la vou eu

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Música “Lá vou eu” do filme “Irmão Urso”

Imagine Harry Styles

  • Pedido:  oi , vc poderia fazer um imagine hot do harry em que a sn é mais nova tipo com 16 anos ,nada de romantismo ok , pegada forte, porem carinhosa , algo como daddy issues , obrigada

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Não sei se ficou como esperava… Mas espero do fundo do coração que goste!!

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Toco a campainha e em segundos Harry abre a porta. Me encara sorrindo e me dá um beijo de tirar o fôlego. Isso já é o bastante para minhas pernas ficarem bambas. 

- Que bom que você chegou! Estava com saudade! - ele diz abraçando minha cintura. 

- Eu também estava! - deixei um beijo estalado no seu pescoço. 

Eu namoro o Harry há um ano, desde que completei 16 anos. E agora estou prestes a completar meus 17 anos. No inicio, nosso namoro não foi muito bem aceito, porque ele é mais velho que eu. Não é uma diferença exorbitante, mas é uma diferença considerável quando se tem 16 anos e começa a namorar um cara de 22 anos. Mas depois de um tempo, eles aceitaram. 

Harry sempre foi muito carinhoso comigo, gentil, educado, romântico. Um verdadeiro gentleman. Fico me perguntando se ele será assim também na cama. Não, nós nunca transamos. Ele sempre respeitou meu tempo, mesmo eu sempre dormindo aqui na sua casa. Como é o caso de hoje. Passarei o fim de semana aqui com ele. 

- O que você quer comer?! - pergunta me olhando.

- Ah, amor, qualquer coisa. - dei de ombro, encaixando minha cabeça na curvatura do seu pescoço e espirando seu cheiro. 

- Pizza?! - sugere e eu sorrio. 

- Quatro queijos! - ele ri e liga para a pizzaria e faz o pedido. 

Enquanto nossa janta não chega, ficamos no sofá vendo TV e curtindo a presença um do outro, jogando conversa fora e dando muita risada. Passado uma meia hora, a campainha toca anunciando que nossa pizza chegou. Ele vai pegá-la e eu vou pegar os pratos, talheres e copos na cozinha. Colocamos tudo na mesinha da sala e comemos juntos. 

O filme já estava quase no fim quando eu começo a sentir beijos serem depositados no meu pescoço exposto. Meu corpo inteiro se arrepia e eu prendo a respiração. 

- Amor… Acho que tem coisas melhores pra gente fazer. - sua voz sai sugestiva e abafada. 

Eu respiro fundo. Eu confio nele e creio que já esteja na hora de me entregar de fato para ele. Eu sei que ele tem as necessidades dele e eu tenho que supri-las ou ele irá procurar outra. E Deus me livre dessa possibilidade. 

O encaro e sem o responder, grudo nossos lábios num beijo profundo e com desejo. Ele me puxa para o seu colo e me sento com uma perna de cada lado de seu corpo. Rebolo lentamente e sinto seu membro duro, o que me faz jogar a cabeça para trás e soltar um gemido baixo. 

Ele começa a beijar meu pescoço e, quanto sinto um chupão ser plantado ali, agarro seus cabelos com força. Algo na minha intimidade pinicava, e minha roupa já me incomodava. 

As grandes mãos do meu namorado invadiu minha blusa e ele apertou minha cintura com força. Puxo seus cabelos, fazendo ele me encarar e beijo seus lábios com brutalidade. Ele arrancou minha blusa e eu fiz o mesmo com a sua. Encarei seu peitoral definido e mordi o lábios, vendo ele sorrir sacana. 

Ele arrancou seu sutiã de renda e jogou em algum canto da casa. Encarou meus seios como alguém faminto encara um prato de comida e os abocanhou em seguida. Ele massageava um com sua mão e o outro era trabalhado por sua boca. Eu gemia baixinho e chamava pelo seu nome. Ele inverteu os lados e continuou trabalhando nos meus seios. Um calor absurdo tomou meu corpo, meus gemidos se intensificaram e, quando ele mordeu o bico do meu seio, eu cheguei ao meu primeiro orgasmo devastador. 

Respirei fundo, me recuperando e normalizando minha respiração. Ele me pegou no colo e nos levou até seu quarto. Me colocou na cama e tirou minha calça. Beijos foram depositados por todo meu corpo. Ele tirou minha calcinha e me encarou. Eu estava totalmente nua, entregue a ele. Ele se ajoelhou na cama e abriu minha pernas e senti sua respiração bater na minha intimidade. No segundo seguinte, soltei um gemido alto quando sua língua quente entrou em contato com minha intimidade. Ele me chupava como se eu fosse a fruta mais deliciosa desse mundo. 

Foi o bastante pra mim quando ele começou a estimular meu clitóris com seu dedo. Puxei seus cabelos e atingi meu segundo orgasmo. Ele me encarou lambendo os lábios e me beijou. Era possível sentir o meu gosto ali. Inverti as posições e desci os beijos para seu pescoço. Descobri, quando recebi um aperto na bunda, que ali é seu ponto sensível. Eu iria me aproveitar disso! 

Raspei minhas unhas por todo seu peitoral, e ele respirou fundo. Desci minha mão até chegar em seu membro. Tirei sua calça e apertei seu membro ainda por cima da cueca. Ele prendeu a respiração em resposta. Sorri com o feito e me livrei dela, o deixando nu. Seu membro estava completamente duro. O segurei com minhas duas mãos e comecei movimento de sobe e desce, sem perder o contato visual com ele. Acelerei os movimentos e ele rosnou. 

- Isso! - sua voz saiu fraca. - Isso, continua. - gemeu alto.

Ele fechou os olhos com força e agarrou o lençol. Era completamente exitante vê-lo dessa forma, e eu já podia sentir minha intimidade molhada de novo e pinicando. 

Os movimento eram ainda mais rápidos e ele respirava descompassadamente. Passei minha língua pela sua glande ele foi o que bastou para que ele gozasse, soltando um grunhido sexy. 

Ele me encarou com seus olhos pegando fogo. Me deitou na cama e colocou uma camisinha. Meu corpo todo pinicava e era como se eu estivesse pegando fogo. Ele segurou minhas mãos acima da minha cabeça e senti seu membro fazer pressão na minha entrada. Prendi a respiração já sabendo que iria doer. 

- Se doer muito eu paro. Mas quero que você me diga. - assenti ainda com os olhos fechados. Ele deu um beijo carinhoso na minha testa e senti ele me invadir aos poucos. 

Ele gemeu baixo no meu ouvido e eu me arrepiei. Ele não se moveu, apenas esperou que eu me acostumasse. Ele começou a se mover depois de alguns minutos, mas não antes de ter a certeza de que eu estava bem e me sentia confortável. 

- Tão quente. Tão apertada. - disse com os dentes cerrados indo cada vez mais rápido. 

Eu cravo minhas unhas nas suas costas e ele urra de prazer. Ele continua com o movimento de vai e vem, ganhando mais ritmo gradativamente. Ele envolve minhas pernas em torno da sua cintura, apertando minha coxa e indo mais fundo. 

- Oh Harry. - gemo alto. - Eu, eu… - tento dizer, mas não consigo.

- Goze para mim, goze meu amor. - ele diz e imediatamente meu corpo atende. 

Sinto minhas intimidade contrair e apertar a dele. Uma onda de prazer toma conta do meu corpo e eu fico envolta numa nuvem onde não escuto e nem vejo nada. Ele dá mais uma estocada forte e atingimos nosso ápice juntos, chamando um o nome do outro.

Ele cai ao meu lado, completamente suado e com a respiração descompassada, assim como eu. Nos encaramos sorrindo e realizados.

- Você é incrível! - ele diz e eu sorrio. - Eu não podia querer uma namorada melhor!

- Digo o mesmo! - ele sorri. Ele beija minha testa e me deixo vencer pelo cansaço e pego no sono. 


[…]

Nota 01

Queria ter alguém para contar nos momentos difíceis. Sempre que me encontro a procura de alguém para me reerguer, me vejo sozinha. E mais uma vez la vou eu, catando os meus cacos, dizendo que é só uma fase ruim e que as coisas vão se resolver, sempre se resolvem. Me convencendo de que eu sou suficiente para mim, que vou conseguir segurar mais um de meus fardos sem ter que gritar por ajuda.

Imagine Harry Styles - Pedido

- No que você está pensando, querido? – Daisy me pergunta.

- Hum – resmungo – Em nada – respondo finalmente, fechando os olhos e aproveitando o carinho que seus dedos fazem no meu couro cabeludo.

- Essa resposta é inválida, você sabe – eu rio e permaneço calado.

