julgada

Às vezes sou chamada de “trouxa” pelas pessoas próximas. Trouxa por quê? Porque perdôo alguém que se arrepende? Porque acredito no melhor das pessoas? Porque não consigo odiar uma pessoa sequer? Porque meu coração sempre cabe mais um? Então eu sou trouxa, sim. Com muito orgulho.
—  Não se iluda não.
Eu simplesmente cansei de tentar fazer tudo dar certo e não conseguir nunca, ficar com essa sensação de que sempre está faltando alguma coisa. Eu cansei de sempre ser a errada e a julgada. Simplesmente, eu cansei.
—  Jéss
Minha vida têm parecido com a vida dos personagens das novelas mexicanas. Drama atrás de drama, decepção seguida por sofrimentos e muitas mágoas. Uma vida que consegue ser também repleta de pessoas ruins, que só querem fazer o mal contra mim. Que se sentem bem ao me usar, e insistem em querer me manipular. Estou rodeada por pessoas que não reconhecem meu esforço à respeito de nada, só sabem criticar e apontar todos os meus erros e em nenhum momento me parabenizam pelos meus acertos. Sei que não devo me importar com a opinião de terceiros, mas é triste saber que não existe ninguém pra me apoiar… A tristeza está em não possuir nenhum ombro pra me consolar, um ombro em que eu possa desabar e chorar sem medo de ser julgada.
—  Suelen Bastos.
MULHER TAMBÉM GOZA

Olha, eu já sai com caras que gemiam só de me fazer gemer e outros que me fizeram sentir que o meu prazer não significava nada.
Cacete! Já começa pela diferença entre o homem que gosta de sexo ser garanhão e a mulher que assume gostar ser julgada.
Eu no ápice dos 23 anos nunca fingi uma dorzinha de cabeça, nunca entendi essa mulherada que não gosta de foder. Mas já parou pra pensar que o problema pode estar na sua foda?
Me faça gozar.
Isso, sem meias palavras que é pra ver se você entende que mulher também goza.
Isso mesmo! Gozamos. Nossas pernas costumam tremer, ficamos sensíveis e na maioria das vezes queremos bis depois.
Você não vai ser o fodão só de me colocar de quatro e puxar o meu cabelo.
O sexo não tem tempo estimado, não tem tamanho, espessura, posição preferida.
Sexo é jeito, é manha, é saber chegar num só lugar no final. E meu bem, se você não conseguiu, pode ter o maior e melhor pau, pode ter ficado em cima de mim por horas…. Tudo isso é em vão.
Afinal, é sexo a dois e não punheta.
—  Paola Scorsatto (via página Ovelha Negra)
Preciso falar sobre Hannah Baker!

Comecei a assistir ontem Os 13 Porquês, e logo de cara me vi presa na história, mas por quê? 

Eu nunca imaginei que uma série pudesse me tocar tanto assim; nunca imaginei que a história de uma adolescente -apesar de fictícia, tão real- pudesse mexer tanto comigo. Mas porquê? Não tenho mais 17 anos, a escola pra mim não foi um inferno, como foi pra ela; as pessoas nunca foram tão cruéis comigo, como foram com ela. Nunca sofri tanto a ponto de querer me matar. Nunca fui de fazer bullying com as pessoas. Mas eu me vi retratada pelos corredores da Liberty School.
Me vi Jessica, carente, escolhendo ser cega e não olhar pra muitas verdades. Me vi Alex, abrindo mão de valores pra me encaixar num grupinho, fazendo piadas com os outros, pra ser aceito. Me vi Sheri, escondendo meus erros pra não ser julgada, mas me julgando com mais rigor que qualquer pessoa poderia me julgar. Me vi  Courtney, muitas vezes negando minhas vontades, e às vezes até usando máscaras. Me vi Ryan, forçando as pessoas a fazerem o que não querem, mas o que eu acho que é melhor pra elas. Me vi Sr. Porter, muitas vezes fugindo das minhas responsabilidades. Me vi Clay, me omitindo, sendo passivo, com medo de mostrar meus sentimentos e mostrar ao mundo quem eu realmente sou.
 E me vi Hannah Baker, desesperada por um pouco de conforto, dando pequenos sinais pra tentar chamar a atenção de pessoas a sua volta, e falhando; me vi quando pensava que metade dos problemas das pessoas a minha volta era minha culpa, e que a outra metade poderia ser resolvido se eu não estivesse por aqui. 

