grandinho

Desisti. E isso é a coisa mais triste que tenho a dizer. A coisa mais triste que já me aconteceu. Eu simplesmente desisti. Não brigo mais com a vida, não quero entender nada. Vou nos lugares, vejo a opinião de todo mundo, coisas que acho deprê, outras que quero somar, mas as deixo lá. Deixo tudo lá. Não mexo em nada. Não quero. Odeio as frases em inglês mas o tempo todo penso “I don’t care”. Me nego a brigar. Pra quê? Passei uma vida sendo a irritadinha, a que queria tudo do seu jeito. Amor só é amor se for assim. Sotaque tem que ser assim. Comer tem que ser assim. Dirigir, trabalhar, dormir, respirar. E eu seguia brigando. Querendo o mundo do meu jeito. Na minha hora. Querendo consertar a fome do mundo e o restaurante brega. Agora, não quero mais nada. De verdade. Não vejo o que é feio e o que é bonito. Não ligo se a faca tirar uma lasca do meu dedo na hora de cortar a maça. Não ligo pra dor. Pro sangue. Pro desfecho da novela. Se o trânsito parou, não buzino. Se o brinco foi pelo ralo, foda-se. Deixa assim. A vida é assim. Não brigo mais. Não quero arrumar, tentar, me vingar, não quero segunda chance, não quero ganhar, não quero vencer, não quero a última palavra, a explicação, a mudança, a luta, o jeito. Eu quero não sentir. Quero ver a vida em volta, sem sentir nada. Quero ter uma emoção paralítica. Só rir de leve e superficialmente. Do que tiver muita graça. E talvez escorrer uma lágrima para o que for insuportável. Nada pessoal. Algo tipo fantoche, alguém que enfie a mão por dentro de mim, vez ou outra, e me cause um movimento qualquer. Quero não sentir mais porra nenhuma. Só não sou uma suicida em potencial porque ser fria me causa alguma curiosidade. O mundo me viu descabelar, agora vai me ver dormir. Eu quis tanto ser feliz. Tanto. Chegava a ser arrogante. Tanta coisa dentro do peito. Tanta vida. Tanta coisa que só afugenta a tudo e a todos. Ninguém dá conta do saco sem fundo de quem devora o mundo e ainda assim não basta. Ninguém dá conta e quer saber? Nem eu. Chega. Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que eu continue dormindo. Ser invisível, meu grande pavor, ganhou finalmente uma grande desimportância. Quase um alivio. I don’t care.
—  Tati Bernardi
Nunca acreditei firmemente quando lia ou ouvia em algum lugar: “amor acaba” e “amor morre”. Amor não acaba. Se eu te encontrar daqui a dez anos, sendo que não haverá nenhum tipo de contato durante esse período, eu ainda sim vou te olhar e pensar: “poderia ter sido diferente”. Isso não é superar, eu sei. Isso é lembrar, é ter saudade, é sentir falta quando sei que não vai voltar, é querer voltar no tempo pra ver o que fizemos de tão errado pra poder consertar. Então eu disse e repito: amor não acaba. Eu sei que ele sempre vai tá em algum lugarzinho aqui dentro, intacto, mesmo que até eu desconfie que ele já decidiu ir embora. Se outro dia eu te encontrasse na fila do supermercado e permanecesse indiferente, não ficaria feliz em pensar que o amor resolveu ir, mas sim por descobrir que ele nunca chegou habitar em mim por você. Também acredito ser uma grande bobagem dizer que amor morre. Se eu sentisse que algo morreu dentro de mim, diria que morreu aquela importância e preocupação, aquela vontade de tá junto, aquele pensamento em alguém durante quase 24 horas por dia e aquele carinho só porque alguém me fazia bem, não o amor, longe disso. Mas eu te conheço tão bem, ou conhecia, acho mesmo que nem conheço mais. E sim, eu amava cada pedacinho teu. Amava, não porque tenha acabado ou morrido, mas porque eu amava o que você era. Claro que eu sinto saudade, mas não significa que eu queira e consiga amar o teu novo eu, quando eu já pude amar o que você deixou de ser. E mesmo mal te conhecendo agora, esse sentimento vai continuar aqui, mas de uma forma diferente, eu sei. E é exatamente por isso que eu digo que amor não acaba e nem morre, mas pode mudar de forma. O sentimento que te sufoca agora pode não ser amor e logo isso acaba. Passa! E se for amor, acredite, você supera só pelo fato de saber que outra pessoa pode aparecer, mas nunca, em hipótese alguma vai conhecer e poder chamar de “meu” aquele alguém que você conheceu antes. Ele é complicado. Às vezes realmente parece que vai nos enlouquecendo aos poucos. Ele vai tirando cada gotinha de cada coisa boa pra sobreviver, e se, ainda sim as coisas boas não bastarem, amor vira dor pra não virar fim.
— 

Amor não acaba e nem morre, mas pode mudar de forma. - Talita Melo - (TM)

Capítulo 63: Despedida de solteiro - Parte III

*Chay narrando 

Chay: Então vocês seguiram a gente?  

Mel: Ué claro, você achou mesmo que eu ia deixar meu noivo solto por ali, abandonado numa despedida de solteiro, fazendo não sei o que com uma mulherzinha qualquer?! Ata.. -Dei um selinho nela- 

Arthur: Mas vou te falar hein.. Cês tão um arraso papai do céu! - Lua e Mel sorriram uma pra outra poderosas- 

Chay: O cara que vai casar com você é muito sortudo sabia? -A puxei pela cintura- 

Mel: É mesmo? Por que? -Olhou em meus olhos- 

Chay: Por que ele vai casar com a princesa mais linda desse mundo. -Nos olhamos com os olhos brilhando, sorrindo…- 

Arthur: Vou pedir um champanhe! -Lua foi com ele ao telefone pedir e ficamos só eu e ela no quarto- 

Chay: Mal posso esperar pro nosso casamento..  

Mel: É amanhã, Nem falta muito.. -Sorriu pra mim- 

Chay: Eu fico imaginando você naquele vestido branco, lindo, vindo até a mim com o sorriso mais lindo sobre aquele tapete.. -Suspirei- 

Mel: Vai ser o dia mais feliz da minha vida.. -Ela me olhou toda meiga com os olhos já com lágrimas- 

Ela chegou mais perto de mim.. Nossos corpos estavam colados.. Ela sorriu pra mim com os olhos fechados e me deu um selinho, com aqueles olhos brilhando dentro dos meus. Me deu um beijinho calmo no nariz, sorrindo. Eu puxei seu lábio inferior a correspondendo e ela agarrou em meu cabelo bem forte, começando um beijo quente. Nossas línguas faziam o movimento perfeito, se movimentando juntamente, com calor.. Paramos o beijo com a respiração ofegante, sorrindo..  

Arthur: Epaa! Chegamos casal!  -Sorrimos pra eles, abraçadinhos- 

Chay: Vamos fazer um brinde.  

