femclo

O nome dela é Leslie Gallford, a idade é 22 anos. Ela faz parte do The Fifty e seu poder é a Aerocinese. Ela se parece com Dianna Agron e está FECHADA.

I’m the patron saint of the denial, with an angel face and a taste for suicidal.

What happened before:

    Leslie era filha da amante do dono de uma loja de remédios dentro da OS USA. Seu pai tinha a família e outras mulheres, e sua mãe era a mais conhecida dessas “outras”. Seu negócio era venda autorizada de remédios, o que, dentro de uma nave que ficava em órbita, se tornava uma mina de ouro. Todos caiam doentes, todos os dias: vírus pequenos, vírus maiores, gripes, qualquer tipo de cólica, tudo se precisava de remédios, e poucas pessoas tinham permissão para se vender remédios dentro da lei. Por isso, não era surpresa o pai da garota ser tão rico quanto era, e muito menos por ter tantas mulheres assim.

    Nunca soube se sua mãe realmente amava o pai se só vira nele uma chance de sobreviver bem dentro da grande nave, mas também nunca se questionou demais. Tudo que queria era simplesmente ser aceita por ele o chamar de pai na frente de todas as pessoas, já como nem o nome dele levava. Todos sabiam de quem a pequena garota era filha, mas a tratavam como paria, já como seus irmãos, os filhos do casamento de seu pai, estudavam na mesma escola que ela.

    A vida inteira escutou ofensas contra sua mãe, fazendo a garotinha se tornar retraída e solitária. Não gostava de se expor, e por mais que quisesse ser “normal”, sabia que não seria capaz, e não por causa dela ou de quem era: mas por quem seu pai era. Seu meio irmão mais velho, filho do casamento do pai com a outra mulher, fazia questão de a atormentá-la diretamente na escola. A chamava de nomes horríveis, xingando e humilhando a garota, mesmo na mais tenra idade. Desde os seus 5, 6 anos, Leslie lidava com Julian e seus xingamentos.

    Tentava se manter nas sombras, longe de tudo, mas até os 10 anos de idade, nunca havia contado ao seu pai o que acontecia, porque o tempo que ele passava com ela e sua mãe era tão pouco que ela não achava justo gastar isso com as infantilidades do irmão, que era três anos mais velho do que ela. Chegava chorando em casa muitas vezes, e por mais que sua mãe tentasse lhe forçar a contar, ela nunca o fazia. Não queria preocupar sua mãe. Mas isso estava se tornando um problema real na escola.

    Com a entrada na pré-adolescência e sem nenhuma amiga próxima, Leslie se sentia a beira de um precipício, prestes a cair. Tinha 12 anos e era muito bonita, mas parecia invisível, e isso doía. Doía mais do que ela podia suportar. Sua mãe, tentando lhe ajudar e a fazer mais falante, a mandou para aulas de dança, aonde só meninas ricas podiam fazer. Por algumas semanas Leslie foi feliz como nunca foi: dançava e tinha a proximidade de algumas meninas, que estavam se tornando suas amigas. O que ela não contava era que seu irmão mais velho contasse as garotas da pequena turma de dança que era uma bastarda, e então todas lá também passaram a maltratá-la e a deixaram de lado também. Pediu para sair das aulas de balé, mas sua mãe não atendeu, imaginando que ela poderia voltar a gostar novamente.

    A garota iria se apresentar no pequeno recital que juntava todos os pais e esperava sua vez atrás do pequeno palco improvisado, com ansiedade. Seu pai e sua mãe estavam lá e ela sabia que era boa o suficiente para dançar e se sobressair. Gostava dos movimentos delicados, gostava da dança, só não gostava das pessoas que a cercavam. Então uma colega se aproximou, zombando de sua mãe que estava lá, falando que gritaria do palco o quanto a mulher era uma vagabunda e Leslie perdeu a cabeça pela primeira vez em sua vida: empurrou a colega, sem qualquer medo, tomando um empurrão de volta e caindo por cima de um amplificador de som. A queda não foi nada demais, mas o modo como Leslie caiu, por cima de sue próprio braço, que foi o problema.

    Com o braço quebrado, precisou começar a tomar remédio para as dores, ficando com ele imobilizado por 15 dias. Só que quando tomava os remédios para as dores, toda a dor e a vergonha passava. Era como se ela fosse outra pessoa: risonha e feliz, não tinha porque se envergonhar do que seu pai e sua mãe faziam, porque ela era outra pessoa. Na escola, todos notaram a diferença, só que ninguém contava com seu meio irmão ir xingá-la, como sempre fazia, e receber um tapa na cara muito bem dado pela garota. Ela entendeu que a coragem vinha dos remédios que tomava e nunca mais queria ficar sem eles. As pessoas pararam de xingá-la depois do episódio do tapa e ela agradeceu mentalmente aos remédios, que a fizeram tomar uma atitude.

    Mentiu para a mãe, quando o tempo de parar de tomar os medicamentos chegou, e quanto não tinha mais como engana-la, pediu ao pai um emprego em sua loja, lidando diretamente com os produtos que tanto queria. E assim começou. Logo estava lá, trabalhando, no meio dos meio-irmãos. Mas não estava mais prestando atenção neles ou no que faziam, porque tudo que precisava era de seus remédios. Logo uma cápsula a cada 8 horas não adiantava mais, e ela passou a tomar duas, depois três. Depois diminuiu o tempo. E assim, aos quinze anos, era completamente viciada em remédios para dor.

    Nunca conversou sobre isso com ninguém, mas a medida que cresci, crescia também o seu vicio, que chegou ao seu cume quando sua mãe morreu, antes dela completar dezesseis anos. Seu pai lhe deu uma quantidade de dinheiro, além de deixá-la empregada, mas não tinha como leva-la para morrer em casa, porque sua esposa jamais iria aceitar. Com tão pouca idade, um emprego considerado bom, dinheiro suficiente, Leslie fez o que qualquer adolescência faria: começou a aproveitar a vida.

    Logo tinha arrumado um namorado e vivia de festas em partes distantes na nave, aonde todos se drogavam, e começou a começou a conhecer drogas mais pesadas ainda. Não havia quem lhe parasse e a vida se transformou em uma sucessão de noites sem dormir e momentos regados por drogas. Não era mais tímida e introspectiva: agora era popular, tinha vários amigos e podia ficar com quem quisesse, quando quisesse. Tudo estava melhor. Mas aos dezenove anos, sua sorte mudou.

    Conheceu um rapaz de nome Jamar e se apaixonou por ele. Ele, assim como muitos outros dentro da nave, não tinha dinheiro algum e era um traficante, se mantendo assim. Gastaram todo o pouco dinheiro que Leslie ainda tinha, e se não fosse seu emprego, eles provavelmente não teriam do que viver, até que a ideia chegou para os dois: se Leslie conseguisse roubar alguns medicamentos do lugar, eles conseguiriam vender e manter a vida que levavam antes. Sem demoras, levada por seu próprio vicio e pelo incentivo de seu namorado, começou a pegar um pouco de remédio lá, misturando com outros e vendendo. Como ninguém suspeitou de nada, logo estava roubando mais e mais, o dinheiro entrando e a vida de festas e drogas voltando ao que era antes.

    Mas Julian, que também trabalhava na farmácia, começou a notar que remédios estavam sumindo, e sem pensar, simplesmente chamou a guarda, denunciando a irmã sem ao menos ter provas, levado pelo ressentimento de anos e anos causado entre os dois. Quando a guarda a levou e foi revistar sua casa, facilmente encontrou os remédios roubados. Jamar apareceu, jogando toda a culpa em Leslie, falando que ela era viciada desde os doze anos, quando quebrou o braço e a entregando.

    Sem qualquer defesa, foi levada para julgamento, no qual seu pai apareceu, e completamente destroçado, confirmou que realmente os remédios foram roubados. Comprovada a culpa da garota e se sentindo traída por todas, foi jogada entre os presos, na parte feminina. Sem qualquer conhecido lá dentro, logo foi empurrada para um corredor, onde uma presa mais velha queria abusar da recém-chegada. Lutou com o que pode, apanhando bem mais do que batendo, mas a briga foi interrompida pela chegada de três rapazes que pareciam serem os chefes de lá.

    Eles a levaram para perguntar o que estava acontecendo, mas desde o primeiro segundo, Leslie estava olhando para um deles, um que ela descobriu depois se chamar Tristan McGregor. Eles tinham poderes que Leslie nunca tinha visto antes e nem ao menos ousou ir contra eles. Contou o que aconteceu e o que a levou até ali, mas não a parte de sua vida. Isso ela contou somente a Tristan, enquanto aos poucos iam se apaixonando e se envolvendo. Ela era alguns meses mais velha do que ele, que não pareceu se importar e nem ela também. Logo estavam juntos, em um relacionamento que era intenso até demais: os dois ciumentos, com problemas de confiança, faziam com que tivessem brigas gigantescas por ciúmes.

    Ela não entendia e aceitava a necessidade do rapaz de se isolar muitas vezes e ele não entendia que ela era tinha mudanças drásticas de humor sem seus remédios, coisa que ali dentro, era quase que impossível de se ter. Ao mesmo tempo em que era o que sustentava os dois lá dentro, também era motivo de inúmeras noites sem dormir.

    A chegada da irmã de Tristan fez com que Leslie se retraísse um pouco mais, mas com o passar do tempo, ela conseguiu melhor seu relacionamento com a garota, mas não com a melhor amiga dela, uma garota chamada Violet Kingstown, com quem chegou a discutir gravemente e só não piorou porque a própria Kim acabou a discussão, sendo que o motivo foi obviamente ciúmes de Tristan. O relacionamento não sobreviveu as constantes brigas e as inúmeras trocas de ofensas por parte dos dois, até que cansados, terminaram.

    Leslie sofreu bastante, mas era o mesmo tanto orgulhosa, e por isso nunca procurou o ex-namorado, apesar de o ver constantemente nos corredores. Ainda existia algo, ela tinha certeza, mas o tempo passou e assim foram ficando, um distante do outro, até que algo inesperado aconteceu: descobriram os poderes de Victor e então várias pessoas foram levadas, contra suas vontades, e Leslie estava entre elas.

    Foi jogava em um laboratório que mais parecia uma cela, amarrada em uma maca e injetada coisas que a fazia gritar de dor, mas nunca, nem mesmo por um segundo, se deixou apagar. Se iria morrer, iria morrer lutando, e por isso arranhou e gritou o máximo possível, até que seu corpo entrou em colapso. Passou dias desacordada e quando acordou mais testes, mais exames, até que a levaram de volta á prisão, falando a sentença dela e de todos outros que estavam no laboratório: seriam mandados à Terra, e se sobrevivessem por um ano inteiro, a liberdade seria dada a esses sobreviventes.

    Já sobre o que sofrera, já era ciente de que podia controlar o ar, segundo lhe disseram, mas ela não acreditou exatamente e preferiu esperar para ver se realmente teria de ir para o lugar de onde sabia que todos humanos haviam fugido. Não se importava de ter liberdade, mas não tinha alternativa, e por isso foi enviada para a Terra. Pelo menos estaria no mesmo lugar que Tristan, mesmo que fosse a distancia.

