gradativamente

eu te abracei como quem olha pro sol e não desvia o foco. espera gradativamente arder e perder a visão e mesmo assim continua encarando. mesmo que depois não saiba mais até onde a vista alcança

{o sol nasce pra todo mundo, mas o meu se pôs e me deixou meio cega.
te vejo até onde não devo}.

5 metas de leitura para 2017

- “Orgulho e Preconceito” (Jane Austen)

Um livro “água com açúcar” que coloquei nas minhas metas, pois gosto de ler coisas que me distanciam um pouco apenas do real e cotidiano. Já assisti ao filme diversas vezes, e decidi adquirir o livro para ter uma visão mais aprofundada daquilo que já amo. Conta a história de um “amor impossível” entre duas pessoas, que aparentemente não possuem nenhuma ligação, mas com o decorrer da trama, seus sentimentos se provam ser maior do que qualquer orgulho ou preconceito. 

- “Esquerda Caviar” (Rodrigo Constantino)

O título por si só já resume muito do que é a grande parte daqueles que se dizem defensores do socialismo, mas vivem a mercê dos privilégios de um sistema capitalista. Este é um dos livros que mais tenho vontade/curiosidade de ler, pois retrata as hipocrisias, incoerências e falácias da esquerda, principalmente no quesito do populismo de alguns “ídolos” da vertente. 

- “Não, Sr. Comuna” (Evandro Sinotti) 

Este é um livro que fala sobre política de uma maneira leve e até mesmo engraçada, refutando falácias que são típicas esquerdistas, como frases tão divulgadas e reproduzidas de Paulo Freire. Gosto de livros que ao mesmo tempo lhe proporcionam conteúdo, consigam fazer isso de uma maneira descontraída, para ler em momentos que não necessitam de uma ampla concentração, e dê para ler em momentos até para relaxar. Este é um dos demais motivos pelo qual me interesso muito pelo livro.

- “O guia politicamente incorreto da história do Brasil” (Leandro Narloch) 

Muitas da coisas que crescemos ouvindo, e que são frisadas pelas escolas, em sua grande maioria, são mentiras. E infelizmente muitos acabam levando esses ensinamentos manipulados como uma verdade absoluta, sem querer buscar informação. Este livro desmistifica todo esse ciclo de falsos ensinamentos que continuam sendo reproduzido por todos. Pessoas, que assim como eu, cresceram ouvindo que Zumbi dos Palmares foi herói, fariam bom proveito deste livro.

- “Jardim das Aflições” (Olavo de Carvalho)

Um dos livros do Olavo que pretendo ser este ano, resolvi começar a minha meta pelo Jardim das Aflições, no qual já ingressei na leitura. É um livro sobre reflexões e argumentações de corriqueiras atitudes politicas “despretensiosas”, que com seus discursos enfeitiçadores conseguem com que as pessoas façam coisas, que “lúcidos e informados, não se prestariam em fazer”. (”tout commence en mystique et finit en politique”)

Tenho uma infinidade de outros livros que aguardam na minha lista de metas, mas estes cinco são os que mais me agradam no momento e pretendo começar por eles. Assim como também tenho uma infinidade de filmes e documentários, que nos ajudam, gradativamente, a sairmos dessa bolha de falsas verdades e ignorância. 

Um relacionamento não acaba de uma hora para outra, isso acontece gradativamente com os pequenos erros acumulados conforme o tempo. Quando você se dá conta que o fim chegou se pergunta qual foi a razão que levou a tal fracasso. Não vai se lembrar de quando tudo começou a desandar, nem mesmo quando foi que começou o primeiro pequeno erro, o segundo pequeno erro e os seguidos pequenos erros, talvez se lembre dos grandes erros, mas isso já não importará mais pois o fim chegou! E você tem uma porcentagem nesses erros. E acredite, sempre ambos são culpados.
—  Arrastam.
Você tem essa mania, né? Aparece aqui, diz coisas desse tipo que me tira uns segundos de suspiros, provoca arritmia cardíaca e de quebra ainda rouba um sorriso meu. Como se já não bastasse eu ter um abismo por você, você ainda me empurra dele. E eu caio, gradativamente e suavemente, ainda mais por você.
—  Nosso altar particular.

O sentimento é algo um tanto quanto difícil de entender. Eu tinha tanto medo de te perder, J. E quando você se foi, doía de uma forma absurda. Mas eu fui me acostumando com a ausência gradativamente e hoje, te vejo por aqui perambulando com outros caras e não dói mais tanto assim. E a complexidade de compreensão se faz baseada na incógnita que fica pairando na minha cabeça: será que te esqueci ou será que o sentimento que tenho por você está hibernado em alguma parte do meu corpo? Eu não entendo. Talvez eu tenha te superado ou talvez você vive em algum lugar aqui dentro que não me afeta tanto. 

Frases de Livros de Romance Que Mais Gosto♥

• “Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra.” -  A Culpa é das Estrelas – John Green

• ” — Não fique tão preocupado. Quando somos jovens, tudo parece cem vezes pior do que de fato é.” - Hades  – Alexandra Adornetto

•  “ Quando alguém que amamos é arrancado de nós, quase sempre é muito difícil fazer planos.” -  Depois de você - Jojo Moyes

• “ Eu lhe disse… Você não se vê com tanta clareza. Não é como ninguém que eu conheça. Você me fascina.” (Edward Cullen) Crepúsculo -Stephenie Meyer

• “Vamos ser honestos ****. Você está apaixonada por mim. E eu estou apaixonado por você” Hush Hush-Sussurro  – Becca Fitzpatrick

Imagine Harry Styles

Pedido: “Faz um imagine do Harry que ele é o dono de uma máfia poderosa e ele sequestra a S/N faz um monte de coisas ruins com ela, mas no final eles acabam se apaixonando e os dois comandam a máfia juntos e se tornam os mafiosos mais poderosos de Londres.(final feliz) Obg s2″ - Anônimo.



O barulho da porta bater com força fez com que eu me encolhesse, abraçando meu próprio corpo. Eu estava tomada pelo medo, não o conhecia, não sei quem ele é, o que ele faz e muito menos o que pretende fazer comigo. Eu temia o pior. Sempre o pior.

A porta do cômodo onde eu estava se abriu num estrondo. Quando seus olhos me encontraram, ele sorriu diabolicamente.

