invocadas

O que eu não entendo, criatura, é como você continua estacionando seu coração em local proibido. Você já não foi multada que chega? Onde mais precisa doer pra você levar jeito? Uma garota tão bonita e gente boa. Se eu não fosse seu melhor amigo, se eu não fosse pateticamente louco de amor por aquela uma, se eu fosse outra pessoa, sei lá, um cara num bar qualquer ou no McDonald’s, eu ia deixar você mexer nas minhas batatinhas. Só estou dizendo que você desperta minha atenção, justamente pelo que você mais se desdenha, como seus ombros franzinos de carregar o continente inteiro nas costas ajudando todo mundo, e seu queixinho geneticamente meio torto, que dá a entender que você está sempre invocada da vida, seu jeito tímido de andar, as mãos no bolso do jeans apertado, toda erradinha, como se tivesse sempre alguém apontando e rindo de você.
—  Gabito Nunes.
youtube

La oposición intentó nuevamente, sin éxito, llegar al centro de Caracas, esta vez a la sede del Consejo Nacional Electoral (CNE), en “defensa del voto” y para protestar en contra de la Asamblea Nacional Constituyente, invocada por el presidente Nicolás Maduro.

Él: Leo

Ella: Sagitario

  • En este ask me pidieron una historia entre estos dos luego de leer la que escribí de Escorpio y Cáncer. No tenía pensado seguir escribiendo historias para los horóscopos, pero supongo que una más no me va a matar.

De como Sagitario y Leo  siguen siendo pareja a pesar de lo mamón que es él. O algo así.

Era la primera hora de clases, diez minutos antes de que sonara la primera campana del día y Sagitario jugaba piedra papel o tijeras junto con Piscis y Tauro para ver a quién le tocaba conseguir la tarea de Filosofía que casualmente ninguna de las tres había hecho. Luego de muchas rondas porque ‘dos de tres’, ‘tres de cinco’ y así hasta casi el infinito.

Como era de esperarse, Sagitario perdió. Tauro y Piscis la conocían lo suficiente como para saber que tenía una tendencia por poner piedra en el 90% de las rondas. Así que, bueno, a Sagitario le tocaba todo el trabajo sucio del día.

Aunque Sagitario era una chica muy sociable, sabía que no podía pedirle la tarea a cualquier compañero con el que casi no hablara, que al menos tenía conciencia, así que se fue por lo que pensó que podría ser seguro: su novio Leo. Es decir, su novia estaría en problemas si él no le pasaba la tarea, pues, aunque estuvieran en clases distintas, la profesora de Filosofía de ambos era la misma. No iba a negarse ¿o sí?

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Trato de que no me gustes  
tiro piedras al horizonte buscando
dar exactamente en el blanco del olvido
pero es mala mi puntería
y como si quisiera que cada que te veo
me esforzara para que todo sea un fracaso
y termine por ser indiferente
acaba por suceder todo lo contrario
mi vulnerabilidad es invocada
de una manera inconsciente
me doy cuenta que perdería
todos los vuelos del mundo
si fueras simplemente
a sonreírme al aeropuerto
y es que la verdad nada me importa a tu lado
ni siquiera tratar de ser elegante
o fingir un entusiasmo por complacencia
te miro con tu vestido hasta las rodillas
Eres muy graciosa ¿Lo sabías?
Y que seas tan rara
te hace a la vez más hermosa
—  De las estrellas a Sofia, Quetzal Noah
Reacción terapéutica negativa

Fenómeno observado en algunas curas psicoanalíticas y que constituye un tipo de resistencia a la curación singularmente difícil de vencer: cada vez que cabría esperar, del progreso del análisis, una mejoría, tiene lugar una agravación, como si ciertos individuos prefirieran el sufrimiento a la curación. Freud atribuye este fenómeno a un sentimiento de culpabilidad inconsciente inherente a ciertas estructuras masoquistas.

En algunos pacientes «[…] toda resolución parcial que debería tener como consecuencia (y la tiene realmente en otros) una mejoría o una desaparición pasajera de los síntomas, provoca en ellos un aumento momentáneo de su sufrimiento; su estado se agrava durante el tratamiento, en lugar de mejorar.»

Conviene distinguir entre la reacción terapéutica negativa y otras formas de resistencia que podrían ser invocadas para explicar aquélla: viscosidad de la libido, es decir, una particular dificultad para el sujeto de renunciar a sus fijaciones, transferencia negativa, deseo de demostrar su propia superioridad frente al analista, «inaccesibilidad narcisista», de algunos casos graves, e incluso beneficio de la enfermedad.

Según Freud se trata de una reacción invertida, prefiriendo el paciente, en cada etapa del análisis, la persistencia del sufrimiento a la curación. Freud ve en ella la expresión de un sentimiento de culpabilidad inconsciente muy difícil de sacar a luz: «[..,] este sentimiento de culpabilidad es mudo para el enfermo, no le dice que es culpable, el sujeto no se siente culpable, sino enfermo.»

A propósito de la reacción terapéutica negativa, es posible hablar de un beneficio de la enfermedad, ello se debe a que el masoquista encuentra su satisfacción en el sufrimiento e intenta mantener a cualquier precio «cierto grado de sufrimiento.»

El hecho de que la reacción terapéutica negativa no pueda en ocasiones ser superada ni incluso interpretada adecuadamente se explicaría porque su motivo último se hallaría en el carácter radical de la pulsión de muerte.

