joaninha

Imagine Harry Styles

Pedido: “Poderia fazer um do Harry em que eles são casados e tem filhos só que ela acha que os filhos não gostam dela porque sempre pedem ajuda ao pai e ela começa a ficar com depressão e no final tudo se resolve pode fazer bem dramático”. - Anônimo.

  • Ok, já aviso que talvez não tenha ficado tão dramático quanto você esperava… Desculpe; mas espero do fundo do coração que você goste!

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Hoje era o dia mais esperado da semana, tanto pelas crianças quanto por mim. É o dia que passamos juntos em família. Desde a hora que acordamos até quando vamos dormir. 

Tanto o trabalho do Harry, quanto o meu, são muito puxados. A diferença é que eu consigo concentrar a maior parte dele em casa. Já ele não. Ele viaja muito  a trabalho, o que diminui um pouco nossa convivência. 

Então, estipulamos que sempre, sempre, o domingo é o nosso dia; é o dia de ficarmos todos juntos. E procuramos sempre fazer o que as crianças gostam. 

Estávamos no parque, elas estavam brincando e eu e Harry estávamos sentados, os observando de longe. 

- Meu tênis desamarrou. - Henry, de 7 anos, falou chegando perto de nós.

- Vem aqui que eu amarro! - falei sorrindo, mas ele negou com a cabeça. 

- Eu quero que o papai amarre. - Harry sorriu e amarrou o cadarço do tênis dele.

- Papai, papai! Olha o que eu achei! - Crystal, de 5 anos, veio correndo e se jogou no colo do pai; o mostrando uma joaninha em sua mão. 

- Que lindo, meu amor! - a pegou em seu colo. - E o que você vai fazer com ela? - ela levantou os ombrinhos, mostrando que não sabia. 

- Que tal devolver ela pra família dela?! - disse sorrindo e ela fez cara de manha e deitou a cabeça do peito dele. 

- Mas, papai, eu quero ficar com ela! - fez bico e Harry riu. 

- Mas, filha, ela tem que ficar com a família dela! Você ia gostar que te tirassem da sua família? - ela negou. - Então… - ele sugeriu e ela se levantou e colocou a joaninha na grama. - Isso mesmo! Essa é a minha menina! - beijou a bochecha dela e ela deu uma gargalhada gostosa. 

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E assim foi o resto do dia. Tudo que as crianças iam fazer, recorriam ao Harry. Tudo. Ficaram no encalço dele o dia inteiro, sem desgrudar nem sequer para tomar banho. 

Era sempre dessa forma. Sempre que ficávamos todos juntos, eles ficavam mais grudados no Harry. Só queriam ficar com ele. Eu ficava sim triste com isso. Poxa, era o nosso dia juntos, nós 4. Mas parece que eles só queriam o pai…

Eu sou a que mais passa tempo com eles. Desde que acordam para ir à escola, até o ballet e o futebol da tarde, ajuda com a lição de casa… Tudo. As vezes parece que eles não me ama… 

Pode ser besteira e ridículo da minha parte. Mas é exatamente assim que eu me sinto com isso tudo. 

Harry conseguiu adiar algumas viagens e, naquela semana, ele ficou o tempo todo por perto. E Henry e Crystal grudaram nele novamente.  E eu comecei a me distanciar um pouco… 

Involuntariamente. Mas aconteceu. Não teve muita coisa que eu fizesse para evitar. Harry percebia meu distanciamento e sempre me perguntava se estava tudo bem. Mas eu sempre respondia que estava meio indisposta. 

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- Agora nós vamos conversar, e muito sério. - ele disse entrando no quarto e fechando a porta. - O que está acontecendo com você?

- Nada, Harry… Só não estou me sentindo muito bem nos últimos dias… 

- Então vamos ao médico. 

- Não. Médico nenhum resolve o que eu tenho…. - disse baixo; não não o suficiente para que ele não escutasse. 

- Então me conta! - disse pertinho de mim, fazendo um carinho na minha bochecha. Automaticamente lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Ele apenas me abraçou forte. - Você está distante da gente, não brinca mais com as crianças como antigamente, e mal conversa comigo… O que há com você, meu amor? Me fala, eu quero te ajudar. 

- É que… eu.. eu.. - respirei fundo. - Eu sinto que nosso filhos não me amam, não gostam de mim. 

- E por que você acha isso? – me encarou e eu dei de ombros.

- Ah, Harry, elas são bem mais ligadas a você do que a mim. Quando estamos juntos, eles preferem ficar grudados em você, pedem tudo para você… Eu me sinto excluída, e sinto que ele não gostam de mim como gostam de você. – ele sorriu e secou algumas lágrimas que escorriam pelo meu rosto.

- Não é nada disso, pelo amor de Deus. Nunca mais pense uma coisa dessas. – segurou meu rosto com suas mãos. – É claro que eles te amam. Amam tanto quanto amam a mim.

- Não se é bem assim…

- Amor, eles só ficam mais comigo quando estamos juntos porque quase nunca estou com eles. Você passa o dia inteiro, a semana toda com eles o tempo todo. Você faz tudo por eles. Já eu… eu estou sempre viajando, quando chego em casa eles já estão dormindo… A questão é que eles sentem falta da minha presença.

- Eu não tinha pensado nisso… – ele sorriu doce. – Você deve me achar uma boba. – ele riu e me abraçou.

- Talvez um pouco. – ri. – Mas eu já senti isso… – o encarei. – Mas dai eu comecei a pensar melhor e vi que era uma viagem da minha cabeça. – sorri. – Eu não quero mais te ver assim por isso, entendido? – assenti e ele beijou minha testa.