- Finalmente! – se aproximou. – Você vai ser muito preciosa pra mim! A começar por umas coisinhas que você fará pra mim.

- Eu não vou fazer nada pra você. – disse firme.

Ele riu sem humor e segurou meu braço com força, olhando bem no fundo dos meus olhos.

- Você não tem escolha. É melhor me obedecer, ou será pior pra você. – me soltou bruscamente e eu podia ver a marca dos seus dedos no meu braço.

Eu acabei por virar uma empregada, uma escrava. Mas eu me recusava a me deitar com ele. Além de medo, eu tenho nojo dele.

Eu tenho que cumprir todas as tarefas da minha lista diária. Se não fizer uma das coisas que ele manda, ou se não ficar tudo do jeito que ele gosta, corro o risco de levar uma bela surra no fim do dia; quando ele volta pra casa.

Eu sei em partes, mais que o básico, o que ele faz; e o tipo de pessoa com quem ele lida. É realmente assustador.

- O que será que tem aqui dentro?! – perguntei analisando a porta do escritório dele, que era trancado a sete chaves.

- É melhor não tentar descobrir. – engulo em seco ao escutar sua voz bem atrás de mim. – É perigoso! – o encaro.

- Por que você mexe com essas coisas, lida com esse tipo de gente? – ele sorri de lado.

- Herança de família. – ele se aproxima, com a chave da porta em mãos.

Já fazia meses que eu estava aqui dentro. Não falava com ninguém, mal dirigia meu olhar para as outras pessoas que circulavam nessa casa. Fazia tudo o que me mandavam, do modo que mandavam. Harry tinha se tornado menos ríspido. Quando me encontrava sozinha pela casa, me tratava como uma pessoa normal, com educação e num tom normal. Mas, na frente das outras pessoas, mantinha sua pose.

- Por que você se interessa tanto? – ele olha nos meus olhos.

- Sou uma pessoa curiosa. – dou de ombros. Ele riu. – E ver essa sala sempre protegida, trancada, vigiada; me faz ter mais curiosidade ainda.

- Hoje de noite, quero você pronta às 23h. Faremos um tour por algumas áreas da casa que você não conhece. – assinto. – Agora, volte ao seu trabalho.

As 23 horas em ponto eu estava pronta. Confesso que estava animada e curiosa para saber o que tem nessas “áreas sigilosas”. Nos encontramos no jardim e ele me mostrou alguns esconderijos, paredes falsas, o escritório, suas armas, seus carros. Tudo. Me contou como seu pai começou com isso e como e quando ele passou a chefiar tudo e a dar continuidade no que seu pai começou.

Minhas atividades como empregada começaram a se esgotar, e eu comecei a atuar em uma nova atividade aqui dentro.

Depois desse dia, eu passei a atuar nos bastidores de cada ação dele. Em todos os planos, todas as operações, todas as missões, eu participava. Eu acompanhava de perto tudo que acontecia, tudo que faziam. Dava apoio, proteção, e ajudava na elaboração de cada ação. E a última foi a mais perigosa de todas que eu acompanhava. Aconteceu no sul da Sicília, então fiquei menos envolvida.

Quando os capangas começaram a voltar, dizendo que estava tudo correndo bem, dentro no planejado e já estava no fim. Eu fiquei mais aliviada. Mas Harry ainda estava lá, e as coisas ainda podiam mudar. Eu me preocupava com ele, não queria que nada de ruim acontecesse com ele. Eu sabia que as pessoas com quem ele estava lidando eram muito perigosas, e não mediriam esforços para fazer mal a ele, e, até mesmo, o matar. Isso me apavorava.

Numa tentativa falha de conseguir dormir com toda a preocupação e tensão que estava dentro da casa, comecei a pensar em Harry. Nossa relação mudou muito, da água pro vinho. Ele não me trata mais como antigamente, como se fosse uma intrusa qualquer. Ele me trata diferente; diferente, inclusive, do modo como trata qualquer outra pessoa. Ele se mostrou ser uma pessoa melhor, mais acessível, mais fácil de lidar. Nos tornamos amigos, sempre passamos horas juntos, conversávamos madrugada afora. Quando estamos juntos, não vemos a hora passar e nem nos preocupamos com nada. É apenas o nosso momento.

Batidas leves na porta me fizeram levantar da cama e ver o que era. Ao abrir, vi Harry com um pequeno sorriso nos lábios.

- Oi! – ele disse baixo.

- Oi! – o abracei apertado, aspirando todo seu perfume. Só Deus sabia o quão aliviada e feliz eu estava por vê-lo ali. – Entra! – o puxei pra dentro do meu quarto. – Como foi a viagem?

- Foi boa, foi tranquila. – sorri.

- Eu estava preocupada. – ele sorriu.

- Obrigada! – ele colocou meu cabelo atrás da minha orelha, se aproximando mais de mim. – Por tudo, pela ajuda, por estar aqui, agora.

Ele analisou meu rosto e, aproximando lentamente seu rosto do meu, me beijou. Um beijo delicado, carinhoso, profundo. O beijo era ritmado, e ia se intensificando gradativamente. Nossos corpos faziam uma pressão gostosa um contra o outro; e, por mim, ficaríamos ali pra sempre.

- Eu quero te fazer um convite e um pedido ao mesmo tempo. – ele disse logo que nos separamos, mas ainda mantinha nossos corpos colados.

- O quê?

- Você conhece cada coisinha dessa casa, conhece todos nossos inimigos, sabe como funciona cada mínimo detalhe de tudo que fazemos. Conhece todos os mínimos detalhes de tudo que eu faço. Às vezes, mais do que eu! – ri. – Você virou uma pecinha fundamental na equipe toda, e todos já gostam de você. Eu quero você na equipe, mas não só pra ficar por trás das câmeras. Quero que você atue, participe da ação, acompanhe de perto tudo o que acontece. Mas sim pra ficar comigo, agir junto comigo, fazer tudo que eu faço. Ser meu braço direito e esquerdo. – a medida que ele fala, meu sorriso aumentava mais e mais, e meu coração acelerava. – Você aceita, (S/N), ser a minha parceira oficial, na vida e no crime?! – ri junto com ele.

- É tudo que eu mais quero!