FIFTH HARMONY

like ou credita no stylesedutor

como voces conseguem aguentar serem fãs dessas garotas baixinhas e invocadas ainda bem que minha idola é a ally brooke

pagando meus pecados sendo harmonizer

se eu soubesse que ia nascer pra crescer e me tornar harmonizer teria deixado o outro espermatozoide passar na minha frente

do you miss me?am I crazy?am I losing hold of love baby? either you want me or you don’t I need to know

sinto pena de quem esta na reta da lauren quando ela empina a bunda justamente quando ta de vestido mentira deveria ser eu ali vendo isso

olhei pra camila com lágrimas nos olhos e disse me de uma chance que eu faço valer a pena ela começou a rir de mim e falou queridinha só a lauren pode me tocar

bios aleatórias

fiz com todo amor e carinho possivel espero que gostem e eu fiquei com ciumes de postar acho bom vocês darem like ou créditos no @zainvagaba se não querem que eu va puxar o pé de vocês anoite 

  •                   1d bios ^~^

zaynzinho é tão maravilhoso vo bota ele em um potinho e deixar morrer sem ar acaba meu sofrimento e as visitas quarta feira na psicóloga

antes de p e b é m mas no caso de liam payne antes de peito e bunda é malikondazinha no seu brioco

eu falei zayn amorzinho deixa eu te pagar um boquete ele com lagrimas nos olhos apenas disse q gosta de pica e me empurrou pra saída

a mãe cria a filha com amor e carinho dando papinha nestle pra no futuro te sonhos eróticos com um cara que tem uma borboleta tatuada na barriga

com lagrima nos olhos olhei pro harryzinho e disse i need your love i need your time ele me olhou de canto e disse louis me ajuda tira essa pertubada daqui

o harryzinho é tao girafa com carinha de anjo mais tao danadinho é como se fosse um cachorrinho daqueles que você se apega e quando menos espera morde sua mão

olhei pro harryzinho e disse i need you here I need you to love me ele começou a rir de mim e disse da fruta que você gosta eu caio de boca amorzinho

o louis ele é tao miúdinho com carinha satanica mais tao indefeso é como se fosse um cachorrinho daqueles que você se apega e quando menos espera mordem sua mão

você acha mesmo sua imunda que eu fico em casa sofrendo com louis today você está completamente certa

falei para o harry que o amava e ele apenas sorriu e disse meu negócio é piroca virou as costas batendo cabelo e saiu 

  • justin bios

[justin voice’s] seu guarda que não sou vagabundo que não sou delinquente sou um cara carente com ovo em casa

justin bieber fuma maconha cospe nas fas pixa muros você acha mesmo que eu sou fa disso kkkkkkk ta rindo do que eu sou mesmo e dai

um passarinho me contou que você é fallenatic e belieber então como sei que sua vida é dificil trouxe essa biblia de presente

TENHO SENTIMENTOS E DESEJOS SEXUAIS POR UM CARA QUE TACA OVO NA CASA DO VIZINHO COMO VOCÊ ACHA QUE EU ME SINTO???

[mami poderosa voice’s] garota coloquei você nesse mundo pra estudar ser inteligente ter um futuro decente não pra virar fãzinha desse jortin bibi

  •  tvd bio

ela disse que queria ser minha amiga mas quando eu disse que era team delena ela me chutou e foi embora

  •  fallen bio 

oi td bem sou fallenatic ei pq você ta correndo pq você ta chamando o padre ?? o que é essa biblia ?? cruz ??? nós poderiamos ser amigas

  • demi lovato bios

você sabe o que eu passei ? não então você não tem direito de ficar se metendo na minha conta de luz o ferro é meu e eu passo o que quiser

eu tenho cara de idiota pra ficar sofrendo por gorda que se giletta ? tenho mesmo e dai o que você tem a ver com isso sai exu

  • 5h bios

satanas me mandou uma mensagem no uatizapi falando que to com entrada vip ja no inferno por ser harmonizer to emocionada

oi td bem sou harmonizer ei pq você ta chamando o caminhão de lixo ??????? nós poderiamos ser amigas

se eu soubesse que ia nascer pra crescer e me tornar harmonizer teria deixado o outro espermatozoide passar na minha frente

como voces conseguem aguentar serem fãs dessas garotas baixinhas e invocadas ainda bem que minha idola é a ally brooke

FIFTH HARMONY

stylesedutor  ou like

users

camilatroubles

laurendicula

laurenmodinha

normaniznha

allydevassa

lookcamreneyes

dinahingrata

bios

talvez eu tenho um fetiche por baixinhas invocadas dos olhos acastanhados como o outono mais ainda assim prefiro anjinhas pq ally brooke eh obra de capiroto

a camila passou camren shipper despertou

a mãe cuida dando carinho atenção dinheiro roupa lavada iphoneznho dando até danoninho ice pra no futuro a pessoa crescer e ser harmonizer desperdicio de mimos

*:・゚✧camila sendo camila*:・゚✧

enquanto voce me manda mention me tachando de leprosa destruidora de amizades apenas fico rindo deitada no sofá vendo fotos camren

a ally é tão pequena mais tão pequena que eu posso ser a nova versão do gulliver e nem cheguei a notar

olhei pra lauren com lagrimas nos olhos e disse deixa eu chupar sua bucetinha ela riu de mim e falou que a única que pode tocar nessa area eh a camilazinha

Ahora que me conoces mejor
y aceptas que en su momento
la idiotez invocada por el miedo
o el orgullo seducido por el ego
no fueron claves que te hicieran
actuar de la manera más brillante

Ahora que me conoces mejor
puedes ser sincera contigo misma
limpiarte la niebla de los ojos
y asumir en alivio de esa sonrisa
que ti despierta aroma a vanidad
cuando te digo que me importas

Ahora que me conoces mejor
y viste más hechos que promesas
más empatía que indiferencia
puedes dejar ya de resistirte
y valiente buscarme para que te encuentre
ahora que me conoces mejor