- Obrigada!

- Mamãe? – olhei para a porta e vi Henry e Crystal ali. – Você tá chorado, mamãe?

- Não é nada, já passou! – sorri e eles sentaram no meu colo.

- Não chora mamãe, a gente te ama. A gente tá aqui. – Crystal falou passando sua mãozinha gordinha no meu rosto. Harry me olhou com a sobrancelha arqueada e eu sorri. Parecia que eles sabiam o que eu estava sentindo.

- Eu também amo vocês!


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Como a vida é engraçada , não é mesmo?
Todos os dias queremos encontrar alguém que possa nos completar, não só pela metade, mas por inteiro. Queremos dividir a pipoca no cinema ou até um milk shake numa lanchonete. E as vezes só queremos assistir um filme e dividir o cobertor por causa do frio. Algumas coisas são tão simples, mas significam tanto na vida de alguém. Fazer alguém Feliz é como voar sem asas e acreditar que não irá cair. escrevendo sobre você mais uma vez foi que me lembrei, você disse que me amava, falei que te amava também. Me diz o que aconteceu com isso?. Eu acho que já sei, virou pó, Mas acho que é muito comum uma coisa que nunca existiu virar pó…
Você me fez acreditar em tudo o que dizia sentir, o que não me surpreenderia que fosse só mais algumas palavras suas… Mas na verdade me surpreendeu.
Eu quis me entregar de corpo e alma pra ti, quis te amar a cada segundo, a cada milésimo dos minutos que eu tinha quando você ainda estava aqui…
Se foi tudo isso? Mesmo? Jura juradinho?.
Meus olhos estão cheios de lágrimas, eu não posso chorar, Eu não preciso mais chorar… Eu Jamais deixei você sozinho.
Ainda me lembro das suas pintinhas na pele, pareciam joaninhas, e seus olhos castanhos que brilhavam e se tornavam ainda mais lindos quando você dizia que estava parecendo um drogado porque não conseguiu dormir direito na noite anterior. Lembro também das tardes, algumas muito animadas e outras nem tanto…
Seu trabalho acabava com você, chegava em casa cansado e ia dormir.
E eu ficava te imaginando dormindo, algumas vezes conseguia e outras não.
Estou quase chorando, mas eu não posso manchar minha maquiagem porque daqui a pouco irei sair, E não tenho paciência para fazer tudo de novo. Você está em meu coração, nunca te tirei daqui, mas talvez seja esse o momento.
Estou contigo, desde o dia que chegou e foi embora.
Não me lembro de ter te enganado, me lembro de ter te pedido com todas as forças pra não ir embora. Bem, o táxi já chegou até o próximo texto.

- Evellyn

Portanto a verdade é essa, estava bem explícita nesse meu lesado corpo delgado cheio de pintas vermelhas, parecendo joaninhas, mas mesmo assim, tão alarmante, você não notou. A verdade é essa meu amor. Desculpa esse meu romantismo reles e de quinta categoria, mas o meu amor transcende qualquer botequim e todas bebidas disponíveis nele. Eu beberia insanamente e descontroladamente para poder te ter aqui em meus braços para poder afagar outra vez esse teus cabelos cor de marfim, eu correria por cima de cristas marítimas, esperaria um vendaval, extirparia todos os meus defeitos para poder oferecer-me a você. Eu sou sol, mas também sei ser chuva. Te molho por completo, mas minha água não chega para ti. Estou vivendo em uma grande seca amorosa. Meu amor é uma erosão solar e você nunca foi um solo fértil. Eu plantei amor onde eu iria apenas colher ódio. Me senti perdido nesse terreno baldio e não tinha ninguém para poder famular. Tudo é tão eterno e efémero, assim podia ser o meu amor por ti. Esse amor insano, louco, improfícuo. Não controlo esse meu músculo bombeador de sangue (ou amor) que corre nas minhas veias. Meu amor é sangue e quero te ver vermelho, totalmente lambuzado por ele. Mas você é coisa mixe e eu não mereço isso. Meus olhos fitam o desespero e só vê você. Então vasculho a sua alma a procura de uma brecha de onde eu possa escorrer, aquela gota ácida que cai do alto feito uma bomba no seu estômago. Se não floresço em ti broto como uma úlcera cardíaca. Ardo em seu âmago, provoco até te matar ou quem sabe te provar que eu sou real. Pois então, prove-me. Eu sou feito uma anomalia sanguínea, faço você sangrar e depois me alimento pelos olhos de sua beleza entardecida. É verdade, somos um fim de tarde, jamais seríamos um amanhecer. Nossos pés quentes só versam com o arrepio frio do vento na escuridão roxa. A sua cegueira é a minha salvação, sua mediocridade meu mais doce delírio, pode parecer insano, mas eu me divirto muito ao tocar a sua pele encalorada, teu suor irriga a utopia da vida em minha superfície seca e sombria. Gosto dos teus olhos castanhos, de todas as tonalidades do vermelho, eu definitivamente não te culpo e acredito que, talvez um dia, com avanço da tecnologia, possamos imprimir uma nova vacina que cure o vazio, o medo e a paralisia sentimental ou, quem sabe, um inibidor de paixões não correspondidas. Será que o mundo seria mesmo melhor ou será que nos cansaríamos da beleza dos campos floridos, do céu eternamente azul e da mornicitude da felicidade plena?
—  Túlio Santos & Elisa Bartlett.