infanty

Se eu pudesse lhe comprar um pacote de sorrisos, compraria. Quero lhe ver sempre com aquele sorriso lindo. Se eu pudesse lhe arrancar qualquer dor do peito, eu arrancaria. Quero lhe ver no meio de uma paz colorida e doce. Se eu pudesse estar perto de você hoje, acredite, eu olharia no fundo dos seus olhos… Eu gosto de você de formas objetivas e subjetivas. Reais e verdadeiras. Naturais e puras. Alucinógenas e infantis. Gosto de você de muitas maneiras. Do avesso. Ao contrário. Do outro lado. Esquerda. Direita. Frente. Verso. Gosto de você com champagne e morangos. Com água e nhá benta. Te gosto com amor e com ódio. Com mágoa e alegria. Com decepção e, quem sabe, esperança. Te gosto em todos os significados da palavra “gostar”. Significados existentes e inventados.
—  Clarissa Corrêa.
2.3.11

is it selfish of me for wanting him to stay? I honestly would give anything to have him stay. I have only gotten to spend two weeks with him. It’s not fare. I swear it’s like Dear John. I never thought that it could happen in real life, but it has. I’m not in love with Jared, but I feel myself falling. And he leaves tomorrow morning at 8:30. What am I supposed to do for five months? I know I’m going to be worrying myself sick about whether I’ll get to talk to him or whether he’s okay. I know that my family and Whit will make sure that I don’t go crazy. And I plan on going and seeing his family whenever I get the chance to. It’s just going to hurt so much when he leaves.

Acho engraçado quando leio um poema que escrevi e me lembro do que motivou aqueles versos. De vez em quando sinto saudade, porém, na maioria das vezes, eu só sorrio. É bom ver que passou mas que também foi bom. Não me arrependo de nenhum segundo que passei ao seu lado, apesar de tudo, das brigas, da bebida e das palavras cuspidas. Eu passei tanto tempo te odiando por tudo. Culpava meu fracasso no nosso relacionamento. Foi mesmo brutal, e me destruiu inteiramente. Eu estava apaixonada e não pretendia ir embora. Você me roubou por inteira, talvez tenha passado dos limites, mas eu gostei. Eu gostei de tudo. Eu gostei de você. Eu ainda gosto. No começo eu estava apavorada com tudo, com a possibilidade de ter que me enfrentar, mas quando você estava comigo parecia que a balança equilibrava e a corda não arrebentava apenas para o meu lado. Era com você que eu dividia meus problemas infantis e eu sinto falta disso, muita falta. É difícil achar alguém que você possa contar seus segredos, que pare e te escute, mas você fazia isso. Escutava meus profundos desabafos, e me confortava. Muitos dos meus poemas vieram de momentos de dificuldade que você estava lá. Mas agora não está, e a pior parte de cair na tentação de lê-los são as lindas lembranças de você que eles me trazem. Lembranças que me faz querer voltar no tempo e poder continuar andando ao teu lado, com nossas mãos juntas e sem se separarem por nada. Mas elas se separaram. Hoje eu vivo aqui, e você aí do outro lado. Porém, eu ainda te quero aqui. Do meu lado, com as mãos nas minhas e sem me deixar novamente apenas com as lembranças de velhos poemas.
—  By: Renata, Beatriz, Samara and Ana Laura written in imperfeita-s
O mundo não precisa mais de poemas, nem de poetas, nem de qualquer outra coisa que exale esperança em forma de versos. O mundo precisa de armas. E guerras. E campos de batalha. E jogos violentos. E parceiros para o crime. Precisa de pessoas com pressa, crianças adultilizadas, adultos infantis que jogam pelada nas várzeas fugindo do mundo que outros adultos , que agora seriam velhos, criaram para eles.  Animais nas jaulas e plantas mortas, sufocadas pela chaminé daquela fábrica de papel higiênico pseudo biodegradável. Deu nisso. Se não há papel, então a poesia também partiu desse mundo e foi encontrar rima em outros prados, os que restaram ainda verdes, em algum lugar de outro lugar, com ovelhas, ainda pastores, cajados e algum cuidado sem segundas intenções. Porque no mundo das mulheres de salto, de crianças bêbadas sem limites, de filmes de dormir no lugar de historinhas e canções de ninar, não tem espaço para oitivas sensíveis. Pois as pessoas já não sabem o que é isso e sentir alguma coisa atrasa a produção e prejudica as aparências de normalidade. É anormal querer bem e se sentir querido. Melhor se sentir útil, apenas útil, como um talher na mesa posta. Não há poesia na sala de jantar, nem nos garfos e facas, muito menos nos lenços de colo. Não há poesia no mundo, pois os poetas, que já não pertenciam a esse lugar, desistiram de salvá-lo, pois não há remédio. É tarde. Sem poemas, ele definha. O próprio mundo devia se tornar poesia, ela existiria em toda parte. Mas mudaram os planos e não foi bem assim. O orgulho não deixou, o senso de grandeza aumentou e engoliu qualquer forma de arte que pudesse tocar as pessoas. Intocáveis. Se tornaram intocáveis. Não procure razão, aceite. As coisas são como são e deixe como está. Precisam do mundo, eles precisam, mas o mundo os cuspiu e eles não querem ser incômodos, como vômito na garganta. Nem são sutis. Foram com a poesia, mas ninguém sabe quem levou quem.
—  Theu Souza 
A felicidade anda tão escassa que vão passar a escrever histórias a respeito em livros infantis e eles ficaram tão impressionados quanto em um espetáculo de mágica.
—  Sued Nunes
Operação Alfa; Capítulo 05 – Curtir um pouco.
  • Por Juliana.