—  La esencia de lo sincero, Quetzal Noah
Mas a menina ainda dança

A ponta do nariz da menina mais parecia uma almofada. Ela sempre dançava em frente ao espelho enquanto se arrumava e se maquiava para sair de casa. Andava pelo passeio pulando de ladrilho em ladrilho que se combinavam e atendia os orelhões que pela rua tocava. Ela usava roupas coloridas, mas andava pelas ruas menos movimentadas. A menina de beleza rara era muito reservada. E com o sorriso mais lindo do mundo escondia suas lágrimas. Ela gostava de escrever cartas e de conversar na madrugada. Dizia que pijama foi feito para usar de dia. Assim como a chuva foi feita pra gente sair de casa e dançar, e não para ficar em casa olhando pela janela. Telefone foi feito para falar horas e horas ou desligar e ir abraçar quem é bom de conversa.  A voz dela era tão meiga, que mal conseguia pedir uma pizza. Quem atendia pensava que era uma criança discando errado. “Baixinhas são invocadas.”, é o que ela dizia, quando era provocada. Mas ela não é mais a mesma, que pena. A menina teve que virar mulher e adormecer a sua inocência. Mas a menina ainda dança…

- O Romântico Serafim.

CAPITULO 32 ( ERAMOS MAIS QUE SÓ NOS DOIS )

– E- Eu acho que… – Vanessa ainda teve a pretensão de tentar se explicar.

– Você não acha nada! – Eu rebati quase virada em um santo. Carolina me encarou com aquele sorrisinho infeliz que ela sempre trazia. – Você não mudou nada, Carol Com licença…

– Clara!

– Eu fiz alguma coisa? – Cinicamente ouvi Carol perguntando a Vanessa. A essa altura eu já tinha dado uns quatro passos. – Vanzinha?

Na moral, já não bastasse os biscates atuais tipo Marisa, Pepa e o um milhão de internas vaquinhas que ficavam dando mole a Vanessa? Deus ainda tinha que desenterrar aquela vaca do passado? Justo a chata da Carol Bittecourt? Se ainda fosse a Roberta Mattos que também era da minha sala e era mais gente boa comigo, mas Carol? Eu sei, sou uma infatilóide, mas que não é agradável saber que a mulher que você esta afim já saio com sua inimiga, não é! Qualquer lugar que a gente saia vai ter uma dessas jogando o “passado glorioso” de Vanessa na minha cara?

Minha cabeça fervilhava com milhões de perguntas como aquela. A bronca não era apenas por ser a Carol Bittecourt, mas porque aquela era a realidade de Vanessa. Pelo que eu começava a perceber, estava saindo com um “patrimônio historio lésbico” e não conseguia lidar nada bem com esse fato. Eu sou a rainha da insegurança, aquilo nunca daria certo. Passei 26 anos da minha vida ignorando que tinha um coração, meu lance era sexo e cabeça, mas também quando lembrei que tinha um, parecia que faziam questão de apertá-lo todos os dias.

 Antes de eu conseguir chegar ao salão, uma mão decidida me puxou para um canto. Educadamente empurrei acreditando que era uma estranha tentando investir em mim, ela me segurou com mais força até que conseguir ver seu rosto.

– Calma, Clara! AIIIIII. Por que você me bateu? –Vanessa perguntou massageando o ombro dolorido por conta do tapão que levou. – Não esta vendo que sou eu?

– Bati por isso mesmo! Eu quero ficar sozinha!

– A gente precisa conversar.

– Quem? Eu você e a lagartona? – Questionei. - Por que você não vai com ela para o banheiro relembrar os velhos tempos?

– Será que você não ouviu que isso aconteceu antes do carnaval? Antes de eu te conhecer? Clara, isso não teve importância nenhuma para mim… – Como ela impedia minha passagem com o corpo, eu era obrigada a ouvir o que Vanessa tinha a me dizer. Vanessa tentou me fazer um carinho, tentando me beijar. Em resposta cruzei meus braços. – Faz isso não, vem cá amor…

– Sai! – Eu queria mesmo ficar um tempo, pelo menos um pouquinho afastada para pensar melhor. Bateu ciúme mesmo. Eu queria entender afinal de contas o que estava acontecendo comigo.  – Volta lá pra sua amiguinha…

– Eu mal conheço aquela mulher…

– E tem diferença? Você cisca mesmo em qualquer terreiro!

Mal conclui minha ultima frase e ela já tinha uma resposta a para me dar. Sem desviar os olhos dos meus, Vanessa me puxou pela cintura e juntou a mim de uma maneira que me assustou. Lembrei de uma vez, quando eu ainda era criança e sem querer levei um choque que me deu um tranco pelo corpo inteiro. Como se eu pudesse me desfazer a qualquer momento, minhas pernas bambearam e me dependurei em seu ombro.

– Qualquer terreiro não! Eu sou seletiva… – Sem nem piscar completou. – Eu gosto de mulher gostosa! E peguei a mais gostosa de todas para mim… – Envolveu uma de suas mãos no meu rosto de um jeito firme, me obrigando a encará-la. - Você, Clara!

E sua boca me puxou para um beijo que não tive forças para interromper. Aquela boca gostosa, docinha, meio gelada, por conta da caipirinha, deliciosa. Atitude sempre me deixou caidinha e Vanessa tinha de sobra. Ela era doce, mas sabia ser impor, fazia uma carinha de invocada, apertava os olhos, um tesão que só vendo.

– Ui, gamei com essa! – Uma garota que estava próxima comentou brincando com a amiga. – Uma morena assim falando isso no meu ouvido. Nem sei como a loirinha ainda ta de pé depois dessa… Me dá uma água.

Nem eu entendi como ainda consegui ficar de pé. Na verdade só lembrei que tinha perna quando senti minha coxa sendo fisgada pela sua mão. Apesar do vento de ar condicionado estar bem na minha direção, nossos corpos estavam quentes. Como um garçom por nós, puxei Vanessa ainda mais para dar passagem a ele e ela acabou me encostando na parede. Depois de mais uns dois minutos se pegando, com beijos no pescoço, no meu rosto, ela falando umas besteirinhas no meu ouvido que meu juízo veio à tona e me separei dela.

