folha.com

anonymous asked:

Oii, queria fazer uma surpresa para meu namorado. Mandem um foto com uma folha em mãos escrito "o amor da Jéssika pelo Matheus é tão grande que chegou a... Cidade e o estado para o número whatsapp 064999175016. Quero fazer um vídeos com todas as fotos. Me ajudem por favor. E se os outros tumblr's puderem reblogar a ask <3 quero poder retribuir por algo especial que ele fez por mim. Desde já agradeço a todos 🌸🌸

.

Tu é meu trevo de quatro folhas...?

Tu é o meu principal motivo de querer sair de casa em dia de muito calor ou de muito frio, em dia chuvoso ou não, para numa dessas saídas eu ver se te encontro e ainda dizer que foi o acaso.

Tu não deixou de ser o rosto mais encantador, o corpo mais sedutor, o sorriso mais maravilhoso, os gritos mais marcantes e o ser que me conquista da forma mais louca.

Tu segue sendo a pessoa que me dá a sensação de liberdade como é pegar a estrada para viajar, a ter o colo que pode ser comparado ao ouvir o mar, a que se encaixa em exatamente tudo (e que sabe do que eu to falando).

E tu segue não sabendo ser outra coisa para mim do que a confusão mais instável que eu simplesmente amo sem saber explicar.

Ponha fones com sua música favorita, vá para um lugar calmo, desabe em folhas de papel, converse com uma pessoa idosa ou bem mais velha que você, mande sms para sua mãe dizendo que a ama, grite o mais alto que puder, veja um filme que você nunca ouviu falar, deixe sentirem sua falta… Se no final do dia ou no amanhecer do outro ninguém lhe procurar, reveja suas amizades.
—  Bruno Estevam - Desejos de Arthur
Acho que você nunca reparou o quanto digo que eu te amo, é algo repetitivo e até um pouco chato, quando você vai dormir, ao acordar, ao ir ali e já voltar e na sua companhia durante a madrugada. Eu faço questão de lembrá-lo e explicar as razões pelas quais eu me apaixono por você a cada dia. Essa repetição de vários eu te amos diários acontece porque não sei o que acontecerá amanhã, não sei se estarei aqui ou se estaremos juntos, se continuará sendo meu a cada manhã. Dizer eu te amo é algo pequeno para a imensidão de tudo o que sinto por você. Prefiro pecar pelo excesso do que pela falta, quero que saiba que eu te amo a cada sol da manhã que toca minha pela gelada e me esquenta, a cada tarde tediosa que se arrasta até eu receber um “Oi meu amor” teu, a cada noite que fico pensando em cada detalhe minucioso sobre você, nas ruas com as folhas secas e a sujeira pelo asfalto, a cada carro com a pior música possível tocando alto, a cada bebê chorando, a cada estação do ano. Em todos os segundos do meu dia, eu te amo e amarei muito mais amanhã e depois de amanhã. Nunca é tarde para dizer o quanto eu te amo, quero lembrá-lo também que você é amado e merece cada miligrama desse sentimento.
—  Anna Paula Varella.

eu te servi um amor fervente
em chamas
em uma bandeja decorada com pétalas de rosas
e folhas gourmet
mas ele esfriou com a tua demora
com a tua mania de me deixar pra depois
e assim como você
eu me retirei da mesa
“porque amor não serve frio”.

coisas que você não sabe sobre sua partida

1. antes do fim, eu já sabia. eu sempre te disse que era  – extremamente  – sensitiva e foi isso que aconteceu. eu senti tudo, eu questionei tudo. e mesmo tu negando olhando nos meus olhos, o fim bateu em nossa porta.

2. naquele dia em que você virou as costas e foi embora, me deixando lá na esquina, tu levou uma parte do meu coração no teu bolso. e talvez isso explique o vazio que eu senti quando cheguei em casa.

3. o primeiro dia que eu tive que encarar você depois do fim me proporcionou uma luta interna gigantesca. era bem como uma mistura de saudade com choro entalado na garganta  – e eu queria dizer que aguentei – mas eu chorei nas escadarias do pátio.

4. no dia em que nós fomos embora no mesmo ônibus, e eu consegui te encarar depois de um determinado tempo, eu senti minhas pernas bambearem ao perceber que teus olhos estavam em mim.

5. naquela sexta-feira  – consequentemente a do item 2 – quando você interrompeu minha fala para me beijar, eu senti como se não houvesse mais ninguém no mundo, só eu e você. o tempo parou.

6. eu escrevi inúmeras cartas a mão pra você  – mas acabei estragando a folha com as gotículas de lágrimas que caiam – então passei elas pro rascunho do meu tumblr.

7. quando vi tuas primeiras fotos aos beijos com outra pessoa eu senti meu coração acelerar, como se a qualquer momento fosse sair pela minha boca. eu senti raiva de você, me perdoe, todas as atitudes que tive depois disso foram motivadas pela raiva. senti raiva porque não era eu.

8. alguns dias antes do fim, você tinha vindo em casa. foi a despedida dos nossos corpos e seu cheiro impregnou meu quarto. tentei trocar os lençóis, mas não adiantou, ainda tem muito de você aqui.

9. eu praguejei você, mas meu coração doía muito mais diante disso. tentei apagar nossas fotos, mas meu dedo travava antes de clicar na opção “deletar”. então passei a te desejar amor. salvei nossas fotos numa pastinha escondida no meu computador  – mas sou fraca – e nossas conversas ainda estão todas salvas. 

10. tentei escrever sobre outras coisas pra distrair a mente e não consegui. até mesmo se eu quisesse escrever sobre tomates me lembraria das vezes em que coloquei todos os vestígios disso do meu prato, no seu.

