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Você me tem fácil demais e eu não sei mais como lutar contra isso. Eu tento correr, me esconder, fugir do teu domínio… mas não importa para onde eu vá, sempre acabo pegando um caminho que me leva de volta a você. Por quaisquer trilhas que eu queira percorrer, as suas lembranças me perseguem, e me trazem sempre na direção que me leva para perto de ti, para perto do seu abraço, para perto do seu afago. Todas as vezes que tentei fugir de você, acabei me encontrando naquela saudade que fica tocando em mim a toda hora. Cada vez que tento me afastar, algo sempre me puxa para perto dos nossos momentos. Aqueles momentos que foram nossos, aqueles minutos que se passaram rápido e nos perdemos nos nossos prazeres e desejos, hoje estão guardados em uma caixinha trancada dentro do meu coração, onde só quem tem a chave é você. Só quem tem a chave é esse amor que me consome e está aberto para o seu coração aqui entrar. Eu tentei jogar fora essa chave, mas só aumentava o desejo de criar cópias caso eu surtasse como sempre acontece. E eu me imagino, sentada atrás da porta, talvez você não use a chave e queira bater ou tocar a campainha, será que abro? Mas é claro, porque você sabe a hora certa de voltar, e isso acaba comigo. Porque não consigo, já tentei, mas não consigo te sentir longe porque só te quero perto, perto da porta, só que, por favor, abra ela, eu te espero do outro lado. Talvez eu me emocione ao te ver. Que saudade de você. Que saudade de te ter, sorrindo para mim, cansado, mas insistindo em me fazer rir. Que saudade de nós dois, nossas piadas internas, nossas lutinhas de namorados apaixonados. Que saudade do nosso infinito, você que era meu amigo, e meu amor, volta, abra a porta, por favor, não quero ter que conviver com essa dor.
—  Escrito por Anna, Giovana, Letícia S. e Anelise em Julietário.