garrafas de vinho

Clara & Pedro

Clara arrumou a mesa do jantar e a comida já estava bem adiantada. Programou para tocar às 21:30 a música que tocou em seu casamento com Pedro. Dez anos de casados já! Sempre foram um casal romântico, daqueles de causar inveja, até há um mês atrás. Pedro começou a se afastar de Clara. Era uma desculpa aqui e outra acolá. Clara não entendia o porquê, mas, mesmo assim, fazia de tudo para continuar lhe agradando. Estava fazendo lasanha; prato preferido dele. Quase nove horas. Clara ajeitou os últimos detalhes e abriu um vinho. Os minutos foram passando, até dar 21:30 e a música começar a tocar. Dois minutos e 23 segundos… Duas horas depois e nada de Pedro aparecer. Clara já tinha bebido toda a garrafa de vinho e se pôs a chorar. Ela só queria entender o que estava acontecendo, mas Pedro não se abria e se fechava cada vez mais.
Clara acabou adormecendo no sofá e acordou no outro dia de ressaca. Silêncio. Limpou os olhos, olhou em volta e nem sinal de Pedro. Conferiu o quarto, banheiro e o celular. Nada. Ela então começou a ficar preocupada com o seu sumiço, já que ele nunca tinha sumido por tanto tempo, ainda mais sem dar notícias. Clara pegou a chave do carro e foi direto para o serviço de Pedro. Chegando lá, ninguém sabia dele. A recepcionista falou que ele havia saído no horário de sempre, às 21:00. Clara passou por todos os lugares possíveis e impossíveis que Pedro poderia estar, mas não o encontrou… Não pensou duas vezes e foi até a delegacia para registrar o desaparecimento dele. Clara estava desesperada.
Os dias foram se passando e nenhuma notícia. A polícia continuou investigando o caso, mas sem sucesso. Uma semana mais tarde, Clara estava em casa – pediu afastamento do trabalho para poder receber qualquer notícia de Pedro – quando a campainha tocou. Abriu a porta toda esperançosa, porém, infelizmente, era apenas o carteiro que veio lhe entregar uma carta sem remetente. Não deu muita importância e a largou na mesinha da sala. Andou de um lado para o outro no apartamento, foi até a cozinha e preparou um café. Fazia dias que ela não dormira direito, e o café ajudaria a manter-se acordada.
Com o café em mãos, sentou-se no sofá e pegou a carta para ver o que continha. Começou a ler e, subitamente, a sua expressão facial mudou.
“Clarinha, meu amor, você deve estar sem entender o porquê do meu sumiço e o fato de eu ter mudado tanto em um mês, mas eu não estava sabendo lidar com tudo que vem acontecendo comigo. Há um mês, descobri que tenho câncer e que tenho menos de um ano de vida. Fui pego de surpresa, e as coisas começaram a ficar confusas em minha cabeça. Não queria lhe contar e ver seu desespero, tentando me ajudar sem poder. Não é justo! Você é nova e tem toda uma vida pela frente. Então, eu decidi partir e deixar você viver. Mas antes de encerrar essa carta, quero dizer que lhe agradeço por todos os momentos que passou ao meu lado nesses dez anos, por todo o seu amor… Você foi a minha melhor companheira e, acima de tudo, minha melhor e maior amiga. Obrigado! Espero que entenda a minha decisão e não sinta raiva de mim. Com o tempo, você vai se acostumar à minha ausência. Se cuida, Clarinha.”
Clara estava em estado de choque, não esboçava nenhuma reação, quando terminou de ler. Levou alguns segundos até voltar a si e começar a chorar copiosamente. Como ele pode fazer isso comigo? Por que não me falou o que estava acontecendo? Não é justo! Ela se perguntava, tentando impedir que as lágrimas caíssem, com as pontas dos dedos. O relógio mostrava o tempo que não parava, e Clara foi se acalmando e organizando toda a confusão que sentia. Não podia dar-se por vencida, sucumbir naquele momento, e, sim, resolver o que fazer depois de tudo o que Pedro lhe disse. Sua primeira decisão foi ir até a delegacia e desfazer a ocorrência sobre seu desaparecimento. Voltou para casa, depois de ter dirigido por horas a esmo. Estava exausta. Foi direto para o banho, tentou relaxar, mas não conseguiu. Já na cama, tentou dormir um pouco, porém tampouco conseguiu. Tudo estava tão confuso. Seus pensamentos estavam a todo vapor, e teve uma ideia: contratar um detetive. Não ia sossegar até encontrá-lo e poder perguntar-lhe, olhando dentro de seus olhos, à procura do porquê daquilo tudo. Clara sabe que a doença é muito séria, que precisa ser tratada, mas isso não será problema algum. Pois nunca desistirá de Pedro, como ele desistiu dela.

Primeiro capitulo, por Nessa Cross.

é que sempre fui esse ser humano fodido, sozinho, isolado. e quando te vi, puta que pariu, quando eu te vi. tive que beber umas três garrafas de vinho subsequentes para ter coragem de ir tocar meus lábios nos teus. e nem foi necessário, se não me falha a memória. lembro de ter ido mijar e você apareceu me agarrando e beijando como se o calendário maia dissesse que aquele dia seria o fim do mundo. e eu me apeguei tanto. eu te assustei tanto que caralho, criei uma puta dependência e não tive estrutura pro baque de ver você indo embora sem ao menos eu me dar conta. eu pensava que era forte e tava cagando pra quem entrasse e saísse da minha vida mas você mostrou que no fundo, soterrado em algumas veias e artérias, existe uma parte em mim que sente. e espreme a pálpebra do olho até torcer e cair uma renca de lágrimas e sentimentos e histórias jogadas fora. como uma bomba atômica.

458

Ela é uma tempestade;

Como sair para acompanha-la em um passeio na praça de um sábado a tarde e chegar embriagados de madrugada com ela segurando uma garrafa de vinho quase vazia e ele segurando as sandálias dela.

Ela é tempestade que não aparece nas previsões do tempo.

luis costa - nº 458

eu tripliquei a cafeína, darling. e dei a última garrafa de vinho pro vizinho. porque vinho me lembra você. que me faz pensar no teu hálito sedento correndo pelo meu corpo depois de algumas doses. eu sinto náuseas. eu quero vomitar esse sentimentalismo que tu me fez engolir, assim, despercebido. mas minha garganta arranha. e falar sobre é um atentado à essa minha abstinência. aquela corda amarrada por tuas mãos nos meus pulsos que antes me excitava. agora arde, é como um banho de álcool toda vez que penso em você.

One shot com Zayn Malik

(O one shot não quis publicar com a foto, amanhã resolvo ;-;)

Os primeiros dias foram os piores, os mais fodidos, os mais dolorosos.
A marquinha branca em meu dedo anelar, onde deveria estar a aliança era uma lembrança constante de que tudo aquilo realmente acontecera.
Eu não aguentava mais.
Não suportava mais.
A cada minuto uma lembrança nova invadia a minha mente.
“Eu o odeio.” Sussurrei para mim mesma, mesmo sabendo que não era verdade, eu o amava, com todas as minhas forças, mesmo com toda a dor que estava em mim naquele momento, eu o amava.
Levantei do sofá, pela primeira vez em algumas horas e fui até a cozinha, percebendo que não vinha luz nenhuma da janela. Quando o sol foi embora?
Peguei um copo de suco na geladeira e fiz um pouco de pipoca e voltei para o sofá que praticamente tinha a forma do meu corpo.
Quase todas as luzes estavam apagadas, apenas a da cozinha estava acesa, iluminando um pouco a sala, o suficiente para que eu enxergasse minha “comida”. 

— Você deveria pensar mais no nosso futuro. — A voz dele soou grave em meus ouvidos. Zayn estava encostado em uma árvore, nossa árvore, e eu estava entre suas pernas e deitada em seu peito, observando o sol se por.
— Mas eu penso no futuro.
— Deveria pensar mais em um futuro comigo.
— Eu só penso em ter um futuro com você. — Digo virando o rosto um pouco para olhá-lo e recebo um beijo leve em minha bochecha.
— Eu te amo.
— Falo e então percebo que estou sozinha na minha sala. Fecho os olhos e sinto algumas lágrimas escorrerem, isso sempre acontecia, eu me perdia nos devaneios, nas lembranças e acabada falando sozinha.

Decido que o suco não é o suficiente, levanto mais uma vez e pego agora uma garrafa de vinho, que ele tinha me ajudado a abrir há alguns dias.
Me deito no sofá com a garrafa fria na mão, pego o meu celular e o desbloqueio, uma foto nossa ainda está no fundo da tela. Suspiro, dou um gole e entro na minha galeria.
Fotos dele, que ele sequer sabe que existem estão lá, fotos que tirei sem que ele visse, fotos nossas nos nossos melhores momentos.
Dou mais alguns goles, sentindo o líquido gelado passar pela minha garganta rapidamente, deixando um rastro leve do seu gosto.
Abro nossas conversas e encaro todas as promessas de merda que ele me fez, promessas em que eu acreditei. “Filhos, casamento, uma casa pequena, uma cama só nossa”.