What is happening now:

    Como sempre, Leslie se virou sozinha assim que a nave caiu. Ela viu um dos líderes, o mais estranho que se chama Lorcan, já acordado, mas procurou uma lanterna entre as coisas e foi saindo da nave, até que a mandaram esperar. Os garotos passaram a frente, e ela foi seguindo todos, surpresa com o lugar.

    Esperava que estivesse tudo destruído, mas o que encontraram foi algo bem diferente: pessoas, como eles, criando uma nova civilização, dirigindo carros e até mesmo um líder. Chegou ao prédio e pediu um apartamento só para ela, sem saber ao certo como começar a procurar por tudo que precisava como roupas e comida, mas por hora ela estava bem mais curiosa sobre aquelas pessoas do que qualquer outra coisa, e por isso queria se aproximar delas e entender que tipo de sociedade elas criaram ali.

Who she is:

    Por tudo que passou Leslie não confia em praticamente ninguém, sempre esperando a pessoa lhe trair por algo ou alguém melhor. Não tem o costume de falar sobre nada disso, mas é insegura, e por ser insegura tenta passar sempre a impressão de autossuficiente extrema, além de ter sempre uma boa resposta na língua para responder a qualquer um que lhe ofenda, por acreditar que já ficou calada demais durante toda sua vida.

    É bastante ciumenta e não sabe dividir o que é dela, seja de coisas até mesmo pessoas que ela considere “dela”. Não tem o costume de ser sociável, mas quando é, consegue mostrar uma pessoa carinhosa e carente no fundo, que procura um lugar aonde possa enfim ficar, ou até mesmo uma pessoa para se apoiar. Não é do tipo que precisa de atenção e também não gosta de chamar atenção para si mesma e muito menos é do tipo que se oferece para qualquer cara, apesar de saber que é bastante bonita e poderia sair com quem quisesse, pois prefere que eles vão até ela, o que acontece com frequência.

    Sabe que agora controla o ar, mas ainda não começou a treinar seus poderes, esperando o momento que isso fosse realmente ser necessário.

Her connections:

    • Ex-namorada de Tristan McGregor, ainda tem certos sentimentos por ele, sem saber como o tratar e acontecendo o mesmo dele com ela;

    • Não gosta de Violet Kingstown desde que brigaram por ciúmes de Tristan, e evita o máximo possível qualquer tipo de encontro com ela;

    • Se dá bem com a ex-cunhada Kim McGregor, apesar de evitá-la também;

    • Conhece bastante Lorcan e Victor, mas nunca conversou realmente com nenhum dos dois.

2

Alexandra Tonvert, 18 anos, Romênia, Predadora, Mercenária.

   biografia

Logo os Tonvert deixaram a preocupação de lado. A pequenina da família, haverá nascido com os traços de uma linhagem dos predadores. Desta vez, eles não teriam que mata-la como fizeram com as outras que não vieram assim. Valery e Marcus, depois de dois filhos mais velhos predadores, eles queriam uma menina desta vez, isso os levou a uma tentativa cansativa de fazer filhos. Levando a família a ser a mais fria e sanguinária dos predadores.

Assim que viram a pequena, todos se encantaram. Alex virou o mimo da família. O berço de ouro acabou tornado-a uma menininha mimada na infância, o que acabou mudando. A menininha das bochechas rosadas cresceu e seus irmãos mais velhos começaram a treina-la para ser o novo orgulho da família. Taylor e Larry foram seus treinadores e melhores irmãos, até certo ponto. Ela começou a mostrar muito talento para a coisa, deixando seus irmãos de lado e assim criando uma inveja imensa em Taylor.

Certo dia o irmão mais velho decidiu se vingar, levou Alex a um lugar afastado e tentou mata-la, mas por um milagre ela se safou. Sendo assim sua única escolha e por instinto foi mata-lo. Voltando para casa sem explicações necessárias, seus pais começaram a acha-la insana e mandaram-na para estudar no Erdély. Para eles, é aqui aonde querem ela pro resto de sua pobre vida.

   personalidade

Pelos traços de uma predadora, ela não deixa a desejar. Como acompanha sua linhagem, é esnobe e adora exibir suas qualidades. Competitiva ao extremo, adora vencer e se perde sente-se completamente humilhada. Apesar de ser um tanto egoísta, consegue conservar uma boa amizade. Assim como tinha a com seu irmão Larry, que acreditava sempre em cada palavra que dizia. Mas por viver em um ambiente familiar nada saudável, Alex não acredita muito em amor verdadeiro e coisas duráveis. Mesmo assim adora uma festa e esta sempre bem apresentável, sendo uma garota bem moderna e que abusa de seu sofisticamento.

   relacionamentos

Melhor amiga de AnnaBelly Loren com quem tenta aprender sempre mais e esta sempre alegre.

Irmã de Larry Tonvert com quem esta sempre junto, contando segredos e dividindo sentimentos.

Fc: Selena Gomez

Disponibilidade: Este char esta fechado.

O nome dela é Desirae Blake, a idade é 22 anos. Ela faz parte dos survivors e seu poder é a cura. Ela se parece muito com Ksenia Solo e é uma OC, portanto está FECHADA.

I’ve come too far to see the end now. Even if my way is wrong, I keep pushing on and on.

What happened before:

Nem toda história começa ou termina bem. Alguns acreditam em finais felizes, enquanto outros acreditam em felicidades momentâneas. Para Desirae, essas ideias nunca foram válidas, já que até seu próprio nascimento já era motivo de tristeza.

Sua mãe morreu em seu parto e por isso foi homenageada com o nome da mesma, tinha uma relação difícil com seu pai ao ponto de que se estavam no mesmo lugar, começavam a brigar sem hesitação. O único dinheiro que possuíam para sua sobrevivência era gasto pelo seu pai para comprar bebidas, e quando ele estava bêbado, Rae era o alvo para seu pai descontar todas as suas frustrações.

O homem nunca fez nada por ela e muito menos se importava com ela, e tudo que ele tinha feito pela garota foi quando ele estava bêbado e ensinava ela a lutar. Seu pai dizia que o mundo nunca poupava ninguém, muito menos no meio daquele caos, e por isso ele ensinava técnicas de luta e como usar vários tipos de armas, isso tudo enquanto ele estava bêbado. Ele era mais como um professor que um pai para Rae e ela preferia a relação dos dois desta forma.

Vendo que a vida dos dois estava indo para o fim do túnel, Rae teve que tomar uma atitude. E com isso, ela começou a lutar nos bares para tentar ganhar algum dinheiro, uma coisa que não deu muito certo nas primeiras tentativas já que ela não possuía tanta experiência, voltava para casa cheia de machucados. Mas, quando começou a treinar sozinha com o passar dos anos, ela começou a se destacar nos bares e nas lutas, ganhando o respeito que merecia e desejava há tanto tempo.

Mas, como seu pai sempre dizia: “O mundo não poupa ninguém, principalmente nesse caos.” Seu pai, com tanta exposição à radiação, acabou ficando doente e fraco e não conseguia nem se levantar mais da cama. Rae estava em conflito com si mesma, depois de tudo que o pai tinha feito, ela ainda amava ele, mesmo que ele não demonstrasse nem um pingo de carinho. E foi nesse momento que Rae descobriu seus poderes de cura, resultado da radiação, quando sem querer, ela curou uma flor que já estava morta há dois dias.

Ela viu aquilo como um ponto positivo, podia curar várias pessoas que estavam doentes e que estavam na beira da morte. Mas havia uma coisa que impediu Rae de ajudar tantas pessoas: Quando ela usava seu poder para ajudar pessoas com doenças e machucados muito grandes, uma parte da sua vitalidade era tirada de si e ela poderia morrer se continuasse usando seu poder com muita frequência, e por causa disso, seu pai morreu e ela não pode fazer nada para ajudar.

Rae ficou sozinha por alguns anos, tentando continuar sua vida como lutadora, mas só fazer isso não estava sustentando a garota e cada vez menos ela tinha dinheiro para comida, roupas ou até para manter o barraco que antes dividia com o pai.

No momento que Rae estava na beira do colapso, ela conheceu uma senhora de 80 anos enquanto pedia dinheiro na rua, seu nome era Alice. Foi ela que ofereceu abrigo e comida para a garota, Alice foi como a mãe que Desirae nunca teve e aquilo ajudou a garota a ter sua autoestima reconstruída e sua personalidade verdadeira de volta. Mas o tempo não esperava ninguém, Alice morreu três anos depois por causa da radiação e já fraca por causa da sua idade. E antes de morrer, a única coisa que deixou com Rae foi um pequeno colar e a frase: “Você tem que sobreviver, tudo vai dar certo no final”.

Depois da morte de Alice, Rae nunca mais foi a mesma, ela tinha prometido a si mesma que não ficaria próxima de mais ninguém emocionalmente para não se machucar no final. E com sua autoestima reconstruída, ela voltou a sua vida de lutadora, indo lutar boates e bares mais famosos para ganhar pelo menos mais dinheiro para se sustentar.

What is happening now:

Atualmente, Desirae continua indo em bares para lutar e até as vezes apostando em algumas pessoas quando ela vê que alguma delas tem potencial. Ainda possui sua fama pela cidade por causa do seu esforço no passado e isso a deixa bastante satisfeita, principalmente quando alguém a desafia no meio da rua. Ela adora o que faz graças ao pai.

Rae nunca fica em um lugar só, ela sempre está constantemente se mudando para vários lugares pela cidade já que a fama de lutadora também tem lá seus pontos negativos como ameaças e até outras gangues procurando ela.

Depois da morte de Alice, ela passou a visitar constantemente o local onde ela mesma enterrará sua “mãe”, para nunca esquecer quem trouxe o seu lado humano de volta. Mas, tirando isso, ela está procurando alguma pista de quem foi sua mãe. Seu pai tinha se livrado de tudo que era relacionado à sua mãe e por causa disso, ela só tinha um nome para encontrar alguma coisa sobre sua mãe.

Ela pretende viajar pelo continente, pois esse sempre foi seu sonho desde criança, mas ainda está procurando coragem e todos os recursos que precisa para poder realizar seu sonho sem problemas.

Who she is:

Bastante sagaz e sarcasticamente brincalhona. Ela tem bastante coragem e está sempre pronta para se por em risco quando necessário. Ela pode ser relutante para confiar naqueles que encontra, o que, geralmente, é uma virtude. Prometeu para si mesma no passado que não se envolveria emocionalmente com alguém para não se machucar no final.

E se não fosse por Alice, ela seria fria e não se importaria com ninguém que atravessasse seu caminho, mas por causa dela, agora Desirae é a garota brincalhona e animada que sempre foi. Ela adora comer e é uma amante do café, e normalmente está sempre dançando aleatoriamente. Sua aparência rotineira é bastante gótica, mas sem deixar a pitada de feminilidade de lado. É bastante conhecida pela cidade por causa da sua fama de lutadora, por não ter piedade em seus adversários e por ser forte apesar da aparência um pouco delicada.

