gabriela

Deleted scene from Logan
  • Nurse: So, this subject was created from Wolverine's DNA.
  • Gabriela: Wolverine? THE Wolverine?
  • Nurse: Yes, the one from the X-Men.
  • Gabriela: I don't believe it, this little one? She's nothing like her father-
  • Laura: Bah...bah...bah...
  • Nurse: Wait, Gabriela, I think she's about to say her first word!
  • Gabriela: Oh my god! Say...button! Say...buddy!
  • Laura: Bah...bah...bah...BUB.
  • Gabriela: ...yup, that's definitely Wolverine's daughter.
Ela é virginiana, mas bate o pé para dizer que é de leão. E se você não souber que final de agosto, quase setembro, não tem nada a ver com o signo mais importante do zodíaco, até acredita nessa mentirinha que ela conta para si mesma enquanto  tenta desesperadamente encontrar um lugar para se encaixar. Acredita quando ela diz que não é muito de amar mesmo quando está constantemente procurando ser amada, acredita na firmeza de seus passos e nas infinidades de números que ela encontra entre um e zero mesmo odiando essas exatas que mexem com seu metabolismo instável. Acredita que quando ela te envolve nessa esfera de papo inteligente, boca pintada e olhos marcantes, está quase pronta pra te deixar entrar, mas ela nunca deixa. Ela tem boca firme que sabe dizer sim e principalmente não, mesmo sem saber se é o que realmente tá querendo dizer.  Ela tem passos pesados e certos que não fazem a menor ideia da onde está indo. Tem medo de perder o controle que nunca teve e tem mais medo ainda de si mesma. Do que acha que é, do que não é, e das coisas que pensa. Ela tem medo das variáveis que percorrem suas veias e que a cada dia te dão um novo caminho que ela não quer percorrer. Ela tem medo das chances que perdeu, do que ainda não encontrou e do que não quer encontrar. Ela tem medo das historias que deixou de ler, dos contos que não quis ilustrar e de tudo que ainda não viveu. Ela tem mil e um sonhos, mas não tem nenhum. Ela tem as contradições, as afirmações e as certezas na ponta da língua que estão sempre lhe escapando pela palma da mão. Ela é o silêncio, todas as palavras malditas e não ditas que, às vezes, acho que nunca lhe escaparam pela boca. Ela é uma incógnita mal feita  que nunca descobriu a função da sua existência. E no final, ela é só a peça de um quebra cabeça que nasceu com o ângulo errado e foi parar na caixa mais errada ainda.
—  Danielle Quartezani