O quarto está calado, não escuto nem um mísero barulho. Minha respiração já voltou ao normal. Sinto o coração de Daisy ainda acelerado, seu peito sobe e desce de maneira rápida, mas ela permanece parada com a minha cabeça encostada no seu peito. Sinto-me culpado por ela não surtir o mesmo efeito que eu causo nela. Me odeio só de pensar que ela ainda pense na outra.Sei que a culpa é minha, mas tenho feito de tudo para esquecê-la.

- É nela, não é? – meu coração salta só pelo simples fato de Daisy a ter citado.

Fecho os olhos com força e tento normalizar minha respiração, mas o estrago já está feito. As lembranças invadem a minha mente tão rápido que nem consigo diferenciar qual sentimento me soca mais: amor, saudade, dor… Lembro dos olhos dela, sempre tão sorridentes. Do sorriso, cheio de dentes e acompanhado de uma risada alta, sempre. Lembro de suas mãos, pequenas e macias, que acariciavam o meu rosto com delicadeza e também de sua mania de sempre enrolar os cachos dos meus cabelos no dedo indicador.

Daisy para o carinho. Aperto os olhos com força e me culpo por magoá-la tanto assim.

- Eu não … eu não estava … – tento formular alguma desculpa plausível na minha cabeça, mas eu não consigo mentir pra ela. Nunca consegui.

- Você deveria superar isso, Harry – a voz dela soa baixa, quase como um sussurro.

- Mas eu superei…

- Não, você não superou nada – ela solta o ar e me empurra para o lado e se levanta, andando até a cadeira em frente à cama para pegar seu roupão. Já coberta, Daisy para e respira fundo, de costas para mim e diz: - Você me disse que estava tentando superar, que ela não surtia mais esse efeito em você. O que aconteceu?

- Não aconteceu nada, eu juro! – clamo, me sentando na cama – Eu estava … estou … não sei

Daisy suspira alto e eu sei que está prendendo o choro. Fico encarando suas costas e ela sai do quarto. Me xingo mentalmente, mas não vou atrás dela. Sou fraco demais para me levantar e pedir desculpas por uma coisa que, talvez, eu nunca supere na vida.

{¨¨¨¨}

- Você quer muffin de que? – Daisy me pergunta parada na porta da doceria.

Paro para pensar e coloco a mão no queixo, acariciando minha barba inexistente. Daisy ri e levanta a sobrancelha para mim. Olho para ela ofendido.

- Que foi? Eu preciso pensar um pouco, é muito difícil decidir qual é o melhor …

Ela ri mais uma vez.

- Então ta bom senhor pensador. Vou lá dentro comprar o meu enquanto você fica aí, decidindo. – dito isso, Daisy abre a porta de vidro e o sininho me faz lembrar das vezes que eu vinha com ela.

A manhã estava ensolarada naquele dia. Era uma sexta, fazia calor e o céu nunca esteve tão azul. Eu poderia dizer que o brilho do sol estava ofuscante, mas daí lembro do sorriso que ela me deu quando eu disse que seu vestido a deixava mais menininha. Aquela peça era tão delicada, de alcinhas finas e estampa florida. Ficou perfeito no corpo dela, eu soube disso na hora em que bati os olhos nele lá na loja. Fiz questão de comprar. Quando cheguei em casa, ela riu e disse que eu a estava transformando numa pessoa mimada. Eu apenas ri e pedi que usasse quando acordasse muito feliz. E, naquele dia ela usava. E por alguma razão eu fiquei contagiado com a alegria que emanava do corpo dela. O sorriso que não apagava de seu rosto, o caminhar leve pela calçada. As mãos sempre procurando as minhas para entrelaçá-las.

- Eu vou comer o de morango! – ela disse de supetão, me assustando um pouco quando abriu a porta da doceria – E você?

- Humm – olho para a tabela de sabores fingindo não saber qual escolher, mas eu sempre sabia o que escolher. Foi ela quem me apresentou meu sabor preferido.

- Me deixa adivinhar! – ela quase grita, se virando para mim na fila e olhando nos meus olhos. Ela finge pensar por um segundo e depois diz: - Chocolate belga?

Faço uma careta e afirmo com a cabeça. Ela ri alto e bate palmas, como se tivesse adivinhado a mais difícil das perguntas. Eu rio junto com ela e sinto os lábios dela me contemplando rapidamente.

- Você se lembra daquele dia? – ela pergunta, abraçada em mim enquanto aguardamos nossa vez.

Abro um sorriso e digo que sim.

- Você parecia tão perdido naquele dia … – ela diz olhando para o nada – Tava olhando a tabela de sabores por tanto tempo, mordia os lábios, nervoso. Aquele casaco te fazia parecer três vezes maior do que é. A touca amarela era cômica, mas quando te olhei de frente, achei um aparato charmoso.

- Não chame a minha touca de aparato e nem de cômica – eu rio

- Shhh … – ela coloca um dedo nos meus lábios e me olha duro – Me deixa continuar – me rendo e balanço a cabeça. Ela volta a me abraçar e continua: - Eu pensei que não faria mal ir lá e citar meus preferidos pro desconhecido, mas quando você me olhou confuso, se perguntando quem era aquela louca que tinha dito “chocolate belga” para o atendente, fiquei travada … – ela para de falar e fica envergonhada e lembro exatamente desse momento. Eu pensei que ela tinha roubado a minha vez. – Os seus olhos… seus olhos me deixaram sem ar – ela olha pra cima e sorri – E ainda me deixam assim.

Sinto minhas bochechas corarem e ela ri.

- Além de fazer o meu pedido, ainda acrescentou um chocolate quente bem cremoso na conta.

- Para que depois que eu te convidei para sentar comigo, você adorou.

- Vamos com calma aí – a atrapalho – Eu te chamei para sentar comigo e eu não adorei de inicio, porque você pegou minha caneca de chocolate quente cremoso e jogou em cima do muffin!

Ela começa a gargalhar.

- Eu lembro da sua cara de assustado, do tipo “ ela fez o pedido por mim e está estragando meu lanche!” – ela ri mais ainda e não consigo não acompanhá-la – Pelo menos depois você aceitou minha proposta de experimentar e adorou, amou e fez cara de orgasmo.

- Minha cara de orgasmo não é daquele jeito – digo, me defendendo e ela ri, olhando para mim e levantando a sobrancelha. Acabo concordando e sorrio, mais uma vez não conseguindo resistir ao efeito que ela tem sobre mim.

Meu devaneio termina quando ouço uma risada familiar. Viro o rosto na direção do som e meu sangue gela. Meu coração simplesmente para de bater e eu fico ali, parecendo que viu um fantasma, mas infelizmente não é um fantasma. É ela.

Os cabelos estão bem acima dos ombros, a calça jeans e a blusa de frio não combinam com seu estilo jovem e despojado do qual me lembro. Duas crianças a acompanham e ela parece entredita com a conversa. A garotinha e o garotinho saem correndo quando chegam perto da porta da doceria e logo entram, provavelmente querendo apostar corrida. Ela ri e vem correndo até eles, mas antes que consiga abrir a porta, eu a chamo.

Sem querer eu digo o nome dela, mas não gritei, apenas falei o nome dela. Por um segundo eu penso que não escutou, mas quando ela se vira na minha direção, o mundo todo para.

Os olhos dela. Os olhos dela brilham quando encontram os meus. Vejo seu rosto mudar de surpresa para tristeza e não gosto de causar isso a ela. Não gosto de a fazer sofrer.

- Harry – ela diz, no mesmo tom de voz que eu e vem andando até mim – Meu Deus

A minha boca fica completamente seca quando eu posso, finalmente, olhar naqueles olhos pelos quais fui e sou tão apaixonado depois de dez anos. Sinto a pressão do choro na garganta e tento engolir, mas dói, então faço uma careta. Ela sorri e balança a cabeça.

- Eu sei, dói em mim também – ela diz, tão baixinho que posso chegar a pensar que é tudo imaginação minha.

- Com toda certeza dói mais em você do que em mim – digo, me atormentando pelo que fiz com ela há tantos anos.

- Pare de reviver o passado, Harry. Foi há tanto tanto tempo. Você era novo, não estava preparado para uma coisa daquelas, não queria se prender a ninguém, tinha medo de pertencer a só uma pessoa.

- Mas eu não tinha o direito de te machucar do jeito que te machuquei – digo, baixando a cabeça e torcendo os dedos das mãos.

A mão dela toca as minhas e sinto todos os nervos do meu corpo de retorcerem. Fecho os olhos com força, sentindo que se permanecer com eles abertos, as lágrimas vão descer.

- Você me machucou sim, muito, mas agora nós crescemos. Já se passou dez anos, Harry. Encontramos outras pessoas, encontramos um jeito de adormecer o que tínhamos. Somos adultos agora, temos responsabilidades e uma vida para seguir. Tá na hora de deixar isso para trás.

- Eu não consigo te deixar … – solto sem querer, com a voz embargada e apertando mais os olhos.

