imitando

Ele pousou a mão no vidro, e eu, a minha, e ele fez aquela cara de “estou imitando você”, arregalando os olhos e piscando como se estivéssemos passando por um momento especial. E o mais engraçado foi que, de fato, estávamos, e nós dois sabíamos disso, e por isso nossas bochechas queimavam exatamente com a mesma cor, o vermelho mais brilhante.
—  Nuvens de Ketchup.
Caminaría 34567 pasos,
7 vueltas a la tierra,
comiendo sólo sueños,
bebiendo sólo aire,
siguiendo tus huellas,
tomando fotos de todo,
imitando a las aves,
nadando pegada a la orilla,
y corriendo en carretera
si tú estuvieras del otro lado…
Con los brazos abiertos
para esperarme…
—  Clara Ajc
dailymotion

EU DOU UM 3 PRA ESSA IMITAÇÃO AI 😂

Eu gosto de você. Não porque eu não to fazendo nada e quero alguém pra conversar ou por causa da carência que tá batendo forte. Eu gosto de você mesmo. E pode ler dando ênfase no final da frase e imitando minha vozinha chata. É mesmo, mesmo. De sentir o coração acelerar e a boca ficar seca e morrer de vontade de morar no seu abraço. Eu gosto de você, sei lá porquê. E pode ser que a gente não de certo e mais pra frente cada um vá pra um lado, mas agora eu quero ficar aqui, quero te fazer de abrigo e me mudar pra dentro do seu peito. Amanhã a gente pensa no resto. Hoje só se preocupa em rir desse meu jeito sem jeito de confessar que eu to gostando de você. E é pra valer.
—  Gabriela Freitas

Anônimo: Mari, você pode fazer um imagine com o Harry, que ele e a S/N brigam no supermercado, pq o Harry ajudou uma moça a pegar algo que está no alto da prateleira, só que ele não só ajudou, ele da uma secada nela, e a S/N vê, e ele tenta se justificar, fala que foi sem querer, as pessoas ficam olhando os dois brigarem. (você pode criar um final para a história) 😉

— Pegamos tudo ? — perguntei avaliando aquele carrinho repleto de coisas 

— Falta o principal — ele sorriu sacana 

— O que ? — perguntei conferindo a lista — de acordo com a lista parece que pegamos tudo 

— Camisinha, meu amor — ele riu e passou por mim, indo até a prateleira de camisinhas 

Peguei mais alguns chocolates e algumas coisas que faltavam e finalmente avistei Harry voltando com vários pacotinhos de alumínio em mãos. 

— Meu Deus, Harry — disse boquiaberta com aquela quantidade 

— Eu sei que vamos usar todas! — piscou e deu um beijo na minha bochecha 

Ele começou a empurrar o carinho se dirigindo até o caixa, quando se deparou com uma mulher na ponta do pé sofrendo para conseguir pegar um condicionador. 

— Quer ajuda ? — ele perguntou e eu senti meu sangue ferver. 

— Vou aceitar — a mulher respondeu dando um sorriso exibido para o meu Harry. 

— Prontinho — ele sorriu entregando o condicionador 

— Muito obrigada 

Ela colocou no carrinho e saiu dali enquanto Harry ficou babando no corpo da mulher, ele nem ao menos disfarçava o quanto estava secando aquela piranha  

— O que foi amor ? 

— Quer ajuda ? -revirei os olhos imitando a forma que ele falou com ela 

— Eu não acredito nisso — ele riu 

- Você sabe como eu odeio quando você tem contato com outras mulheres 

Harry sempre teve fama de mulherengo e por mais que ele jurasse ser fiel a mim, eu ainda tinha o pé atras. Ele não podia ver um rabo de saia que já ia se engraçar e isso me irritava muito. 

— Ela estava precisando de ajuda 

— Ajuda ? Harry o corredor está cheio de gente — berrei atraindo os olhares de todos que estavam ali naquele corredor, que para variar estava lotado — Se ela realmente precisasse ela iria pedir para qualquer um que está aqui. 

— Eu evitei que ela pedisse, oferecendo a minha ajuda. 

— Eu não estou acreditando no que estou ouvindo. Você comeu ela com o olho, Harry 

— Foi sem querer… Fala baixo, amor

— Harry para de levar isso numa boa, você secou uma mulher na minha frente e acha que está tudo bem ? Vai lá usar essas camisinhas que comprou com ela!  

— Eu juro que não percebi para onde estava olhando… Se acalma, esta todo mundo olhando para gente — ele passou os olhos por todo corredor observando o olhar atento daquelas pessoas para nossa discussão — Para com isso. 

— Que droga — abaixei a cabeça sentindo a raiva diminuir

— Calma — ele se aproximou de mim — Você sabe que eu jamais te trairia, não tem porquê ter esse ciúme todo. 

— Mas a forma que você olhou para ela dizia o contrário disso… 

— Desculpa, eu reconheço que errei. Agora para com isso, por favor… 

— Ai Harry — eu não resistia aquele homem

Seus braços tatuados me envolveram em um abraço, e suas mãos faziam carinho nas minhas costas em meio a um corredor de supermercado. 

— Tudo bem ? — ele perguntou me encarando e colocando uma mecha do meu cabelo atras da orelha 

— Você vai levar as compras sozinho — fiz bico 

— Eu levo. Birrenta! 

Saímos daquele corredor como se nada tivesse acontecido e os olhares das pessoas para nós era inevitável.

Deixa que seja uma criança
a inclinar a tarde.
Dizem que é verão: não acredites.
O verão tem os pés iluminados pela lua,
o verão tem os nomes todos do mar,
não é o deserto
da cama aberta ao frio,
o prazer imitando a neve.
O que se vê daqui não é a dança
da claridade com o trigo,
o rio onde os cavalos bebem
a tarde a chegar ao fim.

Deixa que seja uma criança.

Eugénio de Andrade

Harry Styles. (Parte 2; Final)

Essa é a segunda parte do último imagine, espero que gostem. Eu amei! 

Créditos: harry-writings.

Boa leitura!


     Um mês após o encontro de S/N com Gemma, ela não foi vista novamente. Tinha cortado laços com Harry e sua família, o que significa que ela começou a tomar empréstimos e trabalhar todos os dias para pagar a sua universidade. Harry não tinha absolutamente nenhum acesso a ela. Ele não esperava que seus últimos momentos com S/N  fosse em uma viagem de carro de três horas, onde o silêncio matava ele aos poucos e o amor de sua vida nem sequer o encarava. A memória ainda o assombra em seu sono e mesmo quando está acordado, deitado em sua cama com um copo cheio de bourbon às 4 da manhã ele ainda chorava.

