foi 2012

Guia: Cidades da Coreia do Sul — Parte 1

Oi pessoal! Esse aqui é um guia bem básico sobre cidades coreanas, com foco naquelas que não são tão conhecidas pela maioria das pessoas. Eu pensei em fazer esse guia porque vejo muitos rps se passando em cidades famosas, assim como personagens que geralmente nascem nessas mesmas cidades. Muitas vezes as pessoas querem fazer personagens de lugares diferentes, mas não conhecem muito da Coreia. Por isso pensei em compartilhar com vocês um pouquinho do que eu sei e venho pesquisando desde que comecei a jogar com personagens coreanos. Para não ficar muito extenso irei dividir esse guia em duas partes. Espero que ajude vocês!

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Acho que esse é um dos posts mais esperados, né? Mas é ai que vocês se enganam, porque existem coisas que ninguém nem imagina e elas estão por vir. Na minha vida as coisas aconteceram muito rápido e bruscamente, algo meio sem explicação, ou melhor a explicação vem Dele. Em 1 Coríntios 1:27, diz que Deus escolheu as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias, e eu sou a maior prova disso. Ele escolhe os improváveis, os não capacitados, Ele escolhe aqueles que são julgados, zombados, mas são esses que Deus chama, afinal Ele sabe que eles são loucos o suficiente para segui-lo. E para seguir a Deus você precisa ser bem louco.
Cresci em uma família estruturada e saudável, rodeada de amor e cuidado, mas cresci rodando o mundo. Devido ao emprego do meu pai, nunca ficávamos em um lugar por muito tempo, cresci meio nômade, desde pequena conhecendo culturas e pessoas diferentes. Não era fácil viver essa vida, mas hoje vejo que era Deus já mexendo os pauzinhos para o que Ele tinha pra mim no futuro. Hoje eu entendo que nossa casa é o coração Dele e até chegarmos no céu, vamos ser nômades aqui.
Não sou muito boa com datas, mas desde pequena eu ouvia meu pai falar de Deus, para sempre agradecer, ser humilde em qualquer situação. Tinha uma família muito amiga nossa, que as filhas eram minhas amigas e o pai delas sempre ligava pra gente perguntando se a gente tinha orado ou falando que ia buscá-las para a igreja e eu sempre queria ir junto. Nos dias que elas não estavam aqui, eu insistia pro meu pai pra ele me levar pra igreja e até hoje eu lembro meu pai falando pro pastor na época : “Pastor, essa menina quer vir pra igreja todo dia, ela implora pra gente vir.” - hahaha, eu sinceramente não sei o porque, mas sei que eu era apaixonada por Deus desde daquela época. Um pouco mais velha, morando no Brasil provisoriamente, me descobriram pra modelar( não sei como isso aconteceu, eu era muito feia haha) e foi ai que eu entrei nesse mundo. Totalmente por acaso, eu sempre fui um moleque e modelo era a última coisa que combinava comigo. Com essa volta ao Brasil, minha mãe me colocou numa escola (com certeza não foi por acaso,foi Jesuscidência) que tinha participação social, uma aula de projetos sociais, onde vamos para comunidades, orfanatos. Era a parte preferida da minha semana, junto com aula de música e educação física haha. Se você analisar bem ,consegue ver vários detalhes que poderiam passar despercebidos, mas todos eles já eram a mão de Deus. Às vezes, não prestamos atenção nos detalhes, mas Deus já esta trabalhando, ou não entendemos o porquê de algo, mas lá na frente iremos entender.
Pouco tempo depois que eu comecei a modelar, surgiu a primeira oportunidade de sair do Brasil e aos 14 anos lá ia eu morar sozinha em outro país. Quando as viagens começaram, comecei a descobrir um mundo que eu nem imaginava. Um mundo regado de drogas, bebidas, de meninas novas perdidas e se vendendo para poderem comer no almoço, a triste realidade da moda. No começo, era tudo muito chocante, um dia eu estava jogando futebol com meus irmãos e no outro eu estava tendo que me virar do outro lado do mundo, com meninas de lugares diferentes e nesse mundo que me assustava. Foi uma fase muito difícil, mas de aprendizado. Depois de algumas viagens e de volta ao Brasil, foi a primeira