– Volta aqui Clara, está tão gostoso… – Virei ás costas e voltei a caminhar apertando o passo. – Clara?

– Eu vou voltar para mesa. E quero ficar sozinha.

Não deu tempo de iniciar uma discussão porque nesse momento Gabriel passava com minhas duas amigas em direção a pista de dança. A banda começou a tocar Garota Nacional do Skank e uma boa parte da galera se animou. Polly puxou Vanessa pela mão.

– Vocês não vão vir com a gente?

A última coisa que eu queria era dançar. Vanessa me encarou a procura de uma resposta e dei os ombros. Mais uma vez ela me olhou como se não acreditasse no meu descaso.

– Vai você, Vanessa! Eu fico na mesa!

Eu apenas disso isso, mas na verdade queria dizer mais ou menos assim.

– Fique a um quilometro de mim até eu esquecer que aquela vaca pretérita encostou em você!

Entendeu o que eu quis dizer nas entrelinhas, Vanessa concordou. Pegou um copo com bebida da mão de Gabriel e virou fazendo uma careta.

– Vamos para pista!

É lógico que na hora eu me arrependi do que fiz. Só me faltava ela ir literalmente para pista e ficar com outra na minha frente. Deus do céu, e se ela ficasse com a vaca pretérita? Não tive coragem de ir atrás deles, mas morri de inveja ao ver Vanessa e Gabriel se divertindo, ele dançando todo com aqueles passos de tiozão propositalmente e as três se matando de rir. Eu morria de vergonha daquele papelão tosco que eu tinha acabado de fazer, mas também estava com raiva. Resultado, cheguei na mesa emburrada. Muito mais comigo do que com Vanessa.

– Que cara de bunda é essa? – Edu veio me encher o saco. Jonas estava de canto, mais esquecido do que fruta de fim de feira. – Cadê a tua morena?

– Esta sendo morena dos outros lá na pista! 

Demos uma breve olhada e Vanessa dançava com os outros três.

–O que aconteceu?

– O que aconteceu é que parece com estou saindo com um banheiro público! Fora que eu sou uma babaca!

– Que foi, catou ela com outra?

– Não!

– O que foi então, Zé?! Virei minha cara ao ver Marcela dançando com Vanessa enquanto Polly preferia Gabriel. Edu me deu um beslicão no meu braço. – AIII… Isso dói!

– Desembucha então!

Depois daquela chuva de delicadezas tive que contar o que aconteceu. Enquanto eu falava, Edu me encarava de um jeito misterioso. Por fim disse.

– Você é ridícula, velho!

Adoro quando as pessoas me botam para cima.

– É sério Clarinha, vocês são legais juntas, nem devia perder seu tempo pensando nisso.

Sorri satisfeita com o que tinha ouvido.

– Acha mesmo a gente legal?

– Com certeza… Aquele beijo que ela te pressionou na parede então… Se não fosse tão seu amigo eu poderia ter ficado excitado. – Minha pele ficou da cor de um tomate maduro. Esse beijo que Edu comentava foi bem na hora que o garçom passou e nos retiramos do caminho. Só de lembrar senti um formigamento no canto dos lábios e meu batimento mais acelerado que o de costume. Aquelas mãos me pegando e puxando minha cintura com firmeza…  – Que é isso? Editando os melhores momentos com a morenona? – Edu deu uma gargalhada. – Gostou mesmo da coisa!

Que é isso, minha mente também virou pública agora?

– Pense em ficar excitado que eu passo um bisturi nessa mixaria sem dó! – Tentei disfarçar. – E respeito que o nome dela é Vanessa.

– Levanta logo dessa cadeira e vai dar um beijo na boca daquela mulher!

Na pista, Vanessa continuava dançando com Gabriel e as meninas.

– Vai você! Ela esta bem sem mim!

Edu fez um gesto negativo.

– Agora você vai ter motivo para sentir ciúme, Zé Ruela!

Eu até já sabia que Edu ia aprontar. Quando ele levantava e me deixava falando sozinha com aquela cara de “meninão peralta” é porque estava querendo atazanar alguém. E como tudo acontece com Clara, lógico que a vítima fui eu. Edu se aproximou dos quatro. Garota Nacional já estava no finalzinho e a banda emenda com outra música que levantou de vez o público.

 Nas primeiras batidas de Satisfaction, Edu deu um jeito de puxar Vanessa e não demorou para que começassem a dançar juntos. Puta que o pariu, e que dança! Edu, cara de pau, flertava sem disfarçar. Para me atingir em cheio e jogar na minha cara: toma otária, olha o que esta perdendo. Vanessa nem levava em consideração a cara deslavada do meu amigo, mas se divertia ao seu lado. Requebrando, acompanhando o na coreografia, demarcando passo, sendo sua ideal parceira. Uma parceira que eu nunca seria já que era péssima dançando. Em um minuto eram o casal mais animado da pista. Pudera, Rolling Stones, paixão dos dois. Até direito a plateia tiveram. Peguei metade de um copo de qualquer coisa que estava sobre a mesa e mandei para dentro. Sorte que era ice.

– Vou tomar um ar, Jonas…

– Posso ir com você?

Fiz um gesto afirmativo. Não queria conversar com ninguém, mas também não podia descontar minha raiva no coitado do Jonas. Raiva de mim mesmo. Por ser tão desajeitada com Vanessa, por estar morrendo de raiva sabendo que aquela vaca pretérita da Carol veio só para atazanar minha vida, raiva por não saber dançar tão bem feito o Edu. Em pouco tempo caminhando chegamos na varanda que Vanessa e eu trocamos beijos.

