golee

Quero acordar do seu lado num domingo de manhã e saber que não temos hora para sair da cama. E, depois, ir tomar café na padaria e ler o jornal com você. Quero ouvir você me contar sobre o trabalho e falar detalhadamente de pessoas que eu não conheço, e nem vou conhecer, como se fossem meus velhos amigos. Quero ver você me olhar entre um gole de café e outro, sem nada para dizer, e apenas sorrir antes de voltar a folhar o caderno de cultura. Quero a sua mão no meu cabelo, dentro do carro, no caminho do seu apartamento. Quero deitar no sofá e ver você cuidar das plantas, escolher a playlist no ipod e dobrar, daquele seu jeito metódico e perfeccionista, as roupas esquecidas em cima da cama. E que, sem mais nem menos, você desista da arrumação, me jogue sobre a bagunça, me beije e me abrace como nunca fez antes com outra pessoa. E que pergunte se eu quero ver um DVD mais tarde. Quero tomar uma taça de vinho no fim do dia e deitar do seu lado na rede, olhando a lua e ouvindo você me contar histórias do passado.Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele, mesmo sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Quero que você ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo. Quero que você a descreva em detalhes, que fale do jardim que construiremos, e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo isso enquanto passa a mão nas minhas costas e me beija o rosto. Quero que você nunca perca de vista a música da sua existência, e que me prometa ter entendido que a felicidade não é um destino, mas a viagem. E que, por isso, teremos sido felizes pelos vários domingos na cama e pelos sonhos que comparilhamos enquanto olhávamos a lua. Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento.
—  Tati Bernardi.
Ninguém morre por mim

Ainda não acordei
estou envelhecendo
e não sei por quê ainda vivo
não tenho nada aqui
quem sabe na morte
eu tenha algo melhor
todos se matam por alguma coisa
mas coisa alguma se matam por vocês
nunca morri por algo
talvez por mim
a cada gole e trago
satisfaço e amacio o meu fim
não levo nada e não trago nada
desse vida meio morte
ninguém morre por mim.

Hofschneider

youtube

Está bien marcar en el último minuto y está muy bien empatar el partido que ibas perdiendo, está mejor que marques siendo portero, pero que además sea uno de los goles de la temporada (y es la primera jornada en Holanda) no tiene precio.

Existem dias nos quais preciso me exorcizar de mim mesma. Minhas profundezas já não cabem no meu corpo. Eu só queria abandonar essa porra toda, queria voar com a mala vazia.
Então tudo bem, mesmo. Eu só vou sair, vou beber um gole de noite.
Eu preciso, entende? É necessidade de sentir a noite encostar na minha bochecha, o vento embaralhar meus cebelos pretos. Dane-se, eu tô partindo sem data pra voltar.
—  Nina Benavídez
Fim de semana, tenho comigo, uma mesa de bar, que vive rodeada de gente que pensa que me conhece, mas que nunca me vê reclamar, não das dores que carrego ao lado de dentro do peito. Goles atrás de goles para finalmente cogitar rir de toda essa desgraça. Reencontro corpos e deposito neles meu vazio. E me deito ao leito, de qualquer gostosa, forço um fim de semana ao lado dela, mas com o intuito de não mais encontrá-la. Essa vida é minha, mas esse não sou eu. Na verdade, eu nem me reconheço mais, estou vagando em busca de algo que me arrebata de uma só vez, ou então eu já cavo a terra e me enfio nela. Tanto faz.
—  zebukowski

So proud of my beautiful niece not only beautiful like her Auntie she is intelligent! Love you sugar sugar! 😍😍😍😍❤️❤️❤️#Repost @picture_lee with @repostapp.
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what an honor to be apart of the national society of high school scholars 📚💁👏💯.
#golee

❀ status flora matos

Mudei meu conceito sobre o que tá correto.

Pretin, desse jeito cê me deixa louca…

Só observo, não me vejo objeto que possa ser usado assim, então me entrego.

Com você perto de mim não tem papo, eu quero a vida inteira assim e não nego.

Seu perfume é um soul, com essência de afeto.