vez que fui numa igreja sem meus pais e fui lá na frente aceitar Jesus, eu não sabia o que eu estava fazendo direito, mas algo me levava até o altar. Naquele dia, eu entreguei minha vida a Deus na frente de todos, eu era um bebê na fé, ou melhor um embrião apaixonado. Eu sempre tive um amor por vidas, um coração para servir. Desde pequena acompanhava meus pais nas comunidades, eu sempre pedia pra ir, era como se eu me sentisse em casa, completa. Não importava se era um lugar perigoso ou não, eu tinha fome para ajudar. Aos 19 anos, muitas coisas aconteceram e eu fiquei muito abalada, foi ai que eu me distanciei de Deus. Quando não temos fundamentos e não temos experiências com Deus, qualquer ventinho desmorona nossa casa. Não entendemos que às vezes é necessário passarmos pelo deserto, no deserto aprendemos a confiar na única coisa que temos, Deus. Fiquei 6 meses vivendo uma vida longe de Deus, desviada, experimentando coisas do mundo. Na época, eu estava trabalhando muito, com dinheiro, com tudo aquilo que as pessoas consideram importante e eu me sentia vazia. Depois desses seis meses, Deus finalmente me colocou de volta no caminho. Mas eu não me sentia digna de estar na presença Dele, não entendia que Deus nos ama do jeito que somos, Ele não olha nosso passado, mas Ele olha nosso coração a partir do dia que decidimos andar com Ele. É pela graça. Mas como eu não tinha esse entendimento ainda, ficava indo em vigílias, em montes de oração , na igreja de quarta a domingo, para me sentir limpa para chegar até ele. Depois de um tempo, eu comecei a entender verdadeiramente o amor de Deus, esse amor avassalador, que não importa o que você faça, Ele vai te querer mesmo assim. Fui crescendo na fé com o passar do tempo e o desejo de compartilhar aquilo que eu estava absorvendo era enorme. Foi ai que eu lembrei de uma senhora que falou comigo no telefone uma vez, há muito tempo atrás, uma pastora bem humilde de uma comunidade. Um amigo da família deu meu telefone pra ela, pois ela disse que tinha algo de Deus para me entregar. Na época, eu ainda modelava bastante e ela começou a me entregar muitas coisas de Deus, quando do nada ela me disse: “Você vai ser missionária,esse é seu chamado”. PARA TUDO MUNDO, primeiro o que é missionária, segundo eu era modelo e meus sonhos eram pra essa profissão, terceiro está tudo errado e ela é uma senhora doida por falar isso haha. Eu realmente não sabia o que era ser missionário, mas com o passar do tempo tudo foi ficando mais claro, eu ia em pregações e cultos de missões, e meu coração sempre pegava fogo ao ouvir falar sobre isso. Um dia fui na igreja e ouvi a pregação da Flor de Lis, a história dela fez meu coração saltitar. Dentro de mim, eu sentia que era o que Deus queria para minha vida. Comecei a fazer um culto aqui em casa, na primeira semana só poucas pessoas vieram e com o passar das semanas, a casa foi ficando lotada. Só que o propósito desses cultos vocês vão entender agora…depois desse tempo de mergulhar em Deus, eu comecei a orar pro Paizinho, pedindo pra que Ele me levasse para um lugar onde Ele queria que eu estivesse, um lugar fixo onde eu iria aprender o que Ele queria. Foi ai que um casal veio para o culto aqui em casa e esse casal ia para Gramacho ( emoticon com olhos de coração ). Se você não sabe, Jardim Gramacho é um bairro situado em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Nele era situado o maior aterro sanitário da América Latina, onde pessoas trabalhavam e moravam. Eu na hora implorei para que eles me levassem e eles marcaram o dia. Em um domingo de maio de 2012, Marcus e Mariana me levaram para Jardim Gramacho e foi nesse dia que eu senti Deus invadindo meu coração e falando pra mim: “Essa é a sua resposta, esse é o lugar”. Quando eu cheguei em Gramacho, o aterro ainda estava funcionando, o clima não era tão amistoso, mas aos poucos fomos ganhando a confiança dos moradores, nós só queríamos demonstrar esse amor puro do Pai e nada mais. Gramacho foi e é uma escola para mim, para viver o que Deus realmente quer de