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“I DONT LIKE THE WORD FAMOUS” +listen

an angsty playlist based on harry’s love hate relationship with fame.

01. Cavalier (The 1975 Remix) - James Vincent McMorrow // 02. Lovers Eyes - Mumford and Sons // 03. High Road - Cults // 04. Barely Legal // The Strokes // 05. Another Love - Tom Odell // 06. Not Giving In (feat. John Newman and Alex Clare) - Rudimental // 07. Jenny Don’t Be Hasty - Paolo Nutini // 08. My Winding Wheel - Ryan Adams

Imagine Harry Styles - When I was your man - Final.

Harry POV’s

- Está tudo certo? – perguntei pela milésima vez a Jo.

- Sim, Harry… ela está sozinha em casa, eu vou a chamar para a sala, sabe como é medrosa e não vai tentar fugir, e então eu saio de cena e você manda bala – ela falou e logo riu, eu tentei acompanhar mais estava tão nervoso – fica calmo, tudo que pode receber é um não.

- É…

Ela entrou no apartamento de (S/n) fazendo um sinal para vi em silêncio, e foi isso que eu fiz, ela olhou para o corredor e fez um joinha com as mão, sorri dizendo que já estava pronto e ela foi até o quarto da amiga, suspirei fundo  nervoso, prendi o violão melhor em meus braços e logo me preparei. Iria cantar? Ia, por que é o que eu faço de melhor, iria cantar como fazia antes, e tomara que ela se derreta como era antes, eu… eu estou com muitas saudades da minha garota.

- O que você ta aprontando Joanne? – escutei sua voz ecoar e suspirei novamente, ela ria de alguma coisa, o que me fez involuntariamente sorrir também, o som daquela risada era melhor coisa do mundo, podia virar uma droga.

- Vai para a sala calada (S/n) – Joanne também falou rindo e logo vi as duas chegando.

A reação da primeira foi o que eu pensei, (S/n) parou onde estava e abriu a boca surpresa, ela botou a mão no coração em um gesto que eu não entendi, pude ver a segunda garota ali sair de fininho pela porta da cozinha, eu tentei sorrir para a menina que estava ali na minha frente, mas também travei e então me lembrei do meu propósito.

- Olha, antes de tudo, não saia correndo, ta? – falei meio baixo e ela concordou automaticamente – Só fica calada, e quando eu disser que pode falar, você fala – pode parecer que saiu rude, mas não, era meu jeito de falar mais e ela me conhecia mais que minha própria mãe.

* A música é do Coldplay, todo mundo conhece né? The scientist, mas aqui o link para quem quiser ouvir - http://www.youtube.com/watch?v=RB-RcX5DS5A&hd=1 *

 

Come up to meet you, tell you I’m sorry

(Vim pra lhe encontrar, dizer que sinto muito)

 

You don’t know how lovely you are

(Você não sabe o quão amável você é)

 

I had to find you, tell you I need you

(Tenho que lhe achar, dizer que preciso de você)

 

Tell you I set you apart

(E te dizer que eu escolhi você)

 

Tell me your secrets and ask me your questions

(Conte-me seus segredos, faça-me suas perguntas)

 

Oh, let’s go back to the start

(Oh, vamos voltar pro começo)

 

Running in circles, coming up tails

(Correndo em círculos, perseguindo a cauda)

 

Heads on a silence apart

(Cabeças num silêncio à parte)

 

Nobody said it was easy

(Ninguém disse que seria fácil)

 

It’s such a shame for us to part

(É uma pena nós nos separarmos)

 

Nobody said it was easy

(Ninguém disse que seria fácil)

 

No one ever said it would be this hard

(Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim)

 

Oh, take me back to the start

(Oh, me leve de volta ao começo)

 

I was just guessing at numbers and figures

(Eu só estava pensando em números e figuras)

 

Pulling the puzzles apart

(Rejeitando seus quebra-cabeças)

 

Questions of science, science and progress

(Questões da ciência, ciência e progresso)

 

Do not speak as loud as my heart

(Não falam tão alto quanto meu coração)

 

But tell me you love me, come back and haunt me

(Diga-me que me ama, volte e me assombre)

 

Oh and I rush to the start

(Oh, quando eu corro pro começo)

 

Running in circles, chasing our tails

(Correndo em círculos, perseguindo a cauda)

 

Coming back as we are

(Voltando a ser como éramos)

 

