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Avante, feminismo insurgente, contra a corja de Cunha e o fundamentalismo teocêntrico patriarcal! As ruas não vão se calar!

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Entre fanáticos y ordinarios

 Inspirado en la vida de Jesús (Tiempo de lectura de 4 a 6 minutos)

 Cuenta la historia que un día Jesús, caminando entre seguidores y fans, percibe dos grupos bien diferenciados entre sí. Los fanáticos por un lado y los ordinarios por el otro.

  También observó, que entre los más fanáticos se destacaban evangélicos, católicos, testigos de Jehová, humanistas, espirituales, científicos y teólogos.
Lo característico de esta fracción eran los debates y las discusiones sobre la esencia de Jesús. Estos, en su desquicie por conocerlo con exactitud, demandaban demostraciones de poder, milagros especiales, comprobaciones genealógicas y hasta test de inteligencia…

  Luego de ésta desconcertante experiencia, el llanto de un niño dirige su atención a los demás seguidores.
Observa que esta gran porción es integrada por amas de casa, obreros, personas comunes, prostitutas, personas “sin techo”, mujeres golpeadas y homosexuales, entre muchas, muchas más…
 Dos aspectos resumen lo distintivo de este grupo, que los menos importantes, al fin y al cabo, una vez juntos: eran la mayoría. Y que ellos, simplemente querían vivir como él vivía, experimentar lo que él experimentaba.

 Después de tanto shock, hace una pausa en su camino y pregunta a todos por igual; “Amigos, luego de todo lo que hemos vivido juntos ¿Quién soy para ustedes?”

 Advertencia: las siguientes expresiones pueden herir tu sensibilidad y sentido común.

  De entre los más fanáticos, no tardó en resaltar un excitado evangélico gritando; “Eres el que me salvó de las garras de Satanás, del pecado y del infierno eterno. Yo, que ya hice la oración de fe y te acepté en mi corazón, hablo a toda hora y en todo lugar de; arrepentimiento o ardor eterno. Y de yapa, tu solución garantizada a todos los problemas.”
Al terminar, se fue diciendo cosas como; “¡Gloria a Dios!”, “¡Aleluya!”, “¿Cuántos lo creen?”, “¡No los oigo!”, “fuera, fuera diablo”, “repita conmigo; señor Jesús. Más fuerte! Señor Jesús”, “amén? “amén?”…

  Un católico recuperando territorio agregó; “Eres Dios mismo hecho carne, la segunda persona de la trinidad. Yo, que voy a misa todas las semanas, rezo el Padre nuestro y el Ave María, todas las noches. Además, me persigno ante cada cruz, beso cuanta estampita veo, camino a Luján una vez por año y recomiendo esto a toda persona. Cumplo, a mi me da suerte”

  El testigo de Jehová, revista en mano, mejor vestido que el resto y con un cartel de “no dono órganos” arengó: “un profeta, hijo de Dios, pero no Dios!”

  Los fanáticos restantes, entre libros, especulaciones y algunos fasos, no llegaban a acordar si Jesús era “un nuevo fenómeno social”, o “un gran orador”, o “el fundador de una nueva secta” o si se trataba de “un nuevo político”…

  Y mientras todos estos volvían debatir y competir por la verdad, del otro grupo, entre aplausos y alegrías, se comenzó a escuchar…

  “Quién al pasar por la calle, me llamó por mi nombre y me abrazó” dijo un sin techo. “Quién me habló y escuchó, no por su dinero, ni por mi cuerpo, ni por su calentura” agregó la prostituta.
“Quién nos acepta como somos” expresó un gay. “Quién me perdonó y me enseño a perdonar” dijo un ama de casa. “Quién juega conmigo” grito una niña. “Quién me ama por lo que soy y no por mi oficio” manifestó el obrero. “Quién recordó mi identidad y mis derechos” afirmó la mujer golpeada. “Quién nos lleva a vivir de esa manera” concluyeron unos jóvenes…

  Después de revivir y compartir éstas experiencias, éstos últimos, se dieron cuenta de que el amor de Jesús, era indefinible. Inabordable y sin precedentes.   Comprendieron, que la cuestión no era dar o tener definiciones absolutas, sino más bien, internalizar y experimentar sus acciones. Viviendo la vida, como Él la vivía.

