou do sofá onde estava sentado e como um vulto sumiu de perto de Camila. Está que ainda continuava surpresa com essa reação de Rafael.

Lua: Vai atrás dele. — cutucou Camila que olhou para Lua desentendida. – Vai Camila. — a empurrou para cima, essa que lhe dirigiu uma cara feia, mas ainda assim, relutante, saiu de perto deles e foi procurar Rafael.

Lua e Arthur se entreolharam e ela pode ver nos olhos do marido a preocupação com a irmã. Camila era uma peça tão importante em sua vida, odiava ver a irmã sofrendo. Ainda que soubesse que a razão estava do lado de Rafael.

7

               De Arthur Aguiar para Lua Blanco:

“Cara, eu amo ela. Amo o fato dela me ter por completo com meras palavras, de ela me fazer chantagens e eu sede-las. Amo aquela voz mansa que ela faz só pra conseguir alguma coisa. Amo quando ela vira os olhos para cima com um jeito meio esnobe e antipático. Amo a ver conversando com outros caras e depois vir dizer que acha fofo me ver com ciúmes. Amo aqueles olhos castanhos que parecem brilhar só para mim. Amo o som daquela risada e aquelas covinhas. Amo aquele cabelo loiro e encaracolado que parecem ser de outro planeta. Amo suas mãos pequenas e macias. Amo aquele pé de princesa. Amo o modo de como o seus lábios dizem “eu te amo”. Amo a ver pedir “desculpa” quando a culpa é minha. Amo o jeito que ela me faz rir. Amo quando ela tenta fazer cocegas nos meus pés só para tirar uma gargalhada mais forte. Odeio quando ela chora, e odeio mais ainda ser o motivo do seu choro. Amo o jeito de como ela arruma as nossas escovas de dente no banheiro. Amo quando ela briga comigo por levanta da cama sem colocar o meu chinelo ou minha camisa. Amo aquele jeito certinho que ela tem nas coisas. Amo a ver estressada e melancólica quando está na TPM. Amo ficar sem dormir só para ficar com ela assistindo aquele filme romântico que já passou pela trigésima vez. Amo ficar sem assistir aos jogos do meu time nos domingo, só para deixa-la ver aquele canal de rock que tanto ela gosta. Amo abraça-la nas noites de frio. Odeio a ouvir falar sobre a amiguinha de trabalho que ela tanto quer matar. Amo ter que dividir a mesma cama com ela. Amo ter que ouvi-la suspirando enquanto dorme. Amo acordar com ela cantando no chuveiro aquele refrão de “Hey there delilah”. Odeio quando ela vai trabalhar cedo e esquece a cama bagunçada. Amo ter que perder no vídeo-game só para vê-la feliz. Odeio quando ela grita o meu nome por completo quando esta com raiva. Amo o jeito com que ela morde os lábios. Amo aquela cara de safada que ela faz só para me levar para a cama. Amo a sua unha quando arranha as minhas costas. Amo quando ela geme baixinho no meu ouvido. Amo aquele amor gostoso que só ela consegue fazer. Amo ter que ficar abraçado depois de uma noite quente, se é que você me entende. Odeio ter que fingir que a saudade não me mata. Odeio morrer de amor e continuar vivo. Odeio acordar todos os dias e quere-la incondicionalmente é saber que ela não está mas aqui. Odeio ouvir a nossa musica e lembrar de tudo. Odeio ama-la desse jeito. Odeio não conseguir te odiar. Odeio ter que admitir, mas eu amo tudo em você.” - Lua Maria Blanco 

9

(...) A felicidade entrou com o pé na porta e sentou ao meu lado. Eu não estava mais sozinha esperando o espéculo. O trânsito todo parado e ela acena no carro ao lado, depois morre de vergonha e toma bronca do pai para sentar direito na cadeirinha. O dia meio cinzento, vai-não-vai e de repente ela surge amarela e esquenta a vida. Ela mora numa gaveta cheia de bobeirinhas lá em casa ... Ela toma banho comigo quando a água leva embora coisa ruim e renova a alma e dorme ao meu lado quando eu descanso... - Tati Bernardi