Ela começou a chorar na metade da música, talvez lembrando de como nós éramos felizes, mesmo nas horas tristes nós sorriamos, por que estávamos juntos, era uma cumplicidade maior que o amor, toda pessoa que nos conhecesse como casal podia falar ‘’Aqueles tem futuro’’ por que foram quatro anos, quatro anos juntos, eu conhecia seu pior defeito e sua maior qualidade, sabia que ela tinha mania de trocar o dia pela noite vendo coisas idiotas na internet, ou quando ela ficava chateada por já ser uma mulher e não conseguir amarrar um cadaço direito, então eu me ajoelhava no chão e amarrava para ela, era engraçado o modo como ela era uma criança no corpo de uma mulher, não brigava comigo se eu passasse o dia na frente de um videogame, ou se eu pedisse para sair com meus amigos, pois a gente tinha uma confiança que era coisa do além, eu confiava nela mais que em mim, tanto que todos os meus problemas era ela que resolvia e vise-versa, e eu sei, eu sei que errei, mas eu vou consertar.

 

- Você quer falar alguma coisa agora? – falei baixo vendo suas lágrimas caindo, mas ainda não tinha coragem de chegar perto, quanto mais limpar seu rosto.

- Eu preciso – ela suspirou – te falar uma coisa… vamos sentar, ou você prefere…

- Sentar – falei rápido e nervoso.

 

Sentamos na sua bancada na cozinha, ela estava bem ao meu lado, com sua calça moletom rosa de uma marca qualquer, a blusa branca que eu me lembro de já ter visto, (S/n) estava nervosa, disso eu sabia, ela mexia os dedos um com os outros.

 

- (S/n) – chamei seu nome e ela me olhou, peguei suas mãos na minha e percebi que eu estava frio, muito frio, pois sua pela estava tão quente – eu sei que o que eu fiz foi errado, eu, porra… Mas é como dizem, melhor errar e consertar seu erro que continuar errando, e eu estou aqui, estou aqui como nunca estive antes, eu sei que você ficou muito mal quando eu te deixei e não sabe o quanto sofri com isso, o pessoal da escola deixou de falar comigo, minha mãe estava arrasada, Joanne nem me ligava mais, mas eu sabia que era o culpado, e sei que também me entende, os motivos de eu ter ido a um ano atrás – ela me olhava atenta e fez uma careta, que eu não entendi, só para deixar claro – eu era tão novo, quando vi que estava fazendo sucesso demais e podia ter tudo, te deixei para trás, a única que estava comigo quando não tinha nada, mas eu prometi que ia voltar, foi errado e ridículo o fato de que eu estava ficando com outra menina, eu sei… – eu admito que tinha vergonha de falar aqui, de quem eu era – mas estou aqui agora, pronto pra receber seu perdão e te amar como ninguém nesse mundo faz. Perdoa-me, meu amor.

 

Ela pareceu desconfortável por um segundo, levantou da cadeira e ficou de costas para mim, se apoiando na porta da cozinha, seus ombros começaram a se mexer, num claro sinal que estava chorando, senti minhas mãos coçarem e então não pude fazer nada além de me levantar e chegar perto dela, toquei seus ombros e sem esperar ela virou de uma vez me abraçando pela cintura, como sempre fazia, a abracei pelos ombros e abaixei minha cabeça para que ficasse ao menos no topo da sua, já que era muito maior que ela, e então comecei a ouvir seus soluços, senti minhas lágrimas caindo, coisa mais ridícula da vida homem chorar, mas era impossível.

 

- Eu queria te perdoar Harry – escutei sua voz baixinha e nos separei para a encarar e tentar entender, mas ela fugiu do meu olhar – mas eu não posso.

- Claro que pode (S/n)! – falei mais nervoso – É por causa daquele carinha? É isso ? Você não me ama mais e…

