lavadas

Então vamos lá, você é um idiota. Cara, como você consegue ser tão idiota? Como cabe tamanha estupidez em uma pessoa só? Você veio ao mundo e só porque estava com o nariz vermelho, quis ser um palhaço. E também é estupido. Pode parecer que idiota e estupido são as mesmas coisas, mas você consegue separar e superar o significado dessas palavras. E também, você não sabe ver as horas. Porque quem sabe ver as horas não deixa ninguém esperando duas horas e meia, antes de chegar com a cara mais lavada do mundo, e dizer que não viu o relógio. E falando em cara lavada, não existe no mundo um ser mais descarado como você, fala besteiras na maior altura, como se todos ao redor estivessem de platéia, tentando entender suas piadas sem graças. Graça, algo que precisa ser apresentado à você com urgência. Mas eu rio das suas piadas, e me odeio por isso as vezes. A normalidade entra na linha do não-existe com você, e as vezes, a educação também. Não adianta escrever os nossos nomes com o dedo no céu, pelo amor, quem inventou isso? E por que você faz? Qual o sentido? E não, as estrelas cadentes não são cometas, não são! Pare de me desiludir. E você é um especialista em destruir sonhos. Cara, custava deixar eu acreditar que eu poderia ser astronauta? Tinha que me dizer todas as teorias de conspiração de que o homem nunca foi na lua e blá… não precisava! E essa mania de me encarar? Fica aonde? E ainda pergunta o porquê de eu virar o rosto, desviar o olhar e ficar vermelho. Você já se encarou com essa mesma expressão no espelho? Já viu a cara de maniaco estripador que tu fica? Não, essa cara não é sexy, guarde bem isso, assusta, é feia, e cá entre nós, é mais engraçada que suas piadas, mas sexy não. E não discuta comigo, babar não é sexy! Quando nesse mundo alguém disse que babar enquanto dorme é sexy? De que universo veio isso? E barba, essa porcaria de barba mal feita não deveria ficar bem em você, porque você fica mais homem, porém com jeito de criança. Daquelas crianças birrentas ainda, que você diz não, elas sorriem e fazem. Queria eu poder é te dar um puxão nessas orelhas de abanar fogo, porque, não tem cabimento, só não é maior que esse nariz, que você deveria considerar a hipótese de cirurgia. Tudo bem, não são tão grandes assim, e eu gosto. Mas seu pé! A há! Seu pé! E que pé. Calça quanto? Quarenta e nove? Cinquenta? E ainda pisa no meu pé e acha que não dói… experimenta um pisão seu pra ver! Mas uma coisa supera tudo: quanto mau gosto! Mau gosto pra se vestir, mau gosto pra falar essas frases cuspidas de qualquer linguajar maroto que não me interessam nem um pouco saber de que buraco saiu. Mau gosto pra comida, me obriga a comer essa pizza de cinco queijos, que você consegue ver o óleo em cima, avisando que você vai engordar pelo menos uns três quilos só de sentir aquele cheiro. Mau gosto pra filmes, onde você ainda não entendeu que eu odeio zumbis? E que eu odeio armas, guerras, caras mascarados esfaqueando todo mundo e filmes de humor que eu fico mais assustado com sua risada no meio do nada que achando graça daquilo. Mas o seu pior mau gosto, sem duvidas, foi eu. Não tinha pessoa no mundo melhor? Eu não gosto de nada, por achar que nada gosta de mim, eu odeio noventa e nove por cento das coisas existentes no mundo. E você está em grande parte desses noventa e nove por cento, mas de alguma forma, consegue tomar só pra você o um por cento inteiro de que eu não odeio. Consegue me fazer te perdoar essas manias irritantes e essa carência de cão sem dono. Consegue ser meloso a ponto de me fazer querer te afastar com chutes, mas me dá espaço quando eu não consigo olhar pra sua cara. E você volta, como você consegue voltar depois de tanta burrada? Eu te xingo do caralho a quatro, digo que te odeio e choro, cara, eu te odeio! Eu choro por sua culpa, choro de raiva, porque eu não consigo ficar com raiva. Choro que nem criança e te mando embora, mesmo você sendo a única pessoa que consegue me fazer parar de chorar. E você sabe disso, porque você não vai. E, de tudo, eu odeio mostrar meu lado bom pra alguém. Odeio deixar que me vejam vulnerável, mas você me obriga a contar as histórias mais tristes e sentidas da minha vida, só pra depois de rir, e me fazer rir, dizer que isso não vai acontecer daqui pra frente. Daqui aonde, para ser exato? Praticamente estamos caminhando