Pra ele sobra o que? Só tranqueira.

Geral já percebeu que cê deu mole. Que do meu drink cê não toma 1 gole.

Quando você parte leva junto a minha paz.

Machuca o coração pensar que a gente pode não se ver mais, não se ter mais. Me diz como faz pra te ter mais?

Sou eu não tem outra, pra mudar sua vida assim só eu,louca…

Dá um beijo em mim, cê fica bunitim, assim, sem pose e sem medin.

Te guardei no baú pra evitar o golpe, se insistir vai levar mais um sacode.

Vem comigo pretin, não para de me olhar assim.

Te chamei pra viver uma aventura, do naipe que eu abrace e me sinta segura.

Sem pensar no que disseram sobre o nosso fim, quando você parte é chegada a parte ruim.

Pra mim, cê é mais um, mas pra você sou primeira.

Me levou pra um lugar onde quando um amor começa jamais haverá um fim.

Dominou meu coração de uma forma tão sútil, mas eu não consegui dormir.

Tô desenvolvendo pra poder seguir tranquilona. Quem não bate, apanha.

Se olhe e transmita o amor pra si.

Seu tempo já passou, desperdiçou? Agora aguenta.

E se não gosta, deixa eu me encontrar por aí.

Já que cê perdeu, deixa outro me encontrar. Mas se quiser resgatar, vai pro fim da fila.

To que tô! Resolvi não olha pra trás, me atrevi.

E se ele não quiser, tem quem queira.

10

Finally visited Mo and Richard’s place in Fort Greene. Gorgeous 5th fl walk up! Had mimosas, lox with bagels and cream cheese. Delish. Got to see the front runners from the NYC marathon pass us from their garden rooftop. Caught Lee on the ground then ventured into the city to catch him at mile 24. Lots of walking. Got interviewed in Central Park and I got credit as Ross

Nocaute a ver estrelas

Ontem um cara levou um soco de um negão no posto de gasolina onde parei para tomar umas latinhas de Brahma. O cara ficou no chão. Desmaiado. Sangue escorrendo pelo canto da boca. Aí fui lá. Dei uns tapinhas na cara dele até que o bicho abriu os olhos e a primeira coisa que fez foi tomar a latinha de cerveja da minha mão e dar um gole. “estava precisando de um gole. Paga uma latinha pra mim?” aí fui no caixa e comprei uma pra ele. Aí perguntei “levanta, bicho. Vai ficar aí deitado?” aí ele passou a mão na boca limpando o sangue e disse: “beber deitado olhando as estrelas depois de um nocaute é uma das melhores sensações que já experimentei na vida”. Abri um sorriso largo que aumentou o grafite desenhado num muro e disse que os poetas entendiam de sensações parecidas. Também sou um poeta nocauteado pela vida.

Diego Moraes

Golee

This was blogged while in Burma but the government there blocks blog sites so we could not upload it.

Posteb by: Eunhae

Last night, we met a little boy named Golee.

He is 5 years old, and has a precious face with cute smile. Drew and I tried to talk to him, and take photos. He was a great model. We all enjoyed photo shoot time, and he started to play by himself so Drew and I called him. 

“hey! Golee! Pst! Pst! Look over here! Hello~!” but Golee didn’t respond and kept playing by himself. 

After we left, other kids came to him and were bullying him. I thought he was going to cry but he started to make weird sounds. Other kids started to make fun of him.

I ran to him, and took him to our crew. I heard about him from one of my Burmese friends. Golee cannot hear and talk. 

Since then, I couldn’t stop thinking about him and I decided to share his story with you.
We can pray for him that he can grow up in God and become a wonderful leader and example in Him.

Eunhae


Continuei sentado esperando que ela fosse embora, mas sabia que não tinha coragem o suficiente pra abrir aquela porta. Mesmo assim tocou a maçaneta, olhou para trás, mas não abriu a porta. Cruzei as pernas, tomei um gole de café, abaixei a cabeça e continuei lendo José Alencar. Fechei o livro, traguei o charuto e por fim disse: “Parta em um cometa, mas não me deixe em poesia ”.
—  Gabriel de Oliveira.
Capítulo 146 - Não interessa.

