festa formatura

Sexo no primeiro encontro Certa vez conheci uma mulher na balada. Vestido curto, tatuagem no ombro, batom vermelho e o copo de bebida na mão. Sabe aquele olhar de mulher safada? Aquela que você olha e já sabe bem o que ela veio fazer ali. Essa tinha exatamente esse olhar, o que para mim era perfeito, já que eu havia saído de casa naquela noite com o mesmo objetivo. Formulei algo engraçado para dizer na primeira abordagem. Ela sorriu. Conversamos por alguns minutos até que veio o convite para dançar. Mal sabia ela que eu era simplesmente irresistível nesse quesito. Depois de um ou dois copos aconteceu então o primeiro beijo. E que beijo! Tem gente que beija com a intensidade de quem faz compras de verduras no supermercado. Já outros são como um adolescente escolhendo o seu primeiro carro. Definitivamente ela era desse segundo grupo. Acreditem em mim, o beijo foi surreal. Daqueles com direito a mordida no lábio, puxão de cabelo, mão por dentro da camisa e lambida na orelha. De duas uma: ou eu era naquela noite o homem mais gostoso do universo ou aquela mulher tinha bebido o triplo do que eu bebi na minha vida inteira. Foi impossível parar de beijá-la durante toda a noite. Quando fui deixá-la em casa e me perguntou se gostaria de entrar eu não pensei duas vezes. Sim, foi sexo no primeiro encontro. A melhor noite de sexo da minha vida. Foi aí que descobri que o forte dela não era o beijo. Haviam habilidades ainda maiores. O sol chegou e nós ainda não tínhamos dormido. A vida correndo lá fora e eu ali ofegante, com aquela estranha deitada em meus braços. Antes de me despedir trocamos números de celular por mera formalidade. Todo mundo sabe que casais que vão para cama no primeiro encontro não tem como darem certo. Sabe, talvez se tivéssemos ido mais devagar as coisas poderiam ter sido diferentes. Quem sabe? Muitos anos já se passaram e aquela noite ainda não saiu da minha cabeça. Curioso como algumas pessoas passam pela nossa vida e nem se dão conta de que deixaram marcas profundas. Eu nunca mais vi a minha professora do primário, nem a minha namoradinha do curso de inglês, mas, a mulher que conheci naquela noite, nunca mais saiu da minha mente. Agora mesmo ela está ali na cozinha, preparando a lancheira que o nosso filho caçula leva para a escola. Depois vai vir aqui no escritório me dar um beijo igual àquele que ganhei na boate tempos atrás. De noite repetiremos mais uma vez nosso sexo selvagem. Não é de se espantar? A moça do vestido curto se tornou a mulher da minha vida. Eu não sei bem como vai acontecer com você. Se vai conhecer seu grande amor na fila do pão, na sua festa de formatura ou no acampamento da igreja. Eu não sei se vão se beijar no primeiro encontro ou se farão sexo só depois do casamento. O que eu sei é que não existe regra para tudo isso dar certo. Vejam vocês a minha história. A mãe dos meus filhos gosta de beber, tem tatuagem e é uma depravada na cama. Ao mesmo é uma mãe incrível e um esposa fiel, carinhosa e companheira. Nossa sociedade é mesmo repleta de normas e rótulos, felizmente a maioria deles não funciona o tempo todo.
Não me sinto confortável em festas. Aniversários, formaturas, jantares, bota-foras, bailes de casamento, anos-novos, baladas, orgias (embora ainda não tenha participado de uma, sei que vou pôr defeito em tudo). Não consigo fugir de me sentir meio mongol nessas situações, e normalmente passo a noite parado num canto, abraçado num pilar feito um ursinho coala que esqueceu de tomar o antidepressivo e só quer voltar o quanto antes para seu galho na árvore. Fico ali, matutando pensamentos darwinianos e admirado com o potencial que as pessoas têm para ser frívolas, esnobes e dissimuladas.
—  Gabito Nunes.
Não me sinto confortável em festas. Aniversários, formaturas, jantares, bota-foras, bailes de casamento, anos-novos, baladas, orgias (embora ainda não tenha participado de uma, sei que vou pôr defeito em tudo). Não consigo fugir de me sentir meio mongol nessas situações, e normalmente passo a noite parado num canto, abraçado num pilar feito um ursinho coala que esqueceu de tomar o antidepressivo e só quer voltar o quanto antes para seu galho na árvore.
—  Gabito Nunes. 
Certa vez conheci uma mulher na balada. Vestido curto, tatuagem no ombro, batom vermelho e o copo de bebida na mão. Sabe aquele olhar de mulher safada? Aquela que você olha e já sabe bem o que ela veio fazer ali. Essa tinha exatamente esse olhar, o que para mim era perfeito, já que eu havia saído de casa naquela noite com o mesmo objetivo. Formulei algo engraçado para dizer na primeira abordagem. Ela sorriu. Conversamos por alguns minutos até que veio o convite para dançar. Mal sabia ela que eu era simplesmente irresistível nesse quesito. Depois de um ou dois copos aconteceu então o primeiro beijo. E que beijo! Tem gente que beija com a intensidade de quem faz compras de verduras no supermercado. Já outros são como um adolescente escolhendo o seu primeiro carro. Definitivamente ela era desse segundo grupo. Acreditem em mim, o beijo foi surreal. Daqueles com direito a mordida no lábio, puxão de cabelo, mão por dentro da camisa e lambida na orelha. De duas uma: ou eu era naquela noite o homem mais gostoso do universo ou aquela mulher tinha bebido o triplo do que eu bebi na minha vida inteira. Foi impossível parar de beijá-la durante toda a noite. Quando fui deixá-la em casa e me perguntou se gostaria de entrar eu não pensei duas vezes. Sim, foi sexo no primeiro encontro. A melhor noite de sexo da minha vida. Foi aí que descobri que o forte dela não era o beijo. Haviam habilidades ainda maiores. O sol chegou e nós ainda não tínhamos dormido. A vida correndo lá fora e eu ali ofegante, com aquela estranha deitada em meus braços. Antes de me despedir trocamos números de celular por mera formalidade. Todo mundo sabe que casais que vão para cama no primeiro encontro não tem como darem certo. Sabe, talvez se tivéssemos ido mais devagar as coisas poderiam ter sido diferentes. Quem sabe? Muitos anos já se passaram e aquela noite ainda não saiu da minha cabeça. Curioso como algumas pessoas passam pela nossa vida e nem se dão conta de que deixaram marcas profundas. Eu nunca mais vi a minha professora do primário, nem a minha namoradinha do curso de inglês, mas, a mulher que conheci naquela noite, nunca mais saiu da minha mente. Agora mesmo ela está ali na cozinha, preparando a lancheira que o nosso filho caçula leva para a escola. Depois vai vir aqui no escritório me dar um beijo igual àquele que ganhei na boate tempos atrás. De noite repetiremos mais uma vez nosso sexo selvagem. Não é de se espantar? A moça do vestido curto se tornou a mulher da minha vida. Eu não sei bem como vai acontecer com você. Se vai conhecer seu grande amor na fila do pão, na sua festa de formatura ou no acampamento da igreja. Eu não sei se vão se beijar no primeiro encontro ou se farão sexo só depois do casamento. O que eu sei é que não existe regra para tudo isso dar certo. Vejam vocês a minha história. A mãe dos meus filhos gosta de beber, tem tatuagem e é uma depravada na cama. Ao mesmo é uma mãe incrível e um esposa fiel, carinhosa e companheira. Nossa sociedade é mesmo repleta de normas e rótulos, felizmente a maioria deles não funciona o tempo todo.
Eu e John

