gritei

Pedido: Oi. Faz um do Harry que eles estão distraídos assistindo ou conversando ou algo do tipo, e alguma coisa (de repente) a faz lembrar da mãe dela que morreu quando ela era adolescente e ela chora e o Harry consola ela.


 S/N: AMOR!!!! - gritei do banheiro e Harry correu em minha direção 

 Harry: QUE FOI?? - ele perguntou desesperado. Peguei o teste de gravidez que estava em mãos e dei a ele. 

 S/N: Parabéns papai! - Harry olhou o teste e sorriu 

 Harry: Não pode ser! - ele me olhou com um sorriso estampado no rosto 

 S/N: VAMOS SER PAIS MEU BEM!!! - ele me abraçou forte me dando os parabéns enquanto distribuía beijos em meus rosto 

 Harry: EU SOU O HOMEM MAIS FELIZ DO MUNDO!!! - ele grito me fazendo rir - Minha mãe vai surtar quando souber que vai ser vó! - disse entusiasmado. Minha expressão de felicidade mudou em segundos. A tristeza tomou conta de mim no mesmo momento . Harry me olhou e percebeu que eu fiquei mal - Ei, o que aconteceu? Por que ficou triste de uma hora pra outra? - perguntou colocando uma mexa do meu cabelo atrás da orelha 

 S/N: Nada.. - disse me virando, ficando de costas pra ele e abaixei minha cabeça 

 Harry: S/N, eu te conheço.. Olha aqui - me virei - Me diz o que aconteceu amor! 

 S/N: Minha mãe sempre me disse no sonho de ser avó - disse já chorando - E ela não pôde ser! - Harry me abraçou forte enquanto chorava em seu ombro - Por que ela teve que me deixar tão cedo? Tinha tanta coisa para dizer á ela. Dizer o quanto a amava, que tinha orgulho de ser sua filha. Queria mostrar a ela tanta coisa, ter ela ao meu lado quando eu mais precisei! 

 Harry: Calma S/A, sei o quanto é difícil pra você! Deve ter sido horrível mas olha pelo lado bom, ela deve estar tão orgulhosa de você! Tenho certeza disso! Você se tornou uma mulher incrível. Olha quanta coisa você conquistou. Sua mãe deve estar no céu festejando em saber que sua filha se tornou uma mulher totalmente demais! E além do mais, seu pai ainda está aqui, ele vai ficar tão contente em saber que vai ser vovô! Imagina só, ele vai pular de alegria! - ri do que ele disse - Não tenho dúvida de que sua mãe ficou muito contente com a notícia de ser avó lá no céu! - ele me beijou 

S/N: Ela foi uma mulher maravilhosa! - disse lembrando dela.

Harry: Você poderá dizer isso pro nossa filho ou filha! Ele irá adorar sbaer como a avó dele era incrível. 

Minha mãe faleceu quando tinha 12 anos, em um acidente de carro. Foi a pior notícia que eu pude receber. Mesmo com as nossas discussões eu a amava tanto, e ainda amo. Foi difícil demais aceitar que ela havia ido embora pra sempre. Passei por um tempo difícil. Fiquei com depressão por uns 2 anos. Sentia tanto a falta de uma figura materna na minha família.

Meu pai me ajudou muito nesse período. Pra ele foi tão difícil quanto pra mim, pois ele estava no carro quando o acidente ocorreu, ele viu minha mãe falecer ao seu lado. Lembro dele contando os detalhes a minha tia e choro cada vez que me recordo das palavras. Ele chorava tanto e dizia o quanto a amava e tudo mais. Meu pai foi um verdadeiro guerreiro nisso tudo e ele não procurou nenhuma mulher depois do acidente, para preservar a imagem da minha mãe, e até hoje ele é sozinho e diz que não quer arrumar ninguém, porque está muito bem sozinho e que tem memórias incríveis da minha mãe, que vai guardar pra vida inteira e eu também. 

 Harry: Liga pra ele! - me entregou o telefone e disquei o número do meu pai

 Ligação 

 Pai: Alô- coloquei no viva-voz para Harry ouvir também 

 S/N: Oi pai! 