- Eu nunca vou deixar de te amar, Harry – ela diz e todo o esforço que eu fiz para me conter, foi em vão. Assim que as palavras saem da boca dela, eu sufoco e choro, liberando tudo que estava guardando só para mim.

Penso em tudo, desde o dia em que nos conhecemos até o ultimo, quando eu simplesmente fiz a pior coisa do mundo com a única mulher que vou amar inteiramente na minha vida. Ela foi embora com toda razão e eu me lembro desse dia também. Da dor cortante no meu peito, a pressão que eu sentia e que não passava nunca, me impedindo de respirar. Lembro de chorar por semanas inteiras, ir para o trabalho com os olhos ardendo, sem disposição, sem vida. Até que conheci Daisy. Ela me tirou do fundo do poço pois sabia a formula. Ela também tinha machucado alguém importante demais e ele a deixou. Nós nos reerguemos juntos, ela deixou o passado para trás e mergulhou de cabeça na nossa relação. Enquanto eu ainda continuava agarrado, amordaçado e totalmente entregue ao passado. Nunca o deixei e isso ficou mais obvio ao longos dos anos, e toda vez que Daisy me olha, eu sei que ela vê isso, mas me ama demais para me deixar. Mais um motivo para eu me odiar.

- Eu sei que é difícil, mas você precisa encontrar um jeito. Nem todas as pessoas do mundo ficam com aquelas que foram predestinadas a elas. Nem todo mundo encontra sua alma gêmea. Mas isso não significa que elas vão morrer sem amar e ser amado.

- Mas nós nos encontramos, nós nos encontramos – repito, várias e várias vezes e abro os olhos, enxergando tudo embaçado.

- Sim, nos encontramos, mas não será a hora certa, o momento certo.

- E eu estraguei tudo

- Harry, por favor – ela diz, pedindo para que eu a olhe – Fica bem, por favor, é tudo o que eu te peço. Por favor não fique agarrado a tudo aquilo, siga em frente. Você tem muita coisa boa guardada aí dentro, mostre para as pessoas o seu melhor, seja você. Seja aquele garoto que eu conheci aqui, mas mais velho, com mais maturidade. Eu acredito em você.

As palavras dela doem, o toque dela dói, as lembranças doem e eu não consigo parar de chorar. Acho que entrei em estado de dormência momentânea. Eu vejo tudo, mas não consigo reagir, apenas fico ali, sentindo meu peito dilacerando por dentro. Em algum momento ela olha dentro dos meus olhos e quase me teletransporto para o passado, mas o momento acaba quando ela solta as minhas mãos e se vira, andando até a loja e entrando.

Olho para meus pés e vou normalizando a respiração. As lágrimas começam a secar e ouço alguém andando até mim. Levanto a cabeça rápido, pensando que ela mudou de ideia e voltou, mas me engano. É Daisy. Seu rosto está manchado de lagrimas e a dor estampada em seu rosto revela a mim que ela viu tudo.

- Você sempre vai amá-la, Harry, sempre. Não importa o que aconteça, sempre será ela, eu sei, eu sabia disso quando me apaixonei por você. Mas eu pensei que com o tempo você pudesse aprender a viver com isso, com a realidade. Me enganei profundamente.

Deixo que ela fale, eu não tenho nada a dizer. Para qualquer um que passasse por ali naquele momento em que eu estive chorando, saberia interpretar. É mais forte que eu.

- Ela tem dois filhos, Harry. Ela é uma mulher agora. Casada, mora numa casa linda, faz parte de uma família maravilhosa e você continua aí, olhando para cada canto dessa cidade e se lembrando dela, dos momentos com ela, dos beijos, dos toques, de tudo. Eu sei que dói, eu sei que é difícil bloquear tudo isso, mas com o tempo a gente consegue, porque a gente quer seguir em frente, quer olhar para outros lados, fazer novas lembranças. – as palavras dela me doem, e eu volto a chorar, pois é a única coisa que eu consigo fazer nesse momento – Durante todos esses anos eu maquiei esse seu estado, dizendo para mim mesma que um dia você me olharia diferente, que um dia me amaria um pouco mais, mas isso nunca aconteceu. E eu descobri o porque … você simplesmente não quer seguir em frente, e eu não posso me acorrentar a uma pessoa que só me puxa para o fundo do poço com ela. Não posso.

Levanto a cabeça e olho para Daisy. Uma mulher linda, cheia de qualidades, com um coração enorme, uma alma incrível. Vejo nela tudo o que vi nos últimos anos, mas agora vejo de outro ângulo. Eu a vejo como uma mulher por quem eu poderia me apaixonar se me permitisse. Eu viveria com ela em algum lugar no sul, nós teríamos um filho parecido com ela. Nós tomaríamos chá na varanda da nossa casa e tudo o que faríamos seria contemplar a paisagem.

Infelizmente eu percebi isso tarde demais, mais uma vez.

- Siga em frente, Harry. Faça isso por você mesmo, por favor.

Mais uma vez eu magoei alguém tentando não me magoar.

Mais uma vez eu deixei de ser feliz por medo.

- Eu não posso mais viver assim – são as ultimas palavras de Daisy.

E mais uma vez eu precisarei tentar seguir em frente.

 /Larry

Note pour moi même, ne pas avoir mangé et avoir un pote barman c’est pas une bonne combinaison

Note to myself, to have not eaten and to have a barman friend is not a good combination

One Shot Niall Horan

  • Pedido por @girlhorandirection - Pode faz um do Niall em que eles tem 2 filhos( um bebê e outro que tem entre 5 a 7 anos) e o filho deles mais velho tem ciúmes porque ele acha que os pais não ligam mais para ele só para o bebê, ai um da a S/n tem que sair e deixa o Niall e os dois em casa e o maior entende que eles dão mais atenção ao mais novo porque ele é bebê ainda.


O começo do dia é sempre agitado na casa dos Horan, às vezes eles são acordados pelo choro escândalo de Tomás às cinco da manhã, quando o menininho dá um sossego, ele acorda às seis. Não que (seu nome) e Niall reclamem desse detalhe, nada faria eles arrependerem de ter tido mais um filho.

— Niall, onde está o Leon? — (seu nome) perguntou enquanto tinha Tom no colo, ele estava com o dedo todo babado na boca.

— Eu não vejo ele há algum tempo… — Niall disse enquanto ligava a televisão.

— Como assim? Eu estava com o Tom, você deveria estar de olho nele. — a mulher disse ainda parada próxima a escada.

— Eu estava fazendo mamadeira e depois lavando o que sujei enquanto você fazia o Tom parar de chorar, eu meio que não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo. — ele mudou para o canal de golfe.

— Pode ir desligando a televisão, eu vou sair e você vai ficar com eles. — (seu nome) saiu da sala antes de ouvir Niall reclamar.

A mulher caminhou pelo corredor do andar de cima a procura do filho mais velho e não o encontrou no quarto, talvez ele estivesse na sala de brinquedos no andar de baixo, mas antes que saísse viu a porta do guarda roupas a aberto, ela caminhou até lá e quando tentou fechá-lo algo impediu.

— Você está aqui. — ela disse assim que abriu a porta vendo o filho escondido.

— Não estou! — ele tentou fechar a porta novamente.

— Para com isso, amor… Venha ficar com o papai, a mamãe vai sair. — (seu nome) tentou convencê-lo.

— Papai fica com Tom, eu fico aqui. — o menininho cruzou os braços sobre os joelhos.

— Vem! Tenho certeza que vão se divertir. — Leon olhou para o mais novo que comia os próprios dedos antes de aceitar a mão da mãe.

— Você quer algo do mercado? — a mulher perguntou enquanto caminhava em direção a sala.

— Você vai esquecer… Igual o papai. — o garoto disse baixo.

— Não vou não. — ela riu abaixo — Seu pai esquece muitas coisas quando peço que ele vá comprar, então eu estou indo hoje.

— Eu quero Haribo. — o garoto disse sem animação porque as outras vezes que ele só chegaram algumas coisas de seu irmão.

— Tudo bem, ajude seu pai a tomar conta do Tom.

O garoto queria protestar, ele não queria ficar com seu pai vendo-o paparicar o mais novo enquanto o deixava de lado como se não importasse mais, ele se sentia deixado de lado depois que o irmão nasceu.

(Seu nome) entregou o bebê ao marido e depois de dar um beijo em cada um deles, ela pegou a bolsa e saiu de casa rumo ao mercado.

— Então filho, o que você pediu a sua mãe? — Niall perguntou enquanto tinha o filho mais novo passando a mão babada por seu rosto.

— Eu pedi Haribo… Espero que ela não esqueça. — o menino se sentou no sofá.

— Eu pedi batatinha, podemos dividir. — ele sorriu olhando o garoto e logo fez uma careta — Poxa, Tom… Você só esperou sua mãe sair para sujar a fralda.