     Ele mudou desde então, cada pedaço dele estava quebrado. Ele questionava sua razão de viver. Com o término de sua carreira e seus amigos ocupados gerenciando negócios e vivendo suas vidas, a única coisa que mantinha Harry em movimento havia desaparecido, e não mostrava nenhum sinal de retorno. Ele viu um futuro com S/N, um novo começo e um fim com ela, e agora que acabou, ele sente que seu futuro se tornou inexistente.

     Gemma também não ouviu falar de Harry desde aquela noite, ela tentou várias vezes explicar-se, mas ele simplesmente a ignorou, culpando-a por arruinar sua vida. Ela não sabia exatamente o que pensar, ela acreditava que o que tinha feito foi para protegê-lo, mas ela começou a duvidar de si mesma quando Anne disse que ele só ficava em sua casa com quantidades excessivas de álcool. Ela esperava que uma parte dele percebesse que ela estava certa e que encontrasse uma mulher, mas ela sabia que era altamente improvável que isso acontecesse. Ela estava frustrada, não só com Harry, mas com ela mesma.

 “Você e Harry precisam falar sobre o que aconteceu.” Anne exigiu através do telefone.

     Gemma rola os olhos, soltando um leve gemido.

 “Mãe, se ele quer me culpar, pode se divertir fazendo isso. No entanto, não há uma coisa que eu tenha feito de errado e eu não vou apenas sentar aqui e…”

 “Eu nunca vi seu irmão tão deprimido na vida.” Anne sussurra, um ligeiro tremor em sua voz enquanto ela fala. “Ele não está bem, mentalmente, pelo menos.”

     Anne solta um suspiro quase inaudível: “Gemma, não me importo com suas intenções, mas o resultado do que você fez foi matá-lo.”

     Gemma suspira, apoiando o cotovelo no balcão da cozinha, colocando a palma da mão na testa.

 “Eu não estou dizendo que você é uma má pessoa, mas por favor, meu amor, conserte isso.”

 “Mas, eu…”

 “Eles levaram três horas para vê-la, só para você deliberadamente envergonhá-la na frente de seu namorado.”

     O tom de Anne tornou-se repentinamente áspero, não tolerando a luta que Gemma tem levantado constantemente sempre que discutiram a situação.

 “Eu entendo que você estava tentando proteger seu irmão, mas isso não é sobre você. Eu não vou te dizer novamente, vá falar com Harry sobre isso antes que perca seu irmão para sempre.”

     Anne desliga o telefone sem ao menos esperar por uma resposta, e Gemma suspira, antes de pressionar sua testa contra o balcão da cozinha. Ela sabe que tem que falar com Harry sobre isso, mas uma parte dela ainda sente que não pode permitir que Harry fique com S/N. É como se seus instintos de irmã mais velha tivessem vindo a tona, ela não quer vê-lo ferido por causa de S/N, mas no fundo sabia que era ela quem o estava machucando.

     Ela geme para si mesma, pegando as chaves do carro do balcão. “Acho que vou ter que consertar isso.”


     Harry decide que é uma boa noite para sair. Um novo bar abriu não muito longe de sua casa, e ele sente que é a hora de menos, triste sair de seu quarto.

      Claro que ele estava bêbado antes de sua chegada ao bar, e ele foi sozinho, mas isso não mudou o fato de que esta é a maior ação que ele fez desde que S/N o deixou.

 “Uma dose de vodka, por favor.” Ele pede, lutando para se sentar no banco do bar corretamente.

     O bartender o entrega sua bebida, que ele toma de uma só vez. Ele nunca foi desses que tenta resolver seus problemas com álcool, aprendeu a superá-los e a nunca olhar para trás. Mas isso? Isso é diferente. O álcool é sua única maneira de ficar entorpecido, uma tentativa de escapar de sua horrível realidade.

     Se há uma coisa que ele aprendeu, é que o álcool realmente a torna pior. Ele o entorpece, mas em segundos S/N entra em sua mente, não há maneiras de tirá-la. Pelo menos quando sóbrio, ele pode cozinhar, ouvir música, ler ou escrever para distrair-se dos pensamentos que levam a ela, mas uma vez que o álcool está em seu organismo, S/N se prende à sua consciência. E de algum modo doentio e tortuoso, Harry adora.

     Ele leva sua bebida até seus lábios, olhando ao redor do ambiente encontrando um amigo que ele não via a tempo. Ele quase desiste de suas tentativas de encontrar companhia quando, de repente, ele vê uma mulher misteriosa do outro lado do bar; talvez seja a intoxicação trazendo ilusão ao seu cérebro, mas ela se parece muito com sua S/N. Ele não pode parar de olhar para ela, ela lembrava tanto S/N. A forma como seu cabelo fluía naturalmente em seus seios, e como ela movia seu corpo quase perfeitamente como S/N. Ele poderia jurar que ela está segurando a mesma bebida que S/N sempre pede, e seus lábios são coloridos com uma cor que lembra-lhe tanto o batom favorito dela. Não era ela, esta não é sua mulher, mas é quase como se aquela garota estivesse a imitando.

     Depois de vê-la, tudo se tornou um borrão. Ele se lembra de ter se aproximado dela, mas não se lembra de nenhuma conversa que possam ter tido. Tudo o que ele pode lembrar depois foi de deixá-la beijá-lo e perguntar a ela se ela queria sair com ele. E agora, ele está com ela em sua cama. Suas mãos perambulando por seu corpo, a língua lutando contra a sua. Ele agressivamente segura seus quadris para baixo, apertando as pontas de seus dedos em sua bunda. Ela geme em seu beijo, mordendo seu lábio inferior enquanto suas mãos deslizam debaixo de sua camisa. Ela tira a camisa do corpo dele, Harry ofega antes de voltar para beijá-la mais. Seus lábios percorrem seu pescoço, mordiscando sua pele, sugando sua mandíbula.

     Suas mãos viajam para suas pernas, engatando-as para que elas possam se agarrar à sua cintura. Ele põe suas mãos acima de sua cabeça, onde ela deixa escapar uma pequena risada enquanto ele faz isso. Seus lábios descem até seu peito, seus quadris se movem contra os dela, a fricção quente contra sua pele. Ele morde seu ombro, suas mãos agarradas em sua camisa, pronta para descartá-la de seu corpo.

 “Harry.” ela sussurra, unhas suavemente raspando suas costas.

     A voz que sussurrava seu nome o faz entrar em contato com a realidade. Isso não é certo, ela não é S/N. Como ele poderia estar tocando outra mulher assim? Ele nem se sente bem. Sua pele não é tão macia quanto a de S/N. Seu cabelo não é tão leve como S/N, e a maneira que ela se move contra ele não é tão fácil e magnética como era com S/N. Sua voz não faz seu coração acelerar e seu toque não arrepia seu corpo como S/N fazia.

     Harry rapidamente a empurra para longe.

 “Não!” Ele rosna.