cada um de nós, minha faculdade foi ali, aprendendo de tudo um pouco, desde medicina a culinária, mas principalmente aprendendo sobre o amor do Paizinho. Há amor no caos, Ele esta nesses lugares, esperando para que sua glória seja manifestada, esperando para que filhos Dele saiam da zona de conforto e possam ir espalhar o seu amor por aí. Um dos versículos da minha vida, Isaías 61 diz : “O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;”. É isso que Deus quer de nós, não só em lugares longe, mas também dentro da sua casa. Pois afinal, qual o propósito de ir tão longe se não temos nada pra dar? Necessitamos estar cheios Dele. 2012, foi o ano que Deus escolheu para fazer uma bagunça gostosa na minha vida, eu estava vivendo um momento muito bom da minha carreira de modelo, quando comecei a sentir no meu coração uma vontade incontrolável de ir pra África, só que eu falei pra Deus: “Paizinho, seja claro, não posso largar tudo assim.”. Um dia quando eu cheguei em casa, um pastor estava aqui e assim que eu entrei ele me perguntou: “Suas malas estão prontas?”, mais claro do que isso impossível, certo? Deus sabe como trabalhar comigo ahaha. Em setembro de 2012, eu comecei a tomar vacinas, fazer o visto e minha família não acreditava, eles achavam que eu estava brincando. Até o dia que eu disse que estaria embarcando para Africa em uma semana, deixando todos meus trabalhos confirmados para trás e tudo aquilo que eu estava buscando já fazia tempo. Meus pais surtaram e claro eles tinham todos os motivos para isso. Pessoas tenham paciência com seus pais e principalmente, tenham sabedoria. Eu orei muito a Deus pra que eles pudessem entender, meus pais deram a benção, mas não deram felizes. No dia 1 de outubro de 2012, eu estava embarcando para Africa. As despedidas foram muito difíceis, só de escrever já começo a chorar, dentro de mim eu estava explodindo de felicidade e confesso que de medo também, pelo novo que viria. Como as despedidas foram muito sofridas, em alguns momentos eu cheguei achar que eu iria morrer na Africa hahaha e eu morri, já já vocês irão entender o porque. “Pemba é uma cidade no Norte de Moçambique, que até ano passado eu nunca tinha escutado falar. É lá onde está situado o Iris Ministries, minha base e agora minha casa por esses 3 meses e pouquinho. Larguei minha casa, família, conforto e trabalho para fazer aquilo que Deus colocou no meu coração. Não tenho ideia de verdade para onde estou indo, mas sei que Deus esta me levando.”- Essas foram minhas palavras esvritas em um caderninho dentro do avião, ainda faltando duas conexões pra chegar no meu destino final. Era exatamente isso, eu não sabia para onde estava indo, mas era Deus purinho em todos os detalhes. Meus dia na África foram dias de transformação, de me conectar 100% com Deus, eu não tinha nada e descobri que tinha tudo. Tinhamos dias sem água, arroz e feijão quase todo dia com terra salpicada como temperinho especial, sem contar com os pães que as vezes chegavam com uns bichinhos, dias de latrina (buraco na terra pra fazer cocozinho haha), horas em caminhões para chegarmos nas aldeias, sol escaldante, tinhamos tudo que qualquer pessoa poderia dizer: “isso não é vida”- mas pra mim essa é a vida que eu descobri que me deixa completa. Servir, o amor se parece com servir. Foram dias difíceis , mas foram dias que eu vivi minhas primeiras experiências com Deus ( eu irei comentar algumas aqui no blog). Eu tinha receio de morrer na Africa e foi exatamente o que aconteceu, eu morri. Morri pra vida que eu tinha, morri pra minhas vontades, pros meus sonhos para viver os Dele, morri pra mim mesma e uma nova Stéphannie nasceu. Uma nova criatura, batizada nas águas e pronta para viver tudo aquilo que estaria por vir. Quando voltei da Africa, eu era uma pessoa completamente diferente e meus pais se assustaram, só pra aterrorizar mais ainda eles, eu dei o comunicado: estou largando tudo pra viver pra Deus. Claro que eles enlouqueceram! Sem dúvidas todo pai quer o melhor para o filho, eles queriam que eu vivesse uma vida