Se você está lendo isso, e tem um pouco de Hannah em você, eu queria te falar algumas coisas:
Você NÃO é o que as pessoas falam de você.
Você NÃO é um erro que você cometeu.
Nunca, por favor, nunca ache que os seus problemas são maiores que você, porque eles não são. Sempre há uma solução, mesmo que você não esteja enxergando, mesmo que as pessoas a sua volta tenham virado as costas pra você, mesmo que você não aguente mais. Não tenha tanto rigor consigo mesmo.
Lembre-se: Uma palavra sua pode ser o que vai determinar a vida de uma pessoa, pro mal ou pro bem. Seja bom. Se importe. Ame.

Não existem limites

Estereótipos são vendidos
Pessoas são julgadas
Momentos construídos
Por almas machucadas

Menosprezamos histórias
Destruímos tradições
Não existem limites
Para as nossas ambições

Guerras sem sentido
Lágrimas abundantes
Transformamos o paraíso
Num pesadelo constante

Jundiba

Mulher,

você que é mãe hoje ou que será mãe um dia, escute meu conselho e guarde ele bem no fundo do seu coração: ensina sua filha a se amar, seja ela gorda, magra, baixa, alta, loira, negra, ruiva. Tenha ela a aparência que for, ensine-a a se amar, a não se rebaixar, a não querer um amor fajuto por achar que não merece algo de valor. Mostre a ela o seu real valor, ensine-a a se descobrir como princesa, rainha, dona de si própria e a não aceitar nunca que coloquem rótulos nela. Ensine sua filha a ser quem ela é, sem medo de ser julgada, e por favor, nunca seja a pessoa que a julgue. 

Não foi o que eu recebi, mas é o que eu vou dar.

Quem eu sou?

Eu sou uma pessoa que estou o tempo todo tentando fazer algo bom, seja ao meu benefício ou ao benefício de alguém. Eu sou uma pessoa que odeia quem mente para mim, por mais besteira que seja a mentira, sinto como se a pessoa não tivesse confiança suficiente para falar a verdade para mim e que estivesse traindo a minha confiança. Eu sou uma pessoa que odeia ignorância e julgamentos. Eu sou uma pessoa que sente que não recebe nem metade do que dar, mas que sempre quer dar mais do que a pessoa merece. Eu sou a pessoa que se importa até com quem já me fez mal. Eu sou uma pessoa que faço de tudo para colocar um sorriso no rosto de alguém, seja com uma atitude idiota que tire uma risada, ou nos maiores esforços que ás vezes está até longe do meu alcance, mas eu tento. Eu sou a pessoa que sempre tomo as dores dos outros e sofro mais que os próprios. Eu sou a pessoa que quer sempre ver a justiça sendo feita. Eu sou a pessoa que quero sempre defender quem está certo. Eu sou a pessoa que não suporto ver alguém sendo julgado em vão. Eu sou quem perdoa milhões de vezes. Eu sou a pessoa que faz o certo, mas que mesmo assim é julgada como errada, e mais errada ainda se tentar me defender, por isso desisto. É, eu desisto e já perdi a conta de quantas pessoas e quantas vezes já perdoei, mesmo eu sendo a pessoa que estava certa, tudo isso para não perder alguém ou para não julgar. Mas sabe, essa é minha indignação. Eu faço o bem sem olhar a quem. Eu faço o bem a quem já me fez mal. Eu faço o bem a quem me pisa. Eu faço o bem a todos. Mas são poucos os que me consideram e me dão valor. São poucos os que enxergam que estou certa. Eu sempre sou a errada. Eu sempre sou a amiga ruim. A filha, a prima, a irmã, a neta ruim. Eu sempre sou A PESSOA ruim. Eu só não entendo o porquê que eu sou ruim. Por que eu gosto de ver justiça? Por que eu não aceito mentiras? Por que eu não suporto que julguem? Por que eu não gosto que façam mal as pessoas? Me diz, Deus, onde estou errando? Faço o bem mas sempre desejando receber o bem, e não o mal. Desculpa vida, mas você é injusta. 