Eu sempre soube que as linhas tênues eram uma farsa, porque não existe trilha perfeita entre duas coisas, sempre tem uma imperfeição, ou ninguém ainda percebeu? É tão difícil de ver e perceber que passamos maior parte da nossa mísera existência tentando fazer com que as linhas sejam de fato tênues? Lutamos e relutamos para isso, nos machucamos feio, mas o que nos satisfaz é olhar o horizonte, seja ele na nossa frente ou nas nossas costas, e ver que a tenuidade agora existe de fato. Não sou fatalista, não quero acabar com a esperança de quem ainda acredita, mas que fique claro uma coisa: dificilmente você trilhará um caminho perfeito em sua vida, hora ou outra você terá que parar e concertar algo, alguém, não importa, mas sempre terá algo que destruirá o que parecia ser tão perfeito. Ao acordar pela manhã percebo o quanto foi bom não ter me tornado a fatalidade da minha própria existência, o quando foi importante esperar mais um pouco antes de decidir que não aguentaria mais vinte e quatro horas sob um edredom encharcado, escrevendo tudo o que precisava falar para alguém nesse monte de papel. Mas tudo bem, já que o alguém que tenho são só essas folhas, que sejam elas a minha última esperança. É irônico, eu sei, mas foram as perdas que me trouxeram sabedoria, da forma dolorosa, entendo, mas trouxe, isso que importa. Pra ser sincera, eu nunca me importei com o que é importante pra mim, ou melhor, com o que irá me fazer bem. Olho-me da cabeça aos pés e me imagino uma imensa e pálida estante de vidro: cheia de rachaduras, mas que suporta todos os dias um volume novo, que as pessoas normais o denominariam como dor, mas eu, como já tenho um certo costume, a apelidei de volume, é cômico, mas tira um pouco do peso que é uma dor de verdade. Todo mundo, uma vez na vida foi alienado sobre o amor, e foi preciso poucas palavras, poucas ilusões, foi tudo tão pouco, mas foi o suficiente para acreditarmos no errado e duvidarmos do certo, porque o amor é feito de enganos, aprendizados, histórias mal escritas, histórias queimadas, amaçadas, histórias que nem sequer começaram, mas que são de amor só por ter dois corações. Aparentemente eu nunca parecerei estar um caco, é preciso mais que olhos para me ver de verdade, e mais que ouvidos para ouvir minhas verdadeiras palavras, que por sinal, são gritos de socorro. Eu fiz de tudo, fiz até o que não podia, mas fiz, mas de nada adiantou, não fui e nunca serei o suficiente para ninguém; no máximo servirei de passatempo, ou nem isso, talvez eu nunca servirei, talvez o meu destino seja só imaginar como seria viver um amor, ou pior, apenas assistir os falsos e os verdadeiros amores. O problema é que as pessoas nunca cuidarão do nosso coração da maneira que achamos que merecemos. Por isso a dor, por isso o rosto triste. É difícil apaixonar-se nos dias atuais, onde tudo muda no instante seguinte, onde o amor eterno acaba com simples palavras, onde a confiança é escassa. Olhar pra alguém é dizer à ela que em meio ao caos ela é sua principal calmaria poderia ser clichê se não fosse piada, sim, tudo relacionado ao amor acabou que virando piada, acabou virando motivo de sorriso controverso, um sorriso sem aquela aceleração boa no coração ou aquela sensação de borboletas no estomago. Tudo que se sabe sobre amor foi aprendido à séculos atrás, porque nada se aprende hoje, a única coisa que sabemos fazer hoje em dia é arruinar tudo que aprendemos, é destruir cada linha da boa definição do que seria o amor, que hoje são meras linhas de um roteiro do palhaço mais sem graça do circo. Na verdade, minha felicidade não é verdade, mas finjo ser, assim como fingem se importar; porque é melhor ter um vida de fingimentos hoje em dia, porque não há espaço para quem não finge sentir, quer dizer, não há espaço para que sente e chora, só para quem sente e sorri. Apaixonar-se é com certeza morrer aos poucos, gradativamente. Cada amor tem seu ciclo, e quando mudamos o ciclo, mudamos o amor, mudamos a forma de amar, e toda a intensidade, entendeu? Tudo muda quando tiramos uma peça do lugar. Principalmente se perdermos a peça quando decidirmos mudá-la. É trágico, porque sempre mudamos a peça que não pode ser substituída, aquela que é única, que é a razão pela qual ainda existe aquele ciclo de amor, mas a teimosia humana em querer trocar tudo que parece estragado é tanta que acabamos estragando-a de verdade, e é ai que estragamos tudo, todo o ciclo, todo o amor. Minha solidão tá diferente comigo, está tão distante, logo ela que vivia grudada em mim. É, talvez eu seja mesmo uma má companhia, nem meus próprios sentimentos conseguem mais ficar junto de mim. Agora não sei mais o que sinto, não sei mais o porque de chorar, se minhas dores se foram, minha solidão soltou minha mão e os hematomas sumiram. É, de fato, estou só. A previsão de hoje é a mesma de ontem, e vai ser a mesma daqui pra frente: tempo fechado, nuvens negras cobrindo o céu e chuva de dor com enxurradas de angústia. A lembrança pode doer, mas é ela que faz quem nós somos. Por isso, lembre-se sempre, nunca deixe totalmente o seu passado, ele pode ser de suma importância em momentos cruciais em sua vida. Nenhum dia é totalmente chuvoso, sempre tem aquela hora que o sol brilha, os pássaros voam e flores desabrocham… Assim que eu queria que fosse aqui dentro, mas nunca é, só chove, o sol nunca dá as caras, e os pássaros devem ter morrido de frio, assim como eu estou morrendo. Quero suicidar apenas meus sentimentos, um por um, sem exceção. Quero começar do zero, definitivamente. Quero não sentir nada a partir de hoje, se possível de agora. Eu aceitei os termos e condições do amor, mas não os li, é justo pagar o preço. Errei, paguei. Tudo certo. Não sei se prefiro o fim inesperado, ou o fim com aviso prévio. Os dois destroem, mas um me permite preparar-se para que eu não sinta tanta dor. Mas nunca funciona, mesmo com todo preparo psicológico e físico