foto do beijo

*Reparem no Niall nessa foto
*Obrigada a quem fez o pedido e espero que goste (desculpe a demora)

Imagine Niall Horan - Zoo

Eu e (S/n) já entramos nesse zoológico umas mil e uma vezes, minha esposa amava o ambiente e os animais naquele lugar e nosso filho puxou totalmente a ela, tanto no físico quanto no psicológico e com isso já veio nutrindo um grande amor por animais, assim como a mãe.

Mesmo pequeno ele sempre mostrou gostar dos bichos de pelúcia, os desenhos na TV? Só aqueles no qual animais falam. E eu me orgulhava daquilo, ele me mostrava com admiração o grande leão que tinha na sua prateleira e depois me fazia assistir O rei leão, Procurando Nemo, Madagascar… Mas nah, eu amava aquilo.

Era difícil quando eu tinha uma folga e quando tinha me sentia cansado para sair ou fazer qualquer outra coisa, mas vi que isso não me levava a nada, viver para trabalhar e resolvi tirar uma temporada sem tour, assim me dedicando totalmente a minha pequena família.

E claro, não podia deixar de realizar o sonho do meu filho em ver todos aqueles animais de perto. E assim entrava naquele zoológico pela milésima segunda vez, mas de todas era a mais especial, pois segurando a mão esquerda de (S/n) e minha direita estava a nosso mais lindo presente.

- Mamãe, e se o leão for que nem o Scar? - se referiu ao vilão do filme.

- Não é meu amor, aposto que ele é que nem o Simba, se não for melhor - observei entre as lentes escuras dos meus óculos as duas pessoas que eu mais amava na vida, com um grande sorriso - mas ei, prometa para a mamãe que não vai tentar chegar perto de mais, okay?

- Não, mas…

- Jack - chamei sua atenção e ele colocou a cabeça toda para trás para que podesse me olhar - se sua mãe falou, tá falado.

- Eu sei papai, me desculpe - ele concordou e começou a tirar os pés do chão para que eu e sua mãe o balançasse no ar.

- Olá, as entradas? - a mulher com a roupa engraçada falou e eu (S/n) mexeu na bolsa logo tirando os três ingressos - Okay, boa tarde e se divirtam muito.

- Obrigada - (S/n) a agradeceu com um sorriso e equanto isso eu colocava Jack sobre meus ombros, ainda não confiava em uma criança de três no meio de tanta gente e ainda mais com bichos perigosos - ótima ideia - (S/n) falou entrelaçando nossas mãos e segurando meu ante-braço.

- Onde vamos primeiro? - perguntei a (S/n), mas claro que o meu pequeno humano era quem nos dava as ordens.

- Leão papai, leão - o pequeno falou e puxou meus cabelos.

- Ai filho - falei no meio de uma risada por sua animação.

Caminhamos até o local dos leões onde se encontrava uma fêmea e seu filhotinho sendo pastorados pelo grande leão ali.

- Olha só filho - (S/n) falou animada e apontou para o filhotinho que brincava na areia, credo, aquele filhote é quase maior que eu - ele não é igual ao simba quando era pequeno?

- É mamãe - e pensei que agora mais que nunca queria ver os olhinhos do meu filho, sua voz estava feliz e eu podia imaginar seu rosto iluminado só por ver (S/n) olhando para cima com o maior sorriso do mundo - olha só, o nome dele é Jackson, o dela é (S/n) e o dele é Niall.

- Nossa filho, acho esses nomes meio conhecidos, não? - brinquei tentando o olhar, ele colocou as mãos pequenas uma em cada lado do meu rosto.

- Somos nós papai - ele riu como se a pergunta fosse realmente séria - você não vê como o pequeno brinca sem parar e a mamãe leão fica olhando? Então, esses somos eu e a mamãe quando vamos ao parque, ela fica me olhando assim e o leão grandão é você papai, que fica de olho na mamãe e no filhinho, assim como você cuida de mim e da mamãe.

Olhei para (S/n) que ainda o olhava com aquele olhar transbordando amor, puxei sua mão até minha boca e beijei o local fazendo seu olhar voltar a mim, a dei um selinho rápido.

- Não é que é verdade filho, somos exatamente que nem eles - olhei para os bichos de novo.

- Mamãe eles falam? Que nem o Alex? - e não é por nada não, tenho meus trinta anos e ainda acredito que animais falam.

- Ah meu amor, se falam deve ser só entre eles, que nem um grande segredo e o Alex é um leão muito inteligente - (S/n) mexeu na bolsa e tirou sua câmera, na qual carregava até para enterros se duvidar.

- Ah não (S/n), aposto que tem milhões paparazzis tirando fotos nossas agora, depois você baixa na internet - falei rindo, ela me deu um tapa no braço e se afastou um pouco para tirar suas fotos.

- Papai? - Jack chamou lá de cima.

- Hum?

- Você vai sempre nos proteger? - ele perguntou e eu o tirei dos ombros o posicionando no meu quadril o segurando com cuidado.

- Mas é claro que sim meu filho, não tem o Marlin de Procurando Nemo? Então, eu sou que nem ele, nunca vou deixar você e se um dia fugir, corro o mundo inteiro para te achar - ele me olhou por um tempo e sorriu sapeca.

- Mas ele nada papai - franzi o nariz e o dei a língua, o mesmo gargalhou alto e cara, ele ao menos puxou minha risada, se bem que eu prefiro a risada de (S/n).

- E ai? - pensando nela, ela chegou abraçando minha cintura e eu coloquei o braço desocupado por seus ombros a trazendo para perto e a dando um beijo na cabeça.

- Que tal as focas? - falei ainda com os lábios entre os cabelos da minha mulher.

- ÊH! Focas - Jack gritou e bateu as mãos tentando imitar o animal fazendo sua mãe quase morrer de rir.

