floquinhos

Oi floquinhos, como estão? Eu e a Kalista decidimos fazer algo diferente essa semana para vocês, então, nós decidimos vir perguntar se vocês preferem ask game ou verdade ou desafio. Por favor, deixem a resposta na reply do post, e também, se preferem quinta, sexta, sábado ou domingo, junto com o horário! 

Preference #06 - Férias de Inverno

Primeiro: vou ter que colocar um despertador para me lembrar de publicar na hora…. segundo: está sem foto pois estou publicando do celular…. espero que gostem… beijos ❤️

——

Niall:
- (S/A)? Onde você está? – A chamei caminhando em direção a cozinha.
O silencio estava instalado na minha casa, mas eu tinha certeza que (S/A) ainda estava nele; o cheirinho de café ficava mais forte conforme eu me aproximava da cozinha.
Exatamente como eu imaginei, lá estava ela, sentada de costas para a porta, agarrada a uma xícara cheia de café quentinho.
- Bom dia! – Disse baixinho em seu ouvido quando a abracei.
- Bom dia! – Ela me respondeu sorrindo.
- O que você faz fora da cama? – Olhei para o relógio da cozinha. 06:30. – A essa hora?
- Perdi o sono e não quis te acordar… – Ela se afastou minimamente e me deu um beijinho rápido.
- E não quer ir deitar de novo? – Perguntei a encarando.
- Vou me jogar no sofá e assistir filme, vai lá descansar; você não tem o porque de ficar acordado.
- Eu fico lá com você, só não garanto que vá conseguir assistir alguma coisa, provavelmente vou apagar antes.
- Não tem problema… – Ela deu de ombros.
- Vou lá buscar as cobertas!


Harry:
Neve. Ali estava eu vendo neve pela primeira vez. Fazia algum tempo que eu estava de pé em frente da grande janela da casa de Harry. O mesmo dormia no sofá a poucos metros de distância de mim.
Eu estava encantada com cada floquinho que passava por mim e integrava o grande tapete branco no jardim.
Acontece que eu havia me mudado a pouco tempo do sul da Europa para Inglaterra, fazia seis meses que eu estava habitando a terra da rainha, assim como fazia seis meses que eu conhecia Harry; consequentemente, nunca havia visto neve até agora.
- (S/A)? – A voz rouca de Harry cortou o silêncio.
- Oi! Não te vi acordado… – Caminhei até ele sentando na ponta do sofá onde estavam seus pés.
- O que estava fazendo? – Ele perguntou se sentando.
- Estava vendo a neve que está caindo lá fora. – Respondi meio envergonhada.
- Você não tinha visto neve ainda? – Neguei com a cabeça. – Quer ir lá fora?
- Não… – Respondi sem jeito e levantei para sentar no meio das pernas dele. – Quero ficar quentinha com você…
- Está bem. – Ele me abraçou me fazendo deitar em seu peito. – Podemos ver neve mais tarde, mas eu quero ir contigo. Segurar a sua mão assim, - ele apertou minha mão com a sua. – E fazer anjos de neve contigo.


Louis:
- Anda, Lou, atende o telefone. – Eu murmurei sozinha enquanto o telefone apenas chamava.
Eu havia esquecido a chave que ele havia me dado para entrar em seu apartamento pois a campainha estava estragada. Mas acabei me lembrando da chave que ele costumava esconder no vaso de flores do seu vizinho.
Catei a chave e ao encontrá-la, senti um arrepio correr pela minha pele. Mas ele havia ocorrido apenas pelas janelas abertas do corredor devido ao vento frio do lado de fora do prédio.
Encaixei a chave na maçaneta fazendo a porta se destrancada. Larguei minha bolsa no mesmo lugar de sempre do sofá e caminhei preguiçosamente até o quarto de Louis, esperando encontrá-lo dormindo na imensa cama que costumávamos dividir.
Mas o que encontrei, foi Louis agarrado a uma mulher desconhecida; naquele conhecido cochilo pós foda. Eu sentia a raiva me consumindo de forma descomunal.
Em um soluço entrecortado, que soou mais alto do que deveria, vi os olhos azuis de Louis me encarar e seu rosto ser tomado por uma expressão de pavor.
- Sinto muito se eu não fui o suficiente. – Dei as costas ao casal deitado na “nossa” cama e ouvindo os gritos de Louis, eu fui embora.


Liam:
- Você tem certeza que seus pais não vão se importar de usarmos a casa? – Questionei (S/N) que me ajudava tirar as poucas malas do carro.
- Eu perguntei a eles antes de virmos. Minha mãe ficou feliz em saber que viríamos para cá, ela diz que é uma ótima casa para dar fim em coisas mal resolvidas. – Vi a garota dar de ombros. – Concordei, mesmo sem saber do que se tratava.
- Tia Ana é uma figura mesmo. – Murmurei como se estivesse desinteressado.
- Vou tomar uma banho rapidinho e já desço para pedir comida.
- Eu vou pedindo, o que você quer? - (S/A) fez uma carinha pensativa e sorriu.
- O mesmo que você… eu vou lá.
Fiquei sorrindo feito um idiota depois de vê-la subir as escadas. Liguei para o mesmo restaurante que pedíamos comida quando vínhamos com os pais de (S/N). Pedi duas porções de macarrão com queijo, que era o prato favorito de (S/N).
- O que você pediu? - (S/N) desceu com os cabelos molhados e pijama minutos depois da comida ter chegado.
- Macarrão com queijo. – Disse enquanto colocava a mesa.
- Por que você sempre faz tudo para me agradar? – Ela perguntou me encarando e eu queria cavar um buraco para me esconder.
- Por que somos amigos, eu gosto de você.
- Apenas isso?
- É…
- Então tudo bem.
Acho que não seria nessas férias que a casa me ajudaria a abrir meu coração a (S/A) e contar o quanto eu amava ela.