– Aqui da pra ver todo o bairro.

– Verdade… – Comentei pensativa, ainda de olho no pessoal da pista de dança. – Todo o bairro.

– Vocês brigaram? Ela fez alguma coisa para você.

Fiz um gesto negativo.

– Não esquenta… Nada grave.

Quando terminei a frase senti dois olhos pesando sobre os meus. Pela primeira vez percebi que tinha alguma coisa de diferente com o Jonas. Sua voz estava meio molenga também.

– Você andou bebendo?

– Só uísque pra aguentar você e sua namoradinha a noite toda. – Jonas disse sem cerimônias. – Sério, o que você viu nela? Vocês não tem nada ver…

Dei um meio sorriso.

– Quando você não tive com sei lá quantos copos de uísque dentro do seu corpo discutimos, tudo bem Jonas?

– Eu não estou bêbado! – Ele me garantiu visivelmente fora de seu estado normal. – Eu sei muito bem o que estou falando! E ela também não gosta de mim…

– Quem sabe pelo fato de você ter sido e estar sendo um tremendo chato á noite toda? – Devolvi irritada.  – Não abriu nenhum sorriso, não brincou com ninguém, não… Não quero discutir Jonas!    

Eu sou uma tonta mesmo nem lembrava como aquele bate boca tinha começado.

– – Clara, esse é o seu problema. - Jonas bêbado praticamente cuspia as palavras em cima de mim. - Você gosta de quem te faz de trouxa. Dando trela pra essa ai… Clara, eu sou o cara ideal para você.

 

– Jonas, você é um ótimo amigo, um fofo, mas…

Antes de eu conseguir terminar Jonas me agarrou e quase me engoliu com um beijo. Eu tentei me separar, mas ele era mais forte. Quando finalmente consegui empurrar o Jonas para longe, encontrei com quatro pares de olhos conhecidos. Vanessa e Gabriel.  Droga! Por que tudo precisava parar na privada quando minha vida estava começando a tomar um rumo. Antes que eu pudesse esboçar alguma reação senti alguém puxando meu braço com a delicadeza de um quarto zagueiro. Jonas era o pior tipo de bêbado: o chato! O grude que ficava colado. Apertou meu braço com mais força.

– Vai falar o que pra tua namoradinha?

Tirei forças de não sei de onde e o empurrei. Eu estava com nojo dele. Cheirando a uísque, sendo ignorante, me tratando mal. Justo o Jonas tão fofo, tão meu amigo. Eu sentia falta daquele cara doce que morria de medo de uma sala de cirurgia nos primeiros dias de interno como eu?

 Pela primeira vez então conseguia ver Jonas, um grosso, machista e covarde. Sim covarde. Tudo foi muito rápido. Depois de ter levado o empurrão, me devolveu com muito mais força e cai sentada sobre o sofá.  Senti a mão dele vindo de direção do meu rosto, fechei os olhos esperando a dor, mas não fui atingida. Enquanto Gabriel o imobilizava, fui puxada por Vanessa e ela me protegia com os braços.

– TEU FILHO PRECISA DE UM PAI E VOCÊ DE UM HOMEM DE VERDADE, CLARA! – Olhou para Vanessa. – Essa mulher macho não serve pra você.

Antes que Vanessa perdesse a cabeça e acertasse a cara de Jonas, me agarrei ainda mais em seu corpo escondendo meu rosto em seu ombro. Vanessa entendeu o recado e ficou ali comigo.  Atraídos pela gritaria dos dois homens os seguranças vieram saber o que estava acontecendo. De primeira iam levar Gabriel, mas ele apresentou o distintivo e explicou do que se tratava. Após esclarecimentos, Jonas foi levado embora por um dos seguranças por uma portinha lateral.

– Ele te machucou? – Gabriel perguntou a Vanessa que acabou levando o tapa no meu lugar.

– Não, foi nada…

Preocupada com ela tentei examinar seu rosto.

– Não foi nada Clara, você quer uma água? Quer sair? - Fiz um gesto afirmativo. – Eu vou com você…

– Eu também já estou indo, só vou…

– Não, fica, por favor… – Pedi a Gabriel. – A Mar, o Edu e a Polly ainda não sabem o que aconteceu. Eles gostaram tanto de você… É aniversário dela. Não deixa estragar por isso. Ela vai morrer de tristeza.

Gabriel encarou nós duas.

– Vocês tem certeza que estão bem?

Como se tivéssemos combinado fizemos um gesto afirmativo. Por fim Gabriel concordou. Rapidamente conseguimos atravessar o salão e Gabriel acertou a comanda de nós duas.

– Eu te pago no hotel…

– Relaxa com isso. – Deu um beijo no rosto de Vanessa. Quando foi me beijar sussurrou no meu ouvido. – Se você quiser registrar queixa faço questão de prender aquele imbecil. Eu tenho uns amigos…

– Não. – Decidi. – Quer dizer talvez amanhã eu pense melhor, mas agora quero ir pra casa…

Assim que ficamos a sós, me abracei mais a Vanessa. Aquele tamanhão todo dela me protegia. O cheirinho de mata me tranquilizava.

– Você estava certa. – Eu murmurei baixinho. – Era um encontro. – Nunca tinha me sentido ao envergonhada na minha vida por estar dando trabalho a ela. – E eu boba achando que era ciúme…

Vanessa jogou um sorriso triste para o chão.

– Era um encontro… – Envergonhada, baixei meus olhos. Vanessa tocou meus dedos fazendo um carinho. – E eu estava com ciúme de você.

Ela me olhou de um jeito que eu adorei. Dei um gole na água.

