lambuzar

Curvas

Ah que vontade de mergulhar no teu gosto..
Reivindicar seu coração, sua boca, seu corpo todo.
Me perder nas tuas curvas.
Dedilhar no violão da tua cintura.
Me lambuzar na textura das tuas coxas e me perder ali para nunca mais me achar.

Nanda Marques

“Eu só queria te dizer que a nossa história, sabe? Então… Não vai rolar. Ou melhor, não tinha como durar. E sim, sei que te dizer isso a essa altura do campeonato é loucura. Já não estamos mais juntos, para ser sincero, faz um bom tempo. Mas só agora tudo fez sentido pra mim.

Fomos apressados demais. Corremos com toda a sede que tínhamos para o pote do amor e acabamos por nos lambuzar. Enchemos a barriga até não caber sequer mais um toque. Depois, nossa… Depois de tudo, parece que enjoamos daquele sabor doce. Sinto que tivemos uma overdose um do outro. Uma dose forte demais até para o maior dos viciados em paixão.

Não sei se você, assim como eu, percebe que fomos ligeiros em excesso. Pulamos todas as etapas que deveriam ter sido vividas para que hoje eu não tivesse te escrevendo isso. Para que esse texto inteiro fosse uma nova declaração apaixonada, dentre tantas que num espaço tão curto de tempo te fiz. Uma celebração do nosso amor eterno que durou para sempre dentro daqueles nossos beijos, abraços apertados, no correr das horas.

Eu queria ter tido tempo para te conhecer melhor. Queria aprender mais sobre as tuas manias, além daquele jeito estranho de dormir com uma mão debaixo do travesseiro, uma perna cruzada por cima de mais um e o terceiro entre o outro braço, abraçando feito gente. Queria ter aprendido mais sobre os teus gostos além do teu ódio por pimentão, a paixão pelo alho, a repulsa por abóbora e mamão. Que você jura não ter nada a ver com a cor.

Queimamos a escada que nos ligava quando resolvemos brincar com o fogo que parecia aquecer os nossos corações apaixonados. Nem deu tempo de se despedir direito. A gente preferiu acabar até com a amizade para que isso não fosse pretexto para insistirmos no nosso desencontro. Tudo bem, eu entendo. Já relevei.

Hoje, depois de toda essa lição de moral, só quero me apaixonar devagarinho, como quem descobre paisagens olhando pela janela do carro, sem a menor pressa de chegar a lugar algum. Sem a menor pretensão de que seja para sempre, mas com um desejo enorme de que valha a pena seguir, sempre, em frente.

Quero sorrisos espontâneos, quero domingos felizes, quero começos de semana abarrotados de compromissos, mas com hora marcada para escaparmos de tudo aquilo que nos aprisiona e viver a liberdade de amar. Um amor sem culpa, sem pressa, sem queimar etapas, sem colocar os beijos na frente das palavras. Sem que a carência seja a única responsável pelo encontro dos nossos corpos.” (Matheus Rocha)

Reaction: As vontades sexuais secretas de cada um

OBS: Oi bolinhos lindos do meu core! Com vocês estão? Queria dizer que eu to de volta! {{Pelo menos é o que eu acho shaushas}} Eu estou tentando fazer alguns posts extras e deixa-los programados, assim eu consigo estudar de boas e o Tumblr não fica paradão. Espero que gostem desse reaction um pouco mais +18 shuashauh Obrigada pelo apoio que me dão! Amo muito vocês!  (▰˘◡˘▰)

• Rap Monster • 

 Tudo que Namjoon mais queria era poder te enlouquecer em um lugar público. Dentro do elevador, de um carro parado no acostamento, em uma sessão vazia do supermercado, no banheiro de um avião… para ele tanto faz. O perigo, aquele sentimento de que talvez possa tudo dar errado, para ele era a real diversão. Só de pensar em você tentando com todas as forças controlar os gemidos por conta das pessoas que poderiam facilmente pegar vocês em uma situação tão quente já lhe excitava. 

Keep reading


Chupa com tesão

Vem trazer emoção

Faz a língua dançar

Freneticamente alcançar

Do meu corpo abusar

E depois me lambuzar

Mapeando minhas curvas

Em nossas preliminares

Encaixando sua boca

E com os teus dedos dedilhares

Com todo esse desejo

Que me faz delirar

Com o doce sabor do teu beijo

Como não se apaixonar

No lascivo do prazer

Vou cair na tentação

Nesse amor que seduz

Te darei meu coração !

