gif:perestroika

От голода и ветра, от холодного ума

От электрического смеха, безусловного рефлекса

От всех рождений смертей перерождений

Смертей перерождений

Домой!

[Янка Дягилева]

From hunger and wind, the cold of the mind

From electrical laughter unconditioned reflex

Of all births deaths of rebirth

Death of rebirth

Home!

[Yanka Dyagileva]

Day 18: Perestroika [Pt. 1]

Another one to blame on erikonil and markingatlightspeed. Just a quick note [*] indicates a character speaking Russian.


“We go together, Doktor!”

The Russian’s enthusiastic shout had carried far across the field. Spy looked out the window of the small hut that the BLU Sniper had, up until moments ago, been using as his vantage point to slowly pick off the RED team as they came fresh from respawn. It was a dirty trick. Which wouldn’t have bothered Spy so much if it didn’t seem that every Sniper he’d ever run across seemed to believe that they were the first to use it.

Dirty pool was fine until it was unoriginal.

Wiping the blade of his balisong on the Sniper’s shirt before dropping the corpse on to the floor to dissipate into nothingness, he watched Heavy and Medic quickly making their way toward the fighting. Quickly by Heavy standards, at any rate, with the German keeping an even pace.

For a time, Spy had been oblivious to it. Medics and Heavies by their nature tended to work together in a symbiotic way that the other classes never quite managed. Medics, while not weak, were simply more talented in other areas and so had a propensity to dying quickly if they did not take adequate precautions. Heavies, on the other hand, were generally large brutes and happy to throw themselves of rockets and other such things. There had been no reason to think that there was anything out of the normal.

But that was when a good spy could always find the best information.

It started one day in when Spy had simply been asked by Engineer to let the giant know that the new shipment of munitions had arrived. A shortage of those ridiculously expensive bullets had prevented him from effectively using his mini-gun, so the news would be welcome.

A quick rap on the door to Heavy’s quarters was quickly answered, and Spy almost raised an eyebrow when he saw the reading glasses resting on the bridge of larger man’s nose. The sight was a bizarre juxtaposition of the hulking brute that Spy was used to seeing reveling in wholesale slaughter, and intellectualism. It shouldn’t fit, but the Russian wore it naturally.

And was that a book by Pushkin being held in one massive hand?

Da?”

Well, the monosyllabic conversation was something more familiar.

“The munitions shipment is in. Engineer has almost finished his inventory, and then it will be all yours.”

“Thank you. Will be down later.”

Heavy stepped back to close the door and Spy couldn’t bring himself to resist. “I never took you for a lover of poetry, mon ami.” Heavy paused, as if he were processing what Spy had just said. He looked down at the book; a beautiful green leather cover embossed with the poet’s name in gold Cyrillic lettering. “Pushkin, oui?” The large man turned back and folded his arms over his chest, a frown on his face. “I mean no insult.” Spy continued quickly, “No Frenchman of any worth would mean it to be.”

Niet.” Heavy said slowly, cocking his head slightly to the side, “I am wondering if you speak or only read Russian.”

YA govorit’ i chitat’ yego.” Spy responded with a shrug, without skipping a beat. “The Soviets are a superpower. Knowing it is a necessity.”

Heavy made a noise and seemed to be considering this new information. “You know Pushkin as well?”

“As I said, no Frenchman of any worth would scoff at such a poet. Although, I will admit I find him slightly overrated.”

A smile crossed Heavy’s lips, and Spy saw a light in his eyes that he had never recalled seeing off the field. The look of a man ready for a fight.

Over an off-handed comment over poetry.

Interesting.

“*Then perhaps you would be willing to debate the subject? Not today, of course; I do need to take that shipment off of Engineer’s hands. Maybe this weekend? Pushkin against whomever you feel is the superior poet.*”

It took Spy a moment to respond. That had been the most eloquent thing he had ever heard the Russian say. In Russian. He had just been challenged to a poetry debate by RED’s Heavy Weapons Guy. So he said the only thing he could.

“*But of course.*”

Por que a Geração Y é infeliz?

