hora de ir embora

Clara sempre foi apaixonada pelas cores, em especial pelo roxo bebê - cor que ocupa 70% do seu armário. Meiga, delicada e sorridente. Dizem que ela é como uma brisa, leve e calma. Isso, claro, sem perder a compostura de chefe. Bom, pelo menos até às 18h, horário que sai do seu escritório. Ninguém desconfia, mas em casa a vida de Clara é um martírio:
- Clara? Ei, estou com fome. Isso lá são horas de chegar? Estou esperando a janta há 10 minutos, isso não se faz.
Ela sempre fica sem reação e acha que deve obedecer. Com a cabeça baixa, mal consegue olhar para o rosto dele, fala com a voz fraca:
- Hoje o trabalho estava exaustante. O Alexandre, meu melhor funcionário, teve que faltar porqu….
- EU NÃO QUERO SABER, CLARA. Oh Clarinha - diz ironicamente - sua vida não me interessa. Minha fome, sim.. - diz Cláudio, seu marido.
Essa situação era normal para Clara, que com o rabo entre as pernas vai fazer a janta.
- Ele é meu homem, devo satisfazê-lo, eu sei. Mas é que ultimamente…
Marcos, seu filho, chega interrompendo seus pensamentos. Ele tem apenas 16 anos, mas é quase um clone do pai.
- Mãe, a janta já vai sair? Eu estou com fome. - fala grosso, ríspido.
- Está cada vez mais igual o pai - pensa Clara, aflita. Mas responde com tranquilidade:
- Amor, vou fazer a janta agora. Que tal ir para o quarto e chamo quando estiver pronta?
Tudo ocorre normal. Ela está sozinha. Aliás, acompanhada de seus pensamentos que, exatamente nesse dia, começaram a atormentá-la de maneira descomunal.
- CLARA! A janta está pronta? Já disse que estou com fome. - chega Cláudio, mal educado como sempre.
- Está sim. Vai lavando as mãos.
- Você me faz rir, Clara. Lavar a mão é para viadinhos. Vou esperar aqui na mesa já que está quase pronto. - responde em tom intimidador.
Clara serve a mesa e vai chamar Marcos:
- Nossa, mãe, eu estou jogando vídeo game, não está vendo? Que saco! O pai está certo de tratar como te trata. Já vou!
Clara não retruca, seu filho está virando outro monstro.
A janta ocorre tudo normal, a não ser os pensamentos de Clara que começam a crescer cada vez mais na sua cabeça de maneira assustadora e ela não sabe o que fazer. Outro dia começa, mesma rotina, Clara acorda, chama Marcos para ir à escola, local que ele dá trabalho corriqueiramente, e Cláudio continua dormindo, provavelmente até o meio dia. Horário em que acorda e come um Hot Pocket, pra variar.
Chegando no trabalho, ela está deslumbrante vestindo uma saia branca e a blusa roxa clarinha, como de costume. Alexandre chega pedindo mil desculpas pela falta:
- Claaara! Me desculpe ontem. Uma virose me pegou de jeito, hoje já estou melhor. Prometo que vou adiantar tudo e isso não voltará a ocorrer. Tá?
Clara, educada, responde:
- Alexandre, não se preocupe. Só deixe o atestado em cima da minha mesa e, caso não se sinta bem hoje, pode ir para casa. As coisas estão calmas aqui.
O dia corre como de costume. Responsável e dedicada, não para pra nada em seu trabalho, a não ser, de hora em hora, que o pensamento volta a crescer em sua cabeça. Ela tenta evitá-lo, mas é inevitável. Chega 18 horas, hora de ir pra casa - o que de um tempo pra cá não vem sendo sua maior alegria.
Chegando em casa, algo está diferente. Ao estacionar o carro Clara já ouve uns gritos vindo de dentro. Ela abre a porta bem devagar e escuta vindo do quarto de Marcos:
- PAI, VOCÊ É UM OTÁRIO, UM VERME. A MÃE É OUTRA. NÃO SEI O QUE FIZ PARA MERECER VOCÊS COMO PAIS. VAI SE F…
Um barulho imenso se propaga pela casa. Clara leva o maior susto e corre em direção ao quarto. Quando pensa em abrir a porta, ouve o filho mais uma vez:
- PAI, VOCÊ ESTÁ LOUCO. MINHA TELEVISÃO, VOCÊ É DOENTE, SÓ PODE.
- APRENDE A NUNCA MAIS PENSAR EM ME MANDAR PARA AQUELE LUGAR, PIVETE. - responde o pai nervoso.
Agora o som foi diferente, deu para distinguir exatamente. Era um murro. Um murro bem dado. Clara corre para o carro e finge que nada aconteceu, os pensamentos em sua cabeça ficam ainda mais forte, não conseguindo mais evitá-los. Sua casa é um inferno, ela já não sabe o que fazer. Ou melhor, agora, está começando a saber.
- E NÃO OUSE SAIR DO SEU QUARTO TÃO CEDO. - grita Cláudio.
Clara decide esperar 10 minutos e entra em casa como se nada tivesse acontecido. Cláudio é grosso, como sempre, mas ela simplesmente não liga. Vai para o quarto, toma um banho e começa a fazer a janta. Leve e calma, essa era sua marca.
O jantar é servido, a mesa está em silêncio e o clima pesado.
- Vamos, fale algo, Clara. Você sempre tenta me agradar. Agrade. - fala Cláudio, em tom irônico e intimidador.
Clara dá um sorriso amarelo, levanta da mesa e limpa seu prato na pia. Marcos, na velocidade de uma metralhadora começa a falar:
- Vocês dois são loucos. Você, mãe, como pode fingir que está tudo bem? Olha para o meu rosto, OLHA SUA VAGABUNDA! Isso é a marca do que seu marido, meu pai, fez - seu olho estava roxo, inchado. E você aí, com essa cara de tranquila como se nada tivesse acontecido. Isso não vai ficar assim, não não. Terá volta. - levanta nervoso, joga a cadeira no chão, e vai para o seu quarto. Bate a porta tão forte que o som ecoa pela casa toda.
Uma troca de olhares intensa entre Clara e Cláudio, até que ela decide ir para o seu quarto e com um tom leve fala:
- Não ouse entrar no quarto hoje. Obrigado. - e dá um sorriso de canto de boca como se estivesse tudo planejado em sua cabeça.
Cláudio não retruca. Talvez ele tenha consciência de que o que fez foi errado.
Chegando no quarto, os pensamentos de Clara gritam, a incomodam, parecem fazer um barulho fora do comum. Ela decide deitar e dormir, ou pelo menos tentar.
Mais um dia começa. Hoje, Clara está de vermelho. Um vermelho forte, gritante. Ela vai ao trabalho decidida, os pensamentos sumiram de sua cabeça. Alexandre, seu funcionário, chega até sua mesa pedindo o dia de folga.
- Você só pode estar louco. Ontem estava tranquilo e você decidiu ficar, hoje preciso de você aqui, a resposta é não.
Alexandre não retruca. Dava-se para perceber de longe algo diferente em Clara - fora a roupa vermelha, coisa que nunca havia acontecido antes.
Chega 18 horas, hora de ir para embora. Chegando na porta de sua casa, percebe que está cheia de viaturas. Ela dá um sorriso de canto de boca, se sente vitoriosa. Estaciona o carro e vai em direção a sua casa.
- Ei, você não pode entrar aí! É a cena de um crime. - fala um policial
- Essa é a minha casa. - responde Clara, com sua tão conhecida tranquilidade.
Entrando encontra Cláudio morto, uma facada no peito. As mãos de Cláudio estão segurando a faca, uma cena assustadora. Ela vira de costas e pergunta ao policial sobre seu filho:
- O senhor viu um adolescente aqui? Cerca de 16 anos, loiro..
- Oi? Adolescente? Chegamos e não havia ninguém aqui.
- Tudo bem. Onde dou meu depoimento? - responde, com a voz aliviada.
—  Pedro Peixoto.

deixa eu magoar você. como quem se revigora e descobre que é hora de ir embora. como quem não faz tanta questão de fazer falta. deixa eu botar as incertezas do mundo nos ombros e jurar estar partindo por sentir medo. não pegue as minhas angustias no colo. deixa eu fugir como se doesse mais em quem ficasse pra trás.
deixa eu salvar você de mim.

Novamente.

E mais uma vez a gente se perdeu. Se perdeu um do outro. Dos planos, do nosso amor. E mais uma vez me sinto sozinha, sem ter pra onde ir. Sem o abraço que seria sempre meu. Sem o teu amor. Sem a tua companhia. Sem. E é nessa hora que eu sinto vontade de largar tudo e ir embora. Não vou. Me sinto sem coragem, fraca. E, acredita, dessa vez confiei que seria de verdade, seria nós, só nós dois. Me enganei outra vez. Novamente.

