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How I Met your Mother

Vai te conquistar

Pois bem. Devido uma resenha inspirada que li por ai resolvi dar uma chance para essa tal “como eu conheci a tua mãe”. Por recomendações do autor da mesma, assisti os dois primeiros eps e pulei direto para a terceira (temporada, não episódio). Acho que não devo ter perdido muita coisa. Na verdade a série inteira é uma perda de tempo, mas eu estou me antecipando.

Entre a terceira e quarta temporadas confesso que me diverti e me impressionei com a esperteza dos roteiristas. Existem momentos de sabedoria sobre o que é crescer e o chorume da nossa existência capitalista ocidental. Viver é fazer escolhas e abrir mão; ou melhor, ser forçado a fazer e ao se deparar com o muro da mediocridade aceitar pois, dizem que doí menos.

Na quinta e sexta temporadas as coisas já semi ajustadas prosseguem bem e eu ainda estava me divertindo. As personagens ainda estavam em negação e algumas concessões eram feitas numa batalha para manter o brilho, mesmo que falso, no olhar. Ninguém gosta de descer do unicornio, e uma colher de cocô por dia não deve fazer tão mal assim. Eu quase torci por eles.

Na sétima, os bons roteiristas estavam ficando sem suco e a popularidade pedia por soluções simples e felizes. O sucesso tinha que vir para a turminha unida. Como não havia mais tanta história para ser contada, restava apenas procrastinar até o inevitável encontro de Ted com a mãe dos seus filhos. Devido ao boom de popularidade do idiota de terno se desenvolveu um arco (ou três) onde ele passou a ser o cara que se apaixona e corre atrás da “the one”. Everything is remix.

A oitava e nona temporadas levaram as raias da insanidade a arte de procrastinar. E olha que sou eu que estou dizendo. Nada acontece ali. Nada. Você podia resolver aquelas 17 horas ou 46 episódios de forma pulverizada ainda dentro da sétima e teria se poupado todo mundo do espetáculo deplorável que se segue, particularmente na nona,aka, o casamento mais longo do mundo. Mas dinheiro é bom e fã é ruim.

No frigir dos ovos tudo se resume a mensagem arrume um emprego estável, case e tenha filhos. “Mas o Barney não casou!” Mas tomou jeito sacaneando seu chefe e virando um pai moralista como todos ao mandar as minas que ele jantava todo dia para casa se vestirem direito. “Mas a Robin não casou!” E ela foi miserável e solitária até Ted, que depois de esperar o tempo apropriado, foi ao seu resgate.

Provavelmente eu não entendo a arte e sou chato por rejeitar o brilho reluzente do sonho médio, mas acho que no fim a lição é que as personagens foram o que as pessoas queriam que eles fossem. Tão mundanas e conformadas quanto elas.

 

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