Cheguei na festa de formatura do John, pessoas vinham em minha direção me cumprimentando, me abraçando, mais eu só queria abraçar uma pessoa, John. Meus olhos procuravam por ele a todos os lugares, mais ele não estava em nenhum deles. Sai pela porta dos fundos e não muito longe dali avistei ele sentado em uma gangorra e olhando para o céu, ele sempre gostou da lua e eu sempre gostei de ver como ele ficava olhando o céu. Andei até lá e o abracei por trás, ele sorriu pois viu uma pulseira que ele tinha me dado certa vez para eu nunca me esquecer dele, como se isso fosse possível. Apesar de nunca ter o beijado eu sentia que era amor o que eu sentia por ele.
John: Oi Savannah (risos)
Era incrível como só de ouvir a voz dele meu coração já disparava.
Eu: Oi formando mais gato (risos)
Ele arredou para o canto e eu me sentei ao lado dele, ficamos olhando o céu sem falar nada por alguns minutos.
Eu: O que você está fazendo aqui sozinho com um festão acontecendo lá dentro?
John: É que a Gabriela não me deixa em paz, já disse que não quero ficar com ela, mais ela fica pegando meu braço e tentando me beijar.
A raiva tomou conta de mim na mesma hora em que ouvi aquilo, mais eu soube disfarçar muito bem, respirei fundo e forcei um sorriso, eu não podia responder aquilo pois ele ia perceber meu ciúme, então mudei de assunto.
Eu: Tenho um presente pra você.
Ele abriu um sorriso que me deixou sem rumo na mesma hora, demorei um pouco para me recompor e tirei uma pulseira bem parecida com a que ele tinha me dado de dentro do meu tênis e ele começou a gargalhar.
John: Tá tirando o meu presente de dentro do tênis?
Eu: Só tinha esse lugar para guardar, não queria que eu colocasse na calcinha né?
John: Seria agradável.
Eu: Você é muito idiota.
Amarrei a pulseira no braço dele e ele sorriu olhando nos meus olhos como nunca tinha olhado antes e meu corpo estremeceu, fomos chegando mais perto um do outro, nossas bocas quase se encontravam, foi quando ouvimos um grito vindo da porta, era Gabriela, olhei nos olhos dele e me afastei.
Eu: Vou lá pra dentro.
Ele segurou meu braço me fazendo olhar pra ele.
John: Não vai, fica aqui comigo.
Eu: Não tenho estômago.
Sai andando, passei perto dela com muita raiva mais me mantive firme sem demonstrar nada. Entrei na festa e comecei a conversar com umas amigas.
Horas se passaram até que as pessoas que estavam ali foram indo embora, John tinha chamado os amigos mais íntimos para dormir no sítio. Eu já estava cansada e fui para a casa da árvore em que eu ia dormir, nem acreditei quando a mãe do John disse que eu ia dormir ali, era meu sonho de infância.
Quando me aproximei da casa da árvore ouvi um grito “Savannaaaah”, era o John, meu corpo estremeceu novamente, senti um monte de borboletas em meu estômago, minhas mãos começaram a soar. Me virei para trás e ele vinha em minha direção correndo.
Ele se aproximou ofegante por ter corrido e sorrindo como sempre.
Eu: O que foi? Aconteceu alguma coisa?
John: Aconteceu.
Fiquei assustada sem entender direito.
Eu: Então fala logo, o que aconteceu?
John: Eu deixei o amor da minha vida sair de perto de mim.
Antes que eu pudesse responder o que ele tinha dito ele puxou meu corpo pra perto do dele e olhou nos meus olhos.
John: Nunca mais saia de perto de mim.
Meu corpo começou a ter várias sensações em uma só vez, sensações que eu nunca tive na minha vida.
Ele encostou sua boca na minha lentamente e um grande beijo começou a surgir, suas mãos pegavam minha cintura com carinho.
Não dava para acreditar no que estava acontecendo, meu coração estava disparado, minha cabeça estava a mil para poder pensar em algo, naquele momento eu era capaz de me entregar inteira a ele, como nunca tinha me entregado para alguém.

Melhor Amigo

Atenção: Imagine Hot/Romântico

Atenção: Min Yoongi

//Série de imagines de primeira vez com o BTS

Originally posted by sugastoungetechonawlogy

A música estava alta e minha cabeça estava girando um pouco, talvez pela Vodka que havia tomado. Olhava para todos os lados procurando pelo meu melhor amigo, Min Yoongi —Ou Suga, como ele preferia que eu o chamasse — porém acabei desistindo. De repente senti meu corpo sendo totalmente envolvido pela batida daquela música e comecei a dançar, como todos ali na pista de dança. 


O melhor de uma festa de formatura é que você se sente livre de verdade, e era exatamente o que sentia nesse momento. Fechei os olhos e deixei meu corpo se mover sozinho. Quando abri os olhos novamente, encontrei Yoongi. Sorri em sua direção e andei até ele. 


– Procurei você por toda parte, (S/N), por acaso você foi pra Hogwarts?
Sabia que ele havia falado alguma coisa, mas sua voz parecia estar muito, muito distante. Estava olhando para Suga de um jeito totalmente diferente do normal. Cara, ele estava tão lindo naquele terno. 


– (S/N)? – Ele perguntou, chegando mais perto de mim e segurando meus braços.


Acordei de meu pequeno transe.


– O-oi, Suga. Eu estava dançando.


Ele me encarou alguns segundos, sorrindo.


– Nossa, você já tá bem bêbada – Min disse, rindo – Vem, vamos sentar um pouco.


Yoongi pegou minha mão e me levou até uma sala ao lado da pista de dança, onde haviam vários sofás e cadeiras estofadas. Haviam algumas luzes coloridas ali que deixavam o lugar bem legal. Nós nos sentamos e ficamos em silêncio. Eu simplesmente não conseguia desviar o meu olhar dele, tipo, não dava mesmo. 


Em algum momento ele percebeu isso e, como eu o conhecia muito bem, percebi que ele ficou um pouco corado, depois sorriu. Ai que droga, aquele sorriso. Meu coração se acelerou e nesse momento eu não soube mais o que estava acontecendo comigo. 


– Por que você tá olhando pra mim desse jeito? – Suga perguntou, rindo.
O sorriso surgiu devagar em meu rosto, enquanto eu ainda o encarava. 


– É que — Suspirei — É que você é tão lindo, Yoongi.


Simplesmente falei aquilo e taquei um grande foda-se para as consequências. Eu estava bêbada e parecia que tudo era possível, então precisa aproveitar esse momento. Yoongi ficou ainda mais corado e começou a rir, totalmente envergonhado. 


Me aproximei dele sem nem saber direito o que estava fazendo, Suga estava com a respiração acelerada e me olhava atentamente. Estávamos um do lado do outro no sofá e o rosto de Min estava iluminado por uma luz roxa, o que fez tudo em seu rosto ficar mais lindo do que nunca. 


Fiquei olhando de seus olhos castanhos e eu sinceramente me perdi ali. Depois olhei para sua boca. Nós estávamos tão incrivelmente perto que eu conseguia sentir sua respiração se misturando com a minha. Delicadamente, levei minha mão até seu rosto e acariciei lentamente. 


Meu coração batia disparado e eu sentia que devia fazer isso. Talvez fosse a bebida falando, mas naquela altura, eu não me importava mais. Meus lábios se juntaram aos lábios macios de Yoongi pela primeira vez, e eu me senti no céu. 