– Vanessa,eu…  Eu sei que você viu o Jonas me beijando, mas eu juro que…

Ela me deu um novo sorriso. Aproximou seu rosto do eu e me calou com um beijo doce e delicado, sem aprofundar muito. A ponta de sua língua pincelava os meus lábios e eu tentava dar pequenas mordidinhas naquela boca entreaberta para mim. Nos separamos com pequenos selinhos.

– Você acredita em mim?

Vanessa fez um gesto afirmativo.

– Eu vi tudo. – Fez um carinho no meu rosto, aproximou seus olhos dos meus sorrindo. – E se você me trocasse por aquele mauricinho juro que me jogaria embaixo de um ônibus agora.

– Convencida! – Enroscando meus braços em seu pescoço, roubei um beijo rápido. – Te adoro!

– Agora conta uma novidade… Todo mundo me adora. Até eu me adoro! – Era muito metida mesmo. Fez um carinho no meu rosto. – Deixa eu cuidar de você hoje?

Querem saber? Adoro com todas as letras. Provando a verdade das minhas palavras lhe dei mais um beijo. Calmo, leve, doce. Curtia sua boa sobre a minha, mordia bem gostosinho. Minhas mãos desceram por suas costas. Ela não fez menção alguma de que quisesse separar de mim. Desci com os lábios por seu pescoço. A abracei ainda mais.

– Eu não penso em nada melhor para essa noite do que estar nas suas mãos.

E encostei minha boca na dela mais uma vez. Aquele beijo era algo viciante.

 Fomos interrompidas por pigarros de um homem. Gabriel.

– Detesto interromper e acreditem é sincero… – Vanessa começou a rir. Eu vermelha de vergonha. Ele falava sério, como se quisesse dizer que era bom ficar espionando a gente dando malho. Gabriel era muito besta. – Mas vim trazer isso aqui pra vocês. – Entregou dois capacetes e a chaves da moto dele para Vanessa. – Eu vou dormir na casa da sua amiga, ela vai me dar carona, pode levar a moto.

– Qual amiga?

– Então, ainda não decidi. – Passei mal de rir com a impagável cara da Vanessa para cima dele e ele, cara de pau, respondendo a ela. – As duas opções são excelentes, você há de concordar eu preciso de uma segunda opinião. E Então Clara?

– Sem maldade? Vai na Polly. A Marcela bebeu e ainda é afim do Edu. – O que mais dava vontade de rir é que Gabriel era sério a todo instante. Me encarava de um jeito atencioso. – Altas chances de no meio do sexo ela começar a chorar em cima de você.

Ganhei um beijo estalado no rosto.

– Vem cá, você está se protegendo? – Vanessa questionou.

Gabriel retirou o revolver que sempre carregava consigo.

– Que é isso? – Perguntei assustada. – Protegido no sentido de ter uma camisinha.

– Você perguntou no sentido de ter uma camisinha? Ninguém me explica nada direito…

Sério, as caras de espanto de Vanessa com as loucuras do Gabriel eram as melhores. Me davam dor de barriga de tanto rir. Depois de nos despedirmos e Gabriel voltar para a boate, Vanessa retirou o próprio casaco e me entregou. Estava frio mesmo. Ela colocou o jaquetão de Gabriel.  Lembrou até o dia que nos conhecemos, como a beleza dela havia me impressionado.

– Que foi?

– Você esta linda!

Vanessa sorriu meio sem graça, me roubou um beijinho gostoso.

– Vamos?

– Vamos!

Como prometido não questionei. Aquele noite meu destino ficou em suas mãos.

 

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Em Silvéster as coisas não estavam tão frias como em São Paulo. Pelo menos na cama de Junior e Angela não. Os dois também parecia querer recuperar os quase dois meses perdidos em uma noite. As costas de Junior pareciam ter parecido por um ralador de tanto que foram arranhadas Por Angela. Minha amiga também levaria algumas lembranças da noite. Tinha marcas vermelhas feitas pela barba de Junior pelo corpo inteiro. Ainda ofegantes trocaram um beijo e Angela se aconchegou no peito do ex-futuro-peguete-namorado.

– O que deu em você? – Ela conseguiu perguntar ainda sem fôlego. Sua mão se apoiava no ombro do namorado. – Qual é neguinho? Você inscreveu a gente numa maratona sexual e não me contou nada?

Junior deu um sorriso.

– Todo esse tempo separado… É saudade do teu corpo no meu. – Angela ergueu os olhos, uma de suas mãos envolvia o rosto do namorado. – Branquela, o que tu fez comigo? Dois meses sem… Nenhuma mulher deitou nessa cama comigo depois que a gente terminou Angel… Olhava pra cara de todo mundo e só via teu rosto. Não conseguia parar de pensar em você…

Minha amiga como toda mulher besta e apaixonada se derreteu. A resposta foi a mais óbvia do mundo um novo beijo recomeçando tudo.


No hospital, Thata não compartilhava da mesma sorte do irmão. O boicote do Lesbworld era levado tão a sério quando esses protocolos feitos pela ONU. Ela saiu de uma cirurgia de emergência, terminava de se trocar no vestiário. Quando estava terminando de tirar a blusa, trombou sem querer e uma das internas.

– Ér, desculpe eu…

– Cachorra! Por que não tenta a psicóloga peituda? – Um ponto de interrogação se fez na cara de Thata. – E ainda teve coragem de pedir para Clara tirar o neném…

– Ãh?

– Dissimulada!

E saiu sem dar maiores explicações. Thata já estava desconfiada que algo estava acontecendo. Na cirurgia as enfermeiras não trocaram nenhuma palavra com ela. Na recepção duas pacientes lhe viraram a cara e fora que alguém colocou tachinhas em sua cadeira no meio de uma reunião com os conselheiros do hospital. Duarte entrou no vestiário e cruzou com a interna que tinha virado a cara para a chefe. Aproveitando que estavam a sós, finalmente Thata podia desabafar toda sua agonia.