eu ainda acabo como um monte de estilhaços no meio dos escombros. Sou um acúmulo de fatalidades. Morro de vontades, desejos, medos, decepções… Não são mortes fáceis, por isso fatais, por isso o drama todo, porque doeu, porque eu senti muita dor. É dureza sonhar com o impossível. Esperar pelo tempo é o mesmo que jogar-se de um penhasco e nunca cair no chão: sempre terá aquele frio na barriga incomodativo, desejando que chegue logo o fim, mas nunca chegará, morrendo então de angústia por sempre esperar por algo que nunca chegou. O melhor a se fazer é olhar-se no espelho e encontrar naquele reflexo o que buscamos nos reflexos alheios. Não chegue e seja igual, não fique no comodismo de me fazer feliz. Chegue causando impacto, me tirando o fôlego, causando arrepios, me deixando com saudade de quando você for pra sua casa, te querendo ainda mais no outro dia. É isso que eu quero. Buquê de flores, serenatas e jantares românticos me decepcionaram, quero coisas novas, nem que sejam novas decepções. Não estou sendo radical, estou sendo realista. Você é livre pra ir, não espere que eu me ajoelhe e te peça pra ficar. Amor pra mim é ficar intencionalmente, sem esmola, sem humilhação, sem questão, apenas respostas, do sim ao não.
- O que há com você? Você nunca sorri.
- Descobri que quem se importa de verdade com a gente são aqueles que veem nossa felicidade sem que precisemos mostrar os dentes.
Estou destinada a andar de mãos dadas com a felicidade, sem sequer poder reclamar, tenho apenas que sorrir e fingir que está tudo bem.
- Mas está?
- Não, nunca está.
E se abrir meu armário, encontrará inúmeros amores perdidos, juntando poeira, amores aqueles que não voltariam mais para a cabeceira da minha cama, não me deixariam mais com insônia. Eu os guardo porque aprendi que temos sempre que ter lembranças, mesmo elas sendo ruins, mesmo elas te fazendo chorar. São as lembranças que te fazem ser uma nova pessoa, que te fazem aprender com os erros, são elas que ao mesmo tempo te atormentam e te salvam de um próximo abismo.
—  Complexo
Sabe aquele olhar que os cachorros de rua dão para os frangos sendo assados na vitrine giratória do supermercado? Então, passei a dominar este olhar com o passar dos anos. Não me leve a mal, pois não me refiro àquela sensação que a grama do vizinho é sempre mais verde, que o cabelo da fulana é mais bonito ou que aquela sua rival dos tempos de escola está namorando o cara “perfeito”. Não é esse tipo de invejinha que todo mundo tem e nega a que me refiro. Sabe quando sair todo final de semana, ter vários “crushes” ou se exibir com o cara mais bombado da balada já não faz mais sentido? Primeiro porque quando sai a primeira coisa que você faz é procurar um lugar para sentar e segundo porque você acha “crush” uma gíria idiota de adolescente. Neste momento você começa a refletir que não faz tanto tempo que saiu da adolescência e já acha várias coisas irritantes. Você começa a se questionar em que momento da vida desgostou das boys bands, deixou de ter um ídolo teen e parou de pesquisar fofocas sobre o mundo dos famosos. A maioridade que você tanto almejou chegou e impôs o seu preço. Você começa a mudar gradativamente, revê conceitos, formula princípios e muda algumas opiniões. Você cresce e torna-se uma estranha. O namorado “gêmeo” do Taylor Lautner que outrora você tanto desejou dá lugar a outro que está com você nos piores momentos. Seu festival de amizades de balada dá espaço a um círculo restrito que você é capaz de contar com os dedos de uma só mão. Em determinado momento você passa a desejar apenas um emprego estável, boas amizades, um parceiro leal e uma casa aconchegante para voltar no fim do dia. Creio que o olhar de um cachorro de rua desejando um frango assado é o mesmo olhar que adquirimos quando amadurecemos. É o nosso jeito de encarrar que mesmo algumas coisas indo bem outras darão errado, este é o nosso modo de demonstrar que ter vinte e poucos anos pesa.
—  Tainara, d-istopia.
Queria que fosse possível ele conseguir ler pelos meus olhos tudo o que está cravado aqui dentro, coisas que ele mesmo cravou sem mesmo saber que cravaria. Coisas alegres, brilhantes e bonitas e coisas negras, tempestuosos e, infelizmente, memoráveis.
Queria que ele pudesse enxergar como o toque das suas mãos quentes me fazia sentir em casa, fosse em qualquer parte do meu corpo, como apenas conseguir sentir a textura da barba na palma da mão me tranquiliza. Queria que ele soubesse, e se sentisse feliz de saber, que só de ouvir a voz dele tudo fica na paz e o que era nebuloso e cheio de saudade, se torna gracioso. Ele não sabe imitar um personagem famoso como o pateta ou o mickey, mas tem um senso de humor que te encanta.
Ele também mal pode imaginar que fazer cafuné em seu cabelo e ouvi-lo ressonando minutos depois é uma das coisas mais gostosas que pode se ter cravado no coração, e eu nunca me importaria de ter milhões de cãibras nas pernas pra ter esse prêmio.
Ele nunca soube, na verdade, o quão sou apaixonada por ele, mesmo que eu tente explicar em palavras ou em tesão, assim como a nem haja probabilidade de ler esse texto. Ele não tem ideia do quanto eu gosto do cheiro das suas roupas, do seu perfume é do quanto amo tudo isso me embolando em um abraço; quente e familiar. Ele também não imagina o quanto eu gosto de sentir que usar suas roupas é um tanto provocativo e, ao mesmo tempo, gostoso, só porque as roupas são dele.
Ele não tem ideia do quanto preciso dele, por mais que eu diga, grite, aperte suas bochechas enquanto falo olhando em seus olhos ou chore a noite toda sem abrir a boca no meio dos braços dele. E isso dói, mais do que bater o mindinho na quina dos móveis, mais do que enxaqueca. Dói tanto quanto saber que ele não precisa tanto de mim, e, gradativamente, aprende cada vez mais a não precisar.
—  Tua lua em Áries é o meu sol, as vezes me queima quando não uso protetor.
Imagine Harry Styles