Arthur: Ao casamento! 

Chay: As gatas mais lindas desse mundo! -Nós quatros brindados felizes- Amor, eu vou tomar um banho, cê vem?  

Mel: Você quer que eu tome banho ou…  

Chay: Ai linda, vem logo! -Eu a puxei rápido pra dentro do banheiro- 

Ela entrou primeiro e foi logo colocando produtos na banheira de hidromassagem.. Fiquei olhando aquela bunda perfeita, sorrindo bobo..  Ela se virou e me encarou com um olhar sexy. 

Lua: Olha a sacanagem ai hein! Vai da pra ouvir daqui de fora, casal fogueira! -Ela deu umas batidinhas na porta, falando alto. Eu e Mel começamos a rir descontroladamente, abraçados- 

Ela começou a tirar a roupa lentamente sorrindo pra mim.. Foi deslizando aquela roupa preta devagar sobre seu corpo..  

Chay: Melanie.. Aii vem cá! -Eu a puxei fortemente e ela começou a tirar minha roupa devagar.. sorrindo pra mim- 

Nós entramos na banheira e ficamos lá meio deitados, abraçadinhos.. Ela entrelaçou suas pernas nas minhas..

Mel: Ai príncipe, eu nem acredito que a gente vai se casar amanhã, e tô estou aqui com você numa banheira de hotel.. -Ela olhou pra mim sorrindo- 

Chay: Pior se fosse com um Rodrigão da vida, ou seu amante..  

Mel: Quem disse que eu tenho um? Eu vou casar amanhã menino, e com o homem da minha vida.. -Eu passei a mão sobre seu rosto e nos beijamos intensamente- 

Chay: O homem da sua vida? Nossa é tudo isso? -Eu comecei a me achar com o nariz empinado- 

Mel: Por que? Eu não sou a mulher da sua vida?  

Chay: Bem.. Vejamos..  

Mel: O que? Ahh não acredito.. -Ela meio que se levantou da banheira indignada- 

Chay: Ei! -Eu tentei pegá-la mas ela foi mais rápida e ficou na outra ponta da banheira, com os braços cruzados, bufando.- 

Eu fui chegando mais perto dela e ela ia se esquivando, bravinha.. Quando cheguei mais perto ainda ela começou a tacar água em mim sem parar. 

Mel: Eu não sou a mulher da sua vida, né cachorro? Não sou né? -Ela tacava água mais e mais e eu rindo com os olhos fechados- 

Abri meus olhos e segurei em seus braço a fazendo parar. 

Chay: Minha bravinha, minha linda, minha princesa, minha gata, minha onça, minha, só minha.. Você é mais que a mulher da minha vida Melanie -Eu sorri e ela simplesmente derreteu toda meiga- 

Eu a deitei um pouco sobre a banheira e comecei a beijar seus lábios carnudos e descendo levemente entre seus seios, os chupando devagar. Ela arqueou a cabeça e eu me senti poderoso a encarando. Ela mordeu o lóbulo da minha orelha sorrindo.. Eu a levantei um pouco segurando em seu quadril e ela se virou por cima de mim, ficando sobre o comando. 

Mel: Vamos brincar um pouquinho, vamos? -Ela deslizou sua mão desde meu abdômen até meu membro, segurando com força, fazendo movimentos rápidos, me fazendo ficar maluco. 

Chay: Minha vez.. -Eu fiquei por cima dela e comecei com movimentos lentos em sua intimidade, massageando seu clitóris devagar, a torturando.. Ela soltava uns gemidos afobados e eu continuava, sorrindo.. Nós dois fechamos os olhos e de repente escutamos um barulho na porta. Lua e Arthur entraram com um extintor na mão, com uma cara medonha. 

Mel: Não Lua, pelo amor de Deus não!  

Lua não respondeu e ‘soltou a mão’, saindo aquele jato de ar na gente. Começamos a tossir sem parar e eu fiquei meio sem ver nada, não consegui achar a Mel. Sai da banheira e vi meu calção de banho, coloquei e fui atrás da Mel. 

Chay: PARA ARTHUR PORRA! MEL CADÊ VOCÊ?? -Achei a Mel que estava tossindo também, a levantei e ela se apoiou sobre meu ombro- 

Mel: Porra Lua Maria! Cacete precisava isso?  

Lua: O que? Só isso pra apagar o fogo de vocês.. Dava pra escutar os “Ohhh Mel.. Ohhh Chay.. Isso.. Isso..” Lá fora sabia? -Eles começaram a rir descontroladamente- 

Mel: Ahh vai se ferrar Lua! -Eu os expulsei, empurrando a Lua- Vai vaza daqui! -Eles saíram imitando gemidos, nos zuando-

Mademoiselle.

“Au fond de chaque âme il ya un trésor
caché que seul l’amour à découvrir.”

  • tradução da frase: “No fundo de cada alma há tesouros escondidos que somente o amor permite descobrir.”
  • é meio hot (acho que meio-muito-muitíssimo-explícito)
  • vocês já pararam pra imaginar o Harry como um Marquês irritante, irresistível e sarcástico, que te irrita e fica te importunando, mas que adoraria tê-la? Deus eu preciso parar de ler romance de época!
  • é bem grandinho, mas é especial dizerem o que acharam :)

A garota entrou no pequeno flat e deixando seu sapato encharcado pela chuva ao lado da porta, caminhou cautelosamente até o quarto do namorado. Seu cheiro a pegou desprevenida, nunca pensara que seria tão afetada por um garoto como era por Harry. Ele era sempre tão atencioso e prestativo pra ela, que sua frieza e o anti-sentimentalismo já não funcionavam com ele. Havia horas em que enquanto ela estudava e o garoto lhe infortunava, depois de ter-lhe dado um esporro, ela se via admirando o olhar baixo e o autocontrole forçado dele, ele era tão lindo. E ela tão insensata e malcriada com ele, nunca lhe dissera seus reais sentimentos, achava que sempre fora explícito para ele o quanto ela lhe amava, e nos momentos em que sua garganta coçava para lhe dizer tais palavras, ela simplesmente se virava e dormia, ou ignorava totalmente o ardor em sua garganta.

O quarto estava vazio, e ela esperava por isso, minutos antes de tomar a decisão de ir ao flat ele havia lhe ligado e disse que não estaria quando ela chegasse, estava ajudando a mãe e a irmã em algo delicado. O aniversário dele seria na próxima segunda, e agora, sábado à noite, ela não fazia a mínima ideia do que preparar a ele. Estavam juntos há quase três meses, e S/N nunca havia se entregado pra ele, apenas caricias e conversas baixinhas e intimas durante a madrugada, mas sempre que as pontas dos dedos caminhavam pela pele exposta de S/N, seu corpo doía de desejo, mas o medo sempre era maior. Despiu-se, jogando as roupas no chão e entrando no chuveiro morno, sua cabeça latejava e seu peito se inflava arduamente. A agua a lavou por inteiro seu corpo, e metade de seus pensamentos conturbados foram juntos ralo abaixo. Seu corpo afundou no enorme colchão de Harry, e S/N puxou a coberta sobre seu corpo, e ela cheirava a ele, cheirava a cada pedacinho dele e pertencia a ele. A chuva tinha ficado mais forte e agora entrava um ventinho agradável pela fresta da janela, S/N puxou o travesseiro de Harry contra o peito e sugou o perfume que continha ali, caindo gradativamente no sono.