Ela é bastante relutante quanto ao seu poder, mais pelo fato de que se ela ajudar alguém, ela será prejudicada. E por causa disso, ela tenta ao máximo não expor ou usar seu poder, e só até que ela confie em alguém inteiramente, ela irá contar sobre seu poder. Em geral, é uma garota extremamente amigável, mas quando é desafiada ou quando alguém a irrita, ela vira outra pessoa.

O nome dela é Skyler Lorax, a idade é 21 anos. Ela é dona da boate “The Cage” onde ocorrem as lutas em New City e seu poder é o Transformismo. Ela se parece muito com Emilia Clarke e está FECHADA.

Don’t feel bad for me, I want you to know deep in the cell of my heart I will feel so glad to go.

What happened before:

    Skyler foi a filha única de Yan, o chefe da guarda do antigo líder Khan. Desde pequena ela sabia que o pai tinha verdadeiro desgosto porque só teve ela de filha, sua mãe morrendo no seu parto. Ele queria um filho homem, um filho capaz de levar adianta o sobrenome de sua família. A pequena crescia com certo conforto em sua casa na cidade, indo para uma escola e vendo tantas outras pessoas morrendo de fome, o que a deixava até mesmo se sentindo culpada por estar tão “bem” em comparação a elas, afinal, tinha roupas, casa e comida. O que mais poderia querer? Ela sabia. Ela queria que o pai se orgulhasse dela. Guardava as roupas de sua mãe e se sentia um pouco mais próxima dela, quando se deitava em sua cama enrolada em um dos vestidos que nunca mais seria utilizado pela senhora que ela nem ao menos chegara a conhecer.

    Esperou por seu pai em seu aniversário de sete anos, mas o homem sempre estava fora, cuidando de algum assunto relacionado a cidade, sempre com líder Khal, sempre atarefado. Ela sempre se perguntava se ela fosse um garoto, se ainda assim ele iria ser tão sem tempo para ela, e por isso parou de brincar de bonecas ou qualquer outro tipo de brincadeira que envolvesse algo mais delicado. Ela queria ser um garoto, forte e ágil como os guardas.

    Cresceu disposta a mostrar ao pai que qualquer garota era capaz de se tornar uma guarda tão boa quanto qualquer homem, e depois de muito insistir, pediu ao pai que a ensinasse a atirar, o que ele fez. Estava com quatorze anos e não tinha vaidade nenhuma, e apesar de ser considerava bastante bonita, ela queria mesmo era o respeito do pai, mas ele se aproximou e despediu-se dela, dizendo que iria fazer uma missão longa, e quando voltasse, tudo seria diferente. Skyler controlou a sua vontade de implorar para o pai a levar, ficando quieta e o vendo partir, se prometendo que durante aquele ano, quando ele voltasse, ele iria se orgulhar dela.

    Acordava cedo todos os dias, indo correr, aprendendo a lutar, aprendendo a tirar. Não tinha com quem treinar, já como nenhum dos guardas a levava a sério, então pagava a qualquer garoto que quisesse algumas moedas (e naquela época, todas as pessoas queriam algumas moedas, sempre) para treinar com ela, começando a bater em todos que se dispunham. Logo não encontrava mais garoto nenhum que quisesse ir de bom grado encontrar com ela para treinar, e começou a sair para ver as lutas de ringue. Era pequena e delicada, mas ainda assim era determinada como poucas pessoas, e queria aprender a ser uma lutadora. Chegou ao seu limite, conseguindo socar com precisão, capaz de derrubar qualquer homem pego desprevenido, capaz de atirar perfeitamente bem a distancia. Estava pronta.

    Quando seu pai retornou, ela já tinha quase dezesseis anos e e o levou para o fundo de sua casa, mostrando a ele como sabia atirar e lutar. O pai, a principio, achou interessante, mas quando ela lhe falou seu sonho de se uma guarda, ele começou a rir. Não podia levar uma garota daquele tamanho e tão delicada a sério, e ainda rindo, virou as costas, pronto para deixar a garota com seus sonhos despedaçados, a mandando ir estudar para se tornar uma professora, que era o melhor que uma mulher poderia fazer. Naquele momento ela entendeu: não era o fato de ser uma garota. Seu pai simplesmente não se importava com o que ela pensava e fazia. Ele já havia determinado seu destino muito tempo antes, e não seria agora, mesmo quando ela estava lhe provando que poderia mais, que ele iria mudar seu decreto. Era isso. Estava terminado antes mesmo de começar.

    Sem raciocinar, levantou o braço e deu um gole certeiro nas costas do pai, o fazendo cambalear para frente e o empurrou com o pé para o chão, mostrando que ela era capaz de derrubá-lo. O homem ficou furioso e a derrubou de volta no chão, mas ela já havia provado seu ponto: ela era bem mais do que ele dizia.

    Sem falar mais com o pai, arrumou suas coisas e saiu de casa com o dinheiro que sempre juntou ao longo de todos esses anos. Ela era consciente de que o dinheiro na verdade era de seu pai, mas não era burra de simplesmente sair de lá sem nada em seus bolsos. Procurou um lugar para ficar, alugando um quarto na casa de um casal, largou a escola e começou a procurar um lugar para trabalhar, e claro, uma garota, com menos de dezesseis anos na época, só entrou emprego de garçonete em uma lanchonete barata. Não sabia o que queria, mas sabia que era mais do que aquilo, e por isso, uma noite, foi a um bar aonde aconteciam lutas por apostas, olhando o local. Observou tudo, fugindo de todos os homens que tentavam lhe passar uma cantada, até que pediu para subir no ringue. Todos deram risada, mas ela subiu: e ganhou sua luta.

    No começo suas lutas eram tidas como exóticas, porque ver homens de porte magro ou até mesmo médio apanhar de uma garota baixinha e miúda era motivo para risadas entre todos os homens. E foi nessa época que aconteceu a morte de Khan – e de seu pai. Skyler não podia dizer que ficou revoltada ou nada do tipo, porque era óbvio que se o líder iria cair, seu pai também, mas isso significava uma coisa: a casa que seu pai morava era dela agora. Foi até lá antes que descobrissem onde ficava e a vendeu pelo valor mais justo que conseguiu, guardando o dinheiro. Tentou encontrar o corpo de seu pai para enterrá-lo, mas nem isso foi capaz. Parece seu pai estava disposto a lhe mostrar que era incapaz até na morte, mas ela não deixou isso ditar mais quem ela era. Tinha o dinheiro e sabia exatamente aonde queria emprega-lo.

    Foi diretamente ao bar de lutas e ofereceu todo o dinheiro que tinha ao dono, que ficou desconfiado, mas quando ela lhe mostrou o bolo de dinheiro, ele aceitou, sem pensar. Claro que todos os homens pensaram que iria se aproveitar da garota, tão nova e dona do lugar, mas ela mostrou ao poucos que não estava brincando ali, porque ela era dona do bar, e se consumissem, teriam de pagar. Contratou seguranças e com os anos, o lugar voltou a ser exatamente o que era antes: o maior centro de apostas de lutas de toda New City.

    Um dia foi surpreendida com a presença de Adam Rhage e Jinx Merryn, que todos sabiam serem o irmão e um dos amigos mais próximos de Axl, o qual depois foi em pessoa ao seu bar. Todos se divertiam e apostavam em lutas, mas também sabiam que quando Adam entrava no ringue, ninguém além dele iria ganhar. O próprio futuro chefe da guarda provou isso em seu tatame, apanhando ali. Skyler não se importava com quem batia ou quem apanhava, o que ela se importava era em manter seu bar, o The Cage, em ordem e manter as apostas em alta.

    Levada por sensatez contratou algumas garotas para dançar no balcão e no tatame enquanto não havia luta, porque isso aparentemente acalmava a orda de homens entorpecidos com a vida miserável que levavam, e tratava todos seus empregados com justiça, logo fazendo o seu bar um dos melhores lugares para se ser empregada em New City, e tudo que ela quer é continuar provando para si mesma que é muito mais do que todos imaginam.

What is happening now:

    Estava arrumando o The Cage quando a nave cortou o céu, e como todas as outras pessoas correram para a rua, vendo o rastro de fogo no céu. Mas ao contrário da maioria, não foi lá, ao contrário: entrou em seu bar e pegou sua arma, sentando na porta e esperando para ver o que iria acontecer. Não iria morrer na mão de nenhum alienígena, ela tinha certeza disso.

    Logo viu Axl passar em carros com várias pessoas, pessoas como ela. Intrigada, pediu a uma das garotas para ir saber o que era, e quando a noticia chegou, ficou chocada: as historias de uma suposta nave que havia escapado da Terra quando o planeta estava explodindo (era como as pessoas falavam), eram verdadeiras. Pessoas estavam vindo do céu. Bom para eles, mas ela não queria contato com nenhum, e se algum homem do céu fosse em seu bar, que gastasse bastante para compensar ter de lidar com qualquer um deles.

    Entrou e passou para seu quarto, no fundo do bar, pensando em como tudo tinha que ficar exatamente como sempre era, se olhando à frente do espelho. Não aceitaria nada diferente do que estava acontecendo e nem queria: queria que Axl mantivesse tudo exatamente igual, tudo como era. O homem era um tanto quanto irritadiço, mas não era burro. E começou a pensar em Axl, em como ele poderia ser um líder melhor do que realmente era, até que para seu próprio espanto, uma dor a atingiu em seu estômago. Inclinou-se, gritando de dor, caindo de joelhos, mas então tudo estava terminado: a dor havia passado. Confusa, se levantou na frente do espelho mesmo, vendo que sua imagem não era mais seu conhecido rosto, com feições delicadas: não, agora era a figura de Axl que refletia no espelho.

    Estarrecida, ela sabia que algumas pessoas (ou sua maioria) tinha algum tipo de poder, mas nunca havia visto nada daquele tipo ou igual. Começou a se desesperar, os gritos que saindo da sua boca eram com a voz de Axl, caindo no chão novamente, olhando suas mãos. Um momento depois a porta se abriu, as garotas do bar perguntando o que estava acontecendo, se ajoelhando do seu lado. Skyler levantou em um pulo, se olhando no espelho novamente e vendo seu reflexo lá outra vez. Era como se nada tivesse acontecido, além da dor que insistir em seu corpo.

    Confusa, mandou todas saírem e ficou trancada em seu quarto, pensando sobre isso. Se ela tinha essa habilidade de tomar a forma das pessoas, ela iria ter que treinar, porque isso definitivamente poderia ser proveitoso em alguma situação, mas com a chegada de pessoas que não eram da Terra, melhor ficar em silencio e esperar. Observar. Tido tinha um por que, e se ela agora tinha esse poder, definitivamente era para algo.