Te pedi mais 5 minutos, antes de sair. Você voltou e sentou na cama, como se achasse graça da minha manha. Sorri, me aproximando e te pedindo para ficar só essa noite. Deixei claro que o canto da parede é meu.Você sorri. Me pede um beijo.
No primeiro beijo, você puxa meu cabelo e diz que a vontade sempre foi de ficar, só estava me esperando pedir. Tiro sua camisa. Logo voltando para o nosso beijo, porque não quero perder um segundo do seu tempo aqui comigo.
E então começa, a disputa para ver quem tortura mais. Você brinca com o meu cabelo entre os dedos, sorri, sussurra coisas que eu não entendo. Minhas unhas passeiam por suas costas, enquanto eu escuto a sua respiração e a única coisa que eu digo é que você é meu. Só meu. Não importa quantas outras pessoas você tenha lá fora, você é meu. Assim como sabe que eu sou sua.
Chegamos no segundo beijo e eu já nem sei mais que horas são, nem sei qual é o próximo filme que vai passar na TV, não sei se tem algo para comer e aposto que você também não se importa. Teu sorriso te entrega, cada vez que me olha nos olhos e sabe que eu não estou nem ai para o mundo lá fora. Porque eu quero você. Quero essa noite. Nesse fim de semana. Quero o “nós”. Quero as suas mãos nas minhas. Quero o teu sorriso colado no meu. Quero os seus suspiros e a sua respiração no meu ouvido. Sim, moreno, eu quero você.
Ah, parei de contar os beijos, quem se importa? Somos amigos, não é? Ou talvez sejamos mais que amigos, mas eu não vou assumir isso e sei que você também não. Deixa assim. Deixa ser. Deixa o nosso momento rolar. Deixa o nosso “nós” ser apenas nosso, ninguém precisa saber.
Uma amizade regada a sorrisos, beijos e suspiros. Uma vontade incontrolável de estar perto, de sentir, de ser, de se deixar levar.
Porque no fim da noite, a sua camisa vem parar no meu corpo, os teus braços me envolvem, a nossa risada é descontrolada e você sempre segura a minha mão. E então quando acordamos, somos amigos, continuamos amigos e será sempre assim. Porque você sempre volta. E nós sempre vamos contar os beijos até o número três e perder as contas logo depois. Perdemos as contas, o juízo, as horas e sumimos com a vontade de ir embora.
E no final, eu sempre vou pedir outra vez, fica mais 5 minutos?
—  Os nossos 5 minutos.
Ela tem cores, curvas, sabores, coisas que seduz e, eu levo flores, som de cantores e ela ama ouvir. Se der minha hora preciso ir embora, mas ela me impede de um jeito louco: “Fica um pouco!" Sou incapaz de ir.
—  Rael

HARRY STYLES

  • Anônimo:Oi, eu gostaria de um em que ela fosse toda delicada (não ingenua e sem graça) e ele todo grosso, mas ele tenta de todas as formas ser a melhor pessoa pra ela aí um dia ele tem uma crise de ciúmes (ele é bem possessivo) e ela termina com ele, daí ela pega chuva quando estava indo pra casa depois da briga e no outro dia ele encontra ela voltando da faculdade e toda doentinha, ele obriga ela a entrar no carro ele leva ela pra casa dele e cuida dela (essa parte bem fofa por favor) com o Harry 
  • To meio enferrujada mas espero que gostem!
  • Boa leitura!

Os opostos se atraem literalmente, posso dizer que sou muito diferente do meu namorado, ele é capitão do time de basquete e não eu não sou líder de torcida, eu sou muito na minha sou muito ligada aos estudos, Harry se dedica bastante nos seus estudos também e às vezes pede minha ajuda! Ele é ciumento, na frente dos amigos ele é todo rude mas comigo ele é super fofo, vou dizer que amo esse jeito dele mas às vezes os ciúmes é demais.

— (seu nome), o que está pensando? — Harry me tira do meu devaneio — aposto que não está estudando biologia — ele vê o livro na minha mão

— Tava pensando em como meu namorado é lindo — digo e lhe puxo para um selinho

— Eu queria você aqui e agora - ele aprofunda o beijo

— Aqui no campo de treinamento onde todos os seus amigos estão?

— Não vejo problema - ele segura na minha coxa

— Harry volte já para o treino - O treinador fala

— Vá Harry! - empurro ele que me dá um selinho e volta para o campo

Volto para o meu livro de biologia e coloco meus fones de ouvido. Logo vejo alguém sentar do meu lado e me cutucar, retiro meus fones e vejo o melhor amigo de Harry me olhando e sorrindo

— Oi Charles, posso te ajudar? - digo

— É.. Estou com umas dúvidas em matemática e preciso que você me ajude

— Ah, eu e o Harry estudamos de sábado na casa dele, se quiser pode ir lá que ajudo você também

— Não (seu nome) quero estudar só com você - ele diz

— Desculpa mas acho que Harry não iria gostar de nós dois estudando juntos

— Ah qual é (seu nome) o Harry manda em você agora? - ele diz

— Não, mas ele é meu namorado e seu melhor amigo e não custa nada estudarmos juntos

— Tudo bem (seu nome), bom que pena que eu não vou poder fazer uma coisa

— O quê? - digo confusa - ele me puxa e me beija, eu tento me soltar mas ele me segura forte.

— Que porra é essa? - Vejo um Harry furioso nos olhando

— Ele… - ele me interrompe
— Ele nada, você vem aqui agora - ele pega no meu braço e sai comigo campo a fora, mas antes ele vira para seu amigo e diz — você eu me resolvo depois

— Harry me solta - ele me leva para o nosso esconderijo e me solta

— Nunca achei que você faria isso (seu nome)

— Eu não fiz nada, ele que me beijou - tento me explicar mas ele me prende na parede

— Você é só minha, entendeu? - ele diz perto do meu rosto

— Para de ser possessivo, eu sou sua namorada e não sua propriedade - digo

— Aé? Então volta lá e fica com aquele filho da puta de novo - ele sai de perto de mim

— Eu não te entendo, você viu que estava tentando me soltar dele, eu te amo e não te trairia e ainda mais com seu melhor amigo - digo com uma lágrima caindo - Olha eu cansei dessa sua possessividade e desse seu ciúmes

— O que você quer dizer? - ele pergunta

— Eu quero terminar, dar um tempo pra mim! - digo e saio da sala do zelador e deixo ele sozinho sem ouvir uma palavra da sua boca.

O resto do dia na escola eu evitei olhar para Harry. Na hora de ir embora tive que ir apè porque sempre ia com ele, mas no meio do caminho veio uma chuva forte que me renderia uma gripe mais tarde! Cheguei em casa toda molhada e fui direto tomar um banho quente, recebi várias mensagens de Harry mas recusei todas.

[…]

Dois dias depois eu ainda evitava Harry, ele tentava falar comigo mas sempre tentava me esconder dele, do jeito que eu o conheço ele ia fazer de tudo para que eu volte com ele e ainda to em dúvida quanto a isso! Peguei uma gripe horrível e naquele dia eu estava com dor de cabeça, na hora de ir pra casa eu ande devagar pois cada passo que eu dava era uma dor, logo vejo um carro parando do meu lado, e eu conhecia muito bem esse carro!

— (seu nome) meu amor, entra que eu te levo - paro e reviro os olhos

— Harry, eu pedi um tempo e eu estou doente e não muito a fim de discutir - digo com a voz meio rouca e vejo ele saindo do carro

— Então entra, não gosto de te ver assim - ele me segura e eu me solto

— Harry.. - ele para - Por favor (seu nome)

— Mas sem nenhuma palavra e você só me deixa em casa e vai embora- digo e entrando no carro

No caminho acabei dormindo e quando acordei eu não estava na minha casa e sim na casa de Harry, vejo ele com um termômetro e uma bandeja com uma sopa.

— Harry, eu disse minha casa - sento na cama

— Você começou a tossir muito, então te trouxe pra cá

— Eu vou embora - ia me levantando e ele me segura

— Deixa eu cuidar de você, por favor! - sorrio e faço sim com a cabeça

Ele me dá a sopa e eu tomo tudo, estava deliciosa, Harry não saiu do meu lado.

— (seu nome) eu quero te pedir desculpas pelo que eu fiz - ele segura minha mão

— Você pedindo desculpas? Acho que quem está doente é você - digo

— Eu só quero ser melhor pra você, melhorar meu ciúmes e te fazer feliz

— Você é o melhor pra mim, desse jeito que você é. Eu te amo - sorrio e te dou um selinho — agora fica aqui comigo e deita comigo e me abraça por favor - digo e ele me abraça

— Eu… Eu te amo - ele diz e eu sorrio, ele nunca me disse que me amava

— Repete - peço

— Eu te amo muito - ele fica por cima de mim e começa a me beijar, eu não sei se ele merece essa chance mas vou confiar nele por mais que ele não mereça às vezes.


LEMBRE-SE: PLÁGIO É CRIME!

SEU LIKE É MUITO IMPORTANTE! VOLTE NA ASK PARA DIZER O QUE ACHOU!

03:37 am.

você tem uma nova mensagem na caixa postal

“e teve aquele madrugada chuvosa em que estávamos aninhados em meio os cobertores, exatamente 03 horas e 23 minutos antes de você ir embora pra sempre prometendo que iria voltar… me lembro de afagar seus cachos e inocentemente lhe perguntar se você acreditava em ´amor a distância´. Seus olhos pairaram sobre os meus e seus lábios, que antes formavam uma pequena curva (que eu identificava como um pequeno sorriso de satisfação), por alguns segundos se tornaram uma linha reta. Seus traços sempre suaves, se enrijeceram. Eu ainda esperava minha resposta. Um sorriso novamente se formou, seus lábios se entreabriram mas você apenas disse ‘meu bem, eu acredito na distancia’ e naquele momento eu tive certeza de que, se algum dia você realmente foi meu, aquela seria a ultima vez.

Isso não é uma ligação pra tentar te ter de volta.

Eu prometi pra mim, e pro resto do mundo que eu jamais voltaria a te ligar.

Mas existem coisas que eu precisava te dizer.

Meu querido, o que você esperava? 

