felipe abib

Primeiramente, esqueça a biografia folhetinesca do sofrível Somos Tão Jovens, a adaptação de Faroeste Caboclo (aka música mais chata da história brasileira, que provavelmente vai te lembrar quão boa foi sua adolescência, mesmo eu dizendo que não) atinge um nível de excelência que a gente pouco vê no cinema comercial brasileiro, viciado em comédias televisivas e da exploração da fé alheia. René Sampaio, diretor estreante, dimensiona a história por trás da letra de Renato Russo ao mesmo tempo que foge da vontade geral que seria referenciá-la. Faroeste Caboclo é um filme cru, bem decupado, fotografado, e, principalmente, atuado. Violento como pouco se vê num produto feito pra atingir uma grande massa e com certeza uma das grandes e bem-vindas surpresas desse ano. 

Faroeste Caboclo - René Sampaio, Brasil, 2013.

[4/5]