Zayn:
- (S/N)? – Ouvi a voz de Zayn. – Eu estou entrando.
- Estou no quarto! – Gritei de volta.
Zayn apareceu na porta do quarto todo agasalhado e com a chave chave do seu carro entre os dedos.
- Sabe, eu ia convidar você para a gente ir dar uma volta no shopping ou sei lá, mas vendo você aí, embaixo das cobertas, me deixou menos empolgado para qualquer outra coisa que não seja me deitar aí com você. – Ele disse escorado no batente da porta.
- Então vem deitar comigo, ué?! – Eu disse rindo da expressão que ele tinha no rosto.
- Ah, mas eu vou mesmo.
Dando uma corridinha, ele parou do lado em que ele costumava dormir quando vinha para minha casa, pegou no meu armário uma das minhas calças de moletom, sentou-se na cama, tirou os tênis, a jaqueta e o suéter grosso que ele usava, trocou de calça rapidinho e deitou-se ainda fora das cobertas. Se esticou me beijando.
- Melhor do que eu imaginava para esse inverno. – Ele resmungou rindo e entrando para baixo dos cobertores me abraçando contra seu corpo.
- Onde você queria ir mesmo? – Perguntei debochada.
- Para debaixo das suas cobertas. – Ele resmungou, de novo, rindo.

eu to cansada de aceitar tão pouco das pessoas, e pior: achar que eu mereço isso. Essas pessoas precisam acordar e ver que eu não sou um lixo cômico que você pode depositar seu problema a qualquer hora, que eu posso massagear o seu ego a qualquer hora. Eu não sou isso, eu não sou seu saquinho de decepções. E eu não aturo mais aceitar um floquinho de neve depois de provocar um avalanche.

Óleo de coco: o óleo do amor.

Salve Comunidade Cacheada e Crespa!
Hoje eu vim relatar sobre meu mais novo amor capilar: o óleo de coco

Deus salve a Rainha e quem teve a ideia de retirar o óleo do coco pra passar no cabelo! Sério!
Ô troço bão <3

Então, tietagem a parte, vamos ao que interessa? 
Dizem as (más e boas) línguas que o óleo de coco é um óleo super hidratante graças as gorduras (as boas gorduras, migos), combate o frizz (porque tem gente que não curte né?), pode ser misturado a máscaras e condicionadores sem dó, além de ser mega cheiroso, ou seja pra você que está com o cabelo meio triste, é tiro e queda.
Uma vez eu usei um creme de cabelo ma-ra-vi-lho-so a base do coco e sinceramente, eu já sabia que o efeito seria do babado - não é porque o óleo foi bom para mim que também será bom pra você. Sabendo disso, na feira do domingo fui garimpar meu coquinho e fiz botei a mão na massa.

Assisti inúmeros videos dizendo como preparar o óleo, mas ninguém explicava tim-tim por tim-tim até chegar na parte principal. Vou fazer diferente e contar TODA a experiência (caso você não saiba abrir um coco seco, como eu não sabia), isso pode fazer o post ficar grande. TiuPar?

Quebrando cocos

Com a ajuda da Mamãe (obrigada, Mãe), perfuramos o coco na base - parece até uns buraquinhos das bolas de boliche, fure bem ali - e tiramos a água dele. Por mais que o coco seja “seco”, ainda sim tem água - reaproveitada no cabelo, claro). 
Depois, ela colocou o coco no fogo, para “queimar os cabelinhos” e “esquentar o coco”, segundo ela e “os antigos”, fica mais fácil desse jeito de tirar o coco da casca. Logo após isso, ela com um martelo, ficou dando umas batidinhas no coco até ele resolver fazer um barulho oco e abrir. 
Partimos para a parte que os videos já começam a ensinar: tirar o que tem dentro do coco, cortar em pedaços e colocar no liquidificador com água. O nível da água deverá ser superior ao do fruto, ou seja, deverá cobrir no copo do liquidificador. 
Pra ser sincera, eu deixei o coco em pedaços com a água numa bacia de um dia para o outro, você pode fazer assim ou não. vai do gosto do cliente. 
No liquidificador, você bate até formar o leite de coco, separando depois o sumo do leite numa peneira. A melhor forma de separar os floquinhos do líquido é com a mão, gente. 

Grand Finale


Agora vem a parte final, extraindo o óleo. 
Sabe o leite de coco que você retirou? Então, vamos colocá-lo numa panela que comporte todo o líquido e deixar ele chegar ao ponto de “fritura”. Sim, fritura mesmo. A gordura presente no leite fica na panela, enquanto o líquido evapora. E é essa gordura que vira nosso óleo. 