11. eu te stalkeava todos os dias, só pra saber se algum momento do seu dia, você sentiria minha falta, um tantinho que fosse, mas você não sentiu.

12. eu orei por você todas as noites depois de nós. pedi – e peço – pra que papai do céu cuidasse do seu coração, que afastasse as pessoas ruins da sua vida, sabe? aquelas que não vão te agregar em nada. então se você não estiver entendendo nada agora, fique calma, coisas boas estão por vir. confie.

13. eu nunca usei a promessa do “jura” com outra pessoa.

14. eu te perdoei e meu coração não dói tanto quanto antes. eu não te esqueci, e não iria conseguir, mesmo se eu quisesse.

15. esse item você não quer saber, nem sequer me perguntou, mas eu ainda á amo, e muito. te amo quietinha, longe ou perto. juro. 

eu tentei gostar de praia só pra te acompanhar na areia, mas ainda prefiro o campo. não adianta nada eu deixar de ser eu pra ser sua. eu ainda vou amar cata-ventos e borboletas e ouvir músicas velhas nas tardes de domingo mesmo que você deteste. e vou comprar jornais só pra fazer as palavras-cruzadas e depois usar as folhas pra fazer esculturas com cola e água e colocar na minha estante. vou observar o céu de fim de tarde mudar de cor esperando que você também admire isso. e então talvez você aprenda a gostar de mim como eu sou.

ce me deu teu caderninho de desenho e disse: faz um desenho pra mim
eu li as páginas porque eu queria te ver por dentro
não nua
do avesso
e eu amei o que vi
gelada por tatuar um pedaço meu dentro de você porque a responsabilidade de ser inapagável numa parede sua é puta grande demais
e eu queria uma desculpa pra te idolatrar mais um pouco então eu achei uma foto espontânea que me fizesse te achar incrível e rabisquei de nanquim uma folha em branco com a pessoa que eu vejo que você é
e uma legenda sincera
e doeu porque foi um desenho triste porque você é uma pessoa triste e você não sorriu quando eu te entreguei
e você disse que gostou e eu perguntei se tinha certeza
e você perguntou por que não gostaria
eu não soube responder mas eu sei que você não gostou de ver como eu te vejo
você não gostou de saber que eu não tenho certeza do que sinto
você não gostou que as linhas não fossem precisas e a legenda falasse sobre incertezas do futuro
então você disse: faz um maior pra eu colar na minha parede
um lembrete de que gente falharia se tentasse porque a gente seria o casal mais triste do planeta
e eu disse que faria

e isso é quase uma despedida.
digo quase porque talvez eu volte,
talvez não.
é como dizem:
“a vida é um grande talvez”
e talvez eu lidere uma guerra,
talvez eu salve o mundo,
talvez eu compre uma folha com linhas azuis,
talvez eu estrague tudo.
mas, por hoje, eu só vou embora.
e talvez eu volte.
talvez não.

One Shot Harry Styles

  • Pedido - Faz um q a filha da sn está com câncer, mas não está muito avançando e o Harry é o palhaço do hospital( pode ser o médico tbm mas q brinque com as crianças) e ele e a sn começam a ter um caso


(Seu nome) tem evidentes olheiras abaixo dos olhos e boceja ao lado da cama de sua menina enquanto a pequena desenha em seu pequeno caderno com alguns lápis de cores espalhados por sua cama.

Desde que a quimioterapia começou, a pequena criança acorda durante a noite chorando e vomitando para o desespero de sua mãe. A mulher sabia que era um efeito colateral, assim como a queda do cabelo, mas não deixava de sentir dor ao ver sua filha de quatro anos passando por tudo aquilo. (Seu nome) sabia também que mesmo muito nova e com um tumor pequeno, a menina era uma guerreira por passar por tudo aquilo com um sorriso no rosto. Eram raras ás vezes que ela resmungava, somente quando o enjôo estava muito forte.

— Mamãe, eu desenhei nossa família. — a pequena disse animada sorrindo enquanto estendia o caderno em direção a mãe.

— Você tem muito talento, minha filha. — (seu nome) sorriu pegando o caderno em suas mãos.

O desenho era quatro pessoas desenhadas de forma desajeitada e representava a pequena, sua mãe e seus avós. Todos estavam sorrindo, a menininha não se desenhou com cabelo e (seu nome) soube que ela está reagindo bem depois que teve que cortá-los.

(Seu nome) foi mãe solteira porque seu namorado a abandonou quando descobriu que ela estava grávida, no começo ela ficou mal, mas decidiu que foi melhor daquele jeito porque ela se aproximou de seus pais de uma forma que nunca havia se aproximado. Eles estavam mais próximos do que nunca e estavam muito felizes com a bebê que logo chegaria.

Foi um baque para eles quando em exames de rotina foi apontado que a menina tinha um pequeno tumor que se não fosse tratado cresceria, eles não demoraram a buscar o tratamento. Depois que a quimioterapia foi sugerida pelos médicos, (seu nome) resolveu que queria ficar no hospital para caso alguma coisa desse errado ou precisassem de ajuda urgente, ela tinha muito medo de perder a filha mesmo que os médicos a assegurasse que as chances de cura eram bem grandes.

Batidas na porta chamaram atenção das duas e (seu nome) devolveu o caderno da filha caminhando até a porta a abrindo para dar de cara com Harry, médico e psicólogo nas horas vagas.

— Espero não estar incomodando. — ele sorriu entrando no quarto depois de cumprimentar a mulher com um beijo no rosto. Eles já haviam conversado algumas vezes na cantina do hospital enquanto tomavam um café, poderiam até dizer que já eram amigos. Harry distraia a mulher e a fazia rir.

