for me and sinai

Discretamente, enviei sinais de socorro aos amigos. Ninguém ajudou. Me virei sozinho. Isso me endureceu um pouco mais. Não foi só você, não. Foram também pessoas até mais íntimas, (…) me virei sozinho com enormes dificuldades. Não me lamuriei. Mas preciso que as pessoas saibam que isso doeu — exatamente porque algumas destas pessoas (…) importam para mim.
—  Caio Fernando Abreu
Discretamente, enviei sinais de socorro aos amigos. Ninguém ajudou. Me virei sozinho. Isso me endureceu um pouco mais. Não foi só você, não. Foram também pessoas até mais íntimas, me virei sozinho com enormes dificuldades. Não me lamuriei. Mas preciso que as pessoas saibam que isso doeu — exatamente porque algumas destas pessoas importam para mim.
—  Caio Fernando Abreu.
Preciso falar sobre Hannah Baker!

Comecei a assistir ontem Os 13 Porquês, e logo de cara me vi presa na história, mas por quê? 

Eu nunca imaginei que uma série pudesse me tocar tanto assim; nunca imaginei que a história de uma adolescente -apesar de fictícia, tão real- pudesse mexer tanto comigo. Mas porquê? Não tenho mais 17 anos, a escola pra mim não foi um inferno, como foi pra ela; as pessoas nunca foram tão cruéis comigo, como foram com ela. Nunca sofri tanto a ponto de querer me matar. Nunca fui de fazer bullying com as pessoas. Mas eu me vi retratada pelos corredores da Liberty School.
Me vi Jessica, carente, escolhendo ser cega e não olhar pra muitas verdades. Me vi Alex, abrindo mão de valores pra me encaixar num grupinho, fazendo piadas com os outros, pra ser aceito. Me vi Sheri, escondendo meus erros pra não ser julgada, mas me julgando com mais rigor que qualquer pessoa poderia me julgar. Me vi  Courtney, muitas vezes negando minhas vontades, e às vezes até usando máscaras. Me vi Ryan, forçando as pessoas a fazerem o que não querem, mas o que eu acho que é melhor pra elas. Me vi Sr. Porter, muitas vezes fugindo das minhas responsabilidades. Me vi Clay, me omitindo, sendo passivo, com medo de mostrar meus sentimentos e mostrar ao mundo quem eu realmente sou.
 E me vi Hannah Baker, desesperada por um pouco de conforto, dando pequenos sinais pra tentar chamar a atenção de pessoas a sua volta, e falhando; me vi quando pensava que metade dos problemas das pessoas a minha volta era minha culpa, e que a outra metade poderia ser resolvido se eu não estivesse por aqui. 

Se você está lendo isso, e tem um pouco de Hannah em você, eu queria te falar algumas coisas:
Você NÃO é o que as pessoas falam de você.
Você NÃO é um erro que você cometeu.
Nunca, por favor, nunca ache que os seus problemas são maiores que você, porque eles não são. Sempre há uma solução, mesmo que você não esteja enxergando, mesmo que as pessoas a sua volta tenham virado as costas pra você, mesmo que você não aguente mais. Não tenha tanto rigor consigo mesmo.
Lembre-se: Uma palavra sua pode ser o que vai determinar a vida de uma pessoa, pro mal ou pro bem. Seja bom. Se importe. Ame.

