habitar

Um bom tráfico de amor.

Tráfego Urbano 
Barulhento e caótico 
Talvez o que se precise 
É de uma  boa rima. 

Para acalmar os ânimos
E sossegar os corações agitados 
Porque tanta pressa amigo? 
Olha para o céu e enxerga os tons de azul. 

As arvores sãos tão belas
Contrapostas ao sol 
Coitada delas
Nesse asfalto tão sem vida. 

Mas elas estão aqui para ti, 
Porque acham que tu precisa
Admirar um pouco de beleza 
E habitar com o ar puro. 

Mal sabem eles que tu precisa é 
Daquela rima
Que vai espantar tua sina 
E devolver o riso a tua vida granfina. 

É disso que tu precisa 
Mesmo que você não admita, 
Mas eu sei o que te cativa
E o que tu mais necessita. 

Definitivamente, eu não presto para habitar no mundo dos que escrevem. Deve existir algum problema comigo, por maior que seja minha tentativa de compreender outros escritores, eu não consigo; não alcanço o objetivo natural de ler e absorver as palavras que me estão apresentadas. Eu me xingo, me aborreço, derrubo aos murros o meu maior sonho. Eu não consigo imaginar que toda minha imaturidade possa se tornar algo encantador e firme para se escrever. Eu conto bobagens, dores acumuladas, devaneios tão superficiais quanto minha vontade de ver TV. Não cabe no meu currículo, não impressiona ninguém, escrever é algo comum, esse mundo está lotado de escritores e eu sou apenas mais um, patenteado como escritor nas horas vagas. Mas voltando aos escritores que eu não entendo, posso declarar que tenho motivos, afinal, eu vejo diversos tipos de escrita, e algumas delas me deixam questionamentos pairando no ar. Acredito, que se metade do que escrevêssemos em nossos momentos positivistas, sonhadores e otimistas, se tornassem verdade; teríamos um mundo consequentemente bem melhor. Porém é aí que eu entendo que a escrita é feita de momentos, e que momentos acabam, que dias se passam, que muitas vezes o que cai sobre o papel, morre lá, como um indigente, abandonado e sozinho. Escrever é quase uma religião, somos devotos de um verbo que certamente decifra nossas vidas, explica decididamente o que não somos capazes de explicar, ouve nossas súplicas, desabafos e loucuras. O deus escrever, recebe cada uma de nossas palavras, através do anjo da inspiração. Cultivamos nossos rituais, nossas superstições, dedicamos à escrita uma doutrina que seguimos severamente. Sabemos a hora certa de chamar as palavras, desenhamos nosso círculo de magia na porta do quarto, posicionamos nossas canecas de café, copos de bebida, garrafas de alguma cerveja barata; invocamos nosso deus, em meios as lágrimas, às vezes em encantadora loucura, ou até mesmo sóbrios. Clamamos com a caneta pontuda e afiada, fazemos nossa oração em meio a confusão de pensamentos, até recebermos a confirmação de que ele chegou, e a hora do milagre vai acontecer: tudo que até então é abstrato, se tornará concreto, como os músculos que se movem em sacrifício a divina arte. Isso tudo, eu nunca compreenderei completamente, mas acredite, o que eu sei é mais do que suficiente para me manter de pé, caminhando em veredas que desconheço. Tudo isso, porque escrever é muito mais do que uma forma de lamento. Escrever é criar vidas, historias, mundos, universos… em uma mísera e barata folha de papel.
—  Pensamentos de um estudante, Otávio L. Azevedo
Habito en lo que no es.
Habito en lo que no quiso ser.
Habito en la nada.
Habito en la traición.
Habito en los peores recuerdos de una memoria rota.
Habito en el corazón que ya no bombea.
Habito en las piernas sin ritmo.
Habito en los brazos que no abrazan.
Habito en las caricias que raspan.
Habito en las palabras sin destino.
Habito en las conversaciones interrumpidas.
Habito en los versos tristes.
Habito en los poemas que nunca fueron escritos.
Habito en los labios secos.
Habito en las cicatrices del pasado.
Habito en el camino de las lágrimas.
Habito en los dedos que no se enlazan.
Habito en el miedo a perder.
Habito en la soledad.
Habito en el odio.
Habito en el olvido.
Habito en el dolor.
Habito en tu amor.
—  Habito - Emiliano Medero.
a falta em pessoa

eu preciso mudar minha rotina que insiste em ficar na ilusão. o meu coração anda precisando de um banho de realidade. eu bem que queria sentir algo mais além de saudade. eu quis te arrancar de cada pedacinho meu que você insiste habitar. eu queria que você soubesse fazer outra coisa além de me faltar.