lua aeroporto

Quando Dois Corações se Encontra 2ª temporada

Capítulo 54 :

 Seguiu ele que foi colocar as malas no carro fazendo um gesto para que todos ficassem na sala. Joana assentiu e logo chamou os três para comer. Lua caminhou até onde o carro estava estacionado e encostou— se à parte lateral enquanto ele fechava o porta—malas.

Lua: Eu vou com você. — disse cortando o silêncio. Arthur olhou para ela surpreso.

Arthur: O que?

Lua: Ao aeroporto. — sorriu suavemente e ele riu. Lua correu para dentro de casa para pegar sua bolsa e voltou ao carro, sentando ao lado de Arthur no banco. — Olha o que você me faz fazer. — levantou as mãos ao alto e ele riu ao reparar na roupa que ela estava. Calça jeans, uma blusa um tanto já velha e chinelo de dedo.

Arthur: Continua linda. — inclinou—se um pouco para lhe beijar. Lua sorriu e segurou a mão dele que estava livre. Ele a olhou. E ela sentiu tudo girar. Era impressionante o modo como os olhos de Arthur a atingiam. Muitas vezes não precisavam falar nada, apenas por um olhar se entediam. E Lua sabia o que aquele olhar significava. Ele estava com medo.

Lua: Vai dar tudo certo. — apertou a mão dele ainda mais forte. — Você nasceu para a Fórmula 1, Thur. Como piloto, como chefe de equipe, como qualquer coisa relacionada a corridas.

Arthur: É tudo diferente…

Lua: Você vai saber lidar com isso. E quando sinta que já não pode mais, eu estarei aqui esperando por você. Não vou morrer e não matará as crianças terem que fazer uma viagem.

Estaremos com você assim que nos chamar. — ele continuou em silêncio, mas logo viu o sorriso que mais gostava estampado no rosto dele.

Arthur: Você promete?

Lua: Eu prometo bebê. — acariciou o rosto dele e lhe deu um beijo nos lábios. Arthur respirou fundo e olhou para frente, vendo o aeroporto logo à frente. Lua engoliu em seco ao ver o carro sendo estacionado e Arthur descer. Soltou— se do sinto de segurança e foi atrás dele, o ajudando com uma mala.

Não se importaria de estar de chinelo de dedo e sem maquiagem, o que lhe importava de verdade era estar ali com Arthur. Ao passarem pela porta automática, logo viram as pessoas passarem apressadas por eles e alguns repórteres à frente logo os viram. Lua suspirou e procurou a mão de Arthur, passando a caminhar com ele de mãos dadas.

— Como se sente retornando a Formula 1, Arthur?

— Está confiante quanto à nova temporada?

— O que espera de Jimmy nesta etapa da Austrália?

Os repórteres não se importavam de estarem o bombardeando de perguntas. Arthur sorria, relaxado com o assedio.

Educadamente respondia algumas, enquanto andava para o balcão de atendimento. Ao chegar lá viu Robert o esperando. Lua engoliu em seco e olhou para Arthur.

Robert: Boa noite Arthur. Boa noite Lua. — estava sério demais para ser Robert. E Lua sabia o motivo. Podia contar nos dedos às vezes que Robert lhe chamou de Lua. E em todas elas estava bravo com ela.

Lua: Boa noite.

Arthur: Boa noite Robert. — colocou uma mão no ombro dele e lhe deu um tapinha. — Todos já chegaram?

Robert: Estão na sala reservada. — respondeu sem alguma emoção e Lua engoliu em seco. — Quer que eu despache suas malas? — apontou para as malas e Arthur assentiu. Ele levou as malas e Arthur olhou para a atendente à sua frente.

— Boa noite senhor Aguiar.

Arthur: Boa noite. — entregou alguns documentos à ela que os revisou e o entregou sorrindo.

— Faça uma boa viagem.

Arthur: Obrigado. — deu as costas a ela e olhou para Lua que estava com a cabeça apoiada em seu ombro. Sorriu para ela e passaram a caminhar para a sala onde reservaram à eles e mais algumas pessoas que iriam junto no avião particular. Na sala estavam cinco homens, Arthur e Lua os cumprimentaram e logo passaram para o fundo da sala, sentados em um sofá branco.

Lua: Vou sentir saudades. — não olhou para ele, continuou com os olhos baixos mirando suas unhas.

Arthur: Não vai demorar nada. Logo, logo estarei de volta. — segurou o rosto dela e o puxou para cima, fazendo ela o olhar. — Você vai se cuidar, não é? Promete que não vai brigar com mais ninguém e cuidar um pouco mais de sua vida? — sorriu para ela que ficou em silêncio por algum tempo, pensativa. Mas assentiu. — Fale com sua mãe. Curta esse tempo com nossos filhos, com seu trabalho. Vá ver suas irmãs em Puebla, seus sobrinhos. Tente colocar juízo na cabeça da Camila. Fazendo isso, você nem verá o tempo passar.

Lua: Vou tentar. — assentiu novamente e ele acariciou seu rosto. Lua fechou os olhos e se não estivesse se controlando, seria ali mesmo que começaria a chorar como um bebê. — Você também se cuida. Sei que é algo empolgante, mas não se esqueça de se cuidar.

Arthur: Vou me cuidar. — disse confiante e Lua sorriu. Um homem entrou na sala e disse que o avião já estava pronto e que poderiam embarcar. Lua mordeu os lábios e viu Arthur levantar do sofá. — Eu te amo Luinha. Não se esqueça disso. — ela levantou rapidamente e o abraçou, colocando sua cabeça perto do coração dele. Podia ouvir as batidas e aquilo a acalmava.

Lua: Eu também te amo. E não vou me esquecer, assim como quero que também não esqueça. — deu um sorriso pequeno e voltou a olhar para ele. — Eu confio em você. — o olhar que trocaram fez com que Lua se arrepiasse. Ele sorriu e a segurou pelos braços.

Arthur: Você é minha vida. — segurou o rosto dela e a beijou. Lua tinha vontade de chorar e de se agarrar nas pernas de Arthur como uma criança e pedir para que ele não fosse mais.

Aquilo queimava em seu peito, mas era a felicidade dele. Quando o beijo chegou ao fim, a sensação de triplicou. Ele a olhou e lhe deu um beijo na testa, para logo depois seguir o fluxo de pessoas.