Você quebrou meu coração em mil pedacinhos, arrancou-o do meu peito, jogou no chão e ainda pisou em cima, e, se não bastasse, me deixou só. E agora, cá estou, aos prantos entre as cobertas em posição fetal sentindo-me sem rumo. Uma dor insuportável invadiu meu peito desde que você partiu e aumenta mais a cada dia que passa. E sabe de uma coisa?! Eu te amei, amei incondicionalmente. Sempre achei que fosse recíproco, nunca duvidei do seu amor, mas pelo que percebi, foi só ilusão. Hoje, parei pra pensar nos inúmeros sinais que você sempre me deu de que eu estava sozinha nesse barco, remando sozinha, enquanto você apenas aproveitava a viagem. Eu nunca estive, de fato, dentro do seu coração, não da forma que você tomou o meu e o preencheu de uma forma que eu, até hoje, não consegui desfazer. Você nunca me amou, nunca me quis. Sua única intenção era brincar comigo. Sim, você havia me tornado uma pessoa sem identidade e totalmente dependente do seu amor. Me fez perder a ingenuidade, a alegria, a doçura e a confiança nas pessoas. Mesmo assim, eu ainda sinto uma coisinha aqui dentro por você. E é por isso que eu te odeio. Te odeio por sentir e ter sentido tanto amor por ti. Depois de muito tempo cega pela fantasia do teu amor, finalmente tirei a venda e caí na real. Percebi que não poderia ficar me lamentando pelo resto da vida por um amor fracassado e cheio de mentiras. Por isso, decidi secar todas as lágrimas que derramei e seguir em frente, assim como você fez. Decidi que você não merece todas essas lágrimas derramadas durante muito tempo, decidi que eu mereço muito mais do que o pouco que você me deu, decidi me valorizar e me cuidar, da mesma forma que você tem feito. Decidi deixar esse amor de lado, como você fez. Sonho com o dia em que me libertarei de você e de todas as lembranças que teu nome me traz. Sonho com o dia em que, finalmente, meu peito não se encherá dessa dor insuportável ao ouvir seu nome por aí. Sonho com o dia em que não haja mais em mim todo o sentimento que alimentei em vão por todo esse tempo. E eu sinto que todos esses dias estão mais próximos do que eu possa imaginar.
—  Escrito por Bianca, Ane, Lu e Juliana em Julietário.
Por favor Deus, me ensine a ter calma, me ensine a esperar e ter sabedoria para fazer escolhas, me mostre o caminho porque sei que o Senhor sempre está ao meu lado me dando sinais de que está tudo no controle, que vai melhorar, enfim, não me deixe perder a esperança e a fé em relação a nada nessa vida. Tenho uma vida e quero vivê-la, quero desfrutar, quero conquistar, quero passar por todos os obstáculos que queira me impedir de seguir e de acreditar. Me mantenha a calma…
—  Imprudências da vida.
Mas é claro que eu iria rir, mas que diabos, eu estava ali me declarando e você não dizia nada, não fazia nada, nem um “Cala a boca, isso não vai dar certo seu idiota”. Eu não sou o tipo de pessoa que se abre para qualquer um e quando decido dizer o que estou sentindo você não fala nada? É isso mesmo? Mas que diabos. Fui dormir ouvindo aquela música, mais uma para coleção que me lembra você. É claro que eu não iria chorar, então resolvi rir, comecei a rir na escuridão, fechava os olhos e em cada estrofe da música via flash de você. Eu queria morrer, não era possível, você não me disse nada, que droga. Planejei tudo em minha mente, desde um fora, ate um emocionante “Sim, eu também sinto isso”, mas não para um nada. Porra, o que eu faço com esse nada? Continuo tentando ou paro? O engraçado é que você também me dava sinais que queria, mas cara, que droga, não é só comigo isso, afinal, você é doce com todos. Eu queria te chacoalhar e gritar “Pela mor de Deus, me diga alguma coisa”, mas eu só conseguia rir, era engraçado, muito engraçado, porque pensando bem, era a sua cara não dizer nada, como eu não pensei na possibilidade que tem mais haver com você? Acabei pegando no sono, acordei com a música tocando no meu celular, desliguei o celular, olhei pra cima e me perguntei “Nada?”, virei pro outro lado e eu mesmo me respondi “Nada!”. Então que seja nada.
—  João Paulo Ferreira.
O que tem feito da sua vida? Faz um tempo desde que… você sabe. Me dê notícias de você, não precisa ser pessoalmente ou até mesmo diretamente. Pode ser um amigo em comum mesmo que venha a me dizer algo, não tem problema, eu vou entender. Só me mande algo, por favor. E mande esse alguém falar a mim sobre aquele seu cachorro Billy que eu preferia chamar de Cérebro por se parecer com aquele ratinho de Pinky e o Cérebro (sempre o achei mais legal por isso). Comente sobre a música que te mandei a um colega nosso, diga a ele como você achou a música interessante e que a letra faz você pensar em… não sei, afinal, por isso preciso de notícias. O que faz você pensar ao escutá-la? O que vem à sua mente? Me diga ou eu nunca saberei, moça. Me mande sinais de fumaça, um fax, um email, qualquer coisa, mas me mande notícias. A vida não tem sido tão boa assim pra mim, que custa estragar ela mais um pouco com notícias sobre suas felicidades que me eram tão boas quando eu era motivo delas?
—  Marcos Filipe.
sinais de perigo