     A mulher salta da cama, seu rosto contorcido em confusão, enquanto ele começa a colocar agressivamente sua camisa de volta. Ele já estava chorando, suas mãos esfregando seu rosto enquanto ele continua sussurrando. “Você não é ela. Não é.”

 “Que merda?” Ela grita.

 “Você precisa ir.” Harry chora, seu corpo como uma bomba relógio, pronto para explodir no segundo em que ela sair pela porta.

     Ele pega um copo em sua mesa de cabeceira, despejando bourbon de uma garrafa deixada lá, seria mais acessível quando quisesse ficar entorpecido.

     Como ele poderia fazer isso? Ele nunca imaginou ser tão íntimo com outra mulher. S/N foi a única com quem ele já se sentiu confortável, expondo partes dele que ninguém mais sabia que existiam. Ele pode ser famoso, mas nunca foi capaz de encontrar mulheres com as quais ele se sentia estável. Para ele, elas eram temporárias, apenas para manter algum tipo de consistência em seu estilo de vida agitado. Mas ele nunca sentiu amor, nunca sentiu uma conexão com elas, não até que conheceu S/N. Ela descobriu partes dele que ninguém mais teve tempo de descobrir. Ele nunca se sentiu tão vivo do jeito que ela fez ele se sentir, e agora era como se seu trabalho e o mundo inteiro que ele conhecia não significasse absolutamente nada sem ela.

 “O quê?” A mulher perguntou novamente, sentando-se ao pé de sua cama.

 “Por favor, apenas saia.” Harry gritou, ele jogou seu copo cheio de bourbon na parede do quarto.

     A mulher se encolheu enquanto os pedaços de vidro quebrado caiam no chão, recolhendo rapidamente seus pertences antes de sair pela porta do quarto. Enquanto se apressava a descer as escadas, tentando consertar-se, seu corpo se choca em outro.

 “O quê”

 “D-desculpe.” ela gagueja. “Desculpe.”

     Gemma vira a cabeça para ver a misteriosa mulher sair pela porta, suas sobrancelhas franzem-se em confusão, completamente perdida quanto ao que acabou de acontecer.

 “Harry?” Ela chama.

     A única resposta que ela recebe é sons de objetos sendo jogados pelo bêbados Harry. Seus olhos se arregalam, apressando-se para chegar onde Harry está. Quando ela chega ao quarto dele, Harry está tirando os lençóis do colchão. Os travesseiros já tinham sido jogados no chão, os edredons em seus pés. Ele está murmurando para si mesmo, silenciosamente, se xingava enquanto se afoga em soluços desumanos. A boca de Gemma permanece aberta quando ele tira agressivamente o colchão da cama, gritando enquanto o faz. Este não é Harry. Ele é quase um animal, mas em um sentido mais deprimido, como se sua violência fosse derivada de desespero e culpa.

 “Harry!” Gemma grita, rapidamente se aproximando do colchão jogado. “Que porra você está fazendo?”

     Harry observa enquanto ela coloca o colchão de volta no lugar. Era um objeto simples, destinado ao conforto e ao descanso, mas era muito mais para ele. Quase todas as suas lembranças favoritas com S/N aconteceram naquele colchão. Horas de incontáveis ​​piadas, cócegas, e até mesmo estúpidas brigas, que eles mais tarde se desculpariam, entre os lençóis, fazendo amor. Mas e agora? Ele está arruinado. Ele tocou outra mulher lá, fez outra mulher se sentir bem no colchão que era para ele e S/N.

 “Eu deitei aí com outra mulher.” Harry respira, engolindo o choro uma vez que ele termina sua frase. “Eu nem sei o nome dela, Gem. Eu não sei o que eu fiz.”

     Ela olha para ele. Seu rosto está coberto de lágrimas, seus cabelos uma confusão completa, olhos vermelhos e molhados, ele estava tremendo, quase como se tivesse perdido o controle de seu corpo.

 “Harry, está tudo bem. Vocês não estão mais juntos. Você não fez nada de errado.” Gemma diz suavemente, pegando os lençóis que estavam no chão.

     Ela não pode mentir, ela de repente se sente como uma vilã. Ele quase parece morto enquanto olha para a cama sem emoção, Harry é a última pessoa que ela esperaria perder o controle. Ele sempre foi o mais forte da família; quando seus pais se divorciaram, Gemma se sentira tão quebrada. Anne não ficou muito melhor. Harry foi quem as ajudou a superar. Embora sentisse como se seu mundo inteiro estivesse virado de cabeça para baixo, ele permaneceu forte, não apenas para sua família, mas para si mesmo. Isso aconteceu inúmeras vezes ao longo de suas vidas. O que quer que tenha acontecido com ele, Harry sempre foi capaz de enfrentar fortemente, nunca mostrando a ninguém, inclusive a si mesmo, a dor que lhe foi infligida.

 “Como você pode dizer isso?” Harry sussurra, ainda se recusando a olhar para Gemma. “Eu estava em nossa cama com outra mulher. Eu estou errado.”

     Sem saber como responder, Gemma ignora seu comentário, piscando suas lágrimas, rapidamente tirando seu olhar de seu irmão para olhar o vidro quebrado no chão.

 “Você tem sacos plástico para isso?” Ela pergunta calmamente, levantando-se de seu lugar para olhar pelo seu criado-mudo.

 “Armário de roupa.”

     Gemma abriu seu armário, olhando tristemente para a prateleira apenas com roupas de Harry. Elas estão empurradas perfeitamente para um lado, como se ele sentisse que não podia ocupar o espaço de S/N. Aquilo nem sequer parecia certo.

    Ela balançou a cabeça, vasculhando uma caixa no chão. Enquanto pega um saco plástico no fundo, uma pequena caixa de veludo preto cai no chão, bem ao lado de seus pés. O coração de Gemma para no segundo que ela vê, quase com medo do que realmente é.

     Ela hesitantemente pega, abrindo lentamente. Um soluço rasga sua garganta, um anel de noivado de diamante estava ali. Brilhava contra as luzes escurecidas no quarto de Harry, fazendo o coração de Gemma partir.

 “O que é isso, Harry?” Gemma pergunta.

     Harry não responde, imóvel na mesma posição, olhando para sua cama, gritos silenciosos e palavras de culpa saindo de sua boca enquanto Gemma falava.

 “Harry, o que é isso?” Ela pergunta mais dura desta vez, exigindo a resposta que ela precisava ouvir dele.

     Ele vira a cabeça, olhando tristemente para a caixa, seus lábios apertados com força. Ele fecha os olhos, o excesso de lágrimas escorrendo por suas bochechas, quase desejando não ter lembrado disso. Ele olha para baixo,  levando sua mão até a nuca.

 “Eu ia casar com ela.” Harry sussurra. “ Eu queria casar com ela.”