— Ju, amiga, pelo amor de Deus, que cara é essa? – Bia perguntou-me. Ela estava sentada ao meu lado no táxi.

— Eu acho que vou voltar pra casa, Bia. – murmurei.

— Vai voltar pra porra nenhuma. – disse grossa. – Qual é o problema?

— Bia, as festas que tenho ido nos últimos anos são infantis. – eu respondi. – Eu acho que estou com… Medo. Ou melhor, ansiosa. E eu não gosto de deixar a Oli sozinha. – suspirei.

— Ju, presta atenção: a Oli está com a Anne. Assim você ofende a minha irmã. – riu. – Faz mesmo tempo que você não vai a uma festa, e sabe que não é por falta de convite, mas hoje você finalmente aceitou e então vamos curtir? – pediu. – Quem sabe você não sai daqui até com um carinha, tirar as teias de aranha da pepeca, hum? – disse maliciosa.

Eu sorri. Beatriz nunca deixaria de ser louca.

— Você sabe que não tem a mínima chance. – rebati.

— Não me culpe por tentar. – riu. – Mas olha, relaxa e vamos curtir a noite? Por favor? Vai estar a maior galera, Ju, vi muita gente confirmando no facebook. Vai ser como nos velhos tempos.

— Está bem, está bem. – cedi. – Vamos curtir.

— Isso, você merece.

É fácil falar, mas eu nunca esfregaria isso na cara da minha amiga, quem, ao lado da irmã, mais me ajudou no momento mais difícil da minha vida.

Mas ainda assim, é fácil falar. Hoje, é tudo muito bom, a minha filha já cresceu e eu não tenho um emprego fixo. Hoje, o pai dela a reconhece, os meus pais a amam e a aceitam. Hoje, com certeza, tudo é melhor, mas há mais de sete anos, quando descobri que seu coraçãozinho batia dentro de mim, foi tudo muito complicado.

Olívia mudou a minha vida e tudo dentro de mim. Ela veio trazendo o sopro que faltava, mas em contrapartida, problemas que eu não sei até hoje como lidei e superei.

E são coisas difíceis de esquecer. Quando descobri a gravidez, meus pais surtaram, ficaram decepcionados e eu não os julgo, mas foi impossível permanecer ao lado deles. Ambos passaram os cinco anos que eu estava na universidade juntando dinheiro para montar meu escritório próprio de arquitetura, mas esse dinheiro teve que ser usado para a compra do meu apartamento, porque eu já não podia permanecer dentro de casa. Rodrigo não aceitou bem que seria pai aos vinte e três anos, e mesmo quando finalmente reconheceu o fato, ainda assim, solicitou o exame de DNA quando nossa filha nasceu, e foi pelo bem dela, nos tornamos amigos, mas não foi fácil. Não é fácil, quando há tantas coisas para lidar. Foi complicado conciliar uma formatura, um emprego e tudo com um bebê. Eu só tinha vinte e um anos.