no vácuo, para uma direção que você inventa e diz ser a certa. Eu nunca precisei de ninguém, meu coração e um freezer, desses bem vagabundos de boteco, eram quase a mesma coisa. Não ligava pra amor, não dava a minima para as pessoas que iam embora. E eu conto as horas, sim, eu conto até os minutos quando você liga falando que está vindo. E a porcaria do tempo para nessas porcarias de vezes que você liga. E nada sai do jeito que eu quero. Penso um filme antes de você chegar, me faço prometer a mim mesmo que eu não vou te dar tanta corda, que não vou te dar atenção, que vou te dar aquela ignorada bem caprichada, pra você ver que meu mundo não gira em torno dos seus olhos de criança quando vê algum doce. E se dá certo? Claro. Que não. Você faz a porcaria da minha vida querer você em cada cantinho dela, pra bagunçar cada prateleira que eu arrumei com tanto cuidado. Aliás, eu tomei cuidado em cada detalhe para não chegar nesse exato momento, onde eu vou ficar aqui pensando em cada detalhe seu só pra passar o tempo, fazendo uma coisa que, de uma hora pra outra, se tornou rotina: pensar em você. Cair por você. Morrer por você. E justo eu que sempre achei que não morreria por ninguém, estou sendo a pessoa que atira e corre pra pular na frente e te salvar. Hipocrisia, não é? Pois é. E agora eu me pergunto: eu me arrependo? E te odeio um pouco mais por causa dessa resposta. Não, eu não me arrependo. E sim, minha vida depois de você não se compara com aquele inferno de cidades de metais e pedras, que eu vagava todos os dias, tentando fugir da nostalgia do azul-claro do meu quarto. E você me faz isso, me faz admitir coisas que eu morreria negando. Gostar de você é uma delas. E não, eu não vou dizer que te amo tão cedo. Mesmo entregando todos os meus segredos de bandeja. Esse você não me arranca fácil. Mesmo que seja uma tortura imaginar esse sorriso ao ouvir tamanha babaquice. Porque você costuma rir de coisas babacas e idiotas, por isso é assim, mas… pois é. Você é um idiota por completo. Eu odeio idiotas. Mas eu não consigo odiar você, nem um pouquinho, e isso me mata. Você me mata. Mas eu já disse que por você, eu morreria. E feliz. Eu morreria feliz.
—  A culpa é mesmo das estrelas? 
Nada do que estava vivendo me pertencia. Não suportava mais olhar para as pessoas todos os dias e fingir uma simpatia que não tinha. Arrepiava da cabeça aos pés imaginar que alguém pudesse penetrar o meu escudo e me fazer feliz por um instante. Tinha um medo danado até de andar com a cabeça erguida dando bom dia para quem cruzasse o meu caminho. Já pensou se em um desses bom dia alguém tivesse me ganho? Cruzes. Iria me apaixonar. Iria fazer planos. Iria querer me tornar melhor. Depois de sugar todo o meu amor acabaria indo embora com a cara mais lavada e a desculpa mais antiga do mundo “o-problema-sou-eu-e-não-você” e eu ficaria sem saber o que fazer, como sempre.
—  Os porquês de Amélia Roswell.
As pequenas gotículas de água caem e tocam o meu rosto. De olhos fechados sinto minha alma sendo lavada e toda sujeira escorrendo para fora do meu corpo. O som da chuva se torna a mais bela canção aos meus ouvidos. O cheiro de terra molhada me faz respirar profundamente para o sentir. Após sentir meu corpo e minha alma renovados, a forte chuva cessa, saindo do céu cinza ao arco-íris. A brisa suave que rapidamente se iniciou acariciava meu rosto de forma delicada. Com os olhos fechados e um sorriso no rosto pude o sentir me abraçando. Deus estava ali.
—  Cartas para Deus
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
—  Oscar Wilde.
Quando os dias nublados chegam acompanhados por gotículas de água caindo das nuvens chorosas, danço na chuva, e sinto toda a sujeira da minha alma sendo lavada. Nas noites frias e ruins, sinto uma onda de calmaria inundando o meu ser. Hoje olho para o céu e vejo o amor sorrindo pra mim, como sempre sorriu.
—  Cartas para Deus
Quando ela cai no sofá, so far way. Vinho a beça na cabeça, eu que sei, quando ela insiste em beijar seu travesseiro, eu me viro do avesso, eu vou dizer aquelas coisas, mas na hora esqueço. Eu encomendo um jantar só pra nós dois, se não tem nada pra depois então por que não eu? Você ta nessa rejeitada, caçando paixão. Eu com a cara mais lavada digo “Por que não?” Por que não eu?
—  Kid Abelha.
Não sou de postar textos, mas leiam esse, pfvr.