Eu provavelmente ainda adoro você.”

oxigenios

Imagine Zayn Malik

Pedido: “Faz um do Zayn q ele terminou cm ela de uma maneira ruim sem nem dar uma boa explicação mas eles tem o mesmo grupo de amigos e por isso vão no mesmo jantar de noivado de um casal de amigos deles e na festa ele fica pensando se o q ele fez foi o melhor pq tipo eles também estavam noivos e vendo a felicidade do casal e o olhar sem brilho dela ele percebe q tinha errado, ela já não tava aguentando ficar no mesmo lugar q ele e foi embora e ele foi atras e eles fazem as pazes, ela pode ser cantora “ - Anônimo.

**********************


O fim do seu relacionamento foi uma coisa que S/N nunca entendeu bem. Foi de uma forma ruim, sem explicação, de uma hora para outra.

E os sentimentos de tristeza, vazio, nostalgia voltaram com mais intensidade nesses dias que antecederam o noivado de umas de suas amigas mais próximas.

O que mexia ainda mais com ela é que ela tem a absoluta certeza que Zayn vai estar lá também. Afinal, os  amigos em comum são muitos, e eles sempre foram do mesmo círculo de amizades.

Por mais que odiasse admitir, ela ainda gostava dele. Muito. Eles estavam noivos, já preparando as coisas para o casamento. É difícil de aceitar o fim.

Já sabendo que não arranjaria desculpas os suficiente para convencer Amanda que não iria, foi para o banho e começou a se arrumar.

Não muito longe dali, Zayn também estava relutante para ir. Ele não queria a encontrar e nem imaginou que esse encontro poderia acontecer tão cedo, ainda mais numa ocasião dessas. Por mais que tenha sido ele quem terminou o quase noivado, doía muito nele toda essa situação.

“Te espero hoje, Bro. Não se atrase! Às 20h, OK?!”. Ao ler essa mensagem, já teve a certeza, assim como S/N, que teria que ir; querendo ou não.

Tomou um banho, colocou uma roupa, passou um de seu perfumes favoritos e, em quarenta minutos, estava pronto.

Pegou as chaves do carro e foi até onde aconteceria o noivado dos seus amigos.

Já S/N, sabendo que iria beber alguma coisa, optou por deixar o carro em casa e chamou um táxi. Passou o batom, pegou sua bolsa e, já pronta, entrou no táxi e seguiu para onde seria a festa do noivado.

A primeira pessoa que a recepcionou foi Amanda. Ela a parabenizou e desejou tudo de melhor para eles.

Ao ver ela entrando, Zayn travou onde estava. Apenas ficou a admirando. O sorriso que ele tanto amava, a simpatia e a maneira carinhosa que ela tratava as pessoas que sempre o cativou nela, a beleza extrema, a delicadeza… Tudo que ele sempre amou nela ainda estava presente. E ela estava bem na sua frente.

Quando ela ergueu seu olhar e o viu, foi como se seu coração fosse na boca. Ela congelou. Ele parecia ainda mais bonito ao seu ver, a mesma beleza misteriosa, a elegância em se vestir e se estilo próprio, a barba por fazer que ela tanto amava e o cabelo meio bagunçado faziam o conjunto perfeito.

Ela só saiu do seu transe quando sua amiga a puxou para tirarem algumas fotos.

Vendo a alegria dos seus amigos que estavam noivando, a felicidade por estarem planejando um vida juntos fez Zayn pensar em suas atitudes.

O remorso o dominou. A culpa por ver S/N com um olhar triste e sem vida tomou conta dele.

Naquele momento ele só queria poder voltar no tempo e converter seus erros. Ali ele viu o quão errado ele agiu com a mulher que ele mais amou na vida, a que era sua companheira, sua amiga, sua namorada e noiva.

Ele foi um bobo e infantil por deixar o medo de assumir essa responsabilidade e o medo de perder os benefícios dá vida de “solteiro” falarem mais alto e ignorar por completo os benefícios ainda maiores de ter ela ao seu lado.

Vendo seus amigos ali, os dois se imaginavam no lugar deles. Poderia ser eles, felizes e juntos. Mas não era.

Infelizmente, ou não, não existe um botão para apertar e fazer o tempo voltar atrás. Talvez esse tempo tenha sido bom para ambos amadurecerem e considerarem o que é mais importante para eles.

Ele estava arrependido. Mas como iria mostrar isso para ela? Ele nem sabia se poderia ter uma segunda chance.

Procuraram manter a distância um do outro. Mas sempre se procuravam com o o olhar. Ele quase não conseguia parar de olhar pra ela. E ela estava na mesma situação.

Já no fim da festa, quase na hora de ir embora, eles acabaram de esbarrando. Ficaram se encarando por algum tempo; tempo esse complemente constrangedor. Até que ele tomou a iniciativa…

- Oi! - ela permanece olhando nos olhos dele e depois de gaguejar um pouco, conseguiu se pronunciar.

- Oi.

Ele nunca foi inseguro. Mas naquele momento ele se tornou a pessoa mais insegura desse mundo. O medo o consumiu. A saudade de quando ele estavam juntos e conversavam normalmente até tarde, rindo de tudo e sem se importar com nada veio à tona. E ao mesmo tempo um desejo e vontade súbitos de agarrá-la ali mesmo e a beijá-la com vontade. 

Mas, pela maneira que ela o respondeu, ele pôde ter a certeza de que a perdeu de vez e que nunca, jamais, poderia ter uma segunda chance com ela. Era tarde de mais….  


[…]


A segunda parte dai logo logo…! 

Status/Frases Desapego

Cara de boba mas já fez muito malandro chorar e pedir pra voltar

Brincou demais meu caro, me perdeu, agora chora. 😘😘

A regra é clara, antes só do que mal amada. 😘

Desculpa moreno, mas se apegar em mim é problema. 😈

Quer brincar de orgulho aprende a jogar então ↔

E nessa estrada quero achar gente doce, límpida, verdadeira e disposta. Quero topar com luz, desapego e paz.

Há pessoas que na nossa vida apenas estão de passagem, e quando for a hora deixe-as ir embora.

Quando deixar algo para trás é a única solução, não adie por muito tempo a decisão.

Uma dose de amnésia e duas de desapego, por favor. 🍸

Tanto faz pra mim, enfim to bem de boa 😏

Um brinde ao desapego 🍻

Quando eu desapego, já era.

Tudo que ficou para trás com o tempo será esquecido.

Não chore o que perdeu; o que foi embora não era seu, e o que é acabará voltando!

Abandone tudo aquilo que faz você ficar para trás, pois só assim a meta da felicidade ficará mais próxima. 🍃

O mundo é dos espertos, sorri mais quem se apega menos.😎

Segue seu plano porque no meu você não tá mais!😉

Não sou de me apegar as coisas, então fique a vontade pra ir.

Aguarde e verá a transformação. Cansei de ser otária na sua mão.

Liberdade é conseguir seguir em frente sem sentir medo de perder o que fica para trás.