– Duarte, olha para mim. – Duarte um tanto desconfiada obedeceu. – Tem alguma coisa de errada comigo?

– Thais, pelo amor de Deus, achei que o seu complexo de ter quadril largo tinha passado aos dezessete anos… Eu tenho o que fazer.

– Não! Não é disso que eu estou falando! Duarte, elas não me suportam…

– Você é a chefe delas, esta sendo paga para ser insuportável.

Duarte saiu. É talvez fosse apenas coincidências. Duarte estava certa. Amanhã riria de suas desconfianças sem noção com apetite. Talvez precisasse de umas férias para tirar aquelas ideias loucas da cabeça. Sim, só podia ser coisas de sua cabeça. Sim só podia ser isso. Já mais aliviada abriu o armário para pegar sua blusa e um bicho de pelúcia caiu de seu armário. Agachou-se para pegar. Se tratava de um sapinho de pelúcia. Ou uma sapa já que estava de lacinho. Não era dela. Coisa mais fofa, alguém tinha lhe deixado de presente?

– Que bonitinha. – Só quando analisou melhor o presente que notou um pequeno papelzinho preso em sua língua vermelhona de fora. Seria um bilhete do remetente? Aproximou mais os olhos e leu em voz alta. – Thais! Ué, mas quem amarraria meu nome na boca de um…

Só ai que Thais percebeu o teor do presente. Alguém literalmente costurou sua boca no nome de um sapo. Assustada jogou o bicho maldito longe. Ela tinha razão. Alguma coisa de errado estava acontecendo com seu nome!

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Nunca pensei que cruzar as ruas de São Paulo de madrugada de moto fosse tão legal. Vanessa com aquela jaqueta de couro conduzia a moto na velocidade máxima permitida. Seus cabelos escapavam do capacete e vinham bater no meu rosto, a cada freada nossos troncos se aconchegavam de maneira gostosa, uma delícia. Eu já estava bem mais animada, e com a adrenalina alta por não saber para onde estávamos indo. Dois caras de carro passaram por nós duas. No sinal vermelho gritaram para Vanessa.

– GOSTOSA!

Não aguentei, levantei a viseira do meu capacete e complementei.

– DEMAIS! – Disse dando a entender que já tinha provado e muito. – NÃO TEM NOÇÃO DE QUANTO!

Vanessa deu uma gargalhada da cara de merda dos dois e partimos com a moto. Em quinze minutos chegamos no Flat que ela e Gabriel estavam dividindo, um prédio enorme e lindo na Barra Funda. Só isso que me lembro. Subimos para o 20° andar de elevador, mas a parte interessante ficou por conta de quando entramos no apartamento.

– Gostou? – Vanessa questionou.

Não consegui responder e a beijei. Ela podia me levar para um barraco na Vila Brasilândia que eu ia gostar do mesmo jeito. Casa era tudo igual mesmo. E eu nem tinha conseguido tirar os olhos dela. Vanessa me correspondeu de forma impetuosa. Aquela língua quente e doce invadiu a minha boca. Eu joguei a jaqueta que usava para o lado e voltei a beija-la. Com uma das mãos na cintura ela me beijou e me pegou para mais perto de seu corpo. Acabei deixando escapar baixinho, no pé de seu ouvido.

– Aiii que pegada mais gostosa…  

Minha voz estava embargada. Eu estava era praticamente bêbada de tesão por aquela mulher. Lembrei até de uma música da Ana Carolina: De quatro, lado, frente, verso, embaixo em pé. Isso e o que mais minha cabecinha torta inventasse. A única certeza que eu tinha era que eu queria Vanessa. Puxei com força seu colarinho. Quando suas mãos entraram por debaixo da minha blusa e encostaram na minha pele de leve, minha espinha se arrepiou toda. A mão dela estava meio molhada por conta do sereno da noite de São Paulo dando um efeito delicioso de quente e frio nas minhas costas.

– Aaai Vanessa, eu quero você… –Beijei levemente seus lábios e Joguei sua jaqueta longe. Mordi de leve dos seus ombros enquanto ela levantava minha blusa e arrancava gemidos meus passando a mão aberta pela minha barriga. Ela desacelerou nosso beijo. – Volta aqui amor, eu quero você, me beija…

– Gostosa… – Ela sussurrou no meu ouvido enquanto arrancava a própria blusa. – Eu sou toda sua…

Contraditoriamente, Vanessa se separou de mim e pude então analisa-la. Puta que o pariu. Congelei quando vi aquela lingerie vinho. Como se fosse possível a deixou ainda mais gostosa. Senti minha calcinha se encharcar, literalmente babava de tesão. A interrompi quando ela começou a tirar o cinto e tomei essa atividade para mim. Quando aquela calça caiu e encarei a calcinha da mesma cor, de renda, com as laterais meio larguinhas, enlouqueci. Ou melhor, enlouquecemos. Fui despida pressionada contra parede. Ela desceu coma boca, começou a passar os lábios no pé da minha espinha dorsal e subiu com a língua retirando a minha camisa e se livrando do meu sutiã. Na hora de tirar minha calça, ela preferiu me deitar na cama. Com a barriga para cima. Massageou um dos meus pés com as mãos, beijou, massageou mais um pouco.

– Ai, gostoso…

– Pézinho tão pequenininho, tão bonitinho…  Ela comentou.

Eu fechei os olhos e senti minha calça sendo puxada e jogada em um canto ignorado. Ela veio e beijou os meus pés até a minha barriga lentamente. De maneira proposital pulou a virilha e sua boca tomou um dos meus seios. Senti a mão de Vanessa apertando a minha bunda com força. Eu não aguentei mais. Queria ela molhada para mim. Mordi sua orelha de leve e meus dedos invadiram sua calcinha. 

