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há dias em que meu corpo se torna esse infinito corredor, sem pássaros voando na janela, sem sonhos quentes, sem leituras labiais, sem olhos que descrevem o mundo, sem a certeza de que o amanhã virá. há dias em que o meu único consolo é a chuva mansa batendo na porta e a melancolia pairando sobre os degraus da escada enquanto a vitrola arranha caetano e me cobre de toda a graça que ele oferece. você pode estar tristíssimo no seu quarto, que eu sempre terei meu jeito de te consolar… e, às vezes, eu gostaria de perguntar pra ela com as mais sinceras palavras: que tenho a dar?

mas o amanhã sempre chega.