  Jesús, conmovido por éste último grupo,  nuevamente miró a toda la multitud y dijo; “Si creen en mí y quieren seguirme, si de verdad les preocupa saber quién soy. Como yo hago con ustedes, hagan así hacia los demás. Como yo los amo, amen.  De esta manera y no por definiciones, ustedes y todos los demás podrán conocer quién soy.”

                                                                        Yoe De simone 05-05-2015

Expulsan a una ministra por decir la verdad sobre los abortos clandestinos en el país.
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Según el estado Chileno una niña de 11 años violada por su padrastro es madura y consiente, por dar a luz a un hijo de su violador.

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Pero cuando una ministra de estado dice que las mujeres con dinero abortan en el extranjero, una mentira a voces cae y ella es destituida como niña rebelde por decir la verdad en el convento.

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Chile es un país medieval, los flaites abortamos con ruda y las cuicas en quirofanos con seguro medico en caso de que les den complicaciones, ¿Cual es el motivo de fomentar tanta mentira? si es por complacer a personas de intelecto inferior como el pastor Soto, pues uno se da cuenta del barbarismo medieval, mas típico de países asiáticos y africanos, que de un país supuestamente miembro de la OCDE.

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Jean Wyllys na CartaCapital:

A presidenta Dilma Rousseff – agora candidata à reeleição – parece preocupada com a luta contra a homofobia (incluindo aí a lesbofobia e a transfobia) e aparentemente se indignou com o recuo programático de Marina em relação aos diretos da comunidade LGBT. Ela tem razão, sim, mas…

Todos sabem aqui o quanto eu critiquei a vergonhosa “errata” da candidata Marina Silva, que apagou, do programa de governo do PSB, todas as propostas concretas relacionadas aos direitos da população LGBT, justificando-se com explicações inacreditáveis. E, nessa crítica, concordamos com a presidenta e com a militância do PT – tanto com os militantes petistas que sempre atuaram na defesa do estado laico, dos direitos civis e das liberdades individuais, quanto com aqueles outros militantes petistas que chegaram a essa luta só no início dessa semana. Inclusive esses últimos são muito bem-vindos; contudo, eu quero lhes avisar que eu tenho memória!

A presidenta Dilma governa o Brasil há quase quatro anos. Este período foi muito ruim para as minorias em geral (mas, em particular, para as minorias sexuais). O governo Dilma cancelou o programa Escola sem Homofobia, cedendo à chantagem da bancada fundamentalista e, em especial, à chantagem de Garotinho, que, dias atrás (e não coincidentemente) almoçou com a presidenta e fez, com ela, várias selfies. Foi também o governo Dilma que se aliou a partidos fundamentalistas como o PRB (da Igreja Universal do Reino de Deus), o PR (do Garotinho), o PSC (do pastor fundamentalista), o PP (da família de parlamentares viúvos da ditadura e capitães hereditários da política), o PMDB (um dos partidos com mais membros na bancada de fundamentalistas religiosos).

Durante o governo Dilma, os vendilhões do templo ganharam mais poder e dinheiro, com ministério e outros lotes da administração pública além da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados por um ano (o que resultou num impacto negativo sem precedentes na luta legislativa em favor das minorias religiosas, étnicas e sexuais). O governo Dilma também regrediu em relação às políticas públicas de combate à Aids e às DST que orgulhavam o Brasil até então, chegando ao ponto de vetar as publicidades elaboradas pelo próprio Ministério da Saúde para a prevenção do HIV entre jovens LGBT.

