insurrecion

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Insurrección (Miguel Rios & Manolo Garcia)

¿Dónde estabas entonces cuando tanto te necesité?
Nadie es mejor que nadie pero tu creíste vencer.
Si lloré ante tu puerta de nada sirvió.
Barras de bar, vertederos de amor…
Os enseñé mi trocito peor.

Retales de mi vida,
fotos a contraluz.
Me siento hoy como un halcón
herido por las flechas de la incertidumbre.

Me corto el pelo una y otra vez.
Me quiero defender.
Dame mi alma y déjame en paz.
Quiero intentar no volver a caer.

Pequeñas tretas para continuar en la brecha.
Me siento hoy como un halcón
llamado a las filas de la insurrección.

A condição


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Sessenta anos de uma ação democrática e de uma gestão de diversos acontecimentos. É dessa forma que enfraqueceram em nós a percepção abrupta sobre o real e o sentido guerrilheiro de uma guerra já em curso.

É inútil protestar legalmente contra a implosão completa do quadro legal. É necessário que haja uma organização de modo consequente, pois não há por que participar deste ou daquele coletivo, neste ou naquele impasse de extrema-esquerda, se ainda houver tamanha farsa associativa.

Não há por que reagir as diversas novidades do dia e compreender que cada informação reflete em uma operação a ser decifrada por um importante campo estratégico hostil. A catástrofe não é o que vem, mas o que já se apresenta. Não se suscita no movimento um desabamento de uma civilização. É preciso tomar partido. Não mais esperar, mas entrar em uma lógica que na maioria das vezes é insurrecional. É escutar aquilo de mais novo, nas diversas vozes de nossos governantes, e temer o terror que nunca nos abandona.

Governar nunca foi outra coisa senão repelir certos subterfúgios em que a multidão se revoltará e todo ato de governança será considerado como uma forma de não perder o controle sobre a própria população.

Ser a verdade

Todo acontecimento produz uma verdade que altera a nossa maneira de estar no mundo. A impressão de viver numa mentira é ainda uma verdade. Uma determinada verdade não é necessariamente uma visão sobre algum aspecto do mundo. A verdade não é algo que se detenha, mas algo que se move. É ela que nos faz e desfaz, que constitui e destitui como indivíduos e que nos afasta ou aproxima daqueles que a experimentam.