     Gemma inspira profundamente, seu rosto se contorcendo de culpa enquanto olha para seu irmão como se ele fosse um cachorrinho perdido. Ela sente seu coração quebrar por ele. Não teve a chance de se casar com S/N, e era culpa dela que não pudesse fazer isso. Foi escolha de S/N se separar dele, e honestamente, Gemma não poderia ficar mais feliz quando descobriu que não estavam mais juntos. Ela queria que Harry seguisse em frente e encontrasse uma mulher que o respeitasse e amasse por quem ele era, não por seu dinheiro. Mas quando ela olha para ele agora, sozinho e emocionalmente perturbado, como ela poderia ficar feliz? Ele queria casamento, uma vida e uma família com S/N, e ela acabou completamente com isso. Tirou sua felicidade e o futuro.

 “H-Harry, eu…”

     Suas desculpas são interrompidas pela campainha, fazendo-a suspirar antes de colocar o anel de volta na caixa.

 “Eu vou atender. Apenas tente limpar tudo, por favor.”

      Harry dá um pequeno aceno antes que Gemma desça as escadas, enxugando suas mãos suadas em sua calça antes de ir até a porta. Quando ela abre, sua respiração é tirada diretamente de seus pulmões. S/N estava lá, mexendo nervosamente com os dedos.

     Ela não esperava que Gemma atendesse, mas era exatamente o que ela queria. Desde que tudo aconteceu, S/N sentiu-se culpada por não conversar com Harry. Como ela sentia falta dele, como cada parte dela o desejava todos os dias, como sua pele desejava seu toque, como seus ouvidos ansiavam por sua voz, e seus lábios ansiavam os dele. Nenhuma parte dela era capaz de deixá-lo ir. Ela tentou muitas vezes livrar-se da dor que inevitavelmente tomou conta dela, mas nada poderia ajudá-la. Ela estava impotente, a dor tinha consumido seu todo e fez dela uma mulher sem emoção, incapaz de sentir nada além de dor.

     Ela lamentou tudo. Ele estava disposto a deixar tudo para ficar com ela. Ele lutou por seu relacionamento, e ela não lutou por ele. S/N planejava falar com Gemma, no entanto, ela não achou que isso iria acontecer tão cedo. Ela pretendia resolver as coisas com Harry antes de fazer as pazes com ela, mas parece que ela tem que começar onde queria terminar.

 “S/N…” Gemma expira, quase aliviada.

     S/N ficou chocada quando ouviu Gemma dizer seu nome. Ela normalmente diria isso com tanta repugnância, como se fosse veneno para ela. Mas algo sobre a forma como ela disse isso agora, e a forma como ela olha para ela, realmente a faz acreditar que tudo vai ficar bem.

 “G-Gemma, eu só quero dizer que…”

 “Eu sei.” Gemma interrompe. “Eu sei o que você vai dizer, mas você não tem que fazer isso. Eu te tratei como um nada, S/N, e você nunca mereceu isso. Eu sei que você não está deixando que Harry pague por sua faculdade mais, e isso me faz sentir tão mal. Você trabalha duro, S/N, eu sei. Você trabalha mais do que qualquer um que eu conheça, e eu apenas tirei conclusões precipitadas sobre você.”

 “Gemma, eu…”

 “Deixe-me terminar.” Gemma pedi. “Eu fui tão protetora com meu irmão, porque todas as suas namoradas passadas só estavam com ele por seu dinheiro. Eu nunca fiz nada sobre isso, sabe? Eu só assisti tudo acontecer, e quando ouvi dizer que ele estava namorando alguém de baixa renda, eu só… eu simplesmente senti que tinha que fazer alguma coisa. Agora isso soa tão estúpido, porque sei que você o ama tanto. Você se importou tanto com ele e nossa família que você quebrou seu próprio coração apenas para que ele não tivesse que escolher entre você e eu. Você tem feito tanto por meu irmão, e eu nunca vi isso, eu sinto muito, S/N. Me desculpe.”

     S/N balança a cabeça, um pequeno sorriso escapa de seus lábios junto com um suspiro de alivio.

 “Está tudo bem.” Ela sorri “Eu te entendo.”

     Gemma sorri, olhando para o chão antes de abrir mais a porta.

 “Harry está lá em cima. Você pode entrar, vou deixá-los sozinhos.”

     S/N sorri, resmungando um pequeno ‘Obrigada’, enquanto abraça Gemma pela primeira vez antes de subir os degraus.

 “Harry?” Ela chama quando chega à porta do quarto.

     Ela o vê parado no mesmo lugar, rígido, lágrimas continuamente rolando por suas bochechas. Ele não estava como ela se lembrava. Não há brilho nele, não há vida dentro dele. Não há nenhum pedaço do Harry que ela conhecia dentro daquele homem, em vez disso, tudo que ela vê é um homem quebrado, com sua alma completamente tirada dele.

     Seus olhos olham para ela, e ele jura que seus joelhos quase vão para o chão.

 “S/N” Ele sussurra.

 “Hey.” ela diz suavemente, caminhando lentamente em direção a ele, certificando-se de não pisar no vidro que ainda estava no chão. “Queria falar com você.”

     Ela se move para se sentar na cama, mas Harry é rápido para agarrar em seu braço antes que ela possa faze-lo.

 “Não, não se sente aí.” Ele implora suavemente, balançando a cabeça. “Eu estive com uma mulher ali, mas não fizemos nada além de alguns beijos e eu sei que isso não faz diferença, e eu sinto muito, S/N, mas eu estava bêbado e eu estava tentando me recuperar de tudo isso, mas não estava funcionando, e eu sinto muito, mas não posso vê-la sentar lá agora.”

     S/N permite que algumas lágrimas caem de seus olhos, mas ela não pode culpá-lo por isso. Doía tremendamente saber que ele estava com outra garota antes dela vir aqui, mas o que mais ela esperava? Quando ela se foi, ela queria que ele seguisse em frente e encontrasse outra pessoa. Ela foi quem terminou tudo, ela queria que ele encontrasse alguém digno para a aceitação de sua família. Ela não podia culpá-lo, não importava o quanto doesse.

 “Está tudo bem, Harry.” ela sussurra, colocando sua mão suavemente contra sua bochecha, “Eu entendo, está tudo bem.”

     Ele deixa escapar uma respiração trêmula, balançando a cabeça suavemente, uma de suas mãos estendida para segurar a dela.

 “Eu sinto muito por não ter lutado por nós.” Ela diz. “Eu apenas saí sem nos dar nenhuma chance. Você é o amor da minha vida e eu nem lutei por você. Eu fiz isso porque te amo, e eu não poderia ser a única a ficar entre o seu relacionamento com Gemma. Ela é sua irmã, e não importa o quanto eu te amo, eu não posso ser egoísta com você. Eu tive que deixar você ir para que você possa ter sua família.”