Saiu um texto no Huffington Post essa semana falando sobre os motivos da Geração Y (ou Millennials ou galera que nasceu mais ou menos entre 1980 e 2000) ser infeliz.
Se você não lembra, essa mesma geração foi alvo de uma matéria bem longa da revista Time no começo do ano, que os chamava de Geração Me, Me, Me (Eu, Eu, Eu… mas que também poderia facilmente ser traduzida como #mimimi). Basicamente ela dizia que os membros dessa geração são ansiosos, preguiçosos, alienados, gente fina e narcisistas.

O texto dessa semana no HuffPo não traz muitas novidades em relação ao tema, mas é um dos mais bem escritos a traçar um perfil sobre essa geração que, de acordo com o autor, está fadada a ser miseravelmente triste por conta de suas “expectativas não realistas sobre as coisas e enorme resistência à aceitar feedbacks negativos”.
Se você é um Gen Y ansioso e preguiçoso e não quer ler o texto completo (que eu recomendo muito, não só pela narrativa mas também pelas imagens que contém unicórnios e flores), o YouPix fez um resuminho rápido dos pontos abordados e nós repostamos aqui:

Por que a Gen Y é infeliz?

• Primeira coisa, um conceito -> Felicidade = expectativa – realidade
• Os avós do Gen Y (a quem o autor chama de Lucy) viveram no período da Grande Depressão (período hardcore na economia) por isso valorizavam estabilidade economica e carreira.
• Os pais de Lucy, os Baby Boomers, foram criados pra trabalhar duro e ter uma carreira longeva. Os anos 70/80/90 foram de prosperidade econômica, o que deixou os Baby Boomers menos rígidos em relação a carreira do que seus pais.

• Com essa sensação delícia de que tudo poder dar certo, os pais de Lucy a criaram com muito otimismo, passando pra ela a ideia de que, como protagonista de sua vida, “ela poderia ser o que quisesse”.
• O que nos leva à uma característica marcante dessa geração: Ambição.
• Lucy precisa de muita mais pra ser feliz do que apenas estabilidade em um trampo bacana. Ela quer seguir suas paixões e sonhos (veja o interesse por “follow your passion” ao longo dos anos)
• Ou seja, Lucy quer ganhar dinheiro, mas também quer fazer algo que tenha sentido, propósito e, principalmente, que seja tão incrível como ela foi criada achando que é.

• O que nos leva à outra característica importante dessa galera: eles se acham especiais.
• Mas se todos são especiais, logo, ninguém é especial, correto?
• Daí que quando essa galera entra no mercado de trabalho, a realidade é esfregada em suas caras: não é só porque você se acha especial que o mundo também acha. Pra fazer sucesso e ter uma carreira foda é preciso trabalhar MUITO!
• Resumindo: Expectativas recheadas de unicórnios da Gen Y – realidade = #chatiada

• Ok! Agora corta pra esse estudo que diz o Facebook contribui pra infelicidade das pessoas.
• A Gen y é ESSENCIALMENTE digital e vive sob a lógica da vida editada perfeita que compartilhamos loucamente nas redes sociais.
• Então temos: pessoa criada com expectativas não realistas + se achando especial + quebrando a cara quando chega no mercado + vida incrível dos outros nas redes sociais = recalque + infelicidade
• Mesmo que o início da carreira da pessoa seja igual ao do resto da geração, ainda assim ela vai se sentir frustrada achando que os unicórnios do vizinho são mais mágicos que os seus.

Oh céus, e agora?

• Se você chegou até aqui e se identificou com a situação de Lucy, não precisa chorar, o autor do texto dá 3 dicas práticas para que o miserável Gen Y consiga sair de sua espiral de tristeza:
1) Continue sendo ambicioso: O mundo está cheio de oportunidade pra quem é ambicioso e corre atrás.
2) Pare de se achar especial: Porque 99% das pessoas não são, elas apenas ralam pra caramba e chegam lá.
3) Ignore o resto: Pare de olhar pro unicórnio do vizinho achando que ele é mais mágico que o seu. Ele provavelmente está passando pelos mesmos perrengues que você, só que é mais competente em editar sua vida.

Fez sentido? Então anime-se, caro Gen Y e vamos a luta! :)

If God ever did come back, if He ever dared to show His face, or his Glyph or whatever in the Garden again. If after all this destruction, if after all the terrible days of this terrible century, He returned to see how much suffering His abandonment had created, if all He has to offer is death, you should sue the bastard. Sue the bastard for walking out. How dare He.
—  Prior Walter - Angels In America Part Two: Perestroika  by Tony Kushner