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Silvia Grav é uma fotógrafa baseada em Madri, que oferece o mundo através de seu olhar surreal.

Suas imagens são sempre monocromáticas e manipuladas. Normalmente apresentam duas figuras humanas, objetos inanimados em formas não convencionais, ou justaposições do corpo humano e o universo. 

Os retratos de jovens mulheres, por exemplo, são cobertos por galáxias, estrelas e feixes de luz em cenas de espetacular transcendência. Além disso, Silvia brinca com luz e sombra para criar uma ficção dramática. Algumas imagens podem ser estranhas ou assustadoras, enquanto outras são misteriosas e, por que não, oníricas.

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PIERRE BOUCHER

Boucher foi o responsável pela iniciação de Pierre Verger na fotografia, que após aprender as técnicas básicas com o amigo, conseguiu a sua primeira Rolleiflex e, com o falecimento de sua mãe, tomou coragem para se tornar um viajante solitário. 

Durante a filmagem do documentário Pierre Verger, Mensageiro entre dois mundos, Gilberto Gil entrevistou os amigos Boucher e Maurice Baquet sobre fatos que marcaram a trajetória de Verger.

Boucher e Baquet contam, por exemplo, que em 1939 eles estavam montando a Aliança Foto. Gil então pergunta à Boucher se ele havia ensinado a fotografia à Verger. Ele responde: 

E como eu ensinei a fotografia ao Pierre. Ele começou a viajar pra lá, pra cá, para o Taiti, Espanha, China, etc. Ele fez reportagens que se venderam no mundo inteiro.

Na época, era muito raro um fotógrafo de Paris podendo viajar desse jeito. E então, a gente tirou um monte de fotos. Todos nós. 

 

Aqui a parte 1 deste documentário que se você ainda assistiu, vale perder algumas horas.

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Aonde a gente limpa a boca, o Antonio lava a alma.

Assim é o projeto inspirador e de auto-ajuda que ele faz com guardanapos, quando não cria intervenções em livros, jornais e revistas.

Como tenho uma pegada old school, super me identifiquei em sair rabiscando por aí. Tudo por um mundo visualmente mais otimista e leve, colocando legendas em imagens que não precisam de explicação, ou encontrando imagens simples que ilustram palavras que não exigem complicação.

Conheça o projeto Eu me chamo Antônio.

Vale a pena!

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Las apariencias engañan: Os vestidos de Frida Kahlo ♥ 

Os trajes típicos da pintora mexicana Frida Kahlo, que optou por esconder seu corpo ferido e preservar sua identidade étnica, inspirou estilistas internacionais e as peças estão expostas na Casa Azul, na Cidade do México.

A exposição apresenta cerca de 300 itens, incluindo vestidos, sapatos, jóias, perfumes e outros objetos pessoais encontrados nos armários, baús e banheiros da Casa Azul, onde Frida vivia com seu marido Diego Rivera, outro artista muito representativo do México.

A amostra inclui três espartilhos, sendo um do Jean Paul Gaultier para a empresa japonesa Comme des Garçons.

Kahlo contraiu poliomielite nos primeiros anos de vida, afetando o crescimento de uma de suas pernas. Aos 18 anos, em um acidente de ônibus, um tubo de metal perfurou seu estômago, obrigando-a a submeter-se a operações dolorosas e prostrada na cama por longos períodos de sua vida.

Aqui as fotos da exposição.

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Echolilia: Sometimes I Wonder

O fotógrafo Timothy Archibald é pai de Eli, uma criança autista.

Da relação dos dois, no início temorosa e depois, cúmplice, nasceu este ensaio fotográfico.

Tudo foi captado em sua essência mais íntima, pois retrata Eli exatamente como ele é. Sem nenhum preconceito.

A série (linda de morrer) virou um livro, que pode ser comprado aqui.

“Para as crianças, o mundo – e tudo o que há nele – é uma coisa nova; algo que desperta admiração. Nem todos os adultos vêem a coisa dessa forma. A maioria deles vivencia o mundo como uma coisa absolutamente normal” - O Mundo de Sofia.

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Assim que vi os desenhos do artista russo Vladimir Gvozdariki, me lembrei dos gigantescos robôs da ilha de Nantes.

Assim como Da Vinci explorava o universo mecânico, Vladimir desenha os animais com maquinários em sua anatomia. Justamente o que as Máquinas da ilha de Nantes traz à realidade através de um projeto artístico, cultural e turístico com sede na França. Lá, os gigantescos animais foram desenhados por François Delarozière e Orefice Pierre, e representam  uma combinação de eventos criados pela obra literária de Júlio Verne, associado à história industrial de Nantes.

 

 

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As aparências enganam.

Toda pessoa tem uma beleza única e particular, mas, infelizmente, o mundo contemporâneo e o sistema capitalista trouxeram o que os psiquiatras chamam de Síndrome PIB (padrão inatingível de beleza).