Infelizmente, o BRASIL ainda não sabe o que está acontecendo aqui em Minas Gerais. Os veiculos de “des-informação” continuam omitindo fatos e números importante para amenizar a tragédia em Mariana. Sugiro que aqueles que tem amigos virtuais em outras cidades, estados e paises, informem melhor e alertem o Brasil de que são centenas de milhares de pessoas afetadas pelo fato. Toda a economia dos municipios está comprometida. As escolas suspenderam as aulas, a agricultura está comprometida, porque não tem chuva, o comercio já quase parou, pois não tem água, nem para os banheiros; bares e restaurantes estão adotando material descartável para servirem, mas não existem panelas descartáveis e essas precisam ser lavadas. A contrução civil também foi afetada; não há água para o banho das pessoas. Hospitais e asilos, presidios e serviços essenciais estão sendo abastecidos por caminhões pipa, que precisam ir a outros municipios para se abastecerem de água, o que está onerando os cofres públicos com o alto consumo de combustível - isso quando conseguem passar pelas estradas bloqueadas pela manifestação de caminhoneiros.

O Rio Doce, um dos MAIORES DO BRASIL, está morto! As populações, desde Mariana-MG até Linhares-ES (e depois no Oceano Atlântico) estão sofrendo as consequências do que talvez seja a maior tragédia ambiental, ecológica, econômica, hídrica, já ocorrida no país. E as consequencias serão sentidas por muitos décadas. Somente em Governador Valadares são 260 mil pessoas afetadas. Alguém ja imaginou uma cidade de 260 mil pessoas totalmente sem água? E o pior: a água está correndo no Rio Doce, mas completamente envenenda por arsênico, mercúrio e outros metais.

Todos - eu disse todos - os peixes morreram envenendos e já se pode sentir o “cheiro” a kms de distância. Esse é o quadro que o BRASIL precisa saber. Divulguem para que outras tragédias possam ser evitadas. Talvez a próxima seja a dos lixões, ou das enormes pastagens que avançam derrubando as florestas, ou quem sabe, as imensas lavouras de soja??? Informem, manifestem a indignação pacífica, sem revolta ou violência. Chega de violência contra povo Brasileiro, menos ganância, é o que precisamos. Obrigado por me ler!

