harry tiago potter

O peito de Voldemort subia e descia rapidamente, e Harry sentiu a maldição a caminho, sentiu-a crescer no cerne da varinha apontada para o seu rosto.

- O verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas era Draco Malfoy.

Absoluto aturdimento surgiu no rosto de Voldemort por um momento, mas logo desapareceu.

- Que diferença faz? - perguntou, brandamente. - Mesmo que você tenha razão, Potter, não faz a menor diferença para você nem para mim. Você não possui mais a varinha de fênix: duelaremos apenas com a perícia… E depois de tê-lo matado, posso cuidar de Draco Malfoy…

- Mas é tarde de mais. Você perdeu sua chance. Cheguei primeiro. Subjuguei Draco faz semanas. Arrebatei a varinha dele.

Harry girou a varinha de pilriteiro e sentiu convergirem sobre ela todos os olhares no salão.

- Então, a questão se resume nisso, não é? - sussurrou Harry. - Será que a varinha em sua mão sabe que seu último senhor foi desarmado? Porque se sabe… Eu sou o verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas.

Um brilho ouro-avermelhado irrompeu subitamente no céu encantado e incidiu sobre eles, quando um retalho ofuscante de sol surgiu no parapeito da janela mais próxima. A luz iluminou o rosto dos dois ao mesmo tempo, de modo que Voldemort se tornou subitamente um borrão chamejante. Harry ouviu o seu grito agudo quando ele próprio berrou sua grande esperança para o céu, apontando a varinha de Draco:

- Avada Kedavra!

- Expelliarmus!

O estampido foi o de um tiro de canhão e as chamas douradas que jorraram entre as duas, no centro absoluto do círculo que eles tinham descrito, marcaram o ponto em que os feitiços colidiram. Harry viu o jato verde da maldição de Voldemort ir de encontro ao seu próprio feitiço, viu a Varinha das Varinhas voar para o alto, escura contra o nascente, girar pelo céu encantado como a cabeça de Nagini, girar pelo ar em direção ao senhor que se recusava a matar e que viera, enfim, tomar legitimamente posse dela.