Who she is:

    Determinada e destemida, Skyler construiu uma grande reputação em torno de si, mostrando que mulheres podem ser fortes se necessário, mas ainda sente que ninguém realmente a leva tão a sério assim, já como ficou somente tendo um bar, mesmo que o maior bar da cidade, frequentado pelos líderes da cidade e ela tendo acesso a todos eles. Honesta e justa, trata seus empregados todos muito bem, e por isso eles são completamente leais a ela, contando as coisas que escutam e também tratando o The Cage como sua casa, já como muitos terminam morando nos fundos do lugar, como ela própria.

    Sabe que os tempos que vivem são de cautela, e por isso nunca anda desarmada, sempre com uma pistola pequena por dentro de sua bota ou entre suas saias. Não se prende a homem nenhum, porque acredita que nenhum realmente vai ser capaz de aguentar o seu serviço, e sabe ser bastante teimosa quando precisa.

    Descobriu seu poder no dia que a nave chegou à New City, por isso ainda não teve tempo para começar a treiná-lo ou entender como funciona, mas se tem algo, com certeza irá aprender a utilizá-lo da melhor forma possível.

    Atualmente o que sente pelo pai é quase que uma indiferença. Nunca contou a ninguém de quem era filha, apesar de imaginar que tenha sido o próprio Axl que o matou. Não iria comprar a briga com o líder da cidade e perder tudo que tinha construído até ali por algo que não tinha mais conserto, e por isso cuida de sua vida e somente da sua, se metendo somente na vida de seus empregados, já como os vê como uma família.

Her connections:

    ● Conhece Axl Merryn, Jinx Merryn, Adam Rhage e Daryl Feux de frequentarem seu bar, tendo um relacionamento cordial com todos.

    ● Também conhece Dina Lacyson, a respeitando a distancia, mas nunca realmente conversaram, apesar de ter a impressão que caso conversassem, se dariam bem.

O nome dela é Adrienne “Dina” Lacyson, a idade é 22 anos. Ela faz parte dos survivors e seu poder é a Empatia. Ela se parece muito com Jennifer Lawrence e está FECHADA.

I walk this empty street on the boulevard of broken dreams.

What happened before:

    Dina nasceu em New City e sempre foi bastante apegada a sua mãe, já como seu pai tinha dois empregos para manter a família com comida na mesa. Por ter dois irmãos mais velhos, Dina cresceu cercada de cuidados e brincadeiras de meninos. Morava em uma casa caindo os pedaços, mas não se importava, por dentro dela havia uma compreensão e noção de família que as pessoas não tinham mais. Ia para a pequena escola que havia perto cresceu ouvindo os feitos de Khan, o líder da cidade, havia feito e sonhava em um lugar em sua guarda, apesar de saber que era quase que impossível. As mulheres, em sua sociedade, só serviam para serem professores ou empregadas de serviços caseiros, nunca para lutarem. Mas ela se prometia que iria mudar isso.

    Cresceu assim, correndo atrás dos irmãos, tentando se ajustar aquele mundo aonde ela queria ser livre. Mas, a medida que crescia, também sentia o medo se aproximar. Ninguém vivia muito naqueles tempos e a idade limite de seus pais estavam chegando. Ela podia sentir o desespero tomando conta de seus irmãos e ela também. Não haviam pessoas velhas em lugar nenhum, e assim o foi: seu pai começou a cair doente quando ela tinha 11 anos, não demorando mais do que duas semanas para falecer. Toda a família ficou desolada por dias, mas a vida seguia e ela e todos tinham de continuar. Seus irmãos começaram a trabalhar e ela logo que completou 13 anos, foi trabalhar em um restaurante local, servindo mesas e ajudando na limpeza, sem largar seus estudos. Sua mãe, que passou a trabalhar no mesmo lugar que a filha, não queria que ela largasse os estudos e não aceitava isso, desejando um futuro bem melhor para sua filha do que ela podia dar. Também tentava o mesmo com os filhos, sem sucesso, até que o mais velho, Kyle, começou a lutar por dinheiro. E ganhar.

    No começo todos foram contra: Dina, sua mãe, Jamie, o outro irmão. Mas a medida que Kyle foi ganhando mais e mais dinheiro e os ajudando, não havia como negar que realmente precisavam daquilo. Nunca tinham vivido com a fartura que agora tinham: comidas, roupas, água, até mesmo um carro conseguiram comprar. Dentro da vida que poderiam ter, estavam tendo do melhor, e apesar de todo o medo de Kyle se machucar seriamente, todos começaram a aceitar o novo emprego do rapaz. Nessa época, lutas eram bastante lucrativas: não havia televisão, não havia internet, não havia aonde se divertir, então lutas eram onde homens passavam seu tempo, e Kyle estava lutando realmente por dinheiro e apostas. O cara que cuidava de suas apostas era bastante conhecido e perigoso, e toda a família também se preocupava com isso, mas passaram a aceitar, como todos os perigos provenientes dessa situação.

    Dina aproveitava seu tempo para aprender a lutar com Jamie e até mesmo olhando Kyle treinar, já como largou o emprego, assim como sua mãe e Jamie. A família agora passava bastante tempo juntas, e compraram uma casa maior. Aos dezoito anos, quando terminou o colégio, Dina teve de escolher estudar para seguir alguma profissão, escolhendo justamente ir estudar para se tornar professora, apesar de nunca esquecer seu sonho de entrar para a guarda da cidade, apesar de nos tempos ter se tornado um desejo distante, e por dois anos estudou para se formar uma professora em New City.

    Mas como tudo nesses tempos pareciam ter prazo de validade, a tranquilidade da família acabou durante uma luta na qual Kyle ganhou. Comemorando a nova vitória do irmão, que estava juntando dinheiro todos esses anos, o outro lutador, que perdeu bastante dinheiro e tinha vindo de New Order para a luta, o jurou de morte. Kyle não levou a sério e foi para casa, com a família. Mas, na manhã seguinte, ao sair para correr, ele tomou três tiros na porta de casa. A mãe de Dina, ao ouvir os disparos, correu para a porta, encontrando o filho mais velho já caído, morto no chão. Dina acordou com os gritos da mãe, desesperados, e pulando da cama, correu para ver a cena de sua mãe embalando o corpo de seu irmão, já morto, enquanto Jamie estava em pé, do lado, com as mãos na cabeça.

    O que se sucedeu foi um borrão de dias de sofrimento intermináveis. Enterraram Kyle e procuraram a guarda, tentando prender o outro lutador, que já havia voltado para sua cidade natal e nunca conseguiram fazer nada. Os meses se arrastavam com todos se culpando. Os “E se…” passaram a ocupar os pensamentos de todos, por todo o tempo “E se tivéssemos feito Kyle parar de lutar antes?” corroendo suas mentes. Sua mãe caiu doente, ficando confinada em uma cama. Jamie começou a beber e Dina largou os estudos, tentando ajudar a mãe e o irmão do meio, mas todos estavam perdidos demais para serem salvos já. Sua mãe morreu de um infarto durante o sono e Jamie, na manhã seguinte ao enterro da mãe, foi embora, largando Dina sozinha na grande casa. A garota, que não queria ficar ali, a vendeu e voltou para a parte mais simples da cidade, alugando um quarto qualquer, sem ter mais ninguém ao seu redor e se sentindo completamente sozinha. Não havia mais nada para ela.

    Começou a trabalhar em um bar, servindo doses por trás do balcão, entrando em algumas lutas de braço no lugar. Os homens a achavam atraente e bonita, e ela usava disso para tirar dinheiro deles. Não se apegou a ninguém e nem queria, porque no final ainda tinha a parcela de culpa na morte de Kyle para lidar. Arrastava-se pela vida, tentando encontrar algum sentido, mas isso não durou tanto, porque em uma noite, no bar, uma mulher de um dos clientes mais frequentes do lugar e um que Dina mais tirava dinheiro em gorjetas, foi no lugar a acusar de ter um caso com o homem. No começo da discussão, Dina tentou fazer a mulher parar, mas por saber quem Dina era e jogar em sua cara que seu irmão fora morto como um porco, ela perdeu a cabeça. Quebrou uma garrafa de cerveja e enfiou no pescoço da outra, que caiu sangrando até morrer. Por alguns momentos não acreditou que tinha feito isso, mas logo a seguraram até a guarda chegar, que a levou embora, a jogando em uma cela qualquer, a espera de seu julgamento.

    Dois dias se passaram até que Jinx Merryn, o irmão do agora líder da cidade viesse lhe ver e lhe interrogar. Contou tudo a ele, absolutamente tudo: sobre seu irmão, a morte dele, o desprezo que tinha pelos guardas e como ninguém havia feito nada pela morte de seu irmão. Tudo. O homem escutou, sem lhe responder, saindo pela porta e ela voltando para sua sala cheia de outras mulheres. Seu destino seria a morte, estava ciente, já como uma das leis que imperam era o “Dente por dente, olho por olho”. Pelo menos teria alguma paz, enfim. Pediu desculpas a Jamie, apesar dele nunca mais ter aparecido e esperou o seu julgamento final.

    No dia foi conduzida até a praça, vendo o líder da cidade, Axl Merryn, sentenciar as pessoas. Ele era implacável e todos sabiam. Mas foi quando estava sendo levada até ele que o guarda lhe deu um puxão, a fazendo ir grosseiramente para frente. Estava cansada disso. Se fosse para morrer logo, pensou, enquanto se virava na direção do guarda e o chutava com seu joelho, o derrubando no chão mesmo com as mãos presas. Outro guarda se aproximou e ainda assim foi derrubado. Ela lutava e muito bem, e valeu-se disso, todos os anos de treinamento com seus irmãos haviam lhe feito alguém forte, destemida. Mas foi a voz de Axl que a fez parar, a chamando para lutar com ele próprio.

    O líder estava se divertindo, ela teve certeza enquanto os guardas a soltavam e ele tirava sua camisa, se colocando a postos para lutar contra ela em plena praça. Por certo nunca vira uma mulher lutando, e ela se prometeu que iria morrer, claro que sim, não tinha chances reais contra ele, mas até lá iria provocar o máximo de dor possível no homem. A luta começou e Dina fez o que realmente queria: acertou bons golpes em Axl, até que ele a imobilizou por trás, a deixando sem defesa. Engoliu em seco e pediu por uma morte rápida, mas o que não esperava aconteceu: ele a libertou e a levou com ele, claramente querendo seu corpo.

    No começo Dina se odiou por aceitar a situação, mas com o tempo se afeiçoou à Axl, podendo até mesmo dizer que estava apaixonada por ele. Sabia que ele andava com outras mulheres e isso a matava por dentro, porque o queria só para si, e com o tempo aprendeu a controlar tanto o ciúmes quanto o que sentia, deixando no fundo de sua mente e ajudando aonde podia e sempre quisera fazer parte: a na organização da guarda, e mesmo ela não sendo a líder direta, tinha bastante força entre os que faziam parte e também com Axl, que normalmente a escuta em todo assunto relacionado a segurança da cidade.