  • Pedido:  oi , vc poderia fazer um imagine hot do harry em que a sn é mais nova tipo com 16 anos ,nada de romantismo ok , pegada forte, porem carinhosa , algo como daddy issues , obrigada

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Não sei se ficou como esperava… Mas espero do fundo do coração que goste!!

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Toco a campainha e em segundos Harry abre a porta. Me encara sorrindo e me dá um beijo de tirar o fôlego. Isso já é o bastante para minhas pernas ficarem bambas. 

- Que bom que você chegou! Estava com saudade! - ele diz abraçando minha cintura. 

- Eu também estava! - deixei um beijo estalado no seu pescoço. 

Eu namoro o Harry há um ano, desde que completei 16 anos. E agora estou prestes a completar meus 17 anos. No inicio, nosso namoro não foi muito bem aceito, porque ele é mais velho que eu. Não é uma diferença exorbitante, mas é uma diferença considerável quando se tem 16 anos e começa a namorar um cara de 22 anos. Mas depois de um tempo, eles aceitaram. 

Harry sempre foi muito carinhoso comigo, gentil, educado, romântico. Um verdadeiro gentleman. Fico me perguntando se ele será assim também na cama. Não, nós nunca transamos. Ele sempre respeitou meu tempo, mesmo eu sempre dormindo aqui na sua casa. Como é o caso de hoje. Passarei o fim de semana aqui com ele. 

- O que você quer comer?! - pergunta me olhando.

- Ah, amor, qualquer coisa. - dei de ombro, encaixando minha cabeça na curvatura do seu pescoço e espirando seu cheiro. 

- Pizza?! - sugere e eu sorrio. 

- Quatro queijos! - ele ri e liga para a pizzaria e faz o pedido. 

Enquanto nossa janta não chega, ficamos no sofá vendo TV e curtindo a presença um do outro, jogando conversa fora e dando muita risada. Passado uma meia hora, a campainha toca anunciando que nossa pizza chegou. Ele vai pegá-la e eu vou pegar os pratos, talheres e copos na cozinha. Colocamos tudo na mesinha da sala e comemos juntos. 

O filme já estava quase no fim quando eu começo a sentir beijos serem depositados no meu pescoço exposto. Meu corpo inteiro se arrepia e eu prendo a respiração. 

- Amor… Acho que tem coisas melhores pra gente fazer. - sua voz sai sugestiva e abafada. 

Eu respiro fundo. Eu confio nele e creio que já esteja na hora de me entregar de fato para ele. Eu sei que ele tem as necessidades dele e eu tenho que supri-las ou ele irá procurar outra. E Deus me livre dessa possibilidade. 

O encaro e sem o responder, grudo nossos lábios num beijo profundo e com desejo. Ele me puxa para o seu colo e me sento com uma perna de cada lado de seu corpo. Rebolo lentamente e sinto seu membro duro, o que me faz jogar a cabeça para trás e soltar um gemido baixo. 

Ele começa a beijar meu pescoço e, quanto sinto um chupão ser plantado ali, agarro seus cabelos com força. Algo na minha intimidade pinicava, e minha roupa já me incomodava. 

As grandes mãos do meu namorado invadiu minha blusa e ele apertou minha cintura com força. Puxo seus cabelos, fazendo ele me encarar e beijo seus lábios com brutalidade. Ele arrancou minha blusa e eu fiz o mesmo com a sua. Encarei seu peitoral definido e mordi o lábios, vendo ele sorrir sacana. 

Ele arrancou seu sutiã de renda e jogou em algum canto da casa. Encarou meus seios como alguém faminto encara um prato de comida e os abocanhou em seguida. Ele massageava um com sua mão e o outro era trabalhado por sua boca. Eu gemia baixinho e chamava pelo seu nome. Ele inverteu os lados e continuou trabalhando nos meus seios. Um calor absurdo tomou meu corpo, meus gemidos se intensificaram e, quando ele mordeu o bico do meu seio, eu cheguei ao meu primeiro orgasmo devastador. 

Respirei fundo, me recuperando e normalizando minha respiração. Ele me pegou no colo e nos levou até seu quarto. Me colocou na cama e tirou minha calça. Beijos foram depositados por todo meu corpo. Ele tirou minha calcinha e me encarou. Eu estava totalmente nua, entregue a ele. Ele se ajoelhou na cama e abriu minha pernas e senti sua respiração bater na minha intimidade. No segundo seguinte, soltei um gemido alto quando sua língua quente entrou em contato com minha intimidade. Ele me chupava como se eu fosse a fruta mais deliciosa desse mundo. 

Foi o bastante pra mim quando ele começou a estimular meu clitóris com seu dedo. Puxei seus cabelos e atingi meu segundo orgasmo. Ele me encarou lambendo os lábios e me beijou. Era possível sentir o meu gosto ali. Inverti as posições e desci os beijos para seu pescoço. Descobri, quando recebi um aperto na bunda, que ali é seu ponto sensível. Eu iria me aproveitar disso! 

Raspei minhas unhas por todo seu peitoral, e ele respirou fundo. Desci minha mão até chegar em seu membro. Tirei sua calça e apertei seu membro ainda por cima da cueca. Ele prendeu a respiração em resposta. Sorri com o feito e me livrei dela, o deixando nu. Seu membro estava completamente duro. O segurei com minhas duas mãos e comecei movimento de sobe e desce, sem perder o contato visual com ele. Acelerei os movimentos e ele rosnou. 

- Isso! - sua voz saiu fraca. - Isso, continua. - gemeu alto.

Ele fechou os olhos com força e agarrou o lençol. Era completamente exitante vê-lo dessa forma, e eu já podia sentir minha intimidade molhada de novo e pinicando. 

Os movimento eram ainda mais rápidos e ele respirava descompassadamente. Passei minha língua pela sua glande ele foi o que bastou para que ele gozasse, soltando um grunhido sexy. 

Ele me encarou com seus olhos pegando fogo. Me deitou na cama e colocou uma camisinha. Meu corpo todo pinicava e era como se eu estivesse pegando fogo. Ele segurou minhas mãos acima da minha cabeça e senti seu membro fazer pressão na minha entrada. Prendi a respiração já sabendo que iria doer. 

- Se doer muito eu paro. Mas quero que você me diga. - assenti ainda com os olhos fechados. Ele deu um beijo carinhoso na minha testa e senti ele me invadir aos poucos. 

Ele gemeu baixo no meu ouvido e eu me arrepiei. Ele não se moveu, apenas esperou que eu me acostumasse. Ele começou a se mover depois de alguns minutos, mas não antes de ter a certeza de que eu estava bem e me sentia confortável. 

- Tão quente. Tão apertada. - disse com os dentes cerrados indo cada vez mais rápido. 