😎Se Pegar/gostar de Like/Reblog😎
Ei você, é você mesmo, quais são os seus medos? Quais são os seus pensamentos antes de dormir? Quem é você? 
Senta aqui, me conta, eu não vou correr. Eu não sou como essas pessoas que fogem quando conhecem a fundo o outro. Porque eu também tenho medos, os meus pensamentos antes de dormir são os mais confusos. Eu sou a garota que te manda mensagem toda noite antes de dormir, porque se não, a insônia me visita. Sou a pessoa que te passa segurança quando vê em teus olhos que a tua vontade é correr. Sou quem te da a mão, quando você começa a me contar da sua vida, do seu interior, dos seus receios. 
Eu sou o poço de intensidade que ninguém quer conhecer a fundo, sou o caos que desmorona todas as noites antes de dormir. Também tenho medos, já te garanto que o escuro é um deles. Então vem cá, me dá a sua mão? Não precisamos rotular tudo isso, não precisamos fazer disso o que todas as pessoas fazem, não precisamos ser como eles. 
Vem, vamos passar uma tarde juntos, andar de mãos dadas, rir de coisas bobas e compartilhar músicas que gostamos até você me beijar. Vamos correr da chuva, sentar em uma pracinha, medir o tamanho das nossas mãos e você rir, porque eu sou muito pequena perto de você. Ah moreno, vamos passar a tarde conversando. Te faço um cafuné, te conto um pouco do meu passado, você pode segurar na minha mão e me convencer de que você também já passou pelas mesmas coisas e que não é tão ruim assim. É, me dá um beijo na testa, me conta do teu medo da sua rotina e diz que não quer me machucar, mas sabe, eu estou indo fundo nessa, estou me permitindo. 
Vem na segunda semana, me manda uma mensagem, dá asas para as minhas loucuras guardadas em um potinho dentro da minha alma e diz que eu preciso viver mais. Vem me ver, deita no meu colo, te faço um cafuné, enquanto você diz que está com sono e que não sabe como vai ser daqui para frente, okay, está tudo bem, confia em mim. Me pega pela cintura, me diz que te tiro o foco e me mostra que existe um lado bom em estar embarcando nessa loucura com você. Me pega no colo, brinca com o meu cabelo e na hora de ir embora, volta três vezes para me beijar, sorri e diz que quando chegar em casa vai me avisar.  Mas ai então você me mostra que eu não posso confiar literalmente em você, porque quando te conto dos meus sentimentos você se afasta e me diz que não sabe lidar. Se eu estou com medo? Sim, muito medo. Porque estamos oscilando entre o bom e mal humor. Estou com medo de te perder em alguma das linhas do nosso texto. Estou com medo de você não querer mais segurar a minha mão.  A nossa amizade nunca foi comum, sempre houve algo além da amizade, por favor não estraga isso agora. Não me deixa perder o carinho que eu tenho por você. Eu prometo que me encaixo na sua rotina, me encaixo no teu jeito. Não precisamos rotular isso. Apenas deixa ser. Apenas deixa rolar.
—  O primeiro mês com você.
₪ STATUS MARÍLIA MENDONÇA ₪
  1. Prepara, que eu já tô me preparando. 🎒
  2. Enquanto cê tá indo, eu to voltando. 🚗💨
  3. Hoje a farsa vai acabar. 🎭❌
  4. Hoje não tem hora de ir embora. 🕐🚫
  5. Não perdi nada, acabei de me livrar. 🎈
  6. Essa competição por amor só serviu pra me machucar. 💔🔨
  7. E se isso for pecado, quem vai nos julgar? 🗯❌
  8. Quem nunca amou nunca vai entender. 💭♥️
  9. Desconfia, agora eu faço o que eu quero. 🚗💨
  10. Se quer saber, hoje eu vou beber de novo. 🍺
  11. Eu me ajeito no seu jeito basta a gente conversar. 👨🏾💬👩🏾
  12. Seu medo te cerca, te pega e te joga pra longe de mim. 🏃🏾💨
  13. Falando em saudade de novo eu acordei pensando em você. 💭
  14. Falando em saudade, tá aqui comigo a sua metade. ❣️💬
  15. Se você soubesse o que realmente me interessa. 😏💭
  16. Cresci, não acredito mais em conto de fada. 🦄✨
  17. Eu vivo do jeito que eu quero, não pedi opinião. 💬🚫
  18. Da minha vida cuido eu. 💄💋
  19. Me apaixonei pelo que eu inventei de você. 💭💔
  20. Tudo do mesmo jeito, com os mesmos defeitos. 📌
  21. Te perdoar não quer dizer que eu vá voltar. 😉👐🏾
  22. O que tava dando certo agora deu errado. ❌
  23. Dois estranhos perdidos, tão perto e distantes do amor. 🚲
  24. Eu e você, sem regra, sem lógica. 💑
  25. Tô sabendo que não para de chorar. 👂🏾💬
  26. Ouvi dizer que cansou de bancar o forte. 👂🏾💬
  27. O meu cupido é gari só me traz lixo. 🗑
  28. Cupido inconsequente, sem rumo, sem direção. 🚗🌀
  29. Com quantos corações você vai ter que brincar? 🎮♥️
  30. Suas declarações de amor não vão me conquistar. 💬❌
  31. Foi você quem escolheu, foi você quem perdeu, me perdeu. 🙆🏾💁🏾
  32. Dessa flor não irá mais tirar uma gota de mel. 🌻✨
  33. É melhor cada um seguir o seu caminho. 🚚💨
  34. Não implora, vou embora e o que passou.  🚗💨
  35. Segue a sua vida, eu vou seguir a minha. ✋🏾👋🏾
  36. Que venha um novo amor, que eu já to de saída. ♥️✨
  • Se gostar/pegar dê like.
Você percebe que é hora de ir embora, quando chega em um lugar e não tem mais aquela sensação de ser “bem vindo”. E nem tudo que te agradava antes, vai continuar te agradando amanhã, ou depois, e depois, e depois. Você se acaba em cada pedacinho de seu coração que deixa cair ao longo de seus choros quase mudos durante à noite, com cada pessoa que deixa sair por não ser o suficiente para mantê-la em sua vida. Morre engasgado aos poucos com cada palavra que nunca disse, enquanto tenta tapar seus ouvidos para não ouvir todo o barulho, mas não consegue, porque o barulho vem de dentro de você. São suas muralhas desabando, os oceanos de mágoas em marés pesadas batendo contra a barragem que as continha. Mas afinal, foi só mais um amor errado. Só mais um alguém perdido. Só um tropeço sem querer. Só mais uma noite em claro chorando. Talvez sendo tudo que nunca queria ser: só mais um.
—  A culpa é mesmo das estrelas? 
Abro os olhos mas não vejo nada. Sinto um peso em minha cabeça mas é apenas meu travesseiro. O despertador toca ao longe e não consigo alcanca-lo, não vejo nada. Finalmente consigo pegá-lo. Seis da manhã. Quantas horas eu dormi? Doze? E mesmo assim o cansaço pesa em meu corpo. Me esforço para levantar. Preciso me arrumar para o serviço, mas a minha vontade é zero. Preciso me esforçar, pego uma toalha, minha roupa branca e vou para debaixo do chuveiro. Ontem mesmo ouvi “você está doente, como pode cuidar de outras pessoas?”, isso não sai da minha cabeça. É muito difícil para mim esconder tudo isso. Passo a maior parte do dia no hospital, me escondendo daquilo que eu sei que é verdade. Mas eu ignoro. Não posso abandonar tudo, não agora. Já sou um total fracasso em tudo, desistir seria humilhante demais. Dou bom dia pelos corredores com meu estômago roncando alto. Esta tudo bem. Continue fingindo. Forte/vazia/forte. Tudo isso gira em minha cabeça enquanto a água morna escorre pelo meu corpo. Ah, se ela levasse junto com ela as minhas dores. Uma garota que finge ser feliz, mas está cheia de cicatrizes por dentro e por fora. Nos seus pulsos está escrito “be strong” mas nem ela mesma acredita mais nessas palavras. Fracassada. Assim que se define. Desligo o chuveiro e me seco, me visto, sem me olhar no espelho. A imagem que reflete nele me dá nojo. Vou até a cozinha e pego uma xícara.
- Tem bolo dentro do forno.
Ouço minha mãe falar entrando na cozinha. Na esperança que eu queira me entupir de bolo (240 cal) as seis da manhã. Apenas assinto com a cabeça enquanto preparo meu chá com adoçante (0 cal). Ela ainda pensa que esta tudo bem. Nada que sorrisos falsos, maquiagem e roupas largas não disfarcem não é? Sinto uma pontada de culpa, odeio mentir. Mas logo passa, isso tudo é necessário. Tomo meu chá enquanto minha mãe está no banho.Coloco meus fones no último volume na musica “courege”. Pego um prato e espalho farelo de bolo sobre ele. Deixo a forma do bolo em cima do forno. Pego uma fatia e jogo fora. Depois deixo o prato e a xícara na pia. Pronto. Ela vai pensar que comi aquela explosão de calorias. Só falta uma coisa. Um elogio. Vou até a porta do banheiro.
- Mãe, estou indo, ah, o bolo estava ótimo.
- Ta bom, vai com deus!
Trabalho feito. Aquela pontada de culpa volta. Mas a afasto para longe. Coloco os fones novamente e sigo o caminho do hospital. Minha cabeça dói. Estou a quantos dias sem comer? Nem sequer consigo me recordar. Chego com muita dificuldade até meu setor. Sinto um peso nas minhas costas. Tentei deixar tudo de lado, tomei cerca de dois litros de água, até ficar enjoada. Dentro dessas seis horas. A manhã passa rápido. Eu não paro um minuto. Finalmente chega a hora de ir embora. Pego minhas coisas e vou. Na saída uma colega me chama. Desacelero o passo. Ah meu deus o que ela quer agora?
- Você está bem?
(Minta!) - Estou sim, porque?
- Está meio pálida, faz dias que te vejo assim.
- Eu sou branca demais, deve ser isso.
- Você está com uma aparência de doente, isso que estou querendo dizer.
- Bobagem, estou um pouco gripada, só isso.
- Tudo bem então, se precisar de algo pode me chamar, até amanhã.
- Obrigada, até!
Uau, ok, isso foi estranho. As pessoas estão começando a perceber? Poxa, eu passo muita maquiagem e fico sorrindo o tempo todo. Aparência de doente? Isso me deixou preocupada. E se minha mãe notar algo? Vou para casa o mais rápido possível. Não tem ninguém em casa. Então me troco e deito, preciso esquecer a fome, e não, não posso comer. Tenho academia mais tarde, mas tenho medo de passar mal. O que aconteceu outro dia. Quase desmaiei, tive que dizer que eu tomava remédio forte , e que minha pressão caia as vezes. Mentira. Sou rodeada por mentiras. E sinceramente isso é muito cansativo. Oh Deus, o que eu faço para essa dor de cabeça passar? E não, não vou comer. Vou até a cozinha e preparo outra xícara de chá. O cheiro me enjoa. Tomo e volto a deitar. Meu estômago reclama, ele estava na esperança de receber algo sólido. HA-HA, não foi dessa vez meu amigo! Não sei aonde vou tirar forças para ir na academia, mas terei que ir de qualquer forma. Pego no sono, e me acordo duas horas depois. Bem a tempo de me vestir e ir malhar. Eu sempre gostei de ir na academia, é como se eu colocasse toda a minha raiva nos exercícios, gosto de me sentir exausta, aquele cansaço de “eu não aguento mais” me faz sentir bem. Por um momento parece que estou fazendo alguma coisa certa. Exceto por, fazer exercícios sem comer. Enfim, eu aguento essa. Coloquei meus fones e fui correndo até a academia, que fica a duas quadras da minha casa. Lá encontro minha linda e magra professora. (Que por favor, não dê aula só de top hoje, para eu me sentir mais fracassada do que já sou!). Venderia minha alma para ter o corpo como o dela. Tento me concentrar nos exercícios, mas estou fraca demais. Qual é, agora não! Quando me abaixo para alongar sinto tudo escurecendo ao meu redor. E já sabia o que estava por vir. Não senti mais nada. Tudo apagou. Quando consigo abrir os olhos sinto meu corpo doer, vejo várias pessoas ao meu redor, alguém verifica minha pressão. Não consigo falar. Elas falam mas eu não entendo, sinto uma pontada na cabeça, será que eu bati quando cai? Quando consigo sentar a sensação já passou um pouco.