Minha vida tornou-se a Olívia. E eu nem lembro quando foi a última vez que eu saí para curtir alguma coisa sem estar com a minha filha.

— Ei? – Bia me chamou. – Chegamos. Vamos?

— Vamos sim.

Uma área da boate estava reservada para o aniversário do Ycaro e pude ver vários rostos conhecidos do curso de Arquitetura, da nossa época, é claro. Me senti mais relaxada e o reencontro com todos foi maravilhoso.

— Nossa, veio tanta gente. – eu disse.

— Demais. Olha o Ycaro ali, vamos desejar parabéns.

Claro que Ycaro estava com sua trupe inseparável, e é lógico que nela encontrava-se o Rodrigo. Falei com todos e desejei felicidades ao aniversariante. Rodrigo me abraçou depois e sorriu.

— Então você veio. – saudou.

— Então eu vim. – sorri.

— E a Oli? Ficou com sua mãe?

— Não, ficou com a Anne.

— Ah, claro. – ele riu. – Bem, se diverte.

— Eu vou sim. Eu… Vou ali falar com o pessoal.

— Tá bom. – me abraçou e me deu o costumeiro beijo na cabeça.

Bia o cumprimentou em um abraço também e saiu ao meu lado. Ela estava rindo, enquanto andávamos até um grupinho que costumávamos beber.

— O que foi? – perguntei.

— Você e o Rodrigo que são dois idiotas.

— Como assim?

— Vocês nunca vão superar o que aconteceu?

— Já superamos, Bia. – eu disse. – Somos amigos agora.

— Tudo bem, Ju, tudo bem. – disse ainda rindo e chegamos ao pessoal.

Eu não queria pensar no que aconteceu outrora entre nós dois, então só sentei ali e pedi uma dose de vodka com refrigerante.

Foi extremamente libertador conversar com quem viveu ao meu lado nos tempos de faculdade, relembrar algumas coisas, beber, rir e dançar. Há muito tempo que eu não fazia isso, nem poderia dizer quanto com exatidão.

Eu não pretendia sair acompanhada dali, mas dancei com alguns caras e até mesmo com o Guilherme, um antigo caso da época estava ali e solteiro.

Bebi mais, dancei mais, ri muito mais, até que minha bexiga apertou.

— Vou ao banheiro. – avisei a Bia.

— Tá bom. – ela disse, voltando a beber sua dose.

Fui em direção ao banheiro e quando saí dali, minutos depois, percebi que a rodinha de amigos de Rodrigo estava por perto, acho que pelo efeito do álcool, resolvi me aproximar, não sei para o que, exatamente.

Mas antes que eu desse mais que dois passos, Rodrigo estava chegando ali, sorrindo e com um detalhe colado a ele e de mãos dadas. O detalhe era loiro e muito bonito. Engoli em seco, e precisei fazê-lo novamente quando a mulher ao seu lado inclinou-se e beijou seus lábios.

Respirei fundo e saí dali.

Não era de se espantar. Rodrigo, apesar de ter amadurecido e muito por causa da paternidade, sempre seria o mesmo idiota com relação a mulheres. Ele nunca seria de uma só e ele nunca passaria uma noite sozinho, afinal, sempre tem que ter alguém em sua cama. Eu só agradecia a Deus por ele, ao menos, respeitar a nossa filha quando ela está sob sua responsabilidade.

— Ei, Ju. Está tudo bem? – Guilherme me parou e encarou.

— Tudo, tudo bem. – assenti.

— Que bom. Vamos tomar alguma coisa?

Álcool. Eu estava precisando.

— Vamos sim.

Bia me olhou quando me viu ao lado de Guilherme e deu sinal de legal. Eu quis rir, mas voltei minha atenção para ele que estava ao meu lado.