Niall se levantou chamando Leon para o acompanhar até o quarto do bebê para que o ajudasse a trocá-lo. Os três entraram no quarto decorado com carrinhos e Niall deixou o mais novo sobre o trocador sob a vigilância do irmão enquanto pegava as coisas necessárias para fazer a troca e limpeza.

— Filho, agora você vai ver que bomba fedida o seu irmão é. — Niall disse enquanto abria fralda com uma careta.

— Eca! — Leon tapou nariz e Niall desejou fazer o mesmo enquanto passava o lenço umedecido no bumbum branquinho do outro filho.

— Jogue no lixo para mim, por favor. — Niall entregou a fralda suja a Leon depois de tê-la enrolado — Eu vou vesti-lo antes que ele decida fazer xixi em mim.

Com cuidado Leon pega a fralda da mão do pai e caminha até o banheiro a atirando no lixo enquanto o pai continua no quarto passando talco e vestindo o mais novo. Ao terminar, ele veste a calça no pequeno que se distrai babando a mão e o pega no colo.

— Podemos descer novamente, tudo pronto. — os três vão para a sala e Niall coloca o menininho na cadeira - com a proteção para que ele não caía - que fica ao lado do sofá.

— Vamos assistir golfe. — Niall ligou a televisão depois de dar um mordedor ao filho mais novo.

Durante a partida, Tom choramingou algumas vezes por ter atirado o mordedor longe e não conseguir alcançá-lo, em todas às vezes Leon que teve que se levantar para entregar novamente o irmão que depois de um tempo parecia jogar de propósito.

— Agora eu sei porque ficam mais com ele. — Leon disse de repente com os olhos presos no irmão.

— O quê? — Niall deixou de olhar a televisão.

— Eu sou esperto, Tom é burro, ele não sabe fazer nada sozinho e nem pede para ir no banheiro. Eu sei fazer um monte de coisas.

— Ele não é burro, Leon… Ele é só um bebê, você foi assim também, filho. — Niall explicou.

— Você trocava minha fralda? — o menino perguntou espantado.

— Poucas vezes, sua mãe trocava mais. — Niall riu.

— Ainda bem que eu sou grande agora. — o menino riu satisfeito.

— Sim, daqui uns anos você que trocará o seu filho.

— Eca!

— Cheguei, meninos! — a voz de (seu nome) foi ouvida da porta e Leon correu para abraçá-la, ele não precisava mais se isolar, havia entendido que o irmão precisava de mais atenção e que isso só significava que ele é grande — Oi príncipe. Olhe o que eu trouxe. — (seu nome) estendeu o saquinho de doce que o filho pediu o vendo soltar suas pernas rapidamente.

— HARIBO! — ele pegou o saquinho da mão da mãe enquanto dava pulinhos de alegria.

— E olha o que eu trouxe para o meu bebê. — ela brincou levantando o saco de batatinha enquanto andava até Niall.

— Papai é um bebê! — Leon gargalhou alto.

— Se ele me começar a me chamar assim, vou te dar um apelido que você não vai gostar. — Niall riu puxando a mulher para o seu colo enquanto dava beijos em seu pescoço.

— Para com isso, papai, e abre aqui para mim. — Leon estendeu o seu saquinho de doce em direção ao pai.

— Tudo bem, senhor mandão.

E o mal entendido estava resolvido, Leon estava mais leve e feliz sabendo que os pais dava mais atenção ao irmão porque ele era um bebê e que com ele foi do mesmo jeito. Agora ele até queria ajudar os pais a cuidar do irmãozinho.



Espero que tenham gostado… ❤

Desculpe qualquer coisa, estou passando por um bloqueio de criatividade 😕 :/

- Tay

One Shot Niall Horan - Princess

Desculpem pela péssima qualidade da foto, mas achei bem conveniente colocar.

  • Pedido

faz um do Niall em que ela é uma princesa só que os pais delas são separados, o pai dela é um rei e a mãe dela é uma pessoas normal, a S/n não aparece com princesa nem nada nos jornais e ela mora com a mãe dela e só no final de semana vai passar com o pai dela, ela e o Niall são namorados e ele não sabe que ela é uma princesa, um dia ele e os meninos vão janta com a família real e lá ele descobre que ela é uma princesa, final feliz. Obg 

- O que acha de sairmos hoje? - um minuto de silêncio se fez presente na ligação.

- Er… Hoje?

- Sim, (s/n). - Niall riu. - Hoje.

- Hoje não dá.

- E por quê?

- Tenho que… Sair com… Minha mãe.

- Sua mãe?

- Sim.

- Pra onde?

- Mercado.

- Você está estranha.

- Eu? - ri sem vontade. - Eu não, estou ótima. Niall…

- Está nervosa.

- Eu preciso desligar. - continuei falando fingindo não ouvi-lo.

- Já? Mas…

- É que vamos agora.

- Princesa, precisamos ir agora. - o segurança falou fazendo-me arregalar os olhos.

- Princesa? Quem é esse homem que está te chamando de princesa, (s/n)? -gritou.  

- Niall, calma!

- Quem é ele?

- É… O meu… Tio. - fingi estar tossindo pra ter tempo pra pensar. - O meu tio, Niall.

- Tio? Que tio? Você nunca me falou de tio nenhum,

- Ele estava na… Na…

- Na?

- Polônia. - eu podia imaginá-lo cerrando os olhos nesse momento.

- Um tio na Polônia?

- Sim.

- Legal. - ele estava desconfiado.

- Eu preciso…

- Amanhã você pode sair comigo? Ou tem que ir no mercado com a sua mãe e o seu… Tio?

- Desligar. - completei e suspirei logo após. - Sim, eu posso. Amanhã é Domingo, não é?

- Sim, algum problema?

- Não, nenhum. Estarei contigo.

- Okay.

- Niall…

- Oi?

- Desculpa por…

- Tudo bem.

- Por não te dar a atenção que você merece. Logo agora que você chegou de turnê.

- (s/a), tudo bem. Só quero que você saia comigo amanhã.

- Está combinado, amor.

- Okay.

- Agora eu preciso ir.

- Certo.

- Eu amo você.

- Eu amo você.

Desliguei a ligação e corri para o andar de baixo. Minha mãe me esperava para dar as últimas instruções e após encher o saco sobre o fato de Niall não saber que não me chamavam de princesa por apelido e sim por ser algo verídico, deu-me um beijo na bochecha, abraçou-me e eu pude finalmente ir embora.

Para o palácio.

Rainha Elizabeth II e toda a sua família real me esperava.

A minha família.

- Quer comer rosquinhas, princesa?

- Rosquinhas? - sorri. - Você sempre fazendo minhas vontades, não é Homer? - chamei o senhor quase careca pelo apelido que eu havia dado quando era criança. - Tem rosquinhas, aí?

- Não, mas podemos comprar. A loja é logo ali no próximo quarteirão.

- Mas… Não é perigoso?

- Não! - riu. - Temos 5 carros de segurança atrás de nós.

- Ah, sim. - olhei para trás vendo os 5 carros pretos. - Vamos logo então!

Descemos do carro gigante que meu fazia questão de deixar à minha disposição e seguimos para a loja. Quando estávamos saindo um fotógrafo tirou umas fotos minhas.

- Filho da mãe! - Homer disse correndo até o homem que tentou fugir dele, mas logo o segurou. - Por que estava tirando fotos dela?

- Porque… Porque ela é muito bonita.

- Homer… Não machuque ele.

- Não é que parece? - o fotógrafo riu.

- Você está rindo de mim, desgraçado?

- N-Não. - negou rapidamente.

- Apague as fotos dela.

- Apagarei.

- Por que estava tirando foto dela?

- Porque…

- Não ouse repetir o que disse antes! - apertou o seu pescoço com um dos braços. Os seguranças correram até nós e me rodearam. Todos armados.

- Gente, não precisa disso. Está tudo bem. - tentei falar.

- Fale o real motivo. - Homer pressionou.

- Eu sei que ela é a filha do príncipe… Ela é que é a princesa. A filha tão escondida do senhor Charles.

- Sabe por que ele a esconde?

- N-Não senhor.

- Para protegê-la. - apertou o braço no pescoço do homem. - E nós o ajudamos nisso, caro fotógrafo.

- Homer, por favor. - pedi.

- Princesa, deveria entrar no carro. - um homem disse.

- Não saio daqui. - bati o pé. Homer o soltou.

- Poderia, por favor, apagar as fotos?  - disse e olhou para mim. Concordei. O homem ajeitou-se e apagou as fotos de sua câmera. - Obrigado. - retirou dinheiro do seu bolso e deu a ele. - Estamos resolvidos, vamos embora.

- Hey! - o homem chamou quando nos distanciamos. - Você é filha da princesa Diana? - eu ri.

- Não. - respondi e entrei no carro. - Minha mãe é uma plebeia. - sussurrei.