  — Jessica Mikaela

Existem tantas pessoas com problemas maiores e tão difíceis quantos seus. Pesos maiores, menores e até iguais. Ombros novos, usados e os desgastados, alguns que já não fazem ideia do quanto já carregaram. Mas, cada um sabe a intensidade que carrega consigo, o quanto isso pode afetar emocionalmente. De que o peso não é um rótulo que te encaixa em uma categoria de menos sofredor ou de um experiente, que tem como conclusão de que uma unha quebrada pode ser o gatilho pra ruptura de um aglomerado de dores nunca sentidas. Cada pessoa é uma pessoa, que sente e suporta intensidades diferentes, que a forma como a sua dor é julgada pode ser o gatilho para sua ruína.
—  Camila Cardoso.
Desculpa, mas eu realmente estou cansando de tudo isso, eu não sei mais lidar comigo, não sei o que esta acontecendo dentro de mim, eu mudei e essa mudança esta me causando perdas e dores, eu sei que sou dramática, chorona não preciso de mais ninguém jogando isso na minha cara não, eu também já estou cansada disso sempre tem alguém pra me julgar e jogar varias coisas na minha cara e eu tenho que relevar e continuar sorrindo.
—  Pequena Pikachu
É tão mais fácil escrever pra várias pessoas sem rosto, sem nome, ou simplesmente pessoas que você conhece mas estão mais longe do que você gostaria. Porque é mais difícil se sentir julgada desse jeito, é mais fácil por tudo pra fora, sem culpa, sem receio. É a maneira de sobreviver aos dias mais sombrios. Sangrar minhas palavras no lugar dos meus pulsos, tem sido a minha única maneira de seguir em frente. Portanto obrigada. E perdoem tanto pesar em alguns desses desabafos. É a saída que encontrei pra matar meus demônios antes que eles me matem, uma batalha de cada vez.
—  Cut the rope and let me fall.
Olá pessoas, quero pedir desculpas a todas as pessoas que foram julgadas, humilhadas, pisadas ou difamadas por qualquer um que se diz cristão. Cristo veio para pregar o amor, e amor foi sua religião.
Perdão do fundo do meu coração, nem meu mestre Jesus julgou, quem sou eu para julgar?
E a todos que precisarem de conselhos ou só serem ouvidos, conversem comigo.
—  Casa de um Poeta

Continuo sem perceber porque a mulher é tão julgada e criticada por gostar de si e por mostrar o quão confiante com o seu corpo é. A mulher faz o que quer, a mulher pode tudo, igualmente como o homem o pode fazer. Tenho vindo a receber mensagens no chat, no instagram, no twitter, dizendo que eu inspiro vários de vocês a serem confiantes e felizes com o vosso corpo e com quem são. Continuem. Todos são Maravilhosos. 

Humanos crescem em piscares de olhos. Crianças aprendem a andar com 10 meses e já falam mais de 20 palavras com apenas 1 ano e alguns meses. Nossas evoluções são extremamente rápidas e necessárias. Crescer. Ser maior. Aprender a ler. Aprender a escrever. Aprender a usar um computador. Aprender a ser adolescente. Aprender como tantas matérias podem estar juntas em uma prova que comprova o seu fracasso ou o seu sucesso. Aprender a ser um profissional. Um bom pai. Um bom avô. Um bom marido. Uma boa esposa. Aprender a ser alguém que deve estar sempre de pé. Aprender que a vida é meio cinza e que o céu nem sempre é azul sobre alguns olhos. Aprendemos coisas aos montes, mas nunca nos ensinam a nos questionar sobre tudo o que aprendemos. Ser feliz deveria ser a meta da nossa existência. Ser humano, paciente, calmo, serene e ter um bom coração deveria ser o nosso maior objetivo. Não é pra isso que estamos aqui? Não é por isso que Alguém nos colocou aqui? Acho que tapar o sol com a peneira e vestir-se com responsabilidades, família, contas e emprego não deve fazer parte do que somos. Pelo menos não tão agressivamente como é. A necessidade de sermos duros como rochas e frios como icebergs deveria ser criticada e julgada porque nós não precisamos nem de longe de coisas que nos tornem o reverso do que deveríamos ser. Ser sinônimo de um pedaço de madeira ou ferro deveria ser uma vergonha exposta aos quatro cantos do planeta. A ideia que temos de força e estabilidade não passa de uma invenção. Não precisamos ser tão fortes. Não precisamos ser tão felizes e realizados. Não precisamos conquistar tudo aquilo que achamos que deve ser conquistado. Perder noites de sono, cabelos, almoços importantes com alguém importante, adiar viagens e dizer nãos a todos não deveria fazer parte do nosso cronograma. O futuro não é um monstro que nos espera. O futuro é uma casa construída aos poucos: com um belo alicerce, principalmente composto por rochas firmes de sentimentos verdadeiros e ações nem um pouco desesperadas. Nós temos a ilusão de que a vida sempre irá nos chutar pra fora do barco por não sermos tão bons, tão mágicos, tão perfeitos e esquecemos que nós mesmos é que nos jogamos ao mar. Nós mesmos nos destruímos quando pensamos ser reféns de algo, de alguém. Nos endurecemos para quê, de fato? Para a vida? Para o destino? Eles refletem o que nós somos e o que escolhemos. Só isso. A vida nada mais é do que um rio que corre e mostra o nosso reflexo. Mudar o curso do rio depende das nossas ações e do quão nosso coração é vivo e feliz. A dureza que habita os nossos corações nem de longe é capaz de fazer o rio fluir com perfeição. A “doença do desapego (e da indiferença)” que enaltecemos tanto é uma falha criada por nós que precisa ser consertada. Nascemos para ser pessoas, e não máquinas. Somos corações que batem e almas que tem necessidades, sonhos e desejos. Devemos ser o que podemos ser independentemente do curso do rio, do mar, da Terra, da vida.
—  Wesley Trajano.
Não quero flores