Analice Michelly

Eu quero abraçar você, encostar meu coração no seu. Eu quero te olhar durante alguns segundo só pra te deixar sem graça e poder ver aquele sorriso tímido só pra mim. Eu quero bagunçar seu cabelo só pra eu ouvir você me chamando de idiota e eu rir feito uma criança feliz. Eu quero poder te observar por alguns minutos quando voce estiver distraída só pra eu tentar entender o porque de tão linda. Eu quero encostar meu rosto bem perto do teu pra ouvir sua respiração no mesmo ritmo ou mais acelerada que a minha. Eu quero te pegar no colo e apertar sua bunda só pra ter o gosto de pensar que voce poderia ser minha. Eu quero te irritar, ate você socar meus peitos e eu te beijar igual aquelas cenas clichês desses casalzinhos chatos. Eu não quero casar e ter filho com você. Eu sou preguiçoso e voce não vai querer um marido preguiçoso ne? Eu não quero casar e ter filho com você, eu quero é deitar na sua cama na tarde de domingo e poder rir com você. Eu não quero casar e ter filho com você, eu quero que voce seja minha agora e que eu seja seu agora, o resto quando vim, bom, quando vim a gente ver o que dá. Eu quero é tomar um sorvete com voce e te lambuzar só pra ver sua cara de palhaça toda emburrada. Eu quero é te puxar pela cintura, puxar teu cabelo e morder a sua boca, te deixar safada e querer fugir dali comigo. Eu quero assistir um filme com você e te beijar ate o filme acabar. Eu quero ver teus olhos escuros igual o céu a noite olhando para mim. Eu quero receber o seu calor como a terra recebe os raios do sol. Eu quero tanta coisa com você, quero que voce entenda que te encontrar me fez bem e pelo visto me fara melhor ainda. Eu quero é ter menos expectativas e fazer menos planos, porque se você for embora com quem eu vou fazer essas coisas toda? Se não há você, não tem sentido, não tem graça. Eu quero é que voce me queira como eu te quero.
—  Vem?

“Eu só queria te dizer que a nossa história, sabe? Então… Não vai rolar. Ou melhor, não tinha como durar. E sim, sei que te dizer isso a essa altura do campeonato é loucura. Já não estamos mais juntos, para ser sincero, faz um bom tempo. Mas só agora tudo fez sentido pra mim.

Fomos apressados demais. Corremos com toda a sede que tínhamos para o pote do amor e acabamos por nos lambuzar. Enchemos a barriga até não caber sequer mais um toque. Depois, nossa… Depois de tudo, parece que enjoamos daquele sabor doce. Sinto que tivemos uma overdose um do outro. Uma dose forte demais até para o maior dos viciados em paixão.

Não sei se você, assim como eu, percebe que fomos ligeiros em excesso. Pulamos todas as etapas que deveriam ter sido vividas para que hoje eu não tivesse te escrevendo isso. Para que esse texto inteiro fosse uma nova declaração apaixonada, dentre tantas que num espaço tão curto de tempo te fiz. Uma celebração do nosso amor eterno que durou para sempre dentro daqueles nossos beijos, abraços apertados, no correr das horas.

Eu queria ter tido tempo para te conhecer melhor. Queria aprender mais sobre as tuas manias, além daquele jeito estranho de dormir com uma mão debaixo do travesseiro, uma perna cruzada por cima de mais um e o terceiro entre o outro braço, abraçando feito gente. Queria ter aprendido mais sobre os teus gostos além do teu ódio por pimentão, a paixão pelo alho, a repulsa por abóbora e mamão. Que você jura não ter nada a ver com a cor.

Queimamos a escada que nos ligava quando resolvemos brincar com o fogo que parecia aquecer os nossos corações apaixonados. Nem deu tempo de se despedir direito. A gente preferiu acabar até com a amizade para que isso não fosse pretexto para insistirmos no nosso desencontro. Tudo bem, eu entendo. Já relevei.

