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“Meu Deus! Eu clamo de dia, mas não respondes; de noite, e não recebo alívio! Tu, porém, és o Santo, és rei, és o louvor de Israel. Em ti os nossos antepassados puseram a sua confiança; confiaram, e os livraste. Clamaram a ti, e foram libertos; em ti confiaram, e não se decepcionaram.”
Salmo 22:2-5.

Aqui, o salmista dá uma grande lição de confiança no cuidado e no socorro de Deus. No início, no v. 2, ele alega que clama dia e noite, mas não obtém nenhuma resposta; contudo, apesar do silêncio de Deus, louva-o (v. 3) e ainda testemunha a respeito do zelo que o Senhor teve por seus antepassados (v. 4, 5), que confiaram e não foram desamparados.

Muitas pessoas, quando oram e não recebem uma resposta da parte de Deus, revoltam-se ou se angustiam. Acham que Deus não as ouve nem se atenta às suas tribulações. Mas não podemos agir assim, pois sabemos que Ele sempre nos escuta e está atento a tudo o que acontece (v. 24).

Quando nossos clamores parecem não ser ouvidos ou atendidos, não é hora de desistirmos e nos decepcionarmos com Deus, mas de colocarmos toda a nossa confiança no seu cuidado e no seu poder, lembrando-nos de todos os seus favores e adorando-o independentemente da circunstância.

Basta esperarmos, e Ele agirá no devido tempo, ao seu modo e conforme a sua vontade (v. 21c). Confie!

“(…) E tu me respondeste”.
Salmo 22:21c.


- Sacrifício Vivo.

Ninguém vai invejar sua oração, seu jejum, seu sacrifício, sua renúncia, seu sofrimento. Mas certamente terão inveja da sua colheita e do seu sucesso… Todos querem nossas medalhas, mas ninguém quer nossas cicatrizes
—  Pr. Cláudio Duarte
Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos.
—  Gálatas 5:19-24.

“Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.”
1 Tessalonicenses 1:3.

É excelente perceber como um único versículo da Bíblia pode revelar, em sua essência, tantos ensinamentos (e com tanta profundidade).

Neste versículo da primeira carta de Paulo aos tessalonicenses, podemos concluir, basicamente, 3 coisas:

1 - A fé conduz ao trabalho.
Em Tiago 2:17, lemos que a fé sem obras é morta. A verdadeira fé em Cristo não é meramente confessional, da boca para fora. Se cremos de fato que Jesus morreu em nosso lugar para nos redimir de nossos pecados e nos santificar, não levaremos a mesma vida que outrora tínhamos. A fé genuína em Deus, portanto, nos transforma e nos leva a viver uma vida de amor a Deus e ao próximo, consubstanciada em ação e serviço sinceros por aqueles que nos cercam. Jesus já afirmou: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21).
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2 - O amor conduz ao esforço.
Se não amamos a nossos irmãos, a quem vemos, como podemos dizer que amamos a Deus, a quem nem sequer vemos? (1Jo 4:20). Toda a Lei de Deus resume-se em amar ao Senhor acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos. Ora, ao contrário do que o mundo prega, o amor não é um sentimento, mas uma atitude. Amar requer esforço - esforço para demonstrar e comprovar esse amor; esforço para vivê-lo honestamente, sem fingimento. Trata-se de amar incondicionalmente (e aqui está uma redundância, pois o amor é, por natureza, incondicional), independentemente da reação da parte amada. Amar, assim, é esforçar-se para perdoar, para ser paciente, para buscar o bem do outro, para abrir mão do próprio ego e para suportar os sofrimentos, ainda que injustos (1Co 13).

3 - A esperança em Cristo conduz à perseverança.
A única coisa capaz de nos motivar a suportar todas as provações e tentações desta vida é a certeza de que Jesus Cristo em breve retornará, trazendo a salvação em suas mãos e nos levando à eternidade de glória e alegria na presença de Deus, acabando, assim, com toda a dor e o sofrimento desta era. Quando o mundo inteiro está desabando sobre nossas cabeças, é essa verdade que nos enche de fôlego para aguentar as dificuldades e passar com alegria pelas tempestades, pois sabemos que este mundo e suas aflições são passageiros; são nada, comparados à recompensa que nos aguarda nos Céus.
“Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno.” (2 Coríntios 4:16-18).
“Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre.” (1 Tessalonicenses 4:17).

Fé, amor, esperança. ❤