Considerações


Existem prós e contras nisso, sem dúvida alguma. Prós seriam que, você vai obter um óleo puro (e a água de coco gente!) na sua casa pagando pelo mínimo possível, uma vez que esse é um dos óleos vegetais mais caros do mercado.  Contrapartida, um coco rende aproximadamente apenas 20 ml de óleo, isso é muito pouco minha gente. Não dá pra umectação puramente dita, apenas se você for batizar ou usar pra finalizar. Outro contra é o tempo de preparo, eu demorei cerca de uma hora fazendo tudo, a parte da “fritura” é bastante demorada. 
Valeu a pena? Claro que sim. meu cabelo ficou lindo, macio, hidratado, cachos maravilhoso e cheirando a cocada. Tem como não gostar?

Links úteis:
- Um vídeo que me ajudou muito e pode ser útil caso minha explicação tenha ficado confusa;
avisos

Oi, floquinhos! Vim aqui perguntar pra vocês, além de avisar que troquei de mascotinho, se vocês querem o blog ooc. Votem pelas replies do post e nós criaremos ou não diante da escolha, ok?

Young Heroes

Capitulo 7 —  Apolo Prince

— Então, grandão, como posso chamar você? Garoto Maravilha? — Scarlett me pergunta, sem parar de falar desde que saímos do avião.  

— Pode me chamar de Warrior, uma amiga me deu a ideia desse nome.

Ela solta um risinho baixo, andando ao meu lado.

— Gostei, combina com você! —  Ela faz um gesto com as mãos, como se estivesse vendo um grande anuncio a sua frente. — “Dama de Gelo e Warrior contra os demônios e o mundo!” Até que soa bem.

—  Se você diz.— Dou uma rápida olhada para seu rosto e vejo que agora ela me olha de uma forma engraçada, curiosa. — Algum problema?

— Foi mal, mas eu preciso mesmo te perguntar. — Ela começa. — Como isso funciona? Tipo, você é filho da Mulher maravilha, certo? Eu adoro ela, mas…ela não é uma amazona? Elas não têm tipo, um código de não gostar dos homens ou sei lá? Ou essa é a Ártemis do Percy Jackson?

Ninguém nunca havia me feito tantas perguntas de uma vez, mas eu até que gostava de respondê-las. Ontem à noite, não conversamos muito, parece que Mel e ela não estão se dando bem, por isso ficamos afastados na maior parte do tempo. Então hoje estávamos usando esse tempo a sós para nos conhecer melhor.

— Sim, as amazonas são proibidas de se relacionarem com homens, mas minha mãe não seguiu essa regra porque se apaixonou por meu pai. — Digo a ela, calmamente. Eu ainda ficava confuso com aqueles nomes como Percy Jackson. Melissa já havia me explicado que era uma série de livros sobre mitologia grega, só que eu ainda não havia entendido muito bem.

—Interessante isso! — Ela responde, realmente satisfeita com a resposta.  — Diz pra sua mãe que eu sou fã dela quando você voltar pro seu mundo.

Concordo com a cabeça.

— Nesse mundo também existem deuses ou coisas do tipo? — Pergunto, tentando resistir aos meus instintos de guerreiro e sair derrubando as árvores da floresta até encontrar o demônio.

Lentamente Scarlett vai parando de andar,  me forçando a fazer o mesmo. Então ela me responde.

— Uhm…sim. Temos o pessoal de Asgard, sabe? Thor, Sif, Odin…Loki. — Ela pronuncia o ultimo nome com uma raiva considerável.

Ela desvia o olhar, e faço o mesmo.

Depois de andar floresta a dento por um bom tempo, sem sinal do monstro, percebo que chegamos a uma espécie de clareira. Apesar de ser o lugar apontado no mapa, não o encontramos em lugar algum, me deixando nervoso.  Avalio o lugar com toda a atenção que consigo, tentando de algum modo achar algum indício do bicho por aqui. Seguro a bainha de minha espera, já pronto para uma boa luta.

Sinto os olhos de Scarlett sobre mim e então me viro e vejo que a garota ruiva me olha analiticamente.

— Porque está me olhando assim?

Ela tomba a cabeça para o lado, com os braços cruzados.

— Você parece agitado, Apolo. — Ela começa. —E olha, eu sou a hiperativa por aqui, os papéis deveriam estar invertidos.

Ao dizer isso, ela move uma das mãos, fazendo uma espécie de banco de gelo, onde ela se senta, com uma cara entediada, como se estivesse desinteressada da nossa missão de encontrar o monstro.

— Quase posso sentir que esse monstro está por perto, mas não posso vê-lo — Seguro mais firmemente minha espada e olho em volta, vendo Scarlett soltar um risinho. — Também devia estar alerta, ele pode aparecer a qualquer momento!

— Eu estou muito em alerta. — Não consigo dizer ao certo se ela está falando sério ou apenas brincando comigo. Desde que começamos a conversar, percebi que Scarlett é uma pessoa escorregadia, sempre irônica e sagaz, fazendo com que eu nunca saiba exatamente o que ela quer dizer. Ela percebe e revira os olhos. — Sério, eu to atenta, só não preciso ficar demonstrando. Olha, andamos muito até aqui e não achamos nada além de árvores e neve. Vamos sentar e pensar em um plano melhor pra achar essa coisa, porque eu definitivamente não quero cruzar Sokovia a pé.

