igreja cristã

Se eu e você queremos proclamar o Evangelho, o nosso modelo tem que ser o da encarnação. A nossa mentalidade tem que ser determinada pela encarnação. E como a encarnação nos exemplifica isso? Por meio da participação. Se um cristão não entende a encarnação com todas as implicações que ela tem, esse cristão obviamente vai achar que o fim último de suas ações é ficar numa igreja cantando e se protegendo do mundo. Se a gente entender o que a mentalidade cristã centrada na encarnação nos desafia, a gente vai entender que ela nos joga não só para dentro, mas como para fora. Ela não só nos insere no reino de Deus, mas como ela também nos coloca fora em todos os contextos em que não há sal e luz. Não porque o sal e a luz sejam coisas maravilhosas. Já parou para pensar que sal e luz são coisas comuns? E que Deus, quando olhou para aqueles discípulos no meio da multidão e diz para eles que são sal e luz, Ele não está dizendo: “Olha, vocês são extraordinários”, mas o que Ele está dizendo ali é que ser sal e luz é ser algo comum. Muito comum. Mas que não pode faltar. Não porque o sal e a luz precisam ser vistos ou saboreados. Ninguém fica em frente de um filme com um pote de sal dizendo: “Que delícia de filme”, não! Porque o sal é para tornar saboroso o alimento, ou então para impedir que um alimento se corrompa o máximo possível. Mas não é o sal que tem que ser mantido, é o alimento. Não é o sal que tem que ser comido, é o alimento. Não é a luz a coisa mais importante, mas é o que se enxerga quando há luz. Por isso que a luz não pode ficar embaixo escondida. Então ela tem que aparecer (não que a gente tenha que ficar olhando para a luz), mas porque se a luz estiver no lugar certo as coisas vão ser vistas de uma outra maneira.

Então nossa tarefa enquanto à mentalidade cristã é entender exatamente nessas duas imagens o que é a encarnação. O que é a encarnação senão o Cristo sendo o sal da terra e o Cristo sendo a luz do mundo? O que é a igreja seguindo a mentalidade de Cristo senão sendo sal e luz do mundo? Não aquilo que de fato precisa ser visto, não aquilo que de fato precisa ser saboreado, mas aquilo ‘pelo que’ as coisas são saboreadas e vistas. A única diferença do sal que é você e o sal que é Jesus, a luz que é você e a luz que é Jesus, é de que você é sal derivado; você é luz derivada. Você não pode dizer “eu sou Deus”, mas Jesus pode! Ele está numa outra instância, onde toda a luz e sal da igreja tem a sua fonte. Se a nossa inspiração é Jesus, a nossa mente tem que ser controlada pelo cerne do Evangelho que não é outra coisa senão humilhação. A gente não precisa de uma igreja que seja vista no mundo, o que a gente precisa é que o mundo veja Jesus. E se o mundo vê Jesus, basta. Porque a gente vai saber que ali há uma igreja. A gente precisa sumir mais, desaparecer. A gente precisa ser, como diz o J. I. Packer[1], o ministério do holofote. Tem gente que está confundindo, está deixando de ser holofote, está buscando holofote. O Evangelho não é holofote para a nossa humanidade. O Evangelho nos faz holofotes. O holofote não traz luz para si mesmo. O holofote traz luz, diz J. I. Packer, àquilo que de fato merece toda a importância. Para que isso aconteça, a gente precisa participar do mundo. E como a gente vai participar do mundo se a gente é incapaz e insensível com relação ao conflito de mentalidades, se a gente é insensível com o fato de que a própria mentalidade cristã ela é também uma visão de mundo, uma cosmovisão? Que Deus nos ajude em nossa tarefa de proclamar o reino de Deus com uma mentalidade encarnacional. 

1. Na Dinâmica do Espírito, J. I. Packer.

—  Jonas Madureira | Desenvolvendo uma mente cristã.
Só usamos o termo ‘calvinista’ como apelido. A doutrina que chamamos de ‘calvinismo’ não se originou em Calvino; cremos que ela fluiu do grande fundador de toda a verdade. Talvez o próprio Calvino a derivou principalmente dos escritos de Agostinho. E Agostinho obteve seus pontos de vista, sem dúvida, guiado pelo Espírito Santo de Deus, enquanto estudava diligentemente os escritos do apóstolo Paulo, e Paulo os recebeu do Espírito e de Jesus Cristo, o grande fundador da igreja cristã. Por conseguinte, usamos esse termo não por atribuirmos extraordinária influência ao fato de Calvino ter ensinado essas doutrinas. Poderíamos muito bem chamá-las por qualquer outro nome, se pudéssemos ser tão coerentes com o fato.
—  Charles Spurgeon
É minha opinião que a noção cristã sobre Deus em voga neste século XX é tão decadente, muito aquém da dignidade do Deus Altíssimo, o que causou nos cristãos nominais, uma calamidade moral. Todos os males do cosmo, se os enfrentássemos todos de uma vez, não seriam nada, comparados ao problema que temos com Deus. Ou seja: Ele existe? Como Ele é? O que nós, seres morais, devemos fazer com Ele? Quem chega a uma compreensão correta sobre Deus recebe alívio de dez mil problemas temporais, pois logo vê que eles se relacionam com algo que não mais o afligirá por muito tempo. Mesmo que os muitos fardos temporais fossem retirados dele, o poderoso fardo da eternidade começaria a pressioná-lo com um peso mais esmagador do que todas as desgraças do mundo vindas de uma vez.
Tomemos cuidado para que, em nosso orgulho, não aceitemos a falsa noção de que a idolatria consiste só em ajoelhar-se ante objetos visíveis de adoração e que o povo civilizado está livre disso. A essência da idolatria é alimentar pensamentos sobre Deus que sejam indignos dele. Ela começa na mente e pode estar presente onde não houve nenhum ato evidente de adoração. Ideias erradas sobre Deus não são só a fonte de onde fluem as águas poluídas da idolatria, mas são idolatria em si mesmas. O idólatra simplesmente imagina coisas sobre Deus e age como se fossem verdade.
O primeiro passo para a decadência da igreja se dá quando ela desiste de sua nobre opinião sobre Deus. Antes que uma igreja cristã decaia, há uma deturpação de sua teologia mais básica. Ela simplesmente responde errado à pergunta: ‘Como Deus é?’ e parte daí. Embora continue apegada a um credo nominal sadio, seu credo prático operante passa a ser falso. A maioria dos adeptos passa a crer que Deus é diferente do que ele é. Isso é uma heresia, das mais insidiosas e letais. O dever mais difícil da igreja cristã hoje é o de purificar e elevar seu conceito de Deus, até que ele se torne digno de Deus de novo.
—  A. W. Tozer, citado por John Piper em “Os Pilares da Fé”

