jose

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Mexico’s Day of Rage

43 college students were abducted on Sept. 26th in Guerrero, Mexico. Police and gunmen shot 6 students to death before taking the other 43. Mexico has taken some action by arresting the “mayor of the city of Iguala, José Luis Abarca; his wife, María de los Ángeles Pineda; and an aide and charged them with masterminding the attack.”

Why aren’t more people talking about this?

(Pictures are from the link above)

De tanto dizer “tudo bem” o meu choro soou como riso, e o meu silêncio era os meus maiores gritos. Meus olhos se encontravam em Plutão ou em qualquer longínqua constelação. Meu semblante se tornou artificial. Estou triste ou inspiro alegria? Raramente alguém sabia. Eu minto muito bem com esses sorrisos de “ bom dia”.
—  Não aperte o gatilho, José.
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-Έτσι είπα και στην αδερφή μου τη Χοακίνα, όταν χώρισε και ήταν στεναχωρημένη.
-Και; Έγινε καλά; 
-Όχι, έγινε λεσβία και μετά την πάτησε κι ένα φοτρηγό. Όχι επειδή έγινε λεσβία, αλλά επειδή το φοτρηγό έτρεχε. Και μετά σκοτώθηκε. Αλλά σα συμβουλή, ήτανε σωστό.

Ultimamente me sinto pesada como um chumbo. Se me jogarem em uma poça rasa eu afundo. Nado contra o mundo, e ele continua a me engolir em frações de segundos. Sou um morador de rua, mas com a alma nua de tanto chorar. Vivo a beber da cachaça chamada saudade, que desce em minha garganta a dentro. Fazendo do meu peito um embriagado nas noites frias sem alento.
—  Não aperte o gatilho, José.
Ultimamente estou me sentindo um caco. Enfiado nesse quarto, que parece mais um buraco fundo, na qual eu só me afundo. E quando chega visitas? Enxuga o rosto, finge um sorriso e problema resolvido. Será que se resolveu? Só eu sei o que se passa comigo. Eu sou o meu próprio perigo fantasiado de esperança. Mas meu caro, eu insisto em abraçar o amanhã incerto e vivo repetindo: Hoje não José…Hoje você ficará de pé para correr em busca de um novo recomeço.
—  Não aperte o gatilho, José.
Sou pássaro catrapoço que teve as asas cortadas antes mesmo de voar. Sou raso, sou fundo, e tenho um coração moribundo de tanto apanhar e chorar. As vezes me torno um complexo origami, outrora não passo de uma simples cantiga de roda. Sou torto e minha vida é mórbida. Sou uma fênix defeituosa que já está cansada de morrer e renascer. Mas eu continuo insistindo nisso de hoje não, José. Hoje você irá tentar sair do fundo do poço. Hoje você irá tentar viver de novo ou tudo de novo.
—  Não aperte o gatilho, José. 
Minha respiração é quente e pesada. Meus olhos são cinzas perdidos na estrada. Sou um pássaro de papel sendo levado pelo vento. A falta de sono dá lugar aos sonhos de olhos abertos. Já são duas da manhã e as estrelas ainda brilham lá em cima, e a minha mente trabalha numa forma incansável. Espero pelo amanhã, mas o relógio se eterniza nos segundos. As vezes desejo abraçar alguém para sentir se ainda estou bem. Ando sentindo falta dos meus pulmões miniatura. Sorria, brincava e pouco pensava. As minhas células cerebrais envelhecerem. Ando vivendo e morrendo. Sou um sentimental imortal ou outra coisa.
—  Não aperte o gatilho, José