foi sempre uma rua
com calçadas dos dois lados
e guias altas - o sinal de perigo

por isso
seguir a rua
sem atropelar as guias
foi sempre o plano
até que você me disse
“ignore os sinais de perigo”
e eu saltei a guia

agora ando pela grama
que vem mais pra lá da calçada

o perigo era morrer de amores

Eu constantemente tenho vontade de morrer, mas de uns dias para cá essa vontade tem ficado mais forte e eu tenho ficado cada vez mais assustada. As vezes eu estou no computador, na aula, no ônibus, dormindo e eu começo a chorar. Eu choro sem saber o porque. 

Eu tenho uma promessa para mim que é de chorar todos os dias, mas é diferente, eu choro vendo videos de gatinhos, eu choro vendo uma paisagem bonita e choro com um filme, mas ultimamente eu tenho chorado por causa da minha vida, porque eu não quero mais vive-la. 

Ontem me apareceu um jogo no facebook chamado Baleia Azul, é um jogo onde as pessoas devem seguir uma série de desafios até se matarem e eu realmente pensei em entrar. É um grupo de apoio ao suicídio, você vai seguindo as regras até que no final você se joga de um lugar alto e se mata. 

Eu fiquei assustada. Não fiquei assustada por existirem esse tipo de jogo, pode ter certeza, eu sei de como a internet é diabólica e sempre encontrei tudo o que precisava nela sobre anorexia, bulimia e automutilação. O que me deixou assustada é que enquanto via a reportagem não pensava “que absurdo” ou “que triste” eu só ficava com vontade de entrar para ver se eu teria coragem de morrer, dessa vez de verdade, sem chances de ser resgatada.

Tomar remédios é muito fácil, você morre dormindo e alguém pode te encontrar. Me encontraram e eu fui ao hospital, mas só torcia para morrer. Se eu me jogar, agora sim, vai ser definitivo. 

Eu acredito muito em sinais e eu sinto, de verdade, que o universo está me dando sinais de que eu tenho que morrer. 

Outro sinal foi o lançamento dos 13 porquês, li esse livro no ensino fundamental e ele me tocava muito pq eu entendia o que a menina passava, mal podia esperar que eu fosse entender de verdade todas as partes daquela história, pq tudo iria acontecer igual comigo. Bullying, depressão, estupro e suicidio. Mais um sinal.

Eu só estou tão cansada.

Para de fingir! Não dá pra permanecer sabendo que você não me quer aqui. É inevitável não notar todos os sinais. Todas as vezes que fui ignorada, e deixada como última opção pra você. Sempre chega a hora que a gente acorda do conto de fadas e vê a cruel realidade que está bem à nossa frente. É triste saber que não tenho tanta importância pra você, mas sinto que é necessário seguir adiante. Com ou sem a sua presença.
—  Confidências de Eva.
Mãe, das coisas que você não sabe,

Hoje você realmente me machucou, como de costume, você não me notou mal, exausta, em pedaços e com os sinais claros da doença que se instala em mim novamente, depois de tanto tempo finalmente acredito que eu realmente superei a mágoa que era não lhe agradar, o peso que era não me sentir amada e o fardo que era não conseguir lhe deixar orgulhosa, agora eu vejo sua superficialidade, sua futilidade, e percebo que quem sabe foi melhor assim, sua distância me impediu de ser igual você, sua vida seca me endureceu, sua fúria me deixou mais forte, mas hoje, quando senti meu mundo particular despencar em meus ombros e partir meu espírito, eu quis ter você comigo, desejei sua atenção, como eu desejava quando era apenas uma criança, desejei seu amor, como quando eu ainda acreditava que você pudesse me amar.

