idependente

23:40h

Os efeitos da quimio e radioterapia atingem meu corpo em cheio, sem pedir licença… O paladar some, a fraqueza física aumenta, a tristeza invade. Minha pele envelheceu uns 15 anos e meu corpo já não parece mais me pertencer.

Já não consigo mais pensar direito, a dor surge, os medos reaparecem, as dúvidas tomam conta… até quando?

São 7 dias dessa rotina, duas vezes por mês.

Eu, antes tão idependente e ativa, começo a me sentir frágil, pequena,  a auto piedade invade e contagia a alma…

A luta interna parece nunca ter um fim.

Outro dia, logo no inicio desse protocolo de quimioterapia, numa madrugada de dor, me levantei e fui pra a sala, mesmo com remédios pra a dor, essa  continuava e não me deixava dormir. Me senti derrotada, sentei no sofá e chorei silenciosamente. E perguntava mentalmente o que Deus queria comigo.

Naquele momento eu queria chorar alto, gritar, me revoltar… mas não conseguia.

A dor não era só física, era também espiritual. Logo eu… logo comigo….

 É difícil entender o que as dores significam em nossa vida e o quanto podemos  aprender com elas, sem desejar impor o nosso “conceito” de justo ou injusto, de certo ou errado.

Eu aprendo nos outros sete dias premiados que tenho no mês, já sem os efeitos  fortes da quimio, a importância de ter saúde, de acordar sem mal estar ou dor …

Aprendo a apreciar os momentos mais intensamente, dedicando tempo para as coisas simples da vida, como ouvir uma música , ver o cachorro do vizinho correr atrás do rabo, estudar com meus sobrinhos, lavar a louça, fazer lista de compras , ler um livro , tomar café com meus tios, reunir com a família aos domingos, assistir um filme, dar a atenção merecida ao namorado.

Enfim,  são essas “coisas simples” que passam despercebidas por nós, nesse corre corre diário da vida e muitas vezes não percebemos o quanto somos abençoados  por termos saúde pra desfrutar de tudo isso.

Respiro fundo … agora são 00:30h e entrego esse dia nas mãos de Deus. Precisei de Sua força para continuar na luta contra a doença.     

Viver! Viver! Viver! Eu só quero viver.

trovoa

“meu amor é imenso,
maior do que penso
é denso [..]”

expressa o sentimento suspenso
aquele à que eu pertenço
que te levo e guardo junto à mim.

“e o simples ato de cheirar-te
me cheira a arte
me leva a Marte [..]”

me leva a amar-te
todas as tuas partes
idependente do estado em que se encontram.

“e se abraçar com força descomunal
até que os braços queiram arrebentar
toda a defesa que hoje possa existir
e por acaso queira nos afastar [..]”

se amar com um ócio irracional
até que os corpos sejam capazes de quebrar
aquilo tudo que queira nos destruir
e por acaso faça nos desconectar.

“querida, nunca mais se deixe esquecer
aonde nasce e mora todo o amor.”

pois querida, nunca queira se lembrar
que lá fora é onde se encontra toda a dor.


Bárbara Xavier

Eu sou daquelas garotas inseguras, que sempre acha que esta incomodando. Que prefere se afastar quando alguém tenta se aproximar, apenas por medo de se magoar.
Aquela garota que se olha mil vezes no espelho pra ver se esta, no minimo, aparentavel para sair. Tambem sou daquelas que idependentes do numeros de elogios que receber em um dia, apenas com uma critica, desmorono, acabo esquecendo de tudo de bom que me falaram e me prendo apenas àquela unica e pequena rejeiçao.

Também sou daquelas que alem de toda insegurança, sonha. Sonha que um dia poderei ser feliz de verdade. Que a pessoa ao meu lado me fará sentir realizada pelo caminho que escolheu.
Que idependente dos minhas escolhas e atos do passado, não irá me julgar. Que idependentes dos erros que eu cometar, vai estar do meu lado, me endo crescer e me ajudando a ser uma pessoa melhor…
Eu tenho medo do futuro, mas sou curiosa demais para não seguir em frente e lutar.

—  Meus textos, meus sonhos…
Não, eu não sou obrigada a ser feminista.

Muitos por aqui no tumblr ficam me julgando quando digo que não sou feminista. Ué, não sou feminista e ponto. Também não sou machista e ponto. Não sou obrigada a seguir um padrão sendo que tenho minha própria cabeça, mente e opiniões. Acho que certas coisas são certas, certas coisas são erradas e fim. Se um cara dizer “oi moça bonita, posso carregar sua bolsa?” ele quer me estuprar, é isso? Então não posso respondê-lo e devo agredi-lo verbalmente com lições de moral e de como ele ousou a me fazer tal gentileza, né? Então quer dizer que porque não sou feminista sou obrigada a ser capacho de homem? Então meu namorado vai me agredir o resto da vida se eu não exigir respeito dele e começar a não fazer a nossa janta?

Galera, vamos parar de ser mentes pequena: ser feminista é uma coisa, ser idependente é outra e querer usar roupas curtas e dar pra quem quiser quando quiser é outra pior ainda! Feminismo defende os direitos das mulheres, não a opinião dos outros. Se um cara te chama de gostosa ele é machista e mal educado, né? Mas e você, menina, no grupo do whatsapp com as amigas postando foto de macho musculoso dizendo “multiplica” ou então “me pega”, “me possua”, “me come”? Se nem vocês se auto-respeitam, imaginam os homens? Não, garota, não é a natureza dele te estuprar. Ser gentil, querer carinho e afeto faz parte da rotina deles também. Eles são como nós, mulheres, seres humanos. Homens que estupram são homens malvados, são homens maldosos e ruins, que devem ser punidos sim; mas lembrem-se: nem todos são assim. Desde a primeira vez que vi meu namorado ele me tratou com respeito e carinho, com gentileza e muito amor. Fez de tudo por mim.