— Anda, s\n. — Ele disse me puxando pela mão, meus olhos estavam vendados.
— Onde você tá me levando? — Perguntei nervosa.
— Relaxa, bebê. — Ele diz, provavelmente sorrindo. — Okay, pode tirar a venda. — Diz parando de me puxar. Coloco as mãos atrás da cabeça e puxo a venda.
— Meu deus. — Falo ao ver tudo aquilo. Minha cama estava cheia de pétalas de rosas, que formavam um “eu te amo”, haviam algumas velas acesas no chão, formando um “caminho” até ela.
— Gostou? — Ele pergunta sorrindo.
— Mais que isso. — Digo me virando e pulando em seu colo.

Suspirei afastando os pensamentos da minha mente. Tentei dar mais um gole na minha garrafa, mas não havia mais nada lá. Larguei a garrafa no chão e me levantei, fui até meu quarto em passos lentos, sempre fora fraca para bebida, e a garrafa quase cheia de vinho fez efeito.

Tiro toda a minha roupa, ficando apenas com uma calcinha, visto uma camiseta que está jogada no chão, e pelo tamanho, sei que é dele. Me deito na cama fria e encaro o escuro, logo sinto o sono se aproximando.

Os gritos são altos, o som das mãos de Zayn batendo nas paredes ao redor da minha cabeça me fazem querer gritar, mas isso só o deixaria mais furioso, e eu nem sei o porque de ele estar.

— Zayn, por favor. — Peço quase em um sussurro, e os barulhos só aumentam, assim como  as minhas lágrimas. Me sento no chão e começo a bater com a cabeça na parede, em uma tentativa falha de fazer a gritaria parar, mas tudo só pioras, e as minhas batidas também.

— s\n. — Ouço a voz dele, mas não ouso abrir os olhos. — s\n, por favor. — Agora ouço a voz de Mari, abro os olhos e a vejo ali, estou deitada e ela está praticamente em cima de mim, com a expressão preocupada.

— Tive outro ataque, não foi? — Perguntei já sabendo a resposta, e mesmo assim ela assentiu. Suspirei e fechei os olhos. — Eu odeio isso.

— Eu também. — Ela disse passando a mão em meus cabelos.

— Queria que fosse fácil esquecê-lo.

— Odeio te ver assim. — Ela diz se deitando ao meu lado e desligando a luz.

— Desculpa. — É a última coisa que digo antes de pegar no sono novamente.
Eu não tenho pesadelos, mas na vaga lembrança que tenho do sonho posso ver o rosto dele.

Me levanto sentindo minha cabeça doer, não tenho certeza se é por causa do vinho ou se realmente bati a cabeça durante a noite. Vou até o banheiro e escovo os dentes, minhas olheiras estão cada vez piores, eu estou caba vez mais pálida, está tudo cada vez pior.
Vou para a sala e me deito no meu sofá, pegando meu celular e entrando no aplicativo da Netflix, escolhendo o primeiro filme que vejo que não é romântico.

— Não sei por que você ainda insiste em assistir filmes de terror. — Ele diz fazendo carinho nos meus cabelos enquanto assiste o filme que eu escolhi na televisão.

— Eu gosto. — Resmungo fazendo beicinho e ele sorri.

— Mas morre me medo. — Disse me provocando.

— Cala a boca.

— s\n! — Dou um pulo quando Mari grita meu nome.

— Oi, desculpa. — Digo me sentando.

— Perguntei se quer café da manhã. — Diz saindo da sala.

— Não obrigado. — Deito no sofá novamente, agora abraçando uma almofada.
Por quê não posso simplesmente esquecê-lo?

Ele é o meu inferno, a minha paz.
Ele é a pior e a melhor coisa que já me aconteceram.
Não aguento mais viver sem ele.
Mas a versão que ultimamente vinha me ver não era o meu Zayn.
Meu Zayn não tinha gosto de vodca e cheiro forte de cigarro, meu Zayn cheirava a perfume e me dava beijos com gosto de bala.
Droga, onde está o meu Zayn?


Esse é provavelmente o one shot mais importante da minha vida, por favor, me digam o que acharam.
Tô meio que implorando.

anonymous asked:

poderia fazer um imagine, que o Harry e a s/n briga em frente a família dele, por causa que a s/n bebe vinho, e ela tá grávida de poucas semanas, então o harry chama atenção dela, e eles discutem. eles podem estar em um almoço de família (do harry)??! obrigada 🙏🏻😊

Pronto!

N/A: Olá, tudo bom? espero que goste do seu pedido -se não gostar, diz que eu reescrevo pra você.-, manda ask dizendo o que achou, eu vou ficar muito feliz em saber sua opinião. Desculpa pela demora, e obrigada pelo pedido. 

Boa leitura!


 “Amor?” Harry chamou por S/N que estava no banheiro sentada ao lado da privada, ela não estava bem; seu rosto estava pálido, náuseas e dores de cabeça não a davam paz já á alguns dias. Suas mãos massageava seu couro cabeludo, tentando de alguma forma aliviar a dor.

     Harry estava aflito em ver sua esposa naquela situação, em tantos anos de relacionamento nunca tinha a visto tão mal. Ele estava achando todos os sintomas muito estranhos; sua indisposição, sono excessivo e enjoos, estavam trazendo vários pensamentos para sua mente.

 “Uh?” Ela gemeu inclinando seu rosto na direção dele.

 “Nós deveríamos ir ao médico, baby.” Ele disse se aproximando de S/N, que estava encolhida, ajudou-a a se levantar e a guiou até o quarto.

 “Não precisa, Harry.” Ela sussurrou, não era como se ela estivesse morrendo; se estivesse, ela até cogitaria a ideia de ir a um hospital.

 “Sabe amor, eu estava pensando…” Ele suspirou e a ajudou a deitar-se antes de completar sua frase e deitar-se também. “Não sei, será que… não teria nenhuma chance de você estar gravida?” Um sorriso iluminou seu rosto só em pensar nessa hipótese.

 “Não sei.” Ela disse baixinho escondendo seu rosto no pescoço do marido. Eles eram casados há cinco anos, ter um filho sempre foi um sonho compartilhado pelos dois, mas nunca quiseram planejar; sempre acharam que quando acontecesse seria mágico, queriam que tudo ocorresse naturalmente. “Você sabe… não é como se fosse impossível.” Ela continuou, um sorriso bobo já brincava em seus lábios.

 “Só em imaginar essa possibilidade, eu já fico feliz.” Harry aperta S/N em seus braços. “Você acha mesmo que pode ser?” Ele perguntou deixando transparecer toda a sua excitação com o momento. Afinal, ele poderia estar prestes a realizar seu maior sonho.

 “Eu acho.” Ela disse rindo um pouco.

     O período de S/N não estava atrasado, mas o mal estar dos últimos dias e as pequenas porém, inegáveis mudanças em seu corpo tinham que ser levadas em consideração.

 “Eu vou à farmácia comprar um teste.” Harry disse de repente, já se sentando a beira da cama e calçando seus sapatos. “Eu estou muito ansioso para descobrir.” Continuou rápido.

 “Amor, não crie tantas expectativas.” Ela pediu, tinha medo de Harry ficar mal se não fosse o que pensavam. “Pode ser apenas uma virose.”

 “Tudo bem, querida.” Ele disse deixando um beijo em sua testa, S/N só estava querendo protege-lo, mas já não era possível deixar essa ideia de lado. Eles tinha um casamento maravilhoso, e uma criança só traria mais alegria para a vida de ambos. Harry se agarrou em pensamentos positivos, e uma sensação gostosa atingiu seu peito. “Fica aqui bem confortável, eu não demoro.” Ele disse selando os lábios dela. “Eu te amo.”

 “Eu também.” Ela respondeu baixinho, Harry se afastou da cama e foi em direção à porta. Desceu rapidamente as escadas, e pegou as chaves de seu carro que ficavam sob a mesinha perto da porta e saiu logo em seguida. Era como se todas as suas ações fossem automáticas, ele só conseguia pensar na possibilidade de receber uma das melhores noticias de sua vida. Ansiedade e euforia descreveria a energia que o rodeava.


     Não demorou mais que 30 minutos para um Harry agitado entrar no quarto novamente, S/N estava no mesmo lugar que ele deixou. Ela encarou a sacolinha nas mãos dele, e um choque percorreu todo o seu corpo.