Foi o governo Dilma que acatou parcialmente uma recomendação do Vaticano na ONU que exclui e desprotege os direitos das famílias homoafetivas, e que, no mês de junho, na mesma ONU, absteve-se na votação que aprovou a resolução homofóbica sobre a “proteção da família” (de apenas algumas famílias, excluindo as outras) apresentada pela Rússia e companhia (Rússia, aquele país onde a livre manifestação da homossexualidade e todo tipo de ativismo em favor dos direitos civis das minorias sexuais é hoje criminalizado).

Aliás, presidenta Dilma, lembra que foi seu governo que, com a mesma rapidez da Marina – em apenas 24 horas –, revogou uma portaria do Ministério da Saúde que beneficiava as pessoas transexuais?

Mais: durante o governo Dilma o número de assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais e trans (não qualquer tipo de assassinato, mas aqueles motivados pelo ódio às pessoas LGBT) cresceu exponencialmente (mais de 300 por ano), apesar da boa vontade e dos esforços da ministra Maria do Rosário e sua equipe na SDH (mas políticas públicas não se fazem só com boas intenções e aprovação de leis, mas depende de algum esforço da presidenta junto à sua base).

Durante o governo Dilma o Brasil conquistou o direito ao casamento civil igualitário por uma decisão do Conselho Nacional da Justiça (que veio depois de outra anterior do Supremo Tribunal Federal que iniciou o caminho, e de várias decisões de juízes, tribunais superiores estaduais e corregedorias – e que foi provocada por uma ação do meu mandato endossada pelo PSOL), mas a presidenta não foi capaz sequer de se pronunciar a respeito! Não esperava a militância corajosa a favor do casamento igualitário da Cristina Kirchner, do Pepe Mujica, do Barack Obama, mas, pelo menos, um aceno, uma palavrinha, um alento…

E ainda dorme no Congresso (onde a base governista é maioria) o projeto de lei que eu apresentei para traduzir essa conquista numa reforma ao Código Civil, como dorme o meu projeto de lei de identidade de gênero (ambos também assinados por uma deputada coerente e lutadora do seu partido, Érika Kokay). Aliás, também dorme numa gaveta a criminalização da homofobia, sobre a qual a senhora agora se manifesta a favor, depois de quase quatro anos sem fazer nada para que fosse aprovada.

Ainda lembro, presidenta, que foi a senhora que disse (copiando as palavras do pastor Malafaia, o mesmo a quem a candidata Marina se submete, e a cuja marcha homofóbica a senhora enviou o ministro Gilberto Carvalho para falar em seu nome), que não permitiria, em seu governo, “propaganda de opção sexual”, algo que eu espero que a senhora saiba que não existe, já que a orientação sexual não é uma opção e não tem propaganda que possa mudá-la ou promovê-la.

A homofobia é um sistema, retroalimentado principalmente por discursos religiosos fundamentalistas que desqualificam, desumanizam e difamam a comunidade LGBT. Logo, a forma com que seu governo alimentou de poder e dinheiro os fundamentalistas religiosos faz com que os tímidos acenos de hoje, em campanha, pouco valham, pois o sistema homofóbico precisa ser combatido de forma sistêmica, com políticas públicas, garantia de direitos e desarticulação das hostes formadas pelos vendilhões do templo, que vivem dele.

Eu reconheço, contudo, uma diferença entre a senhora, presidenta Dilma, e a candidata Marina. Seu governo cede ao fundamentalismo como parte de uma concepção nada democrática e covarde de “governabilidade”, que a leva a ceder também aos abusos dos ruralistas, banqueiros e outras corporações. E imagino que, muitas vezes, a senhora faça isso com muita dor, até pessoal – mas, mesmo assim, faz! Já a Marina cede não só em função do cálculo eleitoral (e, em última instância, da “governabilidade”), mas por estar submissa aos dogmas fundamentalistas que estruturam sua visão de mundo. Ela, portanto, oferece mais riscos aos direitos das minorias religiosas e sexuais (a comunidade LGBT). E não pode mudar; não vai mudar.