O beijo estava bem lento, e aos poucos, nossas línguas foram se entrelaçando. Yoongi também levou uma de suas mãos até meu rosto, acariciando lentamente. Aquilo estava tão bom que eu não conseguia parar, mas Suga acabou parando e se afastando um pouco, de olhos fechados.


– O quê foi? – Perguntei, baixinho. 


– Eu não posso… Você tá bêbada, (S/N), amanhã não vai se lembrar que isso aconteceu. E se lembrar, vai pensar que eu me aproveitei de você porque estava bêbada. 


– Ah Suga, deixa de bobagem – Disse, tentando me aproximar novamente.
Yoongi segurou-me pela cintura e me abraçou, fazendo minha cabeça cair em seu ombro. 


– Antes que você tenha ideias erradas, saiba que eu amei beijar você, na verdade eu iria fazer isso, quando você não estivesse bêbada – Min Yoongi sussurrou em meu ouvido – Mas como não posso fazer isso de novo, vou apenas te contar uma história.


Comecei a rir e então fechei os olhos. 


– Mas antes, me empresta o seu celular – Suga falou.


Peguei meu celular dentro da bolsa — Que era aquelas bolsas de festa, pequenas — e dei a ele. Min, que sabia a minha senha, desbloqueou e escreveu algo ali. Depois guardou-o novamente na minha bolsa e começou a acariciar meus cabelos lentamente. 


– Era uma vez um porquinho, esse porquinho gostava muito de alfaces, portanto, ele foi até a casa de um homem que as cultivava em seu quintal e roubou-as. O homem, que era um senhor idoso muito simpático, deixou o porquinho levar as alfaces. Porém, o que o porquinho não sabia era que aquelas alfaces eram enfeitiçadas. Quando você as roubava, estava preso em uma espécie de maldição. 


“A maldição era estar invisível a todos, para sempre. A única coisa que poderia salvar o pobre porquinho, era se uma porquinha o amasse verdadeiramente, podendo vê-lo como ele realmente era. Anos e anos se passaram e o porquinho perdeu suas esperanças. Então, quando ele foi até a casa do homem para pedir ajuda, ele viu uma porquinha,  Ela não estava inteira, parecia estar surgindo bem em sua frente. Foi assim que os dois se apaixonaram e se salvaram”


Sorri por uma última vez e então simplesmente apaguei. 


(…)


Quando acordei, senti a pior ressaca da minha vida. Pareciam que haviam pedreiros fazendo uma obra dentro da minha cabeça de tanto que ela estava latejando. Levantei-me da cama, cambaleando, e fui até a cozinha, onde Jess, minha colega de quarto, estava preparando o café.


– Bom dia, dorminhoca! – Ela disse, colocando um queijo dentro de seu sanduíche – Não consigo acreditar que cheguei antes de você.


– Que horas eu cheguei? – Perguntei, massageando a testa.


– Ás cinco da manhã, foi o Yoongi que te trouxe. 


Quando ela disse “Yoongi” eu confesso que fiquei um pouco tonta. Olhei para Jess, completamente assustada. 


– Nós nos beijamos – Falei, lembrando de poucos detalhes.


– Ai.Meu.Deus! – Jess exclamou, olhando-me impressionada – Como foi? Foi ele que te beijou? Me conta tudo!


Coloquei as duas mãos na cabeça.


– Eu não lembro como aconteceu, só sei que aconteceu. Ai Meu Deus, não estou acreditando. 


Jess olhou para seu relógio e arregalou os olhos.


– Ok (S/N), preciso ir agora, minha mãe está me esperando no restaurante – A garota correu até a mim e me deu beijo na bochecha – Quando eu chegar, você vai me contar tudo. Tchau!!!


Ela pegou seu sanduíche, seu celular e saiu correndo pela porta. Peguei uma xícara e coloquei um pouco de café, precisava acordar. Caminhei até meu quarto e sentei-me, pegando meu celular. Quando desbloqueei o aparelho, percebi que estava aberto no bloco de notas. A última nota era desconhecida por mim.


Cliquei na nota e comecei a ler.


“Oi, (S/N)! Primeiro eu queria te dizer que foi você que me beijou, porém, se eu soubesse o quão bom seria isso, teria feito antes. Não queria que você pensasse que estava me aproveitando de você, então infelizmente, tive que interromper o beijo”


Meu coração acelerou tanto naquele momento que tive que colocar a xícara em cima do criado-mudo. Eu estava tão bêbada assim que beijei meu melhor amigo? Ah, que droga. Mas porque meu coração estava tão acelerado?! 


Então eu ouvi batidas na porta. Meu coração explodiu pelo susto que levei. Levantei-me e caminhei até a porta, mas parei antes de chegar, olhando para o que estava vestindo. Ainda estava com o vestido da festa.


Me olhei no espelho do banheio e percebi que ainda estava com maquiagem, mas ela não estava tão borrada quanto esperava. Fui até a porta e a abri, quase caindo para trás ao ver Min Yoongi parado ali. 


– É… Oi – Yoongi disse, com as mãos para trás.


– Eu te beijei – Foi a única que consegui falar.


Ele me encarou por longos segundos e eu comecei a ficar um pouco desesperada.


– YOONGI! Por que está me olhando desse jeito? Droga, vou ter um ataque cardíaco. 


Suga começou a se aproximar de mim, e eu fui indo para trás. 


– O que diabos você está fazendo? 


Yoongi segurou minha mão e fez nossos corpos se colarem. Meu coração disparou, tropeçou e quase parou. Os olhos de Min Yoongi perfuraram os meus, fazendo meu corpo esquentar. 


– Eu sou apaixonado por você, (S/N). Se você não quiser me beijar agora, eu vou entender. Mas se você sente o mesmo que eu…


– Eu sinto – Falei, quase sussurrando, mas ainda olhando em seus olhos.


Dessa vez, foi ele que juntou nossos lábios. De repente, eu lembrei de tudo que havia acontecido ontem. O gosto do beijo, que antes era de Vodka e menta, agora era de café e morango. E não era ruim, era incrivelmente bom. Meus dedos seguraram os cabelos pretos de Suga, fazendo o garoto apertar minha cintura. 


Meu corpo se arrepiou completamente, e eu acabei suspirando entre o beijo. Suga me levou até a parede, prendendo-me ali. Sem saída. Ele me olhou fundo nos olhos mais uma vez, e eu sabia que havia uma pergunta ali. Yoongi sabia que eu era virgem.


– Tudo bem, Suga. A pessoa especial que eu tanto esperava pra fazer isso só podia ser você – Sorri.


Ele sorriu também, voltando a me beijar. Suas mãos foram até o zíper do meu vestido e o abriram, fazendo a peça cair em meus pés. Os dedos de Suga percorreram as minhas costas, fazendo me suspirar alto. Eu tirei sua camiseta e admirei aquele seu peitoral branquinho e seu abs não tão definido. 


Aquilo me fez pegar fogo. Saí da parede e agarrei Yoongi, beijando-o com vontade. Ele me pegou no colo, fazendo minhas pernas rodearem sua cintura e me levou até meu quarto, onde colocou-me em cima da cama. Começando a me beijar de novo. Eu o empurrei para o lado e levantei, parando em frente a cama.


– Você pode sentar aqui na ponta da cama antes? – Perguntei, sem ar. 

Ele assentiu, sorrindo enquanto me observava. Peguei meu celular e coloquei uma música que achava muito sexy. Suga me olhou confuso, então eu sentei em seu colo, uma perna de cada lado. Senti sua ereção entre minhas pernas e fiquei toda e completamente molhada. 