Hoje, depois de toda essa lição de moral, só quero me apaixonar devagarinho, como quem descobre paisagens olhando pela janela do carro, sem a menor pressa de chegar a lugar algum. Sem a menor pretensão de que seja para sempre, mas com um desejo enorme de que valha a pena seguir, sempre, em frente.

Quero sorrisos espontâneos, quero domingos felizes, quero começos de semana abarrotados de compromissos, mas com hora marcada para escaparmos de tudo aquilo que nos aprisiona e viver a liberdade de amar. Um amor sem culpa, sem pressa, sem queimar etapas, sem colocar os beijos na frente das palavras. Sem que a carência seja a única responsável pelo encontro dos nossos corpos.” (Matheus Rocha)

Ponte Aérea.

Eu namorava, na época. No entanto, meu namorado tinha ido embora para Fortaleza, em janeiro, e eu fui morar em Goiânia com minha tia a fim de estudar. Mesmo assim, não terminamos. Concordamos em nos ver pelo menos nas férias de fim de ano e, quando desse, em alguns dos feriados prolongados que o ano nos concederia. Para despistar as horas de tédio e estimular a procrastinação, comecei a jogar. Entrei para o LoL. League of Legends. A falta de alguém ao meu lado foi difícil no começo. Jogar fora um modo de me distrair. E muito eficiente. Logo, estava viciada. Jogava em qualquer ocasião que podia.

Em uma das partidas conheci um rapaz de São Paulo, bem diferente dos outros garotos que jogavam no time. Ele foi gentil. Me adicionou depois que terminamos a campanha e, então, conversamos. Falamos sobre o jogo, me deu dicas. Contudo, ele não sabia que eu era uma garota. Não me lembro bem, mas devo ter usado algum adjetivo que entregou-me o gênero. Você é uma garota? Sou. Não consegui desvendar o que o surpreendia. Talvez não houvesse muitas garotas que jogassem, ou, talvez, ele não conhecesse nenhuma que o fizesse.

Depois disso, tudo fluiu, como a água corre pelo rio e segue seu caminho infinito, desbocando onde tem de desbocar. Trocamos Facebook, falamos pelo Skype. Fomos nos conhecendo melhor e, ele, sempre respeitador. Progressivamente fomo-nos aproximando. Já não jogávamos um sem o outro. Conversávamos por horas e horas ininterruptas, de passar madrugadas em claro sem me importar com as olheiras que adquiri por isso. Encantei-me. Algo me fez perder o tino de meus passos e, não mais que de repente, maravilhada, vi-me seduzida por aquela pessoa. Resolvi abrir o jogo. E, para minha (falsa) surpresa, ele correspondeu. Pronto. Era formado um laço tão forte e obstinado, louco, que perdurou meses e em todos esses meses a vontade de nos encontrar apenas cresceu.

Um dia foi anunciado na faculdade que teríamos de fazer uma viagem para o Rio de Janeiro a fim de participarmos de um congresso de Relações Internacionais. Morri de vontade de marcar com ele, para nos encontrarmos lá, mas vários amigos meus iriam também. Então, não achei prudente. Seria em Outubro; mas, por acaso ou obra do destino – como a vida ou o karma agem de forma justa às vezes – o evento fora adiado para Março do ano seguinte e meus amigos desistiram de ir.

Era minha chance. Nossa chance. Falei com ele, que comprou a passagem. Alugamos um quarto em um apartamento no Flamengo. Pertencia a uma senhora que morava com um dos filhos. Eles alugavam o quarto para turistas. Como não tínhamos grana para ficar em hotel ou alugar um apartamento com mais de um quarto disponível, optamos pelo quarto no Flamengo.

Havia chegado o dia. Quase não estava acreditando. Íamos pegar o avião e nos encontrar no aeroporto Santos Dumont. Já tinha me preparado psicologicamente para caso ele não viesse. Todavia, não havia pensado sobre como agir se ele realmente fosse. Quando o vi, quase morri de vergonha. Fiquei sem reação. Ele me abraçou. Pude sentir a respiração, mesmo que tensa, ir se acalmando aos poucos entre o abraço apertado. Foi relaxante e não foi. Não sei explicar. Saímos dali e pegamos um táxi. Pouca conversa. Chegamos ao apartamento.