— Vai querer o que?

— Uma dose de vodka. – respondi e ele pediu, o barman não demorou a nos atender.

— Caramba, a sua filha é muito linda. – ele disse, enquanto tomava um gole de sua cerveja. – Ela já está com quantos anos?

— Sete. – respondi. – Ela é maravilhosa.

— Eu vejo as fotos no facebook. – ele riu.

A conversa fluiu com o Guilherme, mas não da maneira que eu queria, o incomodo no meu peito ainda era grande. E eu nem sabia porque, exatamente. Ele não tentou me beijar, coisa que eu agradeci imensamente, em pensamentos. Só dançamos e conversamos.

Era madrugada, não sei que horas exatamente, quando chamei Bia para ir embora. Eu não vi mais Rodrigo e nem me esforcei para ver, na realidade. Guilherme me pediu meu telefone e eu dei. Ele quis nos acompanhar de volta para casa, mas eu recusei. Quando estava ao lado de Bia, no táxi, ela perguntou.

— O que aconteceu?

— Nada. – resmunguei, fechando os olhos.

— Certo. Eu preciso dizer que acho que você deveria ter aceitado a carona do Gui.

— Ele não queria me dar só uma carona. – eu ri.

— Exatamente por isso. Qual é, ia ser só uma noite!

— Eu não sei lidar muito bem com… Apenas uma noite.

— Ju, eu não quis… – ela ia consertar, mas eu a cortei. Ela não tinha culpa de nada.

— Deixe para lá. Sério.

— Tudo bem. – suspirou. – Ai! Eu preciso dizer. – gritou.

— Diga, então. – eu ri.

— Eu vi o Rodrigo… Com uma loira. – disse com pesar. – Estavam se pegando.

— Eu sei, também vi. – disse com indiferença.

— Você acha que é a namorada dele?

— Sem chance. – eu voltei a rir. – Rodrigo? Namorando? Em que planeta?

Ela também riu.

— É, você tem razão.

Eu só queria chegar em casa, abraçar a Oli, sentir seu cheirinho e saber que tudo está bem. Só isso.

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Ficou muita coisa confusa? Desculpa xD mas é que as coisas vão se revelando ao longo da história.

Rod? Namorando? Será? :O

Hahahahahahhahaha

beijos

Sabe, eu pensei que era única pra você, afinal, você me fez sentir assim. Me deu todos os motivos para acreditar que eu era ela. A escolhida, que todos falam em filmes de comédia romântica. E o mais idiota de tudo, é que eu acreditei. O problema, é que eu queria estar em uma comédia romântica, com tudo tão planejado, você sabe exatamente a ordem dos fatos, e como lidar com cada um. O cara se apaixona pela garota, ele é um idiota ou ela é uma idiota, não importa a ordem. Eles se conhecem, mas sempre relutantes em estar um com o outro, então eles encontram algo que faz aquela faísca do romance desabrochar, e logo após o grande beijo, é descoberto algo que os separa, mas você nunca tem que se preocupar, porque é uma comédia romântica. Ela é feita para você acreditar no verdadeiro amor, igual a filmes infantis, que te fazem crer em papai noel, ou na fada do dente.
—  Onde foi que tudo deu errado? 
Não quero que você vá. Estar sem você me deixa um vazio, sinto que falta algo dentro de mim e que não estou mais completa. 
Quero sentir o que só sei sentir com você. O frio na barriga, mãos e pés suando, milhares de pensamentos bobos do tipo ‘será que ela vai me achar linda hoje’, 'quem irá dizer oi primeiro’, 'esperar que ela me beije e beijá-la?’. 
Sou bobona. Penso em coisas assim, infantis. Mas é o meu jeito. Gosto de sentir essas coisas. Gosto de passar horas pensando em um monte de coisas que pra você pode ser besteiras mas pra mim são sonhos que espero ser reais um dia. 
Me sinto sozinha sem você aqui. É como se eu tivesse perdido algo de mim. É como se nada pudesse me completar novamente. Não quero que você vá.
—  Carol Linhares
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L'altra sera ero con lui a cena da madre, e finito di cenare lei mi ha mostrato delle carte che conserva di mio nonno. Sono dei fogli degli anni 60 che servivano ad appuntare su carta il proprio albero genealogico(sicuramente hanno un nome preciso ma adesso mi sfugge). Mio nonno aveva 12 tra fratelli(/sorelle), e fratellastri(/sorellastre), erano riportati tutti ad accezione di quelli morti infanti, con le rispettive date di nascita ed in alcuni casi di morte. Ovviamente con gli anni poi son morti quasi tutti, come è morto lui.
Ricordo che mio nonno era molto legato alle sue radici(i suoi fratelli erano rimasti praticamente tutti in campania), con alcuni si sentiva spesso, quindi li ricordo almeno per nome, come ricordo quanto si oscurava ogni volta che ne moriva uno, deve aver sofferto tanto. Ricordo visivamente solo uno di loro, che era la fotocopia di mio nonno.
Ho chiesto a madre se ce ne fosse qualcuno ancora in vita, non so perché ci speravo, e mi ha detto che una zia è ancora viva e nonostante sia molto anziana, è in salute. Ogni tanto la sente per telefono.
Le ho detto tipo: “Ma come una è ancora viva e non andiamo a trovarla?!” Mi ha risposto che somiglia pure lei tanto a nonno, e da quando è morto non riesce a vederla. Ha paura che le farebbe troppo male.