- Não Harry, não é isso! Não é! – ela falou limpando as lágrimas e finalmente me olhou – é sobre minha depressão quando você foi embora – eu a olhei sem entender e seu olhar fico escuro rapidamente, ela olhou para algum ponto como se lembra-se de algo – você… você foi embora e me deixou aqui sozinha, era uma coisa que eu podia conseguir superar, pois é isso que homens fazem, mas eu te amava demais, você mais que ninguém sabe que eu nunca fui de ficar correndo atrás, eu te deixava sair para qualquer lugar a qualquer hora, você tinha tanto a minha confiança, era algo forte demais, na noite que você foi, eu chorei, chorei tanto que por um momento achei que ficaria sem água no corpo, mas passou, era uma dor que eu podia suportar, pois eu sabia que de algum jeito… você me pertencia, o que é seu sempre volta, e com esse pensamento eu tentei manter uma boa vida, para que quando você me visse pensasse “Olha o que eu perdi”, mas isso foi passando, por que eu te vi com outras meninas, você saia com mulheres que eu nem chego aos pés… mas isso eu também podia superar, só que, tudo mudou quando…  – ela fechou os olhos com força e eu senti uma coisa estranha – quando eu perdi o nosso filho Harry – eu congelei tudo, não conseguia mais nem over os olhos só a olhava tentando entender o que era aquilo – eu nem sabia que estava grávida, então uma noite eu acordei tendo um sonho com você e sem que percebesse estava sangrando, já tinha se passado quatro meses que v tinha me deixado, eu estava grávida, e eu nem tive tempo de ficar feliz pois no segundo seguinte o meu filho tava morto, morto! – e então ela começou a chorar de novo, agora sendo acompanhada por mim, que já me considerava um homem partido, u nem tive ao menos como a salvar, tentar salvar meu filho – eu liguei para sua mãe e ela veio desesperada me pegar, Rob me levou desesperado, eu lembro que sua blusa branca ficou toda manchada de sangue e aquela foi a pior cena da minha vida, eu tinha 22 anos e já tinha um filho morto, eu não fui capaz de o ajudar a viver! Eu matei o meu filho! E foi por isso que eu me desliguei do mundo, por isso que ninguém mais falava de mim para você, por que eu não queria que você soubesse, talvez voltaria a ficar do meu lado, mas por pena, ou talvez nem ligaria, mas eu não queria que soubesse… sua mãe me implorou para te contar, mas eu não deixei, seus amigos me ajudaram, os meus… e então apareceu o Jan, ele me faz tão bem, não como você já fez, mas com ele eu me sinto segura, eu tenho que seguir em frente, eu tenho que esquecer que eu tive um filho de cinco meses morto e não posso superar isso ao seu lado, por que toda vez que eu te olhar, vou lembrar do que aconteceu, eu não posso te perdoar Harry – botei minhas mãos no meu rosto e chorei como nunca, eu estava tão acabado que não media esforços para fazer uma besteira, o pior é o fato de todos terem a ajudado e eu não fiz nada, estava tão ocupado com dinheiro e fama e não me lembrei quem realmente me importava, e agora me sinto sozinho, sem a mulher que eu amo e sem meu filho, senti os braços de (S/n) me apertando mais uma vez, eu não consegui a abraçar pois estava em estado de choque, ela era uma pessoa maravilhosa, eu sentia que ela não tinha raiva de mim, só não podia ficar com um cara que a deixou só com um filho – Quem sabe daqui uns anos a gente se encontre, como naquelas histórias de filme e eu já não terei mais isso na minha cabeça, e então tudo vai se ajeitar? Não esquece Harry, o que é seu sempre volta.

 

- Me desculpa… me desculpa – eu falei totalmente transtornado, nunca riria entrar na minha cabeça que eu podia está agora com uma família, com a mulher que eu amo… eu não sei o que deu em mim, só sai do apartamento de (S/n) pois aquilo não estava me fazendo bem, tudo que pensava agora era de me matar ou algo do tipo. Mas o destino sempre anda com o amor, assim como a loucura, é como se o amor fosse cego e a loucura fosse seu mentor, tudo um dia iria se ajeitar. Assim eu espero.

 

‘Cause all of the stars

(Porque todas as estrelas)

Are fading away

(Estão desaparecendo)

Just try not to worry

(Apenas tente não se preocupar)

You’ll see them some day

(Você as verá algum dia)

Take what you need

(Pegue o que você precisa)

And be on your way

(E siga seu caminho)

And stop crying your heart out

(E faça seu coração parar de chorar)

 

100 anos depois

 

O que é seu sempre volta…

 

 

- Hey – escutei alguém me chamar e quando olhei para trás vi uma menina que não me era estranha, ela também pareceu se assustar, nos olhamos assim por um bom tempo, logo ela sorriu, e… era normal o que eu estava sentindo?

- Oi – respondi rápido e aumentei meu sorriso.

- É que eu to sozinha aqui e não tem ninguém para me empurrar naquele brinquedo, será que podia fazer isso? – ela falou simpática e eu ri, uma menina daquele tamanho querendo brincar.

- Quantos anos você tem moça? – perguntei ainda rindo.

-Dezesseis – ela falou também rindo.

- Eu tenho dezessete – ela me olhou interessada e juntou as sobrancelhas - e ah, meu nome é Harry.

- Prazer Harry, meu nome é (S/n).

Fim.

Gabi