inescrupulosos

este texto não é sobre você.
é sobre mim.
é sobre a minha força de permanecer ileso, intransponível e apaixonado pela vida aos 21 anos. é sobre mim, que não me suicidei embora tivesse querido muitas vezes. é pela força que resgatei de dentro do meu peito todos os dias infernais depois que o trauma me atingiu em cheio feito esses acidentes que acontecem nos grandes centros e que desaparecem, junto à paisagem.
é sobre mim, que consegui sobreviver ao estorvo que foi todos os dias pós-trauma, pois no meu âmago habitava resiliência suficiente que encheria 10 Maracanãs inteiros. é sobre mim, que permaneço amando viver, amando me doar, amando queimar minha pele no sol enquanto as pessoas preferem o vazio dos corações ingratos.
é sobre mim, que decidi ser ainda mais forte e abraçar toda a essência do amor. porque acredito que depois do trauma (e virão outros) vem o amor-próprio, a vontade de ser melhor (pra si), o desejo inerente de continuar, não importa como.

esse texto é sobre mim e a minha força. porque consegui me levantar da cama sem me sentir vazio, inescrupuloso, infeliz. porque tô aprendendo a me encher de mim mesmo feito água em poço que dá em agreste: aos poucos, vou me descobrindo líquido, amoroso, bom.

eu sou bom. muito bom.

esse texto é sobre como eu consigo andar pela cidade sem medo ou receio ou magoa ou dor ou ressentimento ou qualquer dessas coisas que ficam depois do atrito. agora, eu ando por mim, pela vontade de me jogar das pontes, prédios e ruas para virar poesia. porque eu sou uma poesia. viva, inexorável e consciente de si. eu não preciso de olhos que me leiam quando minha linguagem já é uma boca gritando no mundo.

a partir de ontem, é tudo sobre mim.

Sim, tive grandes dificuldades, amei pessoas que não davam a mínima para os meus sentimentos e, muitas vezes sofri calada. Por um bom tempo, me culpei. Me culpei pela mania que eu tinha de rasgar meu peito em cima de quem eu amava, derramar palavras de amor, palavras guardadas. Nunca entendi o porquê de isso ser tão errado: eu assustava as pessoas com tanto sentimento e ainda me culpava por isso… Isso faz algum sentido pra você? Porque pra mim, não. Às vezes, chega uma hora em que você se cansa das decepções e começa a se afastar das pessoas. Você apenas se afasta de tudo que te faz mal. Não sei quantas vezes o meu pequeno coração já foi dilacerado e remendado, muito menos quantas vezes eu chorei sozinha, por quem não merecia, tudo o que transbordava dentro de mim. Tantas vezes eu me convenci de que a culpa em tudo era mim, simplesmente por não admitir que as pessoas as vezes não aceitam ser amadas, não sabem corresponder sentimentos bonitos. Tantas vezes eu quis me convencer de que o meu sentimento era absurdo, que meu ciumes era excessivo, e acabava por não entregar o melhor que existia em mim, por medo de se afastarem de mim. Em um mundo onde todos só sabem julgar fica difícil agir sem que pensem algo inescrupuloso à seu respeito. Por muitas das vezes, eu sentei quietinha num cantinho sozinha e chorei por não saber como lidar com tudo, sendo que isso é exatamente o que tem de acontecer. Somos pegos de surpresa e cada dúvida estamos abertos ao risco. Em tudo, por isso acredito que vale a pena arriscar, tentar mais uma vez, perdoar. Nada nessa vida é permanente, temos de aceitar o provisório, o agora, o presente é esperar o melhor do nosso futuro
—  Escrito por Isadora G., Juliana, Giovana e Anna em Julietario.
Meus sentimentos à todos aqueles que não conseguem ser sinceros. Àqueles que não conseguem se sentirem amados nem por um fio de luz no horizonte e que a solidão devora a carne e dilacera a alma.
Meus sentimentos à todos aqueles que optam por tantos ao invés de acreditar em apenas um capaz de se importar verdadeiramente.
Àqueles que não se arriscam pelo amor, pela humanidade e pela compaixão.
Meus sentimentos à todos aqueles que acreditam na força bruta e que não percebem que eles próprios são um soco no estomago quando o amor bate a porta e só o silêncio sabe responder.
Aos inescrupulosos obcecados por atenção e que não percebem o amor de um pequeno animal que lhes oferece a vida e morre por sua perda inesperada.
Meus sentimentos à todos aqueles que quando se deparam com seus erros nunca aprendem , se vitimizam ao encarar o absurdo da sua própria existência.
Meus sentimentos à dor profunda da falta e da saudade e das poucas lembranças que nos restam.
Agradeço pela minha memória e minha tristeza que me engrandecem quando me corrigem diante de uma situação assustadora.
A vida pode parecer um mistério a cada segundo que trespassa o presente, mas pode ser inspiradora quando conseguimos inverter a dor em presença e à tudo aquilo que nos completa estando ao nosso alcance ou não. A saudade é também a nossa história.
—  Elisa Bartlett.
CARTA DE UN ABOGADO A LOS MEDICOS