 Pai: Oi meu amor! Tudo bem?? 

 S/N: Tudo maravilhosamente bem e com o senhor? 

 Pai: Estou bem filha, melhor ainda ouvindo sua voz e vendo que você está super feliz, qual o motivo? 

 S/N: Tenho uma notícia pra você! - olhei para Harry que estava sorrindo 

 Pai: Opa! É boa ou ruim? 

 S/N: Olha, depende de como você for interpretar. Espero que você fique feliz!

 Pai: Está me deixando curioso S/N, que noticia é essa? 

 S/N: Você vai ser vovô! Tô gravida pai! - disse animada mas ele permaneceu em silêncio. Olhei para o Harry confusa - Pai?! 

Pai: UHULLLLL!! EU VOU SER VOVÔ! NÃO ACREDITO!! AH MEU DEUS, OBRIGADO!! EU ESTOU FELIZ DEMAISSS!!! - ele gritava , fazendo eu e Harry gargalharmos - Parabéns filhota! Que ele ou ela nasça com bastante saúde e traga felicidade para todos nós! 

 S/N: Obrigada pai!! De verdade!

 Pai: Tenho certeza que a mamãe está super orgulhosa e feliz por você meu amor! - sorri ao ouvir o que ele disse - E eu também estou filha! Você é um presente que Deus me deu! Te amo meu bem!

 S/N: Eu também te amo pai! Amo muito! Você e a Mamãe são muito importantes pra mim! 

 Pai: Como o Harry reagiu? 

 S/N: Espera que ele vai te contar! 

 Harry: Fala sogrão!! 

 Pai: E ai paizão! Feliz?? 

 Harry: Você não tem ideia! Muito feliz mesmo! Quando a S/A me contou pulei de alegria, literalmente - os dois riram 

 Pai: Você é apressado hein Moleque! - rimos 

 Harry: A culpa é da sua filha! - ele riu 

 S/N: Harry!- disse rindo

 Pai: Cuida bem da minha filha tá me ouvido Harry?! Ela vai precisar de você!

 Harry: Pode deixar! Vou ficar de olho nela 24 horas! 

 S/N: Que exagero! - revirei os olhos rindo fraco 

 Pai: Não é exagero não Dona S/N! Harry está certíssimo, e você obedeça ela hein!! 

 S/N: Tá bom tá bom! 

 Pai: Ótimo! Vou ter que desligar, passo aí qualquer dia para bater um papo com vocês 

 Harry: Vamos adorar! 

 Pai: Se cuidem! Beijos! Parabéns!! 

 Harry e S/N: Obrigada!!

 S/N: Beijos pai! Te amo! 

 Pai: Também filha!! - desligamos a ligação 

 Harry: Esse meu sogro é o melhor! - ri e ele me abraçou - Vamos comemorar?? 

 S/N: Vamos!!

 Harry: Vou te levar em um lugar que você vai amar!

 S/N: Calma Aí! Deixa eu me arrumar! 

 Harry: Você está linda amor! Não precisa se arrumar! 

 S/N: Isso foi um elogio de verdade ou foi uma desculpa por sabe que eu vou demorar? 

 Harry: Um pouquinho dos dois- ele riu e me puxou pela cintura - Mas a parte que você é linda, é e vai continuar sendo verdade! - o beijei 

 S/N: Eu te amo tanto! 

 Harry: Eu também minha princesa!


ESPERO QUE TENHAM GOSTADOO!! ME FALEM NA ASK POR FAVOR!