Comecei a me movimentar por cima de seu membro bem lentamente. Suga fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, suas mãos estavam espalmadas na cama. Rebolei devagar e rápido, pra cima e pra baixo. Sabia que estava levando-o a loucura, essa era a intenção. 


De repente, o garoto abriu os olhos e levou sua boca até meu ouvido.


– Cara, porque você faz isso comigo? – Ele perguntou, rouco – Está me fazendo perder a cabeça. 


Então deixou vários beijos em meu pescoço, me arrepiando mais uma vez. Quando eu suspirei, ele me fez descer de seu colo e deitar na cama. Min ficou em pé na frente da cama, me observando.


– Yoongi… – Gemi manhosa.


– Deixa eu só… Ver você assim, totalmente entregue. 


Caralho, quem estava me fazendo perder a cabeça era ele! Yoongi voltou a subir em cima de mim e me beijou lentamente, abrindo meu sutiã. O garoto desceu até meus peitos e começou a chupar e morder cada um deles como se fosse um doce. Gemi arrastado, jogando a cabeça pra trás. 


Suga fez uma trilha de beijos por toda a minha barriga, chegando no meu baixo-ventre e olhando malicioso em direção a mim. O garoto tirou minha calcinha e abriu minhas pernas. Quando viu o meu estado, ele começou a rir. Aquilo me deu arrepios por toda o corpo, mais uma vez.


Segurei forte os lençóis da cama, quase os rasgando. Suga aproximou a boca de minha intimidade e começou a me masturbar. Mordi tanto o meu lábio que acabei sentindo o gosto metálico de sangue. Ele estava prestes a penetrar um dedo, porém ficou rodeando minha entrada, me torturando. Me apoiei nos cotovelos, olhando-o desesperada. Ele apenas ria da minha situação. 


– Só se você gemer o meu nome – Falou, fazendo biquinho.


– V-você está exigindo demais de uma primeira vez! – Disse, como a orgulhosa que era.


Yoongi me encarou e senti seu dedo entrando em minha entrada bem superficialmente e saindo. Gemi alto, jogando minha cabeça para trás.


– Só se gemer o meu nome – Ele repetiu.


– S-suga, por favor – Implorei, fechando os olhos com força.


Assim que terminei de falar, senti dois dedos me penetrando de uma vez só. Gemi alto, revirando meus olhos nas órbitas. O garoto fez isso até me levar as nuvens. Quando terminou, ele iniciou um novo beijo, pude sentir o meu gosto em sua boca. 


Fui lentamente abrindo a calça de Yoongi, tirando-a junto com sua cueca. Suga gemeu por eu finalmente ter soltado o seu amigo, que estava duro como concreto. Peguei uma camisinha que sempre deixava na última gaveta do meu criado-mudo e ajudei-o a vesti-lá.


Suga posicionou-se em minha entrada e me olhou fundo nos olhos. Eu estava tão nervosa, tão aflita. 


– Vou começar bem devagar. Você me avisa se doer, tudo bem? 


Assenti, sorrindo com sua preocupação.


Yoongi começou, lentamente, a me preencher. Naquele momento, foi como se nós fôssemos realmente feitos um para o outro, pois a gente se encaixou de verdade. Fechei os olhos, esperando sentir a dor, mas ela não veio, por mais incrível que pareça.


Abri os olhos, sentindo o prazer me dominando por completo. Yoongi também percebeu que estava tudo bem, começando a se movimentar mais rápido. Eu não queria fechar os olhos, queria observá-lo daquele jeito. O cabelo bagunçado, todo suado, mordendo o lábio…


Eu gemia cada vez mais alto, Yoongi gemia cada vez mais rouco. Arranhei suas costas completamente e sorri ao imaginar aquele corpo branquinho todo marcado por mim. Seus movimentos estavam cada vez mais rápidos e mais fundos, eu estava chegando ao meu limite, conseguia sentir. 


E assim aconteceu. O meu primeiro ápice chegou. E foi melhor do que eu poderia imaginar. O ápice de Yoongi chegou logo depois do meu, fazendo o garoto cair por cima de mim. Mas eu não estava cansada. Nem um pouco, na verdade. 


– Suga, seria estranho se eu dissesse que eu quero mais? – Perguntei, suspirando um pouco por ainda sentir os espasmos pelo meu corpo. 


O garoto riu e saiu de dentro de mim, jogando a camisinha no lixo. Ele me fez levantar e sentar em seu colo, peguei outra camisinha e fiz questão de vesti-lo dessa vez, olhando em seus olhos profundamente. Yoongi gemia com sua voz grave, deixando-me totalmente excitada mais uma vez. 


Ele segurou minha cintura enquanto eu sentava em seu membro, fazendo-o me preencher novamente. Aquilo.Era.Tão.Bom. O jeito que nos encaixávamos, a nossa sincronia. Comecei a rebolar em cima dele com vontade, levando-o do inferno ao céu.


Segurei seu cabelo e puxei para o lado, deixando seu pescocinho livre pra eu fazer o que eu quiser. Mordi, chupei, e lambi cada centímetro de seu pescoço, deixando marcas bem vermelhas. Yoongi levou suas mãos até minha bunda e apertou-a com força, fazendo eu pular em seu membro. 


Quando mais eu rebolava, mais eu sentia seu membro afundando dentro de mim, me atingindo nos pontos certos e me levando a total insanidade. Mais umas cinco reboladas dessas e eu caí em seu ombros, com um gemido longo seguido de um suspiro dele.  Depois de conseguir respirar normalmente e parar de ter espasmos, falei:


– Essa foi a melhor primeira vez que eu poderia ter na minha vida, nossa.
Ele segurou meu rosto, encarando-me nos olhos.


– Sabe que agora tudo vai mudar, né? – Ele disse, parecendo inseguro. 


Encostei nossos narizes, olhando-o nos olhos também.


– Não, Yoongi, nós não estragamos a nossa amizade, se é isso que você está pensando. Ela só vai evoluir.


Min Yoongi sorriu, beijando-me suavemente.


– E que evolução, hein.