— Claro que não, ela já estava com saudades. — Harry havia tirado alguns dias de folga para visitar sua mãe e outro médico havia o substituído.

— Quem é a princesa mas linda de todo esse andar? — Harry perguntou animado chamando a atenção da menina que logo exibiu um grande sorriso.

— Arry! — (seu nome) sorriu com a animação da filha sentindo seu coração se aquecer.

— Eu estava com muitas saudades, princesa. — Harry caminhou até a pequena e se sentou na ponta da cama a recebendo em seu colo para um abraço — Sua mãe me mandou um vídeo do momento em que você cortou o cabelo, eles vão crescer mais lindo do que já eram antes. — ele acariciou o rosto da garotinha.

— Mamãe já me falou isso. — ela sorriu olhando para a mãe que agora estava sentada na poltrona ao lado da cama.

— Que bom que você acreditou… Sua mãe é uma mulher muito sábia. — Harry sorriu e (seu nome) corou um pouco — Eu estive pensando em uma coisa e me decidi quando eu estava vindo para cá. Eu fiquei com muita inveja de você porque você ficou muito linda até sem cabelo, então eu trouxe uma coroa para você e trouxe minha irmã para cortar meu cabelo também. — a garotinha arregalou os olhos e abriu a boca.

— Eu gosto dos seus cachinhos, Arry. — seus pequenos dedinhos se enroscaram no cabelo homem enquanto um biquinho formou em seus lábios.

— Você se esqueceu que cabelos crescem de novo? — ele tocou o pequeno nariz com a ponta do seu dedo indicador.

— Mas agora que eu não tenho o meu, eu quero brincar com o seu.

— Tudo bem, tudo bem… Você venceu. — Harry riu — Eu acho que não ficaria tão bonito quanto você. — ele fez uma cara triste.

— Você é bonito, Arry. Não é mamãe? — a menina voltou a atenção para sua mãe.

— Muito bonito, Hope. — a mulher assegurou a filha mesmo tendo as bochechas um pouco coradas.

— Obrigado, vocês também são meninas muito bonitas. — ele fez cócegas na pequena.

[…]

Depois que Harry entregou a coroa para a menina - que exibiu um sorriso tão grande e iluminado que fez os dois adultos presente sorrirem também - os dois seguiram um tempo conversando e desenhando juntos, já que Harry estava em seu último dia de folga. Algumas horas depois a menina mostrou sinais de cansaço e (seu nome) a colocou para dormir a deixou com sua mãe - que havia acabado de chegar quando a pequena dormiu - para que pudesse tomar um café com o Harry como faziam de vez em quando.

— Obrigada por tudo que você tem feito. — (seu nome) agradeceu e bebeu um gole de seu café — Sabe, essa fase da vida dela poderia ter sido bastante triste e entediante se você não tivesse ali todos os dias para alegrá-la. Então muito obrigada, você fez bem para mim também fazendo-a feliz.

— Você sabe que não precisa agradecer… — Harry buscou a mão da mulher sobre a mesa e a cobriu com a sua carinhosamente — Não foi por obrigação, eu fiz porque gosto muito da baixinha, como se fosse minha… — ele parou no meio da frase se proibindo de falar o que estava pronto para sair, com medo de assustar a mulher — Como se fosse da minha família.

(Seu nome) sorriu sem saber o que dizer e eles permaneceram em silêncio por alguns minutos tomando seus respectivos cafés. O silêncio não era algo incômodo, era confortável, era como se eles conversassem com os olhos já que não conseguiam parar de se olhar.

[…]

A última quimioterapia havia passado e (seu nome) aguardava os exames que diriam se sua filha estava ou não curada do câncer, mas os minutos pareciam passar em câmera lenta fazendo com que Harry nunca entrasse por aquela porta. Mais alguns minutos até que batida baixas na porta soaram no quarto e (seu nome) praticamente correu para abri-la só para ver um Harry com cara de enterro completamente desanimado segurando papéis em uma mão.

Os olhos da mulher se encheram de lágrimas porque se Harry estava tão triste a notícia não era nada boa e isso fazia seu coração se apertar cheio de angústia.

— Ela está cem porcento curada do câncer! O tumor desapareceu! — ele falou animado sorrindo largo.

— Porque e você fez aquela ceninha? Quer me matar do coração, pois saiba que quase conseguiu.

(Seu nome) já chorava - parte pela brincadeira e parte de felicidade por sua filha ter vencido a batalha - enquanto Harry continuava sorrindo não conseguindo se conter em abraçar a mulher apertado pedindo desculpas.

— Mamãe?! Arry?! — eles desfizeram o abraço ao ouvir a voz sonolenta de Hope que coçava os olhos por ter acabado de acordar.

— Desculpa te acordar princesa. — Harry se aproximou da cama — Eu trouxe boa notícias. Você já pode voltar para casa, está tudo bem com você agora.

— Tudo bem? Sem coisas ruins na minha barriguinha? Sem Arry também? — Hope falou a última parte tristemente.

— Eu vou sempre te visitar princesa, você não vai se livrar de mim. — ele sorriu a pegando no colo e sorriu mais ainda quando ela travou os bracinhos em seu pescoço.

— Não quero ficar sem Arry… Não quero nunca!

— Você não vai ficar, pequena. Eu sou seu amigo e sou muito amigo da sua mãe também. — ele sorriu para a mulher se lembrando da noite que saíram para jantar e se beijaram antes que ele a deixasse em frente ao hospital — Eu vou estar sempre que puder na sua casa para brincar com você. — (seu nome) sorriu para ele feliz pelo carinho que ele tem pela menina.

[…]

— Mamãe! Papai! — a garotinha corria atravessando a sala com uma folha em suas pequenas mãozinhas — Eu desenhei a nossa família.