     S/N levantou lentamente e foi em direção a Harry, que entregou a sacolinha a ela. Antes que ela se virasse para ir ao banheiro, ele puxou seu braço suavemente. “Eu quero que saiba que não importa o resultado, eu sempre vou te amar.” Ele acariciou o rosto dela, e colocou uma mecha de cabelo atrás de sua orelha. “Nós temos todo o tempo do mundo para fazer um bebê.” Ele disse arrancando uma risada dela.

 “Obrigada por dizer isso.” Ela beijou seus lábios e entrou no banheiro fechando a porta atrás de si.

     S/N se olhou no espelho; suas bochechas haviam ganhado cor tamanha era sua emoção, um sorriso esperançoso não deixava seus lábios, e uma onda de confiança atravessou seu corpo. Ela abaixou a cabeça, e encarou a caixinha em suas mãos. Leu todas as instruções e seguiu a risca todas elas, o teste prometia não só tirar sua dúvida, ele, além disso, mostraria quantas semanas tinha sua possível gestação.

     Os minutos de espera do resultado pareciam uma eternidade, suas mãos passavam repetidamente por seus cabelos em puro sinal de nervosismo. Encarava todos os cantos daquele banheiro, vários pensamentos vinham a sua cabeça, e isso deixava aquele momento mais assustador. A ansiedade pela resposta fazia seu estomago revirar, tudo estava acontecendo em câmera lenta.

     Depois de alguns minutos de tensão, S/N pegou o teste em cima da pia e antes de olhar pediu a Deus com todas as suas forças que fizesse a vontade dele. Todos os pelos de seu corpo se arrepiaram em antecipação, ela fechou seus olhos, e abriu alguns segundos depois encarando o resultado.

     Seus olhos se encheram de lágrimas quando leu o ‘Positivo’ escrito na pequena tela, ‘quatro semanas’ podia ser lido em letras miúdas, logo abaixo. Soluços escapavam de sua boca, junto com vários ‘obrigada’, ela seria mãe. Seu sonho estava se tornando realidade.

     Harry que estava impaciente do outro lado da porta, ouviu os soluços de sua mulher. Uma expressão preocupada tomou seu rosto.

 “Amor, você está bem?” Ele perguntou tentando abrir a porta, que estava trancada.

     S/N abriu a porta devagarzinho; seu rosto coberto por lágrimas, seus olhos encarando o teste em suas mãos.

 “Positivo.” Ela sussurrou apenas.

     Ele não disse nada, sua boca abriu varias vezes tentando formular alguma frase. Ele a abraçou apertado, sua grande mão acariciava seus cabelos. Beijou toda a extensão do rosto dela sentindo o gosto salgado de suas lágrimas, S/N sorria sentindo todo o encanto e felicidade do momento.

 “Eu… eu vou ser pai.” Ele sussurrou para ela. “Obrigado meu amor, muito obrigado.” Lágrimas deixaram seus olhos também, era inexplicável a sensação daquele momento. Seu peito doía de tanta alegria.

     S/N e Harry ficaram o resto daquele dia comemorando a novidade, já faziam planos e conversavam sobre os possíveis nomes para o bebê. Falavam baixinho um para o outro o quanto estavam felizes e o quanto já amavam aquela sementinha do amor, era o momento mais gostoso da vida deles.

     Logo pela manhã do dia seguinte S/N e Harry foram até uma clínica para ter certeza absoluta do resultado, algumas horas depois seus olhos se encheram de lagrimas outra vez quando o resultado foi confirmado, naquela mesma semana teria sua primeira consulta com uma obstetra, ela estava ansiosa para saber se o pequeno ser dentro dela estava bem. Harry, não poderia estar mais animado, cuidava de S/N como se não houvesse nada mais importante, e para ele não havia mesmo. A mulher que ele escolheu para passar o resto de sua vida lhe daria um filho, e ele queria proteger o máximo possível os dois maiores amores de sua vida, e era isso que ele iria fazer dali em diante.




     Harry agarrou a mão de S/N, entrelaçando seus dedos. O vento balançava seus cabelos da moça, e seu rosto, agora com um brilho diferente, fazia o sorriso de Harry se iluminar. Eles subiram os dois degraus fincando na frente da porta da casa de Anne, mãe de Harry. Fazia algumas semanas que eles haviam descoberto que um bebê estava a caminho, e quando dividiram a noticia com a família Anne fez questão de comemorar com um almoço em sua casa.

     S/N tinha apenas 8 semanas de gestação, sua barriga não apresentava nenhum sinal de mudanças, apenas seus seios estavam mais fartos. Mesmo assim, elogios e abraços não foram poupados quando sua sogra a recebeu.

 “Você está tão linda, querida.” Anne disse ainda com seus braços rodeados em torno de S/N.

 “Obrigada.” Ela disse tímida, apesar dos anos de convivência, ainda ficava extremamente nervosa quando se tratava da família de Harry.

 “Estou tão ansiosa para ver essa barriguinha crescer.” Sua sogra continuou, era seu primeiro neto; ela estava tão entusiasmada.

 “Oi, mãe. Estou ótimo e a senhora?” Harry brincou tentando chamar a atenção de sua mãe, era incrível vê-la tão alegre. Dava para ver de longe a felicidade dela quando o assunto era o bebê.

 “Oh, criança.” Ela disse abraçando seu filho. “Meu amor, parabéns por isso. Eu estou tão feliz por vocês.” Disse sorrindo e soltou Harry, ainda não tinha caído a ficha de que seu menino seria pai.

 “Obrigada, mãe.” Ele disse abraçando sua esposa desajeitadamente, o que fez Anne rir.

 “Venha S/N, você precisa comer alguma coisa. O almoço ainda vai demorar um pouco para ficar pronto.” Ela suspirou, agarrando a mão de S/N e a levando até a cozinha. Harry permaneceu na sala para assistir alguma coisa que passava na TV.

     Algum tempo depois, todos os convidados para o pequeno almoço já tinham chegado. S/N ainda estava na cozinha com Anne, mas agora as duas estavam acompanhadas de Gemma, algumas das primas e uma tia de Harry, esse que estava na sala conversando com alguns de seus parentes e amigos mais próximos da família.

     Risadas e vozes enchiam toda a cozinha, as meninas falavam sobre tudo, agora que a pauta ‘gravidez de S/N’ tinha saído um pouco do foco, elas beliscavam algumas das muitas guloseimas que estavam em cima do balcão, ao mesmo tempo que todas ajudavam Anne com as tarefas.

     S/N e a tia de Harry estavam sentadas próximas a bancada, uma garrafa de vinho estava ali e S/N quase como se fosse automático se serviu de uma taça. Bebericava sua bebida enquanto ria de alguma coisa que Gemma tinha acabado de falar, todas estavam muito alegres, e a conversa estava mais que animada.


     O som da porta da cozinha sendo aberta assustou a todas, S/N lançou seus olhos em direção ao barulho e ficou confusa quando viu Harry com uma expressão nada amigável.

 “Isso é uma piada, certo?” Ele perguntou chamando a atenção de todas para si. “Você só pode estar brincando comigo.”

 “O que?” S/N perguntou ainda confusa.

 “O que?” Harry passa seus dedos pelos cabelos, seu rosto adquirindo um tom vermelhado tamanha era sua raiva. “Por um acaso você esqueceu que está gravida?” Ele perguntou aos berros.

 “Claro que não, Harry.”

 “Não é o que parece.” Ele disse se aproximando e tirando a taça de sua mão.  “Você é uma irresponsável, por que estava bebendo?”

 “Harry, é só uma taça de vinho, não vai fazer mal.” S/N disse se levantando, seu rosto queimou quando notou que todas a encaravam.

 “É, Harry. Se acalma!” Gemma tentou se aproximar do irmão mas ele a afastou.

 “Me acalmar?” Harry riu sarcástico. “Como posso me acalmar quando a mãe do meu filho parece não se importar com ele?” Ele disse tudo rápido e olhando para sua esposa.

 “Realmente acha isso de mim?” Ela perguntou.

     S/N não esperou seu marido responder, apenas saiu da cozinha as pressas; pegou sua bolça e casaco e saiu correndo da casa de Anne, ela podia ouvir Harry gritando seu nome mas nem se quer olhou para trás. Milagrosamente um táxi passou por ela e S/N não hesitou em entrar.

     Ela pediu para o taxista deixa-la em um Caffe um pouco afastado do centro, ela pensou que Harry nunca a encontraria ali, e seu plano deu certo. Passou a tarde e o comecinho da noite sentada em uma mesa mais isolada chorando baixinho enquanto comia muffins e tomava vários frapuccinos. Ela estava muito chateada, e os hormônios não a ajudavam a melhorar.