Depois que dei um gole longo no meu copo plástico de vodca pura, ela também deu no dela, e não tiramos os olhos um do outro enquanto fazíamos isso. Eu perco totalmente a vergonha de ficar encarando uma desconhecida quando tô bêbado. Quero nem ver do que mais vou perder a vergonha depois de terminar esse copo. Eu tava tão anestesiado que nem sentia o gosto ruim da vodca, ou pelo menos não ligava.

Guria: Mas sabe… - ela resolveu quebrar o silêncio. - Fala pro teu amigo ficar de boa.

Eu tinha mil respostas na ponta da língua pra responder aquele conselho dela que eu não pedi, como sempre tenho. Mas tinha alguma coisa engraçada no jeito que aquela guria falava que me fazia ter vontade de ouvir o resto. Eu não queria interromper, porque no fundo eu sabia que ela ia dizer alguma coisa que eu ia curtir, ou que ia me deixar intrigado.

Guria: Diz pra ele que o amor é um mal entendido.

E ela conseguiu fazer as duas coisas: curti. E fiquei intrigado.

Eu: Um mal entendido? Haha. - dei risada e me encostei na pia, procurando uma posição mais confortável e dando a entender que queria continuar a conversa por mais muito tempo.
Guria: É. - ela encostou o quadril na pia também.

Fiquei esperando ela continuar a brisa, mas ela se limitou a dar mais um gole no copo de vodca.

Eu: Como assim? - insisti.
Guria: Entenda como tu quiser.

Pensei em algo pra responder, mas dessa vez eu tive que pensar um pouco até as palavras surgirem na minha cabeça e formarem frases. Comecei a sentir uma parada estranha perto daquela mina. Minha empolgação por conhecer uma guria gata e gente boa deu lugar a um fio de desconforto. Odeio quando me deixam sem saber o que dizer.

Eu: Beleza. Vou falar pra ele. Ele vai entender como quiser. - dei de ombros.

Ela concordou com a cabeça, e ficamos naquele silêncio esquisito de novo. Porra. Dei outro gole na minha vodca pra ter tempo de pensar, até que o diabinho que mora no meu ombro esquerdo soprasse mais algumas frases no meu ouvido.

Eu: Ele vai ficar bem. Só tá na bad agora porque eles terminaram de um jeito meio esquisito. Na real, eles já tinham terminado faz um tempo, mas rolou uma tentativa de reconciliação, ou pelo menos foi isso que ele entendeu. E aí ela deixou ele comendo poeira de novo, mas de um jeito pior. Não é da hora ver a mina que tu curte com outro cara. Não é mesmo. Sendo bem sincero, é uma puta de uma merda.

Eu desembestei a falar como se ela tivesse perguntado alguma coisa sobre a história do Matt e da Larissa. Pra falar a verdade, ela nem tinha parecido minimamente interessada naquilo. No fundo, acho que eu só queria ficar falando pra não dar brecha pra ela ir embora. Não queria que rolassem aqueles segundos de silêncio em que tu dá abertura pra outra pessoa dizer “então, vou indo nessa, beleza?”

Por que eu to me sentindo tão inseguro com essa maluca que eu nunca vi na vida e que fala como se fosse um livro?

Guria: Tu pode dizer muito sobre uma pessoa pela forma como ela termina contigo.
Eu: Por que tu fala como se fosse um livro?

Ela ficou me olhando um pouco antes de responder, provavelmente tentando descobrir se tinha ouvido o que ela realmente ouviu. Depois, soltou uma risada. Ela finalmente riu.

Guria: Hahaha. O quê?!
Eu: Tu. - apontei pra ela com a mão que segurava o copo. - Tu fala como se fosse um livro.
Guria: Como assim?
Eu: Sei lá, cheia das frases de efeito. Não tem uma coisa que tu fale que eu não queira escrever na minha parede pra me lembrar num momento de bad.
Guria: Isso é algo meio adolescente de se fazer, né? - ela ajeitou o corpo na pia pra ficar mais à vontade.
Eu: Tu acha que eu tenho quantos anos?
Guria: Vinte… Vinte e cinco?
Eu: Hahaha. É, vinte e cinco.