Eu cravo minhas unhas nas suas costas e ele urra de prazer. Ele continua com o movimento de vai e vem, ganhando mais ritmo gradativamente. Ele envolve minhas pernas em torno da sua cintura, apertando minha coxa e indo mais fundo. 

- Oh Harry. - gemo alto. - Eu, eu… - tento dizer, mas não consigo.

- Goze para mim, goze meu amor. - ele diz e imediatamente meu corpo atende. 

Sinto minhas intimidade contrair e apertar a dele. Uma onda de prazer toma conta do meu corpo e eu fico envolta numa nuvem onde não escuto e nem vejo nada. Ele dá mais uma estocada forte e atingimos nosso ápice juntos, chamando um o nome do outro.

Ele cai ao meu lado, completamente suado e com a respiração descompassada, assim como eu. Nos encaramos sorrindo e realizados.

- Você é incrível! - ele diz e eu sorrio. - Eu não podia querer uma namorada melhor!

- Digo o mesmo! - ele sorri. Ele beija minha testa e me deixo vencer pelo cansaço e pego no sono. 


[…]

Me procurei gradativamente em utopias de caleidoscópio. Gosto de encontrar sentido em constelações imaginárias, universos paralelos, planetas distantes onde tudo é igual ainda que completamente diferente. As ruas são as mesmas, as pessoas continuam com o mesmo olhar de quem sabe tudo o que há para saber (ainda que morram de medo do ato falho que desencadeará a catástrofe), os horários seguem inalterados e detentores de blasfêmia, enquanto que eu me torno o oposto. Veja bem, não é que desagrade me ser, as coisas tem seguido um caminho diferente e tenho coragem suficiente para admitir o medo e a possibilidade de desastre presente em cada esquina. Cada passo para frente é, ao mesmo tempo, para fora de mim. Não sei dizer se estou me tornando alguém diferente ou se finalmente me serei por completo. Sequer sei descrever ou compreender o sentido das palavras que me tomam por completo, apenas me permito finalmente admitir que não há mais nada para dizer. Acredito que tudo seja dito no silêncio ou em pilhérias aleatórias ao longo do dia. Gosto de quem se permite através da máscara, ou melhor, que se faça de máscara mas tenha a cara limpa. Então é possível ver cada cicatriz da infância, cada marca de sol daquele dia ensolarado demais para ser responsável, cada lágrima derramada sem mais nem menos, pela tolice que foi a gota d’água. Coração partido também é cicatriz e se esconde na retina, e me foi permitido observar até compreender que nem tudo é passível de entendimento. Vejo cada detalhe, ainda que inexato (nada nessa vida sentida é). Canto aquela do Chico: “deixa em paz meu coração”, e você pede pra ficar. Mas fica. Fica. Cada sílaba, devagar. A vogal se estende pelos olhos. E eu fico, eu fico.  

G.

Imagine Harry Styles

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(Parte V)


(Seu nome) estava cansada ao extremo, a noite havia sido longa e cansativa, ela decidiu ficar no hospital com Niall porque ele estava em observação e seus pais não poderiam permanecer por muito tempo por causa do trabalho no dia seguinte. O diretor Grimshaw conversou com ela por telefone e a liberou das aulas para que pudesse ser a acompanhante do aluno.

Na hora de explicar o que aconteceu foi uma verdadeira saia justa, (seu nome) não sabia se falava quem havia agredido Niall daquela forma e nem sabia se deveria contar toda a verdade desde o começo, mas o medo de perder o emprego foi maior e ela apenas decidiu esperar Niall acordar para saber a decisão dele, ela o apoiaria totalmente.

A manhã se arrastou do mesmo jeito que a noite, as enfermeiras entravam no quarto de vez em quando para trocar o soro ou apenas para saber o estado do garoto, (seu nome) nem se dava o trabalho de olhar em direção a porta quando a mesma abria e talvez isso tenha sido um erro. Ela não se assustaria tanto se visse Harry entrando, mas como ela não olhou, não muito depois quase pulou da poltrona quando abriu os olhos e ele estava a sua frente.

— O que você está fazendo aqui?! — (seu nome) se colocou de pé com medo do que o adolescente poderia fazer — É melhor sair ou chamarei os médicos.

— Não faça isso… — a voz dele estava calma e soava inocente — Eu não queria ter feito isso com o Niall. — Harry se esforçou para não chamá-lo de tomate — Eu estou tão arrependido, me desculpe.

(Seu nome) começou a se perguntar mentalmente se estava sonhando porque ouvir um demônio se desculpar não é o convencional, mas ela também se forçava a lembrar que Lúcifer foi um anjo antes de se tornar um demônio, Harry poderia estar muito bem mascarado.

— O que te faz vir até aqui? Você não pode chegar perto do Niall, eu não exitarei contar tudo a polícia e aos pais dele se você tentar alguma coisa. — ela jurou ter visto algo como raiva nos olhos esverdeados, mas ele se conteve em suas ações.

— Por que o defende tanto? Qual o seu interesse com esse garoto? — fazendo um esforço sobre humano, Harry conseguiu não aumentar a voz e nem deixar sua raiva transparecer nela.

— Ele é meu aluno, eu defenderia qualquer um deles e você o machucou por minha causa. Tudo foi um mal entendido e mesmo que não fosse você não tem o direito de machucar as pessoas. — (seu nome) se afastou do garoto porque não se sentia confortável estando próxima a ele, na verdade ela não se sente confortável ao tê-lo sobre o mesmo teto.

— Ele queria te roubar de mim, eu não posso permitir que alguém chegue e faça você me odiar. — os olhos verdes do garoto estavam focados na professora como se estivessem diante de uma presa.

— Eu. Não. Pertenço. A. Você. Por favor, pare! — (seu nome) estava cansada de lidar com o garoto.

— Eu amo você, será que não entende? — a voz do garoto se alterou um pouco e ele tentou se aproximar — Eu sou seu e você é minha, meu amor.

— Você é meu aluno, Harry, o que aconteceu foi um erro porque você mentiu para mim e talvez a bebida influenciou em algo também, mas nada daquilo foi real pra mim. — a professora explicou da melhor forma que podia na esperança de fazê-lo cair em juízo — Aquilo deveria ter morrido a partir do momento que pisamos fora daquele bar.