Estávamos os dois muito receosos, afinal de contas, qualquer um de nós poderia ser um psicopata à lá Dexter ou Hannibal. Teríamos de confiar um no outro pois iríamos dormir na mesma cama durante uma semana. Todo aquela tensão foi quebrada quando ele tocou meu braço. Imediatamente, lembrei das nossas conversas e só conseguia pensar no tesão que sentíamos um pelo outro. Subitamente nos engalfinhamos loucamente. Caímos na cama. Mal vi quando estava por cima. Sentei no cacete duro dele e comecei a rebolar, ainda de calcinha. Podia sentir aquele caralho, mesmo por cima do tecido, encaixar entre os lábios da minha buceta, em um esfrega-esfrega muito gostoso. Já estava molhada. A calcinha encharcada. Ele enlouqueceu. Arrancou-a e jogou longe. Eu quicava e rebolava no pau dele, alucinada. E ele metia. Metia. Metia. Isso. Mete gostoso. Come sua puta. Metia enquanto mexia no meu grelinho rijo de tanto tesão. Não aguentei. Gozei. Gozei e molhei ele todo. Deitamos um ao lado do outro, extasiados.

Ao acordar pela manhã, enquanto ele ainda dormia, fui ao banheiro. Escovei os dentes e voltei para cama. Olhei-o ali, indefeso, só de bermuda. Como resistir? Só de olhá-lo, já podia sentir o tesão subindo pelo meu corpo, tomando-me toda. Debrucei-me sobre suas pernas. Desci a bermuda e, sem delongas, abocanhei-o. Estava naquela transição entre a rigidez e a calmaria. Meio mole. Meio duro. Um prato completo. Deslizava com a boca tão ávida, que pude distinguir sem esforço quando começara a ficar rijo ao longo de minha língua e começar a tocar minha garganta. Que prazer. Que tesão. Chupei. Mas não chupei muito. Ele, já desperto, me puxou gentilmente e me fez quicar naquele caralho maravilhoso.

Passamos a semana nesse frenesi. Transamos inúmeras vezes ao longo dos dias. Mas o melhor ficou para o final. Em nossa última noite no Rio fomos à Urca dar uma volta. Depois jantamos em um restaurante bem bacana no shopping de Botafogo. E fomos para casa. Naquele dia eu havia me preparado para dar a ele algo que tanto me pedira. Minha bunda. Meu cuzinho. Meu cuzinho doce. Chegamos ao apartamento e tomamos banho. Engalfinhamo-nos mais uma vez e, entremeios aos gemidos, a respiração entrecortada, pedi para que ele comece meu cuzinho. Vai. Me come. Fode o meu cuzinho. Vem cá. Foi deliciosa a expressão que tomou conta de seu rosto. Estava boquiaberto, desacreditado. Mas se recuperou rápido, o safado. Puto. Gostoso. Abre esse cuzinho pra mim, vai. Prepara esse cuzinho pro meu pau. Disse isso punhetando aquele cacete de dar água na boca e do qual eu não conseguia tirar os olhos.

Deitei de lado, o mais aberta que pude. Enfiei um dedo no meu rabinho. Enfiei fundo. Mexi. Mexi. Enfiei mais um. Não sei o que me dava mais tesão. Se era a cara dele ou aquele pau já escorrendo de tanto pré-gozo misturado mel da minha bucetinha. Ele estava babando. Babando de vontade. Sempre quando mexo no meu cuzinho, minha buceta encharca mais ainda. Puta que pariu. Que gostoso. Que delícia. Que tesão. Vai comer meu cuzinho, vai? Você quer? Quer me arrombar, me rasgar todinha? Quero. Quero, sua puta. Cadela. Ai, que gostoso. Eu gemia. Manhosa. Então vem. Vem, me come, vai. Mas vai com calma pra não machucar meu cuzinho. Me come devagarzinho, gostosinho. Manhosa. Manhosa que nem uma puta. Eu queria que ele me fodesse inteira. Virasse, revirasse. Arromba esse cu, filho da puta. Me rasga toda. E ele veio. Puxou todo o mel que escorria da minha buceta para o meu cuzinho e começou a colocar a cabecinha. Bem devagar. Colocava e tirava. Colocava e tirava. Que tortura. Filho da puta. Mete logo essa rola no meu cu. Pensava. Queria gritar, tava tão gostoso. Tava gostoso aquele põe e tira. Põe e tira. Vai. Coloca mais. Por favor. Eu quero mais. Tem certeza? Tenho. E ele colocou mais um pouco. Gemi. Gemi alto.