 “Oh, baby.” Harry solta, puxando-a contra seu corpo.

     Sua testa pressionada contra a dela, seus braços envoltos com segurança em torno de sua cintura. Ambos estão chorando.

 “Eu sei, querida, eu sei. Eu simplesmente não posso viver sem você. Você é meu tudo, você sabe disso? Meu dinheiro, minha imagem, minha vida não significam nada sem você. Eu daria tudo isso para você.”

     S/N acena, soluçando com suas palavras. Ele ergue a cabeça dela, seu polegar enxugando suas lágrimas antes de pressionar seus lábios contra os dele. Eles se beijam com fome, morrendo de vontade pelo tempo distante. Cada pedaço de seus corpos como ímãs, atraídos um para o outro quanto mais perto eles ficavam.

 “Tenho que te perguntar uma coisa, amor.” Harry diz entre beijos, separando-se de seus lábios e descansando sua testa contra a dela, sua respiração áspera espalhando-se em seu rosto.

     Seus olhos se fecham suavemente enquanto ela acena, mordendo seu lábio, ela tenta recuperar o fôlego entre seus beijos febris.

     Harry toma um fôlego de preparação antes de se ajoelhar sobre um joelho, ambas as mãos dele tomando as dela e correndo seus polegares em seus nós dos dedos.

     S/N suspira, olhos lacrimejantes olhando fixamente ele enquanto começa a processar o que estava acontecendo. Ela sabia que eles iriam se casar um dia, no entanto, ela começou a duvidar de seus maiores sonhos, uma vez que eles terminaram.

     Mas saber que tudo está voltando ao que era faz seu coração acelerar. Isso é o que ela estava esperando, tudo o que ela estava querendo desde o momento em que ela se apaixonou por Harry.

     E tudo está acontecendo no momento em que ambos precisam mais.

 “Amor…” Ela sussurra, passando as mãos pelo cabelo dele. Seu lábio inferior começa a tremer enquanto lágrimas de excitação começam a cair por suas bochechas.

     Harry aperta suas coxas em suas mãos enquanto olha amorosamente em seus olhos.

 “S/N. No momento em que te conheci, sabia que queria passar o resto da minha vida contigo. Você é o amor da minha vida, e você sabe. Você me completa e me inspira a ser um homem melhor a cada dia. E quando você me deixou, eu jurei para mim mesmo que se você decidisse voltar para mim, eu faria tudo ao meu alcance para mantê-la ao meu lado. Então querida, você quer se casar comigo?”

     A mão de S/N cobre sua boca enquanto tenta suprimir um soluço, seus olhos apertando fechados.

 “Sim!” Ela quase grita. “Deus, Harry, sim!”

     O rosto de Harry quebra em um sorriso, saltando de seus joelhos antes de erguer S/N em seus braços. Ambos riam, compartilhando o mais doces dos beijos e chorando juntos enquanto imaginavam o que o futuro estava guardando para eles.

La prehistoria del vínculo: el deseo de tener un hijo

Para todos los que se convierten en padres, en el momento del nacimiento se juntan tres bebés. El hijo imaginario de sus sueños y fantasías y el feto invisible pero real, cuyos ritmos y personalidad particulares se han estado volviendo crecientemente evidentes desde hace varios meses, se fusionan con el recién nacido real que ahora pueden ver, oír y, finalmente, tomar en sus brazos. El vínculo con un recién nacido se construye sobre relaciones previas con un hijo imaginario y con el feto en desarrollo que ha formado parte del mundo de los padres durante nueve meses.

Con el fin de comprender las interacciones “más tempranas” entre el progenitor y el hijo, debemos retroceder por un instante para examinar estas relaciones aún más tempranas. Las fuerzas, biológicas y ambientales, que llevan a hombres y mujeres a desear tener hijos, y las fantasías que estos deseos suscitan, pueden considerarse como la prehistoria del vínculo.


EL DESEO DE TENER UN HIJO

El deseo de una mujer de tener un hijo es producto de muchos motivos e impulsos diferentes. En cualquier mujer en particular sería imposible discernir todos y cada uno de los factores que intervienen. Pero con el fin de dar una idea de la fuerza y la complejidad de ese deseo, y de ayudar a comprender la turbulencia del embarazo, intentaremos identificar algunos de los más importantes de estos factores. Entre ellos se cuentan la identificación, la satisfacción de diversas necesidades narcisistas y los intentos de recrear viejos lazos en la nueva relación con el hijo.


1. Identificación. Todas las mujeres han experimentado alguna forma de cuidado materno. Cuando una niña recibe cuidados, es probable que conciba la fantasía de convertirse en la persona que cuida, en lugar de la que es cuidada. A medida que desarrolle su propia autonomía, comenzará a asumir las posturas de las mujeres cercanas a ella. Aprenderá por imitación cómo se comportan las figuras maternas. Los que la rodean probablemente se deleiten con sus imitaciones, por lo que las reforzarán y fortalecerán su identificación inconsciente con la madre y las figuras maternales.

A principios de su segundo año de vida, la niña abrazará con ternura un muñeco o un animalito de juguete. Sostendrá al “bebé" cerca de su pecho izquierdo, con aire solícito, como lo hacía su madre. Al tenerlo en sus brazos, lo mecerá con delicadeza, lo mirará con dulzura y con expresión receptiva, y le hablará con voz arrulladora, como si esperara que el muñeco le fuera a devolver la mirada y los arrullos. Cuando la niña deambula con “su bebé”, se hace más alta. Su porte se vuelve más adulto y sus pasos más seguros. Los pies de la niña generalmente están muy separados y se mueven en forma tentativa en las ocasiones en que está explorando su mundo, pero cuando toma en brazos a su amado juguete, se convierte en la persona adulta que está imitando. Sus gestos, sus ritmos, su conducta facial y vocal, no le podrían haber sido enseñados. Los ha absorbido por imitación, a través de sus propias experiencias de ser abrazada y mecida y a través de la identificación con su madre o con otras figuras maternas con las que ha estado en contacto. No es ninguna casualidad que esta conducta se manifieste principalmente en su segundo año de vida, coincidiendo con su impulso hacia la autonomía. A medida que su necesidad de independencia se alterna con su deseo de ser tratada como un bebé, la niña representa cada uno de estos roles: el de la madre independiente y el del bebé desvalido. Cuando se le pregunta cómo se llama el “bebé” que tiene en brazos, lo más probable es que le dé su propio nombre. Al avanzar en su segundo y tercer año de vida, las palabras que utilice para referirse al bebé expresarán las ambivalencias de su identidad en desarrollo: en cierto momento, el “bebé bueno" que ella quiere ser, y en otro momento, el “bebé malo” que también quiere ser. A medida que evoluciona su identidad, el juego con el bebé pone en evidencia que la niña está incorporando partes importantes de su madre.