Hope, agora com seis anos, chegou na sala se jogando no colo de sua mãe que estava sentada entre as pernas de seu pai assistindo um programa de culinária.

— Você tem muito talento, minha pequena artista. — o homem sorriu apoiando o queixo no ombro da mulher para que pudesse ver o desenho.

— Mamãe já me falou isso. — ela sorriu.

— Que bom que você acreditou… Sua mãe é uma mulher muito sábia. — ele sorriu beijando o ombro da mulher.

— Olha… Aqui é a mamãe… Essa aqui sou eu segurando a mão da mamãe… — a menina apontou para si mesma desenhada no papel — E aqui é o papai Arry segurando a minha mão.

Os três sorriram com o desenho que retratava a pequena família deles e dessa vez a pequena Hope pôde se desenhar com cabelos porque eles já estavam compridos até seu ombro.

Ela venceu o câncer e de brinde ganhou um pai muito amoroso.



Espero que tenham gostado… ❤

Deixem seu importante favorito ❤

- Tay

Fotografias no Tempo

- Jungkook 

- Romance/Drama

A/N: Pessoalmente amei.

Originally posted by nnochu

Sente-se, porque agora irei contar uma história de amor. Uma história entre um menino apaixonado por fotografias e uma menina que amava café.

Mas cuidado, nem toda história de amor tem um final feliz. 

Os dois se conheceram em uma tarde de outono, foi um encontro desajeitado e um pouco vergonhoso. A garota estava sentada debaixo de uma árvore com folhas secas que caíam sobre seu rosto com o vento leve que soprava naquele dia. O garoto havia sentado no chão, no meio da grama, com sua importante câmera profissional no colo, esperando pelos melhores momentos.

O clima estava agradável, nem muito quente, nem muito frio. Bom, talvez não possamos falar o mesmo dos corações presentes naquela praça.

O menino tirava fotos de todos enquanto a garota analisava tudo. Ambos procurando saber um pouco mais sobre a essência do ser humano. Máquinas complicadas nós somos, não? Ela respirava fundo, sentindo as sensações e ouvindo os sons ao seu redor.

O canto dos pássaros, o som das árvores balançando com o vento, as pessoas conversando calmamente sobre assuntos diversos. Seus olhos inciaram uma viagem pelo cenário que a rodeava. Grupos de todos os tipos estavam reunidos ali naquele dia. Punks, hipsters, rappers… Mas havia pessoas que se encaixavam apenas em uma categoria própria, como ela e ele.

Um tempo se passou e a viagem dos olhos da garota foi interrompida pela viagem dos olhos de outra pessoa. Dos olhos dele. Rapidamente, a menina desviou de forma desajeitada e parou em suas próprias mãos, segurando uma folha seca que caíra.

O garoto não conseguiu segurar um sorriso e nem a vontade de guardar aquele momento. Levantou sua câmera, apontando para ela. As fotos ficaram melhores do que ele esperava, os sentimentos daquele momento tinham sido capturados com sucesso. O menino sorriu mais uma vez, vendo que ela atreveu-se a observá-lo mais uma vez enquanto tentava ser discreta.

Dessa vez, ela não desviou quando notou que ele a vira. Apenas continuou encarando-o com os braços cruzados. O garoto apoiou sua cabeça sobre suas mãos, a câmera em seu colo, devolvendo o olhar atento. Não conseguia de jeito nenhum segurar os sorrisos que nasciam em seus lábios, eram involuntários.

Aquilo fez a menina corar, mas não desistir. Ela ainda o encarava com vitalidade e uma sobrancelha erguida, mesmo com o coração acelerando a cada minuto. Um sorriso ameaçava surgir em seu rosto, mas ela se negava a deixá-lo aparecer.

O garoto fez um careta, colocando a língua para fora e depois colocando sua câmera para cima no tempo certo para tirar uma fotografia da garota perdendo sua seriedade em uma risada. Ela cruzou os braços, devolvendo a careta e virando para frente mais uma vez, parando de encará-lo.

Era estranho para os dois, mas aquilo estava sendo divertido. O menino virou-se um pouco, tentando ver seu rosto melhor e acabou caindo de leve na grama com as pernas cruzadas. A garota começou a rir, tampando sua boca com apenas uma mão. Ela respirou fundo, cruzando os braços e o encarando atentamente com um pequeno sorriso no rosto.

O garoto se ajeitou, pegando sua câmera e arrumando perfeitamente sobre o colo. Seus olhos voltaram a encontrar os da menina, enviando um sorriso obrigatório imediato para seus lábios. Ela olhou para os lados, procurando por alguma coisa.

Suas delicadas mãos pegaram uma folha grande e seca que havia caído recentemente. O garoto fez uma careta, deixando claro que estava confuso. Ela colocou a folha em frente ao seu rosto, escondendo-o.

Quando abaixou, sua cara estava formando uma careta que fez o garoto começar a rir. Ela continuou fazendo isso até que notou que uma lente grande focava seu rosto, o que a fez ficar envergonhada e corada mais uma vez. A menina colocou a folha no chão e cruzou os braços, ficando séria e não olhando para o menino.

Quando não conseguiu mais se controlar e virou-se para ele mais uma vez, viu os lábios do desconhecido formar a frase ‘’Por que você tem que ser tão fofa?’’. Ela ficou surpresa, sem saber o que responder. Seu rosto estava quase como uma pimenta e seu coração formava uma explosão próxima.

O garoto sorria, querendo se aproximar para conhecê-la melhor, mas sem saber como e se seria a melhor ideia. Observando-a, viu a menina dando de ombros e sorrindo sem mostrar os dentes. ‘’Eu quero café’’, ela disse, rindo e logo depois escondendo seu rosto entre as mãos. Assim que voltou a encará-lo, o menino agiu como se tivesse sido ferido.