Em seu sonho, ela trajava uma pequena camisola de musseline e Harry tinha suas calças preta, abertas enquanto eles se beijavam sedentamente. A mão dele estava sobre sua nuca e a puxava para ele, sua língua explorava cada pedacinho de sua boca a penetrando em lugares que nunca pensara dar-lhe tanto prazer. Abaixou suas mãos para o abdômen de Harry e arranhou-o com as unhas, ouvindo-o arfar sobre seus lábios, levou a mão para baixo da boxer do garoto e se demorou na cavidade que levava a seu membro. Suas costas estavam sobre o colchão e ele sobre ela, podia sentir o volume de sua excitação através da calcinha e inclinou seu quadril para poder estar mais próximo dele. Harry riu e desceu seus beijos para o pescoço da garota, seus beijos eram molhados e depositados nas veias pulsantes da garota, ele a beijava e soprava em seguida, fazendo-a gemer em protesto.

Por favor, por favor, por favor.

A mão dele fora pra sua calcinha e ele apertou sua virilha, fazendo-a fechar os olhos e se inclinar sobre a cama, um de seus dedos escorregou pra sua intimidade, tocando a carne lisinha e completamente molhada, ela arfou e quando ele iria começar a estimula-la seus dedos saíram, o corpo de Harry estava longe demais para ser tocado e seu corpo doía em desejo.

Seus olhos se arregalaram ao despertar do sonho e se assustaram ao perceber a silhueta do garoto sentado ao seu lado na cama, ele tinha a mão no quadril da garota e o apertava em forma de carinho, enquanto ela lutava para controlar sua respiração. Podia sentir sua intimidade molhada, sua mão estava sobre ela e um de seus dedos inclinados contra sua intimidade como se fosse..

Deus, resmungou a garota pra si mesma, eu estava.. Oh..

Ela encarou Harry com receio de que ele percebesse, mas nada fora notado pelo namorado, ele subiu a mão do quadril para o ombro da garota, indo até o pescoço se inclinou contra ela e deixou um beijo em seus lábios. Ela os sugou com força assustando o garoto e o fazendo recuar por um momento, as mãos de S/N tremiam e vacilaram ao tocar o ombro do namorado, ele a beijou por mais algum tempo e desceu os beijos para seu maxilar, dando uma mordida e depois descansando o rosto na curva entre o pescoço e ombro da garota, sugando-lhe seu perfume.

– Harry – se forçou a dizer e ele murmurou algo baixinho em seu pescoço. – Amor.

– Diga, amor. – murmurou agora mais forte, para que ela entendesse.

– Hazz… – sussurrou baixinho demais, e sua súplica foi atendida por um olhar preocupado do garoto. Ele voltou a se sentar e a encarava com tamanha preocupação, procurando em seu corpo algo que o dissesse o que estava doendo.

– O que você tem, querida? – perguntou baixinho e passou a mão pelo braço que levava até a mão na intimidade de S/N. Ela estremeceu e Harry puxou o cobertor seguindo o braço da garota, até suas mãos escondidas no pano do shorts. – Você tem dor, hm, quer dizer, está doendo aí?

A garota o encarou assustada e por mais que tentasse puxar sua mão de volta, seu corpo estava totalmente congelado, impossibilitando-a de se mexer. Seus olhos se fecharam e antes que ela pudesse dizer alguma coisa, Harry a interrompeu.

– Amor, me diz.. – pediu novamente e pousou a mão na bochecha da garota. – Me diz o que está doendo..

– Eu-eu estava sonhando.. – murmurou baixinho e sua respiração voltou a pesar, ao se lembrar dos pensamentos impróprios com o namorado.

– S/N..

Ela o ignorou e suspirando, continuou.

– Eu estava, quer dizer, nós estávamos – murmurou baixinho desviando o olhar do garoto. – Você estava, Harry, por favor..

– Eu estava te machucando? – perguntou o garoto assustado, e então olhou novamente para o braço da garota indo até sua intimidade e possivelmente lhe auto acariciando. Um arrepio repentino subiu pela espinha dorsal dele e o fez se tremelicar afastando a sensação e o desejo crescente. Em vão. – Deus, eu estava te… S/N, eu estava te tocando?

– Tocando? Uh? – perguntou confusa e entendeu o duplo sentido da pergunta. Com um sorriso sem jeito e envergonhado, escondendo toda a frustação de não ter conseguido alcançar o prazer ela respirou fundo e mordeu o lábio inferior com força, antes de dizer: – É, nós estávamos, droga. Sim.

– E então você… – continuou e apontou pra mão de S/N em seu shorts, fazendo-a entender momentaneamente.

– Deus, não! – resmungou irritada e retirou a mão de lá. – Eu não sei, eu nunca fiz isso. Jesus, não.

Ele a tocou no braço e lhe acariciou com cuidado.

– Isso é normal, amor. – murmurou baixinho, arrastando a ponta dos dedos sobre a pele de S/N. Um gemido retraído escapou dos lábios da garota, a fazendo contrair as pernas em protesto. – Eu sei o que você está sentindo, e.. Droga, eu sei o que você está sentindo.

Repetiu e se levantou praguejando coisas e passando a mão no cabelo com raiva, se sentou novamente e a encarava cansado.

– Sabe? – perguntou arqueando a sobrancelha pro garoto que respirava pesado, encarando o nada. – Harry..

– S/N, vamos ignorar isso.. – resmungou e se levantou caminhando até o guarda-roupas. – Há dois jeitos de isso passar, o primeiro jeito não chega nem a ser ponderado por nós. Espere um pouco e vai passar, enquanto isso eu vou tomar banho.

Amo..

O garoto entrou no banheiro e logo o chuveiro fora ligado. S/N se sentou na cama e prendeu o cabelo num coque, a temperatura de seu corpo estava alta e a fez tirar o cobertor de suas pernas. Deitou-se na cama e encarou o teto, a pulsação em sua intimidade ia diminuindo pouco a pouco e a temperatura a acompanhava, fazendo-a tremer de frio devido ao ar gélido que entrava pela janela. As cenas de seu sonho agora estavam mais distantes, a não ser pelo perfume de Harry, que a incitava de diversas maneiras. A silhueta dele, chamou sua atenção e a fez o encarar perplexa.

O primeiro jeito, dissera ele, não chega nem a ser ponderado por nós.