A los cinco o seis años, es posible que la niña comience en ocasiones a negar este rol maternal. Puede empezar a identificarse con ciertas conductas más masculinas, a repudiar todo deseo de jugar con muñecas o con un “bebé” y a preferir jugar con cochecitos o trepar. En nuestra sociedad actual, con su tendencia hacia el tratamiento unisexual de los niños pequeños, es posible que nos encontremos con niñas que sólo usan pantalones o que, delante de otras personas, caminan con el porte “a lo macho” que suelen adoptar los niños pequeños. Pero el juego maternal suele reaparecer cuando la niña está sola con otras niñas o con su madre.


2. El deseo de ser completa y omnipotente. Entre los motivos narcisistas que fomentan el deseo de tener un hijo se cuentan el deseo de conservar una imagen idealizada de una misma como persona completa y omnipotente, el deseo de duplicarse o reflejarse y el deseo de cumplir los propios ideales. Usamos el término “narcisista” para referirnos a esta actividad de desarrollar y mantener una autoimagen, y también al grado de empeño en dar esa imagen. La actividad narcisista se expresa en la vida psíquica a través de fantasías, entre las cuales está la fantasía de ser completo y omnipotente. Uno de los postulados básicos de la teoría psicoanalítica del narcisismo es que existe una tendencia a gratificar estas fantasías de integridad y omnipotencia, y que sobre la base de esta gratificación se construye el sentido definitivo de sí-mismo de un ser humano. Esta tendencia estará en continua interacción con otras tendencias opuestas, como el deseo de relaciones con objetos, en las que éstos representan esencialmente lo que no es el sí-mismo y lo que está separado de éste. La necesidad de ser omnipotente también está en conflicto con los impulsos sexuales, con la necesidad de recibir estímulo por parte de otros y con el reconocimiento de la realidad, dado que necesitamos a otros para satisfacer nuestras necesidades y que constantemente nos vemos obligados a afrontar nuestras insuficiencias y el hecho de ser incompletos. Estas fuerzas opuestas crean conflictos que sólo pueden resolverse por la vía de la transigencia. Los tipos de transigencia en cuestión vendrán determinados por las opciones en materia de empeño, de objetos de amor, de intereses y de búsquedas. De este modo, el conflicto es una fuerza fundamental para el desarrollo, al crear oportunidades para encontrar nuevas relaciones, nuevas funciones y nuevas soluciones (ya sean normales o patológicas).

El deseo de ser completa es satisfecho tanto por medio del embarazo como de un hijo. En algunas mujeres predomina el deseo de estar embarazada: el embarazo ofrece una oportunidad de ser plena, de ser completa, de experimentar su cuerpo como potente y productivo. El embarazo contrarresta la sensación de vacío y la preocupación de que el cuerpo sea incompleto. Este deseo del embarazo se advierte ya en el juego de los niños de corta edad. Niñas y varones procuran simular un embarazo abultando su abdomen con una almohada o haciendo sobresalir su vientre. El dolor de barriga, la retención fecal o ciertas dificultades en la función gastrointestinal pueden ser una parte inconsciente pero conectada a esta identificación con el rol adulto del embarazo.

El deseo narcisista de completarse una misma a través de un hijo es más diferenciado: la madre contemplará al hijo deseado ante todo como una extensión de su propio sí-mismo, como un apéndice a su cuerpo; la niña realza su imagen corporal, dándole una dimensión adicional que puede ser exhibida con orgullo.


3. El deseo de fusión y unidad con otro. Junto con el deseo de ser completa está la fantasía de la simbiosis, de la fusión de una misma y el hijo. Y junto con este deseo de unidad con el hijo está el deseo de volver a la unidad con la propia madre de una. Este deseo es una fase vital del desarrollo normal, una fantasía fundamental para el mantenimiento de la autoestima y una parte importante de la vida amorosa adulta. La oportunidad de gratificar esas fantasías de simbiosis durante el embarazo lo convierte en un período propicio para soñar y para solazarse con fantasías de unión. Después del parto, el desarrollo y el mantenimiento de actitudes maternales de vínculo dependen de que la mujer recobre estas fantasías de unidad con su propia madre. El futuro hijo encierra la promesa de una relación estrecha, del cumplimiento de las fantasías infantiles.


4. El deseo de reflejarse en el hijo. Reflejarse es una dimensión fundamental del narcisismo, del desarrollo y mantenimiento de una autoimagen sana. Uno tiende a amar su propia imagen reproducida. El deseo de una mujer de tener un hijo seguramente incluirá la esperanza de que ella habrá de duplicarse. Esta esperanza mantiene viva una sensación de inmortalidad: el hijo representa una promesa de continuación, una encarnación de estos valores. Se ve al hijo como el siguiente eslabón de una larga cadena que une a cada progenitor con sus propios padres y antepasados. La fuerza de esta filiación crea infinitas expectativas: el hijo será portador de los rasgos de la familia, del apellido de la familia; es posible que asuma una profesión que caracteriza a la familia, o el nombre de un antepasado famoso. Los numerosos rituales en torno al nacimiento, como el bautismo y otras tradiciones, fortalecen este poderoso y necesario sentimiento de identidad entre los hijos y sus familias.

El término “reflejar” se ha empleado por lo general para describir una función vital de la madre: la de proporcionarle al bebé una imagen de su propio sí-mismo. Los bebés ven en el rostro de su madre los efectos de su propia conducta, aprendiendo así algo sobre ellos mismos (Winnicott). Aquí usamos la palabra “reflejar” para referirnos al sueño de la mujer de tener un bebé que corresponda a su ideal a la perfección, que duplique el sí-mismo ideal de ella y que le haga saber lo satisfactoria que es como madre. Todo temor de tener un bebé imperfecto amenaza esta autoimagen y debe ser repudiado. El deseo de tener un hijo incluye el deseo de ver reflejadas en el hijo las marcas de la propia creatividad y de la capacidad de la mujer de ser madre.


5. Cumplimiento de ideales y oportunidades perdidos. Los progenitores imaginan que su futuro hijo tendrá éxito en todo aquello en que ellos fracasaron. Por más jóvenes que sean, en el momento en que conciben un hijo los progenitores afrontan limitaciones y la necesidad de transigir. Saben que no pueden concretar todos los sueños de poder, belleza y fuerza que acariciaron en su niñez. Los adultos jóvenes deben afrontar el reconocimiento de que son mortales, tienen opciones y capacidades limitadas y están comprometidos con una carrera y una elección de vida particulares.