Ferido no coração.

‘’É impossível te ignorar’’, ele disse, ainda apenas com os lábios. Os olhos dela se direcionaram para cima ea garota respondeu mais uma vez. ‘’Eu ainda quero café’’. Ambos riram, sentindo-se confortáveis naquele momento como nunca se sentiram com uma pessoa antes.

O garoto percebeu que aquela seria uma boa hora e se quisesse fazer, faria-o agora. Ele respirou fundo, ainda observando-a. A garota apenas esperava, quieta e sorrindo. ‘’Posso te levar pata tomar um café se quiser’’, disse o menino. Ela piscou os olhos algumas vezes, surpresa. Estava um pouco hesitante por saber que lidava com um desconhecido… Que poderia se transformar em um conhecido se fosse tomar um café com ele.

Ela concordou, se levantando e arrumando o cabelo. O garoto quase pulou, levantando-se e segurando sua câmera. A menina começou a andar na sua direção, mas não conseguia olhar para cima. Essa era a chance que o menino precisava para tirar mais uma foto, que foi o que fez sem hesitar.

Frente à frente, os dois sorriram envergonhados sem dizer uma palavra. O menino apenas se curvou, colocando os dois braços juntos na frente no corpo. A garota fez o mesmo, um pouco desajeitada.

-Eu sou Jungkook. – Disse o menino, sorrindo e e virando de leve a cabeça.

-________. – Seu rosto automaticamente corou quando disse seu nome, não conseguia absorver a ideia de estar passando por essa situação com um garoto tão bonito e, aparentemente, tão simpático.

Jungkook se curvou, colocando o braço para frente, esperando que _______ o pegasse, mas não foi o que aconteceu. Ela apenas começou a andar, olhando para trás para ver se o menino já havia começado a andar.

-Vai vir ou não? – Ela disse, rindo e o puxando pelo pulso.

Ele tropeçou no próprio pé, mas não caiu, apenas se assustou. Ela riu, continuando a puxá-lo para o café mais próximo. Quem os visse dificilmente acreditaria que haviam se conhecido há alguns minutos. Pareciam tão íntimos.

O café era quente e aconchegante, estava um pouco vazio. Ela se apressou para sentar em uma das cadeiras de madeira escura, encarando-o. Jungkook estava claramente tímido, sem saber direito o que fazer. A única certeza que tinha era que queria ficar com ela por mais tempo.

Quadros estavam pendurados nas paredes com algumas fotos estilo vintage e as paredes eram pintadas com tintas marrom claro e vermelho escuro. Cores nobres e quentes. Perfeito para o ambiente. ________ virou-se para trás, chamando o garçom, que veio rapidamente. Jungkook se ajeitou na cadeira.

-O que vão querer hoje? – O homem perguntou, olhando os dois. – Temos cardápios especiais para casais essa semana, se quiserem experimentar, apenas me falem. – Ele continuou. Jungkook negou usando a cabeça e as mãos, olhando para _______ sem saber o que fazer.

Ela simplesmente sorriu, assentindo. Jungkook achou estranho, mas não disse nada, não queria se intrometer. ________ pediu, de fato, um dos cardápios para casais.

-Por quê? – Ele perguntou assim que o garçom saiu. A menina começou a rir, dando de ombros.

-Eu amo esse café. Não posso deixar de experimentar um cardápio novo quando tenho a oportunidade, não é? – Ela se debruçou sobre a mesa, piscando para ele e rindo sem encará-lo nos olhos.

O menino apenas sorriu, assentindo. Percendo que ela era do jeitinho como imaginou. Doce, divertida, simpática e fofa. Ela continuava observando ao redor, analisando as pessoas com atenção. Jungkook ergueu sua câmera e tirou mais uma foto dela. Estava impressionado com o quanto a menina era fotogênica, como era linda.

-Por quê? – Ela disse, do nada, pegado-o de surpresa e o assustando um pouco.

-O quê?

-Tantas fotos. Você tira fotos de tudo, por quê?

-Eu gosto de guardar memórias. Assim, mesmo que aconteça alguma coisa, nunca vou esquecer do que vivi e do que senti. – A menina assentiu, parecendo entender tudo, quando na verdade ainda achava um pouco confuso.

-Então, você tira foto de tudo mesmo? Qualquer coisinha?

-Qualquer ‘’coisinha’’ que tenha importância para mim. – Ele respondeu, fazendo-a corar. Ela tinha importância para o menino? Já que tirava tantas fotos de cada movimento que fazia.

O cardápio chegou, atraindo a atenção dos dois antes que pudessem continuar a conversa. Havia várias imagens bonitinhas, mas tanto Jungkook quanto _______ as ignoraram, apenas queriam ver o que serviam. Era inovador e bem criativo, ela sentiu uma vontade quase incontrolável de provar tudo. E ele de tirar fotos de tudo.

Aquela tarde passou voando junto com o vento lá fora. As conversas aconteciam quase tão continuadamente quanto uma corrente de um rio. Ela tomou mais de três xícaras de alguma coisa, o menino não se lembrava muito bem, mas com certeza havia sido de café.

Perto do horário de dormir do sol, eles levantaram e foram até a parada de ônibus. O vento soprava com força os cabelos dela, fazendo-os voar em frente aos seus olhos e entrar em sua boca. Nada atraente, porém engraçado. ________ tentava afastar com as mãos todos os fios que entravam no seu campo de visão, mas era quase uma batalha sendo travada.

Jungkook pegou sua câmera nas mãos apenas para limpar a lente e a menina parou para observá-lo.