O medo a pegou, mas seu corpo ardeu em desejo. Ela o queria tanto, ela o queria como nunca quisera outro, dentro de si preenchendo cada pedacinho de seu corpo, fazendo-a suspirar e ouvindo-o suspirar. Tocando seu corpo com carinho e desejo, a beijando para esconder seus gemidos e respirando ofegantemente em seu pescoço, depois de atingirem total prazer. Pelo menos, era assim que ela imaginava uma noite de amor, segundo os livros.

– S/N – ele a chamou e ela o olhou confusa por um minuto, tirando todas as narrações apaixonadas de romances da cabeça. Ele a olhava perdido. – Eu posso te perguntar uma coisa?

– Hã, uhum..

Ele suspirou pesado e passou a mão pelo rosto.

Me deixa te tocar..

Não era uma pergunta nem uma afirmação, mas uma súplica e seu corpo doeu com aquilo. Toda a temperatura de seu corpo se elevou a fazendo arfar, se sentou na cama e o encarou sem expressão alguma. Ele se aproximou, apenas com a boxer e a toalha em seu ombro e se sentou na cama. S/N correu os olhos pela pele desnuda do garoto, caminhou pelo abdômen até as cavidades de Harry, observou cada tatuagem em seu corpo e imaginou como seria seus lábios se arrastando pela pele macia e quente de Harry, mordeu o lábio e fungou alto chamando a atenção de Harry.

Por favor ­– murmurou e se aproximou os lábios aos de S/N, lambendo-lhe os lábios e roçando nos dela. – Me deixa te tocar, por favor.

Tudo aquilo formou uma bagunça simultânea na cabeça de S/N, todos os desejos que ela tinha, as vontades de saber como era ser tocada por ele, e o desejo nato em seu corpo pelo corpo do namorado. Ela o beijou, fazendo seus lábios se chocarem e dar um pequeno choquinho, forçando umas das mãos de Harry subir até seu pescoço e o acariciar, controlando os movimentos agitados de S/N. A mão da garota fazia jus ao restante do corpo e tremia insanamente, e ela o queria agora, queria dar uma resposta para cada uma de suas questões não esclarecidas, pegou a mão do namorado que estava em seu pescoço e a segurou por um momento, a levou até o colo e a apertou fraquinho enquanto gemia nos lábios do garoto, que mordeu seu lábio inferior e o puxou. S/N levantou a mão do garoto e a pôs sobre seu seio direito o deixando ali, retirou sua mão e deixou a mão na nuca de Harry. O garoto parou o beijo, no momento em que percebeu o que ela acabara de fazer e a olhou, a observou a procura de um esclarecimento, ou seja lá o que..

– S/N, te.. – murmurou baixinho, encarando sua própria mão no seio da namorada e levantou seus olhos para a garota, ela se inclinou e o beijou.

Seus lábios se tocavam em busca de um prazer que ambos sabiam como alcançar , mas não tão rápido. Harry desceu seus beijos para o pescoço de S/N e intercalava entre beijar e morder, afastou a mão do seio de S/N e desceu até a barra da camiseta, tocando a pele dela por baixo do pano e subindo por suas costas até o feixe de seu sutiã, o soltando. Harry a beijou e a deitou na cama, jogando a toalha de seu ombro no chão, abaixou a mão novamente para a barriga de S/N, tocando-a por baixo do pano da fina camiseta e subindo até seu seio, sua mão cobriu o seio de S/N em formato de conchinha e ele os massageou, tocando o bico do peito com o dedo repetidas vezes. Se afastou do corpo da garota e puxou a camiseta para cima e a tirando, colocou-a de lado na cama e a observou com carinho, cada pedacinho da pele exposta de S/N, o bico de seus seios ficando rijos com o friozinho que se chocava contra eles e o olhar tímido de S/N desviando do dele, os braços se cruzaram escondendo os seios e ele sorriu, se deitando novamente sobre ela e tirando os braços, deixando com que os seios de S/N roçassem com seu peito desnudo.  Harry apoiou um de seus braços ao lado do corpo de S/N, se sustentando enquanto sua mão livre passava o dedo ao redor dos lábios de S/N, ela os abriu suspirando pesadamente e ele sorriu, beijando-lhe.

A mão de Harry massageava os seios de S/N, enquanto ela respirava o mais controladamente forçado possível e o beijava para não gemer alto demais. Os beijos desceram até o pescoço e rumaram até os seios, onde ele passou os lábios sobre bico e lambeu o círculo, fazendo-a arranhar suas costas, ele se despediu do seio direito com um beijo e o massageou enquanto mordia, beijava e lambia o direito. S/N se contorcia sobre seu corpo e sentiu a excitação de Harry em sua coxa, lembrou-se do sonho e estranhamente fez o mesmo, passou as mãos pelo abdômen de Harry, passando os dedos pelas tatuagens que ela bem conhecia e caminhando até a cavidade que a levaria até seu membro, deixou a ponta de seus dedos presos contra o elástico da boxer, sem coragem para descer mais um pouquinho sequer. Harry desceu sua mão do seio de S/N, para seu shorts caminhando até a virilha da garota e a apertando, S/N se contorceu ao seu toque e Harry deslizou um dedo na carne lisa e escorregadia de S/N, a penetrou devagarinho e S/N o sentia, massageando sua intimidade e todo seu corpo tremendo com aquilo. Um gemido escapuliu de seus lábios e Harry os selou, lambendo sua língua e a selando logo em seguida. Dois dedos a penetraram e ela fechou as pernas contra as mãos de Harry.

– Amor – sussurrou baixinho, próximo ao ouvido de S/N, fazendo-a arfar e gemer ao mesmo tempo. – Assim você vai se machucar.

Pouco a pouco, ela abriu novamente as pernas e deixou com que Harry retirasse seus dedos de dentro de sua intimidade. Ela a sentia pulsar em busca do alivio e todo seu corpo gritava em busca do alivio. Antes que pudesse protestar, Harry tinha tirado seu shorts, junto a sua calcinha e passava a ponta de seus dedos próximos a sua intimidade, ela arfou e protestou:

– Por favor, Harry. – resmungou baixinho, e Harry se inclinou para beijá-la, novamente sua excitação roçou contra a coxa de S/N, e ela choramingou baixinho, fazendo de alguma maneira Harry se deitar abaixo dela, enquanto seu corpo estava sobre o dele. Ela distribuiu beijos pelo peitoral de Harry e mordeu o pescoço do garoto, assoprando em seguida, assim como ele havia feito antes. As mãos do garoto estavam sua cintura e a fizeram sentar sobre sua excitação, ela o sentiu rijo e duro sobre sua intimidade molhada e pulsante, apenas o pano da boxer os separava. S/N o olhou confuso e um pouquinho aterrorizada, em busca de alguma instrução.