— Você tem razão, vamos tentar pensar em algo. — Concordo com ela, mas continuo de pé, observando o banco de gelo com atenção. — A propósito, tem um poder fascinante!

Ela dá de ombros.

— Ah, é bem legal mesmo…tirando alguns efeitos colaterais, e o fato de eu parecer a Elsa, é realmente incrível. — Enquanto me respondia, vejo que ela desenha algumas coisas com um graveto na neve. Uma flecha, uma ampulheta e um floquinho de neve no meio.

Ficamos em silencio por alguns minutos e nada parecia estar nos aproximando do monstro.

Será que ele havia se deslocado muito? Nosso mapa estaria errado?

Quando eu estava prestes a dizer algo para nos colocar em movimento outra vez, ela se levanta.

— Ouviu algo?

— Não, mas tive uma ideia. — Ela diz, pegando seu arco. — Vamos bancar os Winchester.

Então ela pega uma flecha e a aponta para o alto.

— O que vai fazer?

Ela sorri antes de soltar a flecha.

— Chamar a atenção, é claro. — Ela solta a flecha, abaixando o arco logo em seguida. —  Sabemos que tem um deles por aqui, e você mesmo disse que o monstro tá perto. Então, vamos tentar atrair ele pra cá, Castiel. — Ela me olha ansiosa, como se esperasse alguma reação minha após sua fala, dando a entender que aquela seria alguma piada entre nós, mas só consigo me mostra confuso.

— Castiel? Meu nome é Apolo.

Ela gesticula com as mãos

— Eu sei que seu nome é Apolo, Castiel é um personagem….Nunca assistiu Supernatural? — Ao ver minha expressão, ela revira os olhos. — Droga, esqueci que você é tipo a Lorraine. Ok, tudo bem, depois que terminarmos aqui, já vi que tenho muito a te ensinar, Castiel.

Pensei que era só a Grace que fazia referência estranhas que eu não conseguia compreender. Dei de ombros e voltei a me concentrar no que ela estava fazendo. Usei minha audição aguçada para ouvir tudo ao meu redor, tentando perceber quando o monstro iria se aproximar, isto é, se ele viesse mesmo.

Ficamos em silêncio por vários segundos, até que ouvimos o barulho de árvores caindo e de algo se aproximando. Scarlett dá um passo para trás, segurando seu arco.

— Finalmente! Acho que conseguimos a atenção dele! — Seguro minha espada com firmeza e lanço um meio sorriso na direção da ruiva, já podendo ouvir os passos rápidos do demônio na neve.

— Eba. — Ela diz sem muita emoção, preparando seu arco e flechas. Percebo que ela está nervosa com a aproximação do monstro, por isso tento melhorar o clima.

— Anime-se, vai ser uma luta divertida!

Scarlett abre um sorriso.

— Espero. Mas, de qualquer jeito, se esse monstro por acaso matar a gente, acho que eu não vou ter que entregar o trabalho de química que eu não fiz, e minha mãe não vai poder ficar brava comigo. É um ponto positivo.

Antes que eu pudesse sequer pensar em responder, somos surpreendidos pela criatura. Grande, feroz e muito, muito zangada.

Fui o primeiro a atacar.

Não queria que aquele bicho tivesse uma vantagem, então tratei de fazer um corte bem grande no braço dele, logo sendo surpreendido por uma enorme mão acertando quase acertando meu rosto e, o que me faz cambalear para o lado na tentativa de desviar do ataque.

Eu já havia enfrentado monstro bem maiores, porém este parecia nem ter sentido o corte que eu fiz nele.

Pelo canto do olho, vejo a ruiva lançar uma flecha na direção dele e acertá-lo em cheio no ombro, depois vi o monstro se virar para ela e tentar atacá-la. Não sabia se ela conseguiria aguentar um golpe dele, então envolvi meus braços ao redor do torso do demônio enquanto ele estava de costas para mim e o lancei para longe dela.

— Cara, essa coisa tá maior. — Ela me diz, recuperando o folego. — Eu juro que ele não estava assim ontem!

— Se isso for verdade, então temos um problema — Digo, me virando para onde joguei o monstro e vejo que ele vem em nossa direção outra vez. Faço o mesmo, me jogando contra ele.

Uso minha espada para atacá-lo, mas o monstro segura meu braço e posso sentir que vai quebrá-lo, então dou um pulo e acerto um chute em seu rosto. A ruiva se aproxima de nós e eu a impeço de chegar mais perto.

— Eu cuido disso — A empurro, um pouco mais forte do que gostaria.  Scarlett podia ter a mesma personalidade forte de Melissa, mas podia se ferir muito mais facilmente do que eu em uma luta assim.

Ela ri sarcasticamente.

— Tá brincando né? Aquela coisa quase quebrou seu braço agora, você precisa da minha ajuda! — Ela me empurra de volta, avançando contra o monstro, com mais uma flecha preparada.

Antes que ela atirasse, voei até o demônio a nossa frente para levá-lo para longe, mas fui surpreendido quando ele lançou uma bola de fogo em mim. Coloquei meus dois braceletes na frente do meu rosto e quando senti as chamas sumirem, fui brutalmente empurrado na direção do chão e levei mais dois socos nas costas, fazendo meu corpo se afundar ainda mais na neve e no chão.