-Não me diga que vai tirar fotos de mim de novo. – O menino começou a rir, olhando para baixo, levantando a máquina e tirando uma fotografia da expressão levemente irritada da garota.

-E se eu disser que sim? – Ele disse, curvando-se um pouco na direção dela e depois rindo. Ela sentiu seu rosto corando e seu coração acelerando com a proximidade, mas não disse nada, apenas sorriu em mostrar os dentes.

O caminho até a parada de ônibus continuou sem muitas palavras, apenas o silêncio os seguindo calmamente. O som dos carros e do vento a lembrava vagamente dos filmes que via na televisão, sentia como se estivesse dentro de um, aqueles que tinham um ‘’felizes para sempre’’.

Havia algumas pessoas sentadas na parada de ônibus, mas ela não parou, muito menos notou que Jungkook havia parado. O garoto tirou mais uma foto do lugar, sorrindo enquanto olhava o resultado.

O menino correu para alcançar _______, sentando-se ao seu lado no banco. Os dois se olharam rapidamente, vendo o ônibus se aproximar. Era o número 345, o que leveria ela para casa. Jungkook sentiu que precisava se despedir propriamente de algum jeito, mas não sabia como.

A menina se levantou e o menino apressou-se a fazer o mesmo. As pessoas andavam para formar uma fila ao lado deles enquanto seus olhos apenas viajavam um no outro. Jungkook respirou fundo e a abraçou rapidamente, com força, mas não tanto. Ela arregalou os olhos, percebendo que seus braços haviam sido presos pelos dele.

Jungkook continuava abraçado nela quando as pessoas começaram a embarcar. _______ não se afastava, não via uma necessidade para isso. Ele era cheiroso e quentinho como um café, de qualquer jeito. O tempo passava fora daquele abraçado, mas dentro dele era como se tudo estivesse parado.

Ouvi o som do motorista a chamando, perguntando se embarcaria ou não, ela se afastou e se despediu dele uma última vez, se curvando e correndo para dentro do ônibus. Jungkook acenou e ficou ali parado, vendo-a ir embora. Por sorte, haviam trocado, não o número de celular, mas seus endereços.

Mandariam cartas um ao outro, não meras mensagens de texto.

Assim que chegou em casa, _______ correu para seu quarto, deitando-se em sua cama e imaginando qual seria a primeira coisa que escreveria para ele. Aquele garoto do parque simplesmente não deixava seus pensamentos de jeito nenhum.

Como um desconhecido pode mexer tanto com ela depois de apenas umas horinhas tomando um cafezinho? A menina não tinha a resposta, mas não conseguia evitar.

Jungkook fez o mesmo quando seu ônibus o deixou na parada certa. Não ligou para a briga dos seus pais, só correu para seu quarto e já começou a escrever a carta. Não queria esperar nem mais um segundo para vê-la de novo.

________ não conseguia evitar senão precisar correr para pegar alguns potes de comida para controlar toda essa ansiedade. Ela queria ter o número de celular dele, mas teve essa ideia, vista por ela como idiota, de mandar as cartas. Queria é vê-lo nesse momento, voltar para aquela abraço na parada de ônibus.

No outro dia de manhã, já havia uma carta no correio de _______, mas que não foi pega. No momento em que acordou, a menina pensou ter sonhado com o acontecimento da tarde anterior e ignorou completamente a vontade de checar a caixa de correio.

Ela se arrumou e foi para a escola, tentando ignorar o sentimento de que tinha sido de verdade. Não poderia ter sido a realidade, foi perfeito demais. Bom demais. Enquanto isso, Jungkook roía todas as unhas que lhe restavam, esperando pela confirmação de que a carta havia sido entregue. Ele sabia, tinha noção do que tinha sentido, do que tinha visto.

Ela era real. As fotos comprovavam isso. Ele não parava de olhá-las o tempo todo, querendo encontrá-la de novo.

O dia se passou e a carta só chegou nas mãos de ________ quando veio da escola e sua mãe a entregou, perguntando quem era Jungkook. Foi aí que a ficha caiu, que ela percebeu que era verdade sim.

Ela não respondeu muito bem, apenas enrolou e disse que explicaria depois. ________ pegou a carta e correu para seu quarto, deitando na cama e a abrindo. A letra de Jungkook era engraçada, porém delicada. Assim como sua personalidade. A cada palavra lida, mais a menina sentia seu coração acelerar.

Ele era real. E aquela carta comprovava isso. Ela passava os olhos por todo o texto, apenas desejando estar com Jungkook cada vez mais.

_________ se levantou rapidamente, pegando uma folha do seu caderno e escrevendo uma resposta decente para ele. Seu perfeccionismo a fez ficar quase duas horas sobre aquelas palavras cheias de timidez e ansiedade.

Bom, como em qualquer história de amor com cartas, eles continuaram a se comunicar e o laço só foi aumentando. O sentimento corria mais e mais pelas suas veias. Os dois marcaram alguns encontros, que correram melhor do que pudessem imaginar. Em um ou dois deles, Jungkook até mesmo levou flores. Nem um pouco clichê.

Porém _______ adorava uma pitada de clichê.

Dentro de várias cartas, encontros, fotos e cafés, um ano já se encaixava e eles precisavam comemorar isso, seja lá o que foi ‘’isso’’. _______ e Jungkook marcaram de tomar um capuccino no café onde as primeiras conversas tomaram rumo.

Lá, _________ estava vestindo uma saia preta, uma camisa rosa e um cardigã preto. Jungkook usava o mesmo de sempre, uma camisa branca, jeans, uma touca preta e sua famosa câmera pendendo nas mãos. Ambos sorriram quando se viram, sentando em uma mesa alta e pedindo as bebidas.