– AAAAAII… Não para Clara! AAAAI Não Para!

Com ela gemendo gostoso daquele jeito é que eu não ia para mesmo. Ela estava era um mar de gozo. Quente, molhada, deliciosa. Vanessa se livrou do próprio sutiã e minha boca trabalhou em seus seios. Eu chupava, lambia sugava e embaixo meus dedos sentiam todo aquele efeito se desfazendo entre as pernas de Vanessa. Adorei tê-la mais passivamente naquele momento. Eu dona da situação deixei minha boca beijar toda aquela barriguinha enquanto Vanessa bagunçava meus cabelos, pedindo por mais. Lentamente percorri minha boca até alcançar sua calcinha. Fiquei admirando ainda por alguns instantes.

– Gostou? – Ela perguntou mordendo os próprios lábios, com uma carinha mais de safada que o comum.

– Linda. – Dei um beijinho passando minha língua por cima. – Mas eu vou tirar ela…

Vanessa abriu uma risadinha sacana. Passei minha mão por seu sexo ainda em cima da calcinha a fazendo pulsar e então me livrei daquele pedaço de pano vinho. Ter aquela mulher para mim foi coisa de outro mundo. Senti-la gemendo enquanto eu encostava minha boca em seu sexo era demais para minha sanidade literalmente saborosa. Pulsava com gula pedindo por mais boca e dedos, aquele era o melhor gosto do mundo. E aquele gemido anunciando o gozo para mim e para o restante da vizinhança? Sem palavras. Quer dizer, apenas três palavras AH, VANESSA, GOSTOSA!

O melhor é que aquilo só tinha sido o começo. Eu gozei sem ninguém encostar a mão no meu sexo. Eu mal tinha tomado ar e senti aquelas mãos grandes me pegando, viajando sobre meu corpo. Ela tombou em cima de mim de tal forma que a boca já tinha encontrado a minha e compartilhávamos o seu gosto. Quando senti ela toda molhada raspado seu sexo com o meu enlouqueci. Pedi que ela me fodesse com força. Não acreditava naquela mulher rebolando em cima de mim, tesão puro. Enquanto me pegava com mãos e pernas, pressionava seu sexo contra o meu ainda vinha falar safadeza no meu ouvido, mordendo minha orelha, chupando meu pescoço e me dando aqueles beijos na boca que me tiravam de órbita. O melhor foi gozar e sentir a boca dela sobre a minha e saber que eu não queria mais ninguém no lugar dela.

Acabou que nem dormimos. O dia amanheceu com nós duas na cama fazendo carinho uma na outra. Ela toda amorosa comigo, beijava minhas costas, meus ombros. Eu dei um cheiro no seu pescoço.

– Sabia que eu amo o seu perfume? Qual é?

– Não gosto muito de perfume, só passo desodorante. Isso é cheiro sei lá, de floresta… – Ela comentou de um jeito engraçado. – De bicho do mato.

Sorri.

– Então eu amo cheirinho de bicho do mato. – Fiz um carinho em seu rosto. Subi em cima de Vanessa  sentindo minhas pernas entre as suas. – Me aperta, me morde e diz que não é sonho?

Vanessa obedeceu deu um apertão na minha bunda, mordeu meu ombro.

– Viu, amor?– Começou a beijar minha boca. – É verdade… – E me deu outro beijo.

– Mulher, você não se cansa não… – Brinquei quando vi que ela já estava era querendo recomeçar tudo de novo.  – Culpa da primeira, ela deve ter feito tão bem feito que você se viciou. - Vanessa deu uma risada, me encarou e fez uma careta curiosa. – O que foi?

 – Sabia que você lembra um pouquinho ela?

– Ela quem?

– A menina que foi minha primeira vez. – Vanessa me confessou. – Ela era loirinha dos olhos Claros.

– Você tinha quantos anos?

– Quinze para dezesseis…

– Precoce, hein?! E ela? Era a da sua idade?

Vanessa sorriu e fez um gesto negativo.

– Mais velha. Tinha 23. Médica lá do hospital, interna, depois ela foi embora de lá…

– Foi bom?

– Foi aquela sensação né? Nossa, aconteceu…

Eu ri. Sabia bem o que era isso. Minha primeira vez eu tinha dezoito e foi com um namoradinho, aquela coisa de todo mundo ter feito e você não, quando eu fiz praticamente colei uma placa na janela da minha casa “virgem nunca mais.”

– E a sua, foi boa?

– Foi com um namoradinho…

– E?

– Senti estranha, diferente. Quando eu vi que o negócio… Voltou ao normal, achei que tinha ficado um pedaço em mim. – Vanessa deu uma gargalhada. – Não ri! Fiquei louca na época! E a tua interna, foi bom?

Vanessa deu um meio sorriso.

– Quer saber como ela fez? – Vanessa puxou minha boca para junto da dela. Passou sua língua pelos meus lábios me provocando um arrepio gostoso. – Ela começou passando a língua assim em mim…

Eu dei uma risadinha.

– Ah é? E o que mais ela fez…

– Fez isso aqui…

Vanessa desceu com a boca pelo meu pescoço alcançando meu colo.

– Quer saber mais?

– Ô mulher que nasceu com fogo viu! – Eu disse já não aguentando e a puxando de volta para mim. – O que mais?

PS: Quero dedicar esse capítulo a menina Thatiele sei que ela não vai ler hoje devido está numa mesa de cirúrgica, mas quando ela voltar estará aqui dedicado a ela. peço a vocês que me lê que ore por ela, ela precisa muito; Volta logo Thaty. e as minhas leitoras peço desculpa  por qualquer erros aqui cometidos muitas das vezes eu tô bêbada de sono e cansaço e fico vesga nas letras. e a moça da critica construtiva obrigada prestarei mais atenção. tenham uma boa noite meus amores :)