~ChimChim

SEXO NO PRIMEIRO ENCONTRO

Certa vez conheci uma mulher na balada. Vestido curto, tatuagem no ombro, batom vermelho e o copo de bebida na mão. Sabe aquele olhar de mulher safada? Aquela que você olha e já sabe bem o que ela veio fazer ali. Essa tinha exatamente esse olhar, o que para mim era perfeito, já que eu havia saído de casa naquela noite com o mesmo objetivo. Formulei algo engraçado para dizer na primeira abordagem. Ela sorriu. Conversamos por alguns minutos até que veio o convite para dançar. Mal sabia ela que eu era simplesmente irresistível nesse quesito. Depois de um ou dois copos aconteceu então o primeiro beijo. E que beijo! Tem gente que beija com a intensidade de quem faz compras de verduras no supermercado. Já outros são como um adolescente escolhendo o seu primeiro carro. Definitivamente ela era desse segundo grupo. Acreditem em mim, o beijo foi surreal. Daqueles com direito a mordida no lábio, puxão de cabelo, mão por dentro da camisa e lambida na orelha. De duas uma: ou eu era naquela noite o homem mais gostoso do universo ou aquela mulher tinha bebido o triplo do que eu bebi na minha vida inteira. Foi impossível parar de beijá-la durante toda a noite. Quando fui deixá-la em casa e me perguntou se gostaria de entrar eu não pensei duas vezes. Sim, foi sexo no primeiro encontro. A melhor noite de sexo da minha vida. Foi aí que descobri que o forte dela não era o beijo. Haviam habilidades ainda maiores. O sol chegou e nós ainda não tínhamos dormido. A vida correndo lá fora e eu ali ofegante, com aquela estranha deitada em meus braços. Antes de me despedir trocamos números de celular por mera formalidade. Todo mundo sabe que casais que vão para cama no primeiro encontro não tem como darem certo. Sabe, talvez se tivéssemos ido mais devagar as coisas poderiam ter sido diferentes. Quem sabe? Muitos anos já se passaram e aquela noite ainda não saiu da minha cabeça. Curioso como algumas pessoas passam pela nossa vida e nem se dão conta de que deixaram marcas profundas. Eu nunca mais vi a minha professora do primário, nem a minha namoradinha do curso de inglês, mas, a mulher que conheci naquela noite, nunca mais saiu da minha mente. Agora mesmo ela está ali na cozinha, preparando a lancheira que o nosso filho caçula leva para a escola. Depois vai vir aqui no escritório me dar um beijo igual àquele que ganhei na boate tempos atrás. De noite repetiremos mais uma vez nosso sexo selvagem. Não é de se espantar? A moça do vestido curto se tornou a mulher da minha vida. Eu não sei bem como vai acontecer com você. Se vai conhecer seu grande amor na fila do pão, na sua festa de formatura ou no acampamento da igreja. Eu não sei se vão se beijar no primeiro encontro ou se farão sexo só depois do casamento. O que eu sei é que não existe regra para tudo isso dar certo. Vejam vocês a minha história. A mãe dos meus filhos gosta de beber, tem tatuagem e é uma depravada na cama. Ao mesmo é uma mãe incrível e um esposa fiel, carinhosa e companheira. Nossa sociedade é mesmo repleta de normas e rótulos, felizmente a maioria deles não funciona o tempo todo.

➖ Precisava Escrever

Certa vez conheci uma mulher na balada. Vestido curto, tatuagem no ombro, batom vermelho e o copo de bebida na mão. Sabe aquele olhar de mulher safada? Aquela que você olha e já sabe bem o que ela veio fazer ali. Essa tinha exatamente esse olhar, o que para mim era perfeito, já que eu havia saído de casa naquela noite com o mesmo objetivo. Formulei algo engraçado para dizer na primeira abordagem. Ela sorriu. Conversamos por alguns minutos até que veio o convite para dançar. Mal sabia ela que eu era simplesmente irresistível nesse quesito. Depois de um ou dois copos aconteceu então o primeiro beijo. E que beijo! Tem gente que beija com a intensidade de quem faz compras de verduras no supermercado. Já outros são como um adolescente escolhendo o seu primeiro carro. Definitivamente ela era desse segundo grupo. Acreditem em mim, o beijo foi surreal. Daqueles com direito a mordida no lábio, puxão de cabelo, mão por dentro da camisa e lambida na orelha. De duas uma: ou eu era naquela noite o homem mais gostoso do universo ou aquela mulher tinha bebido o triplo do que eu bebi na minha vida inteira. Foi impossível parar de beijá-la durante toda a noite. Quando fui deixá-la em casa e me perguntou se gostaria de entrar eu não pensei duas vezes. Sim, foi sexo no primeiro encontro. A melhor noite de sexo da minha vida. Foi aí que descobri que o forte dela não era o beijo. Haviam habilidades ainda maiores. O sol chegou e nós ainda não tínhamos dormido. A vida correndo lá fora e eu ali ofegante, com aquela estranha deitada em meus braços. Antes de me despedir trocamos números de celular por mera formalidade. Todo mundo sabe que casais que vão para cama no primeiro encontro não tem como darem certo. Sabe, talvez se tivéssemos ido mais devagar as coisas poderiam ter sido diferentes. Quem sabe? Muitos anos já se passaram e aquela noite ainda não saiu da minha cabeça. Curioso como algumas pessoas passam pela nossa vida e nem se dão conta de que deixaram marcas profundas. Eu nunca mais vi a minha professora do primário, nem a minha namoradinha do curso de inglês, mas, a mulher que conheci naquela noite, nunca mais saiu da minha mente. Agora mesmo ela está ali na cozinha, preparando a lancheira que o nosso filho caçula leva para a escola. Depois vai vir aqui no escritório me dar um beijo igual àquele que ganhei na boate tempos atrás. De noite repetiremos mais uma vez nosso sexo selvagem. Não é de se espantar? A moça do vestido curto se tornou a mulher da minha vida. Eu não sei bem como vai acontecer com você. Se vai conhecer seu grande amor na fila do pão, na sua festa de formatura ou no acampamento da igreja. Eu não sei se vão se beijar no primeiro encontro ou se farão sexo só depois do casamento. O que eu sei é que não existe regra para tudo isso dar certo. Vejam vocês a minha história. A mãe dos meus filhos gosta de beber, tem tatuagem e é uma depravada na cama. Ao mesmo é uma mãe incrível e um esposa fiel, carinhosa e companheira. Nossa sociedade é mesmo repleta de normas e rótulos, felizmente a maioria deles não funciona o tempo todo.
—  Rafael Magalhães.

Violet estava literalmente se sentindo em casa, tudo sobre festas, eventos em geral eram os lugares onde você provavelmente encontraria ela se não estivesse em casa ou até mesmo estudando. Tinha terminado as últimas provas na semana anterior e tinha sido liberada para fazer os últimos trabalhos em casa, afinal, ela estava organizando sua festa de formatura e não poderia fazer feito. Tinha chego na festa com os pais e conseguiu se livrar deles, em pé de guerra como sempre. Tirou várias fotos, ela era queridinha dos fotógrafos, tantos escândalos, filha de quem era, ela sempre era uma boa notícia, e assim que conseguiu passar por todos os flashes ela entrou na festa quase que correndo para o bar, era difícil aturar os mais velhos vindo conversar com ela sobre seu pai estando sóbria. Pediu uma dose dupla de uísque e se sentou no banquinho do bar arrumando o vestido, gostava de ficar impecável sempre. - Ah, você ta aqui, desculpa eu não tinha visto - ela falou sorrindo olhando a pessoa do lado.