Aquilo me fez largar minha espada e ficar imóvel por um tempo, esperando que a dor passasse para que eu pudesse voltar a lutar, porém ainda sentia como se minhas costelas estivessem destruídas.

Ouço uma espécie de bomba explodir, e logo sinto Scarlett se aproximar de mim, se abaixando ao meu lado.

— Meus parabéns, Apolo, seu idiota. — Ela zomba ao meu lado, e percebo que o barulho veio de uma flecha explosiva que ela atirou no monstro, que cambaleou para trás atordoado, possibilitando que ela chegasse até mim. — Quer a minha ajuda ou consegue terminar com o monstro deitado aí?

Decido não responder. Ela me ajuda a levantar no momento em que o monstro avança contra nós outra vez. Esse demônio não nos dava nem chance para respirar!

Scarlett me solta no chão, apontando mais uma flecha contra o monstro, mas antes que possa reagir, ele a atinge com sua cauda, fazendo-a cair na neve e bater em uma arvore, há alguns centímetros de mim. Seu arco cai próximo ao demônio, que pega-o com as mãos e então ele o queima, retorcendo o que sobrou até jogar longe.

— Ah não. — Ouço Scarlett choramingar com raiva ao meu lado. — Esse arco era do meu pai!

Começo a me levantar, ainda sentindo dores pelo corpo todo.

— Scarlett, já vimos que ele tá mesmo mais forte, eu cuido dele. — Tento dizer, mas ela não me ouve, se levantando de forma mais ágil que eu. — Você está sem nenhuma arma agora!

— Não por muito tempo. —  Ela se aproxima de mim rapidamente. —  Minha mãe sempre diz pra eu andar com uma pistola, eu realmente deveria começar a ouvi-la — Então ela pega minha espada. —  Ainda bem que o Connor me ensinou a usar uma dessas. Me empresta, rapidinho.

Sem esperar por uma resposta, Scarlett investe contra o monstro e, de forma incrivelmente ágil, ela consegue desviar de um golpe do mesmo, atacando-o com minha espada. Seu ataque consegue abrir um corte na lateral do corpo do monstro, que solta um ruído ensurdecedor.

Scarlett levava jeito com a espada. Ela, atacava o monstro, enquanto se esquivava de maneira impressionante de cada golpe que ele lhe desferia, revidando com a espada, chutes e de vez em quando, com seu poder de gelo, ganhando cada vez mais confiança naquela luta.

Era inegável que ela lutava muito bem, e sabia se defender com eficiência, mas mesmo assim eu precisava ajuda-la. Estava ficando cada vez mais claro que ela não conseguiria manter o ritmo contra o demônio por muito mais tempo. Ela usava o gelo e o monstro rebatia com fogo, tornando tudo mais difícil.

Recuperando o folego, me jogo contra o monstro, desferindo um soco nele. Puxo Scarlett para trás, antes que ele se recupere.

—Deixa que eu cuido disso! — Irritada, Scarlett me empurra com a mão que segurava minha espada, enquanto com a outra ela lança uma espécie de mini nevasca contra o monstro.

Pude ver que ela fazia um esforço enorme para manter seu ataque, então ignoro seus protestos e tiro a espada de sua mão, puxando-a para trás de mim. O ataque dela ajuda bastante, distraindo o monstro para que eu pudesse me aproximar e cravar a espada em sua perna esquerda.

Consigo desviar das garras afiadas dele e me posiciono em lugar estratégico, pronto para fazer de tudo para derrubar esse maldito. Porém, paro meu ataque quando percebo que Scarlett não está mais focada na luta. Vejo que ela se afasta um pouco, se apoiando em uma árvore.

Volto a me concentrar em minha luta e golpeio mais uma vez o monstro. Cuido dele sozinho, desferindo golpes que o fazem cair no chão, como se tivesse sido derrotado. Será que finalmente eu havia derrotado mesmo o monstro?

Antes de verificar isso, me viro para Scarlett.

— Scarlett? — Chamo, mas ela está de costas para mim, e não me responde, o que me deixa preocupado. — Scarlett, tudo bem?

— Me deixa em paz! — Sua voz soa mais dura e fria, e não entendo porque de repente ela começa a ser tão arisca comigo, mesmo sem me encarar.

Então percebo que, na verdade, ela não está falando comigo. Não está nem prestando atenção em mim.

Achando que o monstro já estava morto,  me coloco a frente da ruiva, puxando seu rosto para que ela me olhe, sentindo uma onda de preocupação quando a vejo. Ela está horrivelmente pálida e seus olhos, agora incrivelmente assustados, começam a se encher de lagrimas quando se perdem em algum ponto atrás de mim.

— O que você quer?  — Ela resmunga com uma voz fraca. — Porque continua fazendo isso? Já disse que não preciso de nada vindo de você!

Me viro para ver com quem ela fala, mas não há ninguém aqui além de nós dois. Ela está de costas para o monstro, então não pode estar falando com ele também.

Será que esse monstro mexeu com sua mente?

Olho para nosso inimigo, e meu coração quase para quando vejo que, apesar de todos os nossos últimos ataques, ele começa a se recuperar mais uma vez. Não entendo, não importa o que façamos, ele parece não se cansar ou se machucar! Ele cai, mas sempre se levanta, sempre parecendo cada vez mais forte e raivoso.