BEIJUUSSS


Ju

Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar.
—  Tati Bernardi.
Já perdoei erros quase imperdoáveis; tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis; já fiz coisas por impulso; já me desiludi com pessoas que nunca imaginei que me desiludiriam; mas também desiludi alguém; já abracei para proteger; já ri quando não devia fiz amigos eternos e amigos que nunca mais vi; amei e fui amado mas também fui rejeitado; fui amado e não amei; já gritei e saltei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz promessas eternas; mas também me magoei muitas vezes; já telefonei só para ouvir uma voz e apaixonei-me por um sorriso; já pensei que fosse morrer de tanta saudade; tive medo de perder alguém especial (e acabei por perder). Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida e também tu não deverias passar! Bom é lutar com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante.
Vive!‘
—  Charles Spencer Chaplin
Já reclamei muito, chorei, gritei, com tudo o que aconteceu comigo. Mas passou essa fase, aceite as coisas boas e ruins que aconteceram. Arquivei tudo como experiência. E a lição mais importante foi que não preciso de você para viver.
—  Ilusões de Esther.
Quando ele se foi, senti mais da metade da minha vida ir embora também. Foi muito pior do que qualquer outra dor. Eu não chorei, eu não gritei, eu não desabei, eu não fiquei louco. Enlouquecer significava ter que superar, um hora ou outra. Eu não estava disposto a superar. Eu queria chorar para sempre.
—  Are you, Gabriel?
Eu tentei, juro que tentei. Fechei a porta, bati o pé e gritei: não, não desta vez! O coração implorava pedindo para voltar, a cabeça guerrilhava pedindo para se afastar. Voltei, destranquei a porta, corri, deitei e esperei… Por fim, suspirei, até que adormeci.
—  Dom D.
Acabe com essas dores, por favor, estou implorando - gritei para que Deus pudesse me ouvir. Minha voz fraca mesmo aos gritos, mostrava toda a fraqueza que eu estava sentindo. Tudo havia se transformado em um pesadelo que parecia não ter fim. Frieza e escuridão tentavam me cegar. Eu me encontrava perdido por todo o caos que estava minha vida. Andava por becos escuros sem saber se um dia encontraria saída. Mas no momento certo Deus veio. Trazendo luz para a minha escuridão e colocando em ordem todo o meu caos. Com a pouca fé que me restava e com o muito amor que Deus me entregava, tive a força que precisava para recomeçar.
—  Cartas para Deus
Eu errei, confesso. Lancei os meus problemas sobre Deus e o culpei por todos eles. Chorei, gritei, me desesperei. Perguntei uma dúzia de vezes “Por quê?”, esperando por uma resposta. Não o ouvi pronunciar palavra alguma, melhor que isso, o senti me tocar, e tive a certeza de que Ele estava presente o tempo todo. O toque dEle dispensa qualquer palavra.
—  Cartas para Deus
Eu chorei, porquê meu coração doía, e ninguém sente dor calado. Eu gritei, tentando desabafar. Mas tive que conter os gritos, ninguém deveria ouvi-los. Em todo caso, eu era forte. Eu sempre mostrei ser forte. Mas na verdade, eu era frágil. Toda delicada. Somente Deus sabia de tudo. E sempre era pro colo dEle que eu corria pra chorar. Bem sabia eu que ali teria conforto. Deus ia me ninar. Ouvir a voz dEle cantarolando, me fazia descançar.
—  Colo de Deus (Bruna Miguel)
Eu fui estrupada lendo clarice lispector e não me perguntaram o porquê. Também, se perguntassem, eu não abriria a boca. E não abriria a boca porque esta está amordaçada e abraçada à solidão. Porque esta está fincada à palavra morte, da qual não abro mão de pronunciar minuciosamente, quando estou sozinha no quarto rezando para deus me conceder a graça de morrer atropelada por algum carro muito chique, chiquérrimo, ou por algum cara bem bonito de olhos azuis, pinta de mais velho e com cara de 40. Eu fui estrupada e a palavra medo não me veio na cabeça, então eu não gritei. Apenas senti o quente do gozo esforçando-se para chegar em minhas coxas, depois em minhas virilhas e por fim, atingir uma parte minha que até então, desconhecia. Eu não gritei porque, a princípio, achei a sensação deliciosa, o quente amalgamando meus traumas e lambendo a poeira do vazio que, por tempos e tempos, instaurou-se em mim. Eu fui estrupada enquanto lia uma manchete no jornal que falava