After their shock-effect appearance at the Oscars, [Whoopi Goldberg and Michael J. Fox] seemed to disappear for the night. They didn’t show at the Board of Governors’ Ball or at the annual A-list bash at Spago…When he is asked where they did go, Fox’s attention appears to evaporate. Only later, when Goldberg volunteers the details, does it become clear just how discreet he can be. “Did he tell you he took me to the hospital after the Oscars?” she says. “I had been sick during the show. By the time I got back to the hotel before we were going to make the rounds, I felt like I had acid in my system. And Michael physically, literally, carried me into the car and took me to Cedars-Sinai. Most people would panic and watch you go off in an ambulance and that’s it. It turned out I had ovarian cysts –– they’re not serious, but you don’t know that, because you don’t know what it is. I kept telling him to go on and have some good time. But he stayed all night. Michael is there for you.“
—  Rolling Stone, March 12, 1987

One Shot Harry Styles

  • Pedidos - Poderia fazer um do Harry, que ele e a S/N foram casados, tiveram um filho, e ela tá grávida dele, só que ele está noivo de outra pessoa, mas como pai da criança, ele tenta ao máximo estar presente, dai a S/N começa a misturar as coisas (tipo beijar ele), eles (Harry e S/N) NÃO ficam juntos no final?! muito obrigada
  • Oi tudo bem?! Adoro seus imagines!!! Queria um do harry que ele a S/N acabam de ter uma filha r ele está todo fofo e eles vai dar o primeiro banho nela!!!


— Vamos lá, (seu apelido), eu sei que você pode.

Harry passou a mão sobre minha testa suada e sua voz me deu forças para continuar me esforçando para ter a nossa bebê, e não muito depois o choro da nossa pequena pôde ser ouvido por toda a sala de parto.

Eu não me esqueço esse momento nem por um segundo, ele passa por minha mente sempre que eu vejo Harry e seus olhos e seu sorriso, cada vez me dando mais certeza de que ele está aqui para a nossa família novamente. Mesmo que ele tenha uma noiva, ele a deixou para passar a semana na nossa casa depois que eu deixei o hospital com a nossa tão esperada Darcy, as esperanças de ele voltar a morar conosco é cada vez maior, ele me dá os sinais.

Ele sempre pergunta se eu estou bem e então traz as minhas refeições na cama mesmo que eu diga que posso ir preparar eu mesma, ele tem cuidado de mim e dos nossos filhos tão bem que é nítido que ele tem saudades de nossa família, ele com certeza quer voltar e não sabe como abordar esse assunto.

— Ela é tão linda, não me canso de olhá-la…

Harry disse baixinho ao lado do berço de Darcy a olhando como se fosse a coisa mais preciosa do mundo enquanto ela tem um sono calmo. E sim, ela é a coisa mais preciosa.

— Nós fizemos bem os nossos filhos. — faço o comentário com um sorriso em meus lábios.

— É… Será que o Luke está bem com a minha mãe?

Luke, o nosso filho de quatro anos, está passando a semana com a avó para que Harry e eu focasse nossos cuidados em Darcy, Harry quis passar a semana com a gente para que ela o conheça e se acostume com ele, mas eu sei que isso é uma desculpa para voltarmos a viver em família.

— Ele é um doce, não precisa se preocupar. — sorri pensando no nosso pequeno cavalheiro — Ele será um grande homem, assim como o pai.

— Eu espero que seja melhor… — ele sussurrou se afastando do berço — Na hora do banho, será que eu posso ajudar? Como fiz com o Luke bebêzinho?