Finais são deprimentes. Já imaginou? Você nasce, vive ou existe durante certo tempo e acaba morrendo. Fim. Você conhece uma pessoa pela internet, começa a conversar com essa pessoa, surge amizade, e com o tempo vão surgindo novas pessoas e essa amizade vai ficando para trás. Fim. Você começa stalkeando alguém da escola, puxa assunto, chama pra sair, abraça, beija, acaricia, inicia um romance e depois de cinco meses acabam tendo uma discussão. Fim. Você entra no ensino médio, convive por três anos com 43 pessoas e depois, em uma festa de formatura, os choros selam a tão indesejada despedida. Fim. Você começa a cursar uma faculdade e depois de cinco anos, vê um diploma e se pergunta: Estou pronto? Vê que sim e deixa mais uma etapa de lado. Fim. Você arranja um emprego na Construtora X e depois de um tempo recebe promoção e tem que deixar a cidade para assumir uma grande obra em outro estado e assim, tem que deixar coisas de lado. Fim. Em meio a viagens, você conhece o amor da sua vida e se vê lotado de sentimentos, engatam um namoro, noivam, casam, tem dois filhos e se separam. Fim. Ou quem sabe, decide conviver os anos que restam com essa pessoa. Fim. Você percebe que a família que tinha no início: pai, mãe, irmão e derivados, todos partiram. Restou apenas tu e o início de outro fim. E são em meio a estes pensamentos que vemos que a cada dia sofremos despedidas. Que a cada dia temos que dar adeus, seja ao professor que foi embora para conseguir um emprego melhor, ou seja ao colega que não aguentou a rotina e teve que sair da escola. Seja àquela namorada de infância que teve que ir pra cidade grande enquanto você continuava a jogar bola no quintal dos avós. Ou para aquela ficante do ensino fundamental, que só pensava em algodão doce. Tem também a namoradinha do ensino médio, com quem você teve a primeira vez. E os amigos? São as despedidas mais dolorosas. Dar adeus a quem você jurou um para sempre, ou a quem você prometeu nunca abandonar, nunca é fácil. Porém, todo final anuncia um novo começo e assim a vida segue um ciclo, onde só acaba com a morte. Fim. Espera, tem aqueles, que como eu, acredita em vida após a vida. E sendo assim, torna-se parte de um período de continuidade. Torna-se infinito em um mundo repleto de finais.
—  Sinto-me frágil, enfim, rúptil. 
Certa vez conheci uma mulher na balada. Vestido curto, tatuagem no ombro, batom vermelho e o copo de bebida na mão. Sabe aquele olhar de mulher safada? Aquela que você olha e já sabe bem o que ela veio fazer ali. Essa tinha exatamente esse olhar, o que para mim era perfeito, já que eu havia saído de casa naquela noite com o mesmo objetivo. Formulei algo engraçado para dizer na primeira abordagem. Ela sorriu. Conversamos por alguns minutos até que veio o convite para dançar. Mal sabia ela que eu era simplesmente irresistível nesse quesito. Depois de um ou dois copos aconteceu então o primeiro beijo. E que beijo! Tem gente que beija com a intensidade de quem faz compras de verduras no supermercado. Já outros são como um adolescente escolhendo o seu primeiro carro. Definitivamente ela era desse segundo grupo. Acreditem em mim, o beijo foi surreal. Daqueles com direito a mordida no lábio, puxão de cabelo, mão por dentro da camisa e lambida na orelha. De duas uma: ou eu era naquela noite o homem mais gostoso do universo ou aquela mulher tinha bebido o triplo do que eu bebi na minha vida inteira. Foi impossível parar de beijá-la durante toda a noite. Quando fui deixá-la em casa e me perguntou se gostaria de entrar eu não pensei duas vezes. Sim, foi sexo no primeiro encontro. A melhor noite de sexo da minha vida. Foi aí que descobri que o forte dela não era o beijo. Haviam habilidades ainda maiores. O sol chegou e nós ainda não tínhamos dormido. A vida correndo lá fora e eu ali ofegante, com aquela estranha deitada em meus braços. Antes de me despedir trocamos números de celular por mera formalidade. Todo mundo sabe que casais que vão para cama no primeiro encontro não tem como darem certo. Sabe, talvez se tivéssemos ido mais devagar as coisas poderiam ter sido diferentes. Quem sabe? Muitos anos já se passaram e aquela noite ainda não saiu da minha cabeça. Curioso como algumas pessoas passam pela nossa vida e nem se dão conta de que deixaram marcas profundas. Eu nunca mais vi a minha professora do primário, nem a minha namoradinha do curso de inglês, mas, a mulher que conheci naquela noite, nunca mais saiu da minha mente. Agora mesmo ela está ali na cozinha, preparando a lancheira que o nosso filho caçula leva para a escola. Depois vai vir aqui no escritório me dar um beijo igual àquele que ganhei na boate tempos atrás. De noite repetiremos mais uma vez nosso sexo selvagem. Não é de se espantar? A moça do vestido curto se tornou a mulher da minha vida. Eu não sei bem como vai acontecer com você. Se vai conhecer seu grande amor na fila do pão, na sua festa de formatura ou no acampamento da igreja. Eu não sei se vão se beijar no primeiro encontro ou se farão sexo só depois do casamento. O que eu sei é que não existe regra para tudo isso dar certo. Vejam vocês a minha história. A mãe dos meus filhos gosta de beber, tem tatuagem e é uma depravada na cama. Ao mesmo é uma mãe incrível e um esposa fiel, carinhosa e companheira. Nossa sociedade é mesmo repleta de normas e rótulos, felizmente a maioria deles não funciona o tempo todo
"Sexo no primeiro encontro Certa vez conheci uma mulher na balada. Vestido curto, tatuagem no ombro, batom vermelho e o copo de bebida na mão. Sabe aquele olhar de mulher safada? Aquela que você olha e já sabe bem o que ela veio fazer ali. Essa tinha exatamente esse olhar, o que para mim era perfeito, já que eu havia saído de casa naquela noite com o mesmo objetivo. Formulei algo engraçado para dizer na primeira abordagem. Ela sorriu. Conversamos por alguns minutos até que veio o convite para dançar. Mal sabia ela que eu era simplesmente irresistível nesse quesito. Depois de um ou dois copos aconteceu então o primeiro beijo. E que beijo! Tem gente que beija com a intensidade de quem faz compras de verduras no supermercado. Já outros são como um adolescente escolhendo o seu primeiro carro. Definitivamente ela era desse segundo grupo. Acreditem em mim, o beijo foi surreal. Daqueles com direito a mordida no lábio, puxão de cabelo, mão por dentro da camisa e lambida na orelha. De duas uma: ou eu era naquela noite o homem mais gostoso do universo ou aquela mulher tinha bebido o triplo do que eu bebi na minha vida inteira. Foi impossível parar de beijá-la durante toda a noite. Quando fui deixá-la em casa e me perguntou se gostaria de entrar eu não pensei duas vezes. Sim, foi sexo no primeiro encontro. A melhor noite de sexo da minha vida. Foi aí que descobri que o forte dela não era o beijo. Haviam habilidades ainda maiores. O sol chegou e nós ainda não tínhamos dormido. A vida correndo lá fora e eu ali ofegante, com aquela estranha deitada em meus braços. Antes de me despedir trocamos números de celular por mera formalidade. Todo mundo sabe que casais que vão para cama no primeiro encontro não tem como darem certo. Sabe, talvez se tivéssemos ido mais devagar as coisas poderiam ter sido diferentes. Quem sabe? Muitos anos já se passaram e aquela noite ainda não saiu da minha cabeça. Curioso como algumas pessoas passam pela nossa vida e nem se dão conta de que deixaram marcas profundas. Eu nunca mais vi a minha professora do primário, nem a minha namoradinha do curso de inglês, mas, a mulher que conheci naquela noite, nunca mais saiu da minha mente. Agora mesmo ela está ali na cozinha, preparando a lancheira que o nosso filho caçula leva para a escola. Depois vai vir aqui no escritório me dar um beijo igual àquele que ganhei na boate tempos atrás. De noite repetiremos mais uma vez nosso sexo selvagem. Não é de se espantar? A moça do vestido curto se tornou a mulher da minha vida. Eu não sei bem como vai acontecer com você. Se vai conhecer seu grande amor na fila do pão, na sua festa de formatura ou no acampamento da igreja. Eu não sei se vão se beijar no primeiro encontro ou se farão sexo só depois do casamento. O que eu sei é que não existe regra para tudo isso dar certo. Vejam vocês a minha história. A mãe dos meus filhos gosta de beber, tem tatuagem e é uma depravada na cama. Ao mesmo é uma mãe incrível e um esposa fiel, carinhosa e companheira. Nossa sociedade é mesmo repleta de normas e rótulos, felizmente a maioria deles não funciona o tempo todo."
Certa vez conheci uma mulher na balada. Vestido curto, tatuagem no ombro, batom vermelho e o copo de bebida na mão. Sabe aquele olhar de mulher safada? Aquela que você olha e já sabe bem o que ela veio fazer ali. Essa tinha exatamente esse olhar, o que para mim era perfeito, já que eu havia saído de casa naquela noite com o mesmo objetivo. Formulei algo engraçado para dizer na primeira abordagem. Ela sorriu. Conversamos por alguns minutos até que veio o convite para dançar. Mal sabia ela que eu era simplesmente irresistível nesse quesito. Depois de um ou dois copos aconteceu então o primeiro beijo. E que beijo! Tem gente que beija com a intensidade de quem faz compras de verduras no supermercado. Já outros são como um adolescente escolhendo o seu primeiro carro. Definitivamente ela era desse segundo grupo. Acreditem em mim, o beijo foi surreal. Daqueles com direito a mordida no lábio, puxão de cabelo, mão por dentro da camisa e lambida na orelha. De duas uma: ou eu era naquela noite o homem mais gostoso do universo ou aquela mulher tinha bebido o triplo do que eu bebi na minha vida inteira. Foi impossível parar de beijá-la durante toda a noite. Quando fui deixá-la em casa e me perguntou se gostaria de entrar eu não pensei duas vezes. Sim, foi sexo no primeiro encontro. A melhor noite de sexo da minha vida. Foi aí que descobri que o forte dela não era o beijo. Haviam habilidades ainda maiores. O sol chegou e nós ainda não tínhamos dormido. A vida correndo lá fora e eu ali ofegante, com aquela estranha deitada em meus braços. Antes de me despedir trocamos números de celular por mera formalidade. Todo mundo sabe que casais que vão para cama no primeiro encontro não tem como darem certo. Sabe, talvez se tivéssemos ido mais devagar as coisas poderiam ter sido diferentes. Quem sabe? Muitos anos já se passaram e aquela noite ainda não saiu da minha cabeça. Curioso como algumas pessoas passam pela nossa vida e nem se dão conta de que deixaram marcas profundas. Eu nunca mais vi a minha professora do primário, nem a minha namoradinha do curso de inglês, mas, a mulher que conheci naquela noite, nunca mais saiu da minha mente. Agora mesmo ela está ali na cozinha, preparando a lancheira que o nosso filho caçula leva para a escola. Depois vai vir aqui no escritório me dar um beijo igual àquele que ganhei na boate tempos atrás. De noite repetiremos mais uma vez nosso sexo selvagem. Não é de se espantar? A moça do vestido curto se tornou a mulher da minha vida. Eu não sei bem como vai acontecer com você. Se vai conhecer seu grande amor na fila do pão, na sua festa de formatura ou no acampamento da igreja. Eu não sei se vão se beijar no primeiro encontro ou se farão sexo só depois do casamento. O que eu sei é que não existe regra para tudo isso dar certo. Vejam vocês a minha história. A mãe dos meus filhos gosta de beber, tem tatuagem e é uma depravada na cama. Ao mesmo é uma mãe incrível e um esposa fiel, carinhosa e companheira. Nossa sociedade é mesmo repleta de normas e rótulos, felizmente a maioria deles não funcionam o tempo todo.
XLVII - Capitulo