-Dá pra acreditar? Já faz um ano… Esse lugar não mudou nada. – Falou _______, olhando ao redor.

-E nem você. – Ele respondeu, sorrindo e segurando a mão dela que estava sobre a mesa pela primeira vez. O contato fez _______ corar e desviar o olhar. Jungkook pegou sua câmera com apenas uma das mãos e tirou uma foto, como de costume.

-Eu não sei se isso é bom.

-Não deve ser, mas para mim é. – Ele respondeu, se ajeitando na cadeira. Ela sorriu, respirando fundo.

O resto da tarde foi dedicada á conversas sem pé nem cabeça, caretas, á fotografias e algumas xícaras de café. Além de umas músicas indie para dar uma relaxada.

Sob a mesma árvore onde ______ estava sentada na primeira troca de olhares, Jungkook tirou de seu bolso um anel. A garota ficou confusa por uns segundos, mas então percebeu o que era. O objeto tinha um pequeno detalhe, simples e consideravelmente fofo. Um pingente delicado de uma xícara de café em forma de desenho.

Ela sorriu, pegando-a nas mãos e olhando para ele. Jungkook não entregou assim fácil. O garoto ficou de joelhos, mesmo que os dois estivessem sentados no chão, e ergueu o pequeno anel, abaixando a cabeça.

-Vossa Exelência, gostaria de me dar uns beijinhos agora? - ________, mesmo que corada, começou a rir e pegou aquele anel, colocando-o rapidamente em seu dedo e abraçando Jungkook.

-Você é mais idiota do que pensei. – Ela disse com a cabeça na curva do seu pescoço. O menino apertou-a como nunca antes, como se nunca fosse soltar.

________ segurou suas bochechas, beijando-o devagar. Jungkook segurou sua cintura, beijando-a de volta. O menino desejava poder tirar fotos daquele momento, mas nada importava mais do que sentir todas as sensações possíveis naquele beijo.

Os meses foram se passando, e não importava o que _______ fazia, Jeon estava lá com uma câmera. Ao acordar, podia ver as lentes da máquina sorrindo para ela em forma de bom dia.

Quando se sujava com o sorvete, quando penteava os cabelos, quando sorria ao saber que ele havia preparado café pela manhã.

Ah, sim! Eles estavam morando juntos agora. A mãe de _______ havia voltado para o país de origem e confiou a casa naqueles dois, deixando alguns avisos que, na maioria das vezes, não eram seguidos.

Isso significava que, todos os dias, eles tinham manhãs relaxantes e calmas e noites que provavelmente incomodavam seus vizinhos ás vezes.

E bom, as fotos eram, até mesmo, tiradas em momentos mais íntimos, como naquela vez em que ______ estava tomando banho, calmamente, e assim que olhou para trás, lá estava Jungkook segurando sua câmera e guardando aquele momento. A menina apenas sorriu, continuando a se banhar, mas convidando-o a se juntar á ela.

Ou naquela vez em que _______ estava trocando de roupa e Jungkook não hesitou nem dois segundos antes de fotografá-la. E assim se segue…

Anos chegaram a se passar e os dois só pareciam se aproximar mais, se é que isso era possível. Jungkook, que nunca havia se sentido confortável perto de uma garota antes dela aparecer, tinha a sensação de que podia contar e fazer de tudo com ________ que ela nunca o julgaria. O que era verdade.

_________ tinha a mesma sensação todos os dias, como se a cada nascer do sol, se apaixonasse mais uma vez e mais intensamente por Jungkook.  

Isso até o acidente.

Dia 24 de outubro. Jungkook decidiu fazer uma viagem em prol da arte que mais amava, a fotografia. O garoto conseguiu dinheiro para ir até a Europa, tirar fotos de tudo que visse, guardar essa memória para gerações futuras.

Até porque ele e ela estavam com planos para ter uma família.

Ele estava viajando de avião até a sua primeira parada em tour pela Europa quando, do nada, tudo para. O menino se vê rodeado por pessoas que nunca viu, todas em total desespero. Os gritos de socorro são a única coisa que enchem o ambiente e Jungkook só consegue se lembrar de ________, de como precisava dela naquele momento.

Em questão de segundos, tudo escurece.

Em questão de segundos, Jungkook se vê sem conseguir dar mais um suspiro.

Por um mês, _______ ficou sem ter uma notícia se quer do menino, por isso procurou por todos os cantos algum sinal de que pudesse estar bem, mas não encontrava nada.  

Porém, quando viu o noticiário, tudo se tornou claro.

Para falar a verdade, tudo ficou uma escuridão só. Nada parecia ter cor ou vida. Aquele foi o pior ano da vida de _________, os 365 dias em que ela teve que lutar contra uma grave depressão, vício em remédios, desejos compulsivos suícidas e até mesmo alguns casos de psicose.

Apenas depois de quase dois anos, ela abriu o quarto mais especial de Jungkook. O cômodo onde guardava toda e cada fotografia sua. Ele sempre teve um amor muito grande por imprimir as imagens e por isso as guardava em caixas perfeitamente arrumadas e categorizadas.  

Ela passou um dia todo naquele quarto, vendo todas as imagens que Jungkook arrumava diariamente naquelas caixas. As lágrimas desciam por seu rosto a cada segundo, mas ________ não ligava. Deixe que caiam, lágrimas foram feitas para isso.

Nos meses seguintes, ela pegou as fotografias e decidiu fazer uma coisa especial com elas. Um presente para Jungkook, algo que ele sempre quis fazer, mas nunca conseguiu. Mostrar para o mundo como seus olhos viam as coisas.