E o abraço? Aquele apertado, cheio de amor e carinho, sem más intenções. O abraço que mais parece um casaco quente e confortável, aquele que você se encaixa perfeitamente e ainda sobra algumas beiradas para esquentar mais e que deixa aquele cheiro misturado de roupa lavada e perfume. O abraço que envolve batidas rápidas do coração e respiração controlada, aquele que te acalma e ao mesmo tempo te bagunça. O abraço simples e demora.
—  Ah, o teu abraço.
Não chora - a menina repetia para si mesma dezenas de vezes. Teve os seus sonhos e sentimentos pisoteados, se sentia pequena demais no mundo cruel em que vivia. E apesar de se sentir pequena, sempre soube que tinha um coração grande. Ela carrega bons sentimentos e esperança no olhar. Distribui sorrisos aos desconhecidos e estende a mão aos necessitados. Gosta de observar o pôr do sol na companhia de um bom livro, sempre passando a mão pelos fios de cabelo enquanto lê. Toma banho de chuva mesmo correndo o risco de pegar um resfriado, costuma dizer que as sujeiras da sua alma são lavadas e escorrem junto com as pequenas gotas de chuva. Nunca deixou seus medos e dores serem maiores do que a sua esperança, e mesmo estando aos cacos, era forte o suficiente para se recompor. Sempre acreditou em amor eterno e que cada pessoa tem a sua alma gêmea. É uma eterna apaixonada por sorrisos, em especial por um só e da maneira como ganha forma nos lábios dele. Ela já tropeçou nos seus próprios sapatos e caiu algumas vezes, e apesar de ter ganhado alguns arranhões e vermelhidões nos joelhos, encontrava força em si mesma para se levantar sozinha. Ela torna a sua vida mais bonita e nunca deixa de acreditar nas coisas boas que o amanhã reserva. Ela pode ter tido o coração pisoteado, mas sempre acreditou que o que foi ferido pode ser curado.
—  Ela sou eu. Laureane Antunes
Como posso lhe explicar, sem muitos rodeios e sem parecer perdidamente apaixonada, que ela, até com o cabelo molhado e bagunçado, com aquela cara lavada “pós banho”, com uma roupa qualquer ou de toalha, sem nenhuma maquiagem, consegue ser extremamente mais sexy que qualquer outra mulher?
—  Mar e amar, doce.
Preciso te dizer que tudo dói ,que nada se cicatrizou como eu fiz questão de afirmar com a maior cara lavada de uma segunda-feira de manhã. A realidade é que as coisa não andam muito bem por aqui faz tempo, tá tudo sangrando, tá tudo confuso, uma mistura de aspirinas para bebedeiras, garrafas espalhadas pela casa, fotos rasgadas, mas que agora estão coladas em cima da mesa da sala, cartas em uma caixa junto com os nossos CDs e um coração em pedaços lutando para bater em um corpo que desde as 1:35 de ontem está enrolado em um edredom que ainda guarda teu cheiro, soluçando mais que respirando, fazendo o possível para que o telefone não caia mais uma vez no meio do rosto, enquanto olha os malditos dígitos embaçados do número de alguém que deveria ser esquecido desde a sexta-feira de cinco semanas atrás, mas que se fosse visto hoje seria lembrado que as borboletas no estomago ainda não entraram em coma alcoólico.
—  Juliana Cohén

o corpo é uma prisão. as memórias ainda vivem aqui, andam na contramão, num fluxo sanguíneo sufocado. saudade rasga a pele feito arado, no peito é só dor surrada. respiro pelas frestas da alma, esta que nunca foi lavada…

E a gente briga, não nos entendemos, você some e volta com a cara mais lavada dizendo que sentiu falta e me pergunta:“ Tem lugar ai pra mim?” E eu digo que sim, por que a gente é assim, vai e volta, sempre volta… porque apesar de tudo somos loucos, loucos um pelo o outro.
—  Thais Lopes

“Revi os meus planos, requentei os meus sonhos e decidi que não vou esperar o ano novo para sorrir. Vou fazer deste resto de ano, o mais inesquecível da minha vida. Se o que dizem por aí é que nada acontece por falta de coragem, avisa para o destino que estou partindo para a briga com a cara mais lavada do mundo. Vou ser feliz e PONTO FINAL” (Matheus Rocha)