- Está bem, princesa? - Homer perguntou.

- Sim, sim. Podemos ir logo?

- Claro. E suas rosquinhas? Não vai comer?

- Já tinha esquecido. - ri dividindo com ele.

[…]

- Seja bem vinda, minha neta! - minha avó me recebeu com um abraço apertado.

- Obrigada. - sorri brevemente curvando-me pouco.

- Filha! - meu pai desceu os vários degraus para me abraçar. - Espero que tenha sido uma pequena viagem tranquila. - sorriu.

- Sim, foi. Só estou cansada.

- Uh! Sinto muito minha princesinha, mas você vai ter que nos acompanhar em um jantar hoje.

- Jantar?

- Sim, vamos receber uns artistas.

- Eu também odeio esses compromissos reais, minha irmãzinha. - Harry bagunçou meu cabelo e riu. - Não vai me abraçar?

- Babaca. - ri abraçando-o. - E o William?

- Viajando.

- O George foi receber uma homenagem no Canadá.

- Ah… - olhei pra Harry e ele entendeu rindo muito logo em seguida.

- Bebês reais… Sempre atarefados. - deu de ombros.

- Soube que você está namorando. - falei olhando-o desconfiada. Ele riu sem graça.

- Temos muito assunto pra tratar. - falou dando-me o braço. Segurei-o. - Estamos no jardim.

- Voltem às 18hrs. - nosso pai disse.

Estava conversando com Harry no imenso jardim do palácio que meus familiares por parte de pai chamavam de casa quando recebi uma ligação de Niall.

- Oi! - falei assim que atendi.

- Oi… Er… (s/n)… - podia imaginá-lo coçando a cabeça.

- Algum problema?

- É só que eu queria começar pedindo desculpas.

- Por quê?

- Porque vou ter que furar contigo. Não vai dar pra sairmos amanhã.

- Nossa, mas… Por quê?

- Vou ter que sair pra jantar hoje, eu estou muito feliz por isso, mas triste também porque amanhã terei outro compromisso que é na verdade ligado a esse jantar.

- Ai… Fiquei um pouco confusa. - ri. - Que jantar é esse?

- É com a rainha, amor. Eu vou jantar com a rainha! Isso não é demais? - ele parecia muito animado de verdade. - Não só eu, a banda inteira vai. Todo mundo.

- Com a rainha… Sei… E… - minha cabeça girava. - É sério isso mesmo?

- Sim, claro. Acha que eu mentiria pra você?

- Não, não… Nunca. Só estou… surpresa. - e com medo. Deveria ser acrescentado também.

- Eu juro que vou fotografar tudo, o máximo que puder! Te mostro todo aquele mundo que eles chamam de casa, eu estou muito ansioso amor.

- Eu estou percebendo. - suspirei. - Amor, eu preciso te contar uma coisa.

- Pode falar.

- É que eu sou…

- Niall, temos que nos apressar! A rainha está nos esperando às 19hrs.

- Já? Meu Deus, são 18h30 já. - ele praticamente gritou.

18h30?

Arregalei os olhos. Estou atrasada.

- Niall, deixa eu te contar logo.

- Amor, não dá! De verdade… Se eu deixar a rainha esperando é capaz de eu ser preso. - gargalhou. - Eu amo você.

- Eu… Amo você. - respirei fundo. - E desculpa por isso. - desliguei a ligação. Ele vai entender depois.

Voltei para dentro de casa e levei bronca junto com o Harry por chegarmos atrasados.

[…]

- Você está linda! - minha madrasta disse.

- Obrigada. - sorri brevemente. Ela era legal, mas eu não gostava muito.

- Concordo. - meu pai falou. - O que acha de visitarmos os cavalos amanhã?

- Acho ótimo. - sorri de verdade dessa vez. Eu amava os cavalos reais.

Logo vi os rapazes chegando. Todos nós nos posicionamos em fila para recebê-los e para que eles cumprimentassem todos nós, sem exceção. O primeiro a nos cumprimentar na entrada foi Harry. Ele me olhou arqueando as sobrancelhas e eu neguei com a cabeça num pedido para que ele não falasse nada agora.

Depois foi a vez do Louis.

Do Liam.

E todos tiveram a mesma reação.

E aí veio o Niall. Meu coração apertou. Na hora de apertar minha mão ele simplesmente congelou. Não fez nada. Apenas ficou me olhando e com a mão parada na minha frente. Todos nos olharam. Eu apertei sua mão direita percebendo que estava muito gelada.

- Você está bem? - perguntei. Ele só mexeu a boca.

- O que houve, meu rapaz? - meu pai perguntou. - Filha, vocês se conhecem?

- F-filha… - Niall sussurrou.

- Era… Era isso que eu queria te contar, Niall… - falei baixo. - Por favor, reaja e vamos sair daqui. Precisamos conversar!

- Repito a pergunta (s/a). Vocês se conhecem? - meu pai disse parecendo bravo dessa vez.

- Nos conhecemos. - respondi. - Ele é meu namorado.

- O quê? - minha madrasta e minha avó quase gritaram. Harry, o príncipe, riu.

- Niall é príncipe? - Louis riu. - Legal.

- Vamos sair daqui, por favor.

- Pra onde você quer ir? - ele perguntou parecendo impaciente.

- Jardim. - segurei em sua mão e fomos juntos ao jardim ouvindo os gritos do meu pai nos mandando ficar.

- Por que você não me contou?

- É complicado… - suspirei. - Meu pai passou a vida toda tentando me esconder, me proteger das câmeras e do foco da imprensa… Eu simplesmente não queria estragar isso. Não é que eu não confio em você, mas às vezes nós falamos algo sem saber, sem perceber, entende? - segurei em sua mão. - Fiquei com medo de que você pudesse contar a alguém e que a notícia se espalhasse. Tem muita coisa envolvida nisso, Niall.

- Eu entendo.

- Entende?

- Claro que entendo. Como pessoa pública eu sei como funcionam essas coisas e você como uma pessoa tão importante corre risco até de atentados. - me abraçou. - Você fez bem. Tem que se proteger.

- Obrigada por ser tão compreensivo assim. Achei que fosse gritar comigo. - ri.

- Eu ia. Mas você tem razão, seu pai também. Ser uma princesa é muito arriscado, ainda mais quando você mora numa casa simples como a da sua mãe.

- Eu nunca vou abandoná-la.

- Eu sei. - beijou minha bochecha. - Você é muito especial. E não só porque é uma princesa. De verdade. - fez careta e eu ri.

- Não te agrada namorar uma princesa?

- Não muito.

- Mas você não namora uma princesa. Namora a (s/n).

- Ah, então eu não sou príncipe? - fez bico e eu ri.

- Quer ser príncipe?

- Ah, isso eu quero.

- Então peça a princesa em namoro também.

- Mas o seu pai…

- Ele vai te amar. Só faz essa pose de durão, mas é um amor.

- Hum… Então… Senhorita princesa, você aceitaria namorar comigo? Um simples plebeu que… Só tem uns ingressos de graça pra te oferecer? - gargalhei abraçando-o.

- Claro que aceito, senhor plebeu. - beijei-o.

- Será que… Nós podemos comer as comidas de pessoas extremamente ricas? Eu estou louco pra descobrir o que vocês comem. - nós rimos.

- Nada demais. - levantei e fui andando. - Só uns líquidos com ouro dentro. - falei dando de ombros e Niall correu até mim de olhos arregalados.

- Sério, (s/n)? Eu quero beber e comer tudo, tudo mesmo! - abraçou-me pelo pescoço e nós voltamos para dentro enquanto conversávamos sobre o que possivelmente ele iria comer no jantar.

Finalmente tudo estava resolvido na minha vida. Niall sabia de tudo e eu não precisava mais esconder as vezes que iria pra casa do meu pai. Ele até queria ir junto e meu pai fazia questão de convidá-lo ou de mandar alguém ir buscá-lo. Eu não podia reclamar da minha vida. Tinha amigos fiéis, uma família que me ama e um namorado completamente compreensivo e amoroso.

Jess

Quand tu prends un nom “rigolo” pour ton perso, et que ça casse l’immersion dès que tu ouvres la bouche.

2

- Eu prometo que vou estar com você, todos os dias da sua vida.. vou te dar apoio, vou te ajudar, vou te compreender! E quando todos se forem, eu vou estar lá, com você. (apenas-voceeu)

É, eu soube da Kylie. Uma pena. - diz sem erguer os olhos para a pessoa ali na sala consigo - E antes que me pergunte: Não, eu não vou vê-la. Não, eu não fiquei com pena. Não, eu não vou ligar para o Frederick. E não, eu não me importo com isso.