     Depois de muito pensar, resolveu voltar para casa. As palavras de Harry haviam a machucado muito, e ela restava realmente mal. Ele deveria saber que poderia falar qualquer coisa, menos que ela não se importava com seu bebê. Poxa, ela sempre sonhou em ser mãe e esperava ser a melhor nisso, e ouvir tudo aquilo de seu marido tirou toda a sua confiança.

     O táxi estacionou na frente de sua casa, e ela desceu logo após pagar o motorista. S/N caminhou devagar e abriu a porta com cuidado, estava torcendo para Harry não estar em casa, ela não estava pronta para vê-lo ou para conversar sobre o que aconteceu mais cedo.

     Nada disso valeu muito apena, no momento que ela abriu a porta um Harry com o rosto coberto de lagrimas a abraçou com força, ela se quer consegui sair do abraço. Harry falava algumas coisas mas ela não conseguia entender nada, apenas deixou que sua bolça caísse de sua mão e chocasse contra o assoalho de madeira.

 “Você está bem? Eu fiquei tão preocupado.” Ele perguntou rápido, lagrimas saindo de seus olhos enquanto ele analisava S/N, sentiu seu coração aliviar quando viu que aparentemente nada estava errado.

 “Estou bem.” Ela disse e se afastou dele seguindo em direção ao quarto.

 “Me perdoe pelo que eu disse? Por favor.” Ele pediu interrompendo o caminho dela.

     S/N riu um pouco e olhou em seus olhos. “Você fala todas aquelas coisas e espera que algumas lágrimas me façam de perdoar?”

 “Por favor amor, foi apenas um momento de raiva. Me perdoa, por favor.” Ele implorou.

 “Harry eu estou cansada, quero tomar um banho. Será que eu posso?” Sua voz tinha um tom frio, não estava com raiva dele mas ainda estava magoada.

 “O que quer que eu faça? Me ajoelhe?” Ele perguntou em desespero. “Eu me ajoelho.” Harry dobrou seus joelhos em sua frente, suas mãos agarrando o vestido dela, seus olhos ainda deixavam lagrimas cair.

 “Harry, levanta.”

 “Amor, me desculpa. Eu sei que fui muito duro com você hoje, mas é o nosso primeiro filho. E caralho, eu estou tão feliz e assustado ao mesmo tempo.” Ele suspirou e pegou um pouco mais de folego. “Eu tenho tudo, eu tenho vocês. E é uma dor horrível pensar em perder isso, eu quero proteger vocês de tudo, e quando eu vi você com aquela taça na mão, eu fiquei com tanto medo disso me fazer perder o que eu tenho.”

     S/N agachou e ficou na altura de Harry, lágrimas já molhavam seu rosto novamente. Ela conseguiu sentir toda a sinceridade nas palavras de Harry, um sentimento de culpa se instalou em seu peito. Ela sabia que uma taça de vinho poderia trazer riscos mínimos para sua gravidez, mas deveria ter pensado mais em Harry que desde que descobriu do bebê dobrou seus cuidados com ela.

 “Tudo bem, amor.” Ela sussurrou o abraçando e deixando um carinho em seus cabelos. “Me desculpe por ter feito você se sentir assim, eu realmente agi de forma irresponsável e nem se quer pensei em como você se sentiu.”

 “Amor…”

 “Eu sou muito grata por ter você ao meu lado, e tenho que te agradecer por cuidar de mim e do nosso bebê.” Ela disse sendo ajudada por Harry a se levantar. Eles caminharam até o sofá e sentaram se embolando um no outro. “Você sempre foi um anjo na minha vida.” S/N acariciava o rosto de Harry, que sorria com suas palavras.

 “Eu te amo.” Ele disse e beijou os lábios dela lenta e delicadamente. “Não some de novo não, eu já estava ficando louco.”

 “Eu também te amo, e prometo tentar te compreender mais.” Ela disse deixando mais beijos em seus lábios.

     Harry e S/N foram para o quarto, o dia tinha sido exaustivo e pesado. Eles precisavam descansar, depois de um banho demorado de banheira, os dois deslizaram na cama. Uma das mãos de Harry acariciava a barriga sem nenhum volume aparente de S/N, enquanto seu rosto estava mergulhado nos cabelos dela inalando o cheiro bom de flores que tinha ali.

 “Eu te amo.” Ela sussurrou para ele, seus olhos fechados quase se entregando ao sono.

 “Eu também.” Ele sussurrou de volta, seu coração estava leve. Sua família estava segura e protegida em seus braços, e ele iria lutar para continuar assim.  

The Heart Wants What It Wants - Louis Tomlinson



S/N P.O.V


Flashback on


Louis fazia carinho em meus cabelos enquanto víamos pela décima vez o meu filme favorito. Ele estava de férias depois do último álbum lançado com os meninos, e fazíamos o máximo para aproveitar nosso tempo sozinhos.


“Você nunca irá se cansar desse filme?” Perguntou com os olhos vidrados na TV.


“Não, Tomlinson. Assim como nunca irei cansar de você me fazendo a mesma pergunta sempre que assistimos.” Falei rindo.


Louis me olhou sorrindo por algum tempo antes de se abaixar para dar um selinho em meus lábios.


“E eu nunca irei me cansar de você, garota.”


Doce ilusão.

Você me fez experimentar algo
Que não posso comparar a nada
Que já tive, e tenho esperança
Que depois dessa febre eu sobreviverei


Flashback off


“Eu sei que você estava com ela, Louis.” Gritei assim que ele começou a arrumar algumas roupas em sua mochila, afirmando que iria dormir na casa de Liam.


“S/n, pelo amor de Deus. Você só pode estar louca! Eu estava no bar com Liam, já te disse.” Falou nervoso enquanto colocava a mochila nas costas.


“E por coincidência aquela modelo, Bárbara, estava no mesmo bar que você, não é mesmo?” Perguntei irônica. “Que saber, Louis? Faça o que quiser.”


“Você esta paranóica s/n. Se você não confia em mim, nem deveríamos estar namorando.” Disse antes de sair pela porta, me deixando sozinha.


De novo.

Sei que estou agindo feito louca
Estou presa, tudo meio nebuloso
Com a mão no coração, estou rezando
Para sobreviver a isso tudo


“Louis, onde você está? Já é a centésima vez que te ligo e você não me atende. Estou preocupada, me ligue assim que escutar essa mensagem.” Suspirei desligando o celular.


Talvez fazer um jantar de desculpas tivesse sido um erro.


Talvez me sentir culpada fosse um erro.


Talvez todo o meu relacionamento fosse um erro.


Embalei toda a comida que estava posta há mesa, apaguei todas as velas que havia colocado para criar um clima romântico, peguei o presente que havia comprado para Louis e o guardei em nosso guarda roupa.


A cama está ficando fria e você não está aqui
O futuro que temos é tão incerto
Mas eu não vivo enquanto você não me ligar
E vou apostar contra tudo que dará certo


Retirei minha roupa colocando apenas um pijama e comecei a tirar toda a maquiagem de meu rosto com dificuldade, devido às inúmeras lágrimas que caiam.


Depois de algumas horas deitada com algumas lágrimas escorrendo pelo rosto, escutei a porta do apartamento ser aberta.


Ele havia chegado.


Escutei-o jogar as chaves de seu carro na mesa de centro da sala, logo depois subindo as escadas que davam para nosso quarto.


“Estava com sua amante?” Perguntei cínica, ainda deitada de costas para ele assim que lhe escutei adentrar no cômodo.


“Agora não, s/n. Por favor.” Suspirou enquanto massageava a cabeça. “Não estou com cabeça para discutir com você agora.”


“Você nunca tem cabeça para nada que envolva nosso relacionamento, Louis.” Falei com lágrimas nos olhos. “Você chegou de Los Angeles e nem me tocou um dia se quer, afirmando estar ‘cansado demais para isso’. Você mal fica em casa, nem temos mais momentos românticos como tínhamos antes.”


“Você precisa entender que tenho uma carreira solo agora, s/n. Eu não tenho tempo para mais nada e…” Lhe interrompi


“Não tem tempo para mais nada, Louis?” Ri irônica. “Você vai em pubs todos os dias, e todos os dias esta com sua famosa amiga. Eu realmente não ligo que você tenha amizade com ela, mas é realmente frustrante saber que uma outra garota passa mais tempo com você que eu, que sou sua namorada.” Falei exaltada.


“S/n, as vezes eu acho que você precisa de tratamento. Se você não confia em mim, é melhor que isso acabe.”


“Eu não quero escutar seus conselhos, Louis. Apenas saia daqui, por favor. Você já me fez muito mal.” Falei entre lágrimas enquanto me sentava em nossa cama.


Ele me olhou por alguns segundos, e por um momento eu realmente tive a esperança de que ele fosse me abraçar, pedir desculpas e fosse ficar por pelo menos uma noite.