É importante reconhecer – e eu reconheço – que o governo Dilma fez avanços significativos em outras áreas se o compararmos com os governos FHC e se o considerarmos uma extensão dos governos Lula: por exemplo, houve avanços em relação aos direitos sociais (segurança alimentar, saúde e educação – esta última mais em se tratando de acesso à escola do que de qualidade do ensino) dos mais pobres, principalmente daquelas famílias chefiadas por mulheres. E esses avanços não são pouca coisa, nem podemos abrir mão deles.

Faltam duas coisas, presidenta: em primeiro lugar, uma sincera autocrítica por tudo o que a senhora não fez nesses quase quatro anos de governo. Em segundo lugar, um compromisso público concreto de mudar, de fazer o que não fez até agora se tiver a chance de um segundo mandato. Mesmo que não exista a possibilidade de a senhora ter meu voto no primeiro turno, como a candidata Marina também não o terá, eu espero essa atitude da minha presidenta, como cidadão desse país.

Vamos criticar a Marina, sim, mas a crítica precisa estar fundada em ações que deem a ela a autoridade moral necessária para que não seja, apenas, hipocrisia eleitoreira, mas um sincero compromisso com a luta que a senhora nunca deveria ter abandonado.

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“El fotógrafo Mário Macilau Photographer retrata, con un pequeño destello de luz, el oscuro universo de esta mujer o de otras muchas que sufren las consecuencias directas del fundamentalismo y de la intolerancia.”

“The photographer Mário Macilau portrays, with a small flash of light, the dark world of this woman or many others that suffer the direct consequences of fundamentalism and intolerance.”

Source: Afribuku

Um religioso dirá que não faltam provas da existência de Deus e da sua influência em nossas vidas. Quem não tem a mesma convicção não pode deixar de se admirar com o poder do que é, afinal, apenas uma suposição. A hipótese de que haja um Deus que criou o mundo e ouve as nossas preces tem sobrevivido a todos os desafios da razão, independentemente de provas. Agora mesmo assistimos ao espetáculo de uma empresa multinacional às voltas com a sucessão no comando do seu vasto e rico império, e o admirável é que tudo — o império, a riqueza e o fascínio dos rituais e das intrigas da Igreja de Roma — seja baseado, há 2000 anos, em nada mais do que uma suposição. Todas as religiões monoteístas compartilham da mesma hipótese, só divergindo em detalhes como o nome do seu deus. E todas têm causado o mesmo dano, em nome da hipótese. Não é preciso nem falar no fundamentalismo islâmico, que aterroriza o próprio islã. Há o fundamentalismo judaico, com sua receita teocrática e intolerante para a sobrevivência de Israel. O fundamentalismo cristão, que representa o que há de mais retrógrado e assustador no reacionarismo americano, e as religiões neopentecostais que se multiplicam no Brasil, quase todas atuando no limite entre o curandeirismo e a exploração da crendice. A Igreja Católica pelo menos dá espetáculos mais bonitos, mas luta para escapar do obscurantismo que caracterizou sua história nestes 2000 anos, contra um conservadorismo ainda dominante. A hipótese de Deus não tem inspirado as religiões a serem muito religiosas. Há aquela parábola do Dostoievski sobre o encontro do Grande Inquisidor com Jesus Cristo, que volta à Terra — o filho da hipótese tornado homem — para salvar a humanidade outra vez, já que da primeira vez não deu certo. Os dois conversam na cela onde Cristo foi metido por estar perturbando a ordem pública, e o Grande Inquisidor não demora a perceber que a pregação do homem ameaçará, antes de mais nada, a própria Igreja, a religião institucionalizada e os privilégios do poder. Não me lembro como termina a parábola. Desconfio que, se fosse hoje, deixariam o Cristo trancado na cela e jogariam a chave fora.
—  Luis Fernando Veríssimo.