- Como você está se sentindo? - diz minha professora.
- Estou bem, o que houve?
- Bem, você desmaiou, sua pressão foi lá no chão, já havia acontecido isso antes?
- Ah, já, e hoje está muito quente, deve ser por isso.
- Quer que levem você para o hospital?
- Não precisa, passo tempo demais lá. (brinco)
- Tudo bem, mas vá se sentar um pouco antes de ir embora. Pedi para trazerem um suco para você, tudo bem?
- Tudo bem, obrigada.
A aglomeração já havia acabado, apenas uma mulher estava sentada ao meu lado, me olhando a cada segundo pensando que eu iria para o chão de novo. Que vergonha. Isso não poderia ter acontecido. Não consegui terminar os exercícios! Que droga! Sinto vontade de chorar. Mas empurro um suco de laranja garganta abaixo. Preciso ir embora. Passei vergonha demais por hoje. Quando estou saindo alguém me chama na porta.
- Psiu.
Era um garoto, muito bonito por sinal. Olhos castanhos e cabelo escuro, usava uma blusa preta e tinha uma tatuagem no braço.
- Ah, oi. - respondi meio surpresa.
Eu nunca conversava com ninguém na academia, o máximo foi trocar algumas palavras com uma colega sobre como estava quente aquela tarde. Ele passa a caminhar do meu lado, como se eu o tivesse convidado a me acompanhar até em casa.
- Foi você quem passou mal na aula lá em cima?
- Ah, foi, mas não é nada demais, porque?
- Eu estava passando lá bem na hora, só não fui lá porque sei que atrapalharia mais do que ajudaria, sou péssimo nessas coisas.
- Que vergonha, pararam a aula por minha causa. - dou um sorriso sem graça.
- Que isso! Nada demais, mas agora você está bem?
- Ah sim, estou ótima, vou para casa já.
- Como é seu nome?
- Me desculpe, esqueci, me chamo Júlia e você?
- Lucas, mas pode me chamar como quiser.
(Sorrio)
- Ok, obrigada pela preocupação, eu moro naquela casa no final da rua. Nos vemos por aí. - tenho vontade de bater minha cara na parede depois de dizer isso.
- Espera, me passa seu número?
- Pra quê?
- Talvez eu queira conversar com você depois. - ele dá um sorriso torto.
- Tudo bem, anota aí.
Digo meu número e me despeço. Com certeza aquilo foi muito esquisito. Entro me perguntando o que tinha sido aquilo. Vou direto para o chuveiro, o que eu mais precisava agora era um banho, bem gelado, para esquecer tudo o que tinha acontecido. E os pensamentos voltam. Sinceramente achei que eles só viriam a noite, mas resolveram aparecer mais cedo desta vez. Aquela vontade de sumir toma conta de mim. “Você não é importante, ninguém te ama, você deveria morrer”. Tenho vontade de gritar. Essa voz fica repetindo isso em minha cabeça várias e várias vezes. É interrompido pelo som do meu celular. Uma mensagem. “Queria esperar mais para te mandar mensagem mas não aguentei, gostei muito de te conhecer.” Era do Lucas, aquele garoto que a dez minutos atrás eu nem sabia que existia. Coloco o celular de lado, não queria responder naquele momento. Terminei meu banho e fui para o quarto. Enfim respondi a mensagem “Também gostei de te conhecer.” Foi o máximo que consegui. Qual é! Conversamos dez minutos, nem isso, o que queria que eu falasse? Mal respondo e já chega outra mensagem. “Podemos sair um dia desses, se você puder, é claro.” (Não, estou muito ocupada fingindo que estou bem, não comendo e me cortando, ah, e meus pensamentos suicidas não me deixam em paz, então seria melhor não acontecer). “Claro, eu adoraria! Estou livre no sábado”. Idiota, não consegue ser má com ninguém, nem mesmo com alguém que acabou de conhecer. “Ótimo, te pego as oito."Ok”. Eu tinha um encontro? Não acredito. Ah e se ele quiser me levar para comer um xis burguer? O que eu faço? Que roupa vou usar sem parecer uma porca gorda? Ah, isso é o de menos, hoje é quinta-feira, tenho tempo para pensar nisso. Preciso dormir, isso que preciso. Tomo duas colheres de anti-ácido para ver se meu estômago para de chorar e vou dormir. Sexta-feira passa muito rápido, e quando vejo já é sábado. Tenho cortes recentes nos braços, como vou esconder? Um casaco e maquiagem, sempre funciona. Se não fizer um calor de quarenta graus. E já estava calor de manhã, de noite poderia ser pior. Não existe a possibilidade de eu ir de casaco, terei que ir de manga longa, a mais fina que eu tiver, mas só a maquiagem não vá cobrir os cortes, tenho mais isso para me preocupar. Me visto, passo maquiagem, um batom escuro, e não me encaro muitas vezes no espelho pois sei que mudaria de ideia sobre sair de casa. Antes que comece a por defeito em cada parte de mim a campainha toda. Era ele, pontual demais por sinal. Eram oito e um. Desci e avisei minha mãe que iria sair. Ele estava mais bonito que o outro dia, estava com uma camisa cor de mel e uma calça escura, o cabelo estava bem penteado, estava super perfumado. Ele me dá um beijo no rosto.
- Vamos?
Ele abre a porta do carro para mim. Eu apenas assinto com a cabeça. Confesso, eu estava nervosa. A muito tempo eu não tinha um encontro, nem nada parecido. E não acreditava que estava me permitindo a isso outra vez. Mas a única coisa que realmente me preocupava era aonde iríamos.
- Aonde vamos?
- Bom, é surpresa.
- Ah me fala, sou curiosa.
- Você vai ver.
Isso me deixava mais nervosa ainda. Chegamos em um restaurante. Eu tremi, meu pior pesadelo, comer em público. Respira, respira, respira. Eu tinha que segurar a barra, só por uma noite. Depois poderia ficar uma semana sem comer, ou algo parecido. Poderia me punir. Mas eu não poderia me comportar como uma louca/maníaca por comida, ele não poderia saber de tudo na primeira noite.
- Está tudo bem? - ele segura minha mão e me puxa para fora dos meus pensamentos.
- Ah sim, tudo certo, é aqui?
- É sim, vamos?
Ele desce e abre a porta para mim. Cavalheiro demais pro meu gosto. Deve ser porque é a primeira vez que estamos saindo. Garanto que ele não faria isso todos os dias. Enfim, ele apoiou a mão em meu ombro e entramos. Era um lugar confortável, as luzes eram meio fracas, o que dava um ar bem romântico. Havia uma mesa no canto direito, com dois lugares, era decorada com rosa brancas. Nos levaram até ela, ele havia reservado. Me sentei e ele se sentou na minha frente. Olhei ao redor e haviam poucas pessoas. Eram educadas, conversavam baixo. Respirei fundo mais uma vez. ‘Você consegue fazer isso’. Fiquei repetindo na minha cabeça o tempo todo. Logo trouxeram nossa comida, ele mesmo que escolheu para mim. Tinha carne, arroz, salada, era um prato bem enfeitado. Umas 398 calorias calculei. Ele me perguntou o que eu queria beber, e pedi uma água sem gás. Comecei a cortar a carne em pedaços, primeiro quatro, depois oito e depois dezesseis pedaços. Coloquei um na boca e comecei a mastigar. Essa era a hora de começar a falar, quem sabe assim conseguiria comer menos. A carne desceu rasgando a minha garganta. Estava suando frio. Tomei um pouco de água.
- Então, o que você faz? Sabe, além de ir na academia… - ele sorri.
- Eu trabalho e estudo, faço faculdade de psicologia.
Ah droga, ele ia ser psicólogo? Eu estava realmente perdida. A qualquer momento eu seria descoberta, disso eu tinha certeza.
- Ah, que legal.
Minha cora de assuntos tinha acabado por ali, eu era péssima nisso. Na verdade eu era péssima em tudo o que fazia.
- E você, faz o que?
- Trabalho num hospital e estudo enfermagem.
- Eu não conseguiria, sabe, lidar com pessoas doentes.
- Mas na verdade você vai lidar, só que são pessoas psicologicamente doentes, o que eu acho bem pior, você apenas não está vendo a doença, pois ela está por dentro, mas ela está lá, muito pior que um câncer ou algo parecido.
- Nossa, me surpreendeu agora!
- Porque diz isso?
- Você entende de psicologia?
- Além de enfermeira, sou psicóloga - sorrio - Sabe, os pacientes são muito necessitados de atenção, de ter alguém pra conversar, e eu faço esse papel também. - mexo na minha salada e coloco um pedaço de alface na boca.
- Entendi, mas não deve ser muito fácil.
- Fácil não é, mas é o que eu realmente amo fazer, parece que é a única razão pela qual eu ainda continuo viva, para ajudar as outras pessoas, cuidar.. Única forma de eu me sentir útil.
- Está sendo melancólica.
- Não estou não, estou sendo sincera.
- Tudo bem.
- Sabe, eu fazia terapia. - droga, não deveria ter falado isso.
- Sério? - ele parece apavorado - você não me parece alguém que precisaria de um psicólogo.
- É, mas preciso. - ele sorri, levou como uma cantada.
- Me diga o motivo. - nesse nível da conversa ele já estava acabando de comer, e eu ainda comendo a alface.
- Você não vai querer saber, de verdade.
- Quero sim, por isso estou perguntando, pode confiar em mim, já sei lidar com gente maluca. - ele me cutuca e sorri de canto.
- Tive alguns problemas um tempo atrás, e minha mãe achou melhor me levar numa psicóloga, que acabou virando psiquiatra e eu tive que tomar uns remédios, mas foi por pouco tempo, hoje eu estou super bem. - minto.
- Que tipo de remédios? - ah, agora ele estava querendo saber demais.
- Olha, é a primeira vez que a gente sai, não quero ficar te assustando com a minha triste história.
- Mas se eu quis sair com você e te trouxe até aqui é porque quero saber mais da sua triste história, afinal, é quem você é.
- Você vai ser um bom psicólogo. - sorrio triste. - Então tudo bem, eu tive depressão, tentei suicídio e descobriram que eu tenho transtorno bipolar.
- Só isso?
- Bom, só? Acho bastante coisa para alguém de 21 anos, não acha?
- Já atendi pacientes piores. - ele parece indiferente.
- Sofri de automutilação também.
- O que mais?
- Nada. - eu não podia falar da ana e da mia, seria um crime.
- Você é uma pessoa interessante.
- Fala isso porque sou maluca e você é psicólogo? - sorrio.
- Não, falo isso porque é verdade.
- Tudo bem.
- Você é linda. - ele acaricia o meu rosto de leve. - Mas nem tocou na sua comida, está ruim?
- Ah, não, está ótima, eu que não estou com muita fome hoje.
- Tudo bem.
Ficamos um tempo em silêncio e eu me pergunto o que se passa na cabeça dele. Afinal, eu acabei de contar que sou uma maluca suicida e ele diz que sou linda? Trazem a sobremesa e eu nem comi a comida. Graças, agora só preciso enrolar mais um tempo. Digo que vou ao banheiro. Me olho no espelho, mesmo depois de ter passado maquiagem eu ainda estava pálida. Tanto faz, aquela altura eu só queria ir pra casa dormir. Não sei porque havia aceitado aquele convite, aquilo não daria em algo bom. Eu sentia isso. Volto para mesa e ele já devorou metade da sobremesa.
- Não vai comer?
- Não gosto muito de doce.
- Você vive do que, de ar? - ele ri, eu fico muda. - Foi brincadeira, desculpe.
- Não, tá tudo bem. - não, não está.
Pego meu copo de água, quando solto ele pega na minha mão, e puxa minha manga.
- Você ainda faz isso? - o olhar dele era uma mistura de preocupação com medo. Puxo meu braço rápido, foi apenas um descuido e ele viu, isso não podia acontecer.
- Bom, cada um acha uma forma de se aliviar. - foi a única coisa que eu consegui dizer.