El futuro hijo representa, pues, una oportunidad de superar esta serie de transigencias y limitaciones. El hijo imaginario entraña el ideal del yo del progenitor. Será un dechado de perfección. Llevará adelante la ardua búsqueda de omnipotencia. El futuro hijo es no sólo una extensión del cuerpo de la madre, sino una extensión de lo que Kohut (1977) denominó la autoimagen grandiosa de ella. El hijo de fantasía, por lo tanto, debe ser perfecto; debe concretar todo el potencial latente en los progenitores.

Las pruebas de estos deseos abundan, tanto en la experiencia cotidiana como en los consultorios de los psiquiatras de niños. Los progenitores ponen mucho afán en el aspecto físico del hijo, en su desempeño motor y, más tarde, en su rendimiento escolar. Los valores que han sido altamente preciados por los progenitores pueden convertirse en una “obligación” para el hijo. Cuanto más han fracasado los padres, tanto más han de presionar al hijo para que tenga éxito. Si la madre desea ser más independiente, su niño tendrá que ser autónomo. Si el padre cree ser una persona poco instruida, su hijo tendrá que ir a la universidad. Por más oculto y grandioso que sea el deseo, el futuro hijo tendrá la misión de cumplirlo. La contrapartida de esta grandiosidad es el inevitable temor de que el bebé resulte un fracaso. Este temor, también, debe ser reprimido, porque amenaza confirmar una vez más los fracasos de los propios progenitores.

Así como es fácil advertir que estos deseos narcisistas pueden interferir más adelante el desarrollo del niño, es vital entender que también son indispensables. Estos deseos preparan a la madre para el vínculo: ella debe ver a su hijo como algo único, como un potencial redentor de esperanzas perdidas y como un ser con pleno poder para cumplir sus deseos. ¿De qué otro modo podría desarrollar el sentimiento de que su bebé es la cosa más preciosa en su vida, digna de toda su atención? ¿De qué otro modo podría desarrollar lo que Winnicott ha denominado la “preocupación maternal primaria”, compuesta de un estado de absoluto altruismo y autodenigración que en otras circunstancias resultaría totalmente inaceptable?

La madre puede dejar de lado por completo sus propias necesidades narcisistas después del parto porque ahora están depositadas en el bebé. Puede desatenderlas en ella misma, porque su hijo las gratificará todas más adelante. Las madres pueden tolerar el tremendo egoísmo de los bebés porque, al cuidarlos, están satisfaciendo en forma vicaria sus propias necesidades y deseos egoístas. Cuanto más logre darse la madre a su futuro hijo, tanto más cumplirá sus propios deseos y expectativas de ser una persona adulta plena.

La naturaleza les da a las madres nueve meses para albergar dudas, temores y ambivalencia en tomo al hijo que vendrá. Estos sentimientos aparecen contrarrestados por la importante fantasía del hijo perfecto. Cuando llegue el momento, el bebé le ofrecerá a la madre la certeza de que ella puede crear, que su cuerpo funciona bien y que sus ideales y esperanzas incumplidos por fin se harán realidad. Esta esperanza contribuye a mantener a las madres en un estado de ilusión anticipante positiva durante el embarazo y a protegerlas del agobio de la duda y la ansiedad.


6. El deseo de renovar viejas relaciones. El deseo de tener un hijo también incluye el deseo de un nuevo compañero con el cual revivir viejas relaciones. Un hijo encierra la promesa de renovar viejos lazos, los amores de la niñez, por lo que se le adjudicarán atributos de ciertas personas importantes en el pasado del progenitor. Este potencial se pone claramente en evidencia cuando el hijo parece ser un sustituto de un progenitor, hermano o amigo fallecidos. Es fascinante comprobar con qué frecuencia las mujeres quedan embarazadas tras haber perdido a un familiar cercano.

Los hijos siempre llevan en sí el potencial de renovar viejas relaciones. La expectativa de recobrar vínculos pasados es un incentivo para tener un hijo. Al hijo de fantasía se le poderes mágicos: el poder de reparar las viejas separaciones, de negar el paso del tiempo y el dolor de la muerte y la desaparición.

Un nuevo hijo nunca es un total desconocido. Los padres ven en cada futuro bebé una posibilidad de revivir vínculos que pueden haber estado inactivos durante años, una nueva oportunidad de concretarlos.

Los sentimientos contenidos en estas relaciones previas se pondrán en juego una vez más, en un esfuerzo por resolverlos.

En una situación de análisis, diríamos que el futuro hijo es un objeto de transferencia, es decir, que los sentimientos y relaciones inconscientes de los padres serán transferidos al hijo. El proceso de la transferencia, en sí mismo, tiene efectos curativos, precisamente porque reviven viejos lazos perdidos. En este sentido, podríamos describir al futuro hijo como un reparador, por cuanto encierra la promesa de recrear relaciones inactivas que fueron gratificantes en el pasado.


7. La oportunidad tanto de reemplazar como de separarse de la propia madre. En su deseo de tener un hijo, la mujer experimenta una singular forma de doble identificación. Se identificará simultáneamente con su propia madre y con su feto, y así representará y elaborará los roles y atributos tanto de la madre como del bebé, sobre la base de experiencias pasadas con su madre y ella misma como bebé. Al tener un hijo, concretará el sueño largamente acariciado de volverse igual a su propia madre, haciendo propios los atributos mágicos y envidiados de la creatividad. Ahora estará a la altura de su todopoderosa madre, trastrocando su sometimiento a ella y su sensación de inferioridad en la rivalidad edípica. Ahora puede convertirse en la Madre Universal y concretar su potencial creativo, mientras que su madre de la vida real probablemente estará lamentando la pérdida de su propia capacidad de tener hijos. Si bien esto puede provocar un sentimiento de culpa, también aporta una fuente de renovada autoestima. El deseo de tener un hijo también puede incluir un deseo de restaurar imágenes de la madre, a la que la mujer siente haber dañado debido a su envidia. Una mujer puede soñar con ofrecerle su nuevo hijo a su madre, como muestra de gratitud. El resurgimiento de la relación con su propia madre es un proceso muy intenso durante el embarazo. Se puede revelar en los sueños, en los temores, y en un acercamiento a la madre. Podría surgir una nueva relación. En los casos en que esta relación se forjó con muchos conflictos, es posible que esta evolución quede frenada y que el conflicto se intensifique.

Los anhelos y fantasías que acabamos de describir no agotan la diversidad de fuerzas y presiones sociales que se entrelazan en el deseo de tener un hijo. Pero esperamos que sean suficientes para indicar el poder y la complejidad de este deseo. Las identificaciones, las sanas necesidades narcisistas, el afán de recrear viejas relaciones, son todos factores que contribuyen a darle vigor a la capacidad de la mujer de ser madre y cuidar a su hijo. Al reacomodar los sueños y las emociones de la madre, estos factores preparan las condiciones para el vínculo con el bebé.



