in the caul

Levante essas pétalas, endireite seu caule. Não se deixe enraizar nesse solo pobre de afeto e rico em desamores. Deixe que seus ramos sigam o Sol, siga a felicidade, siga seus sonhos. Um ser autotrófico também produz o seu próprio amor. Se ame mais a cada troca gasosa do seu dia. O amor próprio nos fortalece e nos mostra que pra ser feliz só precisamos de nós mesmos.
—  José Neto.
  • Emma: If you want to destroy Peculiardom, you’ll have to go through me.
  • Jacob: And me.
  • Caul: Is this a joke? I will not be threatened, especially by two children.
  • Millard: You’re not just dealing with those two.
  • Hugh: You’re dealing with all of us.
  • Enoch: Except me.
  • Hugh: Except Enoch.
  • Enoch: I don’t care what happens.
Poeira estelar

Meu coração aterrissa nos desconhecidos
sem temer catástrofes colaterais,
porque o que há em mim é sobretudo intensidade.
Sem meios termos e nem meias verdades
eu me entrego
na invenção do acaso.
Me perco no universo alheio e vou embora sem deixar rastros cósmicos.

**All the Peculiar Children have just been captured by Caul and are locked in a cell, Horace awakens from a vision**

Horace: Friends, I know what will save us from our wretched circumstances!

Claire: lol wut

Horace: All we need is for Miss Peregrine to smuggle it to us.

Everyone: Well what is it?!?

Horace: Our secret weapon is knitting needles!

Enoch: We’re all literally going to die.

eu criei uma forma de morrer
que é só minha.
eu formei crateras onde
minha alma tomava forma.
em um instante de lucidez
o meu desajuste acorda.

eu criei uma forma de morrer
que é só minha.

escrevi calamidades nas paredes
do meu ser.
muros.
de quantos muros podemos ser feitos?
de quantas realidades nossos sonhos se bastam?

de quantos sonhos a realidade é feita?

peculiar aesthetics (17/?) - Jack “Caul” Bentham

“Don’t you see how they’ve reduced us? Are you not ashamed? Do you have any idea of the power that’s rightfully ours? Don’t you feel the blood of giants in your veins?” He was losing his cool now, going red in the face. “We aren’t trying to eradicate peculiardom - we’re trying to save it!”

20 Things I to see in the new series:

1) The children going to Public school

2) THE CHILDREN BEING SENT TO THE PRINCIPAL’S OFFICE FOR SOMETHING PECULIAR AND MISS P HAS TO COME TO THE SCHOOL FOR A MEETING

3) The peculiar kids and MISS P in modern clothing

4) Jacob’s pet hollow makes an appearance as a strange family pet

5) Alma leading the council of Ymbrynes like a boss

6) The TWINSSSSSS. I will take the movie twins or Peter-and-Joel. Please.

7) Closure for Fiona!!!!!

8) Horace loving modern day fashion

9) A NEW bad guy….. NOT CAUL. Miss P has suffered enough.

10) Family moments between the children and Alma.

11) The Children with PHONES

12) Bronwyn love interest????? Millard???? Hugh moving on????? I’m conflicted????????

13) Peculiars vs Peculiars- civil war of sorts instead of Whites

14) Melina??

15) The Children thinking about their future now that they have TIME

16) MILLARD TEACHING THROUGH THE INTERNET WHERE HE DOESN’T HAVE TO BE VISIBLE.

17) Jacob and Emma’s relationship

18) Jacob becoming more and more like one of the peculiar children

19) The children’s and Alma’s confusion about American things. Jacobs responding face-palm

20) Happiness for my babies. They DESERVE IT!!!