- Você não precisa disso. - ele pega na minha mão e faz eu olhar nos olhos dele. - Você é linda, não precisa andar por aí cheia de marcas!
Não consigo responder. O que ele estava tentando fazer?
- Está tarde, você me leva em casa? - ele parece triste.
- Sim, vamos então.
No caminho até a minha casa não falamos nada. Ele liga o som e é a única coisa que se escuta dentro daquele carro além da nossa respiração. Chegamos.
- Foi muito bom, obrigada, de verdade.
Seguro na porta para abri-la.
- Espera. - ele me puxa de volta.
- O que foi?
- Vamos nos ver de novo?
- Podemos sim, mas porque a pergunta?
- Talvez eu tenha feito ou falado algo que você não gostou.
- Não, não fez nada, de verdade. - ele acaricia a minha bochecha e coloca a mão na minha nuca, a mão dele está meio fria o que me dá um arrepio.
- Você é lin-da. - ele quase sussurra enquanto aproxima o rosto do meu, posso sentir o hálito dele em mim.
- Obrigada. - é a única coisa que respondo, eu estou anestesiada, eu quero que ele me beije mas ao mesmo tempo não quero, e penso que ele já teria o feito se quisesse. Então ele encosta os lábios nos meus, bem de leve, depois com mais força, sinto seu gosto em mim, e eu quero mais, e mais. Não quero parar agora, ele coloca a outra mão em minha nuca e puxa meu cabelo de leve, sinto um arrepio. Eu quero ele todo pra mim, naquele momento, mas não posso. Começo a beijá-lo mais lentamente, até parar e olhar para ele. Ele passa a mão pelos meus cabelos e me dá um beijo na testa.
- Obrigado pela noite.
Eu me viro e saio do carro, ainda não acreditando no que havia acontecido. Eu pensava que ele não iria me beijar, e o beijo dele era maravilhoso, poderia passar horas e horas beijando ele sem parar. A eu tinha que parar de pensar nisso e entrar em casa! Vou para meu quarto e deito na cama, preciso analisar tudo o que aconteceu. Eu saí com ele e contei praticamente toda a minha vida (ou uma boa parte dela) e ele me beijou? Isso era muito estranho. Pego minha coisas e vou para o chuveiro. Quando volto para me deitar meu celular vibra. “Durma bem.” Apenas isso. “Você também.” Respondo. Viro para o lado e pego no sono. Acordo com o despertador mais uma vez. Ao longo do dia trocamos alguns sms’s. Não me pesei hoje, e não vou fazer isso até amanhã. Tenho medo de subir na balança, aqueles números me assustam. Estou cansada, e meu estômago não para de reclamar. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer. Não posso comer.
Pego uma garrafa de água gelada e tomo ela toda até sentir que vou explodir. Pronto agora ele pode parar de reclamar, pelo menos por um tempo. Não me lembro realmente quando tudo isso começou, quando dei por mim já estava no banheiro com o dedo na garganta, é viciante. Com o Lucas as coisas vão bem, tirando a parte que escondo o que se passa por minha cabeça vinte e quatro horas por dia. Esses dias estávamos deitados e ele passou os dedos pelos cortes em minha barriga, que estavam quase cicatrizados.
- Você não vai mais precisar disso, eu te prometo.
Não respondi, apenas me deixei envolver os braços nele, era aquilo que eu precisava, alguém que cuidasse de mim, mas o que ele não sabia é que havia algo pior que os cortes. Os pensamentos sobre suicídio não me deixavam em paz. Eles vinham no momento que queriam e estavam me enlouquecendo. Me sinto totalmente fracassada por não ter conseguido daquela vez, me descobriram, se não tivessem me levado a tempo para o hospital eu não estaria aqui agora. Acordei e vi minha mãe, e um curativo em meu braço. Sete pontos e uma garota maluca de dezesseis anos que tentou tirar a própria vida. Minha mãe não dizia nada, mas as vezes eu fingia dormir e a ouvia chorar. A pior coisa do mundo é ver sua mãe chorar, e pior ainda é saber que é por sua causa. Eu estava acabada, e sabia que precisava de ajuda, mesmo assim eu me recusava ao tratamento. Apenas me forcei a comer para não descobrirem o meu segredo, e sempre que dava, eu jogava a comida fora. Eu precisava sair de lá. Foram vinte e cinco dias, vinte e cinco longos dias que pareceram cinquenta. Finalmente recebi alta, no mês seguinte minha mãe ficava em cima de mim o tempo todo, achando que a qualquer momento eu pudesse tentar alguma coisa. Ela me olhava dormir duas vezes por noite. Sei disso pois me acordava com o som da porta cada vez que ela entrava. Fui forçada a ir na terapia duas vezes por semana, falar dos meus sentimentos com uma estranha. Nada daquilo adiantava, os remédios só me faziam sentir mais dopada e com vontade de dormir o dia todo. As vezes eu mentia que havia tomado. Foram três longos anos até minha mãe achar que estava tudo bem e que eu não tentaria me matar de novo. Ela parou de me vigiar e eu voltei a me cortar. Era o momento em que me sentia viva, vendo o sangue sair eu sabia que não tinha acabado ainda. Tenho mais coisas para fazer antes de partir. Me dediquei aos estudos, e aqui estou eu, aos vinte e um anos, deprimida outra vez. Mas de uma coisa eu sabia, que se houvesse outra tentativa, na verdade não seria tentativa, eu conseguiria, mas ninguém poderia aparecer para me salvar, como acontece nos filmes sabe? Nesse filme eu realmente morreria. Eu ignoro o pensamento o máximo que posso. Desde que o Lucas apareceu, sinto que uma parte da minha vida é colorida, e o resto é preto e branco. Não sei se desistiria da ideia de acabar com tudo por causa dele. Eu escreveria uma carta, que ele guardaria, e talvez depois de um tempo jogasse fora, para se esquecer de mim. Sei que algumas poucas pessoas sofreriam com a minha partida, mas passaria, é sempre assim que acontece. As pessoas ficam de luto, choram por noites, e depois de um tempo superam, e seguem suas vidas, é inevitável. Sou uma garota de vinte e um anos que não vê mais motivos para viver. Estou no meu quarto a umas três horas, chorando, me cortando. Não tem ninguém em casa. Meu celular tocou algumas vezes, mas não o peguei. Eu não aguento mais, preciso terminar com isso logo. Bato na parede com força, minha mão sangra. Eu quero gritar, mas minhas forças acabaram. Vou até a cozinha, na prateleira de remédios. Encontro os que eu queria, sedativos, indutores do sono, calmantes, se eu tomasse todos de uma vez dormiria para sempre? Volto para o quarto, pego uma folha e uma caneta, começo a escrever uma carta. E amasso o papel. Pego outro. Nenhuma palavra é boa o suficiente, nenhuma. Nada justifica minha falta de vontade de viver. Desisto de escrever uma carta. E faço um bilhete. “Me perdoem, mas foi melhor assim”. Apenas isso, seria o suficiente. Começo a tomar os comprimidos. Um, dois, três, vinte e quatro, quarenta? Eu acabei com as cartelas, ainda não sinto nada. Mas parei de chorar. Seria o fim? Agora meu celular toda sem parar, é o Lucas. Fico tonta, já se passaram seis horas, daqui a duas horas minha mãe chegaria, algo deveria acontecer. Vou até o banheiro, vejo tudo girar. Pego meu navalhete, que ainda não havia usado. Coloco a banheira para encher. Tiro minha roupa. Está tudo girando, me deito na banheira, eu preciso de apenas um corte e sei exatamente onde fazê-lo. Deslizo a minha com força em meu antebraço, na horizontal. E o sangue começa a sair com força, logo a água da banheira está vermelha, sinto que vou apagar a qualquer momento. Sinto medo, estava dando certo. Fecho os olhos e deixo meu corpo me levar para debaixo da água. Escuto um barulho forte, mas ao mesmo tempo fraco, está tudo confuso para mim. Quando sinto que estou indo sinto algo me puxar para fora da água. Não vejo mais nada. Quando acordo vejo minha mãe chorando, de alegria? Demoro a perceber o que está acontecendo. Eu estava entubada. A pior sensação que alguém pode ter deve ser essa. Vejo uma enfermeira correr e chamar ajuda, e tiram o tubo de minha garganta. Todos comemoram, eu não entendo nada, não tenho forças para falar. Única coisa que sei por enquanto é que estou no hospital. Quando outra enfermeira se aproxima de mim consigo ver seu uniforme, agora eu sabia exatamente onde estava, UTI. Como isso pode estar acontecendo? Minha mãe segura minha mão.
- Filha, você lembra do que aconteceu?
Não tenho forças para responder, meus pulmões doem para respirar. Tento fazer que não com a cabeça, nesse momento minha mãe já havia parado de chorar.
- O Lucas te encontrou na banheira, sangrando, desacordada, te trouxe para o hospital, mas acharam que era tarde demais, você entrou em choque, eu sei que você sabe o que significa - ela sorri triste - teve uma parada cardíaca e veio parar aqui. Você ficou onze dias em coma, os médicos não sabiam se você acordaria, ou quais seriam as sequelas se você acordasse novamente, eles estavam sem esperança na verdade. Mas eu sabia que você iria acordar! - seus olhos ficam molhados novamente - Você recebeu sangue, fizeram lavagem pois você havia tomado muitos remédios, eu fiquei aqui o tempo todo, esperando você abrir os olhos. Filha, eu não posso te perder, você é tudo que eu tenho! - ela desaba a chorar novamente.
- Oh mãe… - Consigo responder, e ouvir minha voz faz ela chorar mais, ela me abraça e eu choro também - Prometo nunca mais fazer nada parecido.
- Filha eu te amo. - Ficamos um tempo abraçadas até que ela me solta.
- Mãe, onde está o Lucas?
- Aqui existe horário de visitas, você sabe disso, mas ele passou muito tempo aqui com você, se não fosse por ele, eu teria perdido você!
- Mãe, o importante é que estou bem agora, preciso muito falar com ele.
- Vou chamá-lo.
- Ele está aqui?
- Ele sempre está filha, ele só volta em casa para tomar banho e volta para cá.
Dou um sorriso triste. E ela saí. Logo o vejo entrar, vejo uma lágrima cair e ele toca o meu rosto.
- Nunca mais faça isso comigo. - Ele desaba. Depois se recompõe, eu não consigo dizer nada. - Tenho uma coisa para você, eu não queria que fosse dessa forma, mas enfim.
Então ele se ajoelha ao lado da minha maca, tira uma caixinha preta do bolso e a abre para mim com os olhos molhados.
- Amor da minha vida, você aceita, que eu te cuide todos os dias, pelo resto da minha vida, que eu te ame, que eu acorde ao seu lado e esteja mais perto de você para garantir que nada de ruim aconteça? Você aceita se casar comigo? - Eu estou em prantos, mas preciso encontrar forças para responder. Percebo que os enfermeiros e técnicos estão todos olhando para mim e sorrindo, alguns até deixam escapar uma lágrima.
- Sim Lucas, sim! É tudo o que eu mais quero! - Ele coloca a aliança no meu dedo e me beija, e o que eu sentia era uma mistura de tudo.
Depois de um dia fui levada para o quarto, ainda haviam medicações a fazer. Então depois de oito dias recebi alta. E decidi que a partir daquele momento eu seria feliz, eu me permitiria ser feliz. Hoje estou com vinte e seis anos, e confesso a vocês, está difícil terminar de escrever com a Sofia no meu colo. As cicatrizes agora fazem parte do meu passado, e hoje estou cuidando do meu futuro. Agora vou indo, o papai da Sofia acabou de chegar.
—  Recomeçar.
Imagine - Harry Styles