Tire-a. – murmurou baixinho no ouvido de S/N e ela suspirou assentindo, seus dedos brincaram com o elástico da boxer e então voltaram a tremer mais ainda, ela o puxou para baixo e tirou a boxer pelos tornozelos de Harry, sem o encarar ou encarar a ele. – Amor.

– Uh? – S/N resmungou baixinho, enquanto as mãos de Harry caminhavam em seu braço e ela encarava a cabeceira da cama a cima deles.

– Olhe pra mim. – sussurrou baixinho e lentamente S/N abaixava o olhar para o rosto de Harry. Ela tinha medo nos olhos, e ele sorria pra ela.

Deus, pensou o garoto sorrindo, Eu estou na cama com uma puritana.

– Não tenha medo. – murmurou baixinho pra ela e ela engoliu em seco, fazendo o segurar a gargalhada. – Vá devagar, eu não vou te machucar. Toque-o – sussurrou baixinho e as mãos tremulas de S/N o tocaram, ele praguejou baixinho e ela o soltou rapidamente. – Não amor, continue.

Ela o tocou novamente e abaixou o olhar devagarinho pro membro em sua mão. Ele pulsava como ela inteira, era consideravelmente grande, arriscaria dizer que era o maior que já tinha visto, mas ela nunca tinha visto algum outro, e isso a assustou. Ele era assustadoramente grande.

Deus.­ – choramingou baixinho e apertou o membro em sua mão, as pernas de Harry ficaram tensas abaixo de si e ela não sabia o que fazer, os olhos do namorado estavam fechados enquanto ele inclinava a cabeça pra trás e resmungava alguma coisa. S/N não fazia a mínima ideia do que fazer agora, o tocou passando a ponta de seus dedos pelo comprimento dele e se inclinou, deixando um beijo tímido em seu membro. Harry gemeu um pouco mais alto e ela tornou a beija-lo, mais pra cima.

– Na-não, amor. – sussurrou e a puxou pra seu corpo, ela ainda ­o sentia abaixo de si e aquilo a fez protestar um pouquinho, enquanto Harry beijava seu pescoço. – Amor, coloque a mão abaixo de seu seio e traga-o pra mim. Ahh. – disse sendo interrompido por um pequeno gemido quando S/N se desiquilibrou e acabou sentando-se em cima dele.

Seu corpo todo doía e ela sentia sua intimidade pulsar violentamente contra a pele de Harry. Colocou sua mão abaixo de seu seio esquerdo e levou-o até Harry, ele o sugou e sua língua o tocava arduamente, sugando o bico rígido e estimulando-o com a boca. Desceu sua mão da cintura de S/N, para sua intimidade tocando-a. Penetrou dois dedos em sua carne inchada e reclamona de desejo, e a penetrava com carinho e vontade. S/N se remexeu acima dele e soltou a mão de seu seio, apoiando-se sobre Harry.

– Harry, por favor. – implorou e ele assentiu, tirando seus dedos dela e a virando, deixando-a deitada abaixo de si.

– Eu vou te beijar inteirinha. – sussurrou e deixou um beijo em seus lábios, descendo para o maxilar e indo pro pescoço, lambeu sobre sua veia pulsante e a assoprou, continuou até os seios e os sugou, fazendo S/N inclinar as costas e se apoiar sobre os cotovelos, gemendo baixinho. Beijou toda a extenção de sua barriga e caminhou até seu baixo ventre, beijando suas coxas e mordendo-as, uma de suas mãos estavam sobre os seios de S/N e ele levantou uma das pernas da garota, colocando-a sobre seu ombro. Sua língua a penetrou e tocava em lugares que S/N nunca imaginaria que iriam lhe proporcionar prazer, inclinou seu quadril contra Harry e a formigação em seu baixo ventre tomou força, ela estava quase atingindo o prazer e ele parou de estimula-la, dando um beijo em sua intimidade e voltando a se deitar sobre ela.

– Hazz – gemeu em protesto e ele a beijou sugando seus lábios, acariciando sua nuca. Ele se sentou sobre os próprios joelhos e abriu as pernas da garota, para que pudesse se encaixar nela. Ele se inclinou sobre ela, e S/N se contraiu respirando mais forte e apertando os lençóis.

– Amor, olha pra mim. – pediu e assim ela o fez, ele deixou um beijo em seus lábios e os sugou, acalmando-a. – Eu vou entrar em você, e vai doer um pouquinho.

– Eu estou..

– Com medo, eu sei bebê.. – o garoto murmurou e sorriu se inclinando contra ela e enquanto ela extremecia com o contato do membro de Harry em sua coxa, o garoto pegou em sua mão e entrelaçou os dedos aos dela. – Eu vou te fazer uma pergunta.

– Harry.. – choramingou não entendendo o que ele queria fazer, e ele apenas a beijou. Seu membro estava sobre a entrada de sua intimidade e ela não parecia notar.

– Apenas me responda, ok? – murmurou e se empurrou um pouco contra ela, ela o encarou e observou os lábios do moreno a sua frente. Enquanto se empurrava contra ela, ele apertava sua mão chamando a atenção para o ardor entre os dedos dela. – Quando foi nosso primeiro encontro?

– Ugh? – estremeceu enquanto tentava afrouxar a mão da de Harry, resmungou algo baixinho e o respondeu: – O primeiro encontro? Foi em treze de março.

– Em que lugar? – perguntou e se afundou um pouquinho na garota, fazendo-a o sentir sobre sua intimidade. Ela grunhiu com a dor e ele apertou sua mão – Me responde.

– Num evento de fotografia. – resmungou com ódio. E contraiu sua intimidade contra o membro de Harry, o fazendo arfar.

Ugh, droga. Você quer me beijar? – continuou e se afundou nela um pouquinho a mais.

– Que?

Você quer me beijar? – repetiu e ela o observou, observando os lábios do garoto e o sentindo contra suas pernas, o ardor em sua intimidade e seu desejo a machucando mais ainda.

– Quero.

– Então me beije. – sussurrou e assim ela o fez, quando os lábios da garota estavam sobre o dele, a língua pedindo passagem para ele, Harry se afundou na garota e sentiu as unhas dela sobre as costas de sua mãos. – Quando você quiser eu me movimento.

O sonho de S/N e as suas perguntas foram bem maiores que o ardor já enfraquecido. Respirando fundo ela assentiu, deixando com que o namorado se movimentasse dentro dela. A fricção do membro de Harry em sua carne inchada e molhada, a fizeram pensar em um enorme jardim florido com borboletas em seu nariz, ela sorriu e recebeu um beijo em seu nariz. Definitivamente, a borboleta.