POV Clara

- Boa Sorte. – ela disse me dando um beijo de despedida e descendo as escadas.

Hoje eu vou até a boate para conversar com meu chefe sobre os acontecimentos da noite anterior, bom, de algo eu estava certa, ele não iria me demitir como já tinha dito, a não ser que tivesse mudado de ideia ou Pepa tivesse feito algum tipo de pressão nele, para mudar sua opinião sobre as coisas e me demitir de vez.

Na realidade Vanessa não tinha me dado explicação alguma sobre a cena ocorrida, eu nem precisava, sabia que tinha sido algo forçado, era possível perceber o jeito que agia tentando se livrar do beijo, então não fiz questão de tocar no assunto, e eu também esperava que Fernanda não viesse se meter em nada hoje, não queria que as coisas acabassem em discussão novamente. Ou pior.

- Max… – olhei pro menino nos meus braços – Vou ter que deixar você com a vovó de novo, mamãe tem assuntos importantes para resolver.

Ele passou os dedos delicados e macios sobre o arranhão que eu estava no rosto. Ele ainda estava bem vermelho, e era a única prova de que eu também tinha sido machucada por Pepa, não era nem comparável ao que eu fiz, mas mesmo assim era algo.

- Pronta pra tomar bronca? – Paula perguntou ela me observava no sofá logo a frente.

- Não pronta, mas estou ciente. – falei alisando os cabelos um pouco nervosa.

- O que exatamente aconteceu que eu não entendi direito? – me olhou curiosa, levando um doritos à boca e mastigando.

- Entrei na sala e Pepa estava beijando a Van à força, joguei ela contra os equipamentos de som, dei um tapa na cara dela, ela me arranhou e tal. Quase toquei ela através do vidro. O som foi cancelado, a balada toda viu. Basicamente isso. – sorri culpada

- Caralho! Queria ter visto a cena. – falou levando outro salgadinho a boca.

- Quase perdi o controle, nem eu mesma me reconheci.

- Espero que tudo ocorra bem hoje. Mas como você disse, ele não quer perder você como DJ, então acho que não tem motivos para preocupação. – disse com um meio sorriso.

- Espero que ele mantenha sua opinião a mesma. – disse a ela – Sabe como são as pessoas, as vezes sobre pressão ou na influência de outras, podem mudar de ideia.

- Verdade, vamos torcer para que ele não tenha.

POV Vanessa

Saudade dos meus meninos! Sentei naquele tapete do meu quarto e fiquei brincando com eles umas 2 horas sem parar, até eles estavam carentes de mim, Jack esfregava o focinho no meu braço como quem implorava por carinho e atenção, fiquei ali boa parte do meu tempo brincando com meus filhos.

Logo ouvi no corredor a aproximação calma dos passos de minha mãe, engraçado como é possível conhecer as pessoas só pelos passos. – Oi filha. – ela sorriu quando a encarei.

- Oi.

- Você tinha que ver esses cachorros, estavam revoltados, ninguém manda você mimar esses bichos, dai você fica longe e eles ficam estressados e comem as coisas, ontem Jack roeu todo meu chinelo. – ela balançou a cabeça irritada. Dei uma risadinha – Você ri por que não foi o seu né?

- Calma mãe, essa semana quero leva-los para a chácara, pra eles correrem livres um pouco, andam muito trancados em casa, isso estressa eles também. – falei observando Jack babar toda a sua bolinha de brinquedo.

- Vai convidar sua namorada para ir para a chácara? – ela me olhou boba e sorridente, as vezes até parecia que era ela quem estava apaixonada.

- Se ela puder. Vou convida-la. Mas às vezes a saudade dela por Max fala mais alto. – respondi, minha mãe se juntou a mim sentando no tapete e pegando Thor no colo.

- Por que ela não leva o menino? – perguntou – Eu adoro aquele garotinho, é um neto pra mim. – ela piscou

- Vai com calma mãe! – alertei, ela levantou os braços como que se defende de algo.

- Estou calma. – deu uma risada

- Sabe.. – sorri para o chão que encarava – Ontem ela disse que queria casar comigo. – falei lembrando de nosso café da manhã, não levei o assunto a diante ontem, e nem falei nada sobre seu comentário, mas ele atingiu parte dos meus pensamentos sim.

- Que lindas. – ela bateu as mãos. – Quero só ver hein.