Doía. Mas a dor do sexo anal me enlouquece. É uma dor pouca, mas muito deliciosa, que aos poucos vai passando. Coloca tudo. Eu quero esse caralho todo no meu cu. E ele colocou. Devagar. Dei um grito de prazer. Ele começou a meter. Devagar. Bem devagar. Gemia baixinho, sem conseguir segurar o tesão me subindo pela garganta. O ritmo foi acelerando. Aumentando. Aumentando. Eu tinha vontade de gritar, mas não podia. Tinha a dona do apartamento no quarto ao lado. Filha da puta. Velha lazarenta. Empata foda. Eu quero gritar. Quero explodir em gemidos. E lá estava eu, tentando abafar meus gritos no travesseiro, sem muito sucesso.

Metia. Metia. Fodia. CRACK! A cama quebrou. Me come. Vai, me come. E meu comeu. Comeu gostoso. Gozou no meu cu. Encheu-me com aquele leite grosso, pastoso, carregado. Pude senti-lo explodir em jatos dentro de mim. Quando ele tirou o pau para se limpar, podia sentir todo gozo, quentinho, querendo escorrer pelo meu cuzinho. Se limpou. Voltou e comeu minha buceta. Me fode. Me come, vai. Come sua putinha.

Não precisou de muitas metidas para me fazer molhar a cama. Sexo anal me enlouquece. Eu já estava bamba. Não conseguia me sustentar nas pernas. Fode, vai. Me come. Puto. Filho da puta. Me bate. E bateu. Bateu, puxou o cabelo, enfiou o dedo na minha boca. E eu mexendo no meu grelinho, já frouxa, deixando toda porra do meu cu escorrer e lambuzar o pau dele, se misturando com o melzinho que escorria da minha buceta e molhava a cama. Vou gozar. Vai, puto. Goza. Goza na minha buceta. Vou gozar também. Goza no meu pau. Ele gemeu. Eu mordi a fronha. Gozamos. Muito. Se a cama já estava toda melecada, agora então nem se fala.

Deitamos. Apagamos, daquele jeito ali mesmo. Sujos de gozo, de delícias, de volúpia. No dia seguinte, logo após acordar, pela manhã, tomamos banho, arrumamos tudo e pegamos um táxi até o aeroporto. Nos despedimos. Chorei no avião. Foi uma das pessoas mais incríveis que tive o prazer (e que prazer) de conhecer na vida. Hoje somos amigos e ele tem uma nova namorada (sim, ele também namorava na época).

Não deixo de pensar nele um só dia.