Festa do Santíssimo Nome de Jesus 

 

A Igreja celebra em 3 janeiro, de acordo como “Diretório da Liturgia” da CNBB, a festa do Santíssimo Nome de Jesus; porque oito dias depois de seu nascimento, o Natal, São José o circuncidou e lhe colocou o nome de Jesus, conforme o Anjo tinha dito à Virgem Maria:

 

“O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.” (Lc 1, 30-31)

 

E assim foi cumprido conforme a Lei de Moisés:

 

“Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o Nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno.” (Lc 2, 21)

 

 O nome de Jesus foi dado pelo céu; tanto assim que o Arcanjo Gabriel o confirma em sonho a José:

 

“Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.” (Mt 1, 20-21). Cabia ao pai dar o nome para o filho no costume judaico.

 

E o Anjo deixou bem claro a José a razão deste nome: “porque ele salvará o seu povo de seus pecados”. A palavra Jesus em Hebraico quer dizer “Deus Salva” ou Salvador. [1]


História 

A reverência e a afeição com que os cristãos tratam o Santo Nome de Jesus remontam aos primeiros anos do cristianismo. Esta devoção se estende também ao cristograma IHS (um monograma do Santo Nome), derivado da palavra grega IHSOUS (ΙΗΣΟΥΣ) para “Jesus” ou à frase latina Iesus Hominum Salvator (“Jesus salvador da humanidade”). 
A Festa do Santíssimo Nome de Jesus é celebrada em diferentes datas por várias congregações Cristãs. A celebração teve lugar no calendário Católico Romano desde o fim do século XV, pelo menos a níveis locais. A veneração do Santíssimo Nome foi alargada para toda a Igreja Católica Romana em 20 de Dezembro de 1721, durante o pontificado do papa Inocêncio XIII. 

A celebração teve lugar em diferentes datas, normalmente em Janeiro, uma vez que o primeiro dia de Janeiro, oito dias após o Natal, marca a circuncisão de Jesus, tal como referido no Evangelho do próprio dia, «ao fim do oitavo dia, quando Ele foi circuncidado, foi chamado Jesus, o nome dado pelo anjo antes de ser concebido no ventre.» (Lucas 2:21).

O catolicismo medieval, e muitas outras igrejas Cristãs até à atualidade, celebram portanto ambos os eventos como a Festa da Circuncisão de Cristo normalmente no dia 1 de janeiro. 

São Bernardino de Siena colocou grande ênfase no Santíssimo Nome, o qual associou ao cristograma IHS, e pode ter sido o responsável pela união de ambos os elementos. A celebração ocorre no dia 3 de Janeiro para os católicos que seguem o atual Calendário Geral Romano, e no Domingo entre a Oitava do Natal e a Epifania do Senhor, ou 2 de Janeiro, pelos católicos que ainda seguem os calendários do período de 1914 a 1969. [2]


Fonte: Cleófas [1]/Wikipédia [2]

Foi Em Nome de Jesus

Padre Zezinho

Foi em nome de Jesus
Foi naquele santo nome
Foi em nome de Jesus
Que ousei falar com Deus
Do jeito que eu falei

De joelho eu rezei
Ao ouvir aquele nome
De joelho eu rezei
E ousei falar com Deus
Do jeito que eu falei

Eu disse a Deus que eu precisava de uma luz
Em nome de Jesus
Eu disse a Deus que era pesada a minha cruz
Em nome de Jesus

E Deus me ouviu em nome de Jesus
E Deus me ouviu em nome de Jesus
Em nome de Jesus eu vi a luz
Em nome de Jesus eu tive força
Pra levar a minha cruz
Em nome de Jesus

anonymous asked:

Já se questionou se Cristo realmente existiu já que a igreja cristã plagiou a história de Hórus, Mitra e Krishna? Fora a imagem que vendem dele...

Só eu sei  o abraço que eu senti de madrugada, quando chorava no chão do meu banheiro.