Ela não sabe que fica mais linda sem maquiagem. Mas quem sou eu para lhe dizer isso? Aquele vestido ela que disse que a deixava gorda, para mim a deixava gostosa. Mas melhor trocar mesmo, não queria mais homens com olhar em cima da minha mulher. Se olha no espelho e não aprova nada em si mesma. Tenho vontade de rir, porque não sei como ela não enxerga um terço do que eu enxergo. Ela se sente pequena e insignificante, só que não tem idéia da grandiosidade que tem para mim. Diria que dentre dez bilhões de estrelas no céu, ela é aquela que mais brilha e mais chama a minha atenção. Se tem dias que ela duvida que eu a quero, só podia estar louca. Eu a amava em qualquer situação. Com, sem maquiagem, com ou sem aquele vestido, se odiando ou se amando na frente do espelho. Se o espelho não vai torná-la mais clara, eu vou. Serei eu quem lhe vai dizer que é linda, de qualquer jeito.
—  O Discurso Secreto
prazo

reli as cartas nunca enviadas há três anos, e é amargo e doce o quanto tudo mudou. 

engraçado, eu fui capaz de sentir a sua pele na minha desde o momento que você olhou para mim. quando você me beijou pela primeira vez naquela noite, eu ficava imaginando se eu ainda seria capaz de te encontrar nos nossos beijos depois de algum tempo.

você ainda parecia o mesmo no pé da porta com calções de basquete e uma camisa branca velha. as bochechas vermelhas, os olhos cansados e brilhantes. sempre assumindo o sorriso familiar que eu conhecia. você provavelmente pensou sobre mim quando me viu no supermercado naquele dia frio com meu coração ainda ao seu alcance e o cabelo encaracolado, do jeito que você costumava gostar.

olhei para você e tudo que eu podia ver era pele. e eu não mais poderia encontrar o menino que ria das minhas piadas e que se apaixonou pela minha inocência tanto quanto pela ideia de destruí-la. 

eu nunca vou esquecer a primeira vez que deitamos os nossos olhos sob o outro. depois daquele dia, foi como se a primeira vez que eu te vi fosse a última vez.

foi como te ver, te amar e me despedir.

Mon oral.

My oral.

Logan, Esta não é uma carta de amor. E você também nunca irá recebê-la, porque eu não vou colocá-la no correio pela manhã. Eu quero que saiba que nunca amei um homem tanto quanto amei você. Nunca imaginei outro cara que não fosse você, de pé, me esperando no altar, enquanto eu entrava na igreja, vestida de noiva. Nunca houve ninguém, além de você, quando eu pensava em quem estaria ao meu lado, em uma cadeira de balanço, com os cabelos grisalhos, olhando nossos netos correndo pelo jardim. Lembro-me de quando nos vimos pela primeira vez na escola. Eu era a caloura bobinha, nova na cidade, que ninguém conhecia. Você era o veterano, atleta principal do time de basquete, por quem as universidades brigariam. E naquela época, eu já era caidinha por você. Mas não porque você era o astro da escola e também não era porque você era o que todas as garotas queriam. O seu armário ficava a dois armários de distância do meu e uma vez te vi guardando um CD do The Strokes lá dentro. Suas notas eram boas e os professores gostavam de você. Você não era como o resto dos seus amigos babacas que se achavam os mandachuvas do lugar só porque tinham jaquetas legais e um pouco de músculos. Você costumava deixar o cabelo um pouco levantado e propositalmente bagunçado, e eu achava aquilo super sexy. Eu acho que você nunca teria me notado se não fosse a bolada que me deu, sem querer, naquele dia em que as minhas amigas insistiram em ficar na escola para ver o seu treino de basquete. O seu rosto ficou pálido de preocupação e só faltou você me pegar nos braços e me levar, literalmente, correndo para o hospital. Nós viramos amigos e todas as garotas da escola se corroíam de inveja quando você andava comigo pelos corredores. Você me contou do seu medo de desapontar todo mundo. Você gostava do basquete, mas não era aquilo que queria para a sua vida. Sua paixão era escrever e eu me lembro de como você sempre ficava ansioso para saber o que eu havia achado sobre algum texto que você escrevia e me mostrava. Você nunca os havia mostrado para ninguém além de mim. No dia 19 de setembro, uma terça-feira, você se sentou comigo na hora do almoço. Você parecia nervoso. Eu perguntei o motivo e você fugiu do assunto. Quando o sinal tocou, você me pediu para te encontrar na quadra de basquete no final da aula. E foi o que eu fiz. Você estava na parte mais alta da arquibancada leste e sorriu quando me viu. O seu sorriso era a parte mais linda de você. Quando eu me sentei ao seu lado, você remexeu a sua mochila, tirou alguma coisa de dentro dela e me entregou. Era um livro. “Orgulho e preconceito”, da Jane Austen. Você sabia que aquele era o meu livro favorito e também sabia que eu havia perdido a minha cópia dele durante a mudança. Eu já estava encantada quando você pegou a minha mão, me olhou nos olhos e recitou: “Em vão tenho lutado, mas de nada serve. Os meus sentimentos não podem ser reprimidos e permita-me dizer-lhe que a admiro e a amo”. Eu fiquei completamente paralisada, sem ter certeza se aquilo era real, então você prosseguiu: “Não posso determinar a hora ou o lugar, ou o olhar, ou as palavras que estabeleceram o alicerce. Foi muito tempo atrás. Eu estava no meio antes de saber que havia começado.” Nós nos beijamos e você foi o único cara que fez um beijo parecer alguma coisa além de apenas um ato físico. Você fez questão de conversar com os meus pais e pedir a permissão deles para me namorar e também fazia questão de me buscar toda manhã para irmos à escola. No meu aniversário de 16 anos você me deu um CD com todas as nossas músicas, que iam de Van Halen à The Cranberries, e uma estrela. Você chegou com um certificado nas mãos que comprovava a sua compra e nele estava o nome que você escolheu para ela. O meu nome: Sophie. Você também levou o telescópio do seu primo e nós passamos a noite inteira tentando encontrar a minha estrela a partir das coordenadas escritas no certificado. Mas o que importava de tudo aquilo era que você havia conseguido o que queria: Me fazer lembrar de você, de nós, todas as vezes que eu olho para o céu à noite. Você terminou a escola e conseguiu entrar para a universidade que queria e, ao contrário do que você pensava, seus pais te apoiaram quando você disse que iria cursar literatura inglesa. Nós passamos a nos ver apenas em finais de semanas alternados, o que serviu como teste para o nosso relacionamento. Brigamos feio algumas vezes, mas tudo melhorou quando eu terminei a escola e consegui entrar para a mesma universidade que você. Com todas as imperfeições, o nosso relacionamento era perfeito e você era o meu melhor amigo. Na verdade, você foi tudo o que eu precisei que fosse. Seus pais te deram um apartamento de presente quando você fez 21 anos e nós fomos morar juntos. Eu aprendi a tocar piano e nós compramos um por uma pechincha em uma loja de penhores. Você adorava ficar deitado no chão da sala enquanto eu dedilhava alguma canção e, à noite, você lia para mim até que eu pegasse no sono. Eu te amava tanto, Logan, e nenhum amor contado pelos livros que você lia para mim era maior do que o amor que eu sentia por você. Em uma noite de sexta-feira, você me deu um beijo antes de ir para a despedida de solteiro do Scott, o seu melhor amigo. Me lembro de ter fingido brigar com você dizendo que arrancaria seus olhos se você ousasse olhar para outra mulher. Você riu e me beijou de novo. E então você disse a coisa mais linda que eu já ouvi alguém dizer: “De todas as coisas que eu já vi, você foi a mais bonita”. O telefone tocou às duas da manhã e eu não me lembro com exatidão das palavras que a voz do outro lado da linha disse, mas era sobre você e um acidente e que eu precisava ir ao hospital. Não faço ideia de como consegui chegar lá. Eu não conseguia raciocinar. Quando o táxi me deixou na frente do hospital, me lembro de ter jogado algumas notas para o taxista e disparei para a entrada do lugar. Comecei a gritar o seu nome e então uma enfermeira veio até mim e tentou me fazer sentar. Mas eu não queria sentar. Eu queria te ver. Queria ver os seus olhos me olhando de novo e queria te dizer que você também era a coisa mais bonita que eu já havia visto. Mas eu não poderia. Você havia morrido, Logan. O médico disse que você estava em um carro com o seu amigo quando o motorista de um caminhão perdeu o controle do veículo e bateu em vocês. Você morreu na hora, não sentiu nada. Mas eu senti tudo. Seus pais e meus pais chegaram pela manhã e nós todos choramos. Nos abraçamos, como se pudéssemos preencher o vazio que você havia deixado. Hoje faz 15 anos que você se foi, e um pedaço de mim se foi junto com você. A dor não diminuiu, mas me acostumei com ela e eu a tenho como uma velha amiga, já que, muitas vezes, ela foi minha única companhia. Eu tenho um filho agora. Encontrei-o em um orfanato enquanto ajudava uma amiga em uma ação social promovida por ela. Consegui a guarda definitiva dele há cerca de três meses. O nome dele é Matthew e ele tem olhos verdes, da mesma cor que os seus eram. E eu também enxergo um brilho no olhar dele cada vez que ele me olha, da mesma forma que seus olhos brilhavam quando você me olhava. Matt me traz alegria e me faz sentir viva de novo. Eu tenho certeza que ele teria gostado de você. Um dia ele me perguntou quem era o rapaz nas fotografias que estão nos porta-retratos da sala e do meu quarto. Eu disse a ele que era o anjo da guarda que me protege todos os dias e que à noite, através das estrelas, ele me diz que não importa onde ele esteja, nós sempre estaremos juntos. Sinto sua falta. Com amor, Sophie

— 

JD  (lucy-vp-1952)

AIRPORT.