What is happening now:

    Quando a nave caiu, Dina estava entre o grupo com Axl e Daryl que foi encontrar os humanos vindos do espaço e ela ficou em choque por alguns segundos. Tudo isso para ela era lendas que os avós contavam as crianças pequenas, ou, no máximo, essa nave teria explodido no céu no segundo que chegou lá. Mas, com aquelas pessoas à sua frente, não tinham como negar.

    Odiou todas as pessoas do grupo e assim que viraram as costas, falou para Axl que deveriam matar todas, que não podiam confiar em nenhuma, sendo apoiada por Daryl. Não acreditou que Axl simplesmente as deixou ali, vivas, como se não pudessem tentar algo contra eles, mas foi exatamente o que o líder fez. Então se aproximou de Daryl, combinando com o outro de ficarem próximos, observando os passos daquelas pessoas, disposta ela mesma a matar um por um se colocassem em risco sua vida ou a de Axl.

Who she is:

    A morte do irmão causou um profundo trauma em Dina, que só falou disso com Axl, chorando, e chorar é algo que ela evita a todo custo. Tenta sempre se mostrar uma rocha de tão firme e dura, mas por dentro ainda é a mesma garota que tinha sonhos de fazer parte da guarda e amava sua família acima de todas as coisas. Sente falta de seu irmão, mas também nunca o procurou, por acreditar que ele se ele quisesse voltar, já teria feito. Sonha com um mundo mais fácil, mas não acredita que seja aceitando que as pessoas desçam da nave para isso.

    É apaixonada por Axl, mas de uma forma completamente independente, sem apegos ou sem cobranças, porque se acontecer de se apaixonar por outra pessoa, vai simplesmente lidar com as consequências de seus atos e se há alguém que a palavra “covarde” não combina, é com Dina.

Her connections:

    • Não sabe o que tem com Axl Merryl na realidade, mas tem sentimentos reais por ele e sempre se mantém por perto, confiando e sabendo que ele confia nela;

    • Tem uma amizade estranha com Daryl Feux, porque às vezes acredita que o homem é apaixonado por ela, outras acredita que ele a odeia; mas sabe que ele não lhe é indiferente;

    • Gosta bastante de Jinx Merryl, irmão de Axl, que com o tempo passou a conversar bastante e tentou ajudar como pode entre eles quando começaram a se afastar, sem sucesso, já como Axl não escuta ninguém.

O nome dela é Kimberly “Kim” McGregor, a idade é 20 anos. Ela faz parte dos The Fifty e seu poder é a Neutralização de Poderes. Ela se parece muito com Teresa Palmer e está FECHADA.

The more you lose the less you see, so close your eyes and start to breathe.

What happened before:

    Kim não entendia muito bem porque sua mãe não gostava dela e tentava ser uma garota boa, sem nunca reclamar, nem mesmo quando algo doía. Seu irmão estava sempre com ela, segurando sua mão e lhe dizendo para onde ir e ela obedecia porque amava o irmão e a mãe acima de todas as coisas, mas nem isso adiantava. A mulher parecia não notar as crianças, os deixando às vezes até sem comida; e sem saída, ela seguia o irmão para pedir comida nos corredores, sem nunca chorar para não chamar atenção de ninguém, porque tinha medo que a levassem de seu irmão. Na verdade, era isso que Kim se lembrava de sua infância: sentir medo o tempo inteiro, misturada a profunda fome que sentia o tempo inteiro; sem contar que vivia doente, doenças provocadas pela destruição.

    Até que o destino interviu e os pequenos encontraram uma mulher chamada Gina, que dava comida e cuidava dos dois. Ela era uma senhora já idosa e Kim tentava agradá-la como podia, sem entender que ela era a única chance dela e do irmão sobreviverem. Aprendeu a ler e a escrever e a senhora estava realmente apegada aos pequenos, até que morreu. No começo Kim não entendeu porque a mulher não queria vê-los mais, até que seu irmão lhe explicou que ela estava morta, e a pequena Kim chorou de saudade por dias. Seu irmão começou a trabalhar, a levando junto, e ela nada falou, fazendo a limpeza de onde mandavam, sempre vivendo a sombra do irmão e nunca reclamando.

    Com o passar do tempo, seu irmão arrumou um emprego nos laboratórios e a fez sair de seu próprio emprego e ir para a escola, se mudando com ele. Kim teve medo de deixar a mãe sozinha, mas já entendia que ela era uma prostituta e que realmente não ligava nada para os filhos, e isso a machucava. Nunca havia convivido com outras crianças, mas se seu irmão falava que era o melhor, ela foi, sem pensar; e logo estava sofrendo no colégio na mão das outras crianças, porque ela basicamente não tinha nem ao menos roupas para ir para o lugar. Tinha 10 anos nessa época, mas lutou bravamente por meses até que um dia apanhou de um garoto um pouco mais velho. Chegou em casa com arranhões pelo corpo, mas sem chorar, e depois que Tristan a obrigou a contar o que aconteceu, ele lhe entregou uma faca, dizendo para ela nunca se separar dela, absolutamente nunca, sem imaginar que esse fato salvaria a vida de sua irmã em um futuro ainda distante.

    Kim era boa aluna e cuidava da casa, mas se sentia culpada por seu irmão trabalhar pelos dois, e logo começou a fazer o que podia: com doze anos já tentava costurar roupas e cuidar de qualquer coisa que rendesse algum trocado para os dois. Viviam pobres, mas tinham o que comer agora e podiam às vezes até rir, quando não tinham que trabalhar. Pegava alguns livros na escola e lia para o irmão até as luzes apagarem na nave, sem notar que estava crescendo e ficando cada dia mais e mais bonita, apesar de seus colegas do colégio já começarem a notar. Na cabeça da garota, não havia qualquer brecha para romance ou nada do tipo, ocupada em simplesmente sobreviver com o mínimo de dignidade. Chances essas que se acabaram quando tinha dezesseis anos, com a prisão de Tristan.

    Kim não soube o que aconteceu ali, porque só soube quando procurou o irmão na manhã seguinte a ele não voltar para casa depois do trabalho. Primeiro ela pensou que ele poderia ter saído com alguma namorada, mas Tristan não era do tipo que não lhe dava noticias, e assim que as luzes se acenderam, demarcando o inicio de um novo dia, ela saiu correndo pelos corredores, indo ao laboratório e recebendo a noticia. Um guarda a informou e ela suplicou ver o irmão, ter qualquer noticia dele, mas não a deixaram. Desesperada, sem saber o que fazer, voltou para o pequeno cubículo que dividiam. Em um ato de desespero, foi até a mãe, implorando por sua ajuda. A mulher mal a reconheceu, vendo uma garota que era delicada e com uma beleza loira como a sua própria, mas não se moveu para ir procurar o filho, simplesmente dizendo que se a filha quisesse, poderia voltar para a casa. Kim negou e voltou para seu próprio lugar, o desespero crescendo a cada dia que passava e não recebia noticias de Tristan. Não havia ninguém para procurar, ninguém para pedir ajuda. Absolutamente ninguém.

    Continuou indo para o colégio, tentando manter a sanidade, mas não conseguia se concentrar. Trancava-se no pequeno lugar, a comida começando a acabar, sem dinheiro e sem saber o que fazer, até que um homem bêbado, que era seu vizinho e já sabendo da prisão de Tristan, começou a esmurrar sua porta, tentando entrar no lugar. Kim era bastante ciente do que acontecia com mulheres tão pobres como ela era e jamais aceitaria. Esperou o homem ir embora e as luzes se acenderem, voltando para a casa de sua mãe, aonde pelo menos teria companhia.

    Sua vida se transformou em um inferno, porque a mãe só queria que ela trabalhasse para conseguir dinheiro, sem estudar. Kim se recusou a largar o colégio e a mãe sempre trazia uma nova companhia para casa a noite, fazendo a garota cada vez mais tentar encontrar um emprego ou qualquer coisa que a ajudasse. Sonhava com encontrar o irmão para que pudessem ter uma vida melhor, mas como poderiam fazer isso presos dentro daquele lugar? Logo um ano inteiro se passou, e Kim já tinha o corpo e a mente de alguém bem mais velha, e por tudo que haviam passado, se passava por uma mulher já feita. Mas o pior ainda estava por vir.

    Uma tarde, quando chegou do colégio, havia um homem no cubículo que dividia com sua mãe. Ela o reconheceu como um dos guardas locais e sua mãe não estava em casa. Sem entender, perguntou o que o ele estava fazendo ali e a resposta que recebeu foi bastante direta: sua mãe havia lhe vendido para ele. Kim não aceitou, virando-se para sair do lugar, mas o homem a agarrou, a jogando contra a parede e realmente se forçando contra a garota, que não tinha força para lutar contra ele. Não podia acreditar que sua própria mãe havia feito isso. A inércia tomou conta de seu corpo enquanto foi jogada no chão, sabendo perfeitamente o que iria acontecer em seguida, o homem se forçando cada vez mais contra ela, rasgando sua roupa e ferindo sua pele, mas então se lembrou da faca que seu irmão lhe dera, tantos anos atras e ela nunca a tirava de sua bota. Em um gesto de desespero, esticou a mão até sua bota e tirou a faca de lá, enfiado na lateral do homem e girando, o fazendo sair de cima dela antes que algo pior acontecesse. Levantou-se e correu, saindo de lá. Não tinha para onde ir e sabia disso, mas precisava tentar. Correu o máximo que pode, mas foi presa dois dias depois, levada imediatamente para a prisão, sabendo que o homem havia morrido.

    Foi jogada em uma cela qualquer, cansada e com fome, com a roupa ainda suja de sangue do homem que matou e não tinha o menor remorso disso. Ficou em um canto, quieta, se lembrando de que naquele dia era o dia de seu aniversário de dezoito anos. Quieta, naquele lugar imundo, sem conseguir dormir de medo de ser atacada por qualquer outra mulher presa ali, levantou o olhar e viu outra garota tão assustada quando ela. Podia sentir o desespero dela se refletindo no seu próprio, e algo lhe dizia que a garota havia sido presa por aqueles dias, assim como ela. Assim que as luzes se acenderam e as celas se abriram para poderem sair e irem para a ala em comum dos presos, ela se aproximou da garota e a convidou para ir com ela. E assim saiu desesperada, procurando por seu irmão entre os presos, sem saber se o encontraria vivo.

    No segundo que a figura de Tristan se tornou distinta para ela, correu em direção a ele, sem imaginar que ele havia se tornado um dos lideres de lá. O irmão ficou atônito de vê-la, mas Kim não se importou, continuou abraçando-o e chorando por um bom tempo, até que contou a ele exatamente tudo que havia acontecido. Ele lhe acalmou e lhe jurou que ninguém nunca mais a tocaria, salvo se ela quisesse. Kim apresentou a garota, que sabia se chamar Violet para seu irmão, e ele levou as duas para ficar com ele e os outros líderes do lugar, Victor e Lorcan.

