guilherme b

É amor. Como vários outros espalhados por aí. É muito amor. Como aqueles que se escondem atrás das portas dos banheiros de um bar ditando palavras que quem precisa mesmo ler aquilo, jamais vai estar ali. Era amor e foi amor enquanto pôde. É amor, de se escrever no suor do espelho do banheiro. É amor, no tom do batom vermelho, espalhado pelos lábios, rasgado no canto da boca. É amor, quando não precisava ser. É amor por tudo que poderia ter sido, mas não foi. Por tudo que poderia ter dito, mas não disse. Era amor, foi amor e será amor. Porque ela sempre precisou disso, de amor. Mas não de qualquer um. É amor, daqueles que inunda a alma e acalma os dias, que bagunça o sono e confunde os desejos. É daquele amor que chega correndo e fica.
—  Você ficou e eu me perdi, Guilherme B.