com Deus, mas largar tudo era outra história. A filha deles que estudou nas melhores escolas, com todos os melhores diplomas, com uma carreira em ascensão, juntando o pé de meia, largando tudo, eles não tinham como aceitar. Aquela época, foi um tempo que Deus estava me domando, um tempo de mudanças de prioridade para eu poder aprender todas as coisas que Ele queria. Se Deus tinha me pedido tudo isso e me levado por esse caminho, eu sabia que Ele não iria me desamparar e iria acalmar o coração dos meus pais também . Deus foi fazendo inúmeras coisas para que eu aprendesse a confiar 100% Nele e ao mesmo tempo ir mostrando para meus pais que tudo isso que estava acontecendo era por Ele. Com o passar do tempo, Deus foi me usando dentro da minha própria casa e fazendo com que meus pais pudessem ver que eu não estava louca, que eu não estava “bitolada”, como as pessoas falam haha. Meus pais sabiam que eu orava pela Índia e pelo Amazonas, e eu sempre dizia que Deus iria me mandar para lá e eles me diziam pra eu sossegar em casa hahaha, porém quem dá a palavra final é Deus. Ele deu, no dia 12 de novembros de 2013 estava eu embarcando para mais uma missão e totalmente pela fé . Só que o eu cada vez mais entendia, era que Deus não tinha me chamado só para esses lugares, Ele também tinha me chamado para estar com pessoas que tinham poder aquisitivo, pessoas de posse, mas que não eram felizes, pessoas que tinham tudo mas não tinham nada. Eu sempre falava pra Deus que o que eu gostava era de ficar suja, não ter que me arrumar, comer com a mão mesmo, mas Ele sempre me dizia que não havia me colocado nessa família por acaso. Eu tinha acesso para pregar a palavra e demonstrar o amor Dele em lugares que outras pessoas não tem e isso não era um acaso. Ele queria que eu fosse essa ponte entre Ele e essas pessoas, seja em lugares ricos ou pobres. Então um dia eu estava no Amazonas, num barquinho pequeno, na chuva no meio do Solimões para chegar a aldeia e no outro eu estava em um avião indo para Miami com a minha família, eram dois mundos muito diferentes,  mas o Paizinho estava me ensinando e me preparando…ainda está. No dia 25 de Janeiro de 2014, mais uma vez eu estava embarcando, a vida dentro do avião ainda continuava, agora eu estava indo para a Índia com Deus realmente testando minha fé (esses testemunhos também serão contados algum dia aqui). Um lugar de muita pobreza, um dos lugares mais difíceis que eu já fui, mas onde a intimidade com Deus fez toda a diferença. Todas essas viagens e experiências foram forjando meu caráter com Deus e minha vida com Ele. Muitas vezes eu erro (na maioria das vezes haha), estou longe de ser perfeita, de ser um anjo como muitas vezes me escrevem, eu teimo com Deus, sou pecadora como todos nós. Eu entendo que por eu ter escolhido um caminho não muito comum para todos, é fácil com que vocês olhem para minha vida e achem que ela é extraordinária ou que eu sou uma pessoa extraordinária, forte e corajosa. Mas eu sou apenas uma menina normal, a única coisa de especial em mim é que eu disse Sim para Deus e você também pode dizer sim. Sou uma pessoa normal, comum servindo um Deus extraordinário . Ele sempre me deu tudo, mais do que eu precisava, me colocou em uma família cheia de amor e eu sabia que em algum momento da minha vida, Ele iria me pedir para que eu distribuísse todo esse amor que Ele sempre me deu. Deus não precisa de mim para fazer algo, nem de você, porque se Ele precisasse Ele não seria Deus. Mas Ele nos quer, Ele quer que a gente se entregue por inteiro para tudo aquilo que Ele tem pra nós. Eu continuo em Gramacho, continuo nas missões, continuo na minha maior missão: ter constância com Deus, uma constância de estar sempre crescendo com Ele. Páginas do meu livro, Ele ainda está escrevendo e eu tenho tentado seguir todos os passos Dele. Sei que esse post esta gigantesco e eu ainda tentei resumir bastante, mas é impossível ficar pequeno ahaha. Espero que vocês gostem, que possa edificar vocês e que vocês possam conhecer um pouco mais da minha história.