Suas mãos estavam no rosto de Harry e ela o observava, enquanto ele saia de si e entrava novamente a fazendo gemer loucamente, seu rosto era de puro prazer e concentração, ele estava tão possuído por todo aquele momento que ela mal podia parar de se contorcer, tentando o sentir cada vez mais e mais. O quadril de Harry se chocava contra o dela e a fazia sentir dentro de si, profundo, grande e duro. Numa enorme confusão de “Ahhh”, “Uhhh” e gemidos indecifráveis, quando Harry a penetrou novamente e saiu de forma rápida e ligeira, voltando a seu interior novamente, ela o sentiu e estremeceu, seu corpo totalmente vulnerável ainda recebia Harry em busca do próprio prazer, ele estremecia com ela e gemia de uma forma tão linda e apaixonante pra ela. Em mais uma estocada, ele saiu de dentro dela e jorrou seu prazer sobre a barriga de S/N.

Deus.

­– Você es..tá bem, amor? – perguntou fraquinho deitado ao seu lado, com a respiração tão ofegante quanto a dela.

– É, uhum.. – sussurrava as palavras não conjugadas e sentia sua moleza no corpo. Aquilo era maravilhoso.

– Eu te machuquei? – perguntou enquanto tentava se levantar e se sentou na cama, a observando cauteloso. Ela sorriu sem forças e com os olhos pesados, tentou se virar para deitar de modo certo. – Eu vou te limpar, espere.

Assim como dito ele o fez, pegou uma toalhinha e a molhou, passando sobre a barriga de S/N e limpando a secreção de sua barriga. Enquanto ele o fazia, S/N o observava, ele não a encarava com malicia ou desrespeito, apenas cuidava dela. Ele estava tão lindo, completamente nu andando pelo quarto e apenas sobre a luz da lua que se erguia lá fora, ela se pegou pensando em como seria senti-lo estremecer em seu interior, seu prazer a invadindo e preenchendo cada cantinho dela, então ela seria completamente Harry. Ele se deitou ao lado dela e a puxou para seu peito, passando a mão em suas costas, ela estremeceu com o toque de seus dedos e ele sorriu, dando-lhe um beijo na testa. Metade do corpo de S/N estava sobre o de Harry, ela podia sentir o peito dele sobre o seu, bombardeando o ar e o sangue necessário para que ele fosse o seu Harry. Sentia o membro dele próximo a sua intimidade e aquilo a excitou um tiquinho, suas mãos desceram para o tocar, mas Harry a repreendeu cheirando seu ‘cangote’ e dando-lhe um beijinho.

– Amor, você não pode. – sussurrou baixinho, e colocou a mão dela sobre seu coração.

– Eu aguento – resmungou S/N baixinho, sendo atingida pelo sono.

– Você está exausta e isso ia te machucar. – murmurou e de algum modo conseguiu faze-la tentar de descer a mão até seu membro. – Se amanhã você ainda me quiser, e não estiver tão cansada.. Eu vou ser muito prestativo.

– Tá bom, bbubbuuu ­– resmungou baixinho e se entregou ao sono, sentindo o perfume de Harry e as batidas de seu coração. Antes que pudesse realmente se entregar ao sono e descansar, ela fez uma pequena listinha mental, do que faria no dia seguinte: – Amanhã. Mais. Cuidar. Harry.

Então, ele tem aquele sorriso, sabe? Aquele sorriso me mata! Ilumina toda minha alma, e me purifica. Ah, ele também tem aquela voz doce e aquela risada boba, tem aqueles gestos infantis e aquelas atitudes de homem. Tipo, ele abre a porta pra mim, beija minha testa e minha mão, e faz isso do nada. Ele olha pra minha boca enquanto eu falo e sorri fechando os olhinhos, quando eu sorrio pra ele.
Me sinto tão pequena e tão menininha perto dele, mas ao mesmo tempo me sinto segura.
Já mencionei o abraço dele? É tão quentinho e tão aconchegante, melhor que meu cobertor favorito. Ele me prende com força e com jeitinho, e eu morreria se ele não me beijasse quando eu estivesse a ponto de puf, me desintegrar.
Ah, é isso! O beijo dele. Não sei descrever beijos, mas imagine a melhor comida do mundo e imagine como você gosta dela. Imaginou? O beijo dele é o melhor beijo do mundo, e eu gosto muito dele.
Ele já é lindo, até que um dia ele apareceu de moletom e eu quis tirar infinitas fotos dele assim, ele fica lindo de moletom. Acho que nunca o vi de preto, mas acho que ele ficaria lindo, pois ele tem a pele pálida… Ficaria lindo também com uns chupões abaixo do pescoço também. Ficaria ainda mais lindo (como se fosse possível) com uma aliança que tivesse meu nome gravado.
Ele é o paraíso. Ele é a perdição e o encontro. Ele é choro e riso, paz e guerra. Ele é aquele tudo que todo mundo sente falta e precisa.
Ele é único, e me sinto sortuda por ter esse único só para mim.
—  Olha só, moreno. 
2

Micael narrando.

Acordei pela manhã, e passei minhas mãos pela cama. Ela já não estava ali, corri meus olhos pelo quarto e avistei Chay colocando sua calça. Tampei meus olhos para não ter uma visão daquilo, e troquei de lado na cama.

- A bela adormecida resolveu acordar? – Chay perguntou, e continuei encarando outro canto do quarto.

- Você já tá vestido? – Perguntei, e Chay riu.

- Claro, por que você viu alguma coisa? – Chay perguntou, não conseguindo parar de rir.

- Não, claro que não. – Disse, e percebi que minha voz ainda estava meio rouca.

- Eu vou pra cantina, quer que eu te espere? – Chay perguntou, amarrando o cadarço do tênis.

- Não. – Disse, e me levantei da cama. – Tenho que tomar banho, ainda… – Cocei os olhos, e Chay começou a rir daquela cena.

- Você dorme de cueca agora, é? – Chay não conseguia parar de rir, e eu me encarei.

- Estava calor. – Tentei justificar, antes de procurar minha camisa pelo quarto, junto com minha calça, que na verdade, eram de Chay. – São suas. – Joguei as peças de roupa para Chay e me dirigi até o banheiro.

- Quem dormiu aqui contigo ontem, Micael? – Chay perguntou, quando eu já estava na porta do banheiro.

- Um espírito. – Disse e entrei no banheiro, rindo. Era a verdade, eu tinha dito a verdade para Chay, mas isso soou tão irônico…

Tomei meu banho, coloquei minha roupa e arrumei meu cabelo, estava pronto, mas não tinha nenhuma noticia de Sophia. Arrumei minhas coisas e saí de meu quarto, partindo para a cantina.

Sophia narrando.

Micael estava seguindo para suas aulas, por mais que eu tivesse muito ciúme de Laura, pararia de o seguir para todos os lados. Ele tinha razão, eu estava amando saber tudo que ele fazia, mas deixei disso, afinal, confiava muito em Micael, e sempre confiaria. Olhei pelo quarto, procurando alguma coisa para fazer, mas nada me interessava. Liguei a televisão, mas depois a desliguei, ao não ter nada de interessante, além de desgraças publicadas em jornais, programas de fofocas de celebridades, e novelas com um péssimo enredo. Andei pelo quarto, sentei no tapete italiano, que era vermelho cor de fogo, abracei minhas próprias pernas, e repousei minha cabeça ali. Não queria que elas viessem, mas eram mais fortes que eu… Lembranças.