Mas não foi o que aconteceu.

Guarde seu conselho pois não vou ouvi-lo
Você pode até estar certo, mas eu não ligo
Há um milhão de motivos para que eu te abandone
Mas o coração quer o que ele quer

O coração quer o que ele quer


Acordei com a claridade adentrando por entre as persianas de meu quarto. Abri os olhos com dificuldade, encontrando o outro lado da cama vazio.


Suspirei me levantando, decidida a me desculpar com Louis. De fato eu poderia ter exagerado com todas as acusações de traição.


Assim que terminei o banho, coloquei um casaco para me aquecer do frio que fazia em Londres.


Peguei minha bolsa, e adentrei em meu carro, dirigindo até a Starbucks mais próxima.


Adentrei no elevador do prédio de Louis no centro de Londres segurando o seu copo de café favorito e um pedaço de bolo que eu também sabia que ele gostava.


Assim que cheguei ao seu andar, fui até sua porta, estranhando ao constatar que ela não estava trancada. Assim que cheguei na sala, pude ver uma garrafa de vinho com duas taças vazias na mesa de centro.


Naquela hora, rezei para que fosse algum dos meninos que estiveram ali com Louis na noite passada.


Mas minha esperança foi embora assim que enxerguei um sutiã, que obviamente não era meu, jogado em um canto daquela enorme sala.


Minhas mãos tremiam e eu podia perceber que estava suando frio. Eu sabia que a cena que veria, quebraria meu coração em milhares de pedaços, mas eu estava decidida a ver aquilo com meus próprios olhos.

Você me partiu em pedaços
Brilhando como estrelas e gritando
Me iluminando como vênus
Mas então você desaparece e me deixa esperando


Subi as escadas com cautela, tomando cuidado em cada passo que dava para que não houvesse muito barulho.


Estiquei minhas mãos trêmulas até a maçaneta da porta do quarto de Louis, e a abri com cuidado, logo perdendo o fôlego com a cena que via em minha frente.


Louis estava dormindo de frente a porta, e junto dele estava Bárbara. Ambos cobertos apenas com lençóis brancos.


Soltei os cafés rapidamente, causando um barulho consideravelmente alto, fazendo com que Louis acordasse rapidamente.


Assim que me viu, arregalou os olhos, logo se levantando.


Mas já era tarde.


Ele tentou vir atrás de mim, tentou me agarrar para que pudesse se explicar… mas já era tarde.


Eu entrei no meu carro, logo voltando para minha casa, esperando que tudo aquilo fosse um pesadelo e que eu acordaria com Louis me chamando dizendo que eu estava chorando desesperada enquanto dormia.


Mas eu sabia que era tudo real.


E eu também sabia, que era hora de deixar Louis para trás.

E cada segundo é uma tortura
Esse inferno vai acabar
Estou encontrando maneiras de te deixar para trás
Baby, baby, não, eu não tenho saída


Cheguei em meu apartamento, colocando tudo meu que havia ali, dentro de uma mala.


Eu precisava dar um tempo para o meu coração.


Esse é um conto de fadas moderno
Sem finais felizes, sem nenhum vento soprando em nossos barcos
Mas não imagino minha vida
Sem momentos de tirar o fôlego acabando comigo


Precisava esquecer Louis Tomlinson.


XxXGaby

Coloquei uma música animada, não funcionou. Comprei quatro tipos de doce, não senti vontade. Terminei a garrafa de vinho, e a vontade aumentou. Fechei os olhos, percebi que ardem. Ardem na vontade de chorar, na vontade de te ver, incapazes de esquecer. Me restou a última tentativa de me sentir melhor… olhei pras estrelas. Em vão, com a saudade aumentando ainda mais.
—  Na varanda.

One Shot Harry Styles

  • Pedido - Olá Tay, estou completamente de acordo c/ as regrinhas. Bem, eu gostaria que você fizesse um do Harry, onde ele e a S/N são um casal, já há um tempo, em meio à uma conversa o Harry descobre que ela já transou c/ um dos amigos dele (obviamente no período que eles não estavam juntos), Harry fica muito frustrado, eles têm um desentendimento, mas depois tudo se resolve?! muito obrigada ps: amo sua escrita ❤


— Você vai começar agora, não vai?

(Seu nome) perguntou enquanto entrava em casa carregando algumas sacolas do mercado ao qual ela e Harry acabam de voltar, ele havia prometido fazer o almoço e (seu nome) estava ansiosa para comer o que ele vai preparar.

— Você me ajudar? Não vai ter que fazer muito, só cortar algumas coisas.

Harry fechou a porta com a lateral do corpo - por suas mãos estarem ocupadas - e seguiu (seu nome) até a cozinha, onde deixou as sacolas sobre a bancada começando a tirar as coisas que haviam comprado.

— Eu não sou muito boa na cozinha, mas posso ajudar sim.

(Seu nome) passou por trás do corpo de Harry e bateu em sua bunda indo lavar as mãos na pia, enxugando-as em seguida em um papel toalha porque sabe que o namorado odeia quando ela sai pingando água pela casa.

— Eu não sei direito o que fazer, acho que macarrão com molho… — Harry disse enquanto guardava as coisa organizadamente como gosta.

— Eu amo seu macarrão. — sorrindo (seu nome) se colocou de frente para a bancada — O que eu tenho que fazer?

— Comece cortando essa cebola. — ele a entregou.

— Você quer me fazer chorar para ficar rindo de mim. — (seu nome) fez um bico pegando a faca.

— Não passe a mão no olho como da última vez. — ele riu.

— Tudo bem… Se eu conseguir me lembrar.

[…]

Tudo saiu muito bem, agora eles apenas comem com muito gosto o macarrão com molho que havia ficado uma delícia como as muitas coisas que Harry cozinhava, mas (seu nome) ousava dizer que o macarrão com molho era a sua especialidade.

Eles comeram sem muita conversa, não gostavam muito de conversar enquanto comiam e (seu nome) estava concentrada demais no sabor maravilhoso em sua boca. Harry abriu uma de suas garrafas de vinho servindo-os em taças deixando as coisas ainda mais interessantes.

— Ficou realmente muito bom, amor… Eu mal posso esperar você fazer carne grelhada. — (seu nome) sorriu apenas imaginando enquanto levava a taça de vinho até a boca bebendo um gole.

— Provavelmente será na semana que vem… — Harry disse também bebendo seu vinho, eles já estavam satisfeitos da comida.

— Eu estou louca para provar. Eu conheci uma pessoa que fazia uma maravilhosamente bem, mas tenho certeza que você faz melhor. — ela o olhou sorrindo — Você nasceu para a cozinha.

— Essa pessoa que você conheceu, era mais velha? Talvez eu possa pedir umas dicas. — Harry colocou sua taça sobre a mesa.

— Não, eu não tenho mais contato… Se for mais velho é uns dois, três anos. — (seu nome) deu de ombros se encostando a cadeira.

— Perdeu contato? Por que não pediu a receita? — Harry riu de forma divertida se levantando para pegar o sorvete que haviam comprado mais cedo.

— Eu sou péssima na cozinha, então não usaria de qualquer forma. — (seu nome) riu um pouco antes de continuar — O nome dele era Nicholas, tivemos algo por quase uma semana… Não deu certo, ainda bem.

— Ainda bem? — Harry perguntou curioso — Um amigo meu de mesmo nome que me ensinou a fazer a carne grelhada. — ele voltou para mesa com o sorvete e colheres.

— Se tivesse dado certo, não estaríamos aqui. — (seu nome) se inclinou pegando uma colher e deixando um beijo na bochecha do namorado — Mas então, seu amigo… Tem o sobrenome Grimshaw?

— Tem… Você já ficou com o Nick? — Harry se virou olhando a namorada com uma careta.

— Eu acho que sim… — (seu nome) de ombros.

Harry não disse mais nada, apenas começou a comer seu sorvete com uma cara de desgosto como se estivesse comendo a coisa mais amarga do mundo. (Seu nome) estava tão concentrada em comer, um momento muito importante para ela, que nem ao menos reparou no rosto do namorado. Isso só aconteceu quando ela sorriu se inclinando para dá-lo um beijo gelado.

— Ei, o que foi? — (seu nome) olhou com atenção o namorado depois que ele a deu apenas um selinho bem rápido.

— Parece que tenho alguma coisa? — não soou rude, apenas desinteressado.

— Você não estava assim há alguns minutos… O que aconteceu, Hazz?

— Não aconteceu nada, ok?! — ele encostou seus lábios nos da namorada rapidamente para tentar distraí-la.

— Claro que sim… É por que o Nick é seu amigo? — ela perguntou olhando em seu rosto e teve certeza que a resposta para sua pergunta era sim — Me desculpa, eu não sabia que você ia ficar desse jeito. Se eu soubesse nem tinha tocado no assunto.