Me sinto sozinha outra vez. É eu sei, isso não é mais novidade, e quanto mais o tempo passa, continuo sem me acostumar com isso. Ainda é muito difícil pra mim, olhar para os lados e não ver ninguém. É doloroso. Sei que posso ser considerada como dramática e todas essas coisas que as pessoas insistem em chamar, mas não, é muito mais que drama é dor. Cada um senti um tipo especifico de dor, pode ser dor nas costas, nas pernas, braços e principalmente no coração. Eu estou sentindo talvez uma das maiores dores, a dor do coração e a dor da solidão. Eu paro e penso, meu Deus, estou com dezessete anos e nunca namorei, será que é algum problema comigo? Não sei. Todas as minhas amigas já passaram por uma experiencia dessas, algumas se deram bem e outras nem tanto, mas com tudo, elas aprenderam amar. Mas eu não, não sei o que é isso. Sim, já me apaixonei, perdidamente, mas será que era mesmo amor? Não sei te responder. Acho que amor mesmo é quando é correspondido e o amor dar certo, mas na minha vida isso nunca aconteceu. Sempre fui aquela que mais amava, mas nunca recebeu a mesma proporção em troca. Eu me dizia que amava mas nunca ouvia além de um simples “Eu também”. Posso dizer que não entendo nada sobre o amor, mas tenho muita vontade de o conhecer. Muitos dizem que o amor não é um conto de fadas, sim, já passei por isso. Mas se for pra sofrer por alguém que vale a pena, eu topo. Além do mais, nem tudo é realmente perfeito, porque o amor seria? Então, mas só quero experimentar o famoso amor, só quero saber qual é a sensação que ele traz. Não me importo de sentir borboletas no estômago, sentir nauseá de vez em quando, se for preciso sentir tudo isso para encontrar o amor, eu estou a disposição. Eu só quero ser amada, só quero saber o que é amor. Poder ter alguém para chamar de meu, poder ter alguém para ligar as duas da manhã porque eu não conseguia dormir, ter alguém para me fazer cafuné, só quero alguém para me amar mesmo cheia de defeitos, só quero ser perfeita pra alguém. Sei que tudo isso é um grande clichê, mas eu sou feita de clichês e pior ainda, por clichês nunca vividos. Tudo o que eu sei é porque leio por aí, em livros, textos, contos e etc, tudo me conta o que é o suposto amor, mas aquela sensação de verdade, nunca senti. Quero ter uma cara metade, a metade da laranja, a tampa da minha panela. Chegar em casa e apresentar o meu amor para minha família e sentir o nervosismo de ser apresentada para família dele. Quero passar na praia ao pôr-do-sol, quero tomar sorvete e me lambuzar toda só para o ver rindo da minha cara de idiota, quero poder caminhar no campo e sorrir olhando pra ele, sentindo aquela felicidade de estar amando. Só quero viver um pouco de clichê. Sabe, cansa de ser sempre a amiga de todos, mas nunca ser o grande amor. Cansa ser apenas aquela que cura a dor das pessoas, mas nunca ter ninguém para curar as minhas. Cansa ser tão sozinha, cansa viver na solidão. Solidão é dolorida, é sofrida, mata você aos poucos e te deixa cada vez mais afundada nela, por mais que você tente fugir, mas ela te puxa e te suga. Tenho pavor de ser sozinha, mas termino sempre sozinha. Se as pessoas pudessem me descrever, através do que sinto e penso, elas diriam: “Puta que pariu! Que menina mais triste e sozinha.” E com lágrimas nos olhos, eu concordaria. É, com certeza não é fácil ser tão sozinha, mesmo rodeada pela família, por amigos, mas só pelo fato de não ser de alguém especial, se sentir tão sozinha. Tenho medo de me afundar de vez nesse mundo e me tornar uma depressiva. Credo, não quero ficar assim tão triste. Mas sei que não irei, porque tenho esperanças que o meu amor está por vim, sei que ele está por aí, quem sabe perdido sem ninguém ou até mesmo com alguém, mas quando for pra ser meu, Deus colocará no meu caminho. É realmente, a dor de uma solidão é terrível, quando te pega de jeito, não há nada que te tira dela, mas vou conseguir vencer ela, com certeza. Não posso me permitir viver sempre triste, não é esse o meu destino. Eu acredito que ainda vou ser muito feliz, vou experimentar o amor e sentir tudo o que vem com ele, sei que vou mandar embora essa dor, sei que vou ser muito e muito feliz.
—  Ser sozinha é muito doloroso e faz muito mal para o coração.