    Com o tempo, foi tentando deixar o trauma de lado e ser funcional dentro da prisão. Estava com o irmão e isso a acalmava, e por alguns dias até mesmo esquecia tudo que havia acontecido, conversando com Violet e ajudando Tristan como podia, até que lhe deram, junto com Violet, a função de cuidar de toda a comida que chegava ao lugar. Não causava qualquer tipo de problema, sempre obedecendo ao que lhe mandavam, mas começou a aprender a lutar, porque nunca mais queria ninguém pondo a mão em seu corpo sem seu consentimento, e ela não imaginava o dando a ninguém. Seu irmão lhe contou os poderes que tinha e viu os outros também usarem, mas não tinha poder algum assim e queria continuar assim mesmo.

    Dois anos se passaram, até que descobriram que Victor tinha poderes e tudo aconteceu tão rápido que ela nem ao menos pode lutar contra nada: guardas entraram na prisão e levaram algumas pessoas, entre elas, ela própria e Violet. Não pode reagir as injeções que recebeu e quase morreu, só acordando semanas depois, aparentemente normal. Foi levada de volta a prisão, aonde entendeu que todos que foram levados como ela desenvolverem poderes, mas ela não, pelo menos não até que alguém tentou usar seu poder perto dela e não conseguiu, a fazendo entender que tinha a habilidade de anular os poderes dos outros. A decisão dos cientistas de mandarem um grupo de 50 presos para a Terra a pegou de surpresa, mas seu irmão iria, já como foi descoberto que Tristan também tinha poderes, e por fim, Kim se conformou, porque no fundo não fazia tanta diferença se morreriam dentro da nave ou aqui na terra: o futuro deles era descartável para toda aquela sociedade.

What is happening now:

    Despertou e já sentiu seu irmão a puxar para ele, indo e levando Violet com ela. Não tinha ideia do que encontrariam a frente, mas definitivamente não esperava que existissem humanos sobreviventes no planeta. O sol já a deixava vermelha e cansada, desacostumada a ele, e quando foi levada a um prédio, ficou sem reação. Nunca havia entrado em um, e depois de subirem os degraus até o andar em que ficariam, foi tomar um banho e tentar conseguir comida pelo lugar e também roupas. Seu irmão havia saído, mas ela encontrou livros antigos no lugar, e logo estava sentada, vendo e tentando entender como as pessoas que tinham um mundo inteiro só para si, perfeito e completo, puderem realmente destruí-lo daquela forma.

Who she is:

    Bonita e delicada, Kim pode ser facilmente tida por uma garota tímida e que não sabe o que quer da vida, mas basta você conversar com ela por cinco minutos para ter sua opinião modificada profundamente. Mais velha do que sua idade e com uma determinação sobrepujante, ela evita qualquer contato físico com as pessoas, salvo se venha dela. Ainda tem pesadelos raros com o que aconteceu, mas a marca maior ficou em sua personalidade, que não confia em ninguém mais. Já era desconfiada, mas depois do que aconteceu é completamente fechada. Não confia com facilidade e não é fácil de fazer amizades, preferindo assim. Ama o irmão, mas dá espaço para ele ter suas namoradas e nunca interferiu no relacionamento dele com Leslie. Tudo que quer é ter um lugar para viver bem com aqueles que se importa.

Her connections:

    • Irmã mais nova de Tristan McGregor, o amando acima de todas as coisas;

    • Melhor amiga de Violet Kingstown, sabendo de tudo sobre a outra e também contando tudo sobre si mesma para ela;

    • Conhece e respeita Victor Windsor e Lorcan Prescott, normalmente fazendo o que lhe é ordenado;

    • Não acreditou que Axl Merryn fosse um bom líder pelo jeito do rapaz no segundo que olhou para eles e no segundo que viu Daryl Feux, acreditou que ele não era uma boa pessoa, sem nenhum motivo aparente, mas confia em seus instintos.

O nome dela é Violet Kingstown, a idade é 19 anos. Ela faz parte dos The Fifty e seu poder é a Criocinese. Ela se parece muito com Kaya Scodelario e está FECHADA.

So here we go again, wishin’ we could start again.

What happened before:

    Violet era a filha mais velha de um casal que era dos mais pobres na OS USA. Não havia comida suficiente para ela e todos seus irmãos mais novos desde que ela se entendia por gente, e por mais que seu pai trabalhasse no motor da nave, eles simplesmente não tinham o que comer.

    Sua mãe trabalhava para as famílias mais ricas, fazendo de tudo: limpeza, costura, todos os serviços menores. Seus quatro irmãos menores eram bastante apegados a ela, já como ela ficava cuidando deles enquanto sua mãe saia. Não tinha tempo para mais nada, a não ser isso, e era completamente apaixonada por cada um de seus irmãos. Nada para ela realmente importava, se mantendo naquele pequeno cubículo em uma nave que pairava milhares de quilômetros no ar. Às vezes saia com os pequenos para dar voltas e mostrar pelas grandes janelas do lugar o planeta azul de onde vieram e contava historia para eles, lugares aonde pessoas como eles tinham uma vida bem melhor e mais digna.

    Seus irmãos (três garotos e uma garotinha menor) cresciam e ela também, quase que presos naquele pequeno lugar dentro da nave. Então quando já estava com quinze anos e chegou a noticia de que o pai deles havia morrido em um acidente na caldeira da nave. Desesperados e sem ter o que fazer, a beira de morrerem de fome, Violet e seu irmão, o segundo mais velho e apenas um ano mais novo do que ela, John, começaram a trabalhar também. Ela foi trabalhar no pequeno lugar aonde se separava a comida e ele foi trabalhar na parte de limpeza na nave.

    Enquanto estava ali, separando os alimentos bons para os ricos e os ruins para os mais pobres, que Violet um dia cometeu o primeiro de uma serie de crimes que viria a cometer nos seguintes meses: roubou dos alimentos dos ricos, levando para casa para todos comerem o bem mais do que só o suficiente. Naquela noite foi uma festa, aonde todos comeram como nunca haviam comido em toda sua vida. Não era fácil roubar a comida, mas a garota levava uma mochila com peças de roupas para trocar na grande cozinha, e era lá que colocava a comida. Falou para John parar de trabalhar e cuidar dos irmãos, enquanto ela continuava a roubar comida e trabalhar. Por dois anos, foi tudo bem, até que um dia o cozinheiro sentiu falta de alguns morangos e depois de chamar a guarda da nave, encontraram todas as frutas na mochila da garota.

    Sem poder negar, ela assumiu toda a culpa e disse comer tudo que estava para roubar sozinha, sem querer envolver sua família. Foi presa e sentenciada e com o coração em pedaços viu seus irmãos e sua mãe chorando na sala de julgamento, enquanto era levada pelos guardas para a parte da nave que era reservada à prisão.

    Com dezessete anos, ela não iria durar nada dentro do lugar, porque ao pôr os pés lá, se deu conta que era um verdadeiro inferno. O lugar era completamente controlado por um cara chamado Victor e ela precisava se manter no escuro, longe de tudo. Queria ficar assim, invisível, como costumava fazer na cozinha, mas lá dentro era difícil. Dormia amontoada com um grupo de mulheres há alguns dias quando uma garota loira chegou. Assustada, como ela mesma ainda estava, as duas ficaram acordadas a noite inteira, tentando não serem atacadas por ninguém. Violet estava exausta, sem dormir ou comer, e não achava que duraria mais nada, até que a garota loira a chamou com ela, e juntas saíram da cela assim que amanheceu percorrendo o lugar até o chefe do lugar. Assim que chegaram, Tristan pareceu reconhecer a garota loira, chamada Kim, e foi assim que a vida no lugar se tornou suportável para Violet: por pura sorte. A garota era irmã de um dos lideres do lugar, que logo as levaram para outro lugar bem melhor. Claro que a vida lá dentro ainda era um inferno, mas pelo menos podia dormir em paz sabendo que ninguém atacaria seu quarto, já como passou a dormir com Kim.

    Durante dois anos foi tudo como era de se esperar de uma prisão, mas Violet estava mais forte. Tornou-se amiga de Tristan, o irmão de Kim, e aprendeu alguns golpes com ele, sem contar que passou a controlar a comida do lugar com a amiga. Ninguém se metia com as duas e apesar da saudade que a consumia de seus irmãos, a garota aprendeu a viver no lugar.

    Então, como também era de se esperar, a paz acabou, porque tanto ela quanto a sua agora amiga foram levada ao laboratório e dadas injeções que doíam mais do que o suportável. Violet acreditou que não iria ser capaz de sobreviver, mas foi o que terminou acontecendo, e ainda descobriu que havia agora um poder com ela: podia formar gelo e outras coisas derivadas dele. A jogaram de volta na parte da prisão, a mantendo lá por mais alguns dias, até que decretaram que todas as pessoas que haviam sofrido aquelas modificações genéticas seriam enviadas para a Terra. Violet sabia que o planeta estava destruído, mas a ideia de que se sobrevivessem lá por um ano inteiro, mostrando as condições do lugar, eles poderiam ser reintegrados à sociedade. Ela ia poder ver seus irmãos e sua mãe novamente; iria poder viver com eles. A ideia lhe deu forças, e sem pensar, Violet se viu dentro de uma nave, enviada ao planeta onde poderia morrer tentando encontrar um jeito de voltar para sua família.

What is happening now:

    Como todos outros The Fifty, Violet foi apagada assim que foi colocada dentro da cápsula na nave que os trouxeram para a Terra. Só acordou quando o pequeno lugar se abriu, mostravam que estavam em terra. Saiu, procurando por seus amigos próximos, e juntos saíram de lá.

    Caminharam por algumas horas quando viram carros, o choque tomando a garota profundamente. Haviam sobreviventes no planeta. O sol queimava sua pele e depois de alguma conversa todos eles foram levados a um prédio. Ela nunca havia visto um e tudo, absolutamente tudo era novo e estranho. Subiram as escadas espantados, escolhendo os lugares aonde iriam ficar e ela pegou um apartamento só para ela.

    Era completamente diferente e estranho, e foi tomar um banho, sem se preocupar com se a água que caia do chuveiro iria acabar ou não. Era um novo mundo que ela estava e nunca havia acreditado que poderia sobreviver, mas agora que via o lugar da forma como estava, começou a imaginar um jeito de trazer todos que estavam na nave para lá, principalmente sua mãe e seus irmãos.

Who she is:

    Apesar de ser extremamente pobre, Violet nunca levou desaforos para casa. Sempre respondia as pessoas quando trabalhava na cozinha, sem se importar se isso lhe causaria problemas ou não. Ela podia ser pobre, mas não era capacho de ninguém.

    Amiga e gentil também, a garota sabe conseguir o que quer, porque nunca desiste. Extremamente cabeça dura e às vezes impulsiva, se deixa levar por momentos e situações.

    Tudo que fazia, fazia por seus irmãos e sua família. Tem profundo amor por eles, não importa quanto tempo se passe, a saudade sempre presente em seu corpo, latejando em sua mente, a fazendo chorar muitas vezes escondida, e ainda é o amor pela família que a motiva a tentar lutar em New City e sobreviver.

