gosti mais ou menos

Talvez eu seja. Talvez eu só seja. Talvez me seja… o ser serelepe. A gota d'água, o canto dos pássaros; Talvez miragem de marejo. Talvez eu seja só uma eclipse, ou outro fenômeno eslovêno. Quem sabe cúmulo de duodêno. Talvez eu seja. Talvez eu só seja. Talvez me seja.. Vulgaridade. Menina morena proéica ruptiosa e redondonhosa. Praxe sem laste; arco e flecha. Talvez só seja à mim. À mim devaneada de insegurança. À mim; Àmem; Àmenizar; Escanioso jeito de matar. Bruta e compactada. Presa de lastimaria. “Vai. Grita”. Livrai-te males. Tu te vingas pra receber o que sempre foste teu. Orgulho, querida. Ou desapego? Tanto faz, só te procuras. E hoje acha bem. Acha-te a novo equilíbrio. Mesmo que não tenhas paciência. Talvez eu seja amostra de vigor, as vezes louvor, quem sabe imaturidade; Desdonha de bondade à modo de claridade. Talvez eu seja o brinquedo fajuto de quinta não comprado e largado em prateleiras quebráveis de ponta a ponta. Talvez só seja a garota a escrever, com preguiça de crer como é envelhecer. Vai e vem. Hipocrisia de menina que desdêm. Talvez eu seja. Talvez eu só seja… Mania furtilizada de arrogância. Cigarro na boca, ruas enfatizadas de mesmice. Arrogância. Talvez eu seja só uma criança aprendendo a andar. talvez hoje eu rasteje, amanhã eu engateio, após ande, pudera até correr. Só depende de mim, do destino, se me despusse a poder. Talvez eu seja. Talvez eu só seja. Talvez me seja…

Contos de Beckerman: Carta da solidão. Mais conhecida internamente por Anne Dylan Cooperman, pseudo-escritora.

Gosto de pensar que sou eu mesma. Gosto da ambiquidade, bulgaridade. De imaginar futuras escolhas, pequenos versos de poemas secretos, livro multi explícito entre as folhas. Café bem gelado acompanhado de pleonasmo. Jantar de arroz com camarão; Junção de tsunami e trovão. Ninguém seria mais lunático. Talvez meio egoísta ou egocêntrico. Quem sabe, um tanto medroso pra amar. Não que seja anjo de morte, quem sabe um simples corte; Trazido do peito com ameaça forte. Cantar Cazuza não realça mais. Balangar de Ana Carolina não me satisfaz. É que as vezes agrada mesmo. E pro rádio que já se encontra quebrado, tenho suavidade de pássaros cantando de modo suavizado. Pudera ser do tédio  uma amante, já que a mesmice que domina de jeito cativante. Parece que nem gestos conseguem me conter, admiro então essas redundâncias escritas que me dispõe a fazer. De que adianta mais? Se cada palavra não me anuncia jamais. De que adianta correr? Se a cada dia nasce outro ser humano pra te enfraqueçer?  Jaleco de seda de mamãe não será os que há de te proteger; Cartinha ao papai noel vai de empodrecer, quem sabe essa seja a circustância de crescer. Filosofia de viver, de ironia. Apenas sei que se não fosse eu, ninguém mais seria. ( Vitória A. | d-evoid)