O assunto é sério. O Dr. Augusto Cury afirma em seu recente livro “A ditadura da beleza e a revolução das mulheres”, que mais de um bilhão de mulheres estão doentes, presas pelo cárcere privado de suas próprias idealizações. Elas rejeitam o corpo, tem baixa auto-estima, sofrem de ansiedade, angústia e não enxergam de forma alguma que a vida é um espetáculo único, e que nós somos seres desdobráveis devido a nossa riqueza de humanidade.

Pesquisando o assunto descobri a jovem artista coreana Ji Yeo. Assim como a maioria devia pensar, ela acredita que a beleza é parte integrante da natureza humana, e se o número que o Dr. Augusto menciona assusta, infelizmente toda a Coreia do Sul é tomada por esta enfermidade.

Os trabalhos atuais de Ji se concentram em conceitos de “beleza” da cultura contemporânea, especificamente na forma como as mulheres definem e impõem ideais de beleza em si mesmas lá na Coreia. Com fotografias e performances, Ji discute este fenômeno cultural, e o resultado é no mínimo surpreendente.

Beauty Recovery Room é uma série de retratos de mulheres que acabaram de passar por um procedimento cirúrgico. A pressão em torno da beleza na Coréia do Sul é muito forte, e cirurgias plásticas são parte integrante da cultura coreana. As pessoas acabam comprometendo suas finanças e sua saúde em busca do auto-aperfeiçoamento. Tomar anestesia geral várias vezes, sentir dores durante a recuperação e carregar cicatrizes não são um problema.

Os últimos dados compilados a partir de matérias da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, em 2010, confirma que a Coreia do Sul é de fato o país com maior taxa per capita do mundo de cirurgia plástica cosmética. É uma cultura onde os homens são julgados pelo seu balanço patrimonial e financeiro, e as mulheres por sua beleza.

Os meios de comunicação reforçam o modelo de mulher ideal e o resultado é que a Coreia do Sul tornou-se uma sociedade onde a beleza é mais importante do que a personalidade. Com isso, muitas vezes mulheres coreanas caem na armadilha de tentar viver de acordo com este ideal personificado da mídia. É triste, mas esta combinação aumentou dramaticamente a florescente indústria da cirurgia plástica.

Quem visitar a Coreia vai notar que o estilo que impera lá é o ocidental, e o maior índice de reclamações vão contra a própria genética dos coreanos: a maioria está insatisfeita com o seu rosto.

Normalmente eles consideram o tamanho das suas cabeças grande, fora dos padrões de normalidade. A maioria faz cirurgias para correção do nariz e olhos pequenos, gordurinhas em excesso, e não tomam sol de jeito nenhum. Lá ter a pele queimada não é legal.

Em sua performance, Ji Yeo imprime como os coreanos idealizam um padrão de beleza. Ela permaneceu na rua durante horas com um body cor da pele e o seguinte cartaz: “Eu quero ser perfeita. Marque em mim aonde eu deveria fazer uma cirurgia plástica.”.

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Janine Antoni - Loving Care

Janine Antoni é uma artista contemporânea cujo trabalho se concentra principalmente no processo.

Ela usa todo o seu corpo, ou partes diferentes do mesmo, como ferramentas para realizar suas obras.

Neste trabalho, Antoni explora o corpo, bem como temas de poder, a feminilidade e o estilo do expressionismo abstrato.

Ela diz: “I mopped the floor with my hair…The reason I’m so interested in taking my body to those extreme places is that that’s a place where I learn, where I feel most in my body. I’m really interested in the repetition, the discipline, and what happens to me psychologically when I put my body to that extreme place.”

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O que é lindo precisa ser visto.

O amor de Nicholas Scarpinato pela fotografia começou cedo, através da câmera fotográfica dos pais.

Ele escolheu fotografar cenas que contem uma história, um segredo que está à espera de ser descoberto, uma memória e até mesmo um lugar no tempo.

Em seu trabalho percebe-se que a captura fotográfica é importante, mas o processo criativo é mais do que fundamental. Suas imagens são projetadas para expandir os limites intelectuais da fotografia surreal.

Aposto que este jovem de apenas 19 anos e estudante de cinema e fotografia na Virginia Commonwealth University ainda vai dar o que falar.

Nicholas também afirma que trabalha digitalmente, e inclui pintura e desenhos em algumas de suas imagens.

 

Nicholas Scarpinato | Tumblr | Flickr

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Superpopulação por Michael Wolf.


O foco do trabalho deste fotógrafo alemão que mora em Hong Kong é mostrar como é a vida nesta mega-cidade. A população de lá supera a casa dos 7 milhões de habitantes, e tem mais arranha-céus que Nova York.

A série é intitulada “Architecture of Density”, e retrata diversos edifícios de Hong Kong, causando até uma certa vertigem se observadas por alguns segundos. Wolf fotografa sem linhas do horizonte e pessoas, e transparece em seu trabalho as condições de vida das pessoas que vivem aglomeradas em cubículos.

Mais imagens, aqui.