por Tomás Martínez Campos 



Los títeres del arte de curar, marionetas de obras sociales, hospitales y sistemas prepagos de atención médica trabajan donde y como pueden.

Su responsabilidad social hace funcionar las instituciones y su irresponsabilidad personal los lleva a exponerse inútilmente.

El día en que ellos, verdaderos médicos por vocación, dejen de pensar tanto en el paciente, en su capacitación profesional a cualquier costo, en las instituciones para las que trabajan, y tomen conciencia de lo mucho que arriesgan en cada acto médico, ese día la atención del país se paralizara.

Porque solo un demente (alguien que ha perdido la facultad de discernir entre la bondad y la estupidez) puede aceptar la responsabilidad de barajar una vida humana cuando un sistema perverso y carente en todo sentido no le brinda la seguridad y tranquilidad necesarias para trabajar como corresponde.

Porque el médico que asume la responsabilidad en un acto quirúrgico, que se somete al estrés de desplegar su arte sobre un paciente dormido, que asume la lucha contra la enfermedad ajena, que desafía a la muerte sabiendo que no siempre triunfara y que acepta hacerlo por la vergonzosa remuneración que el sistema le asigna, ese médico no es bueno, es ESTÚPIDO, es alguien que consume toda su inteligencia en el cadalso de su ofrenda personal hacia un prójimo que no le reconoce el esfuerzo.

Agotada su paciencia, ya no puede ver que un error, aunque involuntario, le puede costar su patrimonio, su bienestar, su salud.

Este suicida altruista figura en todas las cartillas de los sistemas prepagos de atención médica.

Trabaja en los hospitales nacionales, provinciales o municipales, superado por un aluvión de pacientes que envejece haciendo colas y recibe atención francamente deficitaria.

Deambula por clínicas y sanatorios juntando monedas para poder subsistir.

Este médico, suicida por vocación, inteligente para el prójimo y descerebrado para si mismo, bueno y estúpido a la vez, responsable ante la sociedad e irresponsable ante su familia, es la carne del cañón, el centro del blanco de la industria de la “mala praxis”.

Todo abogado sabe que en este sistema perverso, tan carente de recursos, tan manoseado por inescrupulosos enriquecidos a costa de la salud, el médico es el “hilo fino” mas fácil de cortar, el candidato ideal para exprimir, el ingenuo mas liviano de sacudir para rescatar las monedas que llevan en lo bolsillos.

Lo que pocos se han puesto a pensar, es que, en definitiva este ensañamiento médico, que no discrimina entre idóneos e incapaces, entre buenos y malos, decentes y envilecidos comerciantes, es fundamentalmente perjudicial para el paciente.