Percebo que, por mais que eu queira, não há como eu acabar com ele sozinho. Scarlett tem que me ajudar, e mesmo assim, nem nós dois juntos estamos dando conta. Então volto a olhar para ela, que continua no mesmo estado, resmungando para alguém que não posso ver, e agora tremendo também.

— Scarlett, o que tá acontecendo? Fale comigo!

Tento fazê-la voltar a ter foco enquanto o monstro não se levanta, mas ela não parece me ouvir. De repente, o medo em sua expressão dá lugar a raiva, e ela avança contra o nada, sem mais nem menos.

Ela começa a dizer várias coisas em outra língua, russo se não me engano, então não entendo nada do que ela fala. Posso jurar que ouvi ela dizer algum nome, provavelmente mitológico, ou então, era apenas mais uma palavra do idioma que não entendo.

Seguro-a pelo braço com força, puxando-a inteiramente para mim, impedindo que ela avance contra o ar. Scartett está gelada, e sinto que mesmo que ela não esteja fazendo de propósito, está usando seu poder congelante em nós dois, e acho que é por causa do que quer que ela esteja imaginando ver a sua frente.

— Não tem ninguém aqui, Scarlett! — Digo, ainda segurando-a contra mim, até que ela começa a se acalmar um pouco. — Só temos eu e você aqui contra aquele monstro. Preciso que você se acalme! — Finalmente ela parece me ouvir, e para de se debater contra meu aperto.

Aos poucos ela começa a controlar melhor o gelo, fazendo com que o frio adicional contra minha pele pare.

— Apolo? — Ela me chama.

— É, sou eu. —  Começo a soltá-la quando sinto seu corpo relaxar. — Vou te soltar agora, tudo bem?

Ela concorda com a cabeça devagar, e quando a solto por completo, ela cai de joelhos na neve, com as mãos na cabeça. Me abaixo para tentar ajudar, mas Scarlett me impede, parecendo estar novamente no controle da situação.

— Eu tô…eu vou ficar legal. — Ela diz com certa dificuldade. — Eu só…Não foi nada.

— Não foi nada? — Ergo uma sobrancelha. — Aquele monstro mexeu com você?

Ela demora a responder.

— É, foi isso.

Vejo que ela está mentindo. Ela mente muito bem, mas consigo detectar a mentira em sua voz.

— Me diz o que foi que…?

— Eu acho que já sei o que fazer. — Ela me corta, se colocando de pé lentamente. Tenho que segurá-la quando ela ameaça cair outra vez, mas ela é tão durona quanto Melissa, e logo dispensa minha ajuda. — Acho que temos que cortar a cabeça dessa coisa fora.

— Como sabe?

—Alguém soprou uma dica, e é bom que esteja certa. — Não entendo o que ela quer dizer, mais uma vez. Então se vira para me encarar. — Você é bem mais forte que eu, então distraio ele, e você se vira com o resto.

— Não mesmo. — Retruco. — Não vou deixar você ser…

O monstro me interrompe, nos pegando de surpresa.

Eu achei que ele ficaria caído um pouco mais, só que ele trai meus pensamentos quando avança em nós dois outra vez. Somos separados, e vejo que Scarlett faz um sinal para mim, me mandado ir para trás do monstro.  Olho para ela e vejo que estranhamente, ela parece bem agora.  Não perfeitamente bem, mas muito melhor do que momentos atrás, pelo menos.

Então decido seguir seu plano.

Pulo nas costas no monstro, enquanto ela o distrai, com seu poder de gelo. O monstro sente quando consigo me segurar em suas costas e tenta me acertar, mas Scarlett é rápida e esperta o suficiente para ter a ideia de congelar as patas do monstro no chão.

Infelizmente, ele esquenta as patas e derrete o gelo ao redor, lançando uma delas na direção da ruiva de forma rápida. Ela não tem tempo de se esquivar, por mais ágil que seja. O monstro a acerta em cheio e logo em seguida a ouço gritar de dor.

Scarlett cai na neve, com as mãos no ombro esquerdo, enquanto seu uniforme roxo e preto começa a tomar uma coloração escarlate. Sentindo uma raiva extrema, e sem perder mais tempo, aproveito essa brecha oferecida pela distração do ataque e cravo minha espada no pescoço do demônio e uso toda a minha força para cortá-lo.

Só saio das costas dele quando sua cabeça cai na neve, assim como um sangue preto fedorento. Quando me aproximei de Scarlett, o monstro se tornou poeira escura e desapareceu.

— Scarlett, consegue se levantar? — Não perguntaria se ela estava bem, pois esta seria uma pergunta estúpida. Há três cortes enormes em seu ombro e quase em seu pescoço, nas formas perfeitas das garras do monstro.

Me ajoelho ao seu lado e coloco uma das mãos em suas costas para ajudá-la a se sentar.

Ela faz uma careta e respira fundo.

— Você disse que ia ser uma luta divertida….Acho que tenho que discordar de você. — Ela tenta se mostrar descontraída com a voz fraca e então dá uma rápida olhada no próprio ombro. — Ah, que beleza, espero que isso aqui não me transforme em uma espécie de demônio, tipo lobisomens, sabe?

Dou um pequeno sorriso que desaparece quando examino seu ombro com atenção.