Gente, eu sei que o tumblr está uma coisa meio Zayn, Harry e a fanfic com o Niall (que vai dar uma pausa), mas melhoraremos com o tempo… Espero que gostem  ❤

Pedido:  “Você pode fazer um do Harry que eles são do mesmo grupo de amigos , e todo mudo super apoia os dois juntos, ela é apaixonada por ele, mas ele arruma uma namorada? Amo seu tumblr”


- Ainda acho que o Harry e a (S/A) terminam juntos. – Eliot soltou e levou o copo de cerveja nos lábios em seguida. Harry sorriu para mim e eu ri nervosa. 

- E você como a Jenny? Quando se assumem? – Harry desconversou abraçando Eliot de lado.

- Ah, você sabe, ela não me dá moral… – Jenny que estava na minha frente revirou os olhos.  

- Acho, que como nenhum casal vai se assumir hoje, devemos pedir mais uma rodada! – John chamou o garçom e mandou “descer” mais uma para cada.  

Admito que eu sempre fui meio fraquinha para bebida, e por isso, no ultimo copo foi mais devagar que os outros três. Vez ou outra pegava Harry com os olhos em mim, e era inevitável não sorrir; e ele me acompanhava, tímido por ter sido pego no flagra.  

Nossas noites no bar da faculdade sempre aconteciam nas sextas-feiras, e na hora de ir embora, costumávamos a dividir taxis. E nessa noite, minha companhia foi Jenny.

- O que foi toda aquela troca de olhar com o Styles? – Ela perguntou, indignada, assim que o taxi arrancou.  

- Não foi nada demais. Você bebeu rápido demais. O álcool teve efeito mais rápido…

- E o super abraço que ele te deu de boa noite foi coisa da minha cabeça? Ou o quase selinho? Eu vi (S/N), nem tente me chamar de bêbada.

- As vezes eu acho que ele sabe que eu gosto dele, mas fica esperando que eu tome alguma atitude. Morreremos os dois na praia dessa maneira. – Dei de ombros.  

- Você é do tipo que o cara tem que dar o primeiro passo?

- Não! É que eu sou tímida demais… Não conseguiria ter tamanha atitude. – Torci os lábios e paguei a minha parte do táxi, descendo em seguida. – Tchau, Jenny, até segunda!  

Depois de subir os pequenos degraus do prédio em que morava, cheguei ao meu apartamento e depois de um banho quentinho, me abriguei embaixo das cobertas para relaxar em um sono tranquilo.  

Meus planos para o final de semana seriam comer e dormir; talvez no domingo, eu fosse visitar meus pais na cidade vizinha, mas tudo dependeria do meu humor.  

Meu sábado começou depois das dez horas da manhã, tomei um café preto forte com alguns pães de queijo, um resquício da herança dos meus avós que vieram de um país da América Latina. Passei o dia de pijama; assisti filmes, programei minha semana, conversei com velhas amigas e quando fui começar a preparar a janta, meu celular começou a tocar, piscando o nome de Eliot na tela.  

- Oi, Eliot! – Atendi o telefone exagerando na falsa animação; sabia que ele estava me ligando para encontrá-los em alguma festa.

- Eu sei que deveria ser o nome do Harry piscando na tela do seu celular, mas sou eu. Então, (S/A), quero que você nos encontre no Joe’s Bar. Você não precisa nem beber, só venha nos encontrar.  

No fundo da ligação, ouvi Jenny dizer “não faça isso com ela”. O tom de chateação em sua voz era tanta que meu coração murchou sem nem saber o motivo. Eliot estralou a língua e disse que era uma opção minha. Pedi que ele passasse o telefone para Jenny, mas fui completamente ignorada e a ligação foi encerrada.  

Em um guerra interna, peguei o primeiro vestido básico que encontrei e corri para o banho. Nunca me arrumei tão rápido como hoje,  

O bar ficava a poucas quadras do meu prédio. Duas, para ser mais exata. E por meu sapato não ter o salto muito alto, fui caminhando mesmo.  

- Eu não acredito que você veio! – Eliot gritou ao me ver e já veio me abraçar.  - É! – Dei de ombros.

- Senta, (S/A)! – Jenny me puxou para seu lado.  

Cumprimentei o resto do pessoal com um aceno e reparei na loira, de maquiagem exagerada, ao lado de Harry. O barman me trouxe um drink azulado de gosto doce e eu adorei, pedindo mais um assim que acabei.

Jenny passou a conversar comigo sobre o seu dia e vez ou outra eu dizia que o meu se chamava tédio perto do dela. A loira a nossa frente ria no ouvido de Harry, uma risada fina e alta, como se quisesse chamar a atenção, e estava conseguindo. Eliot bufava de cinco em cinco minutos e eu passei a colocá-lo na conversa, o que Jenny não gostou nem um pouco.  

No meu quinto copo mega azul, eu já estava feliz e com a língua solta, Eliot tira a sarro de tudo que eu falava e eu ainda ria. Jenny também estava achando o máximo essa nova eu alterada pela bebida.

- Harry, a (S/N) quer te falar uma coisa! – Eliot me cutucou.

- Eu quero? – Pensei. – Ah, eu quero! – Levantei. – Podemos ir para a rua?  