“eu estava pensando nos dias em que a minha posição favorita na cama se torna fria e horrível, e eu passo horas pensando nos seus braços sobre minha cintura e na sua respiração batendo em minha nuca, enquanto você dorme ao meu lado.”.

  • na verdade, esse one shot era pra ser um pedido de uma leitora, que é baseado na música “Tee Shirt” da Birdy, mas eu tive uma ideia e ela ficou extensa demais, eu a cortei e dividi em dois one shots.
  • Se você estiver lendo esse one shot, consequentemente o pedido da leitora já foi postado, porque ele será postado primeiro. E está é a “primeira parte” dele, então leia “AIRPORT” e depois leia “tee shirt”… eles se completam. :)

Depois de mais de quatro meses na estrada, longe de casa e sem muitas pausas para dar um ‘pulinho’ em casa, Harry finalmente estava pegando o voo direto para Holmes Chapel., pra casa de sua mãe, aonde todos se reuniriam, desde Gemma e Michal, até S/N que já estava lá. Quando ouviu seu voo sendo anunciado novamente, pela segunda vez no dia, Harry se levantou já exasperado pelo atraso de três horas e deu uma ultima olhada no céu, ainda não estava totalmente absorvido pela escuridão da noite, mas o sol se punha lentamente fazendo seu coração apertar um pouquinho.

Já sentado no assento que lhe era reservado, Harry jogou a cabeça para trás em total frustação e respirou fundo, sentindo todos os músculos de seu peito se contraindo e esvaindo. Ao abrir os olhos, após alguns minutos necessários para que seus olhos se acostumassem à claridade do interior do avião, seus olhos travaram num jovem casal de namorados sentados no lado oposto ao seu no corredor. A menina de cabelos castanhos e levemente ondulados deslizava os olhos por todo o avião e observava com atenção cada passageiro que entrava, enquanto apertava dolorosamente à mão do garoto que mesmo com a mão amassada, deslizava a ‘almofadado dedão sobre as costas da mão da menina, sussurrando-lhe que tudo ficaria bem. Era óbvio que aquela era a primeira viagem de avião dela, e isso a assustava drasticamente, mas Harry sorriu, porque S/N era assim mesmo tendo viajado inúmeras vezes com ele, ela ainda estremecia um pouco toda vez que o avião decolava ou pousava. Passou a mão por todos os seus bolsos em busca do celular e o desbloqueou rapidamente, procurando pelo nome de S/N na lista de suas mensagens e lhe enviou um áudio.

“Há uma menina morrendo de medo do avião e isso irá custar uma mão nova ao namorado dela. Eu estou chegando, meu amor. Amo você.”

Observou por alguns momentos a foto de S/N e com um sorrisinho de lado, o colocou no modo avião e se permitiu descansar durante a viagem.

×  ❀   ×

S/N encarou o relógio e bufou, era pra Harry estar em casa á devidas duas horas atrás e tudo que ela recebia, eram suplicas de Anne para que ela fosse se deitar e que assim que Harry chegasse, ele iria se deitar com ela. Mas é óbvio que a garota subiu para o quarto, pegou um cobertor e voltou a sala, com o celular na mão, ela se deitou enrolada ao cobertor. S/N havia acordado terrivelmente cedo para deixar tudo arrumadinho pra quando o namorado chegasse, desde o quarto dele intocado, até um bolo de chocolate.

Agora, com seus olhos fixos em algum ponto da escuridão da sala, seus pensamentos eram todos direcionados ao que ela iria dizer quando o namorado chegasse, o que se constituía em absolutamente nada porque seus lábios estariam ocupados beijando cada partezinha do rosto do garoto.

Brrrrrrr.

Com o celular vibrando em sua mão, S/N coçou os olhos e abriu a mensagem, um áudio de Harry. Abaixou o volume para que não acordasse ninguém e apertou a setinha “►” e escutou a voz sussurrada do namorado, abafada pelas vozes ao redor.

“Há uma menina morrendo de medo do avião” sussurrou baixinho e S/N podia jurar que ele estava sorrindo com a cena — “e isso irá custar uma mão nova ao namorado dela. Eu estou chegando, meu amor. Amo você.”

Com uns cutuquezinhos na bochecha, S/N despertou e deu de frente com os olhos atentos e protetores de Anne, lhe sorrindo carinhosamente. Se remexeu desconfortavelmente no sofá e puxou o cobertor até suas bochechas forçando seus olhos a permanecerem abertos.

Vamos lá pra cima, querida.sussurrou a mulher e tocou-lhe seu cabelo, como a mãe de S/N costumava fazer — Nós temos que esperar Harry ligar ainda.

Nhoo. — negou e fez-lhe beicinho, fungando no cobertor. — Eu vou ficar, Anne.

A mais velha suspirou mais pesado e lhe sorriu mais uma vez, apertando o casaco sobre o peito.

— Oh, meu anjo. — sussurrou e lhe deu um beijo na bochecha. — Jovens apaixonados são tão irracionais.

Com uma risada abafada, S/N voltou a dormir.

×  ❀   ×

Harry saiu do local de desembarque já discando o numero de Robin e o informando que já estava no aeroporto. Apertou o casaco sobre seu corpo e caminhou até a entrada principal, onde Robin conseguiria o encontra-lo facilmente. A vontade de ligar para S/N era tanta, mas pensar em acordá-la, era tão torturante quanto.

Quando por fim, viu o carro do padrasto se aproximando, Harry correu até o outro lado e logo se viu dentro do carro, apertando a mão de Robin. O caminho até a casa de sua mãe nunca fora tão lento como agora, parecia que o padrasto estava fazendo de proposito, mesmo estando a 90 km na pista.

— Você precisa se acalmar, filho. — disse Robin por fim, entrando no condomínio familiar. — S/N já está dormindo, você não pode esperar que ela vá fazer tal coisa.

Harry sorriu e apertou as mãos sobre a alça da mala de mão.

— Não estou assim porque quero fazer amor com ela, Robin. — esclareceu e observou o padrasto gargalhar quando se referiu a sexo como “fazer amor”. — Estou assim porque eu vou vê-la. Eu estou tão ansioso.

— Posso imaginar. — disse e contornou uma das praças do condomínio, indo para a casa. — Anne disse mais cedo que vocês, jovens apaixonados, são irracionais.

Antes de abrir a porta e sair do carro, em direção da casa, Harry bateu de leve no ombro do padrasto e suspirou.

— Eu estou mais racional do que já estive antes, Robin. — Harry correu até a porta da sala e jogou as mochilas no chão, encontrando a mãe na cozinha com um copo de chá nas mãos e os óculos na ponta do nariz, enquanto lia a bula de um remédio. Ela estava linda, com um vestidinho rosa de cetim e os cabelos ondulados caindo sobre seus ombros. Encarou-o e sorriu docemente. — Mãe. — Harry suspirou e se jogou nos braços da mulher, que o apertou como nunca antes, dando beijinhos em seus cabelos e passando a mão em suas costas.

— Meu bebê. — resmungou no ombro de Harry e o segurou, encarando cada pedacinho de seu rosto. — Você está quase um homenzinho.

Harry sorriu e beijou-lhe a testa.

— Eu sou um homenzinho, mãe! — resmungou e endireitou a coluna, provando que de fato era. — Cadê ela, mommy?

Anne sorriu com a mudança de assunto e o brilho nos olhos do filho.

— Na sala, meu anjo. Ela se recusou a ir pro quarto sem você.

Harry deu-lhe um ultimo beijo e correu até a sala, encontrando S/N encolhidinha no sofá, com o celular nas mãos — que tinha sua voz tocando — e um beicinho fofo nos lábios. Se ajoelhou ao seu lado, tocando-lhe o rosto com cuidado, tirando o cabelo dos olhos de S/N e os colocando atrás da orelha. Aproximou seu rosto do dela, ronronando em seu pescoço e sugando o doce perfume que ela tinha. Seu cheirinho o levava de frente aos dias em que eles faziam amor durante a noite e no dia seguinte, com o rosto em seu pescoço, Harry a acordava com beijinhos na clavícula e os arrastava até os lábios quentes e macios de S/N. O garoto viu Robin abraçar Anne, que até então observava a cena com as mãos na bochecha e um rosto admirado, e leva-la pro quarto, alegando que deveria deixa-los sozinhos.