Ela cruzou os braços e ficou me olhando. Cruzei os braços também pra fazer cara de moleque mais velho enquanto ela me analisava.

Guria: Tu pensa que eu sou idiota. Eu sei que tu tem dezoito no máximo. - ela deu um gole na vodca.
Eu: Ah, achei que finalmente tava parecendo alguém mais velho.
Guria: Eu até ia chutar mais, mas depois dessa de escrever frases na parede do quarto…
Eu: Hahahaha. Eu sou só um cara sensível.
Guria: É isso que tu diz quando quer impressionar uma mina?
Eu: Não, quando eu quero impressionar eu falo da minha tatuagem que cobre o corpo todo.
Guria: Sei.
Eu: Fiz na prisão.

Ela ficou segurando a risada, esperando que eu continuasse minha sessão de piadas toscas.

Eu: Na real, fiz quando fui pro Japão.
Guria: Sei. Quando te convidaram pra fazer parte da Yakuza.
Eu: Hahahaha. Tu também pira nessas coisas de máfia?
Guria: Toda e qualquer teoria da conspiração que tu souber, pode crer que eu já assisti algum documentário comendo pizza num sábado à noite.

E por um segundo eu quis estar com ela em todos esses sábados que já aconteceram, limpando os dedos sujos de óleo da pizza no edredom da cama dela e olhando o relógio de cinco em cinco minutos pra saber a hora que eu deveria ir embora, antes que o pai dela chegasse.

Eu: De onde tu saiu?
Guria: Como assim?
Eu: Tu tá na festa do meu melhor amigo. E eu nunca te vi.
Guria: Eu…
Eu: Onde tu estuda? Onde tu mora? Tu conhece o Fred?
Guria: Tu vai me deixar responder? - ela riu.
Eu: Eu quero saber tudo de ti.

Ela deu uma pausa na risada, mas continuou sorrindo, cruzou os braços e ficou me olhando. Eu fiquei olhando pra ela também, enquanto sentia uma mistura de ansiedade com vontade de sumir.

Guria: O que tu quer saber primeiro?
Eu: Quantos anos tu tem?
Guria: Isso importa mesmo?
Eu: Tu é menor de idade?
Guria: Tu tá com medo de ser preso?
Eu: Eu não fiz nada.

Nosso diálogo pareceu ter saído de um daqueles seriados insuportáveis de comédia, em que os roteiristas acham que tem alguma graça os atores responderem tudo na lata em questão de segundos, parecendo mais uma partida de ping pong do que uma conversa.

Eu: Eu não acho que idade importa, na verdade.
Guria: Eu acho que importa.

Por aquela resposta eu não esperava.

Guria: Mas não a idade biológica. A tua idade mental, essa sim importa.
Eu: Eu me sinto meio velho mentalmente às vezes.
Guria: Por quê?
Eu: Ah, meu mau humor, meu jeito cético e pessimista de encarar as coisas. Me pedem pra encarar as merdas que acontecem com aquela palhaçada de “olhos de criança”. Eu quero que se fodam os olhos de criança. Que porra de expressão é essa?
Guria: Tu não é velho. Tu só é rabugento.
Eu: Normalmente os velhos são rabugentos.
Guria: Tu falou sobre encarar as merdas. Acontecem muitas merdas contigo?
Eu: Nossa… - tossi. - Não sei nem por onde começar. - tive que dar risada depois daquilo.
Guria: Então tu tá mais jovem do que nunca.

Lá vinha ela com mais uma das suas brisas. Até esqueci do meu copo de vodca com aqueles papos.

