finalmente brasil

Imagine Harry Styles - feito por Nath

Pedido: “ Vocês podem fazer um imagine que o Hazza se apaixona por uma fã na tour no Brasil?”

Parte I

Eu não estava acreditando que depois de quase quatro anos de banda finalmente desembarcamos no Brasil, eu sempre tive um carinho e fascinação muito grande por esse grande e lindo país.

Quando finalmente chegamos ao hotel foi uma loucura, centenas de fãs com cartazes gritando histericamente, nos estávamos acostumados a ser perseguidos por fãs, mas as Brasileiras… Deus, elas passaram o nível, e isso é maravilhoso.

Depois de cumprimentar algumas celebridades brasileiras que ocasionalmente estavam hospedadas no mesmo hotel que a gente, decidimos que queríamos conhecer esse lindo país. Mas como se seríamos rodeados por fãs?

- Vocês só podem estar malucos! - disse Zayn pela 4ª vez - Eu não vou sair desse hotel nem se a Emma Watson estivesse lá fora.

- Menininha. - disse Louis em um tom sarcástico, Zayn quis protestar, mas ele continuou - Shiu, menininha e já era.

- Quem sabe, se não… - começou liam - é loucura, e apenas uma ideia, mas e se alugássemos uma van, quer dizer, uma dessas bem velhas, poderíamos rodar com ela sem ninguém perceber, o problema…

- O problema é que em uma van cabem de 5 a 6 pessoas, somos nós e o motorista, se algo der errado seremos soterrados por fãs. - Zayn cortou Liam de uma maneira grosseira.

- Nossa - Louis disse perdendo a paciência, eles tem brigado muito, isso é assustador - Ninguém te chamou, se quiser ficar ai mofando não tem problema.

E assim a discussão se encerrou.

- Vou pedir uma van no nome do Paul.- Liam disse

**

Já tínhamos visto tudo que poderia se ver quando Niall teve a brilhante ideia de parar em um quiosque na praia, esse menino só pensa com o estômago não é possível, ele cismou que deveríamos comer camarão brasileiro, de acordo com ele todas as comidas ficavam melhores feitas por mãos brasileiras. Estacionamos no quiosque mais afastado e menos atraente, não que ele fosse feio, mas em comparação a todos os outros, ele era bem menos… luxuoso.

Foi ai que nossa sorte começou a mudar.

Sentamo-nos e esperamos alguém nos atender, tinham três garotas lá dentro que tinham idade que pareciam variar de 15 a 18 anos, as duas mais novas nos atenderam primeiro com cara de tédio, mas suas expressões mudaram para surpresa e graça enquanto tentavam inutilmente anotar nosso pedido, acho que nenhuma delas falava inglês. Niall tentava sem sucesso fazer mímica de alguém comendo camarão, depois de 10 minutos elas gritaram com um sotaque brasileiro adorável o nome de outra garota que saiu de dentro do quiosque com as mãos cheias de farinha, gritando o que eu creio que sejam insultos.

Ela olhou para as duas garotas de maneira impaciente, ela parecia a mais velha das três, depois que as duas falaram algo em português, ela pareceu finalmente notar que estávamos lá, li três expressões seguidas no seu rosto - surpresa, alegria e finalmente vergonha - mesmo com os cabelos loiros fora do lugar, as mãos e o avental coberto de farinha, não pude deixar de notar o quanto ela era linda.

Estava descalça e usava bermuda, uma blusa vinho igual a das duas outras garotas, suas curvas mesmo estando em baixo do avental eram perceptíveis, e eu me peguei deixando o olhar por ali alguns segundos a mais do que deveria, pois Louis me deu um chute por de baixo da mesa.

- Des-desculpe pelas minhas irmãs. - Ela começou a falar em inglês, gaguejando um pouco, supus que ela não o usava muito - Nós não estamos acostumados a atender estrangeiros, eles sempre preferem os quiosques grandes e cheios de frescura. Eu sou (s/n).

- Não seja modesta, seu estabelecimento é adorável - Liam foi o primeiro de nós a falar.

- Eu agradeço muito. - Ela corou, acho que não estava acostumada a receber elogios - No que posso ajudar vocês?

- Bom isso é comigo - Niall começou - Queremos a maior porção de camarão que você tiver.

- Caipirinha também, um copo pra cada um. - Louis gritou enquanto ela se afastava, esse bêbado, pensei.

- Claro, só que… - ela voltou para frente da mesa - eu costumo ser a barman, mas nossa cozinheira estava se sentindo mal - Ela tentava inutilmente tirar a farinha das mãos sem olhar para nós - Então eu meio que sou cozinheira barra barmen e atendente de turistas que não falam português, vou demorar só um pouquinho.