Era o baile de iniciação da escola, era uma novata naquela escola. Mel era minha companheira de quarto, e ainda não tinha amigos. Só sabia que desde o primeiro dia que tinha pisado naquela escola, tudo que queria fazer era cumprir logo a minha missão. Micael, não tirava os olhos de mim, o que era ótimo. Seria curta e breve, logo aquela missão acabaria e eu iria para Malibu, e desfrutaria de todo o luxo possível.

- Não acredito que você é capaz de desprezar, Micael Borges! – Melanie disse, rindo alto, enquanto estávamos pedindo nossas bebidas sentadas num daqueles bancos altos de bar.

- Para mim, Micael é só mais um garoto. – Disse e dei um gole em minha bebida. Não era alcoólica, porque eu não gostava muito de beber. Era um refrigerante, uma soda, para ser mais especifica.

- Ele não é só mais um garoto… – Mel discordou de minha opinião, e riu baixo. – Ele é Micael Borges… Micael Leandro de Farias Borges. – Mel sabia muito sobre Micael, na verdade, todas as meninas daquele colégio sabiam demais sobre Micael, mal sabiam as coitadas, que eu sabia muito mais.

- Ok… Ele é Micael Borges. – Resolvi, ceder. – Mas, e daí? Tem tanto cara mais interessante que esse tal Micael. – Disse, e desci do banco alto. Mel me seguiu, enquanto passávamos pela pista de dança.

- Dá uma olhada… – Mel pediu, e puxou meu rosto com as mãos. – Ele é Micael Borges… – Micael estava parado, conversando com Chay, enquanto muitas garotas o bajulavam. Simplesmente, patético.

- Mel, pra mim ele é apenas mais um. – Fui fria e sai de onde estava, andando pela pista de dança, senti alguém puxar meu braço, e eu achei que fosse Melanie. – Mel, eu já… – Ia dizendo, quando me virei e percebi que seus grandes, e lindos, olhos castanhos me fitavam.

- Não sou a Mel, sou um pouco mais bonito que ela… – Ele disse, sorrindo. Seu sorriso era lindo, e desde aquela época, achava isso.

- Pode me soltar, por favor? – Pedi, tentando puxar meu braço, e ele me soltou com toda a delicadeza do mundo. – Obrigado. – Disse, e o encarei. – O que você quer comigo?

- Sophia… Por que você me odeia tanto? – Ele perguntou, sendo absolutamente sincero, percebia aquilo em seus olhos.

- Eu não te odeio, Micael. – Disse, e arrumei meu vestido. – Eu só não te bajulo igual á todas as outras… Que, aliás, vão me odiar por estar trocando algumas palavras com o cara mais disputado de toda a escola. – Disse, sendo irônica e me virando para sair. Ele me puxou novamente, e eu o encarei. – O que você quer?

- Você não respondeu minha pergunta. – Ele disse, sério. – Você me despreza á todo instante…

- Olha, Micael, eu não te desprezo. Eu só não te conheço, tá bom? Não vou ficar igual á todas essas oferecidas que ficam te bajulando. – Disse, e ele riu.

- Você é incrível. – Ele disse, e seus olhos ganharam um brilho especial, e em seguida seu sorriso, lindo, apareceu.

- O que você sabe sobre mim? – Perguntei, e ele prendeu seus olhos nos meus.

- Só sei que desde que eu te vi, não te tiro da minha mente… Não sei muita coisa sobre você, e eu queria saber… Queria te entender, queria te ter. – Ele disse e eu paralisei. – Como você disse tem milhares de garotas correndo atrás de mim, mas, até hoje, só você me despertou atenção… – Ele continuava falando àquelas coisas que qualquer menina gostaria de ouvir, menos eu, não naquele momento, não naquelas circunstancias. – Esse seu jeito decidido, me despertou a atenção, desde a primeira vez que a gente se viu, e… Teve aquela situação toda. Eu gosto de você, gosto de verdade. – Micael sorriu, e eu perdi meu chão. O tratava tão mal, mas… Ele gostava de mim, gostava de verdade. Podia perceber isso em seus olhos, ele realmente se sentia atraído por mim, e por mais que eu não quisesse, e também, não pudesse admitir, também me sentia assim por ele. Não, Micael, não!

- Tá, e daí? – Liguei-me em meu modo “não me importa o que você diga, irei te tratar mal, muito mal”. – O que você quer que eu faça? Quer que eu saia daqui e te dê um mega abraço, dizendo que você é meu chão, minha vida, meu ar? – Perguntei, ainda no modo automático. Micael ia desfazendo o sorriso aos poucos, o que acabou comigo.

- Desculpa, Sophia, nunca quis te causar nenhuma coisa desse tipo. – Micael disse, e abaixou a cabeça, envergonhado, saindo daquele lugar, sendo observado por todos. Eu estava me sentindo mal, muito mal.

- Pegou pesado. – Mel puxou meu braço, me encarando. Ela voltou para o bar, e Chay foi até mim.

- Não precisava disso tudo. – Ele disse, e sai correndo pela porta do salão. Precisava encontrar Micael.

Saí do salão e cheguei até o jardim. Micael estava sentado na grama, abraçando suas pernas, e olhando para a lua. Era noite de lua cheia.

- Micael. – O chamei, e ele olhou para mim, abaixando o olhar. – Sinto muito. – Disse, com uma voz amena. Por que eu estava fazendo aquilo?

- Você tem razão em não querer nada comigo… Eu sou metido, frio, ignorante, acha que tem tudo o que quer, e assim pode manipular os outros… – Por que ele estava falando daquele jeito? Droga! Pare, Micael. Você é perfeito.

- Apenas me desculpe, você não é nada do que pensa, e também não é nada que eu penso, mas eu não me importo… Eu quero te conhecer, eu quero parar de te julgar, e ninguém nunca fez o que você fez por mim… Obrigado. – Disse, e ele se levantou da grama, ficando de frente para mim.

- Ainda há uma chance de recomeço? – Ele perguntou, me olhando firmemente.

- Não. – Disse, firme e ele olhou para baixo. – Ei. – Levantei seu queixo, que estava na direção do chão. – Você não fez absolutamente nada de errado. Levante essa cabeça! – O olhei, e ele prendeu seus olhos em mim. ‘Me beije’, pedi em minha mente, enquanto também prendia meus olhos nele. – Apenas… – Me aproximei dele. – Apenas me beije. – Pedi, e assim ele fez, sem contestar, sem questionar. Aquele foi nosso primeiro beijo, e não estava me aproximando dele para cumprir a maldita missão e sim porque eu gostava dele, ou eu estava tão louca para ir para Malibu?