- Tudo bem. – Ele se levantou. – Betany, eu já volto. – Ele se curvou para frente e deixou um selinho nos lábios da loira. Eliot, um pouco atrás de mim, fez barulho de vomito e eu segurei o riso.  

Caminhamos lado a lado para fora do bar.

- Você é um babaca!  

- Era isso que você tinha para me dizer? – Ele me olhou indignado.

- Ainda não acabei. – Troquei o peso de uma perna para a outra. – Você é um babaca por trazer uma garota qualquer para nossas saídas em grupo ainda mais sabendo que eu gosto de você. E nem venha se fazendo de sínico me dizendo que não sabe de nada. Até o Eliot sabe! Ai, você fica de risinhos e beijinhos com aquela loira de farmácia na minha frente e tudo que eu posso fazer é ficar parada olhando por que você não fez nada mesmo sabendo o que eu sentia. – Soltei um soluço seco. – Eliot disse que eu queria conversar com você por que acha que eu estou me declarando e fazendo mil juras de amor, mal sabe ele a raiva que eu estou sentindo de você.  

- Agora eu não posso fazer mais nada, (S/A). Ontem, quando estávamos com o pessoal, eu tentei arrancar algo de você, mas eu não consegui, eu queria ouvir da sua boca o que eu ouvi agora. Mas já é tarde, estou com a Betany. Respeito ela.  

- Então, eu não posso fazer nada. Tchau, Styles. – Com o resto de dignidade que me sobrava, eu passei por ele e voltei as duas quadras que me levariam de volta ao sossego do meu apartamento. Mais tarde, Jenny ligou querendo saber o que tinha acontecido e eu contei tudo a ela; e também deixei claro que para mim, as sextas-feiras das cervejas tinham encerrado.  

Imagine Louis Tomlinson

  • Pedido:  Faz um imagine do Louis q ele acha ela perfeitinha demais, tipo se ele quer ficar em uma festa até tarde bebendo ela quer ir embora cedo e não beber, entende ela é certinha, não faz nada errado e ele grita cm ela e ela chora e da muita treta mas eles se amam então final feliz

——————————–



Eu estava numa festa com o meu namorado, Louis. Ele estava se divertindo horrores. Bebia, pulava, cantava. Já se passavam das 2 horas da madrugada, e eu queria ir embora. Mas ele não me dava ouvidos. 

Eu nunca fui dessa meninas que gostam de uma balada, de ficar por ai até o sol raiar, beber até não aguentar mais. Sempre fui na minha, mais caseira. Sempre fui a típica ‘menina certinha’. O completo oposto do Louis. Ele gosta de uma farra, gosta de sair para beber sem ter hora para voltar.

Os opostos se atraem, não é?!

Mas, nos últimos tempos isso estava demais. Todos fim de semana ele queria sair e sempre voltava tarde. Quando eu digo fim de semana, quero dizer sexta, sábado e domingo. E, as vezes, até na quinta. Eu não gosto disso e não me sinto bem em lugares como o que estava agora. 

- Lou, vamos embora. Já está tarde… - pedi pela quinta vez.

- Que tarde o quê! É cedo! Vamos ficar. 

Se virou e foi pegar mais uma bebida para ele. Eu não havia colocado uma gota de álcool na boca. Odeio bebida alcoólica. Eu só queria ir para minha casa. 

Passado meia hora da minha última tentativa falha de convencê-lo a ir embora, tento de novo. E novamente ele nega. Mas dessa vez ele surta e começa a gritar.

- Mas que merda! Eu já falei que não vamos embora agora. Eu quero ficar, quero me divertir, curtir minha noite. Eu tô cansado desse seu jeito certinho, que não faz nada de errado. Custa ficar aqui comigo e se divertir? Eu cansei. 

Eu já sentia lágrimas quentes tomarem conta do meu rosto. 

- Eu só não aguento mais ficar aqui.

- Ah, você nunca aguenta. Você só sabe ficar em casa. Tudo pra você é errado. Chegar tarde em casa é errado, beber é errado. Tudo pra você é errado. Eu quero me divertir, curtir. Isso também é errado pra você? Você está me sufocando com essa sua perfeição. - disse com raiva.

Eu não consegui dizer nada. Apenas peguei minha bolsa e saí dali. Peguei um táxi e fui para casa.

Eu não sei o que de nele. Eu sempre fui assim, e ele sabe os motivos que me levam a ser assim. Eu tenho medo de ficar por ai até altas horas, ou ficar bebendo. Eu não quero perder mais uma pessoa que eu amo por causa disso. Há uns anos atrás, uns amigos meus, eu e meu namorado na época, estávamos em um pub. Já era tarde, altas horas da madrugada. Estávamos nos divertindo muito. Eu não me lembro ao certo como e o porquê, mas se iniciou uma briga. A maioria estava embriagada e drogada. No fim, alguma pessoas morreram ali, incluindo dois dos meus amigos e meu namorado. Depois disso eu nunca mais consegui sair e me divertir em lugares como esse. Eu vejo em casa a minha proteção e refúgio. É lá que me sinto bem e segura.

Entro em casa e vou direto pro meu quarto. Fico pensando em tudo. Ele disse que se cansou desse meu jeito. Então ele não me ama mais? Eu precisava de um tempo pra mim, pra pensar.

Acordo cedo e, já com minha decisão tomada, começo a arrumar minhas coisas. Eu não ficaria aqui. Coloco uma mala em cima da cama e coloco minha coisas ali. Quando está quase tudo pronto, escuto a porta ser aberta e Louis entra. 

Ele me encara e encara minha mala em choque e pânico. 

- O que você está fazendo? Onde você vai?

- Embora. Preciso de um ar. 

- Não! Não faz isso!

- Por que não, Louis? Eu não estou te sufocando?

- Não. Eu não quis dizer aquilo, eu estava irritado.

- Mas disse. Louis, você sabe que eu sou assim e sabe o porquê de eu ser assim. Nunca impedi que você fizesse isso, mas nunca gostei. Custava você respeitar o fato de eu querer vir pra casa?

- Eu sei, eu fui um idiota. Mas eu queria ficar lá, aproveitar a noite e queria que você ficasse comigo. Eu não fiz por mal. Mas eu acabei de exaltando e falando coisa que não devia. - ele respirou fundo. - Você não está me sufocando. Mas, confesso, as vezes esse seu medo absurdo e sua vontade de fazer tudo certinho me irrita. Está na hora de você perder esse seu medo. Eu amo você, do jeitinho que você é. Eu não quero que você vá embora. 

- Louis… 

- Mas você tem que se libertar um pouco. Isso faz tempo, S/A. Ficar presa nesse medo que você tem faz mal pra você. Eu sei que foi um trauma, que foi horrível pra você presenciar tudo isso. Mas já passou. - ele dizia com calma e com sua voz suave. 

- Eu sei, Louis. Mas eu não consigo.  - me sentei na beirada da cama. Ele se ajoelhou na minha frente e segurou minha mão.

- Então me deixa te ajudar. - ele olhava no fundo dos meus olhos. - Eu só quero ver você feliz de novo, saindo por ai, se divertindo comigo. Hum? Vamos fazer isso juntos? - acariciou meu rosto.

Respirei fundo. Ele tem razão. Eu tenho que me libertar. Isso faz mal pro nosso namoro e, principalmente, pra mim. Eu confio nele, e sei que isso será bom para nós dois. 

- Tá bom, podemos tentar. - ele sorriu lindamente. - Mas vamos com calma! - ele riu.

- Com toda a calma do mundo! - se aproximou dos meus lábios e me beijou. - Eu te amo!

- Eu também te amo!


[…]


Espero que tenham gostado!

Tô precisando de você. É isso mesmo, precisando. Não estou falando de querer, pois querer é desejo sem pressa, é desejo fácil, mas um dos mais verdadeiros. Precisar é urgência, é ter perto ou enlouquecer por instantes. É saber que não tem outro jeito, que a cura é só você mesmo. Não adianta outro cheiro, som ou pele. Tem que ser desse jeitinho seu, um jeitinho que resolve quase tudo, só não resolve o que existe entre nós. É você que vai saber o que dizer agora, você que sabe o jeito certo de nos ajeitarmos nesse sofá pequeno e, sabe que o nosso abraço deitado dura até o primeiro braço começar a formigar. Aquele momento que você para o carinho e pergunta, “Tá bom assim?”, é claro que tá. É você que sabe a hora de ir embora, só não sabe a hora de voltar. Por isso eu vim avisar, tô precisando de você.
—  Ah, você de novo não!

Moça, olha para a porta, já está na hora de ir embora, você precisa abandonar o barco, pular na água e nadar sozinha. Você vem remando por dois à muito tempo, fez tudo o que pode, mas você precisa deixá-lo. Você precisa seguir em frente, ele vai afogar você, saia agora, arrume as malas, leve as lembranças boas e todas as histórias engraçadas. Vá antes que aconteça um desastre e a única coisa que sobre são os escombros de dor e arrependimento. Vá enquanto há tempo, enquanto o vento não leve todos aqueles momentos leves. E quando você estiver na estrada, vai olhar para trás, todos olham, mas você vai sentir que a melhor coisa que fez, foi ter partido.

kgs

5

Ela no Taxi em Brasília


Ela estava em Brasília na casa da mãe e saiu para dar. Então na hora de ir embora ela pegou um taxi, deu uma beijo no comedor e mandou áudios para mim como se estivesse falando com o marido ciumento. Depois, me mandou outros áudios como se falasse com ele, para o taxista ouvir. No final, chegou na casa da mãe e até minha sogra notou que sou corno… :-D
E eu aqui em Sampa, tocando punheta!

Aproveitem! Os áudios eu ainda preciso converter para MP3 :-/