— Eu estou normal, você está vendo coisa onde não tem. — ele se levantou levando a colher e jogou-a na pia.

— Você está tudo, menos normal. — (seu nome) assistiu seus movimentos pela cozinha — Eu não sabia que ele era o seu amigo… E ele é passado, não foi nada muito importante.

— Como seria se soubesse que fiquei com uma amiga sua? — Harry resolveu parar de mentir sobre o que o chateou.

— Se estivéssemos juntos quando vocês tivessem ficado, eu arrancaria os olhos dela, mas se for como eu e o Nick, normal… Faz parte do passado.

— Não gosto de ouvir você dizer “eu e o Nick" em uma frase. — (seu nome) riu baixo — O que é tão engraçado? — ele a encarou com uma carranca.

— Não seja um bobo, Hazz… Eu estou com você e só com você. — (seu nome) se levantou indo até o namorado que estava encostado na pia e enlaçou seus braços em volta do pescoço dele — Não interessa quantos amigos seus passaram pela minha vida no passado, você é o meu presente.

— Foi só o Nick, não foi?! — Harry perguntou com uma pitada de humor antes que os lábios da namorada encontrassem os seus.

— Eu espero que sim, você não reagiu bem ao saber do Nick.

(Seu nome) riu baixo encontrando os lábios de Harry com os seus iniciando um beijo calmo e intenso como se dissesse que só ele importa. As mãos de Harry apertaram a cintura de (seu nome) apertando ainda mais o corpo dela contra o seu.



Espero que tenham gostado… ❤

Desculpem se ficou bobinho, mas eu não consegui imaginar diferente e eu meio que gsotei assim 😊

- Tay

Ela....

Ainda não aprendi a lidar com rejeição
Com os dias difíceis
Ou com a solidão.
Acho que não aprendi a lidar comigo mesmo

E ela se foi…
Talvez tenha ido para sempre
Não tenho espero que ela volte
Ou mande cartas
Ou….

Fumei 25 cigarros essa noite
Depois caminhei um pouco
Às noites frias e a insônia
Tem sido grandes amiga
em dias como esses
Especialmente come este

Quando só o que te resta
É solidão
Meia garrafa de vinho tinto
E alguns poucos versos

Eu encaro as paredes
Do meu quarto
Me sinto morto
E ao mesmo tempo triste
Me sinto triste por tudo

Espero que ela volte

Não vá agora. Fique um pouco mais e deixe teu cheiro em minha roupa, em meu corpo. Chega mais junto e me de deixa te beijar por mais um tempo até eu aceitar que vou ter que passar essa noite sem teu colo. Fique mais dez minutos. Deixa eu abrir um vinho e falar que desde o momento em que te conheci, as borboletas aqui dentro de mim não pararam de voar.

Fica um pouco mais. Me fala da sua agenda de amanhã, que filme está esperando chegar ao cinema e que serie está companhando na netflix. Me fala que país pretende visitar e qual comida deseja provar. Olha, acho que está chovendo lá fora e você terá que passar a noite aqui. Vi no celular que o trânsito está um inferno e que a cidade fica mais violenta a noite. Talvez isso seja só desculpa para que você passe a noite comigo, se colar colou, amor! Eu quero mesmo passar a noite fazendo sexo contigo.

Fica aqui e me faz companhia. Sei que tens que trabalhar amanhã. Basta sair um pouco mais cedo e tudo dará certo. Vamos abrir mais uma garrafa de vinho e se tudo der certo, nossas roupas ficarão espalhadas pelo chão da sala até a entrada do meu quarto. Deixa eu te olhar nos olhos e te mostrar que meu desejo maior e ter você pra vida toda e não só até o amanhecer.

Esquece as horas e o mundo lá fora. O momento é agora. Fica só mais dez minutos. É o tempo que preciso pra provar que você deve ficar para o resto da vida.

Eu não fui para o Cristianismo para que ele me fizesse feliz; sempre soube que uma boa garrafa de vinho faria isto. Se você quer uma religião para se sentir realmente confortável, certamente não recomendo o Cristianismo.
—  C.S. Lewis
Marca de batom

Eu abri uma garrafa de vinho só pra te ver sorrir
Quando menos percebi estava embriagado
Não com o álcool, mas sim com aquele corpo
Com aquela voz que era masturbação para meus ouvidos 
Eu não tentei resistir,
Deixei que suas mãos e seus instintos me levassem
Deixei que o mundo explodisse para depois implodir naqueles beijos
Vi meu mundo deixar de existir 
Seu corpo foi depravado pelas mãos de outros homens
E mesmo assim eu podia ver o anil de sua alma
E eu vi aquele sorriso
Tão cheia de malicia 
Eu poderia acabar bem aqui, nesses lábios
Maculados 

@ton-amour-ma

BFB- my best friend and boyfriend

Era uma noite de sexta-feira. S/N tinha passado as últimas duas semanas estudando para uma prova final da faculdade. Era a única coisa entre ela e a parte de residência na faculdade de medicina de Londres. Hoje eu precisei sair e lembro de tê-la feito prometer que tentaria se distrair um pouco, mesmo sabendo que ela deve ter entrado em colapso nos dois primeiros minutos e corrido direto para os livros novamente.

Quando estava entrando no carro, saindo da gravadora para ir para casa, Liam me mandou uma sequência de mensagens, mais ou menos umas 15. Abri e comecei a ler cada uma com o coração apertado. Eram tweets de “fãs” minhas para S/N, todos printados em um intervalo de dez minutos.

“@(seutwitter) Medicina né? Não deve ser fácil para alguém que vive de caçar namorado famoso.”

“@(seutwitter) a quem quer enganar? você só sabe caçar homem.”

“@(seutwitter) só espero que você seja tão boa médica quanto é sonsa.”

“ o que o @zaynmalik viu na @seutwitter ?? Essa garota não tem nem capacidade de terminar uma faculdade.”

E por aí vai.

- Liam, você ainda tem aquela casa de campo em Cambridge? - perguntei, em um áudio.

- Sim, pode vir buscar as chaves.

Passei correndo na casa de Liam, peguei as chaves da casa, entrei no carro e corri para a minha casa. Chegando lá, subi para o escritório, onde sabia que S/N estaria e bati na porta. Com a voz embargada, ela disse para que eu entrasse e assim eu fiz, caminhando até ela e lhe abraçando, sem dizer nada.

- É muita pressão, Zayn. Eu não consigo.

- Consegue sim. - respondi, virando seu rosto para o meu e juntando nossos narizes e testas - Você tentou se divertir hoje?

- Não.

- Então eu tenho uma surpresa. - falei, me levantando e mostrando as chaves - Dizem que não é bom estudar em véspera de prova, então nós vamos fazer uma viagem no fim de semana.

- O que? Não posso.

- Não abri para discussão. Arrume suas malas, voltamos no domingo pela noite e você ainda vai ter tempo de fazer sua prova.

Ela não discutiu mais, foi para o quarto arrumar suas malas enquanto eu fazia as minhas. Demorou mais ou menos duas horas e meia para que tudo estivesse pronto, as malas no carro, a casa trancada e S/N sentada no banco do carona.

Dirigi até a casa de campo de Liam, na parte mais vazia de Cambridge, e colocamos todas as coisas para dentro. S/N chegou procurando uma tomada para conectar seu notebook, mas eu removi o cabo de internet antes que ela pudesse conectar ao wifi.

- Nada de internet, nada de telefone. É o nosso fim de semana. - falei - Agora por que não sobe e toma um banho enquanto eu faço alguma coisa para comermos?

Enquanto ela subia, coloquei as malas no quarto, ao fim do corredor, acendi a lareira e preparei um chocolate quente, coloquei alguns cookies em uma tigela e levei para a frente da lareira. Quando ela voltou para a sala, eu estava esperando por ela no sofá, com uma manta para cobrir nós dois. Passamos o dia inteiro deitados, conversando e trocando beijos, até que a noite caiu e eu quis levá-la em um restaurante que tinha no centro.

Lá, solicitei que não fôssemos incomodados e os seguranças do restaurante se colocaram na porta da área reservada que nos foi cedida. Jantamos uma deliciosa massa (coloque aqui a comida que você mais gosta), paguei pela comida e voltamos para casa.

S/N se ofereceu para acender novamente a lareira, pois estava cada vez mais frio, enquanto eu abria uma garrafa de vinho que tinha comprado no caminho para casa. Entreguei uma para ela, colocando o restante na mesa de centro. Em menos de meia hora bebemos todo o conteúdo e já estávamos um pouco tontos. Ela resolveu tomar outro banho, eu levantei e fui para o quarto me deitar enquanto escutava o barulho do chuveiro ligado.