La comunidad toda empieza a sufrir las consecuencias cuando el médico capacitado, con experiencia, con reconocido prestigio entre sus colegas, empieza a “esquivar” la patología difícil, esa donde arriesga mucho y gana poco.

El médico que cuida sus espaldas, discrimina por necesidad.

La comunidad toda sufre esta realidad, al verse privada de la idoneidad y la experiencia de sus mejores médicos.

Porque los mejores, también los más inteligentes, rápidamente ven la necesidad de dar un paso al costado para no exponerse.

Si bien es cierto que algunos médicos no están acostumbrados a responsabilizarse por sus acciones, también es cierto que la inmensa mayoría, no tendría que trabajar en las actuales circunstancias.

Arriesgan mucho sin ganar nada.

Porque si un cirujano tiene que afrontar un juicio por mala praxis, la demanda supera en miles de veces la remuneración de su trabajo.

Una intervención de $1200 puede convertirse en un juicio de $120.000.

Así las cosas, los sistemas prepagos de atención médica, circular mediante, solicitan a sus médicos fotocopia de la póliza de seguro suscrita.

Ellos, al mejor estilo de Poncio Pilato, pretenden que el médico, con centavos que le asignan por su trabajo, contrate un seguro de “mala praxis”.

De esta manera, los líderes de la medicina prepaga se cubren de los errores del servicio que dicen brindar.

Logran su cometido sin sacrificar un solo centavo de sus arcas.

Con los aranceles vigentes, ningún médico puede asegurarse contra “mala praxis”.

Con temor a la “mala praxis”, ninguno puede trabajar como deberia.

El auge de este tipo de juicios no es culpa de los abogados.

Ellos, que son muchos y deben subsistir, han visto las falencias del sistema que colocan al médico en la primera línea de fuego.

Como frágil fusible de una maquina sanitaria en constante corto circuito, el médico salta y se quema.

Gane o pierda, con o sin justicia, con razón o sin ella, el médico debe pagar.

La sociedad parece ensañada con los encargados de velar por la salud.

Vocación de SUICIDAS para seguir con esta profesión que tiene el índice mas alto de divorcios, alcoholismos, muertes prematuras y el menor en remuneraciones comparados con otras clásicas. El profesional en una institución desmantelada y desgastada, ¡se desgasta!

CARTA DE UN ABOGADO A LOS MEDICOS

Diario El Cronista, por el Dr. Marcos R. Llambrias

Sobre el “Suicida altruista”

Ha tomado estado público la pesadilla que causa desvelos, cuando no infartos, a muchos miembros de la comunidad médica. Los juicios por mala praxis se han convertido en un provechoso recurso de subsistencia para muchos abogados ávidos de litigio, conocedores de las falencias del sistema.

Los títeres del arte de curar, marionetas de obras sociales, hospitales y sistemas prepagos de atención médica trabajan donde y como pueden. Su responsabilidad social hace funcionar las instituciones y su irresponsabilidad personal los lleva a exponerse inútilmente.

El día en que ellos, verdaderos médicos por vocación, dejen de pensar tanto en el paciente, en su capacitación profesional a cualquier costo, en las 

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Meu corpo está silencioso, nunca minha alma esteve tão quieta. Minhas mãos se lançam ao alto como quem procura outro na escuridão, tateio as esferas do infinito e ouço o sussurro dos imortais. Fecho os olhos para navegar completamente. No coração um incêndio inescrupuloso, como o beijo de Judas, o grande traidor, enfartando pelas brechas inquietas dos poros desperdiçados. Minha luta é essa ausência monumental, estrondosa como o universo a se expandir loucamente. Não compreendo essa fúria dentro de mim, não me cabe enlouquecer enquanto o mundo se estende como um tapete aos meus pés. Escorrego para o lado de dentro à procura da alma desperta para poder conceber alguma voz a esse silêncio que incomoda.

Ludmila B.