ficou lixinho mas

Você não é meu. VOCÊ NÃO É MEU. V O C E N Ã O É M E U. Vou tatuar isso na minha testa, quem sabe assim eu aprendo de vez. Você não é meu, e isso dói porque se tem uma coisa que eu desejo muito nessa vida é que você seja meu, mas você não é. Você é do mundo, você é da loira, da morena, da ruiva, daquela ali em sal nem açúcar. As vezes até parece que você é de todo mundo mesmo menos de mim. Mas você me fez te amar, foi burrice minha, eu sei. Quem ama em menos de um mês? Eu amo. Algumas pessoas não, outras sim, mas eu amo. Sou intenta mesmo, e agora fico aqui querendo saber em que lugar você vai hoje, com quem você vai, que horas você volta. Hoje vai rolar sexo? Sexo por sexo ou sexo com sentimento? Vai, me diz, eu aguento. Não existe dor pior que saber que você não é meu. Saber com quantas pessoas você dormiu ontem é bobeira perto de tudo. Meu celular toca, é uma mensagem sua, bateu saudade? De certo sim. Mas você continua não sendo meu, e eu continuo sendo sua porém firme e forte na minha pose de quem esqueceu. Mas eu não esqueci, eu não quero esquecer, mas eu preciso esquecer porque você não é meu. Eu preciso esquecer porque esse vai e vem cansa, porque não te ter por inteiro dói, porque eu preciso de alguém completo, metade comigo não funciona, não dá certo mesmo que seja você. E eu vou sofrer aqui quietinha, dessa vez sem ligar ou mandar uma mensagem, dessa vez sem perguntar pra algum amigo, dessa vez sem notícias sua porque talvez assim seja mais fácil. E sabe aquela parede lousa que tem no meu quarto? Vou escrever lá de letra maiúscula que você não é meu. Porque eu sou sua mas você não é meu, nunca foi, nunca vai ser. Você é de todos menos meu.
—  Tacle