— Claro, eu adorarei a sua ajuda. — eu falei animada, mas que do eu queria parecer.

— Obrigado por me deixar ficar com ela essa primeira semana, eu não gostaria de ficar longe. — ele se sentou na poltrona de frente para o berço.

— Nós somos uma família, não precisa agradecer. — eu sorri mais uma vez recebendo seu olhar em minhas direção.

— É… Eu estou indo na cozinha, quer alguma coisa? — ele se levantou caminhando até a porta.

— Não, obrigada.

E então ele saiu me deixando no quarto com um sorriso bobo, eu recebi muito bem todos os sinais de que ele me quer de volta, talvez tenha visto o quanto a noiva dele não o fará feliz como eu o fiz e não realizará o sonho dele como eu realizei o dando dois filhos e uma linda família. Não importa se estamos dormindo em quartos separados enquanto ele está aqui, os olhares dizem tudo, os sorrisos também.

[…]

— Espere um pouco, tem que checar a temperatura da água. — eu falei colocando minha mão na água sentindo-a morna enquanto Harry segura Darcy já sem roupa em seu colo — Pode colocá-la aqui antes que ela faça xixi em você. — ri baixo o vendo, com todo cuidado do mundo, colocar a pequenina na água a segurando firme para não escorregar.

— Eu lembro que quando dávamos banho no Luke, ele chorava como se estivéssemos o maltratando, mas a Darcy está tão quietinha. — ele disse baixo para não assustá-la com o seu tom de voz e pegou um pouco de água com sua mão em formato de concha, jogando sobre a pequena barriga.

— Até hoje ele não gosta de banhos. — sorri ao lembrar do meu menino — Mas Darcy será uma boa menina, não que o Luke seja um filho ruim.

— Eu sei o que quer dizer… Espero que ela não me dê problema com os rapazes. — ele sorriu lavando o pequeno corpo em seu braço.

— É cedo demais para pensar sobre isso, não acha?! — fixei meus olhos em seu rosto que tinha a expressão concentrada.

— Nunca é cedo para me preocupar com a minha garota.

O banho em Darcy foi tranquilo, eu que acabei ajudando o Harry de vez em quando em vez dele me ajudar, estamos agora no quarto e ele fez questão de vestir a nossa pequena e eu apenas sentei ao seu lado assistindo o quão cuidadoso ele era em tudo que fazia.

— Eu acho que me saí bem depois de tanto tempo sem arrumar um bebê. — Harry disse ao terminar.

— Você é sempre bom no que faz. — eu sorri olhando para ele ao mesmo tempo que ele me olhou — Esses dias têm sido os melhores. — coloquei minha mão sobre seu braço me aproximando discretamente dele — Obrigada por estar com a nossa família. — sussurrei e em um impulso encontrei seus lábios com os meus.

Foi como se a terra parasse para que pudéssemos aproveitar ao máximo esse momento, nós nos amamos, eu sei que ele me ama, e esse beijo, mesmo sendo um encostar, de lábios é tudo para mim.

— Você não pode fazer isso! — Harry se afastou rapidamente e quando eu vi ele já estava no meio do quarto — Eu vou me casar, o que tivemos acabou.

— Nossa filha acabou de nascer, Harry… Você não pode deixá-la, não pode me deixar quando eu sei que o que você mais quer é ficar. — me coloquei de pé a sua frente.

— Nós já estávamos separados quando ela nasceu, não crie expectativas de uma coisa que já teve o seu fim. — Harry se afastou quando tentei me aproximar.

— Você está aqui agora, não teve um fim.

— Eu estou pela minha filha, eu e você estamos separados, não eu e ela. — ele disse me fazendo sentir o impacto de suas palavras.

— Mas… Mas você tem sido tão bom para mim. — abaixei meu olhar desviando do seu dizendo minhas palavras em um tom baixo.

— Não me leve a mal, mas você é a mãe dos meus filhos, é importante para eles que você fique bem e eu quero te ver bem.

