hajas

Egyszer csak megtörténik,

hogy megismered.


A szokásait.

Őt.


Kívülről tudod, hogy hogyan állnak a szemöldök szálai, hogyan vannak az ajkain a csíkok, milyen a bőre.


Fel tudod idézni magadban minden egyes négyzetmiliméterét.

A szemét.

A tekintetét. 
Érzed az érintését akkoris, ha nincs veled.


Tudod, hogy hogy áll a haja amikor megsimogatod a fejét, tudod, hogy hogyan kér puszit.


Tudod, hogy az ágyban melyik oldalon szeret aludni, hogy milyen pózban, milyen gyorsan alszik el.


Ismered a mosolyát, a ráncokat a szeménél amikor nevet.


Tudod, hogy milyen ruhákban szeret járni, és hogy melyik tetszik neki rajtad.


Elkezded észrevenni a hibáit.


Hogy még mindig hagymával kéri a gyrost mikor veled van.


Hogy lett egy hatalmas izzadtság folt a hátán.


Hogy túl sokat beszél egy témáról, ami érdekli. 
Hogy egymásnál alváskor simán elfelejt fogkefét hozni.


És amikor minden apró hibáját megtaláltad, akkor beleszeretsz.

Akkor tudod, hogy milyen.

Azt akarod, hogy ne változzon meg soha.

Megszereted benne a legrosszabbat is, és el sem tudnád képzelni nélküle.

Aztán minden kis rosszaság eltűnik.


Abba leszel szerelmes aki, és nem abba, akibe akarsz lenni.

—  i-remember-at-dawn
Egy lánynak ne mondd, hogy milyen szép. Nem fogja elhinni. Tájékoztasd arról, mennyire szereted a szemét, milyen gyönyörű haja van. De ez nem sokat számít. Inkább túrj bele a hajába, fogj rá a combjára, simogasd. Ebből fogja érezni, hogy tényleg tetszik neked. Fiúk, a barátnőtök nem fogja kényelmesen érezni magát mellettetek, ha nem érzi, hogy tényleg élvezitek. És ezt nem a szavaitokból fogja érezni, hanem a cselekedeteitekből.
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da sua longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial que fica tremendo. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e do tiro, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
—  Marina Colasanti
Csak nézz meg mindent rajta. Hogy hordja a haját, milyen kalapot, sapkát hord, inkább fekete vagy világos szőke a haja? Nézd meg a szeme színét, gondolj rá, arra hogy milyen mélyen bele tudsz nézni abba a szempárba. Figyeld meg, vannak-e gödröcskéi mikor mosolyog? Nézd a szája ívét, nézd hogy hol kezd nőni a haja nézd hogy milyenek a fogai, nézd a nyakát, nézd meg a kezét, a csuklóját, az ujjait, hogy szívja a cigit, hogy fogja a poharat, hogy ül le, hogy eszik, hogy mit reagál mikor zavarba hozod..Csak nézd őt. Csak képzeld el vele magad. Miután megfigyelted képzeld el hogyan nézne a szemedbe, hogyan adná rád a kedvenc sapkáját vagy kalapját, hogyan gyújtana rá előtted, hogy kortyolna, hogy túrna a hajába, hogy mosolyogna rád. Csak képzeld el hogyan tapasztaná az ajkait az ajkaidhoz. Csak képzeld el hogy hogyan szeretne.
Você pode construir uma casa de qualquer coisa, reforçá-lá com o que quiser. Mas um lar é muito mais frágil. Um lar é feito das pessoas que você quer nele. E pessoas podem ser quebradas, claro. Mas todo cirurgião sabe que tudo o que é quebrado pode ser consertado. Que tudo que machuca pode ser remediado. Que não importa a escuridão que haja na sua vida, o sol sempre vai nascer novamente.
—  Grey’s Anatomy.
Ela sempre será inesquecível, não importa o que você faça, a maneira que você haja, as lembranças e sentimentos que você tente matar, ela estará ai, estará presente, desde o teu sorriso mais sincero até seu sentimento mais obscuro. Ela marcou você, de uma forma que nenhuma pessoa vai conseguir marcar, ela foi única. Sentimentos são algo que nunca vão ser controlados, louco quem acredita nisso. E você conheceu o mais incontrolável deles, o amor. Posso dizer que você experimentou da loucura a lucidez ao mesmo tempo, pois as pessoas que experimentam desse sentimento nunca saem ilesas, e você foi mais uma delas, mais uma vítima desse sentimento destruidor e reconfortador.
—  Simone Ribeiro.
"Ahogy egyre inkább megismersz valakit, minden külső tulajdonsága apránként elhalványul. Már nem számít, milyen színű a haja, vagy hogy milyen magas - idővel sokkal inkább a lelkét figyeled, nem a külsejét. Ez a szeretet lényege - a tökéletlenségek mögött meglátni valakiben a szépséget."
Mindenki máshogy írja le a szerelem szó jelentését. Nos szerintem a szerelem az amikor belep egy ember az életedbe és onnantól kezdve csak rátudsz gondolni.. Természetesen tetszik a mosolya, a haja, és az egész külseje úgy ahogy van. De igazán a tulajdonságaiba,a hibáiba, a gondolkodásába szeretsz bele.. Van benne valami amire mindig is vágytál. A közelsége olyan mint télen a fagyos nap után hazamenni és beülni a kandalló elé. A hangjánál nincs megnyugtatóbb dolog.Egyszerűen tökéletes. Nem tudod meg mondani miért szereted. De te tudod hogy mindennél fontosabb számodra, és tudod hogy örökre vele szeretnél lenni. Mert szereted.!
E então eu continuo, mesmo que as vezes me faltem motivos para isso, mesmo que haja vontade de desistir, mesmo que os sonhos e planos se tornem ruínas. Eu continuo por mim, continuo porque ainda espero que as coisas deem certo. É como se houvesse uma faísca de esperança no fundo da caligem querendo virar chama, uma estrela brilhando em meio a poluição na selva de pedras. Continuo porque tenho sede de vida, tenho fome de existência, tenho um insaciável desejo de ser feliz.
—  Gabriel Mariano.