— Como você pode desdenhar do meu amor dessa maneira? — Harry agarrou o pulso da mulher com força, olhando-a nos olhos com os seus verdes repleto de fúria — Foi real e você veio em direção a mim por algum motivo, então obedeça o destino. Você é minha!

Mas uma vez medo definia o estado de (seu nome) no momento porque ela não sabia mais o que esperar do garoto, ele não conseguia compreender a realidade. Parecia até que ele criou um mundo inexistente em sua cabeça onde só acredita no que quer e onde ela o pertence, mas ele tem que voltar urgentemente para a realidade.

Um resmungo pôde ser ouvido pelos dois e os olhos de Harry foram direcionados a cama no mesmo instante soltando o pulso agora vermelho da mulher. (Seu nome) não sabia se agradecia ou se temia a ação do cacheado, ele poderia tentar mais alguma coisa contra o Niall.

— Professora? Harry? — a voz baixa de Niall quase não pôde ser ouvida — O que estão fazendo aqui? Onde é que eu estou? — olhando para os lados, ele colocou a mão sobre a cabeça enrolada com uma faixa branca.

— Você não se lembra o que aconteceu ou onde estava? — (seu nome) perguntou se aproximando e Niall negou lentamente com a cabeça.

— Uma pessoa tentou te roubar e por algum motivo acertou a sua cabeça com um pedaço de madeira. Eu impedi que ele te machucasse mais e (seu nome) chamou uma ambulância. — Harry contou uma versão totalmente falsa se livrando da culpa. (Seu nome) não o desmentiu para não deixar o garoto loiro confuso.

— Muito obrigado, Harry… Eu nem sei como te agradecer. — Niall sorriu pequeno.

“Apenas fique longe da minha mulher.“ - o de olhos verdes pensou.

— Agora que sabemos que ele está melhor, podemos ir para casa. — Harry sorriu se voltando para a mulher e qualquer pessoa de fora poderia pensar que eram um casal.

— Você pode ir. — (seu nome) respondeu com indiferença — Você quer que eu chame o médico, Niall? Sente alguma dor? — o loiro negou sendo completamente fuzilado por esmeraldas verdes e furiosas.

Harry permaneceu ali como um fiel cão de guarda até que (seu nome) foi embora, ele não a deixaria sozinha com o tomate nem por um segundo, toda aquela inocência de garoto bondoso era apenas uma faça e ele sabia perfeitamente disso. Niall poderia enganar a todos, menos a ele.

Um mês depois

Niall se recuperou bem, na semana seguinte do ocorrido ele já estava na escola sem nenhuma sequela, ele só não podia frequentar as aulas de educação física. (Seu nome) manteve a maior distância do garoto - e ele parecia fazer o mesmo, mesmo sem a memória do dia do incidente - ela não queria indiretamente causar mais nenhum estrago mesmo sabendo que não pode se submeter a viver com medo de um garoto de 17 anos, mas é melhor prevenir do que remediar.

(Seu nome) também havia adotado um novo método, toda a vez que Harry se aproximava com o papo estranho deles terem que ficar juntos e serem um do outro, ela fazia questão de lembrá-lo que nada foi real e nada do que ele pensa é verdade deixando assim o garoto com raiva todas as vezes que repetia essas mesmas palavras, mas ela ainda tem esperança de que ele algum dia vai entender.

Voltando para casa depois de um dia de aula maravilhoso sem Harry, ela se jogou sobre o sofá colocando o braço sobre os olhos tranquila por não ter tido que aturar o garoto a perseguindo pela escola. Levantando-se apenas minutos depois, ela se direcionou para o banheiro para tomar banho e depois se jogou na cama não se preocupando em comer quando ela ainda não estava com fome. Sem ao menos perceber gradativamente foi tomada pelo sono.

(Seu nome) despertou ao sentir uma respiração quente em seu pescoço, uma hora depois de ter dormido. Assustada, ela jogou seu corpo para longe quase caindo da cama podendo ouvir a voz tão conhecida.

— Acho que te assustei, meu amor. — Harry riu baixo olhando o rosto da mulher com adoração e causando ainda mais medo do que só sua presença em si.

— Como entrou aqui? O que está fazendo aqui? — as frases saíram quase gritadas por (seu nome), seu coração estava a mil.

— Por que está fazendo essa pergunta, amor? Eu estou onde sempre deveria estar, não faça perguntas bobas. — ele riu mais uma vez tentando segurar sua mão — Não! Não ouse se levantar. — ele disse quando (seu nome) se sentou — Você não quer deixar o seu namorado bravo, não é?!

— VOCÊ NÃO É O MEU NAMORADO, HARRY, PARA COM ESSA PARANÓIA, PELO AMOR DE DEUS! — havia definitivamente passado de todos os limites, invadir sua casa foi algo muito grave, tudo que já fez foi muito grave, alguém só deveria dar um fim a tudo.

— NÃO GRITE COMIGO! NÃO ME NEGUE! E PRINCIPALMENTE NÃO MINTA PARA MIM! — Harry pegou uma pistola que estava sobre a mesinha e (seu nome) não sabia de onde havia saído aquilo — VOCÊ ME AMA, PARA DE NEGAR! VOCÊ ME AMA!

Harry balançou a arma na frente do rosto da mulher a deixando apavorada quando o cano gelado foi pressionado em sua testa fazendo um arrepio subir a sua espinha. (Seu nome) tinha certeza se não fizesse tudo que ele mandasse seria o seu fim, nada que viesse de Harry era alguma surpresa, tudo que ela pode fazer é chorar.




Estou quase certa de que essa é a penúltima parte, não se preocupem está perto de acabar. 