— Temos que voltar pro avião agora mesmo, precisamos fazer o sangramento parar e dar uma olhada melhor nisso.

— Não me diga!

— Consegue mexer o braço?

Scarlett tenta, mas faz outra careta ao se mexer.

— Acho que sim, mas até respirar dói agora, então… — Ela resmunga, mas pelo menos vejo que ela consegue algum resultado, mesmo que pequeno.

— É um machucado considerável. — Rasgo a jaqueta que me deram ontem e coloco em seu ferimento.

A ruiva tenta disfarçar mais uma careta de dor, mas vejo que lagrimas surgem em seus olhos quando pressiono seu ombro.

— Queria saber porque só eu acabo na pior nas missões.

— Você nos salvou. — Digo, percebendo que ela luta para manter os olhos abertos. — Sua ideia de cortar a cabeça do monstro nos fez derrotá-lo. Foi muito corajosa se colocando como distração.

— Provavelmente vou ter uma cicatriz pra provar isso. — Pego Scarlett nos braços com cuidado quando vejo que ela está prestes a desmaiar.

— Vamos, acho que sua amiga Hazel pode dar um jeito nisso.

Assim que me coloco de pé com ela nos braços, Scarlett chama minha atenção.

— Apolo, não conta pra ninguém sobre…sobre o que aconteceu agora há pouco. — Ela se esforça para pedir. — Por favor, deixe isso apenas entre nós dois.

Mesmo confuso e um pouco curioso com tudo aquilo, a única coisa que consigo fazer é concordar com a cabeça.

— Isso fica entre nós, você tem a minha palavra.

Ela tenta esboçar um sorriso fraco.

— Ótimo.

Após dizer isso ela encosta a cabeça em meu tórax, inconsciente. Ainda segurando ela, me abaixo para pegar minha espada na neve e a coloco novamente em meu cinto. Quando penso em voar de volta para o jato, vejo um brilho azul no céu e o som de algo pesado pousando ali perto chama a minha atenção.

Me aproximo cuidadosamente, pensando poder ser outra ameaça, porém fico mais tranquilo ao ver se tratar de Logan e Melissa.

— Caramba… — Ouço Mel dizer, seus olhos arregalados, provavelmente olhando para Scarlett. — Estamos atrasados.

— Scarlett! — Logan sai de sua armadura e se aproxima de mim, olhando de forma desesperada para a namorada.

— Ela está…? — Melissa começa, se aproximando mais de nós.

— Só inconsciente.

— Como ..? Foi aquele demônio que fez isso?! — Logan questiona rapidamente, muito agitado, sem saber o que fazer.

Concordo rapidamente.

— Foi, mas conseguimos acabar com a coisa. — Olho para Melissa com mais cuidado e vejo que ela está bem, me deixando aliviado. — E vocês?

— Conseguimos graças ao Logan. Estávamos vindo para avisar que o monstro só morre se tiver a cabeça cortada. Derrotaram ele sem saber disso?

Penso duas vezes antes de responder. Não podia contar o que acontecera lá atrás, havia prometido a Scarlett.

— Foi um golpe de sorte, eu acho . —  Me viro para Logan, que está pálido enquanto olha para a namorada desacordada. — Ela ficará bem, meu amigo. É uma guerreira muito forte!

— Eu sei. — Ele me responde nervoso e atordoado, voltando para dentro da armadura. Ouço-o avisar Hazel sobre o acontecido e pede que fique preparada para quando chegarmos ao avião. Então ele se aproxima, tirando Scarlett de meus braços. — Pode deixar que eu cuido dela agora. Valeu Apolo.

Ao dizer isso, ele simplesmente começa a voar, deixando a mim e a Melissa sozinhos.

Olho para ela e questiono.

— O que faremos agora? Vamos atrás deles?

— Você é bom com essas coisas médicas, acho que devemos ir para você poder ajudar - vejo-a se aproximar e a seguro em meus braços para podermos voar. A verdade é que eu conhecia bem a Mel, ela estava preocupada com Scarlett, só não iria admitir.

— E os outros?

— Peço para o Logan enviar uma mensagem do avião.

— Tudo bem - sorrio antes de levantar vôo.

Chegamos ao avião em pouco tempo, Logan e Scarlett já estavam do lado de dentro e ela continuava desacordada. Nos aproximamos no local onde, agora, ela estava deitada e era examinada por Hazel. Logan segurava a mão de Scarlett e ainda parecia preocupado, porém um pouco mais tranquilo.

— Tem salvação? — Melissa perguntou, se aproximando deles comigo logo atrás.

— Acho que podia ter sido bem pior. — Hazel responde, olhando rapidamente para nós. — Como sempre, ela deu muita sorte. Se o monstro tivesse acertado um pouco mais pra baixo, ela podia ter perdido o braço. E mais pra cima….bom, ele teria acertado a garganta dela. Mas ela sobrevive. Talvez umas duas ou três semanas sem arco e flechas, mas sobrevive.

— Logan, precisa tentar se comunicar com os outros, eles provavelmente vão querer saber como esse demônio morre — Mel diz, sem tirar os olhos do ferimento de Scarlett e parecendo examiná-lo de longe.

— E avisar que ele está ficando cada vez mais forte também — Completo, lembrando-me do que eu e Scarlett percebemos durante a luta.