É patético, você sabe. É patético sentir falta daquilo que você escolheu perder. Não sei por quê diabos ainda sinto sua falta. Mas a maior parte do dia é como se eu tivesse mandado uma própria parte de mim embora. Era céu e inferno, tudo ao mesmo tempo. A maior parte era inferno, ó céus, como era. Mas não posso deixar de pensar como os cinco minutinhos no céu compensava todo o restante. Eu sempre tô por aí me queixando de você. Eu sempre tô andando pela casa me perguntando por quê diabos não demos certo. A gente tinha tudo pra dar errado (e deu). A gente se embolou tanto que acabamos virando uma coisa só. Nós não somos parecidos, nem um pouco, não mesmo. Eu quero acreditar que não sou uma canalha egoísta feito você. A gente não era espelho, tão pouco reflexo. Era confusão. Era to-mandando-você-ir-embora-mas-por-favor-não-vai. Era um conhecendo tanto o outro e virando um só. Éramos dois corpos ocupando o mesmo espaço desafiando a lei da física. Éramos dois amantes desajeitados sem noção nenhuma do amor. Éramos, no passado. Você sabe que tenho horror a essa palavra. Meu passado não foi bondoso comigo e eu prefiro deixa-lo onde está, muito obrigado. Acontece que agora ele me parece gracioso. Eu não tenho você, mas eu já tive você. De repente o passado me parece um bom lugar. Sei que existe aquele ditado: quem vive de passado é museu. Bom, talvez eu queira passar uma noite no museu. Ou talvez já deu pra gente. Você tem que saber que estava certo, o mundo não é lugar engraçado sem você. Ninguém acha graça da piada do celta preto. Ir no cinema sozinha não me parece tão divertido. Me lambuzar com molho de cachorro quente já não é engraçado. O que foi que você fez, hein? Acho que devo corrigir. O que foi que a gente fez? Você sempre disse que o amor era trágico por si só. Eu discordo, quase concordando. Se o amor é trágico, a falta dele é caótica e a presença indispensável. Acho que eu soube aproveitar o amor que você me deu. Houve amor, certo? Só não era pra ser, nunca é. Eu acreditei no seu amor, eu apostei nele. Acho que você também acreditou no meu. Eu tô a mercê, mas não vou morrer na praia. Das mil coisas que eu deveria ter dito e nunca disse, só nos restou uma: é preciso seguir em frente.
—  Contanto que eu não tombe com você de novo.
Queria ser como os pássaros e para longe poder voar. Queria ser como o beija-flor e do mais puro néctar me lambuzar. Queria tanto ser e não sou, perdi as forças. Ainda estou respirando, mas por dentro vou morrendo aos poucos. Não tenho para onde fugir ou me esconder… E o que restou foi apenas solidão.
—  Nessa Cross
Passei a semana toda imaginando o dia em que finalmente vamos nos abraçar. Passei a semana pedindo, implorando a Deus pra que esse dia chegue. Você não tem noção do quanto que eu quero o teu aconchego, o teu afago. Eu preciso logo disso… eu não vejo a hora de assistir altas horas coladinha contigo, te morder todo, te sufocar de abraços e mimos, te lambuzar de brigadeiro e dormir agarradinha com você. A nossa amizade é tão engraçada né? Ela é divertida, é diferente, você não me deixa triste, me fala o que preciso ouvir, é sincero, e eu.. eu morro de ciumes de você, a minha vontade é enterrar viva cada menina que te abraça -porque deveria ser eu lhe abraçando- mas me controlo ao extremo e continuo a contar os dias em que você virá me ver, e enfim será eu lhe abraçando. Vai ser um momento bonito, único e a verdade é que eu temo em não deixar você ir embora.. já pensei até em sequestro. Então meu amigo, venha logo.. correndo. Vem rápido, depressa. Estou precisando de você.
Adoraria escrever textos e mais textos para alguém. Adoraria ter que mandar flores, chocolate, ou pedir uma pizza quando estiveres na tpm. Adoraria sair correndo da minha casa para a sua, só pra te fazer dormir. Adoraria deixar você vasculhar meu guarda roupa, pegar alguma blusa minha e se vestir, isso eu realmente iria adorar. Adoraria te encher de cocegas, até você olhar fixadamente pro meu olho e nos beijarmos. Adoraria chamar teu pai de sogro. Adoraria te provocar em lugares públicos. Adoraria esperar você se arrumar, esperaria uma eternidade. Eu não ligo, juro pra você. Adoraria ter que te lambuzar de sorvete pra depois passar a língua. Adoraria sair de mãos dadas. Adoraria te fazer ciúmes, ficar brava comigo só pra vê sua carinha de fofa quando tá com medo de me perder, adoraria. Mas eu adoraria ainda mais ter alguém que queira passar tudo isso ao meu lado. Alguém pra eu dedicar todos os textos, pensamentos e músicas. Isso é o que eu adoraria poder ter, e não tenho.
—  O menino Charlie.
Jabuticaba

Conheci uma menina.
Graciosa, pequenina.
Que de todos os seus presentes.
O melhor era ver teus olhos.
Olhos de criança, olhos contentes.

Esses olhões grandes, sabe?
De jabuticaba.
Ei menina. Muita gente gosta da tal fruta mencionada.
Mas deixa ser eu a subir no pé e me lambuzar?
Deixa ser eu antes que tudo se acaba?

João Rosa (Não entregue) de Azevedo.