Ella me dijo que tenía una ventana y que de su casa
era su parte favorita
que por las mañanas escuchaba bestias motorizadas
el carrito del panadero con el pan
y uno que otro borracho amanecido los domingos
dice que por adaptación social
tiene que usar el teléfono celular para comunicarse
pero que preferiría
que la buscasen a eso de las 11 de la noche
con un grito en la ventana
dijo que si ella estaba dormida
la alegraría despertar con el sonido
de las piedritas que entran por la ventana
y caen al suelo imitando al despertador
se me hace demasiado romántico
que piense así
un día me dieron ganas de llevarle serenata
tal vez a ella le gustaría
que un loco
le declarara su amor
con un poema o unas líneas
escritas con toda sinceridad
tal vez ella asomaría su rostro de niña
con asombro por la ventana
porque dice que de su casa
es su parte favorita
—  El Barrio de los Besos, Quetzal Noah
O lago - Jungkook

• Categoria: Romantic

 2710 palavras

Eu e Jungkook vivíamos indo ao lago que tinha perto de nossas casas.

Sempre fomos muito amigos e desde o primeiro dia em que nos vimos na escola nunca mais saímos perto um do outro. Fazíamos praticamente tudo juntos. Omma já tratava Jungkook como seu filho e a omma de Kookie sempre me fazia as sobremesas mais gostosas quando almoçava em sua casa.

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Tumblr no es...

Tumblr no es algo que se pueda imitar, con lo que te hagas famoso haciendo vídeos pendejos como “imitando fotos Tumblr”, “Peinados Tumblr”, “Maquillaje inspirado en Tumblr”, y todas esas tonteras, Tumblr es esa persona que no puede dormir porque las voces en su cabeza no cesan, es esa chica/co que tiene transtornos alimenticios, esos que luchan por amar su cuerpo, los que sufren porque les han roto el corazón, otros que tienen depresión y luchan por estar bien, aquellos que han intentado acabar con su vida…
Tumblr no es una moda, es con lo que muchas personas viven, cosas, sentimientos, batallas que deben librar día a día. Es una red para sentirse libre, porque no es cómo te ves, o cuántos seguidores tienes, sí no por quién eres a través de las palabras.

52: Primeira palavra

Faz um preference da primeira palavra do bebe deles

 

HARRY:

        Harry girava a pequena Olivia nos braços, enquanto ela deva gargalhadas que fazia a sua mulher que estava sentada no sofá rir de tanto chorar. Harry continuava a rodar a pequena cantando uma antiga musica da One Direction e a sua pequena filha tentava abrir a boca o imitando, mas não saia nada além de gritinhos.

- Baby you light up my world like nobody else. - Harry cantava animadamente.

- Else. – A pequena Olivia disse a ultima palavra da frase.

           Harry parou de girar a menina e olhou para a sua esposa e depois para ela novamente. – Você falou meu Deus você realmente esta falando. – Harry não pode conter a risada e alegria de vê sua filha falando pela a primeira vez, e ainda foi à letra da sua antiga banda.

- Acho que vamos ter uma nova cantora na família. – Sua esposa disse.

LIAM:

        Liam juntamente com o seu filho brincavam no centro da sala com uma bola de futebol, mas o pequeno queria ficar mordendo a bola e não joga-la para o seu pai. Sua mulher passou ao lado os dois e deu um beijo na bochecha do seu bebe e depois um selinho no Liam.

- Eu volto as nove, se cuidam. – A mulher disse se aproximando do seu filho. – Tchau meu amor.

           Liam ficou admirando os dois e tinha certeza que tinha escolhido a pessoa certa para dividir sua vida.

- T-chau. – Disse o pequeno.

           S/n e Liam pararam imediatamente, olhando um para o outro incrédulo da situação, ele não tinha nem aprendido a falar papai e mamãe e falou tchau. Quando s/n ainda estava grávida Liam apostou com ela que o seu filho iria falar papai primeiro que mamãe, pelo o jeito os dois acabaram perdendo.

LOUIS:

        Louis sempre levou jeito com crianças, pois cuidou dos seus irmãos mais novos, mas a experiência com o seu filho estava sendo totalmente diferente o menino tinha nascido uma energia entanto, mas a única coisa que o Louis queria é que o seu filho falasse a palavra ‘’papai’’, mas o menino queria continuar brincando com o seu prato de maçarão sua comida preferida.

- Se você falar papai dou para você um pirulito. – Louis mostrou o pirulito para o seu filho e os olhos azuis do menino brilharam imediatamente e ele estendeu os pequenos bracinhos.

- Pi-rulito. – Bebê disse enquanto olhava para o pirulito.

           Louis parou por um minuto e deu um pirulito para o menino. – Eu fico com você vinte e quatro horas e primeira palavra que você diz e pirulito?

- Pelo menos ele falou Lou. – S/n disse beijando o rosto do seu marido.

 

NIALL:

        Niall tinha colocado na cabeça que hoje o seu filho iria aprender a falar de qualquer maneira e ela parecia esta realmente empenhado nisso, ele mostrava diversos objetos para o seu filho e falava o nome deles, mas o pequeno bebê queria colocar todos na boca e mastiga-los.

- Isso não é para comer. – Niall tentava segurar a risada, mas não conseguia tudo estava engraço demais.

- Pelo menos sabemos de quem ele puxou todo esse apetite. – S/n passou na frente do bebê com uma mamadeira cheia de leite.

- Leite. – O pequeno disse quando viu sua mãe parar na sua frente com a mamadeira.

           Niall parou tudo que estava fazendo e olhou para o seu filho e depois para a sua esposa, os dois caíram na risada. – Nem precisamos de teste de DNA. – S/n disse.

ZAYN:

           Zayn brincava com a pequena garotinha enquanto dava a sua sopinha na boca dela. Ele tentava a toco custo fazer com que a menininha falasse a palavra ‘’papai’’, mas sem sucesso, ela estava mais interessada no seu brinquedo de pelúcia um povo que estava faltando um braço, pois há muito tempo atrás pertencia a Zayn. Sua esposa se divertia com a situação o vendo fazer caras e bocas e a garotinha apenas sorria.

- Vamos lá Papai, só diz isso. – Zayn insistia.

- Zayn ela é só um bebê, ainda vai demorar para ela falar. – Sua esposa passou por atrás do seu marido, dando pequenos tapas no seu ombro.

           Zayn bufou alto e continuou dando sopinha para a garotinha. – P-papai. – Disse a menina sorrindo para o seu pai.

- Ela falou, ela falou. – Zayn pegou ela no colo e encheu de beijos e abraços. Sua mulher correu para a cozinha sem acreditar no que estava ouvido.

- Eu passo o dia inteiro com ela e a primeira palavra que ela diz é papai? – Os dois riram da situação.