— Que maravilha. — Ele ironiza, ao se levantar devagar, soltando a mão de Scarlett. — Eu vou avisar a eles então.

Logan parecia ter medo de deixar Scarlett sozinha, mas mesmo assim nos dá as costas e vai para a frente da aeronave, onde Henry estava, para que eles pudessem se comunicar com o resto de nossos amigos.

Me sento na cadeira mais próxima com um longo suspiro. Ainda sentia grande parte dos meus ossos doerem e estava cansado, mas feliz ao mesmo tempo por termos conseguido. Continuo olhando para Mel quando ela se posiciona ao lado de Hazel, que limpava o ferimento de Scarlett.

Quando viu que a maior parte do sangue já havia coagulado, ela pegou um pequeno spray em seu cinto e o aplicou por toda a extensão do grande corte no ombro de Scarlett. Hazel pareceu confusa então Mel começou a falar.

— Isso ajuda a remover possíveis venenos ou bactérias que aquele monstro podia ter nas unhas, — quando terminou de aplicar, vimos o ferimento assumir uma colocação menos avermelhada e parecer bem melhor do que antes. — Além de ajudar muito na dor. Miles me deu há alguns anos atrás, provavelmente algo mágico.

Ela deu um rápida olhada em minha direção e me viu dar um leve sorriso em resposta.

— Se contarem a ela que a ajudei, vou negar até a morte! — Ela rapidamente disse, andando para onde Logan estava.

Hazel observa Melissa e depois olha para mim com um sorriso.

— É bom saber que ela tem um coração. — Ela ri e se aproxima. — E você?  Tá bem? Algum ferimento ou coisa assim? Quer dizer, não sei exatamente como você…hã…funciona, sabe? Não sei se é como o Connor ou como o Aiden. — Ela fala enquanto me analisa com atenção.

— Algumas contusões, uma ou duas costelas quebradas, mas já passei por coisa pior — Asseguro, sorrindo. — Vou estar bem em algumas horas, não precisa se preocupar.

— Pode checar se tem algo de errado com ele por favor, Hazel? Apolo pensa que é imortal, esquece que tem mais DNA humano que de semideus, ignora o orgulho dele — Ouvimos Melissa gritar de onde estava e reviro os olhos.

— Bom, acho que ela manda. — Hazel dá de ombros. — Vamos, não vai ser nada demais e…— Hazel para de falar quando percebemos que Logan, Mel e Henry começam a ficar agitados. — O que foi agora?

Quando me levanto, vejo Logan passar por mim, com Melissa logo atrás.

— O que foi?

— Tem alguma coisa lá fora.

— Outro demônio?! — Hazel questiona assustada.

— Vamos descobrir agora. — Logan se vira rapidamente pra Hazel e Henry e aponta para Scarlett. — Não saiam de perto dela, se tiver mesmo mais um desses demônios aqui, não deixem que ele encoste nela

— ”Vocês também tomem cuidado” . — Henry resmunga. — Obrigado com a sua incrível preocupação comigo e com a Hazel. —  Mas é ignorado, pois Logan e Melissa já estão perto da porta da aeronave.

Sem esperar mais, sigo os dois. Assim que saio da aeronave, vejo Mel e Logan olhando ao redor, esperando pelo monstro. Quando estou prestes a pegar minha espada, vejo alguém sair da floresta, e não era um demônio.

— Ah, que bom! Achei que tava perdido aqui — Miles disse, andando até nós.

— Seu inglês bastardo! — Vejo Melissa ir na direção dele pronta para esganá-lo, ele, porém correu para longe, já sabendo que estava ferrado.

Logan parece confuso, então me aproximo dele.

— Esse é o cara que fez a gente cair no seu universo — Explico, rindo ao ver Mel pular em cima de Miles e o derrubar na neve. — Se ela não matar ele vamos poder voltar para o nosso mundo quando terminarmos.

Logan suspira, um tanto aliviado ao meu lado.

— Ok, então vamos separar os dois. Acho que vamos precisar desse cara inteiro.


Hey povo! Tudo certinho???

Sexta-Feira, dia de capitulo novo! Esperamos que gostem desse capitulo, particularmente foi um dos que eu (Cat) mais gostei de escrever até agora! Kkkk

Acho que não preciso repetir o mesmo de sempre, mas muito obrigada a todo apoio, asks e etc, elas sempre fazem nosso dia mais feliz! 

Acho que por hoje é só galera, nos vemos nas asks mais tarde!!!

- Catwoman e Gothic Princess

Pesquisando sobre o tema, descobri que o milho que não estoura se chama piruá. Sabe aquele milho que sobra na panela e se recusa a virar um floquinho branco, macio e alegre? Piruá. E aí tenho que concordar com o escritor Rubem Alves, que já escreveu sobre o assunto: tem muita gente piruá neste planeta. Gente que não reage ao calor, que não desabrocha. Fica ali, duro, triste e inútil pro resto da vida. Não cumpre sua sina de revelar-se, de transformar-se em algo melhor. Não vira pipoca, mantém-se piruá. E um piruá emburrado, que reclama que nada lhe acontece de bom. Pois é. Perdeu a chance de entregar-se ao fogo, tentou se preservar, danou-se.
—  Martha Medeiros