Love,

Steph O

Oi.
Sou seu ex.
Na verdade você é meu ex.
Ex é aquele que antecede.
Sou o seu ex, do ex, do ex, do ex. Se é que isso realmente existe.
Depois de mim você namorou três ou quatro vezes, acompanhei tudo secretamente pelas redes sociais.
Começamos a namorar em 2012 e terminamos no mesmo ano.
2012 foi um ano maluco, não é mesmo? O mundo iria acabar. E não acabou. Nosso namoro, esse sim, acabou. Eu cheguei a pensar que a minha vida também fosse acabar, mas veja só: 2015 chegou e eu ainda estou aqui. Profecias erradas.
Namoramos poucos meses.
Você me fez tão feliz.
Nunca havia me apaixonado tanto.
Eu dormia sorrindo e acordava com um sorriso ainda maior.
Você era o meu primeiro e meu último pensamento do dia.
O nosso primeiro beijo arrepiou a minha alma e você perdeu o fôlego, lembra?
Você tão incrivelmente lindo.
Você tão incrivelmente seguro.
Você.
Só você.
Mas aí você me traiu.
Me traiu com um colega de trabalho.
Me traiu com um colega de trabalho qualquer.
E me destruiu.
E foi embora.
Partiu sem se importar.
Frio.
Calculista.
“Homem foge sem prestar socorro.”
Manchete no jornal da vida.
Da minha vida.
Que já não tinha mais sentido.
Eu eu fiquei em estado de choque.
E comecei a fumar.
E bebia pra não lembrar.
E fumava pra tentar me acalmar.
E bebia porque eu lembrava.
E fumava porque não esquecia.
E bebia porque não me acalmava.
E fumava cada vez mais.
E bebia pra tentar esquecer.
E não esquecia.
E não me acalmava.
Então comecei a sair.
Meus amigos me arrastaram pra balada.
E eu te reencontrei por lá.
E você estava tão feliz.
E você estava tão lindo.
E eu só queria te abraçar e dizer:
- Tudo bem eu te perdoo, errar é humano, vem aqui, vamos tentar outra vez.
Mas você abraçou outro cara.
E beijou esse cara.
NA-MINHA-FRENTE.
E me destruiu novamente.
E eu bebi e fumei ainda mais.
Porque me traiu com o seu colega de trabalho se não tinha intenção de ficar com ele?
Me traiu só por trair?
Quem é esse cara que você está beijando?
Eu tinha tantas perguntas pra te fazer.
Eu tinha tanta dor dentro de mim.
Eu estava tão frágil.
E passei a ter raiva.
E um dia você me ligou.
Eu ouvi a sua voz.
E a raiva passou.
Mas você só perguntou pelo seu óculos.
Que não estava comigo.
E desligou.
E começou a namorar com outro cara.
Que não era o colega de trabalho, nem o cara da balada.
E você estava tão vivo.
E encheu o instagram de fotos.
E legendou as fotos com palavras de amor.
E terminou o namoro.
E encheu o instagram com fotos na balada.
E começou a namorar com uma outra pessoa.
E o ciclo era sempre o mesmo.
E eu fui murchando aos poucos.
Fui morrendo lentamente.
Tive que focar no trabalho.
Pra não morrer por inteiro.
E trabalhei muito.
E fui promovido.
Uma. Duas. Três vezes.
E só trabalhava.
E te acompanhava de longe.
Acho que gosto de sentir dor.
SADOMASOQUISMO.
E dispensei tanta gente que queria ficar comigo.
Tanta gente legal.
Vesti um escudo.
Achei que todas as pessoas eram igualmente maldosas.
Maldoso como você foi.
Comigo.
E com o cara depois de mim.