Eu: Ah, é?
Guria: É. - ela concordou com a cabeça, parecendo muito empolgada. - Porque tua vida te consome demais pra tu envelhecer.
Eu: Não seria o contrário?
Guria: Não, cara. A vida é maravilhosa pra caralho quando te consome, quando te fode, te destrói. Pensa que tu tá vivendo. Teu amigo que viu a guria que ele gosta com outro? Pode crer que ele nunca esteve tão vivo. - ela falava com propriedade sobre aquilo.

Parecia papo de bêbado. Não só parecia, como era papo de bêbado. Mas fazia tanto sentido.

Guria: Tu não tá vivo se não estiver vivendo.
Eu: De onde caralhos tu saiu?

Ela estranhou a minha pergunta estranha de novo, mas nem dei tempo pra ela perguntar se eu tava ficando maluco. Acho que meu copo caiu no chão porque senti meu Vans molhar, mas parei de sentir qualquer outra coisa que não fosse aquela mina depois que dei um beijo nela. Coloquei ela em cima da pia, e ela me abraçou com os braços e as pernas. Ela era leve como uma caixa de fósforos. Uma caixa de fósforos acesa, daquelas que tu bota fogo em todos os palitos de uma vez só pra deixar teu pai fodido.

O corpo pequeno dela se encaixou no meu como se tivessemos nascido pra aquilo. As bocas, a mesma coisa. Eu já imaginei que seria bom, não sei nem dizer por que, mas era ainda melhor do que eu esperava. Nem rolaram aqueles primeiros minutos de beijo leve, de quando tu pega uma guria pela primeira vez. Eu já queria virar aquela guria do avesso, ver ela por dentro, por fora, puta que pariu. Quando ela bateu a cabeça no armário de cima da pia, achei melhor a gente ir pra outro lugar. Nem falei nada, só a puxei pela mão e saí da cozinha à caminho da sala. Os quartos tavam a uma escada de distância, e o Fred tinha deixado todos abertos, inclusive o dele. Eu só precisava dar sorte de ter algum vazio. Mas porra, eu sou amigo do dono da festa, se pá eu tenho prioridade nessas paradas.

Mas antes mesmo de chegar perto da escada, a guria me puxou na direção oposta, e nós entramos no lavabo da sala. Puta merda, caralho, isso tá muito melhor do que eu tava imaginando, caralho, porra, tranquei a porta atrás de mim com tanta pressa que eu demorei pra achar a fechadura. Ela se sentou na pia e a gente voltou a se beijar como se o mundo fosse acabar. Tirei a regata apertada dela, e um clarão tomou conta do cômodo minúsculo e abafado que era o lavabo do Fred. Era o celular da guria, que ela teve a péssima ideia de atender.

Guria: Oi.

Alguém respondeu do outro lado, mas eu não consegui ouvir por causa da altura da minha respiração. Parecia que eu tinha corrido a São Silvestre.

Guria: Preciso ir.
Eu: QUÊ?

Ela me empurrou, desceu da pia e tateou o chão à procura da blusa dela.

Eu: Tu precisa ir onde?
Guria: Embora.
Eu: Embora pra onde?

Ela achou a blusa dela e começou a vestir.

Eu: Ir embora pra onde? Onde tu mora? Era tua amiga?
Guria: Era.

De novo essa PORRA dessa amiga dela querendo foder com a minha vida. Ela parecia bem decidida no que tava fazendo, então não adiantava muito eu dizer que ela podia dormir na casa do Fred, ou na minha casa, ou na puta que pariu do caralho a quatro. Porra, eu tava muito irritado com aquilo. Ela tentou abrir a porta pra sair, mas tava trancada.

Eu: Tu não vai me passar teu celular?
Guria: Não.

NÃO?!

Ela destrancou a porta antes que eu pudesse perguntar por quê. Quando ela abriu a porta, vi que eu só tinha tempo de fazer uma pergunta antes dela sair.

Eu: Qual teu nome?
Guria: Não interessa.

Ela parou em frente à porta aberta, me lançou um sorriso de quem tava achando tudo muito engraçado e saiu com a blusa na mão. Só tive tempo de vê-la vestindo a blusa enquanto passava no meio da galera pra ir embora. Pensei em ir atrás, pensei em fazer mil coisas, mas não fiz nada.