Coloquei a mão na testa pensando em planos que eu pretendia fazer para uma oficialização do namoro logo em seguida. Eu necessitava, o tempo já pedia, estava na hora de colocar um anel em nossos dedos e poder gritar para o mundo oficialmente.

- Preciso planejar um pedido de namoro. – olhei para ela um pouco assustada por não saber o que fazer.

- Prepara um jantar. – minha mãe sugeriu – Ou leva ela a algum jantar, ou um lugar especial de vocês. Quais os lugares mais marcantes?

- Têm a chácara, onde foi nosso primeiro beijo e depois vimos o nascer do sol. O dia que fomos para o chalé de meu pai, e passamos a noite lá. E o dia da praia, que fugimos do serviço pra namorar um pouco. – e pelo jeito que ela me observava eu provavelmente carregava uma cara de tola apaixonada. Tentei me recompor.

- Onde foi à primeira fez? – perguntou

- OI?! – eu tinha entendido, mas não tinha acreditado na pergunta.

- Que transaram ué! Vai se fazer de desentendida? – ela cruzou os braços.

- Você é muito curiosa mãe, é estranho falar isso com você! – falei com o rosto quente, corado de vergonha.

- Fala logo menina! – ele me olhou brava.

- Ai meu deus, véia curiosa! Foi…

~ flashback

- Quem você acha que é pior? – ela perguntou rindo da reação dos meninos.

- Acho que o pior foi ficarmos aqui, sozinhas.  –  falei

Ela riu – Sério Van?  Você tem medo do que? Ninguém vai assaltar sua casa.

- É mais perigoso você aqui dentro. – falei em tom brincalhão, mas ainda assim me refiro, sem duvida nós duas ali abriria mais uma possibilidade de aproximação da Clara, eu não tinha duvidas disso.

Estava de costas para ela indo colocar as garrafas vazias na pia, ela se aproximou de mim, e podia sentir minha respiração mudar.

- Você tem medo disso? De não resistir? – falou agora encostando o corpo no meu. – Eu sei que no fundo você gosta Vanessa.

- Por que acha isso? –perguntei séria, agora parei o que estava fazendo para encarar o nada a minha frente.

- Convenhamos, se você odiasse tanto, não quisesse, teria se afastado, teria ido com os meninos, evitado isso, mas não! Você fica aqui, deixa eu me aproximar de você, e fica tentando resistir. – a ultima palavra sai mais baixa quase sussurrada, com certeza era outra provocação, mas também não deixava de ser verdade, eu podia evitar a aproximação maior.

~Fim do Flashback      - Capitulo 16 - XVI

- …. foi aqui em casa. – falei sem jeito.

Ela levou à mão a boca. – Não acredito. Que safadas.

Tive que rir, minha mãe não tinha jeito mesmo!

POV Clara

Cheguei ao local, morrendo de medo do que iria ouvir, entrei na sala de meu chefe com cara de quem aprontou. Ele tinha um olhar gélido e desapontado. Sentei na cadeira em frente a sua mesa sem jeito, ele me olhou, bateu a ponta dos dedos na mesa, pensou e  depois começou.

- Sabe, pensei bastante na sua situação. Foi completamente anti- profissional. Não jogar alguém contra a mesa de som e criar uma briga. Mas trazer assuntos pessoais para dentro de uma ‘’empresa’’. –e ele falou

- Eu sei me desculp…-

- Não terminei! – interrompeu –  Sabe, a única coisa que não me impediu de despedir você, é saber que eu não despedi Fernanda por ser minha filha. A manti aqui, por que é da família, e seria injusto demitir você por não ser parte da família.

- Muito obrigada, esse trabalho é tudo para mim. – falei sincera – Do fundo do meu coração, eu amo isso aqui, e lamento muito pela noite anterior.

Ele assentiu.

- Acredito em você, e acredito que não vá NUNCA se repetir, certo? – ele arqueou a sobrancelha ainda com o olhar sério.

- Certo. – afirmei

- A única coisa, é que vou ser obrigado a descontar do seu salário os danos nos equipamento, mas vou dividir com Fernanda os gastos, por ela também ter sua parcela de culpa. Ou toda! Afinal, ela quem começou isso tudo. Sei que ela beijou sua… ahn, companheira. – falou sem jeito coçando a cabeça.

- Estou disposta a pagar pelos danos. – falei firme

- Perfeito então. – ele disse se levantando e abrindo a porta para mim, dando a conversa por encerrada.

- Obrigada mais uma vez.- falei olhando nos seus olhos, tirando um sorrisinho do canto de sua boca.

- Tá, vai logo antes que eu mude de ideia. -  Agora ele riu por completo deixando o clima entre nós mais leve e agradável.

(Como percebem estou sumida, finalizando as avaliações do meu ano letivo, preocupada com formatura, festas, e passeios de final de ano, com pouco tempo para as coisas, nem tempo pro twitter eu tenho, raramente apareço por lá, postei esse, vou tentar postar de novo até o fim da semana mas não prometo nada. Beijo meus amores)

Este texto é sobre gente que chega tarde em casa. De porre. De todas as poesias, prosas, contos e textos o porre é o que mais atrai e massa poética profana. Não porque é cheio de alucinantes tresvaridos encontros. Não. A coisa do porre é a palavra em sim que fica mais enxuta e menos tímida. Fica louca, tenaz, fica audaz, fica com um z, um Z bem grande zunzunando pelos cantos como abelhas malhadas. Quem gostava disso era o Carlos Feitosa, amigo de colégio, chegava todo dia de porre, porratadasso em casa, com cara de muitos amigos e pouco dinheiro. Era meu amigo da farra, tanto que hoje sei nem se está vivo, morto, bêbado ou casado. É o cara que, como o nome diz, some. Carlos parece que vive lá pelas bandas de Maceió. A última vez que o vi foi na festa de formatura de 1997. Ele estava com a beca pelo avesso e a toga cheia de um líquido amarronzado que nem arrisquei deduzir o que era, mas o cheiro inconfundível denunciava para os demais que se tratava de maconha melada da pior espécie. Jogamos as roupas, tiramos as fotos, pegamos o canudo e descemos as escadas com cara de felizes se ricos futuros engenheiros. O Carlos era dois tantos. Quando não, louco. Quando sim, bêbado. Quando os dois, o Carlos. Como mascote da sala fez grandes coisas nas grandes farras. Em uma delas, pós formado, dizem que queimou o próprio diploma. Dizem que, na ausência de papel adequado, usou o próprio texto que o atestava competente para atuar profissionalmente. Limpou-se. O Carlos era engraçado e era metido a poeta. Eu, calado, sentava na minha máquina de escrever e me punha, como agora,a falar do meu colega de farra. Eram bons os dias que eu fantasiava escrever um livro. Carlos e outras crônicas sobre o porre do meu amigo. Já podia ver. Posso ver. Está vendendo milhões.
—  A.E.C Souza 
Going to the Ai's Prom! - Closed

Um Rin completamente atrasado se vestia às pressas, colocando o paletó. O mesmo estava se arrumando para a festa de formatura de Nitori, que estava se formando pela academia Samezuka. O ruivo falava com sua irmã pela internet, já que a mesma estava numa viagem pela escola devido a formatura também.

- Como estou nee-chan?

Kou: Lindo, lindo! Agora vai logo, ou senão chegará atrasado na festa! E não esqueça as flores! Mande felicitações ao Nitori por nós! - Pediu se referindo a ela, Nagisa e Rei - 

- Pode deixar! Ja nee!

O rapaz desligou o computador, pegou as flores e saiu do quarto de hotel. Na porta do hotel, um táxi lhe esperava. Entrou no táxi e foi.