eu sei como dói.
sei que dói e não é de agora.
sei que você já suportou muito e tanto, que às vezes se pergunta “tô suportando tudo isso pra quê?”, porque dentro de ti, já não faz mais sentido.
mesmo que ora ou outra aquela chama ainda acesa (porém pequena) de esperança em alguma coisa mostra que ainda existe
[a gente nem sempre tem esperança na melhora,
às vezes é só num dia melhor,
num momento bom,
às vezes ela aparece naquele riso inesperado,
naquela palavra amiga,
naquele conforto velado,
naquele texto que parece que nos lê ou que foi escrito por mãos parecidas com as nossas de tão parecido com a gente que é,
naquela música que nos acalma, que nos abraça quando ninguém mais faz isso,
naquele pôr do sol que vemos quando lembramos que basta olhar pro céu pra vermos algo novo e bonito].
eu sei que é difícil viver com um parasita dentro da gente que nos faz ver a vida de um jeito distorcido e te faz querer fugir de tudo, mesmo que a dor esteja em você.
e eu sei, eu sei que você chora muito que tem dias que quer chorar e não consegue mais, como se as lágrimas tivessem acabado, o que dói mais do que chorar descontroladamente.
eu sei que deitar a cabeça no travesseiro à noite não te dá sossego, sei que o monstro que te atormenta vem com mais frequência nesse horário e não te deixa dormir, não te dá paz.
sei que as outras pessoas não parecem confiáveis, que o mundo não parece mais mundo, é só um lugar que você está e não quer estar.
eu sei como às vezes parece que o universo quer que a gente desista.
e desistir é tão mais fácil, né? é tão mais fácil só pôr um fim,
mas você é tão forte por não desistir, eu juro pra você que vejo tua força exalando de você até mesmo quando tu chora.
tu não é fraco, tu não é só uma tristeza, tu não é só uma decepção.
tu é tantas & tantas coisas boas, feito até do que ainda não tem nome mas é tão bom te ter no mundo.
eu sei, assim como muita gente sabe, porque eu juro pra você que: tu nunca está sozinho, a tua dor faz parte da nossa.
e o mundo não é horrível como parece, as situações que são.
nem todas as pessoas são as mesmas que te machucaram.
e nenhuma dor dura pra sempre. a sua pode estar durando muito, mas ela vai terminar, você mesmo vai acabar com ela.
não permita que a dor acabe com você,
porque meu bem, a sua batalha está perdurando tanto porque tu é mais forte que ela, não é você quem está desistindo, é você quem está persistindo (mesmo que dentro de você haja um sentimento de derrota, é a sua auto-destruição que não deixa você ver o quão guerreiro tu é, mas toda vez que te vejo vivo, te vejo um vitorioso).
você é mais real do que essa dor que se alojou dentro de você e se espalhou por todos os cantos do teu ser, porque ela PRECISA de você pra existir, VOCÊ NÃO PRECISA DA DOR PRA EXISTIR.
eu tenho fé em você, eu acredito na tua batalha.
tudo bem perder lutas diárias, mas não desista de você. 

Cópula verbal, emocional e corporal, ansiava por ligar-me a você além dos meus devaneios. Ainda que entre nossos olhares haja mais erotismo do que o próprio sexo, que uma simples troca de palavras entre nós seja quase uma transa e que você me foda emocionalmente. Meu corpo pede pelo seu. Desde minha boca sedenta pela sua, meu cabelo ávido por sua mão forte, meu ser por inteiro, que só terá consciência de si quando nossos corpos estiverem encaixados perfeitamente em movimentos sincronizados, até as paredes do meu quarto pedem por nossa aliança corporal. Porém entre nós há o abismo do seu não sentir, dentro e fora de mim, você.
—  Simone Ribeiro.