Pode nascer em qualquer lugar, no lugar que você menos espera,
de um jeito que você nunca sonhou. Pode surgir do nada e florescer em um segundo, um simples olhar é tudo o que é preciso, para viver dentro de você. Invadindo cada pensamento e cada batida do seu coração. O amor pode te fazer gritar ou te deixar sem palavras. O amor tem mil caules, mas apenas uma flor. Pode surgir sozinho até se tornar poeira, pode partir o seu mundo ou uni-lo para sempre, pode surgir na escuridão, criar sua própria luz. Transformar uma maldição em um beijo, mudar o sentido do seu mundo. O amor não faz sentido, o amor não tem nome. O amor te deixa chorando e incendeia seu coração. O amor não tem medo, o amor não tem razão. O amor nunca está errado e nunca precisa de uma razão. Eu estou me afogando em minhas lágrimas, mas meu coração está incendiando. O amor pode te tornar melhor, pode te mudar lentamente. E dar tudo o que você quer, sem pedir nada em troca. Em um piscar de olhos, na insinuação de um sorriso, na maneira como você diz adeus e toda vez que me encontra.
—  Love Exists.
Quem poderia simplesmente silenciar sobre o silêncio? Trovões espocam mudos no céu acinzentado. Deito no chão sobre folhas enervadas do frágil galho às extremidades de um umedecido e murcho limbo. À medida que a chuva repousa suas gotas quentes sobre minha testa, a vontade é de cavar a terra com as pontas dos dedos em busca de um útero úmido da natureza que me resguarde em cada lampejo de dentro. Ainda não sei por que escrevo se as palavras me desequilibram de sentido. Há um vão de sussurro que se esvai pelas arestas dos ouvidos do tempo. Posso até continuar falando em nome da razão, em nome de certezas que de tão trépidas hão de advir uma loucura subjacente. Posso continuar carregando areia, perdas, pedras, água na concha das mãos, embora qualquer um saiba que é sobre um chão lamacento em que hei de erguer esse meu refúgio desértico. Tudo que agora exponho é muito controverso, indeciso, imaginativo. Não sei até que ponto aquilo que te conto e me reconto é real ou toque no escuro. Tenho a impressão que tudo o que digo e sinto se embaralham em grupos de cartas que não se misturam. Mas que no decorrer do jogo, acabam sendo um pouco previsíveis, acostumadas, assustadiças - uma a uma, jogadas sobre o véu da mentira de uma feiticeira um pouco sábia, um pouco bruxa: não se pode errar o óbvio. Os erros precisam também ser nobres. Quem erra sempre no mesmo ponto não erra: acerta o erro. De que me adiantam esses gritos se os silêncios trotam fremente o ar feito bala engatilhada corrompendo os limites de nossa atmosfera? De que me adiantam todas essas palavras bem estruturadas, se com um único golpe de vida me vejo feito gueixa submissa ao chão colhendo restos de gotejados punhos? Desde que me soube gente, sempre foi calando minha revolta que colhi cactos vermelhos de um coalho sangue a atormentar-me à gengiva dos ossos. Elejo aqui as palavras mais duras que conheço pra salvar-me do inferno de ser eu. Mas não importa que correndo me conduzo cada vez mais longe de casa, se em cada esquina me vejo sempre frente a mesma porta. Não importa se aro a terra com as unhas, se a semeio com substrato íntimo dos meus olhos, se pelas ruas que andei sopro maconha dentro de outras bocas que desandei querendo a tua. Feito fera lambendo a pata depois  de ter devorado o veado. A barba ensopada de sangue. As roupas desabotoadas por palavras promíscuas. Elas desejam que eu as seja, que eu as foda. Mas ausências são os únicos frutos que me crescem além dessas linhas. Impossível arrancar a dor como quem arranca uma trepadeira pelo tronco da vida. Estou dissolvido, não em pedaços. Por isso, já sabe: escorrego, derreto, alago… Sim, amanhã eu ainda serei o blues que deixou de tocar por essas ruas. O afeto reprimido vem pelo o corpo, não se pode irromper o fluxo das águas em que navegamos em desnorteio. Feito planta venenosa, broto virulenta entre os musgos dos meus versos. Lá fora tudo cresce, mas a gente não muda. E se cria tantas vezes por entre jardins sem rosas. Ainda é possível ser inteiro sendo menos que metade das flores que fui ontem? Que tonta travessia. As palavras não são nada. Peixes carnívoros correndo soltos em um rio de lamúrias ainda podem ser um poema. As palavras não são nada. Vai chegar a minha vez de me dar ao ninho do pé. As palavras não são nada. Vou ser fruta colhida pelas mãos do vento. As palavras não são nada… Continuo, pelas beiradas daquilo que me racha ao meio sem atingir o magma. Por isso faço tremer o chão da memória, enfio o dedo seco na garganta das feridas, desobedeço meus pés e caminho descalço sobre restos de brasas de mim e, olha só: tanta erupção de palavra pouca… Talvez, por isso, súbitos silêncios no despedaçar das auroras. Talvez, por isso, murmúrios sentados abraçando as próprias pernas. Talvez, por isso, ventos profusos que enxugam os joelhos nos cabelos das ausências. Talvez, por isso, cílios orvalhados de saliva de quem beija primeiro os olhos dos passarinhos. Cílios não, braços. Olhos não, caules. Línguas não, anêmonas. Raízes. Talvez. Só talvez por isso, a mente disparadora de redescobertas absurdas - as palavras não são nada… Mas quem sabe escrevendo sobre coisas que emagrecem a vida, acariciando-me a pele prematuramente agreste, ela não receba de volta às gargalhadas esse solitário feto de grandes miudezas. Talvez! Mas percebo que único ventre que ainda me aceita é a poesia!
—  Michael Letto