Quando o barulho da água acabou, a porta se abriu e s/n apareceu enrolada em um roupão, correndo de um lado para o outro enquanto procurava roupas quentes.

- Amor, tudo bem? - eu tentava conter o riso.

- Estou morrendo de frio. Preciso de uma roupa.

- Ou precisa se deitar aqui. A cama está bem quentinha. - ela concordou e escorregou para debaixo do edredom, enquanto eu lhe abraçava - Melhor?

- Bastante. - ela respondeu, me olhando com aqueles lindos olhos de uma delicadeza divina. - Amor, obrigada… eu estava precisando me distrair.

- É o mínimo que eu posso fazer.

No silêncio, eu comecei a acariciar suas costas e ela aos poucos se aconchegava mais nos meus braços, assim que ela adormeceu, levantei e fui tomar meu banho, voltei silenciosamente e me deitei ao seu lado.

O dia seguinte foi igual, exceto pela noite, quando eu resolvi ir para o banheiro primeiro e optei por um banho na banheira aquecida do spa caseiro de Liam.

Ouvi o barulho da porta se abrindo e, pelo vapor da sala, vi s/n caminhando até a banheira. Quando ela subiu na escada para entrar, percebi que ela não usava nada e assim entrou na água.

- Realmente… é bem relaxante… - ela disse, me olhando maliciosamente.

- Você sabia que o controle faz a água borbulhar? - perguntei - Posso ligar pra te mostrar.

- Ou a gente pode fazer ela borbulhar de uma forma mais natural.

Dizendo isso, ela veio lentamente até mim, sentando em meu colo, e começou a me beijar com um desejo que nunca tinha visto nela. Minhas mãos percorriam todo o seu corpo, enquanto ela movia seus quadris em direção aos meus. Cada vez mais louco de desejo, dei o impulso que ela tão bem sabia o que significava e, como se pudesse ler meus pensamentos, ela se encaixou perfeitamente com meu membro dentro dela e começou a se movimentar.

Por horas nós curtimos aquela banheira, repetimos mais algumas vezes no quarto mesmo, até que caíssemos no sono quando já era madrugada, dormimos por quase todo o dia e, quando a noite caiu, arrumamos nossas malas e partimos em direção à boa e velha Londres, deixando para atrás um fim de semana de prazeres, risos e diversões.

Parte 3/3 (parte 1, parte 2).


S/N:

Zayn não insistiu, não me ligou, não me procurou. Apesar de ter me arrependido de me envolver nessa loucura, eu o queria aqui comigo, queria sentir seus toques delicados, e aqueles olhinhos que se fecham quando sorri. Zayn não merece isso, eu não o mereço. Será melhor para ele. Melhor para mim.


 A campainha tocou, por um instante maginei que seria meu amor querendo entender tudo que estava acontecendo, mas lembrei que James havia se convidado a visitar meu apê. 

- Entra James. -abri espaço para ele.

- Que animação é essa? Você está quase lá. -disse com uma garrafa de vinho. - Vamos beber. -abriu o vinho com o saca-rolhas que encontrou em minha cozinha. 

- É… James, não estou muito animada. -disse fraco, pondo algumas mechas do meu cabelo atras da orelha.

- Pois trate de se animar, temos muito o que comemorar. -sorriu se aproximando.

 Me entregou uma das taças, com uma de suas mãos acariciou meu rosto, olhando fixadamente em meus olhos. - Você é irresistivelmente incrível, (s/n). Eu posso? -disse aproximando seu lábios dos meus, sem tocar. 

 NÃO!!! Calma, ele não pode desconfiar que quebrei uma das regras. Apenas assenti, sorrindo forçadamente. A mão que acariciava meu rosto, havia descido para minha cintura, nos beijamos. James intercalava o beijo com mordidas e chupadas em minha língua. - Já volto, não saia daqui. -ele disse se afastando.

- Ok.

- Não se mova, é serio! -sorriu.

- Tudo bem.

 Tanto faz, o pior eu já tinha feito! Menti, menti diversas vezes, nem meu nome Zayn sabe. Sequei minhas lágrimas que insistiram em cair.

 James voltou, mostrando presente me abraçando por trás. Depositando beijos em minha nuca. Voltamos a beber. Então me pegou no colo e me levou para o quarto, finalizamos a noite com uma transa forçada, sem prazer de minha parte.


ZAYN:

 Desde que Kristen enlouqueceu, perdi meu chão, meu ar, minha vontade de viver. Por que ela não me quer mais? Por que ela disse que eu não a perdoaria? Eu daria qualquer coisa nessa vida pra que ela me chamasse de volta e dissesse que estava tudo bem. Mas eu não posso ir atrás dela, ela implorou por isso, não me quer perto, eu não vou forçar. Eu jamais faria ela se sentir mal. 

 Saí dos meus pensamentos quando recebi uma mensagem em meu celular. 


 “Você conhece a putinha desse vídeo? Saiba que ela está muito encrencada, não me levou a sério e vai ter que arcar com as consequências. Se quiser saber como salvá-la, me procure no endereço abaixo”


 Assisti ao vídeo, era a Kristen… TRANSANDO COM JAMES (????). Era disso que ela estava falando? Estava me traindo esse tempo todo? Que estúpido eu fui em acreditar que ela era diferente, única. Que… raiva dessa desgraçada!!! 

 Li a mensagem novamente e duas palavras me chamaram a atenção “encrencada” e “salvá-la”, peguei minhas chaves e fui imediatamente para o endereço da mensagem.

- Sabia que você viria…

- Quem é você? Como conhece Kristen?

- Kristen? -riu irônico. - Desculpe te decepcionar, mas o nome dela não é esse. Prazer, meu nome é Griffin, Smith Griffin. -estendeu a mão para mim e não a apertei.

- O que está acontecendo nessa porra? -o empurrei.

- Calma molequinho, é simples, vou ser claro.

- Então seja. Fale logo. -cruzei os braços.

- Eu contratei a (s/n), esse é o nome dela, para acabar com a sua carreira fodida e seus amigos, que estão arruinando meus negócios, desde que vocês surgiram, eu não consigo emplacar uma banda. -eu ri debochadamente. - Perdi muito dinheiro Malik, perdi dinheiro investindo em bandas que fracassaram, perdi dinheiro com sua putinha que desistiu da missão.

- Não a chame assim!!! -o empurrei novamente.

- Ah qual é Zayn? Não viu o vídeo? Ela te traiu, mentiu para você, nunca te amou. -disse rindo. - Ela é uma impostora que te tirou do investimento mais lucrativo da música. Você também está perdendo dinheiro com isso meu caro. 

- Onde ela está?

 Todas as quelas palavras me feriam, eu queria matá-la, mas eu precisava ouvir ela confirmando toda a história.

- Bom… Está trancada em um porão, apanhando todo santo dia até se arrepender de ter desistido de ter pulado fora. E só você pode salvá-la agora.

- Apanhando? Você é louco?! O que eu tenho que fazer?

- Termine a missão dela, acabe com a banda.

- Os caras jamais aceitariam isso.

- Você quem sabe, não me importo de bater mais nela, ela merece, aquela vagabunda.

Soquei o rosto dele por impulso. - Eu vou conseguir!

 Eu preciso consegui!


 Desci do carro, fui correndo para o estúdio da minha antiga gravadora, minha esperança era encontrar Harry, Liam, Louis e Niall lá.

- GUYS, GUYS!!! PAREM TUDO, ME ESCUTEM POR FAVOR. 

- Que está fazendo o que aqui Zayn? Você pulou fora, esqueceu? - Louis disse incrédulo. 

- Eu preciso da ajuda de vocês, a Kristen está em perigo e só vocês podem me ajudar, eu imploro. -minhas lágrimas saltaram.

- O que aconteceu com a Kris? - Harry disse preocupado, eles haviam se tornado grandes amigos. 

 Expliquei toda a situação para eles, que ficaram assustados, sem querer acreditar nas palavras que eu cuspia. - Por favor galera, eu preciso que a banda acabe agora.

- Sem chances. - Louis retrucou. - Ela te enganou, te tirou da banda e você quer salvá-la, ela que se foda, idiota.

- Eu apoio. - Harry disse. - Conte comigo.

- Eu quero ajudar Zayn, você precisa ouvir tudo isso dela. -Niall me abraçou.

- Liam? Por favor amigo… -Eu mal conseguia falar, fraco e cansado.

- É, acho que está na hora de darmos um tempo mesmo.

- Obrigado. -o abracei.

 Louis acabou cedendo. - Caras, me desculpem pelo transtorno, eu nunca quis envolver vocês nessa história, mas enquanto eu estou aqui falando com vocês, ela está lá trancada, sem comer, apanhando. Obrigado por tudo, vocês sempre serão os meus irmãos que a vida me presenteou.