Io invece vorrei vederla, è una cosa difficile da spiegare, ma è come se qualcosa di mio nonno a cui ero legatissima, fosse ancora qui, in vita. Vorrei salutarla, vedere quanto gli somiglia, sentire qualche storia su mio nonno. Sentirlo ancora fisicamente un po’ qui.

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Nunca fomos tão inocentes com nossa displicência
Sempre complacentes com indecências alheias
Brindando ao chão do próprio salão os nossos próprios reflexos
Somos pálidos sorrisos sem gosto e acostumados com a solidão

Eu sou um elefante a memorizar cada canto de teu lar,
Cada canto e sobra de sua casa será revisada pelo meu par de retinas
Tua casa revestida a chumbo és testemunho de meu passeio pelo teu corpo
Logo após esta noite, só tu poderás dizer-me, sou novo inquilino ou visita indesejada?

Minha melancolia lhe assusta, então mande-me ao hospital
O erro clínico do doutor fora recitar-me terapias
A psicologia diz-me que minha existência és fantasiosa, fui cuspido das histórias infantis de duplo sentido
Agora, encarrego-me de ir de encontro a psiquiatria, que por sua vez manda-me ao ciclo vicioso em luto de outro tarja preta…

Oculta-te os pássaros engaiolados pelo sensacionalismo barato
Vossas crias estão puras para o concretismo dos asfaltos
Conquista-te o teu espaço, tua voz és sufocada por prédios a prova de ruídos
Saúdo a metamorfose ambulante, que orgulhoso carrega no peito falências cardíacas

Serralheria serrando restos de um humano
Os ossos agora em pó são a paranoia de ratos domesticados
Meu bom homem hoje tu serás objeto de minha decoração
Defina-te o plano cartesiano do próximo engano, duas jardas ao norte e assim estarás frente a morte…

Prendam-me em teu prédio
O som ao redor lhe mastiga como desespero
O condomínio és uma piada, número exibicionista entre natureza morta e urbanização civilizada
Destempera-te a render-se ao conflito deste monocromático labirinto…

Megalomanias retorcidas como arquitetura de Gaudí
Oferta-me a segurança e o frescor do nirvana de Gandhi
Verticaliza-me em tuas sensações, o céu vais lhe espremer
Pacifica-te cada calçada e avenida pelo entreter do teu meio especificado…

Suponha-te que o progresso tenha um limite
Ainda serás capaz de ver abaixo das tua janelas projetas para valorizar a luz do horizonte?
Petrifica-me a tua revolta escoltada, estás emparelhado com tuas especulações imobiliárias
Proteja-se ao desabar do primeiro poro do paraíso, tu serás a primeira vítima, a segunda a tua megalomania…

—  Idioma Vertigem/Tradução Angústia - Pierrot Ruivo