Harry subiu seus lábios até os dela e não os tocou, apenas respirou sobre eles, e sentido-a respirar em seus lábios também. Com os dentes, ele a mordeu devagarzinho e selou seus lábios aos dela.

S/N se moveu inquieta e colocou uma mão sobre os lábios.

Humf, melhor você parar. — sussurrou baixinho. — Meu namorado já já vai chegar.

— E o que tem? — provocou-a e tentou beijá-la novamente, se divertindo com o estado de sonolência da namorada.

— E ele vai te matar. — resmungou e contraiu as sobrancelhas, fazendo biquinho. Mas ainda sem abrir os olhos.

Harry passou a ponta do dedão sobre os lábios dela e lhe beijou o maxilar.

— Mas você quer me beijar?

S/N fez-lhe uma expressão de nojo e se encolheu sobre o cobertor.

— Não! — grunhiu entre dentes e afundou o rosto no travesseiro.

— Então diga isso olhando pra mim. — sussurrou Harry, e acariciou a bochecha da garota. — Olhando nos meus olhos, babygirl.

S/N abriu os olhos devagarinho e quando seus olhos focaram no rosto de Harry a encarando com um sorriso bobo, seus olhos se abriram e fecharam diversas vezes e sua mão o tocou na bochecha, sentindo a rala barba nas mãos.

Harreh. — sussurrou e o puxou para si, jogando os dois braços ao redor de seu pescoço. — Meu amor.

Harry se apoiou em uma das mãos e beijou-lhe a bochecha.

— Vamos pro quarto. — suspirou e a pegou nos braços enrolada ao cobertor. O celular caiu de sua mão, e S/N o observou no chão, tentando descer e pegá-lo. — Nós não vamos usá-lo hoje, bebê.

Com a garota nos braços, Harry se deitou ao lado dela e puxou o cobertor sobre o corpo de ambos, se enroscando ainda mais na namorada. Descansou o rosto em seu pescoço e beijou-a no maxilar, arrastando os lábios até os da garota, lambeu-os e a beijou devagarzinho, emitindo ruídos e gemidos durante o ato.

— Harry? — S/N sussurrou, se separando dos lábios do garoto com dificuldade e lhe sorrindo. — Nós estamos indo a fazer amor?

Harry gargalhou baixinho e a ajeitou em seu abraço, beijando-a as pálpebras.

— Não, meu amor. — sussurrou e deslizou os dedos para a raiz do cabelo da garota. — Hoje não.

— Mas parecia, você sabe né? — perguntou a garota ronronando em seu pescoço. — Parecia muito.

Harry lhe beijou novamente e segurou-lhe as mãos.

— Eu disse que não iríamos fazer amor. — suspirou em seu ouvido, tocando-a com os lábios de propósito. — Não disse que não estou morto de tesão.

Mini Imagine Louis Tomlinson - Feito Por Ella

Eu estava muito insegura, muito mesmo.

Eu fui meio que intimada à ir para uma premiação com o meu namorado, Louis. A mãe Dele se encarregou de não me deixar sozinha, iríamos ficar na área reservada para convidados que não eram artistas. Era meio longe do palco, mas lá eu poderia ficar em anonimato.

Eu estava andando com Louis no tapete vermelho, ele não concorreria e queria que eu entrasse com ele. Não vi problema, pois ele não teria que tirar uma foto com o resto dos meninos de qualquer maneira.

-Querida, segure minha mão. Assim se os flashes não te deixarem enxergar você ainda sabe para onde ir. – Assenti  já sentindo-me tonta.

“É verdade que você está grávida?” essa foi a pergunta mais freqüente. Eu não possuía exatamente o corpo mais desejado, tinha minhas gorduras extras, um cabelo cacheado que eu amava mesmo não sendo o mais elogiado e quase nunca usava maquiagem.

Louis sempre teve um tipo de garota, foi uma surpresa até para ele quando se apaixonou por mim. Eu tive problemas sérios de insegurança, diversas vezes fugi de encontros marcados para eu conhecer os amigos dele e a equipe que trabalha com sua banda. Com sua família não tive problemas, ela que me apresentou à ele.

“Como você se apaixonou por essa gorda nojenta?” respirei fundo ao ouvir um repórter perguntar ao Louis, ele só queria um ataque de raiva para ter uma boa matéria.

-Como você disse? Repita. Espero que você não tenha dito o que eu ouvi.

-Quer que eu repita por que a gordura da sua namora está afetando sua audição?

-Está bem – Louis sorriu sádico. Merda, ele não deixaria barato – Você trabalha no The Sun, não é? Peça desculpas ou considere-se um cara despedido com o rosto deformado.

O repórter olhou contragosto, ele sabia que Louis tinha esse poder, mas não queria passar por essa humilhação.

-Desculpa, bro.

-Primeiro, eu não sou seu “bro”. Segundo, não é à mim que você deve desculpas.  

Ele me olhou com cara de criança mimada tendo que dividir os brinquedos. Eu não sabia aonde enfiar a cara de vergonha.

-Sinto muito.

-Está tudo bem.

Louis me olhou engraçado e encarou cada repórter daquele local, os flashes não paravam.

-Que fique bem claro, não está tudo bem. Meu aviso serve para qualquer um que tentar insultá-la novamente. Eu não vou tolerar a ignorância de ninguém. Saiam da frente e parem com os flashes, estão me deixando com dor de cabeça.

Acho que funcionou, andamos livremente até a entrada do local. O pior é que eu não poderia nem brigar com Louis por sua grosseria, ele só estava tentando me proteger.

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Ultimamente eu tenho trocado o café pela vodca, não sei se isso é bom - tenho quase certeza que meu fígado não está gostando disso - mas pelo menos, tô sentindo algum resultado. Acho que o alto teor de álcool me ajuda a te esquecer, costumava ser o contrário, mas olha só, minhas amigas dizem que não precisam mais esconder meu celular nas festas, porque eu não corro mais o risco de te ligar de madrugada, enquanto estou bêbada. Dizem também que eu não me sinto mais culpada depois de beijar algum desconhecido no meio da multidão. Acho que estou evoluindo, estou andando pra frente ao invés de voltar correndo para os seus braços. E, com certeza, estou bem melhor agora. Pois mesmo que teus braços sejam fortes e quentes, já não encontro mais abrigo neles. Você já não é mais algo vital em minha vida, já não faz estrago, nem arruma nada. Já não choro por ti esperando que seja você que venha me consolar; a vodca tá fazendo um belo trabalho, ela me faz lembrar do quanto eu estive mal por tua causa, o quanto eu posso ser feliz com algum outro cara, alguém por quem vale a pena ligar de madrugada, enquanto estou bêbada, e falar besteiras, jurar coisas. Agora que estou melhor, já que estou sem você, me sinto mais a vontade para sair por aí, tanto pra fazer besteira, quanto para ir á procura de um grande amor. Não posso dizer ainda que não sinto sua falta, mas posso dizer que minhas noites têm sido bastante agitadas com os beijos que ando distribuindo. Por favor, não entenda mal, eu ando beijando sim mas para vê se encontro algum beijo que chegue aos pés do tesão que sinto quando te beijo. É triste admitir isso, mas infelizmente, não estou fazendo tudo isso por mim e sim por você. Eu superei muitos pontos já que antes eram minhas fraquezas, mas nem todos os pontos foram superados. Posso não te ligar mais quando estou bêbeda, mas tenho certeza que não é por falta de vontade e que eu só tomei vergonha na cara e percebi que você não é para mim. Não pense que vou dizer que você é perfeito e nem nada disso, vou dizer que eu sou melhor que você, sabe por quê? Porque eu sei amar. E já você? Busco saber se tem coração por fazer tudo comigo. Pois, para mim, quem tem um não seria capaz de fazer o que você fez. Não mesmo. Mas quer saber? Eu não estou nem aí. Minha mente está ficando livre de você. E pode acreditar, eu estou conseguindo te esquecer. Só me restam vagas lembranças de alguns dos momentos marcantes que tivemos. Admito que está um pouco difícil apagá-las, mas eu vou conseguir, mesmo que para isso eu tenha que fazer loucuras e mais loucuras. E se por acaso do destino você pelo menos pensar em voltar, não perca seu tempo. Fique onde está e continue vivendo a sua vida, porque eu estarei fazendo o mesmo. Disso você pode ter certeza.
—  Escrito por Isabelle, Paula, Marcela e Isabelly em Julieta-s