Eu quero não ser julgada
pelo comprimento da minha roupa.
Eu quero menos
relacionamentos abusivos,
menos homens cuspindo que sou louca.
Eu quero não ver outras mulheres
sendo mortas a cada hora
enquanto vocês gritam
que é vitimização,
que é história.
Eu quero não ter medo
de sair sozinha.
Eu quero que o meu “não”
seja respeitado,
porque eu sou minha,
só minha.
Eu quero igualdade salarial.
Eu quero ter liberdade
para ser o que eu quiser.
Eu quero o fim
dessa sociedade patriarcal,
machista,
que julga,
reduz
e mata,
que coloca toda a culpa
na vítima.
Suas flores não servem de nada
no mundo que a gente vive
se, nos outros dias do ano,
você me nega o direito
de ser livre.
Eu quero não ser chamada de puta.
Eu cansei de ouvir que não posso.
Eu não sou o sexo frágil.
Meu batom vermelho é cor de luta
e eu não vou tirar.


[Madu]

Eu tinha uma vida.
É difícil sobreviver às diferenças, elas são assustadoras. É difícil sobreviver às criticas, aos problemas, às pessoas indo embora, ao desamor. 
Todos vamos morrer, que diferença faz acelerar o processo? 
Eu ouvi coisas terríveis de pessoas que amo. Não sei o que dói mais: desprezo ou indiferença. Eu sempre dou o melhor, ou tento, mas não posso obrigar ninguém a enxergar isso.
Meu aniversário é em três dias e quanto mais velha, mais só.
Percebi que eu não tinha importância quando precisei chamar a atenção de todas as pessoas que convivem comigo. Comecei a me destruir quando acreditei que demonstrar era o melhor remédio ou que pedir ajuda mesmo que discretamente era o suficiente. Cada um tem seus problemas e ninguém está nem aí para os meus. Estou sem rumo, sem saber o que fazer, arrumando desculpas a cada dia para fugir da minha realidade. Fico me escondendo atrás dessa alegria toda e desse dom que as pessoas dizem que tenho de fazê-las sorrir. Mas quando eu não estou ocupada, tudo volta de novo. 
Queria saber pedir ajuda, queria saber pedir desculpas, queria saber a como é a sensação de sentir-se amada. Não sei porque levo isso tão a sério. Não sei porque nasci sendo esse desastre emocional. Não consigo falar, tento me fazer de forte, mas meu forte é ser fraca.
É claro que ninguém se sente mal se me fizer mal, é claro que estou ocupando um lugar em vão no mundo, é claro que quero ser amiga de todo mundo, porque eu tenho esperança de que vou me sentir especial um dia. Vivo procurando pessoas iguais a mim, ou que me aceitem como sou, não é uma tarefa difícil. 
Odeio me explicar, odeio ser forçada a alguma coisa, odeio tudo que me obriga a ser quem eu não sou. Eu não acreditava que seria tão julgada por não saber me expressar. Eu não sabia da minha capacidade de me sentir insegura, de me sentir cansada, de me sentir fraca, e principalmente nunca soube da minha capacidade de amar todos infinitamente. Deus, acho que levei muito a sério  esse lance de amar ao próximo como a mim a mesmo. Não preciso amar assim, porque dói. 
Hoje mais do que nunca eu sei que preciso de ajuda. Não sei também se levei ao pé da letra que devo honrar meus pais. Honro tanto, que deixo de ser quem eu sou para não magoá-los. Não sei se eles me amariam se eu fosse o que não que eles menos querem na vida. 
Nunca me imaginei perdendo a vontade de viver, sempre achei que eu teria uma vida normal. Mas, qual a definição de normal? também não sei. Eu não sei se minha maneira de viver é boa, nojenta, anormal ou se estou perdendo tempo. Me olho como se eu fosse algo diferente, como se eu sentisse demais e de nada importasse. Tem muita coisa que eu não sei, e ainda me sinto mal por desapontar as pessoas por não saber. Eu nunca vou saber de nada, até descobrir, primeiramente, o que eu sou.
—  Alone.