Her connections:

    • Kim McGregor se tornou sua grande amiga na prisão, ainda em OS USA, e gosta muito da loira, independente do que seja.

    • Tristan McGregor tem a incrível habilidade de irritá-la sempre se achando certo, mas ela gosta dele como uma espécie de familiar, e normalmente segue o que ele fala, sendo mais distante dos outros lideres.

    • Já discutiu uma vez com Leslie Gallford, que na época era namorada de Tristan, e desde então as duas se evitam por saberem que podem brigar novamente a qualquer segundo, e não há duvidas de que lado Kim e Tristan tomariam atualmente.

    • Conheceu Axl Merryn quando o grupo se aproximou, os ameaçando com armas. Ficou impressionada como eles haviam sobrevivido, mas não gostava da forma como ele olhava para ela.

O nome dela é Sabrina Hudson, a idade é 21 anos. Ela é filha de um dos homens mais ricos de New City e seu poder é a Invisibilidade. Ela se parece muito com Kristen Stewart e está FECHADA.

Find light in the beautiful sea, I choose to be happy.

What happened before:

Sabrina queria, Sabrina tinha. A sua casa girava em torno dela e ela simplesmente adorava isso. Sua mãe morre quando ela era muito pequena, e era a única coisa que ela não podia lutar contra. Cresceu indo ao pequeno lugar no jardim de sua imensa casa colocar flores para a mãe, esperando que ela gostasse de quem havia se tornado.

Seu pai, apaixonado pela mãe, somente sobreviveu ao duro golpe de perder a esposa por ter uma filha que era praticamente a copia da esposa. Adorava a filha e trabalhava com afinco para manter a vida de conforto que a pequena tinha: ele era dono de uma grande plantação de grãos ao redor da cidade, material indispensável. Tratava seus empregados como um lixo, os obrigando a colher e plantar noite e dia, mas dava tudo do bom e do melhor para a filha.

O homem cresceu frequentando as festas que Khan, o antigo líder, dava no prédio do governo, levando sempre sua pequena filha com ele, como sua acompanhante. A garota cresceu cercada de luxo e pessoas mais velhas, e apesar de ir para a escola, pediu para ser educada em casa, para poder aproveitar melhor os horários das festas que seu pai dava e ia, e obviamente que seu pai aceitou. Desde cedo descobriu que tinha o poder da invisibilidade e logo manipulava todos empregados da casa para sempre fazerem o que queriam, quando queria, com pequenas peças: mudava as coisas de lugar, escondida outras e por ai adiante. Normalmente tinha por regra nunca fazer isso com seu pai, mas chegou a fazer uma ou duas vezes.

A vida era boa e Sabrina não imaginava que nada de ruim poderia acontecer, somente esperando o dia que lhe desse na cabeça viajar para outra cidade ou quem sabe tomar as rédeas do negocio do seu pai, quando veio a grande reviravolta: Khan estava morto e um novo garoto, quase que de sua idade, era agora o novo líder da cidade.

Por algumas horas Sabrina teve medo, mas seu pai foi convocado ao prédio, e entre quase todas as trocas de pessoas de confiança, seu pai foi um dos poucos que ficou com o antigo cargo. Ela não entendeu porque, mas imaginou que seu pai havia dado muito dinheiro ao tal Axl para continuar no lugar.

As grandes festas terminaram. Falavam que o tal Axl gostava mesmo era de lutar, e curiosa com quem ele era, uma noite Sabrina fingiu dormir e foi até o bar aonde soube que os homens lutavam, que se chamava The Cage. O lugar era um pulgueiro para suas definições, mas entrou no lugar e viu garotos lutando e logo viu um rapaz bater em outro até cair. Soube que ali era Adam Rhage, o melhor amigo do irmão de Axl e o que havia caído era Daryl, o líder da guarda. Ficou surpresa de ver o líder da guarda caído, mas logo procurou por Axl, vendo ele e o irmão em um canto.

Com a imagem dos rapazes em sua mente, foi para casa, pensando que talvez o seu destino estivesse bem ali á sua frente o tempo inteiro: talvez seu lugar fosse casada com Axl, sendo a mulher do líder da cidade. Essa posição a agradava o suficiente. Sabia que Axl tinha uma namorada ou algo do tipo, mas não acreditava que ele seria capaz de negá-la, até mesmo porque se fosse, ela poderia tomar parte do seu poder, se tornar invisível e descobrisse os segredos de todos ali.

Ficou pensando em um jeito de se aproximar do líder, e depois de pedir uma viagem ao pai para New Colony, já como o pai agora ficava mais nas plantações, trabalhando como nunca. Comprou tudo que quis, do bom e do melhor, e quando voltou para New City, disposta a conseguir um emprego próxima de Axl, a chegada de uma nave mudou o curso de seus pensamentos.

What is happening now:

Sabrina mandou seus empregados irem até a rua saber quem estava naquela nave, e quando juntou informações suficientes e seu pai apareceu na casa, para ver se a filha estava bem, falou ao pai que iria se oferecer para ajudar Axl no que precisava para lidar com aqueles humanos que haviam chegado. Não achava que nenhum era realmente um perigo para eles, e com seu pai consentindo, está pronta para ir conversar com o líder de New City e se oferecer para ajudá-lo da forma como precisar, sem ao menos pensar muito sobre o grupo chamado “The Fifty”. Eles não podiam feri-los e muito menos a ela.

Who she is:

Mimada. Obstinada. Linda. Mordaz. Manipuladora. Inteligente. Carinhosa. Tudo isso junto pode ser usado para definir Sabrina e ainda assim não ser capaz de defini-la com precisão. Quando lhe interessa, sabe sorrir e ser capaz de fazer até mesmo o que não gostaria de fazer, mas se não achar bom para si mesma, ela nega e solta um palavrão qualquer na cara de quem quer que seja. Não tem vergonha de ser quem é e não tenta enganar ninguém, usando seu poder quando quer, aonde quer. O tem bastante desenvolvido e por isso é raro tomar um não porque sempre algum segredo que as pessoas se questionam como ela soube.

Não é má. Ama o pai e sempre o visita quando pode, e não tem a intenção de ferir ou machucar ninguém, simplesmente gosta mais de si mesma do que de qualquer outra pessoa, e o segredo que carrega consigo é a falta que sua mãe sempre lhe fez, muitas vezes se questionando se seria quem é caso a mãe estivesse por perto.

Her connections:

● Deseja se aproximar de Axl Merryn com o intuito de ficar com ele, mas isso não a impediria de gostar de outra pessoa e se aproximar dele caso estivesse no poder;
● Conheceu Jinx Merryn, Adam Rhage e Daryl no The Cage, apesar deles não a terem visto;
● Também viu Maggie Sutter cantando no mesmo dia.

O nome dela é Lauren Feryk, a idade é 21 anos. Ela cuida da Sede da Cidade em New City e seu poder é a Absorção de Poderes. Ela se parece muito com Nina Dobrev e está FECHADA.

To get a dream of life again, a little vision of the sight at the end.

What happened before:

    A primeira lembrança de Lauren é do enterro de seu pai, um homem que trabalhava na parte hidráulica de New Order, aonde ela havia nascido.  Sua família era grande e ela era a quarta de cinco filhos, sendo os três mais velhos homens e depois ela e outra garotinha de nome Shelly. Com a morte de seu pai, a família ficou a beira de passar fome, e sua mãe, uma antiga professora, não teve alternativa além de voltar a trabalhar para tentar conseguir dinheiro pra sustentar a família. Lauren não sabia ao certo o que aconteceu em seguida, mas o fato é que seus irmãos sumiram. Um dia estavam em sua casa, e no outro, não mais. A diferença de idade entre as crianças eram todas de um ano, e ela, com quatro, logo se viu a mais velha com sua irmã mais nova, que também era somente um ano mais nova. Sua mãe, somente com elas duas, pode encontrar um emprego em uma casa que provia comida suficiente para elas, que viviam assim, tendo o básico do básico, mas ainda assim era mais do que muitos na cidade.

    Assim cresceu: cuidando de sua irmã menor, morando em um apartamento pequeno, perto de um lugar que depois veio descobrir ser a caldeira da cidade, aonde dezenas de homens trabalhavam todos os dias, tentando fazer o sistema de água funcionar melhor. Lauren era uma garota quieta e calma, ao contrario de sua irmã, que sempre brincava e corria o tempo inteiro. Por trabalhar demais, sua mãe não podia levá-las no colégio desde cedo, e por isso esperaram até Lauren ter 11 anos e podendo se responsabilizar e levando Shelly consigo, todos os dias. As crianças eram inteligentes e aprenderam a ler, conseguindo acompanhar todas as outras de suas idades pouco a pouco.

    O tempo ia se passando e Lauren crescendo assim, sempre junta com sua irmã, que se tornou sua melhor amiga. Um dia, quando estava com quinze anos e chegou da escola com a irmã, entrou sua mãe chorando em um canto. Não eram poucos os dias que viam a mãe chorando pelo pequeno apartamento, mas sempre creditavam que era a falta que seu pai fizera a elas, porém, naquele dia, a mãe contou algo que chocou as garotas: quando o pai de ambas faleceu, desesperada e sem dinheiro, ela entregou os três irmãos mais velhos das garotas para um homem rico da cidade, acreditando que eles seriam adotados por mulheres sem filhos, mas o homem sumiu com os três garotos. Lauren ficou chocada, até mesmo porque já nem se lembrava de seus irmãos, que não eram mais do que imagens borradas em sua mente e somente isso.

    As coisas mudaram a partir dai, porque por mais que Lauren quisesse ver a mãe com os mesmo olhos de antes, não mais conseguia, mas, por sua personalidade mais calma e introvertida, ficava calada, enquanto sua irmã mais nova, mais explosiva, tinha brigas diárias com a mãe, jogando na mulher o que ela havia feito. No fundo, a garota até mesmo entendia o que a mãe havia feito, porque se a vida era difícil somente para elas três, imagine se fossem seis pessoas. Preferia pensar que a mãe fizera tentando dar uma vida melhor aos seus irmãos e não simplesmente por egoísmo, e sempre tentava acalmar Shelly, fazendo com a irmã parasse de xingar sua mãe.

    A vida seguiu por outro ano, tudo exatamente igual, até que um dia sua mãe não voltou do serviço. Nem no dia seguinte. No terceiro dia, as duas garotas, sozinhas, procuraram a guarda, relatando o sumiço de sua mãe. Os homens falaram que iria procurá-la, mas as garotas não sabiam no que acreditavam: se a mãe simplesmente havia ido embora ou se algo de ruim havia acontecido. O medo as consumia, mas, acima disso, a fome começou a chegar, porque sem o dinheiro da mãe, a comida em casa começou a acabar e não havia mais o que fazer. As duas garotas eram bem diferentes em personalidade e físico: enquanto a mais nova era loira, a mais velha era morena, mas ambas bonitas e Lauren sabia o risco que estavam correndo e jamais iria deixar sua irmã terminar se prostituindo. Saiu do colégio e foi procurar um emprego, conseguindo como garçonete em um pequeno restaurante, mas Shelly a seguiu, conseguindo um emprego lá também. No final das contas, tudo estava estabilizado e depois de outro ano, as duas já até riam e se divertiam, superando aos poucos o sumiço da mãe.