- Por que? – Ele perguntou ao final do beijo, e eu ri, tímida. Tinha sido meu primeiro beijo.

- Porque você é incrível. – Pisquei, e ele riu, entrelaçando nossas mãos.

- Não! – Gritei, interrompendo as lembranças que estava tendo. Não queria me lembrar daquilo, queria me livrar daquilo para sempre. Amava Micael, muito, e sabia disso, mas, Deus! Era culpa que eu sentia… Não quero sentir culpa, por favor, tire essa culpa de mim! – Pedi, me jogando no tapete do quarto, fechando os olhos e esperando que adormecesse. O que não aconteceu, mas eu continuei lá, jogada no chão daquele quarto, tentando achar um jeito de parar de ficar tão culpada assim. Mas, não tinha jeito. Nunca teria jeito, as lembranças voltariam, sempre, e o sentimento de culpa também… Seria sempre assim.


*comentários?

Era muita coisa na cabeça de Roxanne. Os acontecimentos da doença ainda dançavam em sua mente, principalmente a alucinação que teve com Simon. Então veio a mudança de localização do instituto e com isso pareceu que nada adiantou porque mortes e tormentos continuaram acontecendo. A morte de Isobel resultou em uma Roxie ainda mais focada em seu treino, pulando refeições para ter mais tempo e mesmo que não percebesse, estava começando a afetar sua saúde. Estava na sala de treinando socando quando um golpe acabou saindo errado, a dor latejando fortemente até seu ombro. “Merda.” Murmurou, segurando o braço.

☇ no dark sarcasm in the classroom || Nicholas & Aleksandra

Já era madrugada quando Mulciber lembrou que precisava entregar um trabalho na primeira aula da manhã, amaldiçoou a todos mentalmente, até quem nem era culpado. Será que conseguiria inventar uma desculpa convincente para ter um prazo maior? Já inventava desculpas em quase todas as aulas, contar com a sorte não era algo que deveria fazer naquele momento. Levantou da cama, seu corpo protestava a favor do sono, infelizmente não tinha opção naquele momento. Vestiu seu moletom, jogou o capuz sobre a cabeça e pegou o caderno antes de sair do quarto em silêncio. Seus pés descalços abafavam o barulho dos passos e suas pernas congelavam por estar usando apenas um calção de futebol, não podia ter lembrado de colocar uma calça? Mas não iria voltar agora. Ao parar na frente da biblioteca testou a maçaneta, pelo menos estava aberta, porque nem o livro ele havia sido capaz de pegar durante a semana. Entrou na sala que não era tão familiar e usando a lanterna do próprio celular procurou o livro que precisava. Após alguns minutos de procura, encontrou e se encaminhou até uma mesa. Abriu o caderno e viu - pela primeira vez - que o trabalho eram várias questões sobre o que ele deveria ter lido, agora não havia mais tempo de ler o livro inteiro, pensou em folhar as páginas e na sorte encontrar algumas respostas, poderia dar certo. Depois de dez minutos de uma pesquisa inútil, Nicholas começou a ficar irritado. Aquele trabalho valia uma grande porcentagem da nota e ali estava sua folha em branco, com nenhuma resposta. Jogou o livro contra a parede com toda a frustração que conseguiu reunir, mais uma vez amaldiçoava o instituto e seus professores.

Não, véi, eu to falando sério. Eu tava lá bem de boa, na curtição, pulando, jogando água e farinha no povo, aí convém que chega um casal, pára bem na minha frente e começa a melação lá, um passando ebola pro outro. “Ai, você é lindo. Não você que é. Blá, blá, blá, bléh.”

Ai eu joguei água neles pra eles pararem porque tava incomodando e ia bater a bad mais tarde. Resultado: o cara três vezes maior que eu ficou me olhando como se fosse me dar uma surra pra eu ficar em coma no hospital e nunca mais acordar, a mulher ficou me olhando com cara de wat da fuq, eu fiquei com cara de tabaco e com o coração na mão, dei meia volta, sai do lugar e fui pular, dançar e fazer ruindade em outro canto. Por isso eu tô aqui. Aliás, toma. – Jogou água nx outrx. – Só não vou jogar farinha porque eu to com medo de apanhar.

Ioxgive (é um i maiusculo)
loxIove (o segundo “L” é um i maiusculo)
babyIoxgirl (o segundo l é um i maiusculo)
Ioxmoon (primeiro l é um i maiusculo)
Ioxliars (primeiro l é um i maiusculo)
Ioxmoon (primeiro l é um i maiusculo)
Ioxlovers (primeiro l é um i maiusculo)
Ioxbabe (l é um i maiusculo)
mahoganyzzle (ficou grandinho)
Ioxando (primeiro l é um i maiusculo)

© poisonlox

anonymous asked:

ah, e tem um livro que talvez você tenha lido, ou se não, eu indico hahahaha, é ' e o vento levou'. é meio grandinho, mas ele está no topo junto do livro do Heathcliff e Will <3 x

 Aaiiinn Meu Deus eu li, E o Vento levou, o livro parece uma enciclopédia, assisti o filme, inclusive é meu filme favorito no mundo inteiro, tenho uma queda pelo Sr. Rhett Butler, nunca enjoarei do filme, o livro só dá para ler uma vez, pois és um pouco grande demais a história, o filme é dividido em duas partes, cada uma com um pouco mais de 2 horas de duração, porém já assisti mais de 10 vezes com certeza!  Eu queria casar-me com o Rhett Butler, 😍😍

akatsutobi asked:

♡♡♡ Amo seu tumblr ♡♡♡ Poderia fazer icons do obito uchiha e header do tobi ! Itachi-te abençoe ♥ bjs

OBRIGADA MESMO♡ e eu amei o seu icon hahahaha

headers e icons feitos/ fiz icons do obito criança, espero que goste, mas caso queira dele grandinho, é só falar q eu faço.

QUE ITACHI-SAMA ABENÇOE VOCÊ TAMBÉM, bjs

Ah,Menina,não se subestime. vista o seu melhor sorriso use a sua melhor fragrância e viva,saia por aí,sorria,esquece do passado apenas lembre que você só precisa de você mesma para ser feliz não se preocupa com aquele muleke ele ta grandinho o suficiente,já sabe se cuidar  você já cuidou o bastante dos outros,dá um tempo apenas pra você,ande,vá,Cuida de você esquece o mundo lá fora,esqueça os sentimentos esmagados viva,viva como se não houvesse amanhã.
—  Crislany Farias

Não deu? Falô! Não quer? Fecho! Como diz flora matos: “se ele não quiser, tem quem queira”. Nada de correr atrás, sem ceninha de humilhação, não nasci pra pano de chão e ninguém vai me pisar. Se me quer amor, vem cá, chega mais, vou te cuidar, fazer tua solidão passar, vim pra sua vida melhorar… Mas se não quer meu bem, vai indo, esse mundo é grandinho. 💅💋