E com o outro cara, depois do cara depois de mim.
E vi algumas pessoas querendo cuidar de mim.
Teve um que chorou e disse que queria me fazer feliz, pediu permissão.
E eu disse não.
E de tanto dizer não.
Acabei dizendo sim.
E eu já não fumava mais.
E eu bebi, mas dessa vez foi pra brindar.
E eu me senti amado.
De verdade.
Pela primeira vez.
E me senti feliz.
E me peguei sorrindo sozinho.
Sorriso bobo.
E voltei a amar.
E não era você.
Verdade. Reciprocidade.
E você foi acabando dentro de mim.
Até acabar por inteiro.
E eu passei a dar risada sobre tudo o que aconteceu.
As pessoas me diziam que um dia eu iria rir disso tudo.
E eu ri.
E eu te reencontrei na balada.
E não senti nada.
Olhei pro meu namorado e vi um abismo entre você e ele.
Eu só desejei que a tua maldade e que a maldade do mundo nunca atinja quem agora eu amo.
E que ele nunca se corrompa por tão pouco.
Como você se corrompeu.
Que o mundo é sujo eu sei.
Você me mostrou.
Mas é possível sair ileso, basta ser bom. Basta ser do bem, meu bem.
E você me viu feliz com outro alguém.
E me mandou mensagem.
Disse que eu estou bonito.
Que o tempo me fez bem.
E fez mesmo.
E você pediu pra voltar.
Disse que se arrependeu de tudo e que sente muito a minha falta.
Disse que eu fui o único que realmente te amou de verdade.
Há 1 ano atrás eu correria pros teus braços.
E te dava todo o meu amor outra vez.
Hoje eu te deixo esse e-mail.
Que é a única coisa que eu tenho pra te oferecer.
Fica bem e seja feliz.
A gente só vive uma vez.
Aproveita ao máximo.
Aproveita com verdade.
Uma vida de verdade.
Um amor de verdade.
Pra não ter uma vida vazia.
Tchau.
—  Rafael Koerich.
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Usuário do Tumblr em Destaque: Pedro Gabriel

Blog: eu me chamo antônio

Primeira Postagem: Outubro de 2012

Pedro já foi chamado de “poeta visual” por conta dos escritos em guardanapos que ele vem criando desde 2012. Os tais guardanapos já renderam dois livros, um deles com 150 mil exemplares vendidos. Tanta desenvoltura com a língua portuguesa não faz ninguém desconfiar que ele só aprendeu o idioma de Camões aos doze anos, quando se mudou de um pequeno país africano para o Brasil. Publicitário de formação, Pedro hoje vive exclusivamente do trabalho que criou lá em 2012. Um privilégio para poucos.

Conta para gente como as ilustrações nos guardanapos começaram?

Foi em 2012. Eu estava voltando para casa depois de um dia cansativo de trabalho. Resolvi parar para tomar um chope num bar pertinho do ponto de ônibus. Eu sempre tive o hábito de anotar todas as minhas ideias em um caderninho de bolso, mas, naquele dia, havia esquecido o caderno. A única plataforma que eu tinha para escrever era a pilha de guardanapos no balcão. Comecei a rabiscar algumas coisas de forma espontânea, sem pretensão alguma. Gostei do resultado e decidi fotografar para ter um registro das minhas criações. Assim nasceram as minhas primeiras poesias nos guardanapos.

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