Ela abriu uma exposição das fotografias dele ao ar livre, naquela mesma praça onde tudo começou. A brisa soprava como naquele dia, levemente, como se acariciasse seu rosto. Enquanto olhava as fotografias, percebia o quanto Jungkook estava certo. Elas realmente guardavam momentos, sentimentos.

Ela se lembrava de tudo que cada foto passava.

A exposição foi um sucesso para as pessoas da região, afinal, todos conheciam Jungkook. Ele era popular entre moradores, já que todos, em algum momento, haviam sido seus modelos.

O nome da exposição foi pensado por dias, talvez até meses, ________ não se lembrava muito bem. Apenas sabia que todos ali eram tocados pelo talento do homem que amava.

Fotografias no Tempo marcou momentos, sentimentos e uma vida.

A de uma menina que era viciada em café.

 //MinSuga

ce me deu teu caderninho de desenho e disse: faz um desenho pra mim
[…]
gelada por tatuar um pedaço meu dentro de você
[…]
e eu queria uma desculpa pra te idolatrar mais um pouco então eu achei uma foto espontânea que me fizesse te achar incrível e rabisquei de nanquim uma folha em branco com a pessoa que eu vejo que você é
e uma legenda sincera
e doeu porque foi um desenho triste porque você é uma pessoa triste e você não sorriu quando eu te entreguei
[…]
então você disse: faz um maior pra eu colar na minha parede
um lembrete de que gente falharia se tentasse porque a gente seria o casal mais triste do planeta
e eu disse que faria

Se você pensa que as folhas secas caídas ao chão significam morte, então você precisa largar os livros didáticos de ciências e passar a enxergar as minuciosidades. Apenas quem enxerga a vida de um jeito diferente, está propício a ter os melhores momentos. E eu costumo comparar as folhas secas com as mulheres de alma bonita, que se acham feias porque a nossa geração é mais podre que os seus pensamentos retrógrados e sem conteúdo. Você lembra dos anos 90? As mulheres de almas bonitas nunca foram degustadas, é como aquelas músicas que o cantor demora a cantar e que você pula a faixa porque não tem paciência para músicas assim. Entretanto, existem os sábios que descobrem essas músicas e sentem a melodia que invadem cada milímetro de seu miocárdio, interpretam além das entrelinhas. As folhas secas caídas ao chão, voando com o vento, expostas em decorações que você nem percebe o real significado além do mesmo, significam cansaço, o meu com o seu, o cansaço das pessoas que buscam amor mas só recebem indiferença. Porque a grande maioria só está interessado na beleza das flores e das folhas jovens, falsos moralistas estão dizendo neste momento que as folhas secas são bonitas, mas eles não enxergam o que deveriam. As folhas secas não significam morte, significam o enredo de histórias que poderiam não ter finais felizes porque o término já não existiria.

almadecosmos

Não! De saudade eu não vou morrer. No máximo passarei  muitas horas chorando por você mas, morrer não. Já avisei ao meu coração. A ferida não ficará aberta ela se fechará com um tempo, tenho certeza mas, aberta ela não fica. Eu me viro do avesso, mas ela cicatriza. Eu não passarei mais por nossos caminhos fingirei que lá para os meus pés tem espinhos mas não será mais minha tora nem de ida, nem de volta. Eu não ouvirei mais nossas músicas, e muito menos irei ficar revendo nossas fotos. Nossos textos já fiz questão de apagar, seus presentes doarei todos. E quando me ver na rua eu estarei sorrindo, estarei feliz caminhando com quem teve a capacidade de fazer o que você não fez, ficar em minha vida. Você não me verá chorar, você não me verá nunca mais dizer que te amo, e o seu amor, se é que existe já não me importa mais. Efeito sobre mim ele nunca mais causará. Você já não existe mais.
—  Chão de folhas, troca sentimentos com Rotulação.
Quero cada linha sua tocar
Quero cada palavra de tua folha rimar
Quero cada página adentrar
Quero estar dentro de ti
Como nos livros que li
Quero entrar nos teus capítulos como uma musa
Se pudesse queria tirar mais que sua blusa
Mas como Caderno, apenas quero cada parte tua
E quem sabe um dia estarei nua
Como uma folha em branco
Com linhas e curvas
Para você apreciar
Sem a vista turva
Para atrapalhar
Só eu e você
E como Caderno, sinta prazer em lê
—  Princesa Diamante

O ponto negro

Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova surpresa. Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria.

O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume. Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha.

Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha. O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:
- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.

Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa. Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redacções em voz alta. Todas, sem excepção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha. Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:
- Este teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós.

Ninguém na sala falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vidas. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. A vida é um presente da natureza dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado.

Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro: o problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo, os problemas no trabalho, etc.

Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente. Pense nisso. Tire os olhos dos pontos negros de sua vida. 


Tranquilize-se e … SEJA FELIZ !!!

“Levo comigo um maço vazio e amassado de Republicana e uma revista velha que ficou por aqui. Levo comigo as duas últimas passagens de trem. Levo comigo um guardanapo de papel com a minha cara que você desenhou, da minha boca sai um balãozinho, as palavras dizem coisas engraçadas.

Também levo comigo uma folha de acácia recolhida na rua, outra noite, enquanto caminhávamos separados pela  multidão. E outra folha, petrificada, com um furinho como uma janela, e a janela estava fechada pela água e eu soprei e vi você e esse foi o dia em que a sorte começou.

Levo comigo o gosto do vinho na boca. (Por todas as coisas boas, dizíamos, todas as coisas melhores que ainda vão nos acontecer).

Não levo uma única gota de veneno. Levo os beijos de quando você partia (eu nunca estava dormindo, nunca). E um assombro por tudo isso que nenhuma carta, nenhuma explicação, podem dizer a ninguém o que foi.”

Vagamundo, Eduardo Galeano