hermann wagner

E naquele momento em que estava morrendo, a morte que tanto temera era tão simples e tão fácil como se fosse alegria e triunfo. Nada no mundo se devia temer, nada era terrível - é só na nossa ilusão que criamos todo esse medo, todo esse sofrimento. Só em nossas almas angustiadas, existe o bem e o mal, o que tem valor e o que não tem, o desejo e o temor.
—  Hermann Hesse, in ‘Klein e Wagner’
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8 Views of Urban West and Central Africa, c. 1650—1850.

Captions (from top):

Loango, in present day (p.d.) Angola, 1660s, via D. O. Dapper

Benin City, in p.d. Nigeria, 1660s, via D. O. Dapper

Kano, in p.d. northern Nigeria, 1850s, via Hermann Wagner

Kumasi, p.d. Ghana, 1800s

Caravan arriving at Timbuktu, p.d. Mali, 1840s, via Heinrich Barth

Benin City, p.d. Nigeria, 1730s, via Thomas Astley

Timbuktu terrace, p.d. Mali, 1850s, via Dieudonné Lancelot

Adum Street, Kumasi, p.d. Ghana, 1817

Provava, cheirava, via e compreendia o que era a vida. Viu a criação do mundo e o declínio do mundo, como dois exércitos que se enfrentavam perpetuamente, sempre em movimento, sem nunca chegar a termo, eternamente em marcha. O mundo nascia constantemente e constantemente morria. Toda a vida era um sopro exaltado por Deus. Cada morte era um sopro aspirado por Deus. Quem aprendia a não resistir, a deixar-se cair, a morrer com facilidade, nasceria sem dificuldade. Quem resistia, quem sentia angústia, morria com dificuldade e nascia contra a vontade.
—  Hermann Hesse, in ‘Klein e Wagner’