Vocês acham que eu sou obrigada a trabalhar igual um homem? Pegar peso feito homem? Ser pedreira, por exemplo? Não, amigos, eu não sou. E nem quero. E nem quero lutar para ter esse direito. Trabalhar é uma coisa, querer ter os mesmos direitos dos caras é outra coisa. Somos delicadas, meigas e uns amores! Não precisamos pegar peso, ter calos nas mãos e mil e uma outras coisas. É opcional, não é obrigatório.

Ano passado eu fazia faculdade de Engenharia Civil e tranquei para fazer Análise e Desenvolvimento de Sistemas numa faculdade pública da minha cidade. Quero trabalhar sim, quero ser bem de vida, afinal, hoje em dia não é nada fácil ser alguém. Quero poder chegar cedo do serviço e fazer janta pro meu marido. Quero fazer mimos, carinhos e agrados para ele. Quero ser a vadia dele na cama e a princesa dele por aí. Quando eu ficar doente, quero que ele cuide de mim o máximo que ele puder. Quero sopa na boca sim! Não quero ser idependente de tudo. Quero depender dele quando eu precisar, quero ele para me ajudar em tudo. Não quero decidir nada sozinha, quero ele comigo em tudo. Quero ele do meu lado no hospital, quero pedir opinião para ele quando eu comprar um vestido: e sim, vou perguntar se está curto porque eu respeito a opinião dele. Não quero usam um short curto enfiado no útero e dizer que não quero ser olhada. Ninguém é confortável com o short enfiado no cu. Foda-se se é calor, cara. Short é bonito? Sim. Mas eu não sinto calor no meu cu. Você sente? Então. Sua bunda não precisa ficar metade para fora. E minha amiga, se você faz isso, você quer ser olhada sim.

Não julgo o feminismo, sei que ele tem os seus princípios. Mas feminismo não é nada disso do que estão fazendo. Se fazer de vítima não é ser feminista. Ser feminista não é querer ter o direito de ficar sem raspar o suvaco. Ser feminista é lutar por direitos importantes e que fazem a diferença. Ser feminista não é lutar para um homem não te chamar de gostosa, sendo que o seu short está enfiado no cu e quase saindo pela sua garganta. 

Que venham as críticas, que venham as discórdias e que venham vocês com as pedrinhas na mão me julgando. Mas antes disso, estudem o que é feminismo antes de dizer que são feministas. Ser feminista não é querer ser solteira o resto da vida. Ser feminista é outra coisa. Ser feminista não é ser solitária, vivendo só com mulheres e ter nojo de homens: o nome disso é homossexualismo. Entendam (e aprendam, se puderem).

Independente de idade o amor é o mesmo para todos.

Alguns de entregam mais, outro menos, e eu diria que isso é apenas experiência. Os jovens as vezes são rápidos demais em certas coisas que geralmente não vale a pena, e talvez o amor seja uma delas. Se entregam demais, fazem coisas precipitadas. Algumas meninas engravidam pra conseguir “ficar” com quem ama, mas isso realmente é amor? Depender de algo pra conseguir outro? Ficar entre dependências até algum morrer? O amor ultrapassa limites, limites que deveriam ser os mais belos, e que agora não quer dizer nada. O jovem confundi o curtir, gostar com o amar. Amar é querer o bem, cuidar, querer o melhor e tentar dar o seu melhor, é se superar a cada dia mais com o outro, é se surpreender. Os adolescentes não querem amor, querem curtir, e aproveitar, apenas.

Experimente amar sem medidas, Joseph. Abrace o mundo sem medo de levar um soco no estômago. Pode estender as mãos ao morador de rua, ele também é humano. Faça alguém sentir-se especial, distribua sorrisos floridos a rostos invernosos e aborrecidos. Não tem problema em elogiar aquela menina bonita, conte pra ela sobre seu amor, menino. Você tem uma vida e ela merece ter a sua atenção, costure as feridas da alma, tenha pressa em ser feliz. Escreva poesias, derrame-se quando não puder se conter. Corra atrás dos seus sonhos, independente do quão distante eles estejam, você pode tentar. Tente, Joseph, o mundo permanecerá o mesmo, mas a maneira como você o verá será totalmente diferente.
—  Um jeito de repensar a esperança.

sksga  asked:

Pq vc saiu da escola particular?

Por que eu não sou dedicada aos estudos, e isso me causou muito problema como: ficar sem sair de fim de semana, ficar sem internet pra conseguir estudar, ficar sem TV por que se não eu só me ferrava… estudava de manhã saia da escola fazia curso, fazia Kumon, e estudava em casa 4hrs por dia, não tinha vida nenhuma… aí eu pedi pros meus pais me colocarem na publica pra eu conseguir ter uma vida (não que eu não tinha) porém foi uma escolha que eu fiz. Pra mim não tinha o porque eu ficar numa escola muito cara, pra sair da escola e fazer um curso diferente de medicina, direito etc… Vou fazer o que eu gosto, isso vai depender só de mim, da minha dedicação idependente da escola que eu estudar. Beijo