E entre essas gargalhadas, muita pipoca, doces, fotos, bronca dos treinadores e beijos que eu me sentia cem por cento completo. E ai que eu notei, Jack estava certo, nós três exatamente como os leões, presos no nosso próprio mundinho, falando a nossa língua que ninguém entenderia e mais felizes a cada instante mesmo com vários olhares sobre nossa ‘jaula’.

Gabi

Cap 7 - Primeiro Dia parte 2

 Depois dedar café da manha para seu pequeno, Clara seguiu para o cômodo que agora era de Vanessa, viu a morena em pé apoiada na mesa olhando para tela de seu computador concentrada e ficou ali parada na porta  olhando aquela cena, era a primeira vez que via a segurança sem casaco e aproveitou para olhar cada novo detalhe, os braços definidos sem deixar de serem femininos, tatuagem no braço direito e até onde sua posição deixava ver no esquerdo também, o cabelo enrolado em um coque deixava a mostra alguns piercings na orelha, o side cut e uma tatuagem de estrela no pescoço.

Aquela última tatuagem em especial lhe fez salivar, teve breves pensamentos nada inocentes onde sua boca terminava em cima daquela estrela. Decidiu que era melhor deixar-se ser vista antes que fosse pega no flagra. Bateu levemente no vidro da porta. 

- Oi… voltei. Trouxe as cartas – estende-lhe a mão com elas.  

- Ótimo –  Vanessa colocou-as perto de seu computador e caderno de anotações –  Posso começar com as perguntas e pedidos?

- Claro.

- Sente-se, por favor, que isso pode demorar um pouquinho – Vanessa puxou uma cadeira para Clara se sentar e sentou-se do outro lado – Bom primeiro os pedidos. Vou precisar de uma multifuncional e internet.

- Posso trazer a do escritório para cá e já lhe passo a senha do wifi.

- Tudo bem, bom senhorita Clara …

- Por favor né, só Clara – disse interrompendo e sorrindo.

- Ok … Clara, antes de dar uma olhada nas cartas gostaria  de saber seu ponto de vista sobre isso tudo, quanto elas começaram e se você suspeita de alguém.  

- Nenhum nome fixo, só acho que deve ser um maluco obcecado talvez um fã que virou hater, pois essa criatura parece me odiar na mesma proporção que me conhece – a segurança anotava enquanto ela falava – Elas começaram a 5 meses, em novembro do ano passado, bom eu já tinha recebido algumas coisas estranhas desde que comecei a fazer sucesso mas nada comparado a isso. É tão carregada de ódio e raiva.  Me descrevem de uma forma  horrível, e a cada carta parece que o ódio aumenta. Em todas cartas tem algo do tipo “eu vou de destruir” ou “eu vou acabar com você” acabei entranto em contato com a policia por precaução, mas vovô me convenceu a te chamar pois a ultima carta foram usadas as palavras matar, sangrar e também colocaram a prova minha capacidade de ser mãe tocando pela primeira vez no nome do Max. Apesar de achar que é apenas um bostinha sem capacidade pra me fazer mal, quero acabar com essa palhaçada logo.

- Onde você recebe as cartas?

- No meu trabalho ou na minha caixa postal.

- Já entregaram algo além de uma carta?

- Um relógio… mês passado no meu aniversario. Ele  estava junto dos presentes que os fãs deixaram na caixa postal, percebi que era desse maluco pois veio com um cartãozinho escrito “parabéns nojentinha” ele me chama assim, e depois a policia confirmou a mesma caligrafia.  

- Quantas pessoas sabem que você está sendo ameaçada?

- Meu avô, meu empresário William e meu amigo Tayson. Tento ao máximo esconder isso, séria  um desastre se vazasse na mídia, minha cabeça anda uma loucura  e tudo que eu preciso é demais um escândalo  envolvendo meu nome e entrevistas com esse assunto em pauta.

Vanessa logo lembrou que nos últimos 2 anos Clara viveu metida em polêmicas, a separação do casal perfeito, os escândalos envolvendo o ex marido, apontada como pivô de separação de um  famoso cantor, por ultimo  as fotos dos beijos com Lívia Andrade e sua sexualidade virando capa de revista. 

- Está sendo uma tortura segura isso dentro de mim – a DJ continuou e sentiu seus olhos marejarem – não poder desabafar com meus amigos e principalmente nas redes sociais com meus fãs, mas é assim – respirou fundo e deixou uma lágrima cair  – é assim que tem que ser, não posso e não vou dar ibope para esse doente psicopata. Por isso que não quero ser vista com segurança entende? Só quando eu achar que for de extrema importância ou me sentir ameaçada.

- Compreendo, vou fazer o possível para achar essa pessoa rapidamente e não precisarmos te expor de forma alguma. Ok?

Vanessa segura as mãos de Clara que estavam tremendo sobre a mesa e olha em seus olhos  como se procurasse passar algum conforto. Tal gesto surtiu efeito e o coração da loirinha pareceu ter se acalmado instantaneamente com aquele contato.  

- Ok!

- Vai dar tudo certo, eu lhe dou minha palavra.

A conversa terminou mas o toque das mãos  e troca de olhares não, ficaram ali por  alguns segundos até a segurança se dar conta de como as duas estavam.  

- Enfim… essa eram as perguntas que queria fazer, vou dar uma analisada nas cartas agora  – disse se levantando.

- Claro, eu vou deixar você trabalhando – respondeu meio apresada percebendo a reação da morena –  daqui a pouco vou deixar Max na escolinha e vou para produtora, talvez só volte após as 18:00… então até manhã e se precisar de alguma coisa é só pedir a Conca.

- Até – balançou levemente a cabeça em aceno pra loira que logo depois saiu do cômodo.