- Ótimo. - disse Zayn em tom de sarcasmo. Automaticamente Liam deu um chute nele.

- Tudo bem querida, quanto tempo quiser. - Louis disse docemente, e isso me surpreendeu.

Ela se afastou da mesa com um aceno e voltou para a cozinha, no mesmo instante eu sofri uma enxurrada de sarcasmo e zoeiras.

- Huuuuum, o Romeu gostou do que viu. - Louis começou.

- Achei que eu que fosse me apaixonar por uma brasileira. - Niall disse e dessa vez eu que corei.

- Parem, eu só achei legal uma menina da idade dela trabalhando tanto, geralmente elas só querem curtir e gastar.

- Por favor, né Harry, quase tivemos que pedir um babador. - Até Zayn entrou na brincadeira.

E eu fiquei de cara emburrada até ela voltar equilibrando uma bandeja enorme com porções de camarão em uma mão e na outra cinco copos de caipirinha. Ela fazia aquilo com uma maestria incrível, sem derramar nenhuma gota.

- Espero que gostem e é… - ela pareceu pensar sobre o que ia falar, no fim fez uma careta e acenou com a cabeça - Eu sou uma grande fã, quer dizer, admiro muito o trabalho de vocês, e eu até vou ao show hoje à noite.

- Já sabemos, - Zayn começou sarcástico - quer uma foto, ingressos para o backstage. – E a linda garota o interrompeu.

- Um abraço. - um silêncio se fez, todos pareceram, assim como eu, estáticos, essa garota não era nem um pouco comum. Liam foi o primeiro a se levantar.

- É sempre bom conhecer nossas fãs. - Liam a abraçou, seguido de Louis.

- Desculpe nosso amigo boca dura, ele só está estressado. - Louis voltou ao seu lugar e deu um tapa no pescoço de Zayn que se limitou a levantar, abraça-la e voltar para o seu lugar.

- Essa comida é demais. - Niall se levantou e a abraçou também cortando finalmente o clima tenso - Se um dia for a Londres e não tiver onde ficar é só me procurar, troco estadia confortável por essa comida todos os dias. - Ela abriu um sorriso radiante e voltou a corar.

Levantei e a abracei assim como os outros, mas me deixei demorar um pouco mais, e no final beijei delicadamente suas bochechas.

- Você disse que vai ao nosso show. - disse depois de dar um gole em minha caipirinha para dar coragem - Qual é o seu setor? - Ela ainda tentava se recuperar do beijo na bochecha e demorou alguns segundos para responder, tão adorável.

- Na pista Premium, em frente ao palco. - ela pareceu notar nossa surpresa - Qual é, sou uma boa economista.

Como ela havia dito bem, poucos turistas chegavam aquele ponto da praia, e os que chegavam pareciam ser velhos clientes, pois eles a cumprimenta com beijos e perguntas sobre a faculdade e os seus pais. Ela tratava todos de maneira doce e gentil, mesmo sempre correndo de um lado pro outro, sempre arrumando algo que as irmãs deixavam fora do lugar. Mesmo assim ela arrumava um tempo para parar e conversar conosco.

Assim então descobri que o quiosque era da mãe de uma amiga, e ela trabalhava lá o ano todo para juntar dinheiro pra pagar a faculdade e ajudar os pais que já eram bem velhos, e que tinha levado as irmãs para trabalhar lá para que finalmente descobrirem o valor do dinheiro e pararem de gastar desenfreadamente.

Fiquei extremamente grato pelos garotos também parecerem estar fascinados nela, por que senão ia dar muito na cara que eu estava dando em cima dela. Não me julguem, eu realmente não sou o que as revistas dizem, é ela que realmente é maravilhosa.

Depois de mais ou menos duas horas, o sol já quase se punha, e nós realmente tínhamos que ir embora. Mas algo me atraía para (s/n) de uma maneira que eu não sei explicar, então quando nos preparávamos para ir embora, fiquei por ultimo na pequena fila para lhe agradecer e me despedir, quando todos já entravam na van, tirei a coragem do bolso e lhe roubei um selinho rápido e antes que ela pudesse me esbofetear coloquei meu celular no bolço de seu avental e sai correndo em direção ao carro.

Meu coração batia incontrolavelmente enquanto eu tentava analisar o que tinha acabado de fazer.  Dei um selinho em uma fã. Estou amarradão nessa mesma fã. Dei meu celular com fotos, contatos e coisas particulares para essa mesma fã.

Eu só posso ter enlouquecido.

Mas ele podia sentir que podia confiar em (s/n) e a ideia de nunca mais voltar a vê-la lhe consumia.

 Continua?