- Tay

(…) Paramos a beira do precipício. Nossa visão se projeta para o abismo, somos tomados por um assomo de náusea e vertigem. Nosso primeiro impulso é afastar-nos do perigo. Sem a menor explicação, permanecemos ali. Lentamente, nosso enjoo, nossa tontura, nosso horror se mesclam a uma nuvem de sentimentos indizíveis. Gradativamente, ainda mais perceptível, esta nuvem toma forma, como o vapor que surgiu da garrafa de Aladim e formou o gênio das Mil e Uma Noites. Porém desta nossa nuvem à beira do despenhadeiro, torna-se progressivamente uma forma mais terrível que a do gênio, muito mais horrenda que a de qualquer demônio lendário; e no entanto, é somente um pensamento, por mais amedrontador que seja, que nos gela até a medula dos ossos com a ferocidade inerente à delícia de seu pavor. É meramente a ideia de qual seria a nossa sensação durante o mergulho precipitado de uma queda de tal altura. E esta queda — esta aniquilação rápida — pela própria razão de que invoca a mais macabra e repugnante dentre todas as imagens tétricas e repelentes da morte e sofrimento que já se apresentaram à nossa imaginação — por esta mesma causa imaginamos saltar agora e o desejamos vividamente. E uma vez que nossa razão violentamente nos impede que cheguemos à borda, justamente por isso nos aproximamos mais impetuosamente. Não existe na natureza que seja tão demoniacamente impaciente como a daquele que hesita à margem de um precipício, meditando sobre se há de saltar ou não. Deter-se, ainda que por um momento, na contemplação desse pensamento, é estar violentamente perdido; porque a reflexão nos ordena afastar-nos sem demora e portanto, exatamente por isso, é que não podemos. Se não houver um braço amigo que nos ampare, ou se não fizermos um esforço súbito para afastar-nos do abismo, saltaremos e seremos destruídos.
—  Edgar Allan Poe.
Imagine - Harry Styles

Me contem o que acharam… beijos 

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Segundos depois, ouvi os passos de Harry se distanciarem e a porta do quarto ser fechada. Eu não sabia se o que eu tinha escutado era real ou estava apenas fantasiando.

Decidi levantar e ir à caça de um remédio. Ao chegar na cozinha, notei como a casa estava silenciosa e encontrei um bilhete com uma cartela de analgésicos na bancada. O bilhete, em poucas palavras, dizia que ele havia ido para uma viagem inadiável, afinal ele já havia adiado ela ontem. Por minha causa, pensei sozinha.

Troquei de roupa, e chamei um taxi indo para casa.

Passei dias e dias sem notícias de Harry e nesse tempo apenas me dediquei a escrita. Me segundo livro aclamava por atenção. Mathew apareceu poucas vezes no meu apartamento, afinal ele havia conhecido um cara que demonstrava ter um interesse e tanto nas qualidades dele.

Não que achasse ruim ficar sozinha. Na verdade, eu adorava; eu tinha tempo para planejar minha escrita, focar em futuros projetos, pensar em viagens, conversar com os leitores… eu sempre arranjava coisa para fazer.

Eu estava abarrotada de papeis e livros ao meu redor quando a campainha tocou; meu celular já marcava onze horas da noite e eu sequer havia saído do escritório para jantar. Pelo olho mágico encontrei o par de olhos verdes que fazia meu sorriso crescer sozinho. Eu não estava vestida para encontra-lo, mas também não teria tempo para me arrumar. Pijama surrado e cabelo desgrenhado não devem ser muito atraentes.

- Por que você não me avisou que vinha? – Abri a porta devagarinho, mas em seguida desisti e parei em frente a porta fazendo uma pose engraçada.

- Por que queria encontrar você exatamente assim! – Ele riu. – Trouxe pizza!

- Você, com certeza, vai para o céu. – O puxei pelo casaco que ele usava.

- Você ficou quanto tempo sem comer? – Ele perguntou enquanto equilibrava a pizza na mão.

- Mais do que qualquer ser humano deveria.

Eu e Harry nos sentamos na sala mesmo e passamos a ter uma conversa leve enquanto euzinha devorava a pizza.

- ‘Tá sujinho aqui, (S/A)! – Harry apontou para o próprio queijo. Passei a mão envergonhada, tentando me limpar. – Deixa que eu…

Harry esticou o corpo em minha direção e limpou o que parecia estar sujo de molho. Ele estava tão próximo que suspirei sentindo seu perfume, amadeirado, forte, embriagante. Sentia Harry cada vez mais próximo de mim, ao ponto de sua respiração bater no meu cabelo.

Inclinei meu rosto para cima e fitei os lábios finos que estavam na minha frente.

Nosso beijo começou tranquilo e eu aproveitei cada segundo. Foi inevitável não intensificar o beijo gradativamente.

Minha camisa saiu do meu corpo e eu corri minhas unhas na nuca de Harry. Em meio a beijos e sussurros ao pé do ouvido, fomos para meu quarto e eu fui deitada na cama sentindo o peso de Harry cair sobre meu corpo. Estava tão confortável senti-lo assim.

Suas mãos me acariciaram como nenhum homem fez. Eu tentava controlar meus gemidos das mais diferentes maneiras e quando finalmente fui tomada por Harry, fui a loucura e foi completamente difícil me controlar. Em qualquer sentido.

Ao abrir meus olhos, me deparei com Harry dormindo tranquilo. Era relaxante vê-lo dormindo e, silenciosamente, pedi para ter essa visão mais vezes na minha vida.

Senti minha bexiga pressionar e me vi obrigada a levantar para ir no banheiro. Como eu não dormiria novamente, caminhei até a cozinha e preparei a cafeteira para passar o café. Voltei até a sala e recolhi a bagunça da noite anterior, inclusive minha blusa que havia ficado por ali. Sorri, lembrando o que aconteceu.

A cafeteira fez aquele ronco familiar e eu corri para me servir. Além de feliz, eu também me sentia inspirada, e por isso, corri para o escritório escrever mais um pouquinho. Parecia que eu poderia terminar aquele livro no segundo seguinte de tão agitada que eu havia ficado.

Não sei por quanto tempo eu fiquei desligada do mundo a meu redor para nem ouvir Harry perambulando pelo meu apartamento; apenas fui notar sua presença quando um prato com uma torrada muito cheirosa foi posto em minha frente me fazendo parar de escrever.

- Por que eu sei que você não comeu nada antes de vir sentar aqui. – Sua voz me arrepiou por completo e me fez subir meu olhar até ele.

- Obrigada! – Harry sorriu, selou meus lábios e saiu pela porta indo novamente para cozinha.

“Posso ir até a sua casa, faz dias que eu não te vejo” Meu celular piscou e eu ri lendo a mensagem de Mathew.

“Pode ser mais tarde? Tem um cara de cueca andando pelo meu ape. ” O respondi.

“Como assim? Esqueceu o Styles? “ Se eu bem conhecia Mathew, ele estava andando de um lado para o outro, aguardando ansiosamente minha resposta.

“É o Styles. “ Ri sozinha e desliguei o celular rapidinho.