— Só a mãe dos seus filhos…

— Somos amigos também, (seu apelido)… Nós já vivemos tanta coisa juntos, coisas boas principalmente, mas ficamos melhores em caminhos diferentes.

— Se você diz… — sussurrei ainda com meu olhar pregado no chão.

— Não quero que fique triste, você vai arranjar alguém que te mereça. — ele colocou a mão sobre meu ombro.

— Eu… Me desculpe… Por misturar as coisas.

— Está tudo bem… Vem aqui.

Harry rodeou seus braços em volta do meu corpo e eu encostei minha cabeça em seu peito ouvindo as batidas do seu coração, eram calmas e faziam me lembrar dos velhos tempos. Pena que essas batidas não são mais por mim como ele dizia que eram há algum tempo.



Espero que tenham gostado… ❤

Desculpe a demora para postar, mas ultimamente escrever está sendo difícil e eu estou dedicando algum tempo para votar nos meninos.

- Tay

Eu gosto de gritos, berros, chocolates escondidos no meio das minhas coisas, bilhete no meio do caderno, faixas em aviões no céu, mensagem de bom dia, urso gigante, milhões de buquês entregues no meio do dia no meu trabalho, sussurros e cochichos, canções dos anos 80, rádio antigo tocando a nossa música na janela, surpresas, gente que presta atenção em cada detalhe, que sabe meu manual de cor, que me defende, me protege, que fala por mim quando não consigo, que decifre meus sinais e entenda meus silêncios, beijo na testa, panquecas de chocolate de manhã, sorvete nos domingos com filmes de criança. Gosto de que não zombem dos meus medos patéticos, que leva a sério o que me irrita, como a taolha da mesa bagunçada, que não tire sarro da minha paranóia com garfos com cabo de plástico, que não esqueça de dizer pro garçom tirar toda cebola e tomate da pizza, que não se zangue pelo que faço de errado, que ature minhas grosserias e que saiba despertar minha doçura. Gente que sabe me amar, que se joga no oceano que sou mesmo sem saber nadar, de quem aposta todas as fichas em mim.
—  Quando a sereia canta.

não é o fim do mundo.

e mesmo que fosse, eu morreria sabendo que eu tentei. a todo instante. você só não foi capaz de me compreender ou decifrar os sinais, os gritos silenciados. mas tudo bem, no seu lugar, eu também não me entenderia. eu vivo num grau complexidade desnecessário. talvez se eu não fosse assim, se não vestisse esses trejeitos estabanados para me expressar, você teria percebido. e ficado. o mundo não tá acabando por causa disso, eu sei. e se acabasse, a única certeza que eu teria é que eu morreria amando. dizem ser a melhor forma de morrer. 

Eu olho pro céu e desisto de entender. Porque esse teu interesse no meu coração quebrado? Você tá vendo essa sujeira toda? Alias, como você pode olhar pra mim? É tudo tão grande, e eu, bom, eu nada sou. E pra ser sincera, eu já nem sei se sirvo pra algo. Eu me perdi. Tentei acertar, você sabe disso, não sabe? Você estava lá, mesmo quando eu não podia senti-lo. Mesmo quando ignorei os seus sinais me dizendo que não era aquele o caminho. Você me viu entrar num barco e partir pra longe de ti. Mas agora a sua onda veio, e lavou tudo o que estava maquiado. Era tudo ilusão. Tudo o que não vem de você é ilusão. E agora eu sou o que restou dessa tempestade toda. E você me abraça ainda assim. E você ainda assim me aceita. E você me mostra que conhece também a dor de sofrer sozinho, como no getsemâni. Você me mostra que conhece a dor do que é ser traído. Então me aquece. A doçura do teu falar me limpa de poeira que trago das quedas. Eu fiz o meu melhor. Eu tentei ser forte, mas minha força só vem de ti. E não importa o que aconteça, você está comigo. Você sempre esteve, Deus. Mesmo quando eu não sentia, você estava lá.
—  A menina e o violão.