 Assim que Griffin soube que eu havia conseguido, me enviou o endereço do porão. Fui até lá rapidamente, com medo do que iria encontrar, do que iria ouvir.

- Zayn? Vai embora, eu disse pra não me procurar. -ela disse chorando, sentada em um colchão no chão.

- Mentirosa, quando pretendia me contar? -bati a porta, fechando-a. - 

- Nunca. -ela não olhava em meus olhos. - Eu te pedi pra sumir, seria melhor pra você.

- Eu não acredito que você nunca me amou. -me aproximei, segurando o rosto dela, fazendo ela olhar para mim. - Olha todas essas marcas, você está muito machucada. 

- Amei… Amo. Nenhuma marca em meu corpo está doendo mais que meu coração. 

- Por que fez isso comigo? Eu confiei em você, te entreguei toda minha intimidade, te contei todos meus segredos, você conhece todos os meus medos, todas as minhas inseguranças.

- NÃO ENXERGA QUE É POR ISSO QUE EU DESISTI? -ela gritou, me empurrando. - Eu tinha tudo calculado, acabaria com a One Direction, pegaria o dinheiro, voltaria para o Brasil, pagaria o tratamento da minha irmã e você nunca mais me veria.

- Você sempre ficou com James, não é? Além de mentir, me traía. Nojenta. 

- Eu só fiquei com ele uma vez, depois que mandei você ir embora.

- Vocês transaram… -reprovei.

- Tá bom, Zayn, vai embora! Eu não quero falar mais.

- Eu vim aqui para te dizer que finalizei sua missão, One Direction não exste mais. 

- Que? Zayn não! Você não deveria se meter nisso.

- (S/n), esse é seu verdadeiro nome não é? Apesar de tudo que você fez comigo, eu te amo, amo muito, que chega a doer. Eu não poderia deixar ele te torturar mais. -minhas lágrimas caíram. - Você foi a unica que esteve ao meu lado, mesmo que de mentira.

- Não foi mentira, Zayn. -ela me interrompeu.

- Então por que não acabou com isso antes? 

- Eu tive medo, eu sabia com quem eu tava lidando, eu não queria, eu não me perdoaria se eles te fizessem algum mal, eu fui constantemente ameaçada e eles acreditavam que eu estava com você fingindo te amar, mas eu nunca fingi Zayn, eu sempre fui sua, minha alma, meu corpo, meu coração eram inteiramente seus. -escondeu o rosto enquanto dizia. - Quando eu vi que tinha saído da banda, eu percebi o quão mal eu estava fazendo a você, você não merce isso Zayn, eu conheci um cara maravilhoso, leal, romântico e extremamente atencioso, então não tive mais coragem de olhar em seus olhos. Vá embora, por favor.

- Eu não vou a lugar nenhum que você não esteja.

- Zayn, eu não te mereço.

- Me faça esquecer a Kristen.

- Eu não posso, eu sou ela.

- Me faça esquecer que a Kristen existiu. -colei nossos lábios.

- Zayn me perdoa, por favor.

- Você errou, todos erram, eu não quero te perder, não sei viver sem você.

- Te amo Zayn, eu sou uma estúpida.

- É sim! Mas você se arrependeu e eu estou aqui de coração aberto para você, sem nenhum rancor ou magoa.

- Não sei se consigo. -roubei um beijo dela.

- Tentaremos juntos. -ela sorriu

Em caixas de som de baixa qualidade, músicas de 1967 tocavam naquele quarto, o que dava um ar pobre a coisa toda. Por mais decadente que fosse, o lixo de uns é o luxo de outros.
E aquilo não era simplesmente luxo, era uma espécie de nirvana, um estado de perfeição em terra.
O estado mais puro que o humano poderia alcançar -banhado a vinho, tabaco e uma solidão devastadora.
A sensação era que não havia ninguém a kilometros dali e uma bomba atômica americana havia matado tudo, restando apenas desertos a la mad max e mutantes morando no concreto que sobrou.
Bom, não poderia ser em outro cenário que tal coisa aconteceria
A graça lhe alcançou
A iluminação divina, a verdade máxima
“você é deus?” ele perguntou, ao ver morgan friman com um terno branco e chinelos hawaianas na sua frente
-Não sou deus, ele respondeu, Sou um misto de verdade, palavra, matéria espacial, apatia e eternidade.
“quanto vinho eu bebi?”, ele perguntou
A imagem inesperada transforma-se em um búfalo com a cabeça de salvador dali e diz -Vamos, suba, vou te levar ao fim.
Ele aceitou o convite e montou naquela jornada espiritual

Eles vagaram, e vagaram, e vagaram
era como um filme, extremamente real
os cenários de fundo se alteravam, como que em montagens ruins de um filme ou clipe de baixo orçamento simulando movimento
florestas, neves, escritórios, bares, mesas de jantares de família, salas de aula, mendigos e assaltantes nas ruas, e tudo o mais
Os maiores prazeres e sonhos surgiam aos seus olhos:
mulheres de óculos, cinta liga e cigarros na boca com os pés estendidos sobre mesas
homens em jeans com as pernas e os zipers abertos
garrafas e garrafas de vinhos
cigarros e cigarros enrolados da mais perfeita forma
“chegamos, certo? voltamos ao paraíso”
-Não, disse o animal, essas são coisas efêmeras, instantâneas como a temporalidade humana aos olhos de uma divindade
Uma espécie de preguiça lhe fez continuar ali montado naquela quimera surreal
e eles seguiram
passaram por lugares de mais puro conhecimento
o cenário eram números, formas geométricas e conceitos filosóficos em um fundo branco
(esta foi a parte que ele mais ficou tentado meter esporas no lombo do bicho para que ele acelerasse)
passaram por prestígio, reconhecimento e bons empregos
passaram por grandes primatas em suas atividades cotidianas
passaram por salas com câmeras e mais câmeras, com olhos e mais olhos, dedos e mais dedos (azuis)
passaram por um lugar cheio de manuais ensinando a fazer as coisas mais estúpidas
passaram por um lugar apenas com uma poltrona e um velho a babar-se
passaram por uma criançola caindo de um abismo, e sorrindo
passaram por fogaréus e fogaréus, com as criações humanas sendo incineradas
passaram por jovens gritando em rebeldia
passaram por velhos de terno gritando em apatia
passaram por um monte de bobagens que ele não lembra pois já havia pegado no sono
até de repente acordar, como quando se acorda de uma viagem de ônibus com a sensação de que se chegou onde queria chegar, ou que se passou de onde queria chegar

-Chegamos, o animal disse
que agora era apenas uma alpaca, e sem cabeças humanas
“é aqui?” ele perguntou com um olhar não muito surpreso
Se perguntava se deveria colar fotos ali, para disfarçar aquela imagem assustadoramente nula, esmurrá-la, ou qualquer outra coisa animal.
Decidiu pela segunda e lambeu-a, vagarosamente
Estava ali diante dele uma parede branca
…e tinha gosto de concreto

amor à contragosto

Acordo no fim da noite
com meu coração assustado por
sonhar com alguém que
não me assusta
mais

Procuraria ela no meio dos lençóis
de meses atrás, caçaria seu cheiro
na jaqueta afundada no armário só
pra sentir que estou bem
que há de passar rápido a euforia do
pesadelo curto (mas nunca tanto
quanto os sonhos bons)
mas não resta nada disso:
meu girassol achocolatado
ateei fogo em teus retratos e
fiz pouco dos teus textos, hoje
de nós
só sobrou
eu.

Quero uma mulher para me passar os
dedos nos cabelos e me
engolir com os olhos
sussurrar com os lábios de algodão
no meio de uma
noite hora vida alma fé
tempestuosa
“te aninha em mim, por hoje estamos
juntos
e tudo há de ser bom enquanto assim
for”

Não sonho alto, sonho saudade.

Maria, Marieta, Mariana…
são apenas nomes de desculpas
para se abraçar um corpo de mulher
no frio do inverno
fazer este peito vagabundo
dizer à que veio
escrever ridículas cartas de amor
jurar o eterno numa meia hora na rua
dividir uma garrafa barata de vinho e
ver meus cigarros rudes em lábios
singelos de menina.

O amor da minha vida
mora no sorriso apaixonado
nos olhos impressionados e brilhantes
nas unhas pintadas e cabelos bem cuidados, o corpo serpenteoso e
cigano
duma garota
numa esquina qualquer
em lugar algum.

Esta madrugada sonhei com um amor
morto, e a única tragédia nisto
é não ter um novo (de madrugada,
de vinho, amor de meia hora
que seja) para esquentar meu coração
esfriado pela mera lembrança desta
memória, fria antes mesmo de
morta.