das mulheres africanas no mercado mundial do trabalho e me senti violentada quando vi a imagem de alguma delas - acho que queniana, não me recordo bem - trabalhando no garimpo porque queria ser professora de história para relatar, detalhadamente, como era sobreviver à ruína e ao fracasso de habitar uma pele e um corpo que não era seu. E novamente, o grito não veio. Tentei estalar meus dedos, fechar meus olhos, ferir minha pele, me arrastar no chão e quis sangrar, quis desaparecer, mas gritar não. Porque o grito revelaria uma raiva que talvez eu não tenha e, se tiver, está bem escondidinha dentro de alguma parte que ainda não dei por certo. E esse grito, que nomeei de “a coisa que não vem”, virá um dia. Algum dia em que eu estiver deitada, cheirando descasos e amores que não me pertencerem, mas que, todavia, tiveram pertencimentos. Doei-me, doeu-me, mas estive forte o tempo todo, quando lançavam facas e deixavam de lançá-las. Eu fui estrupada quando passava pela rua e desmaiava de tanto calor. E repare que: o que me estuprava não era bem o calor de 35º nem o mormaço e poluição da capital paulistana, o que acabava com a minha moral com a minha ética e com o chamo de senso era, no entanto, a falta de percepção. Invadiam-me com tanta indiferença que desmaiei e, sem querer ou sim, querendo, bati a cabeça na quina e sangrou dias semanas meses de reviravoltas e vontades de sumir. Sangrei também alguns dias que não falei a verdade, outros muitos que não soube ponderar, outros em que faltou-me resistência. E foi um estupro lúcido, claro, gentil até. A coisa toda foi acontecendo aos poucos e quando vi, estava estatelada no chão quente de uma rua quase tão cheia de gente que se tornava vazia. Eu fui estrupada na primeira vez que quis saber como era ir embora e correr riscos e danos mas ninguém se importou com isso. Também, se se importassem, diria que quisera saber porque da última vez eu estava de salto alto e não conseguia correr (sim, correr! Ou até mesmo andar. E se você chegou nessa parte do texto deve estar se perguntando o quê eu sou. Eu te digo: sou uma mulher à procura de ser compreendia entre tanta loucura efêmera e entre tantas opções de suicídio. Poderia te listar os fatos históricos da minha existência medíocre e tentar explicar por que eu me jogaria do telhado do meu apartamento, mas não), então decidiram me estuprar e me fizeram sangrar novamente. Dessa vez, avistando de longe aqueles que iam gradativamente, eu apenas sussurrava “não se vão” e eles, olhando para trás, para meu rosto aparentemente triste, esqueciam-se e desapareciam - e nem mesmo meus passos com meu salto de boutique francesa barata deu conta de aliviar a dor de ser abandonada. Todos de repente se foram e enfiaram dentro de mim alguma coisa grande descabível e que eu não consegui retirar. Eu fui estrupada dentro de uma livraria na segunda-feira. Foi naquela do conjunto nacional na avenida paulista cujos visitantes são, em sua maioria, um porre. Estupraram meus sentimentos e dessa vez me perguntavam o porquê de meus olhos estarem borrados de maquiagem enquanto eu lia um poema do Drummond. Ai ai, eu repliquei. Estavam enfiando, agora, alguma possível questão em minha goela como se eu fosse uma condenada-solitária-puta ou algo do tipo. E tem sido assim. Todos os dias. Os dias em que enfiam em mim, objetos sensações e até mesmo transas chulas e imundas. Deixo eles entrarem e não os retiro, porque ainda não aprendi a gritar. Eu ainda não permiti à minha garganta, à minha língua, à minha força saírem por aí sambando na cara dessas pessoas chatas e egoístas. Ainda não aprendi a trocar de roupa e a sair nua no meio da rua e também não sei como correr atrás de alguém. Os meus livros de clarice, assim como os de Drummond, estão borrados pela minha maquiagem de 1,99 que comprei na feirinha hippie de domingo da augusta (mas é claro, isso também não me questionaram) e eu ainda não me despi. Tem sido assim, os dias. Dentro do metrô, próximo ao supermercado, até mesmo em mim mesma: não encontro saída. Eles me estupram, meus olhos choram, mas eu não grito. Só me calo e deixo que o gozo quente entre, perfure a derme, a consciência, a pureza e o odor da minha essência esticada sob os padrões sociais e africanos do mundo - do meu mundo.
—  Floresinexatas.