    Uma tarde chegou um cliente claramente rico ao lugar. Ele foi atendido por Shelly e por mais que fosse mais velho, ele não resistiu ao charme e beleza de sua irmã mais nova, que estava com dezesseis anos na época. Lauren levou na brincadeira, acreditando que era só um flerte dentro do restaurante mesmo, mas logo se surpreendeu ao ouvir a irmã falar que estava apaixonada pelo homem, que era um dos homens mais ricos de New City, uma das outras duas cidades que existiam. Ficou preocupada, mas o homem foi até o apartamento e se apresentou, falando que queria casar com sua irmã e levar as duas com ele para sua cidade natal e dar uma vida melhor e digna para as duas. Shelly se jogou nos braços do homem, aceitando o pedido de casamento e dois dias depois os três particiram para o que parecia ser o inicio de um conto de fadas.

    Mas, como era o certo, não havia conto de fadas nenhum, e assim que chegaram em New City, o homem, que se chamava Kyrian, confessou que era casado e queria Shelly para ser sua amante. Prendeu as duas garotas em uma grande casa com seguranças e passou a realmente ser amante de Shelly, que até tinha sentimentos pelo homem. As irmãs, sozinhas na casa, combinavam de fugir, desesperada para terem algo, qualquer coisa. Na casa, que pelo que descobriram, ficava longe do centro, havia um homem que ia ver Kyrian sempre, para tratar de dinheiro. Sempre com grandes sacolas cheias de moedas, os dois homens conversavam por horas. Em uma dessas visitas, Lauren ficou atrás da porta, tentando ouvir o que se passava e o que os dois homens conversaram, mas tudo que ouviu foi uma conversa sobre água, até que um segurança a viu ali, a levando embora arrastada em direção ao quarto onde passava a maior parte do tempo com sua irmã. Tentou gritar e pedir ajuda ao homem, que chegou até a porta seguindo pelo outro, mas nada adiantou: foi levada. Chorou por horas, porque viu que o homem não queria ajudá-las, começando a entender que provavelmente iriam ficar ali até que quisessem libertá-las.

    Logo depois sua irmã descobriu ser capaz de manipular luzes, um poder não tão útil assim para ajudá-las a fugir. Lauren não se conformava e tentava escapar, levando a irmã, mas Shelly se descobriu grávida e as chances de escaparem eram cada vez menores. O homem, quando descobriu da gravidez da garota, enlouqueceu e começou a tratar as duas pessimamente. A comida, que era farta, passou a ser escassa, e os guardas que cuidavam da casa passaram a serem piores, as empurrando e usando de violência quando tentavam fugir, coisa que até ali nunca haviam feito.

    A gravidez de Shelly avançava e por sua idade e pela falta de comida que estavam sendo submetidas, Lauren começou a ficar realmente desesperada, cada vez mais. Praticamente parou de comer, tentando deixar tudo para sua irmã, mas nem assim as coisas melhoravam para ela, e varias semanas antes da data certa do parto, quando Kyrian estava com elas, a bolsa de sua irmã estourou. Implorou para ele chamar um medico, mas ele falou que não, que não queria que sua esposa descobrisse e que a própria Lauren poderia fazer o parto da irmã. Lauren tentou, mas sem qualquer treinamento ou saber como agir, viu sua irmã ter o bebê, que nasceu fraco demais e morreu em seguida. Shelly lutou pela vida por algumas horas, até que morreu devido a perda de sangue. Lauren entrou em um torpor que não sabia o que falar ou como se mover, e o homem se aproximou para tocar na garota, segurando seu braço e prestes a fazer algo que ela nunca soube o que era, porque no segundo que a pele dos dedos de Kyrian se fecharam em torno do seu braço, ela pode sentir o homem como nunca havia sentido antes: era como se a energia dele estivesse passando para ela, cada vez mais. Ergueu sua outra mão, tocando no ombro dele, ficando em pé e vendo a vida dele começar a esvair, querendo e desejando realmente matá-lo de uma vez por todas, querendo que ele deixasse de existir como havia feito com sua irmã, sua única família.

    O homem caiu desmaiado no chão, prestes a morrer e Lauren querendo concluir o que estava fazendo, mas logo os seguranças chegaram, vendo a cena. Sem pensarem, deram um gole na cabeça de Lauren, a fazendo desmaiar. Quando acordou, estava presa em uma cela, em um lugar completamente desconhecido. Depois de um algum tempo, um rapaz mais ou menos de sua idade entrou no lugar, sentando em uma cadeira e querendo ouvir tudo que ela tinha para contar. Lauren não respondeu, ficando amarrada em seu canto, com as mãos para trás, sentada em sua cama, olhando a parede. O rapaz pareceu desistir e saiu da sala, deixando Lauren em paz para chorar. Não havia mais nada a fazer além de chorar, porque havia perdido sua irmã, tão cheia de vida.

    Foi levada à julgamento, e enquanto estava indo para o meio da praça, viu Kyrian em pé, ainda vivo. Tentou avançar na direção dele e o matar, querendo fazer o mesmo de antes, sem ideia de como acionar aquilo, mas foi levada até a frente de outro homem, o qual reconheceu como o homem que ia até casa na qual ela ficava presa com sua irmã e ela gritara, pedindo ajuda. Axl Merryn, o líder de New City, na verdade sabiam que Kyrian estava matando garotas presas em sua casa. Não havia o que falar. Ela sabia que o líder do lugar iria encobrir o outro, por isso ficou quieta, ouvindo sua sentença: a vida na prisão ou a vida dedicada a serviços da cidade. Sua vontade de matar todos ali, mas olhou diretamente para Axl e pediu por uma vida de serviços na Cidade, sem remuneração, como punição por uma tentativa de homicídio, porque assim poderia ter alguma chance de matar quem ela mais queria: Kyrian e agora o próprio Axl, que deveria cuidar de seu povo e não aceitar dinheiro e saber que garotas eram mantidas a força na casa dos outros.

    Foi levada para o Prédio da Sede da Cidade, ficando encarregada primeiro da limpeza, e a medida que os anos foram passando, ela foi subindo de cargo, passando a cuidar da cozinha e agora, aos 21 anos, havia acabado de conseguir o lugar de administradora geral do prédio, cuidando de tudo nele: supervisão dos empregados, supervisão da limpeza, tudo sendo executado com perfeição e rapidez, sempre sem demonstrar qualquer emoção realmente verdadeira, e sendo salva por seu poder ao longo dos anos, porque por ser muito bonita, alguns guardas tentaram se aproximar dela. Tudo que precisava fazer era esperar, porque algo lhe dizia que teria sua chance. Ela não seria uma escrava para sempre.

What is happening now:

    No dia que a nave cortou o céu de New City, Lauren estava no prédio, cuidando de arrumar o apartamento de Axl, o que ela odiava acima de todas as coisas ter que fazer, mas fazia com precisão, todos os dias. Desceu as escadas correndo, chegando até o térreo e ouvindo as novidades pelos outros empregados: Axl estava juntando os homens para ir ver o que era aquele bola de fogo que passou pelo céu, e todos aguardaram o que o líder iria dizer.

    Quando enfim souberam que eram pessoas, pessoas como todos eles, não pode deixar de ficar completamente atônita por um momento. Porém, em seguida, começou a pensar: eram pessoas que viviam na órbita da Terra, com tecnologia muito superior e avançada. Pessoas que provavelmente tinham armas e pessoas que se talvez soubesse do que eles passaram na Terra, ajudassem todos a viverem melhores. Livres.

    Esperou a chance de ir ao prédio e logo soube que Adam Rhage estava cuidando do prédio. Mas, para sua surpresa, foi chamada pessoalmente por Axl, que a deixou encarregada de cuidar do prédio os “Fifty”, como estavam sendo chamados os outros. Fingiu surpresa e espanto, querendo desesperadamente realmente ter a chance de entrar no outro prédio, e Axl, que nunca pareceu reconhecer Lauren como a garota que um dia lhe chamou desesperada pedindo ajuda, falou que ela não se preocupasse, que haveriam guardas lá e que todos eles a ajudariam caso algo desse errado, e lhe mandou falar diretamente com Victor Windsor, o qual ele disse ser um dos líderes dos humanos estranhos.

    Lauren consentiu, saindo de lá, esperando o momento de ir ao outro prédio quase que em um estado febril, querendo conhecer as pessoas que talvez ajudassem todos na Terra. Pessoas que ela não conhecia, mas que com certeza absoluta eram bem melhores do que Axl Merryn.

Who she is:

    Ao longo daqueles anos, Lauren se tornou quase que invisível, andando pelos corredores do prédio da Sede em silêncio, escutando atrás de portas e observando, porque era isso que ela era, acima de todas as coisas: observadora. Nunca tomava nenhuma decisão precipitada, e parte dela se culpava por ter deixado Shelly aceitar a corte de Kyrian, porque ela deveria ter cuidado melhor de sua irmã, de quem sente falta e pensa todos os dias.

    Não aceita que nenhum daqueles guardas a maltratem e responde tem uma resposta inteligente e sarcástica na ponta da língua, pronta para colocar os homens em seus lugares, mesmo que depois sorria e diga que tudo era uma brincadeira. Aprendeu que as maiores verdades eram ditas assim, e passou a usar isso em seu favor diariamente.

    Nunca deixou de procurar saber noticias de Kyrian, mesmo que fosse a distancia, porque queria e iria matar o homem com suas próprias mãos, só tinha que correr contra o tempo, já como ele estava chegando perto dos 40 anos, e viver mais do que isso, naqueles tempos, era quase que um milagre, e ela estava cansada de saber que não existiam milagres.

    Ainda não controla seu poder completamente, mas depois de alguns treinos, ela já conseguia o controlar um pouco, machucando quem tentava lhe machucar Caso esteja nervosa, perde facilmente o controle de seu poder, podendo machucar qualquer pessoa que tocasse sua pele.

Her connections:

    ● Odeia Axl Merryn com todas as forças, mas esconde isso de todos, sem nunca demonstrar seus reais sentimentos pelo líder por saber que se o fizer, será morta.

    ● Quem tentou lhe entrevistar enquanto estava presa foi Jinx Merryn, e sabe que ele praticamente rompeu com o irmão pelo modo como ele tem conduzido a cidade, dando credito ao rapaz por tentar fazer algo.

    ● Tem uma certa amizade com Adam Rhage, com quem já conversou algumas vezes enquanto ele morava ainda no prédio, apesar dele ser bastante calado e já até mesmo visitou a casa dele com Jinx.

    ● Mal pode esperar para conhecer Victor Windsor e tentar descobrir se ele e os outros Fifty podem ajudar todas as pessoas do lugar aonde vivem agora.